terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
e você? em qual código se encaixa, meu filho?
No meu caso, quando quero falar que um cliente é um puto de um chato eu falo que é um F-32.
Equivale aos "transtornos de humor" (se não me engano). E fica com um ar tão estatístico que o povo nem se toca. Pensa que é alguma atribuição de boa performance gestora.
Quá!
não basta curtir, tem que agitar a rua II
"Chama este povo que fica no sinaleiro pra fazer uma apresentação na empresa. Pow, Monga... vai ser bacana pra dedéu..."
Pro dedéu eu num sei. Mas EU adorei! Se bobear aprendo a fazer uns malabares pra distrair clientes abestados.
não basta curtir, tem que agitar a rua
Eu ligo é pra um calor escaldante de 42 graus e o sujeito ali fazendo malabares pra um monte de executivos mal-educados que logo pensam que o hermano vai assaltar. E tratam de lacrar as portas do civic (sim, porque executivinho maisomênus compra carrinho da Honda) fingindo que tão ajeitando o nó da gravata.
Enquanto isso eu arregaço os vidros do gol 1922 da empresa e ainda grito:
"OOOOOOiiiii lindo!!! Bravo!!! Dorei o espetáculoooo!!! Vem aqui pegar uma moeda, fofo!!!"
executiva cavernosa
Motivo: uma tela de plasma na recepção, onde esparramada da silva eu assistia a um fantástico episódio do desenho "caverna do dragão".
Quem ta interessado em discussão sobre produtos e serviços??
Eu não.
"táuba de tiro ao Álvaro..."
Segundo o Álvaro-leitor, ele ficou surpreso ao perceber que não crio auto-distinção e sempre me coloco na massa de sofrimento e aprendizado comum a todos os trabalhadores.
É isso sim. Ser executiva não me garante nada melhor. Nem pior. Nem mesmo diferente.
Eu sou igual a todo mundo, e assim sendo, também tenho muito de prosaica e pouco de glamour.
das superstições linguísticas e corporativas
Primeiro porque eu sou pentelha. Segundo que ao falar em "orientação" podemos deixar subjacente que a pessoa está desorientada e isso pode ferir o calo de algum persecutório magoadinho.
Terceiro porque quem orienta é bússola. No máximo eu chamo pra pensar.
Quarto e conclusivo motivo: birra. Do mesmo jeito que muito executivo não passa por baixo de escada, eu não falo certas coisas e ainda bato na madeira 20 vezes.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
a thousand miles
Comentário deprimente. Se eu fosse gordinha eu quebrava a cara de vendedor que me falasse uma idiotice deste porte. Até parece que roupa de neném, em contrapartida, custa 1,99.
Se preço tem a ver com metragem utilizada vou começar a vender consultoria por km/h, afinal de contas, eu me estresso PRA MAIS DE METRO.
sim, fodeu mesmo
Por muitas vezes nos últimos dias tenho repetido a frase "perdão por não te dar atenção, estou trabalhando." Ou "perdão por não poder te fazer companhia da forma que você merece, mas este meu trabalho, óhhhh...."
A ninguém se deveria pedir desculpas tendo como justificativa a carga laboral. Do trabalho pressupõe-se a capacidade de nos abastacer de recursos financeiros e de nos suprir da tal carga de "utilidade".
Quando ao contrário, o que a jornada nos oferece é a subtração do que nos alegra, aí melou tudo.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
saudades das avós que faziam bolos
E coitada de mim, a uma altura dessa jurada de morte caso não a ensine, se resolver enrolar a Dona Benedita!
"Vó, e qual seria o nome do seu blog?"
"Ah... seria algo tipo ' estou farta de teorias' ou então 'quero que tudo se exploda'..."
(meus pesadelos recém começaram, leitores...)
tentando venceremos
Pessoas em quem creditei algumas moedas de esperança e não recebi nada... nem o troco.
Seria tão bom se algumas gestações profissionais de risco pudessem ser mantidas com repouso absoluto, ou com algum acompanhamento profissional, para que um eventual aborto não nos massacrasse o ânimo de uma nova tentativa.
A pior lembrança é daquilo que não vivemos. A cadeira desocupada seria só um objeto temporariamente sem uso, se pra ela não houvesse um projeto de ocupação específico.
Beyoncé e sua lição corporativa
Tem que respeitar a platéia, mexer os quadris e mandar bala.
ôh ôh ôh, ôh ôh ôh.
("If you liked it then you should have put a ring on it"...)
não tenho talento pra madrinha da Taylor Swift
Mandei um e-mail pra minha afilhada tentando dissuadí-la de abandonar os estudos aos 16 anos e segurar um pouco a purpurina que corre nas veias: ela quer ser modelo na Europa tal fez sua mãe, na sua idade.
Escrevi, escrevi, escrevi. Juntei argumentos nos recônditos da minha alma, tentando mostrar que na ausência da sua mãe que se foi, eu sou a pessoa mais perto do amor que ela encontrará. E o meu amor é assim meio bronca, as vezes.
Praticamente 200 linhas de escrita. E a resposta dela?
"Falow, dinda. Vô pensá."
(...)
salve o Governo Federal e seu cavaquinho
"Felicidade!Passei no vestibular
Mas a faculdade
É particular
Particular!
Ela é particular
Particular!"...
(O Martinho da Vila devia transformar este sambinha em jingle do Prouni).
Com algum esforço adaptativo, a palavra "felicidade" poderia ser trocada por "facilidade", e o trechinho "mas a faculdade é particular" por "e a faculdade, vai me aceitar..."
sábado, 6 de fevereiro de 2010
meu cabelo já é um capacete, ufaaaa
Monga, a rainha do deserto
tem medo mas não tem vergonha
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
o pai é meu, o cartão também
Eu falei que é o américo express.
A pessoa me corrigiu, quase me dando um tabefe."É american express, sua buuuuurra."
Eu expliquei pausadamente que américo é o nome do meu pai. E eu uso mesmo.
(Era só o que me faltava eu ter que explicar o porquê, né?)
kinder ovo (com uma péssima surpresa)
Eu não queria trabalhar neste sábado - revelação quase apocalíptica.
as vezes eu sofro de tristeza executiva
É que eu não sou a virgem pura
Que lhe pareço ser.
Este mundo já me fodeu tanto
Que seria uma puta hipocrisia
Dizer o contrário."
(Patrícia Colmenero).
profissões alternativas
Foi um festival de cotoveladas, de empurra-empurra, que vou te contá, bixo... eita, eita!
A grandiosa manifestação da noite foi a moça tentando derrubar a jornalista da minha empresa - literalmente. Eu indaguei pra qual veículo ela trabalhava, quando ela docemente retribuiu:
"Eu sou redatora do Orkut do Dr. Fulano. E as fotos que tiro, são pra publicar LÁ."
Aí eu me pergunto: pra que eu fico com frescura no habbo em aceitar convites pra ser "gestora de imagem de criancinhas candidatas a Miss Brasil Feto?" An? Escrúpulo? O que vem a ser isto?
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
executivas e suas gentis vovós
Páááára tudo que eu vou descer, ta?
A Mesbla faliu um dia? Não existem centenas de lojas Mesbla espalhadas pelo Brasil di Meo Deos? Quando que a Mesbla faliu? Vou correr pelo centro da cidade. Não é possível.
(Minha avó está me dando nojo com este computador. Vou cortar a internet dela, certeza.)
e agora, Chico Bento?
Algumas ficam preocupadas com a postura, com o que pode e deve ser dito durante os brindes, com a forma adequada de se apresentar a um grupo de investidores ou simpatizantes.... enfim... Relevâncias irrelevantes pras quais eu disponho meu respeito, afinal, nestas situações de certa forma brindamos nossa marca também. Temos que "fazer bonito".
Eu me preocupo com a coisa mais angustiante envolvendo o meu comparecimento:
Terei que calçar sapatos. Isto sim, me tira o sono.
teorias filosóficas corporativas
Inclusive dentro da sua empresa.
feliz aniversário, Sr. marido da amiga
O cara deixa de ser o designer, o web developer, o isto-e-aquilo e passa a ser o "marido da fulana". Sinceramente me parece um baita de um cargo, ainda mais quando a mulher é uma grande pessoa e uma belíssima profissional.
Baseado nisso, mando meu beijo de feliz aniversário pro Marcelo*, marido da Kakinha*, minha leitora-amiga. Votos de sucesso. Paz. Harmonia e trilhas diversas, floridas e encantadas.
(E Marcelão, se precisar de parceria pra cantar... tamo aê... "Longe de casa....uhúuuu... há mais de uma semana....")
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Mongalicious, babe
Oi Tonico! Muito e.t. por aí?
Olha, outro dia lendo umas coisinhas sobre a Brigitte Bardot, acabei encontrando a justificatica perfeita pra ter seguido a vida executiva.
"Eu dei minha beleza e juventude aos homens. Agora dou minha sabedoria e experiência aos ANIMAIS."
:)
sutileza de uma hipopótama
Eu não sou daquelas que enfia o dedo na ferida. Lembrei do nome da amiga na novena, e mandei minhas boas vibrações. Não fiquei cutucando pra saber se o cara pagou-ou-não-pagou.
A única coisa que fiz, de forma quase imperceptível, foi perguntar como quem não quer nada:
"Oi querida!!! Tudo bem? Como que vão as coisas no Reino do Calote?"
se for dirigir, leia
Eu sou uma voraz consumidora de livros, mas por incrível que pareça nunca me distraí lendo "Jesus Cristo, o melhor executivo avant gard que já existiu." Porque eu sou desconfiada, sabe? E tudo que me remeta à fórmulas de sucesso parecidas com Tang (abriu, misturou, bebeu) me dão preguiça.
Nem é preconceito. É preguiça mesmo. Porque não pensar me cansa muito mais.
Portanto, amiguinhos, se eu puder recomendar, leiam "Os Ratos" de Dionélio Machado. Um livro lá dos anos 30, mas tão contemporâneo que chega a assustar. E vale pra qualquer profissional.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
bolo inglês executivo
Quanto mais bate, mais a "gente crescemos".
Nham nham.
:P
diálogos sinuosos sobre interesses retos
"Dr. Narigão, deste jeito a cronologia de nossas ações estará fadada a não atender nosso contrato!"
Dr. Narigão:
"Monga, a gente prorroga seu contrato e paga o dobro pela consultoria, sem problemas..."
Eu:
"Ah ta. Então vou começar a pensar na festinha de Natal deste ano..."
viada profissional
Muitos executivos que eu conheço sofrem de síndrome do "encosto-os humilhados serão exaltados
Numa dessas emboscadas organizacionais acabei me encontrando com uma profissional que me fez sofrer bastante. Que fez minha equipe chorar as lágrimas amargas de um projeto mal dirigido.
O nosso encontro me colocou numa posição decisória: está nas minhas mãos mantê-la no cargo ou demiti-la sumariamente. O que eu decidi fazer? Por enquanto nada. Vou ponderar.
Não posso adotar critérios que foram duramente criticados por mim quando na mão desta moça.
etMongologia
O meu, em hebraico, significa "cheia de graça" (ohhhhhhhhh!!!!). De outra colega significa "sabedoria", e assim por diante fomos tecendo nossas conjeturas da vida.
"Monga, o Jesusclécio tá pedindo pra você ler aí o que o nome dele significa!"
E eu: significa que a mãe dele teve uma gravidez abençoada, mas com muita azia e enjôos constantes.
Porque, né, J-e-s-u-s-c-l-é-c-i-o?
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Mãe Joana Corporation S.A
A boa educação faz até bem pra pele, a gente economiza no Renew e tudo-mais.
E na empresa, assim, quando muitas pessoas são atribuladas, é de bom tom avisar também, né?
Levar bolo de chocolate não substitui os bons-modos.
meia é pro pé
Tem sim, querida. Tem um hábito que me tira o sono, de verdade e está proibidíssimo na minha empresa:
Usar aquelas meinhas que servem de capinha pra celular. Perco a concentração no serviço, totalmente. Na empresa os telefoninhos tem que andar peladinhos, fófis.
(Já to trabalhando isto em terapia).
se mentir a língua cai
Uma faixa lilás!
(Eu sou daltônica, mas bastante crédula quando alguém me fala que "tal coisa é de tal cor").
:P
das profundezas do meu útero organizacional
Hoje foi uma exceção nos últimos dias. Alguma fagulha dentro de mim causou a combustão da necessidade de vender nosso peixe, desconsiderando que minha posição de C.E.O não inclui o quesito "caixeira viajante".
Me saí bem pra caramba. Eu sou a melhor vendedora de idéias que conheço, na prática.
(E isto seria uma grande vantagem pra ser arrotada, se a empresa não fosse minha. Qualquer mãe sabe propagandear seu filho melhor do que ninguém).
arcano 01
Eu sou muito ligada em números, não especificamente em datas, mas basta uma associação simples para que o número passe a ser a referência da data especial. Confuso, não? Adóoooru.
Acontece que se eu for tatuar os números importantes ligados à pessoa mais importante da minha vida, posso ser confundida com uma prisioneira americana.
Ou ser confundida com o código de barras de absorvente higiênico com abas.
Ou nenhuma das duas opções, ou as duas. Meus clientes já me têm na conta das pouco convencionais, então o que meu corpo traz estampado, é o de menos.
domingo, 31 de janeiro de 2010
dicionário corporativo (de volta)
"Objeto geralmente de madeira, revestido de couro ou com aplicações para superfície, tipo pátina, onde os gestores repousam os traseiros enquanto a equipe se ferra trabalhando. As horas passam tranquilamente na companhia de palavras-cruzadas ou jornais do dia."
a involução das espécies
E a Margarida passou a ser atração nas nossas conversas diárias. Inclusive num dos congressos que participamos, compramos brinquedinhos e uma escova de dentes gigante pra mocinha. Era na chácara dos pais desta colega que a Margarida residia.
Porém, depois de tantaaaaaa insistência da minha parte, e ao ver meu sentimento amoroso com relação à miúda de 4 ferradurinhas, acabei ganhando a guarda da menor.
Estou estudando uma forma de manter a mini pônei na empresa. Fico triste que sua raça não permita que ela cresça mais... se crescesse, chegaria ao meu cargo, certamente.
Um dia eu já fui uma eguinha.
amazing grace
E minha irmã rapidamente:
"Escuto isso todos os dias. Vai ver este é o segredo do teu sucesso..."
Vai ver.
grana e fineza não sentam à mesma mesa...lá ra lá
O garçom se aproximou da mesa e cuidadosamente indagou ao meu pai:
- Consumê, senhor?
E o papai: Claro, por favor.
Na vez do Nhô Baixaria:
- Consumê pro senhor também?
E o cara: Pra mim é SEM SUMÊ. E traz um chôps.
ninguém baixa a minha crista
"Aposto déizão em você numa briga de galo!"
Vale lembrar que eu não brigo com ninguém. A última vez que dei uma de kung-fu-panda na empresa foi praticamente um exercício laboral de risada coletiva.
Ninguém leva minha zanga à sério.
(Nem eu).
"ELE zomba do quanto chorei..."

O tempo é um grande companheiro; o mais solidário de todos os acompanhantes da nossa vida.
É ele que pede passagem pra que as coisas tristes e ruins deixem de ser espinhos, de forma que, distanciadas de nós, passem a ser suportáveis.
É ele também o fiel depositário da esperança. Ela fica guardadinha sob sua responsabilidade até que ele nos considere aptos a viver em paz.
sábado, 30 de janeiro de 2010
a vida não é filme, você não entendeu
Ouvir as estripulias sexuais de mulheres viciadas em Lexotan com cerveja não é exatamente o nível de amizade que almejo, mas as vezes é necessário atender a demanda emocional que surge no meu caminho corporativo.
Duro é que as confissões envolvem pessoas nas suas relações de trabalho, em hierarquia superior e sob os limites da chifragem e da pilantrice.
Eu tento abstrair.
A-b-s-t-r-a-i-r.
ábaco corporativo
Na minha empresa a gente descumpre sistematicamente o que os conselhos regulamentadores e sindicatos determinam e orientam quanto à tabelas de serviços. E também pouco "SE lixamos" se outras empresas concorrentes adotam uma política de preços deste ou daquele jeito.
Jogamos os parâmetros fora, um a um.
(E construímos uma base de cálculo super sincera: quantos reais são necessários pra manter o sorriso o mês todo? )
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Monga, gostosa pra caramba
Uma negativa diante de um negócio agora pode significar uma bela porta aberta logo ali. Falo por experiência própria.
Todas as vezes em que diminui minha fome de leão diante de um cliente, meses depois ele me recompensou com uma apetitosa tonelada de carne fresca.
Fechei um contrato com o cara tido como "o pai de todos os jumentos" e acho que o ganhei no dia em que abri mão de cobrar por um serviço X.
Em troca, ele me concedeu todo o alfabeto....rs.
"fácil" é nome de música brega
Qual a cor que te lembra um dia lindo?
O Flamengo é um time de verdade?
Marzipã é o nome de uma doença? Você prefere Anais Nin ou Simone de Beauvoir?
E a pessoa me falou que encontrou certa dificuldade em responder à algumas coisas.
Eu fiquei tão feliz!!! Porque respostas fáceis e pessoas idem não nos interessam.
a exposição flicka a seu critério
E pior do que isso: me dou conta de que como profissional quase Doutora em comunicação, eu sou praticamente uma máquina à manivela. Antiga, ultrapassada e "ultra-passada". Sou do tempo em que se esperava um postal daquele amigo que foi à Paris nas férias.
E de que álbuns de fotos eram coisas divididas na intimidade de uma conversa na sala de casa, com chá inglês. Estes sitezinhos de photo-sharing me causam tremendo desconforto.
A bem da verdade, qualquer tipo de exposição me causa tremendo desconforto.
(Ok. Coerência nunca foi meu forte...)
a frenética saga da mulher polvo
Recebi um e-mail tão querido da mulherpolvo.wordpress.com, e aproveito para dividir o cantinho desta moça com todos os meus leitores (sentiu a ponta de esperança-ilusão de que ainda tem gente que lê meu blógui, né?)
"A mulher do terceiro milênio precisa ser bela, gostosa, boa de cama, talentosa, rica e bem-sucedida profissionalmente. Precisa ser boa mãe, boa filha e ótima amiga de várias amigas e amigos."
Olha... como eu contrario em gênero, número e grau esta definição da fofa da Chris-polvo*, to mais pra mulher-ZEBRA.
Mas corre lá e depois me conta?
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
eu não matei Joana D'arc
Lógico que eu tenho que ter defeitos. E neste mar de qualidades, os clientes sempre potencializam os defeitos.
Sabe, eu acho ruim gastar fósforos com pouca chama. Se é pra tacar fogo, não vamos economizar.
Incêndio bom só deixa cinzas.
O contrário disso é só um peidinho de labareda. Inútil, inútil. Faz sujeira mas não me queima.
satisfação dos clientes, que nada!
É o apelido que se dá pro puxa-saquismo institucional.
tem coisas que só um cliente idiota faz pra você
Porque ele sempre fala "faça novamente o serviço."
Mereço.Eu chamei a Madonna de Britney. Só pode.
terceirização só se for de primeira
Se for igual ao que oferecemos, a gente mesmo faz.
anota aê
A técnica de produzir lembretes pra mim mesma sempre funciona."Consertar a infiltração do apartamento de Brasília." (dois meses depois eu dei jeito).
"Comprar uma lapiseira nova." (tres meses depois eu dei jeito).
"Ser mais tolerante com a pentapolaridade das mentes alheias." (DAR JEITO HOJE, SE POSSÍVEL).
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
você é loira mas eu tolero sua lerdeza
E a Angelúda*:
"Durante a noite eu não funciono. Eu sou monofásica."
E eu:
"Monofásica é uma nova forma de se falar sobre orientação sexual hetero?"
Ela:
"Não. É uma forma de lerdeza, mesmo."
você é loira mas eu te amo
Cabeçuda, inteligentuda e sortuda. E mais sortudos ainda aqueles que convivem com ela.
Não penso que toda pessoa tenha a sorte de ter amigos por onde transitam seus relatórios, mas é o meu caso - e eu sou muito feliz por isso.
Tão feliz que minhas gargalhadas as vezes atrapalham as pessoas da sala ao lado, mas eu também tônemaí.
nem com macarronada cai bem
Os bixim já nasceram criando encrenca, prova maior que uma destas categorias começa com as letrinhas "cê" e "ú" que juntinhas são auto-explicativinhas.
Graças a Deus que as pessoas tem critérios absolutos, e não precisam necessariamente fazer programas com tios e tias MAIS os colegas de trabalho destes tios e destas tias - ainda mais em se tratando de gente com pouquíssimas chances de trocar algum conteúdo que vá além do Big Brother e suas implicações metereológicas-quânticas.
Tudo que chegar de bônus em termos de amizade que seja pela porta da frente da inteligência. Porque quem gosta de bonde do tigrão é funkeiro.
to avisando
De recursos humanos pra Retardadas Histéricas.
(E eu nem tenho culpa).
"cinco patinhos foram passear..."
Bem que tentamos em muitas reuniões estabelecer limites do que pode ser dito na presença dos "inocentes", porém, a febre por atrocidades é maior.
Basta saber que a maioria das mães sente-se dividida ao incluir seu filho num programa profissional em nossa companhia: metade é celebração pela chance em si, outra metade é preocupação imensa por conhecer o teor de nossas rodadas de chimarrão corporativo.
Teremos que esclarecer desde os primeiros dias de trabalho que nossa intenção não é gravar um dvd da "Monga só pra baixinhos". E se fosse, as músicas ganhariam versão trash.
comungando
E hoje no final do expediente alguém comentou sobre uma colega, que é "crente", automaticamente me excluindo desta pequena legião de preferidos de Deus.
Partindo do princípio que crente é também aquele que simplesmente crê em alguma coisa, eu só posso argüir que eu também sou crente!
Creio que o Grêmio é o melhor time do mundo e que num ambiente profissional de mulheres chapadinhas, meus cabelos cacheados são extremamente sedutores.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
canção para ninar executivas
que o cansaço vai passar/
outro dia de rotina/
que te ajuda a suportar/
mesmos sonhos de menina/
num eterno caminhar..."
eu encaro
É como aquele casal que discute constantemente sobre o roteiro de férias mas que no final das contas chega junto num destino (a menos que role um divórcio relâmpago).
Pra brigar em nome de alguém, e não COM alguém, é preciso ter muita clareza dos objetivos. É preciso ter confiança, discernimento, lucidez em estoque e muita certeza.
(Certeza principalmente de que você é porta-voz de um objetivo comum, e não o ponta-de-lança de alguém que não tá nem aí.)
escassez me aborrece
E eu sou.
Porém, na hora em que eles resolvem reivindicar seu lugar ao sol, salve-se quem puder. Defendo até a morte meu direito de sentir, de ser clara, de ser quem eu sou, ainda que isto me custe um preço alto.
Eu perdôo. Eu relevo. Eu me revelo.
Eu só não aceito negligência e pouco amor.
falsa brilhante
Ah...
Eu nem "SE" importo de ficar no blackout. Porcausaque eu tenho luz própria.
(Perfeição é uma dureza...)
anacronia da burrice
Meu avô dizia "não gaste sabonete em cabeça de burro" quando queria se referir a uma causa perdida ou uma alma idem.Na empresa a adaptação mais justa é "não gaste tempo em cabeça de burro".
Dá trabalho, rugas, gases e mau humor matinal.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
em síntese, é isso
Delicinha que os designers e publicitários expressem sua preocupação com relação à forma do nosso produto subjetivo. E que se preocupem de verdade quanto à eficiência gráfica e textual do que está lá, naquele quadradinho virtual tão... como eu diria?... hmmm.... s-i-m-p-l-ó-r-i-o.
Sinceramente, nem sei se tô a fim de atender um cara que me acha pelo Google no mesmo instante em que procura uma foto da "guria da Uniban depois da lipo". Nem sei...
E não sei igualmente se quero que o site fale pela minha boca. Que me represente na minha ausência. Eu quero falar. Tocar. Beijar as pessoas e convencê-las*.
*Nem que seja a chutarem minha bunda.
então eu posso ser
"Perfeição pra mim é coisa de menina tocadora de piano e fazedora de bordado" .
(Nelson Rodrigues).
1, 2, 3, gravando!
Ela: - "Dublê, Monga? Não seria uma substituta? Você não é atriz de filme de ação, pra querer uma d-u-b-l-ê!"
"Posso até não ser, mas o risco de fraturas e acidentes graves é o mesmo ultimamente."
caminhar é bom, descansar também
É algo como uma licença poética dizer que se está numa fase de "descobertas íntimas". Parece que isso dá satisfações ao falatório daquela tia que vive cobrando pela promoção que nunca sai, ou que alivia a barra da vizinha que sempre questiona porqueraiosvocêfoifazeradministração.
A pessoa deixa de ser fracassada pra assumir o posto de desbravadora-insatisfeita.
Me preocupa que este estado de busca se encerre em si. Que buscar seja a excelência motivacional de uma vida, mas que não seja apenas a dinâmica de alguma coisa que tem ponto final... que não resulte num encontro...
(Nem que seja o encontro de uma nova jornada de busca).
domingo, 24 de janeiro de 2010
pedaaaaaaala, Sr. Seu Mongo
Tem nada mais chato do que vendedor indiscreto atendendo cliente boca-grande - "É pra sua amante este perfume, é?".
Porém, quando se trata de vender uma bicicleta xexelenta pra um Senhor de 45367 kilos (e 25 gramas) o cara deve no mínimo perguntar se "a possante" é pra ele pedalar. Da mesma forma que o Rei Momo amador deveria informar que a tal da bike era pra ele mesmo.
Me pouparia o trabalho de juntar meu pai espatifado no meio da rua entre destroços de roda e pedais.
senta aqui e pensa comigo, pípol
Não me aborrece igualmente que todo mundo que conheço adoooore o Crepusculinho, e o vampirinho lá meio broxildo. Eu expresso meu desgosto porque são produtos que de fato eu não consumo, balizada pelo mesmo direito de não comer alho. Ou não torcer pelo Internacional de Porto Alegre. Ou simplesmente falar sobre o mundo corporativo recusando os elementos do mundo corporativo.
O que me irrita de verdade é o MODISMO DA NEGAÇÃO. Este sim, é triste. É sair por aí dizendo que deteeeeesta tal coisa pra garantir um lugar no banquete dos "pensantes."
homecare
Eu ficar brava? Mas bah. Nunca.
Só vai rolar um deslocamento espacial: cara vai produzir em casa o que ele costuma produzir no escritório.
pelo motivo que for
Meus amigos, vizinhos, colegas e parentes distantes usufruem desta vantagem sobrenatural com uma folga assombrosa.
Não sei que tipo de criptonita a minha avó misturava na minha mamadeira.
(Confesso que preferia ter a mesma destreza inata pra lidar com pessoas - fixas ou móveis).
sábado, 23 de janeiro de 2010
ah! que sacrifícioooo
Rola um custo operacional muito grande pra manter uma estrutura enorme aberta só em nome da birra (porque vaidade não tem a ver com gastar dinheiro a toa, ao contrário do que se pensa).
Na última reunião ele me pediu "Monguinha, minha flor de azedume, arranje as coisas de tal forma que justifique a abertura da empresa. Porque não abro mão disso. E dinheiro a gente tem em caixa." Levei dois dias pra pesquisar todos os restaurantes, pra alugar as mesas e cadeiras e chamar um tocador de viola.
Sábado numa empresa vazia, com funcionários fazendo questão da presença uns dos outros, só posso organizar feijoada. Outra coisa faz mal pro estômago.
acontece...
Como se vê, ser executiva não me isenta da doença mental.
segura o Jason
O entendimento equivocado da prática de reconhecer talentos e conduzi-los ao mercado se transforma num massacre informal (porém institucionalizado), dizimando egos, sorrisos, sonhos e projetos de vida.
A motoserra não é da função profissional, mas é basicamente das pessoas que usam suas ferramentas para a promoção do terror.
"Gente nasceu pra brilhar!!" (deixa eu "viadar", que hoje é sábado! :P)
ê cumpádi...
(porque o anonimato da gentileza não parece lá tão atrativo...)
É estar preso por vontade
Costumo dizer que mesmo sozinha, sou uma multidão.Sou muitas executivas, muitas mulheres, experimentando a cada dia uma forma de sobreviver a mim mesma. Vivo em constante triagem do que me interessa, do que me cabe, do que me serve.
Penso que só posso ser feliz desta forma, repetindo e renovando todo dia algum voto que tenha feito na vida. Em qualquer instância.
Hoje especialmente, é um dia de renovação do mais precioso dos votos: o do amor. E o amor me interessa basicamente como combustível e alimento. Sem ele, nem "executivar" vale a pena.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quem não guia, deixa-se guiar (ou não)
Foi nesta condição passiva, na companhia de uma colega ao volante, que a ouvi observar agressivamente sobre o quanto eu "dou esmolas pra qualquer um na rua". E no quanto eu desconsidero que a esmola é "pra bebida, pra drogas, pra prostituição..."
Eu ia mesmo ponderar que a minha ótica de generosidade só alcança até o momento da doação. O uso do que entrego não me compete. Mas aí achei bem melhor sintetizar:
"Querida, eu também te pago uma esmola todo mes e você faz o que? Vai lá e compra suas drogas... ingresso pra show de música sertaneja, roupa com brilho e até perfume do avon pro seu namorado. Cala boca e prestenção no farol."
cade a decência que estava aqui?
Quem tiver idosos e crianças em casa, por favor, remova-os. O teor é pesado, mas eu preciso contar.
Mentira. Não é pesado, é bagaceiro....mas dá no mesmo. Uma colega enviou e-mail pra um contato comercial, de uma empresa parceira de negócios. E como toda moça fina e de bons modos perguntou da esposa do dito-cujo, como quem pergunta educadamente se a vida lhe cai bem ultimamente.
E ele, respondeu "ah, vai bem. Mulher bem f..... sorri à toa."
(Posso chorar gente? De depressão profunda e escárnio pela raça humana?)
da honestidade
"As pessoas verdadeiras continuam sendo queridas entre nós, né?"
Só depois entendi o recado. No item pretensões profissionais, a pessoa escreveu um nocaute: desejo enriquecer rapidamente.
Parabéns! Deus te abençoe.
marcelo, o recreacionista
Espiem o blog do Mar*, o maridão-queridão da Kakinha (minha miguxa), por favor. Especialmente se assim como eu, estiverem a fim de um relax ininterrupto. Assuntos pra todos os naipes... a-t-ó-r-u-m!!!
www.daredacao.com
e a família, vai bem?
Problema é quando a gente passa a conhecer as referências globais da pessoa, dona da boca de onde saiu o elogio.
Assim sendo, quem adoooora o Benito de Paula, dá a alma por uma batata-recheada e consome livros de numerologia da Aparecida Liberato, não pode querer que me chamar de "super executiva" caia na lista de delícias-pro-ego.
Lamento.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
espanque com moderação
Fiquei pensando nisso depois que uma amiga falou que esta minha conduta merecia uma "havaiana de pau".
Resolvi pesquisar o vídeo da tal da "havaiana de pau". Gente, Mell Dells!
(Quem tiver paciência, corre e espia o tal vídeo. É antigo e é só procurar no gúgôl.)
a realidade sobre nossas fraquezas íntimas
E ela, boa fumante, devolveu "ah Monga... é mais vergonhoso expressar que se A-D-O-R-A fumar do que fumar em si..."
E é bem verdade. Nem tá mais aqui quem falou.
Cigarro? O que é isso? Nunca-ouvi-dizer.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
para Gabi Pinheiro
Agradecer pelo e-mail tão fofo, e tão impregnado de amor ao próximo e lucidez para com as coisas que nos cercam que me fez reunir os colegas... Este é o poder das palavras: elas também são agregadoras de outros seres humanos.
Um e-mail pode ser objeto de troca e celebração durante um café, numa tarde chuvosa.
(Obrigada, querida.)
nada de novo no front
É como ir pra guerra com canivete. E achar que o inimigo vai se borrar de medo.
da silva sauro
Se a pessoa é minha parente de fato, eu confirmo. Se não é, nunca-vi-mais-magro-ou-mais-fofinho, pra que mentir?
Compensa dizer que é meu parente por parte de Adão e Eva, porque o cara é famoso no mundo corporativo? E vai que ele é fotografado com uma modelo sem calcinha?
Sou católica, gente.
oferecendo o dedo e perdendo a perna
Éfe á vê ô érre = favor. Do verbo das gentilezas.
Porque aí quando o cara insistir numa cobrança mais acintosa, a gente poupa o assessor jurídico de esfregar um contrato na cara da pessoa.
Prontodesabafei.
momento super star
"Monga, as vezes não quero aceitar determinado projeto e fico sem jeito de dispensar um cliente. Sugestões?" Maria Eduarda Mello - SPDudinha, querida... eu uso a tática "camarim de estrela".
Peço uma sala com tapete persa, muitas tâmaras, 25 toalhas brancas, um sofá com couro de elefante - pra começar. Depois exijo 2 motoristas (um loiro e um moreno), refeições tailandesas e um monitor de plasma com episódios ininterruptos de Gossip Girl.
Na inviabilidade de atender aos meus pedidos, não rola. Dispensa fácil, fácil.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
oversize overdose overtudo
evitando a morte e a invalidez
a mais profunda cópia
neste vale de lágrimas
E as vezes eu venho pra empresa pra chorar. Simplesmente trancar a minha sala e chorar.
Qualquer produção tem que ser gerada a partir de uma verdade indissolúvel. Logo na contratação eu aviso aos colegas: se a sua verdade é dormir até as 15h todos os dias, pois então d-u-r-m-a.
Mas quando chegar, revele-se. Saia do limbo profissional. Cause. Aconteça.
Nos dias em que minha produção é choro, é nisso que me concentro, até as 18h. E ai de quem me interromper. Demissão por justíssima causa.
ballroom
(Eu sei dançar estas coisas - e ritmos me atraem normalmente - e facilmente).
Também não previa a revelação de muitos pés-de-valsa e surpresas do tipo "estagiários-com-menos-de-20-anos-que-são-exímios-maxixeiros."
Fico certa de que quando a gente descobre alguma aptidão adormecida, cabe neste momento uma dose de "metidez". Ser metido não significa chutar a canela do parceiro, propositadamente. Nem arrogante a ponto de dispensar a condução do "cavalheiro".
Ser levemente metido significa que o maestro pode mandar a música, que a gente baila. Baila lindamente, com ou sem par-constante.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
rodas-gigantes, cérebros idem
Segundo os colegas psicólogos da minha equipe, as escolhas dos profissionais que trabalham comigo estão diretamente condicionadas à forma como estas pessoas pensam.
Verdade.
Porque trabalhar aspectos técnicos num cara qualquer, a gente consegue. Ensinar a pensar, não.
Ou sabe ou num sabe.
dentro de mim bate uma curiosidade
Comigo é assim. Se tocar valsa eu valso, se tocar funk eu vou até-o-chão. Em termos de adaptabilidade sou a própria mulher borracha.
O único momento em que me senti desconfortável foi quando o Dr. Floral me perguntou porque eu sou tão falante e sorridente. E porque eu me chamo xxxxx*, e porque o céu do meu mundo é azul.
Eu respondi educadamente. E também perguntei porque os periquitos quando comem batata com curry têm diarréia. Eu também tenho as minhas curiosidades holísticas, uai.
domingo, 17 de janeiro de 2010
o efeito de reger (again)
As instituições de ensino podem até oficializar alguma coisinha que caiba num canudo, mas educação por princípios é dever lá de casa.
(Eu nunca tive aula na faculdade de "Gestão Moderna de Sistemas Motores: como não colocar os pés sobre a mesa do escritório, módulo I". Pelo menos não que eu me lembre.)
o efeito de reger
Eu sempre opto pelo caminho da educação/formação de base que dispense qualquer lembrete espartano. Sei que não é fácil impor consciência suiça em comportamento brasileiro, mas alguém tem que peitar este esforço.
A começar pela coisa do "regimento" que só traduz em normas uma política nem sempre coerente.
Talvez porque eu seja preguiçosa, e como tal, penso que os pressupostos são t-u-d-o. Acho um pé no saco oficializar num documento que a vaga do cliente, por exemplo, não deve ser usada pelos funcionários da empresa. (...)
enquanto isso...
"Eu sofro de mimfobia, tenho medo de mim mesmo.
Mas me enfrento todo dia."
[Millôr Fernandes]
compreensão brochante
sábado, 16 de janeiro de 2010
se perguntarem por mim, digam que eu s-u-m-i
E ela retribuiu, docemente: "Dona Mãe da Monga, não estou grávida. Estou gorda, mesmo."
(então eu vou dar um pulo no Haiti pra ver se dou uma morridinha básica e já volto...)
até a fessora se apavora
Aliás, eu quase nunca tinha caderno e levava uma flauta pras aulas só pra encher o saco. Fui suspensa um milhão e setecentas mil vezes por "conduta inadequada" (que injustiça...)...
Hoje fui comprar materiais de escolinha pra dar de presente a uma menininha e fiquei rosa-chiclete! Tantas opções de lápis, borrachas, etc. etc...
Calculo que este mercado deva movimentar uma grana preta, porque o mesmo caderno com uma capa blasé = 15 reais. Com uma capa da Hannah Montana = 3.657, 53 reais (ou quase isso).
To pensando em licenciar alguns bloquinhos da Monga. Será que alguém compraria?
e por falar em caminhões
Penso num cliente e plim! Ele aparece no restaurante onde estou, ou no supermercado, ou no shopping. Porque não basta falar em trabalho, o trabalho tem que agir persecutoriamente.
A prova cabal foi que desci do meu carro, vi uma pick-up enorme, estilo big foot, estacionada ao lado e pensei "ah... o zé-breguice ia amar este carro".
No instante seguinte, ele, a patroa e as criancinhas saltaram do veículo.
To com medo.
vale quanto pesa ou pesa quanto vale?
Tá. Vamos inverter.
E se a areinha for "muito pouca" pro meu caminhãozão?
Porque o sucesso não tem a ver com o tamanho da carga ou do veículo, mas com o valor de ambos.
haja paciência!!!!
Ao me dirigir a um quiosque no shopping pra pedir informações, me deparei com a cena ao lado: a senhora-funcionária estava jogando paciência, ora veja!sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
cacofonia medonha
Pra piorar, escuto esta pérola:
"Monga, só confio em você."
Eu: pode socar o fio noutras bandas, tchê.
posso perguntar?
"A fulana quer arrotar na empresa que se converteu a minha religião mas eu sei que ela era uma promíscua que vivia drogada, na sarjeta."
A pergunta da executiva Monga e ignorante-religiosa:
Converter não significa modificar alguma coisinha? Transformar? E não é bom que ela tenha sido "salva"?
Ah! Mais uma perguntinha.... quem precisa ser "salvo" de alguma coisa, a propósito? (só por curiosidade...)
com meus votos de sucesso
(Querida, diploma na mão certa sempre vai ser importante. Parabéns pela vitória!)
vamu pulá, vamu pulá, vamu pulá, vamu pulá
Admiro mesmo, do verbo ADMIRAR.
Não tenho disciplina pra estudos sistemáticos, não tenho paciência pra serviços contínuos e iguais e não tenho perfil pra nada que inclua a minha manutenção num espaço geográfico único.
Sem contar a tal da estabilidade, porque nem no leito de morte eu desejaria algo estável pra mim.
Eu sofro de hiperatividade multisetorial pessoal, ou seja, adoraria ser "piloto de prova" de camas elásticas.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
instrutivo e lúdico
Eram tantas opções enobrecedoras e úteis, que foi difícil eleger uma proposta logo de cara. Consultei meu pedagogo organizacional favorito e juntos decidimos:
Exibiremos episódios de "Todo mundo odeia Chris."
Mó legal!
Ka, posso furar a fila?
Ficaremos lá sentadas na Pedra da Bruxa, porque lugar melhor não há "quando tudo está perdidooooo".
Ontem ficamos sabendo que existe uma pousada pra arrendamento. Baratinha, limpinha e gentil.
Então, vida-minha, empresa-minha, amor-meu... se pintar dor... já tenho esconderijo!
quem voa não teme
A situação do Haiti acabou comigo e a morte da Zilda Arns me empurrou a uma reflexão enorme.Especialmente quando ouvi seu filho falar "se minha mãe soubesse que seria atingida por esta tragédia antes de ir lá levar sua mensagem pra'quelas pessoas, ainda assim ela teria ido."
Perdi uma figura importantíssima no meu imaginário sobre mulheres fodásticas.
Mas ganhei um exemplo insubstituível pro conceito de LIDERANÇA.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
compulsão corporativo-alimentar
Me chame pra uma visita.
Por onde passo eu vou consumindo o que vejo pela frente. (Antes mesmo de dar bom-dia pras pessoas...)
Impressionante.
me deixa (que hoje eu to de bobeira)
Pessoa-sabichona: - "Monga, dá impressão as vezes que você quer salvar o mundo!"
Monga-eu: - "Dá a impressão? Que pena! Não tem como dar certeza de que eu quero salvar o mundo?"
Uhu.
compaixão, meu filho, vem antes do cifrão
Hoje ouvi um contra-argumento aflito "Maaaaassss Mongaaaaaa!!!! Pra que vamos nos preocupar com a imagem que alguém tem da empresa, se esta pessoa estiver saindo da empresa???"
Porque esta pessoa é uma pessoa. E pessoas vem antes dos processos.
E porque nossa preocupação é com quem fica. Não é possível a gente convencer a um grupo a produzir com qualidade se eles perceberem que não ligamos a mínima pra seres humanos.
"Saída" ou "entrada" são só plaquinhas na portaria.
só quero saber do que pode dar certo
Por alguns instantes avaliei de que forma isso poderia intervir na minha vida. E na escala de valores, a primeira preocupação envolve a pessoa que eu amo.
Em segundo lugar, pensei na pessoa que eu amo. E em terceiro lugar, na pessoa que eu amo e com quem escolhi ficar até a velhice (sim, sou baita piegas...). Como a opção carreira não apareceu entre minhas necessidades vitais já posso começar a pensar na aposentadoria compulsória.
(E posso sorrir. Sempre, sempre).
e fodam-se as normas
- Qual a coisa mais importante na sua vida?
Ele: - Meu filho! - (com os olhos marejados)
Eu: - Tá contratado!
me dei por vencida
Segundo ela a síntese do que ofereceremos é "não basta trabalhar só com as necessidades de quem procura um emprego. Temos de trabalhar também com quem oferece as vagas."
"Trabalharemos com os precisados e com os precisantes."
Me poupou o esforço marketeiro.
novidades no ar
Não sei o que fazer com ela ainda, mas brincar de descobrir, me agrada.De certeza, posso antecipar que trabalharemos com convites e acompanhamentos.
Convidaremos as pessoas a trabalhar e as acompanharemos no mercado de trabalho.
Acho que o nome disso antigamente era RH. Ou recrutamento e seleção.
Alguma caretice dessas.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
genialidades sobre a genética
"Monga, os chefes aqui da empresa são gêmeos vitalícios?"
Eu pensei... pensei... e bocejei:
"Olha, a menos que um deles morra antes, são vitalícios sim."
:)
prioridade é comprar canequinhas
Cliente recebe seu cartão do BNDES e se empolga no traçado de planos.O verbo regente que até ontem era "conter" hoje é "comprar".
E chama a copeira pra trazer cafezinhos (porque executiva Monga só brinda com cafeína) e juntos celebrarmos este momento "desatolando a gente chega lá".
Aí eu estrago a alegria contagiante, porque posso até engolir toda sorte de privações emocionais e financeiras em prol de um projeto, mas brindar em copinho de requeijão NUNCA.
o pavão misterioso (parte II)
Pensei que se soubesse antes desta "atividade extra" do moço teria indicado uma vaga no setor dele pra uma amiguinha necessitada.
(E com certeza nesta hora ele estaria me chamando pra prestar queixa do assédio DELA!!hauahuahauahaua)
o pavão misterioso
Mesmo assim, resolvi reler meus relatórios íntimos de impressões sobre as pessoas da empresa e lá estava...
"Funcionário W.....* = reticente, incoerente por vezes, de uma ironia desconcertante e inclinado a associar situações de trabalho com a vida sexual das pessoas."
(Foi uma prova pessoal que me confortou, afinal, nem só de subsídios técnicos vive uma executiva...)
o terror silencioso
Uma das frases mais recorrentes no meu cotidiano é que eu não costumo vender band-aid's. Quem estiver disposto a uma cura por princípio endógeno e quiser consertar as coisas desde as entranhas, aí sim eu posso contribuir.
A pele é a última camada - sempre.
Pela primeira vez me vi às voltas com uma situação de assédio sexual pesadíssima num ambiente corporativo onde estou trabalhando. E a Senhora vítima desta truculência, já com seus 50 e poucos anos, escolheu a mim pra relatar o fato.
Evidentemente tomei minhas providências cabíveis. Sem execração, mas com punição.
E trataremos os adoecidos (tanto a vítima quanto o algoz).
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
vivendo de mesada
A explicação é simples e indolor: se ela com quase 40 anos nunca se manifestou no sentido de obter sua independência financeira é sinal que acredita que seu paizinho é imortal.
Né?
num raio de meio metro
De Hitler à Muamar Kadhafi, eu nem chego a passear entre a Alemanha e a Líbia.
Fico ali pela esquina, mesmo. Até o dono da maior rede de supermercados que proibe o operador de caixa a sentar ou beber água durante o expediente, já serve de anti-cristo empresarial.
(Ok. Ok. Ok. Isso é só crueldade. Inteligência passou looooooonge.)
mesmerizando
Na sua empresa, o dono do cetro é aquele que tem poder "influenciatório".
(É quando as decisões são apenas o registro oficial do que alguém já manipulou).
;)
domingo, 10 de janeiro de 2010
o valor da comunicação
A diferença entre ambas as situações não tem a ver com distâncias.
Na escala evolutiva em que se encontra cada indivíduo, a sua linguagem obedece ao valor do seu conteúdo.
glicerina corporativa
Quando o executivo - ou seja lá que profissional for - estiver confuso e cheio de molho ressecado por todas as reflexões que deixou no forno emocional por horas, a gente pega um detergente bom, mistura num tantão d´água e coloca o refratário de molho dentro da pia.
Na hora em que as crostas descolarem, a gente consegue novamente um vidro limpinho e transparente.
Assim é a consciência da condução de carreira. Sujou, lavou, tá apta pra qualquer receita.
consultoria de caminhoneiro
"Hemorróida e salário alto, quem tem, esconde."
banho de arroz agora não é só pra noivos
Entendo nadinha de budismo, islamismo, parasitismo e afins. Ocorre que no quarto da Doutora Minha Mãe Biológica há uma imagem clássica de Buda sobre um pratinho com arroz cru.E minha sobrinha* de 3 aninhos volta e meia pede pra "vovó mais arroz pra por no Bunda!"
Hoje leio no blog da Rosana Hermann sobre uma prática pra salvar celulares e eletrônicos molhados, que parece bem eficiente. Segundo ela deixando por algumas horas o objeto molhado-suado soterrado no arroz cru, ele recupera a vida útil. Pensei em muitas situações de adequação disso aê. Se virar moda, já já os spas criarão os banhos de "arroz nobre" (sim, porque tudo depende do apelo chique).
Vou contar pra Julinha* que a titia não vai mais rir sobre Budas, bundas, suor e arroz.
sábado, 9 de janeiro de 2010
incentivo ou deboche, minha filha?
Sinceramente se meu incentivo num programa de desempenho e metas fosse ganhar um Astra (e desta cor), eu tava ferrada.
(Tentaria trocar por um patins ou uma prancha de surf nova - que eu to precisando à beça.)
enquanto seu Lobo não vem
Bateu aquela necessidade de comprar aquilo que não preciso. Sei lá, uns baldes de plástico vagabundo, umas cadeiras com estofamento florido...
Ou então é pretexto pra conversar com estranhos. Isso sempre estimula minha criatividade.
troca o filtro, pelo menos!
No meu quadrado executivo tem pintado muitas vagas. Me sobram pessoas muito interessantes e poucos interessadas.
Eu falei interessadas.
Parece que não é só o ar que é c-o-n-d-i-c-i-o-n-a-d-o. As pessoas também são. Especialmente condicionadas à preguiça.
circulando - segundo ato
"Aqui não vai rolar a mínima adequação pra sua carreira. A empresa não tem interesse em mantê-lo amigão..." - e guardei uma pausa longa. Silêncio.
E engatei "Maaaaaaaaaaaassssssssss, já arranjei algo pra você, bem melhor, inclusive."
Foi uma situação de felicidade tão genuína que me empolguei no samba.
Momento Globeleza.
circulando
É a generosidade de abrir espaços.
Hoje perguntei pra um gestor se ele iria de uma vez por todas encontrar finalidade no administrador júnior que estava ocioso. Ele sustentou que NÃO. Nada mais natural que eu conduzisse o rapaz a uma vaga excelente que caiu no meu colo - lá em um reino distante do paraíso corporativo...
Chefes que misturam colaboradores com entulho de obra não me agradam.
Neste caso, final feliz. Eba-eba.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
não gabo o burro antes de passar na lama
(Na na ni na não. Prova maior de que este serumano não é da minha família é eu ter este excesso de formosura ao promover suas características. O que intensifica a tese é que eu usei bastante a expressão "é uma pessoa equilibrada".)
aqui o sistema é bruto
Na empresa também. Consultores sempre são submetidos à pressões.
Se há uma sociedade constituída, um dos lados quer usar a consultoria pra implantar os anseios pros quais nunca foi atendido. O nome disso é tentativa de manipulação.
Meu pai questionava, no almoço, como eu iria proceder. Respondi tecnicamente - ao que ele sugeriu " Não é mais fácil você mandar este povo à merda?"
Alguém me entende! Eeeeeee.
em nome do amor
Aí eu pensei. O motivo da dispensa era a pouca iniciativa. A inércia constante.
Mas... já que eu soube que ele vai construir uma vida com alguém, resolvi usar este projeto pessoal dele como estímulo. Vou dar uma chance ao moço.
E uma big chance pro casal, inclusive.
cada um com suas medalhas
Eu já sou o contrário. As coisas tem que valer especificamente, aquilo que só valem pra mim. Nunca dei bola pra valor "do mercado".
A não ser que mercado seja o nome alternativo do meu desejo íntimo.
não tem como manter o nível
Presenciei o "sepultamento da moral" de uma mocinha que trabalha no shopping, numa dessas lotéricas. Uma cliente histérica a chamava de "ladra", de "trambiqueira" e outros adjetivos do gênero - tudo porque a tal cliente afirmava que o troco estava errado e lhe faltavam 50 reais.
Depois de um excessivo manifesto, a mulher se calou. E eu, por sorte, ouvi quando o marido lhe murmurou "Meu bem, fizemos a conta errada... o dinheiro está comigo."
Mas ah! Certas coisas "caídas" no ouvido de uma Monga com sede de vingança.... uuuuuuuu.
Bafão em nome do Bem. Faça o que quiser, mas não humilhe nenhum trabalhador na minha frente. Grande chance de barraco irracional.
poetando em 5 minutos e trabalhando em 20 horas
Um grande lago de silêncio é a mais terrorífica encenação do caos. Quando eu canso, pra valer, assim na versão full do cansaço, eu fico catatônica.
Sempre falo pros colegas que me tragam pepinos (muitos, vários) preferencialmente em saladas inéditas.
E que se atentem pra minha regra fundamental de convivência... erre de propósito, quando estiver com a alma quebradiça. Mas não erre pela tal da displicência.
Porque toda displicência é uma forma de abandonar as mensagens importantes.
sobre rodas e ciclos
O sabor da brincadeira não se envergou no meu exercício profissional.
Importante é o que gira. Topo ou chão nem é mais uma questão de merecimento. Faz parte da dinâmica do "brinquedo"...
(Jenny*, obrigada pela foto. Lov U.)
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
yeah, I am
Eu: - Sou, desde que fiz uma neurocirurgia (verdade absoluta, gente).
- Ai, mil perdões. (cara de xi, falei besteira-fui-indelicada)
Mal sabe a colega que esta é uma desculpa muito confortável pra eu usar fúcsia com verde limão.
Delícia.
em más companhias (segundo ato)
Depois que você fode tudo é que resolve ouvir alguém.
em más companhias
Já conheço este lero-lero. Na hora em que "a senhora mãe da moça" me conhecer, acabou a chance de carreira comigo.
Eu sou péssima influência.
a ocasião faz o bobalhão
Testar o caráter de um funcionário formando arapucas que envolvem dinheiro é fim de carreira pra qualquer gestor. Por vários motivos. Nenhuma ocasião faz nenhum ladrão. Eles se fazem sozinhos.
Há outras formas de analisar a conduta alheia, porque esta é uma conferência rude do comportamento feita por mecanismos sujos e limitados. Denota na verdade a falta de caráter do superior (mais uma vez lembrando que superior neste caso é apenas a retórica da hierarquia funcional).
Promova testes mais relevantes. Convide seu funcionário pra um trabalho voluntário. Crie uma horta no quintal da empresa. Faça o "dia do circo". Teste e muito. Mas teste as habilidades das pessoas no exercício de seus papéis... hmmm... vejamos... HUMANOS!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
tem coisas que só a Deusa-Mãe explica
E hoje, pela força mágica da vida, falei pra uma colega "eu vou visitar este cliente novo! me deu vontade! Fica aí lendo a Gloss deste mês, querida..."
Lá chegando, era ela. Ela,minha í-d-a-l-a.
Reencontro, surpresa, sorrisos, carinho genuíno. Fechei o melhor negócio da tarde porque abri o coração em felicidade!
carão
Aquele momento que a gente espera pra caramba, quase desejando que toque Frank Sinatra e vários sinos badalem pelas ruas da cidade.
Ta. Uma coisa bem beesha, mesmo.
E na "hora-Acme" eu fiz cara de tatu-bola. Eu fiz cara de paisagem. De indiferença. Não esbocei um sorrisinho.
(Quando Deus fez o blasé em potencial, eu devia estar na Terra dando capacitação. Só isso pra justificar tamanha postura "an?").
muuuuuuuuuu
"Monga, um consultor me garantiu que traz novos clientes. Que faz o meu comércio bombar. Estava meio inseguro quanto à contratação dele, mas como o mesmo foi convincente fechei o contrato. Você conhece estas táticas que trazem de fato clientes? São eficientes? Quais são elas? Grato, seu leitor Aparecido - Ponta Grossa/ PR."Ah querido. Este consultor deve ser peão de fazenda - eu suspeito.
A única garantia que eu dou, em consultoria, é que eu não garanto nada.
E pra assegurar a vinda do cliente, assim categoricamente, só usando o laço, tchê.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
ponteiros quebrados
Cumprir uma tarefa complicadíssima entre as 15:20h e as 15:30h não tem a ver com eficiência.
Dez minutos não é tempo.
É esmola do relógio.
é assim que se recebe visitas?
Lá, por uns dias ela terá local decente pra dormir, espaço pra fazer refeições e chuveiro (muito embora eu acredite que será preciso mais do que água encanada pra lavar esta impressão péssima que a moça traz consigo... )
A mim cabe a tarefa de desfazer esta horrorosa idéia a respeito do nosso povo. E sabe... desfazer no fundo a péssima impressão que se tem, independente da geografia, de que as pessoas atualmente são grossas, indelicadas, desumanas e ridículas.
Felizmente não estou neste censo.
cantando no escuro
Cantar "girl I'm gonna miss you" era quase um apostolado de dor depois desta revelação bombástica. Eu até chorava.
Já nestes tempos mudernos, executivando e sobrevivendo, a dublagem ganha outra conotação.
Se todos os gestores farsantes reconhecessem que também "só dublam o discurso" de outras pessoas.... pensa só!
Quantos "fãs" iriam às lágrimas da decepção sem fim....
duplo apetite
Pessoa quando tenta explicar o que não tem explicação, quase sempre é acometida pelas manifestações selvagens e constrangedoras do idioma.
"Colega-consultor, você gostaria que este projeto fosse explanado como a Maria faz ou como a Joana faz?"
- Ah... como ambas.
"Como ambas"?
Come nada. Tá com essa moral não.
:P
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
a folha de pagamento não inchou
Pro resto ele é Betinho. Pro esporro não.
Na empresa, o nome composto foi feito pra gente saber que Adriana e Marcela não são duas funcionárias.
É uma só que se chama Adriana Marcela.
Tão simples.
e sempre, e tanto...
É muito fácil brigar pelas idéias num ambiente profissional cotidiano; defender aquilo que se acha coerente ou mesmo garantir a concordância das opiniões. Difícil mesmo é brigar pelos sentimentos.
E eu não sinto nada que NÃO tenha nome. Amor é amor, paixão é paixão, amizade é amizade, tristeza é tristeza, frustração é frustração
Quem não quer dar forma ao que sente, não sabe sentir da forma que eu quero.
que cargo interessante
- Ah... ela é potencializadora de eventos.
- Comassim, Dr. Queridão? Ela trabalha promovendo serviços ou produtos?
-Não, Monga. Fazendo drama por nada e espalhando fofocas.
concurso literário-executivo
Não posso chamar de capacitação - porque parece que as pessoas são incapacitadas.
Não posso chamar de treinamento - porque parece que as pessoas são cachorrinhos de circo.
Não posso chamar de qualificação - porque parece que as pessoas são desqualificadas.
Como chamar?
A melhor resposta ganha um livro do Paulo Coelho autografado por mim (sim, porque livro deste Senhor, qualquer Monga pode autografar. :P).
a pressa é inimiga dos carros novos
Um de meus clientes contratou um assessor júnior em caráter emergencial - e experimental.O "juninho-novato" por sua vez, não esperou a avaliação, muitoooo menos a regularização ( leia-se formalidades contratuais ) e fez o que??? Foi lá e comprou um carrão financiado.
Contou com "o ovo no carburador".
O meu cliente desabafou: "não sou responsável pela precipitação de ninguém. Além do mais, ele se mostrou leviano e presunçoso."
Verdade. Se enfiou num poste gerencial tremendo. E amassou o carro e a moral.
domingo, 3 de janeiro de 2010
cuspida e humilhada
Significa que as pessoas são toscamente felizes assistindo aos filmes reprisados na Globo domingo a tarde. E sugerem que tal como o Will Smith, eu abandone o aconselhamento executivo para me dedicar ao aconselhamento amoroso.
- Posso saber por qual razão, gente?
Todos, em coro:
- Porque você é genial pra palpitar na vida afetiva das pessoas!!! E até hoje só fez cagadas na SUA!!!
(mal sabem eles que estou na melhor fase executiva-amada... ai ai)
"daí então eu fiquei aliviada" (parte 2)
Me ocorreu que as vezes não basta tirar o cú "da reta".
Na empresa as vezes é preciso tirar o cú da fofoca.
L-i-t-e-r-a-l-m-e-n-t-e.
"daí então eu fiquei aliviada"
Criaram no calendário organizacional o "dia da confissão". Que eu lembre era pra ser o momento em que cada pessoa contava alguma particularidade de sua vida pro grupo como pretexto de integração, revelação, acolhimento. Um exercício de conhecimento coletivo. Tanta coisa sobre os colegas que a gente não sabe, né? E que as vezes pode fazer falta na compreensão e na tolerância.
Mas daí o povo se reuniu pra contar quem-transou-com-quem. Da chefia ao fornecedor.
Primeira coisa que pensei: "alguém da minha família trabalha lá? meu amor? não? Ufa."
fazer o que, se é isso que me sobra...
Na realidade é um hábito mais recente na minha vida. Sempre abominei com todas as forças uterinas. Acho um veículo pálido, tenho mil traumas infantis e uma série de fragilidades que envolvem comunicação sem corpo. (Voz serve pra pouco quando a lacuna é muita).
Sinto falta de conversas ao vivo. Porque eu sou meio polvo. Meus braços, meu corpo, tudo se comunica junto comigo. Pra ajudar, minha mãe sugeriu que ganharei uma "labirintite" por conta do excesso de horas-telefonadas.
Sem perigo. Única tontura é na hora de pagar a conta.
porque me deu vontade
"Dra. Monga" não é exatamente o rótulo que almejo pra minha vida. Mas me atirei na idéia. Uma amigona que é professora no curso de Cinema me indagou qual será minha linha de pesquisa, quem será meu orientador e qual meu objetivo.
Por (des)ordem:
Minha linha de pesquisa está clara: é alguma coisa que ainda não defini.
O orientador está escolhido. Preciso avisá-lo, porém. (E torcer pra ele aceitar).
E quanto ao objetivo.... simples. Não-sei.
vamo nessa
Tamo lá, dançando em volta da fogueira. Mais uma vez - amém.
Única coisa que salva é ficar aqui preparando meu material de pós-férias ouvindo o Akon e a Negra Li, gatos, chiquérrimos, embalados pela batida de beautiful.
Dá uma revigorada instantânea, melhor que RedBull.
sábado, 2 de janeiro de 2010
voce tem SONO de que?
Era meu lexotan matemático.
Agora o sonífero se chama "relatório de perfis". No segundo Zé que eu foco minha leitura, adeus.
"Só amanhã de manhã."
e exija nota fiscal
Bruta falta de noção.
É o complexo de Ben Harper-Vanessa da Mata. "É só isso-num tem mais jeito-acabou-boa sorte".
Exija seus direitos de ser diminuído - se preciso for. Pensando bem, já que você está de saída, seja mesquinho. Não deixe nada nas gavetas da antiga sala. Leve tudo que é seu!!!!
Até as opiniões a seu respeito.
gritos do silêncio
Pra quem quer o mínimo de adequação na sua forma de guiar a locomotiva empresarial a principal investida é no exercício da escuta.
Nada de câmeras, aparatos de áudio,eletrônicos de supervigilância.
Ouça. Ouça. Indague.Peça opiniões. Ouça novamente. Mas ouça aquilo que sai dos pensamentos das pessoas. Jogue a fita do sistema de segurança no lixo.
Ela serve pra assaltos e balas perdidas, mas faz muito pouco pelas almas que trabalham silenciosamente.
o cálculo do amor
Pagar com juros e correção "amoretária".
(Pra todas as outras transas e transações, existe o Mástercárdi).
o soldado-executivo
A situação é a seguinte: você tem um bom emprego. Desejado pelos amigos. Invejado pelos inimigos. Você ganha bem, viaja duas vezes por ano, tem um filhote de golden retriever. Ninguém sabe é que você, todo dia pela manhã, não vai pra empresa.
Vai pro cativeiro.
A liberdade de jogar futebol no barro, lá na pracinha da infância, com a mesma turma de amiguinhos da 5ª série vale mais que o terno italiano, amarrotado de frustrações. Pruma vida feliz não se paga resgate.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
tira essa moldura que eu não me enQUADRO
Num guento, peço trégua em 3 instantinhos. Aquela mulherada taxiando na pista pra exibir as turbinas de silicone e os carinhas loucos pra se gabar da última viagem a Dubai... não, não e não.
Peguei meus trapinhos sem grife e fui brindar noutra freguesia.
Já que sou amada e irradio esta simpatia que Deus me deu (e estou em dia com minhas obrigações fiscais; também vou a missa diariamente) é justo que eu possa dormir cedo enquanto o povo brinca de Wall Street tupiniquim.
ainda bem que todo mundo me chama de bunita
"Exótico (a) é tudo aquilo que a gente não tem coragem de comer. De pratos à pessoas."
feliz ano novo pra você também, bambino...
O cara liga na verdade pra aproveitar o gancho e confirmar a reunião de segunda-feira, dia 04. E pra saber se está tudo ok com o planejamento organizacional afinal ele-mal-pode-esperar-pra-conferir-as-mudanças-sugeridas.
Seria tudo relativamente simples se eu não fosse este ser escroto de 1,70m.
"Querido, talvez eu tenha que desmarcar. Vou fazer uma cirurgia imprevista, mas eu ligo confirmando. Na minha ausência mandarei aquela executiva interina que vc adóóóra".
Desmarcar nada. É só pra irritar. Delícia!
joguei água oxigenada na cruz
Acaba de me contar que alguém lhe recomendou o livro "Marley e eu" (certamente porque a pessoa conhece bem sua capacidade cognitiva à meia-bomba) e que ela nem quis procurar porque ela não curte reggae.
- Bixaaaaa.... O que "reggae" tem a ver com isso????
Ela, calmamente: "tchê... não é uma biografia do Bob Marley, escrita por alguma amante ou coisa assim?"
Respira Monga. R-e-s-p-i-r-a.
cala a boca, Raul!
Eu sou burocrata ao extremo. E a culpa é toda do Sr. Seixas.
Fiquei com aquele refrão plunct-plact-zuniano por longos anos na cabeça.
"Tem que ser selado,
registrado,
carimbado
Avaliado,
rotulado se quiser voar!"
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
e o primeiro decreto...
Aproveitando a revolucionária técnica que inventei para tratar de temas chatos e comuns nos ambientes profissionais, em breve excursionarei o país com a minha Kombi Executiva, contendo anti-manuais, balões de festa, discos de vinil e perucas rosa pink.
Postes e pessoas, muito cuidado.
:)
"vou sair, vou andar, pra ver, o mundo..."
Que a gente fale muita merda. E ria muito disso. E ria principalmente DE SI mesmo.
Que a gente pense muita besteira. E não se culpe por isso.
Que a gente queira o melhor pra SI. E não se ache egoísta por isso.
Que a gente sonhe SEM ter pés no chão. E não se ache maluco por isso.
Que a gente pense que o trabalho não É a negação do prazer. E não se ache um anarquista por isso.
2000 é 10 !!!
Minha ex-roommate enviou um vídeo desejando feliz Ano Novo, com a seguinte análise:"Falta pouco para o novo ano. Muito para novas mentalidades."
Verdade.
Eu já adquiri meu estoque de novas posturas (e novos sentimentos) para 2010.
Novo não é necessariamente aquilo que ninguém fez ou pensou. É um passaporte em branco. Um caderno cheio de páginas vazias. É o coração cheinho de espaços vagos. É um desafio imprevisto, um colega recém chegado. Uma promoção. Um recomeço. Todo amanhã é o começo do novo (de novo).
executiva prendada e antiquada
Ser assediada por outras empresas nem sempre significa que o seu currículo é um escândalo ou que seu talento é tão formidável que dispense o mínimo de postura decente (porque ética é um conceito de abrangência duvidosa) por parte da concorrência. Cantadas corporativas também exigem doses de respeito. A promiscuidade profissional nunca foi bom indício.
Falava isso pra minha irmã usando como comparação as cantadas que se recebe mesmo quando se usa uma aliança gigante. No que ela respondeu:
"E desde quando usar aliança impede alguma coisa?"
Hellooo. Não impede? Eu cochilei enquanto mudaram os princípios de relacionamento no planeta? Como que ninguém me avisa??
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
obrigada, Gabriela Maciel
Oh. Fiquei envergonhadinha. Mas graças a Deus não tenho melindres.
E brinquei, no meu email de resposta à Gabi, que talvez faça parte de um planejamento inconsciente de sabotar a norma culta do que quer que sej......A.
(Obrigada, querida. E continue me fazendo companhia, se possível, perdoando o barro que eu espalho na Língua Portuguesa...rs)
che, que mala!
Posso morrer de rir? Posso? hauahauhauahauahauhauahauhau.
Hay que EMBURRECER pero sin perder la ternura jamas.
se for invejar, melhor sentar...
Não acredito que toda força misteriosa sirva para compelir as pessoas na busca pelos seus desejos. Quando invejamos muito o emprego da ex-colega de faculdade, quando invejamos o carro novinho daquele primo chato, estamos na verdade acomodando o traseiro no sofá da passividade.
Nunca conheci nenhum grande invejoso; ágil, sedento...
Todos com quem convivi são mentecaptos, iludidos e pançudos - pançudos aliás, porque invejar também cansa.
Justifica a passividade então? Blergh.
de Marcelo Montenegro
(...) "na dúvida, rindo da vida...
A musa fatiada na véspera
do mágico. E o jeito encantador
com que a executiva
mexe o canudo
no copo de suco."
nem melhor, nem pior... diferente
Por exemplo: nunca curti ganhar flores, pra decepção de muitas pessoas.
Prefiro que me presenteiem com sementes.
Sou das que plantam, colhem, e oferecem as flores nascidas pra outras pessoas.
culpando a gravidade por cair de amores
Ainda hoje minha avó me chama de "transviada" quando quer lembrar que eu sou a jujuba mais diferente no pote hermético (careta) do mundo corporativo.
Creio que músicos já foram em algum momento chamados de vagabundos,assim como atores, atrizes, performers, grafiteiros porque toda profissão ligada a algum gozo emocional tem este rótulo. Sem contar as profissões ligadas ao sexo...
Se o rótulo de vagabunda me garantir a frequência cardíaca de quem é irremediavelmente feliz... perfeito. Executiva e vagabunda - com certeza!!!
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
me conta, vai...
É só por predileção, ta? "Comprometida" me dá idéia de "metida-em-algo-não-bacana"/Envolvida em algum projeto profissional ou pessoal de caráter duvidoso/Guiada por uma conduta pouco louvável.
Eu to compromissadíssima. E feliz. Muito feliz!
E você? Ta na pista executiva e amorosa?
porque o roto não fala do descosturado
Já há muito tempo percebo que as pessoas minimamente perspicazes não dão ouvidos à críticas de bueiro.
Pra falar com propriedade, tem que ser à luz da coerência.
amor de verão sobe a serra?
Eu me importei muito com a opinião das pessoas a respeito do meu caráter em únicas duas ou três situações na minha vida, sempre envolvendo pessoas pelas quais o MEU nível de admiração era altíssimo. A opção mais prudente é perceber que a necessidade de uma excelente imagem tem a ver com paixão.
É o mesmo sentimento que nos move quando queremos causar "uma boa impressão" na pessoa por quem estamos arrastando um bonde.
Resta saber se este desejo de boa imagem é transitório e efêmero, tanto quanto uma paixonite, ou é amor casamenteiro - com intenções de construir história.
você é meu herói meu bandido
Cabemus-logo-com-a-teoria-de-que-netinhos salvam idosos insanos.Se meu pai poderia se (e nos) isentar de tropeços e negociatas absurdas se ocupando de um (primeiro) netinho, "se ferramo, mano."
Sem chance de criancinhas ruivas e sardentas circulando entre nós.
E pensando melhor, não há mal nenhum no meu velho mais uma vez quebrar a cara no mercado.
Enobrece. Depura os pecados.
faltando um neto e sobrando desespero
Com exceção da pousada que tivemos em Bonito (MS), todas as "grandes idéias" envolveram criação de animais nojentos, sociedade com amigos bêbados, enrabadas financeiras históricas e muita, mas muita degustação coletiva de maracujina.
Todo aposentado deveria ter acompanhamento psicológico vitalício.
não pode rolar uma mímica?
Crianças gritam quando estão alegres, gritam quando estão com fome, gritam quando tem sede, gritam quando tem sono e gritam muitooooo quando notam que estão no shopping pra assistir Avatar com outras crianças que também gritam muito.
Sendo assim, o último lugar do mundo pra apreciar um belo "prato de silêncio" é um shopping cheio (de crianças).
Sim, to falando sozinha ( bem baixinho...).
Monga em fuga
Me recuso a responder emails profissionais nas férias ainda que seja pra justificar que estou de férias, porque meus clientes não conseguem entender que existe vida fútil na web. E que eu tenho direitos (e motivos) pra navegar simplesmente em busca do perfume ideal em alguma lojinha.
O fato de dedilhar a mínima mensagem que seja, por educação ou fineza, acaba por causar ainda mais frenesi. O cara acha que eu to plugada no notebook ansiosa por algum relatório de última hora. Então... melhor não responder nada. Tudo corre o risco de soar "moço, a mamãe mandou dizer que não está."
Como diria o executivo Seu Jorge... é isso aí.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
velocidade 6 e créuuuuuuuu
Administrar o tempo e tolerar "o excesso do que faz falta".
Ou a variante "lotação máxima de ausência".
faltam diodos na alma
Escolheu o segmento de consultoria em T.I, quadrado pro qual tem uma excelente formação acadêmica e um caráter suficientemente ilibado.
O que falta a ele é brilho. É o entusiasmo típico de quem vai errar muito e vai entender todos os erros de forma leve e auto-tolerante.
Não existe led que substitua a luz natural dos sonhadores.
modo passional ON
É.
Eu sou intensa. Grudo em todas as coisas que me são vitais.
Sou meio Manoel de Barros... "para ter azul eu uso pássaros."
super mínimos
Profissionais e chefes centralizadores não duvidam da capacidade dos outros.
Quem tem este perfil na verdade exerce a descrença em si, e na eficiência daquilo que deliberam ou ensinam aos colaboradores/subordinados.
Centralizar é problema de auto-estima.
Beeeeeeem baixa.
explicação axilar
"Monga, sou muito cobrada pra defender bandeiras de causas em função do meu cargo executivo. Já expliquei que não gosto de levantar bandeira nenhuma, acho que minha contribuição pode ser bem mais prática. Como você se comporta com pressões deste tipo? Qual seria uma justificativa aceitável pra minha resistência em levantar bandeiras?" Márcia Henriques - por emailEu justifico com o suvaco.
"Não fui na depiladora esta semana."
(Levantar o braço fica pra próxima...)
domingo, 27 de dezembro de 2009
desabafo imprevisto
A hipocrisia não pertence à data. É das pessoas, e as pessoas são hipócritas o ano todo. Quando elogiam um relatório muito chinfrim, quando abraçam a nora que detestam e quando dizem pro chefe "tudo bem!" quando gostariam de mandá-lo tomar naquele furinho.
Talvez a diferença é que durante o ano não se defina uma data pra brindar a falsidade com panetone e rabanadas. Ou não usemos roupa branca ao som de foguetes pra celebrar com os indesejados.
Só isso.
till the end
Pois é justamente o sortimento de possibilidades que intensifica a escolha.
nem toda brasileira é bunda
E ao contrário de outras moças, respeitáveis tanto quanto ela, minha amiga não se interessou em trilhar nos vagões mais óbvios.
Sim, pousou nua. Sim, fez participações televisivas, recebeu cachês e zigue-zagueou no mundinho high profile da fama.... e hoje ta aí... na guerra diária de sobreviver ao mercado corporativo, pro qual tem uma sólida formação acadêmica.
Algumas pessoas escolhem a bundificação do cerébro. Outras escolhem a cerebralização da bunda.
can U hear me?
(A frase não é minha, e sim da psicóloga clínica da minha empresa, reiterando que comunicação organizacional exige organização da comunicação).
sábado, 26 de dezembro de 2009
onde já se viu, santa?
Exemplo disso é minha pequena grande ajudante preocupada (nas férias!!!) se poderia adiantar algumas tarefinhas de seu setor. Sugeriu manter consigo um netbook, carregando na bolsa o peso do trampo - literalmente.
Ah não. Não, não e não. Tecnologia não serve pra escravizar.
Mobilidade é uma coisa. BOBILIDADE outra, bem diferente.
marcha à ré
Nem dá pra ficar felizão que o "mala" do chefe, ou aquele infeliz zarolho do departamento de cobrança vai tirar finalmente a lupa do seu decote. Sobre concorrentes prefiro nem comentar...
A crise Schumacher me apavora.
Este faz-que-vai-mas-fica é fodex.
uma esmolinha pelamor de Deus
Sem querer acabei caindo no blog de uma pessoa que não só divide com os internautas as fotos dos prêmios que recebe, como explica em tutorial como proceder para ganhar lindezinhas no conforto do lar.
Balas, vídeos, amostras de perfume, chaveiros e etc. Tanta variedade de produtos que eu fiquei impressionada.
Pedintes virtuais era a última categoria comportamental que faltava ingressar no fantástico mundo de bytes.
anarquização corporativa, sim senhor
Uma vez por ano, geralmente nesta época, um grupo de amigos executivos ao qual eu pertenço, se encontra.Cada um vive num singular pontinho do país, e é uma celebração especialíssima este encontro. Ou era...
Estou bem cansada de sessões coletivas de opiniões e idéias sobre técnicas de abordagens e cases de clientes.
Expliquei ontem que minhas gavetas profissionais estão temporariamente fechadas. Preciso dançar em cima da cômoda e não organizar as meias e calcinhas.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
desliguei meus telefones profissionais
Não quero ser lembrada - justamente para NÃO ser vista.
Uhú.
acabaram com minha alegria
Faz dias que li numa revista especializada uma entrevista com aquele que é chamado de Coach Número 1. (Ohhhhhhhhhhh!!!). Tá. Não lembro o nome do cara mas algumas coisas que o indivíduo falou me marcaram profundamente.
Primeiro quando ele disse que o Tiger Woods tem 3 coaches exclusivos (referência péssima numa hora em que o golfista mal sabe a diferença entre buzina, peitos de silicone e postes).
Segundo quando ele, a fim de dizimar a eterna dúvida entre terapia e coaching, e-x-p-l-i-c-o-u que "o coach não quer saber nada do seu pai e sua mãe, sua vida passada, só olha pra frente. Sem referências prévias."
(Então nunca vai saber dos elementos fundamentais da origem de uma pessoa, que tangem inclusive sua postura gestora. Já não sirvo mais pra ser coach. Que triste.)
até Papai Noel persegue a meta
Acabei de saber que o Santa Papas que deu expediente no shopping da cidade vai receber por produtividade, ou seja, existia um marcador da quantidade de pessoas e criancinhas que pousavam pras fotos.
E você acha ruim ter que atender 5 clientes numa semana? Sem barriga, sem barba e no ar-condicionado?
Ah pára.
corpo e corporação doentes
Hipocondria, segundo o tio Aurélio é "Afecção mental em que há depressão e preocupação obsessiva com o próprio estado de saúde: o doente, por efeito de sensações subjetivas, julga-se preso a condições mórbidas na realidade inexistentes e PASSA A PROCURAR, permanentemente, tratamentos que, além de descabidos, são muitas vezes perigosos... (...)"
Estamos todos de alguma forma afetados pela idéia de que ficamos com a carreira doente. E sim, perseguimos tratamentos descabidos e perigosos.
A compulsão pela crença de que estamos com estruturas profissionais muito frágeis, também é uma doença, porque as vezes não é o prego que entortou e sim a mão que segura o martelo.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
voodoo
Brincadeirinhas culturalmente inofensivas.
Hoje em dia se eu falar "anda lá senão te enfio umas agulhas" periga o povo me denunciar pra polícia.
Estas novidades no segmento da crueldade profissional são um escândalo.
adquira sorrindo e pague aos prantos
Principalmente o QUE NÃO TEM - já diria o sábio profeta Individadus Krônicus.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
besta e bucha - parte 2
Pode dizer que eu sou uma executiva de merda. Com M maiúsculo.
Mas me permita crer que eu era uma bailarina razoável.
Aí fica tudo em ordem.
besta e bucha
- "Tá, Monga. Você está no seu topinho executivo. Mas o topinho do ballet quem conseguiu foi a D*, que já dançou no Bolshoi".
Legenda: Me cutucar com qualquer coisa que lembre balé, minhas pernas podres de 20 anos pulando ou qualquer outra analogia, é um ato entendido como expressão "cai dentro que é briga".
Eu: - "Bolshói? Aquela uma lá? Humpf. Dançou no Buchói, só se for."
Não admito este tipo de retaliação.
entre tantos Lordes repousa um favelado
Este processo de me transformar num ser assustador e cheio de imprecações acontece naturalmente. Flui quando um cliente não se toca que estou de férias e telefona as 8 da manhã pra disparar meu alerta máximo socorrista.
Aproveitei o ensejo pra desejar Feliz Natal 2010, 2011, 2012, 2013 e todos os anos consecutivos.
Vai demorar muito tempo pra eu querer vê-lo.
(Vai sim).
filoso-poetando
Mas pense comigo, neste lindo dia 23 de Dezembro, que às vezes a vida nos obriga a violar esta ordem sugerida. Se alguém te aprisiona num conceito ruim, de que você É ruim, de que você ESTÁ ruim e só pode SER uma referência ruim, analise o que você TEM.
Aí camaradinha, se você tem amigos, um emprego que te tira o sono mas te compra a cama, se tem um amor com quem faz planos, então TER é a melhor forma de saber quem você É.
E chuta a uruca, que é macumba.
Vai dançar na praça, descalço. Pode me chamar.
prestação de contas
Cada dia minha caixinha apresenta uma nova flor.
E eu bem faceira de poder responder e conhecer melhor as pessoas que me abraçam e me acolhem tão docemente.
Executiva sortuda - é o que se pode falar a meu respeito!
:)
:)
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
pena da imobilidade
A inanição.
O hábito imbecil de algumas pessoas que pensam que tudo poderia ser "melhor" mesmo reconhecendo que não moveram sequer as pálpebras pra enxergar "o melhor".
(Mexer as mãos aí já seria exigir demais... bah.)
"Time, where did You go?"
Fiquei mesmo muito jururu. E lembrei de uma canção que eu costumo tocar em casa, que era trilha de um de seus filmes - imediatamente pensando nas mensagens não tão ao acaso que se escondem nos nossos "papéis..."
I should've known better / Eu devia ter conhecido melhor
I shouldn't have wasted those days / Eu não devia ter desperdiçado esses dias
And afternoons and mornings / E tardes e manhãs
I threw them all away / Eu os joguei fora
Now this is my time / Agora este é meu tempo
And I'm gonna make this moment mine / Eu vou fazer este momento meu
otimismo avante
Agora quando percebo que as pessoas são dignas de habitar meu msn, eu permito. Mesmo porque, as indignas foram pro ralo junto com a poeira inútil de 2009.
Esta faxina sazonal é importante. Na vida, nas gavetas, nas curvas da estrada de Santos. Onde existir pedregulho do mal, chute-o.
Na conversa com esta mocinha querida acabei me apropriando/transformando uma de sua frases.
Ela dizia "Então, Monga... como nem tudo é perfeito, problemas..."
E eu: "Então, C*.... na minha vida como nem tudo são problemas, p-e-r-f-e-i-t-o".
Maestro, dá um si bemol
Pra algumas pessoas a simples indagação "E você, faz o que da vida?" vira uma apresentação curricular."Formada ali, pos-graduada acolá, faladeira de 35467859 idiomas, militante de tais e tais ações, funcionária modelo de empresa YXZ, experiente em desarmar bombas, em pentear macacos e atirar pedrinhas no Rio Sucuri."
Fora as pessoas que parecem estar sempre de microfone na mão. Caprichando na entonação vira quase um karaokê de dotes organizacionais.
"Formaaaaaada em Administração, ô lê lê ô lá lá...."
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
leitor bom é aquele que traz a família
Sempre acreditando que a comunicação não tem fronteiras, a vida se encarrega de me mostrar que o amor é que não tem divisas, muros, cadeados, portões.
Isso tem um valor muito especial pra mim, já que a relação com o tempo e com as palavras é a razão do meu ofício - na empresa, e aqui.
murinho das lamentações
Pra ampará-lo, pra acolhê-lo e pra fazê-lo crer que é melhor rosnar PRA vida e não DA vida.
Mas leões feridos as vezes se atrapalham. Não conseguem falar com ninguém - falam sozinhos, no labirinto de quem se perdeu em si.
Faz parte do comportamento desta confusa geração de neo-executivos "ordem e progresso" que se deixa vampirizar pra poder comprar seu "carrinho".
nova gestão blogueira
Brincadeirinha!!! Motivos reais, amigos:
- Porque recebo mais e-mails do que comentários;
- Porque respondo a todos os e-mails que recebo, já que meu plug nas caixas de correio é mais confiável.
Vamos testar juntos?
licenciado pra conduzir
Parece um bom sinalizador da idade, de fato. Dar-se conta que novamente há que se reiterar algum voto ou licença - nem que seja a de dirigir.
Pensei no ciclo de renovação em si. Na possibilidade estratégica de avaliar a forma de guiar.
(E no quanto seria maravilhoso se nos exigissem algum exame no volante-administrativo, regularmente e obrigatoriamente).
:)
minha boca-túmulo
Só de ida.
E em silêncio forçado.
a Majestade o rouxinol
Os fotógrafos do evento onde o "rouxinol" cantou queriam registrar apenas a sua imagem junto aos outros artistas também famosos. Ele porém, exigiu que todos fossem devidamente clicados, sem distinção.
E pra tal, sentou-se no chão.
Quem trabalha em equipe deveria entender o gesto. As vezes a gente precisa se curvar pra que o colega apareça "bem na foto".
Não se trata de abdicar da nossa fatia do flash e sim em reconhecer que um rouxinol só não faz verão.
domingo, 20 de dezembro de 2009
dê vexame, mas presenteie
Prova disso é ter uma mãe inteligente, viajada e culta que junta pacotes e embalagens de coisas que adquirimos o ano inteiro. Guarda no closet. O motivo a gente já sabe - "Pra embalar os presentinhos de Natal comprados de última hora."
Aí rola a esparrela campeã.
Presentear alguém com uma agenda bem à toa e embrulhar num pacote da Hering.
(E crer devotamente que a pessoa ficará tão feliz... a ponto de ignorar que a Hering não vende agendas!!!)
Natal touch screem
Neste ano iniciei sozinha o movimento do hug yourself. Tenho abraçado as pessoas independente delas estarem a fim ou esperarem por isso.
O rapaz do serviço de coleta do lixo que passou em casa pra arrecadar grana pro caixinha deles pensou que eu era alguma Salomé encalhada:
"Lógico que eu colaboro! Mas entra aqui em casa e me dá um abraço?"
Loucurinha deliciosa.
filosofia da Reader's Digest
"Quando for viajar, coloque todas as suas roupas e dinheiro em cima da cama. Aí leve metade das roupas e o dobro do dinheiro."
(Na mosca!)
foi o shampoo que caiu no meu olho
Independente da combinação de talentos que as pessoas têm, nos encontros em equipe de final de ano sempre acontece o derretimento das camadas de rigidez.Chororô. Lágrimas. Pedidos de perdão. Pregação das melhorias e dos empenhos em que se aposta pro ano seguinte. Colegas que passaram meses se ferindo trocam bençãos e bálsamos.
Os eventos desta ordem que presenciei me fazem crer que é melhor ir vazando o ano todo, do que cachoeirar em dezembro.
Por isso que eu choro bastante ao longo do ano. Odeio serviço acumulado - inclusive o serviço de esvaziar o coração.
sábado, 19 de dezembro de 2009
às ordens
Participei de um workshop muito legal onde demonstrei toda minha capacidade de ilustração e minha disciplina pra reinventar metáforas possíveis. Dezenas de impacientes tentavam se manter atentos ao conteúdo por mim defendido, mesmo com os corpos presentes e as almas lááá na praia - desde já.
No final, um dos participantes me abraçou e falou:
"Você tem muita criatividade. É a pessoa mais exemplista que eu conheço."
Aos 45 do segundo tempo de dezembro, aceito tudo. "Exemplista"? Tá, que seja.
títulos de post e opiniões sinceras
"Monga, até parece que alguém sente de fato na própria carne, ou que corta de verdade a própria carne, em se tratando de vida corporativa, com a idéia de se sentir na pele do outro ou se entregar ao sacrifício." ( Vitor F. )
É mesmo.
Sem contar que, "cortar na própria carne", dá a impressão de que rola um "bifinho-executivo" de filét organizacional quando no máximo se tem pão com ovo...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
cortando na própria carne (parte doissss)
As vezes na tentativa de estancar o fluxo de informações que nada tem a ver (aparentemente) com nosso trabalho, acabamos impedindo que jorre a fonte da criatividade.
Na verdade tudo interessa, até que desinteresse.
cortando na própria carne
Ideal é restringir cada coisa ao seu universo.
Muitas pessoas não levam problemas de trabalho pra casa. Beleza pura.
Eu não consigo levar problemas de casa pro trabalho.
(Pra reforçar minha disciplina, abri mão da casa. Né não, mamãe-papai?)
Cuidado com os ovos. São ovos? Não, são pregos.
E exemplos são iguais roupas na vitrine. Podem ser lindas numa manequim esquálida e distantes da nossa realidade corporal ; e um verdadeiro desastre quando experimentadas.
Adequar exige muita cautela.
Falei bastante sobre este limite de adaptação quando ele solicitou que moldássemos o atendimento ao seu público-alvo de acordo com o sistema adotado por uma padaria da cidade.
Louvável. Mas vender quiabos e filhotes de lagartixa são coisinhas diferentes, por mais que a simpatia, o blablabla, o compromisso e dedicação sejam honestos.
cale-se e cague-se
Ah...
Que uma diarréia é tudo o que eu mereço na vida.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
não se empolga, japonesa
Aliás: ela sequer queria a minha avaliação.
Mas como Monga quieta é Monga morta, eu-falei-mesmo-assim.
"Você foi aprovada com louvor na versão beta do seu sistema de eficiência."
( Mas o salário ainda ta em uploading... :P)
e por falar em obviedades
O pensamento executado, transformado em ação, sempre recebe a etiqueta "eu já havia pensado nisso antes."
Moral da fábula corporativa: pensando ou agindo, algum zé cri-cri vai te espreitar.
sobre acordos tácitos
Na minha vida afetiva, familiar e doméstica eu também me comporto assim. Ninguém vê minhas baixarias, porque elas são internas.
Se eu não preciso criar uma cartilha pra dizer pra minha mãe que minha correspondência é particular, se eu não preciso dizer pra pessoa que eu amo que fidelidade é um sub-conceito da lealdade, se eu não preciso dizer que mentir é uma auto-enganação patética, ENTÃO ESTOU DISPENSADA DE DIZER que roubar, trapacear colegas e caluniar é feio, faz mal, dá câncer, queda de cabelo e impotência sexual.
Tudo que é essencial, parte do tal de pressuposto.
envenenamento profissional
Esta recompensa pode ser pra alguns a simples menção pública de que você tem "muito bom gosto". Ou que você é "muito inteligente"!
Acontece que se você fala que chorou porque a Leila Lopes* se suicidou, a gente necessariamente tem que eleger uma categoria reserva na esfera dos opinadores, que não é o autêntico e nem o inteligente.
É o coitado.
herança suína (e de outros animais)
Foi-se o tempo em que peidar no elevador era motivo de discórdia e fofoca imediata entre executivos.Isso é coisa do p-a-s-s-a-d-o. O lance que provoca um arrastão de olhares malignos é espirrar.
Se a espirradeira vier acompanhada de uma cara de cansaço, olheiras amareladas, languidez e ombros caídos, aí complica.
Provável até que alguém te fale "por favor peida, mas num espirra!"
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
é a estatística da prenhez
A torcida pelo apadrinhamento do neném já até começou. Ela jura de pé juntos que fez os testes de farmácia e nada ocorre.
Nossa gestora de finanças, porém, aconselha:
"Faça vários, muitos testes de farmácia. São baratos e rápidos. O resultado você obtém por análise do saldo médio."
(Ainda bem que este povo está saindo de férias. PQP)
opino com o que sinto, e sinto muito
Mas é fácil saber.
A maior de todas as tragédias é a ausência de comunicação. A impossibilidade de falar. De expressar.
É o exílio emocional inevitável.
Papai Noel me ama
O meu corpo, sempre tão expressivo, acaba dando sinais públicos quando alguma seta de amor me faz alvo. Eu bailarino entre os pensamentos, sorrio com os colegas, brinco e brindo internamente a chance única de zelar pelo coração de alguém.
Porque zêlo é mão dupla. Eu me cuido muito mais quando cuidando de outra pessoa.
na marola
Rimos muito ao constatar que o navio se assemelha àquelas embarcações de filmes de terror e imaginamos o Comandante recebendo a tripulação usando um tapa-olho e com um papagaio no ombro.
O fato é que o ano pode ter sido cheio de "barcas furadas", mas ao menos na reta final o navio é de luxo.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
fugir num adianta
Apertei as jugulares ao máximo para saber o que os colegas pensavam uns dos outros. Ninguém balbuciava uma mínima opinião e se limitavam a dizer "não tenho nadaaaaaa contra ninguém. Adóruuuu todos e todos estão adequados nos seus cargos."
Não fiquei convencida. E lá pelas tantas, alterando a abordagem, veio a surpresa.
Eu: - Tá. Então você adóooora todo mundo. Belê. E quem você acha que é mais dinâmico na sua função?
Funcionária com cara de pão de x-salada: - Dinâmico de verdade? Ou dinâmico igual aquela idiota da recepção que só quer se mostrar pro chefe?
Um à zero pra "euzes".
interessados favor mandar sinais de fumaça
Sou uma espécie de "conversadeira corporativa". Cara chega, desabafa suas mágoas de carreira, refelete comigo sobre assuntos variados, traça planos impossíveis ( senão a vida não tem graça ) e eu ganho uns trocados bem legais. Tenho vários clientes neste pé.
Não se trata de coaching.
É "Mongoling".
a ortodontia da alma
"Ah. Eu uso aparelho. Muito ferro na boca é feio."
Ah, minha filha... Tanta gente com "ferro na boca" que nem usa aparelho...
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
a Ruthinha é boa...
Agora um outro cliente ( solo, sem cópias ) tem um par de assessoras gêmeas. E elas sim, adoram dificultar as coisas pro meu lado. Eu que já não sou muito cirurgiã na minha análise de roupas, cores e acessórios, acabo fazendo altas confusões.
As apelidei de Ruth e Raquel. Ou "gêmea boa e gêmea má" em função da novela Mulheres de Areia.
E quanto a mim.... Tonho da Lua, certeza.
duas facetas das muvucas natalinas
1- Ninguém mais se atreve a perguntar "alguém quer aproveitar pra falar sobre alguma coisa?", porque rola uma atração imediata entre mim e o microfone, ou a saliva e a articulação dos beiços, e eu não-paro-de-falar-nunca-mais. Com o agravante de apelar pra minha porção "Histórias para aquecer o coração". Aí o povo chora, eu viro celebridade mínima e é uma babação do caramba.
2- É engraçado ouvir a forma lisonjeira com que minha amiga revelou que havia me tirado no amigo secreto "a pessoa que eu tirei é calma, sempre sensata, sorridente, espiritualizada, doce..." Eu já tava levantando pra ir ao banheiro, quando ela falou "Monga, é você!".
E eu: " ah, tá." (...)
Monga at work
Alz-heimer.
Muito trabalho, a ansiedade frenética de correr pra parar, sabe? De fazer mil coisas, das quais não se faz nem 2% pois o pensamento já está lá surfando no litoral.
E quanto mais eu forço a capacidade de memorização, mais ela me manda pastar.
:(
Daniela, rodas-gigantes e pipoca doce
Junto com o beijo, um abraço beeeem apertado com votos de que a vida continue a empurrando pro desafio do auto-encontro; pois é só assim que se chega ao porão da verdade.
Querida, foi de fato muito bom a ter conhecido.
Muita luz!
broncodilatadores
Existe um tipo de exercício respiratório comum entre executivos temerosos, bundões e persecutórios. É assim:Inspira - expira - conspira.
Os mais catarrentos-emocionais são adeptos.
domingo, 13 de dezembro de 2009
o Pai da criança
Não bastasse fazer isso de uma maneira muito pontual, ataca de forma ainda mais indecente: sempre dá um jeitinho de lembrar o cantor, a cantora, a banda, que "foi o primeiro a abrir as portas da televisão. O primeiro a oportunizar uma aparição pública."
Pra ser descobridor de talentos, o profissional tem que ser encobridor da sua vaidade pessoal.
Vale pros headhunters.
desfazendo as bagagens e as ilusões
(A menos que se tenha 12 anos de idade - caso contrário, é muita utopia desejar a virgindade corporativa.)
Não importa ser o primeiro, em algumas circunstâncias. Nem o definitivo.
Mas o verdadeiro.
sábado, 12 de dezembro de 2009
saudades do meu amigo Manô
Lembrei do meu amigo Manô Well, que certa vez me explicara a diferença de executivas e executantes.
falando em Maçonaria...
Já que todo Maçon que não seja meu pai devo chamar de "tio", nada mais natural.
Rolou certa vez de um empresário, conhecido da família e Maçon, me chamar pra uma reunião. Logo na entrada eu taquei um esticadíssimo "Oooooooooooooi titioooooooo!"
Virou piada - especialmente num ambiente de predominância masculina.
Mas nem foi tão por querer assim. Escapou.
olho por olho, bode por bode
Um cliente me mandou um contrato de confidencialidade industrial. O cara teme que eu roube suas idéias. Eu, que estou ali justamente pra ajudá-lo a consolidar suas relações com os colaboradores e com o mercado. Mesmo assim, ele me empurra pra uma cansativa formalização de contrato, no qual quer garantir o mais subjetivo dos itens: "que eu jamais conte a ninguém"o que vi ali dentro da sua empresa.
Este mesmo cliente esqueceu que a cada mês aproximadamente 50 funcionários entram e saem do seu boteco - motivo este que o levou a me pedir asilo corporativo.
Agora, se ele faz tanta questão assim de viver em torno de "segredos" vou pedir pro meu pai convidá-lo pra ser Maçon. Bééééééééé.
Monga Jones, caçadora de aventuras
Inédito é um conceito, uma idéia. Inovação é um sorriso na hora de falar das mesmas velhas coisas numa reunião. É enfiar a literatura num acordo de gestão de princípios. Propor poesia com relatório, arroz com dinâmicas de grupo, feijão com tecnologia da informação.
O mercado é assim... nos garante muitas opções iguais, mas vindas de mãos diferentes.
As vezes as pessoas deduzem que tudo é muito óbvio no meu universo de achismos, de coisinhas, e nem desconfiam que eu também desbravo novidades todos os dias...
transação online é coisa do passado
E na sexta-feira, a pessoa paga em cheque. As 17horas. E ainda debocha ha-ha! Não dá mais tempo de ir ao banco, hein? Vai ter que ir na segunda. Ha-ha.
A Diretora de Finanças da minha empresa me pergunta, pálida - "o que eu faço, Monga?"
Eu: "Pegue o cheque com cara de felicidade plena. Olhe firmemente pra ele. Suspire. Agradeça, DEVOLVA e diga que rescindiremos o contrato."
Não é pelo atraso ou pelo desacordo comercial. É porque não podemos vender soluções pra quem nos paga com desrespeito.
eu aceito o que me chega
Conheci uma moça muito inteligente. Inteligente-contida, fina, artesã de palavras.
E na conversa de uma manhã chuvosa ela me falou "as pessoas bem que poderiam respeitar a astrologia, seria uma ferramenta interessante pra coaching, pra psicólogos organizacionais..."
É. As pessoas bem que poderiam respeitar que eu sou virginiana. Não lidero ninguém senão a mim. Me conduzo e me lanço ao mar, as vezes desprotegida e sem velas.
Eu sou uma executiva sem medo do naufrágio.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
da vibe: "tô na moda executiva".
E a comunicação consegue dançar este samba numa boa.
É só misturar as palavras "gestão","estratégia","organizacional","prospecção" com expressões gastronômicas super in. "A estratégia alterou o paladar dos clientes diante dos produtos." "A proposta organizacional ficou marinando tempo demais no departamento" ou simplesmente "não vou a reunião de lideranças porque tofu."
há meu silêncio no meio do caminho
Eu sou uma faladeira compulsiva mas as vezes não bato, nem apanho.
(Não falo nem ouço - pois.)
1000 e um motivos
Post de número 1000, em exatos 9 meses de blog. Com a marca de 600 seguidores, que confiam plenamente que os levarei pra lugar nenhum.
E talvez por isso mesmo tenham decidido me fazer companhia.
Só o amor permite o compartilhamento de idiotices de forma voluntária e lúcida.
Obrigada.
vai pra casa, Padilha
Cliente muito estressado com horários me aborrece. Querendo acelerar uma conversa importante e querendo a dispensa imediata de suas obrigações reflexivas então... ufa. Eu surto.As vezes eu consigo entender os motivos que orbitam a vida de alguns empresários desesperados.
Ter 50 anos e casar com uma menina de 20 tem dessas angústias. Rola uma necessidade de monitoramento constante.
Metade da idade, trazendo o dobro de problemas.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
minha galinha não "bota" fé, só ovos
Arnaldo - leitor, por e-mail.
Nossa, cara. Que susto!!! Já pensou se você achasse uma "bobagem pequena"? Eu ia me magoar profundamente.
Sou megalomaníaca.
vamu assumir
"Se conselho fosse bom, se dava - não se vendia."
gramática corporativa
Analise se na sua profissão ou nas suas rotinas laborais que envolvem escravidão, grana curta e desânimo sazonal, ainda cabem conjugações de "verbos de ligação" - ser, estar, permanecer, continuar...
É um auto-exame quase indolor.
eu disse que era normal?
Que se use "já citado", "já mencionado" ou qualquer patavina dessas.
Me irrita. Dá a impressão emocional de que se trata de alguém duplamente achincalhado.
Re-ferido.
Duas vezes cagado.
Me abateu uma espécie de compaixão executiva.
na segunda vez a gente acerta
Na minha análise imprevista só consegui lhe dizer que a invejava.
Se todos os traumas corporativos fossem tal exame escolar em que a gente tem a chance de uma segunda provinha, tudo estaria a salvo.
(...)
a tecnologia é medíocre na medida do homem
Pois este cliente queria promover uma campanha institucional de final de ano em que pudesse associar a imagem de sua empresa ao mais alto conceito de modernidade, de super-máquinas, de avanços operacionais de última geração. E me advertiu: "nada de imagens de pessoas, de clichês de alegria, de apertos de mão e abraços. Focalizemos na tecnologia que oferecemos."
Eu nem queria brigar. Aconteceu naturalmente quando perguntei " ta, e você considera louvável que um cliente receba um cartão onde você sugere que suas máquinas estão desejando um Feliz Natal?"
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Papai Noel não enche botinha orgulhosa
São tontas, meio arrogantes-consumidoras de grifes.
E por conta desta bobice se privam de fazer o popular caixinha de final de ano.
Enchi tanto o saco, usei tantos exemplos instrutivos que elas voltaram atrás. Em cima do balcão, junto às maquinas de cartão de crédito repousa uma lata chiquérrima com a frase que sugeri:
"Fundo de promoção natalina pro-sorrisos. Colabore com a equipe do Salão kdjkdshfsf."
preguiça de falar a verdade
Vou me presentear com várias coisas bacanas.
Eu mereço, né não?
