domingo, 16 de outubro de 2011

a teoria inaciana - versão Monga

É. A gente é uma coisa só, indivisível.

Se houvesse uma dupla perspectiva de avaliação sobre as pessoas, os vilões de novela não apanhariam na rua. A fita popular nos mede por inteiro.

Mas, ter orgulho das pessoas, é incluir no discurso "estar com você é uma escolha plena". (Plena de acertos, erros, micos, raivas, arrependimentos e promessas).

Eu adoro gente que faz cagadas. Acho delicioso quando piso na bola.

Inclusive executivos e suas esquisitices são uma fatia ótima do bolo da imperfeição.

a teoria inaciana

O Inácio*, meu amigo executivo, andava todo faceiro porque sua namorada iria apresentá-lo finalmente pros amigos dela e vinha se escancarando em elogios sobre o amado lá com a turminha. A moça enchia a boca pra falar do orgulho que sentia ao namorar um cara tão poliglota, tão phinno (assim mesmo, com 'ph' e 2 'N'), tão bom gestor, tão brilhante e tão gaúcho.

No dia do big evento, tudo saiu ao contrário. Ele se atrapalhou com as emoções, com ciúme, e diante da carga de expectativa em torno de si, foi um bosta.

Preocupado, veio me perguntar se ela deixaria de ter orgulho do executivo que ele é.

"Por que a preocupação com sua reputação profissional, querido?"

E ele: É porque não há distinção. A gente é um só, em qualquer papel.

uma imortal bem mortal

Eu tenho desejado escrever e fazer disso um ofício profissional. Quando fiz a faculdade de Letras era só nisso que pensava, dia e noite. A faculdade de Comunicação, os MBA's e vida executiva me deram guarita e isso fez sombra pro sonho.

Meu pai, no entanto, acabou me lembrando que eu já sou uma escritora consagrada. Redijo treinamentos como quem faz poesia. Monto apresentações como quem rima conteúdo e motivação. Conto piadas como quem conta histórias infantis. E autografo, muito! Recibos, cheques, contratos - pois destes depende a graninha da feira.

No final, a vida é literária sim e em tudo que a gente se envolve, há roteiro, prefácio e dedicatória.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

sssssscuta aê

Começo na próxima segunda-feira uma capacitação fast-feelings para a Ouvidoria de uma empresa bem grande.

Na realidade, me conforta saber que o setor dispõe de todo aparato tecnológico e toda a estrutura operacional necessária para o exercício bacana de suas atribuições. Eu fui chamada pra dar conta de uma parcela invisível, cujo somatório diário compromete o nivelamento da balança organizacional que o Ouvidor equilibra.

Quem ouve aquele que ouve? Com quem ele divide o fardo? Quais compartimentos são utilizados pra separar a carga corporativa do lixo emocional que entope os ouvidos?

Né moleza, pípol.

oração do consumidor

Senhor Deus de misericórdia, perdoe os vendedores das lojas chiques que nos dispensam um tratamento de pocilga. Reconhecemos humildemente que nós, consumistas hipócritas, somos os reais responsáveis pelo vale de lágrimas do qual somos fregueses. Perdoe, também, Senhor, se não contribuimos para a melhoria da abordagem no comércio, porque nosso desejo mundano de levar a sacola pra casa, é muito maior do que uma relação cordial com quem nos apresenta o recibo.

Assim, no shopping como no comércio de rua, reconhecemos que não somos clientes tão exigentes quanto costumam dizer que somos.

Amém.

sequência de camarão e dólares

Uma amiga da família contou ao meu pai que seu marido, dono de uma peixaria antiga, conserva o hábito de guardar dinheiro debaixo do colchão.

Enquanto minha família se divertia considerando o ineficiente apuro olfativo das pessoas em questão (porque, néan? tilápias e linguados não são especificamente um bom aromatizador de ambiente) eu cheguei a conclusão de que o cara tá mais do que certo.

Cheiro de trabalho honesto é sempre suportável. Complicado é resistir ao cheiro dos extratos bancários.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

neta do ceboleiro, muito prazer!

Nos anos 70 meu avô paterno foi um grande produtor e exportador de cebola e esta atividade foi a responsável pelo conforto da família, que se dava ao luxo de comprar automóveis cor-de-laranja e toda a sorte de excentricidades de consumo.

Enquanto os negócios cresciam e a estrutura ganhava mais e mais contornos de grande comércio, o vovô pegava seu saxofone e ia tocar no quarteto de jazz do qual fazia parte. Pra ele, a música era muito mais relevante do que o comando administrativo do seu empreendimento.

Por sorte, a agricultura sobrevive da parcela generosa vinda do céu (literalmente) e da terra fértil, caso contrário, teríamos um cara compondo música pro baile da sua falência.

Comigo não. Eu não trocaria meu serviço pela esbórnia. (Porque eu odeio esbórnia... não que eu ame trabalhar - que fique claro).

funerária bom-sucesso

Escutei um papo de especialistas a respeito da 'mortalidade empresarial'. Segundo pesquisas do momento, os índices de óbito organizacional são engrossados por corporações desavisadas e que investem em planejamentos fraquinhos.

Se a minha empresa batesse as botas, nossa causa mortis seria desidratação.

A gente pode cometer um montão de mancadas, mas suamos, viu?

E não é pouco.

higher, higher, higher

"I came to win, to fight, to conquer, to thrive
I came to win, to survive, to prosper, to rise

to fly

to fly...

get ready for it... I came to win..."

(Só porque hoje eu acordei com um cabelo meio Nicki Minaj).

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

rohan, falcão... é tudomesmacoisa

Ter emprego é um salvamento social. Nem importa o quão estagnada esteja a sua vida profissional e o quanto, nos últimos tempos, você venha trocando 6 por meia/dúzia.

Se nada evolui na sua história organizacional, e a dinâmica seja a repetição de ocupações, sem a melhoria dos rendimentos e sem avanços de reputação, liga não....

Esta é a gestão de carreira ensinada pela Isabeli Fontana. Não pode encalhar, porque ninguém liga se você é uma serial biotipation. O lance é não ficar à deriva.