terça-feira, 1 de dezembro de 2009

mas peraí!

Pensando melhor sobre o post abaixo... Quer dizer que se eu for legal, automaticamente excluo o item "competência"?

E se eu for competente serei necessariamente o sêbo em pessoa?

Não rola uma promoção "legal E competente"??

PQP.


estamos quites, baby

De um cliente:

"Não te indiquei pra outros empresários porque não sei ainda se você é legal ou competente."

( Eu também nunca soube ).

:P

so let's dance

O fato de eu ter abandonado uma faculdade de Engenharia já na reta final não significa que eu seja assim avessa às matemáticas estruturais. Álgebra linear um dia não foi palavrão na minha vida.

De geometria funcional eu entendo. Ô...

Se você entra num ambiente com recepção, deduz-se que esta recepção "te receba".

Tcharan-ran. Baita dedução.

Só que numa empresa onde estou atuando a recepção fica na lateral. Quero dizer que você precisa "virar a direita", manter-se de ladinho ( uhú) e escorregar por um corredorzinho fino e humilhante.

Dá pra pensar em bom atendimento? Em consultoria pro-conforto? Não.

Mas posso ensinar a dança do siri. É a única coisa que se adequa.

a ocasião faz as personagens

Tive que provar pro meu cliente que caderninho pra funcionário assinar ponto é do tempo do onça.

É tão ridículo quanto achar que alguém supervisiona o tal do caderno.

Minha argumentação só ganhou consistência quando esculachei de forma incontestável: passei uma semana assinando de diversas maneiras... "Papai Noel", "Lady Ga-ga", "Getúlio Vargas"...

Pensa que alguém notou?

Ha-ha.

desTROÇANDO

A recepcionista de uma empresa me fez muitas perguntas sobre o motivo de minha presença constante por lá.

Eu falei um pouco da minha função de consultora e em que circunstância poderia contribuir, quando ela suspirou:

"Você não vai fazer aqueles troços de dinâmicas de grupo aqui não, nééééé?"

Eu: "Nãooooooooo. Vou fazer outros troços. Vários troços. Mas não os troços de dinâmica."

Cada um da o nome que prefere.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

encara?

Não só cabeleireiros e psicólogos mexem com a cabeça das pessoas.

A profissão de executiva também causa um certo furor nos desavisados. Por mais que a informação ganhe espaços até nos confins do inferno, tem gente que acha minha ocupação glamurosa. Mesmo com a mídia mostrando escancaradamente que é ofício de gente maisomênus.

Tenho notado alguns movimentos na minha direção. A safra de fãzinhos (as) ta rendendo.

Meus leitores que são pais e mães, fiquem atentos. Instruam desde cedo a seus filhos que toda executiva passada dos 30, pode ser muitoooooo charmosa e interessante das 8h as 18h.

Depois desse horário tudo vira abóbora, o perfume vence, o pó compacto derrete e o joanete berra dentro do sapato.

pra tomar na caneca

Você tem algum colega de trabalho que seja bem dramático?

Do tipo que faz beiço ao menor indício de que vai levar "um mijão"?

Eu acabei com a carga dramática na empresa em dois tempinhos. Não que eu não curta umas caretas de Bette Davis. Cinema e soneca não faz mal a ninguém.

O problema é a mania de achar que todo e qualquer problema cotidiano é do tipo o "caldo engrossou" quando as vezes a coisa não passa de sopinha rala.

(Daquelas instantâneas e com sabor "nada com coisa nenhuma").

confissões de balzaquiana

Ultimamente eu dei pra me importar com a idade. Com a minha, claro.

Então decretei que a partir de hoje eu sou uma pessoa sem idade ( é assim que me apresento já que o termo "pessoa de idade" refere-se a gente velha).

Djavan bem que podia trabalhar aqui

"Quem não tem pra quem se dar

O dia é igual à noite."

(Boa Noite).

domingo, 29 de novembro de 2009

ado a-a-do, o cliente está magoado

Tem beesha que não pode ser chamada de "rapaz" que surta.

Entra em parafusooooooooo.

E tem cliente que não pode ter seu nome "Wagner" com dábliooooo escrito com "V" porque se ele vira "Vagner", pensa só!!!!!

Que ofensa imperdoável.

Chibatadas no meu lombo, por favor.

poucos clichês ( eu também falo e ando)

As minhas duas ídalas na blogosfera são a Elisa ( elafalaesaiandando.blogspot.com) e a Renata (tantoscliches.blogspot.com). Cada uma por seu motivo.

Aliás, sobre a Elisa certa vez já até falei aqui. Agora a Renata, as vezes economiza minhas duas sessões de psicanálise da semana, o pilates e o rpg.

Lendo o blog desta moçoila acabei chegando a conclusão de que eu nasci pra ser dependente, precisar de todas as pessoas do mundo, ao contrário dela ( ou do que entendi que ela explicou sobre ela - porque eu entendo tudo trocado, ever.)

E esta dependência nem é porque o acidente me deixou daltônica e exista uma organização doméstica pra eu não usar amarelo com rosa-choque.

É porque a dependência me livra de ser uma executiva auto-service, segura, melhor-alguma-coisa-do-mundo, dona de si e de suas malas.

Eu não quero ser independente. Odeio solidão emocional.

seca e natural

"Monga você é uma executiva de fluxo muito intenso. Você é uma mulher de posturas cômodas as vezes, outras vezes extravasa tudo. Me faltam palavras pra te descrever..." Getúlio Sousa - via email.

Eu mesma SE descrevo, malandro.

Executiva de "fluxo muito intenso" nem tampax segura.

os emoticons corporativos

Recebi um convite-apelação do cliente desesperado, pra que eu trabalhasse no seu projeto.

Ao ceder acabei descobrindo os melindres do sujeito. Não posso falar que trabalho para ninguém mais, exceto pra ele. A equipe (dele) não pode saber que eu tenho muitos outros clientes na mesma área ainda que meus portifólios, minha homepage e meu nome circule igual notícia ruim.

Ta. A gente faz um esforço mesmo que ele não pague por esta exclusividade.

E de quebra preciso encaminhá-lo pra assistência psicanalítica na minha empresa, porque vamu combiná - tanta resistência e chororô em relação aos concorrentes, é caso pra um cobertor, um copo de leite morno e divã.

It's not always rainbows and butterflies

A crendice de que relações bacanas podem suplantar diferenças, já não mais me acompanha.

Pela primeira vez em muitos anos senti a forte porrada que as diferenças culturais impõem nas relações.

E também pela primeira vez, me senti impotente para mostrar a beleza onde a maioria só enxerga feiura.

sábado, 28 de novembro de 2009

ta explicado

A contradição é o reflexo postural que acomete a um sem número de gestores, todos vítimas da maldosa artimanha do mercado.

A artimanha a que me refiro é a (pseudo) vantagem em se associar a idéias ou projetos com os quais não se tem afinidade. Pelos quais não se sente o mínimo de conforto ou ainda com ganhos soterradores da felicidade.

Quem acredita piamente que é inevitável ser infeliz para garantir o pódio do sucesso e que o sacrifício da saúde compensa aquelas duas idas a Nova Iorque por mês, ou mandar os filhos estudar música em Berkeley precisa conhecer a minha historinha.

Com 25 anos estive em coma por 4 meses em função de uma rotina causticante numa multinacional. Tive um acidente vascular cerebral gravíssimo. Sobrevivi sem grandes sequelas. Conheci muitos países, mas foi num leito de hospital, muda, de fraldas e entubada que tive o grande insight " se eu sobreviver, a minha empresa vai ser um grande cortiço de alegria."

me auto-dando-me este direito! (para mim)

Poucos contatos virão comigo pra 2010.

A faxina foi necessária para reduzir o estorvo que as vezes me causa amores vãos.

Eu decidi de forma auto-ditatorial que o meu lucro tem de ser afetivo: rescindi todos os contratos que não me davam satisfação.

Dois reais de diversão me fazem mais feliz do que dois milhões de ulceração.

vantagens de gênero e bolso

Frase de um cliente às vésperas de despachar a mulher pra uma suuuper temporada de compras no exterior ( enquanto ele, camelo e bom de enxada, fica trabalhando igual doido):

"Às meninas, Paris. Aos meninos a roça."

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

é pedra de responsa

Há dois tipos comuns de indivíduos no ambiente profissional: os que produzem maravilhas se sujeitos às variadas pressões e agressões do mercado e os que se encolhem miudinhos quando empurrados ao caos.

Faço parte do time dos retraídos. Pressão boa só a da panela que faz meu feijão.

Nunca confundo desafio saudável com devaneio psicopata. Se descuido um instante é capaz que eu misture as estações do prazer com as estações da doença comportamental.

mensagem que não se altera

Politicamente correto é o limiar da digestão. É o tamanho de azedume que o fígado comporta.

Não tem a ver com pruridos na comunicação. Quando eu fico bravíssima com um cliente, nem adianta chamá-lo de "seu filho de uma profissional do sexo!" porque a mensagem não fica light.

Não muda nadinha.

sigam-me os bons

Não sou fiel às marcas e aos estabelecimentos, mas sou aos vendedores.

Posso deixar de comprar as havaianas que preciso para adquirir luvas cirúrgicas que nunca usarei desde que o (a) vendedor (a) seja genial.

(Isso acontece rotineiramente, aliás.)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

"vem ser feliz"

Com tanta merda rondando os meus dias eu suponho que o melhor investimento seja a aquisição de uma máquina de fazer fraldas.

(Destas que aparecem como opção desesperada nos canais de tv à cabo - e servem também pra ocupar aquele cunhado encostado que nunca mais trabalhou desde que foi demitido do Magazine Luiza.)

camarão que dorme a onda leva

O cúmulo da prevenção organizacional:

Contratar mais quatro funcionários para cargos e funções para as quais NÃO se precisa de mais funcionários. E achar isso uma super medida cautelar para a eventual saída de alguém.

Vi isso hoje, em visita a uma corporação.

Não importa o rombo na folha de pagamento. Só não pode faltar gente circulando.

perdão, Seu Tito

Meu avô não cortou a primeira fatia do seu bolo de aniversário hoje enquanto eu não cheguei.

Eu atrasei duas horas e meia.

Do portão avistei a casa do meu avô já vazia, sem meus tios e primos. E minha avó e ele nas cadeiras de balanço, vestidos de festa, ritualisticamente.

Onde eu estava pra justificar este atraso num dia esperadíssimo por dois velhinhos de 80 anos?

Aturando um cliente cuja única contribuição "relevante" na vida foi criar uma empresinha vagabunda com a ilusão de que aos 80 anos tenha motivos pra festejar aniversários.

síndrome de uniban

Indicar pessoas para ocupar vagas, ainda que através das minúcias seletivas, tem me rendido uma vexa atrás da outra.

Quando eu falo pra minha equipe "ah! já sei quem serve pra função!" o povo vai fazendo um círculo de repulsão em minha volta e se largando pelas frestas, como que fugindo do vendaval.

Pudera. A moça que eu conduzi gentilmente a uma vaga de administradora de uma bela empresa compareceu no primeiro dia de emprego com os peitos pulando pra fora da blusa.

E eu ainda recebi severas críticas por não a ter instruído sobre a forma apropriada de se vestir.

Precisa?

diálogos modernos sobre temas jurássicos

"Mongaaaaaaaa, estou tãoooooo estressadaaaaaaaaaa, quase querendo sumir do mapa, com fadiga crônica, de saco cheio de trabalhar...."

Faz quanto tempo que você está formada e atuando?

"Há menos de um ano."

(Na minha idade então, vai estar chutando coquinho e delirando. Certeza.)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

vou contratar o pipoqueiro

O Senhor Seu Pipoqueiro de quem sou freguesa diária reclamou que "rico tem síndrome do pânico e vai ao médico, já que tem plano de saúde" e "pobre tem pânico de médico quando tem qualquer síndrome, já que não tem bosta nenhuma."

Baita tapa na cara.

zé povão, graças a Deus!!!

Uma consultora veio me contar de sua experiência riquíssima ao se "disfarçar" de copeira de uma instituição para provar o quanto determinadas funções tem pouca visibilidade social.

Gente do meu céu colorido! Eu vou fazer uma parada dessas também, começo na segunda-feira.

Vou me vestir de executiva, de tailleur e salto alto, para ver se ganho alguma visibilidade, então.

Sinceramente, mesmo sem disfarce (an??) eu sempre me misturei com a galera - e é bem lá que eu gosto de estar esparramada.

Nem pra foto eu faço pose.

extravasa, libera e joga a maçaneta pro ar

O carro da empresa, popular e cansado de guerra, estava com uma das maçanetas enguiçada.

Hoje por algum motivo eu não queria que ninguém me acompanhasse numa reunião "x". Porque eu estou chata, porque o cliente é chato, "porque o céu é azul", e "porque ninguém me explica a grande fúria do mundo".

O que eu fiz? Esperei a coleguinha-motorista se distrair e chutei a maçaneta pra bem longe. Ela teve que ficar fazendo a ronda do veículo.

Magina só nestes tempos absurdos deixar um carro aberto, entregue aos larápios?

o cotidiano é uma merda cruel

As coisas urgentes estão tomando o lugar das coisas importantes.

E as coisas urgentes nunca são importantes.

Importante é aquilo que me fortalece. Me fortaleço quando enfraqueço minha rigidez.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

coisa mais feia, sô

Queria saber porque alguns empresários registram um domínio com seu nome, ou nome da empresa, e continuam usando contas de e-mail vagabundas tipo "doidinhadasaiacurta arrôba limonada suiça ponto com ponto bê érre".

Preferível economizar estes 35 paus anuais de domínio e comprar um pacote de ração pro au-au.

é bucha, flor!

Pra pensar em metas de carreira é preciso desabrochar . Há profissionais que sequer sabem apontar suas qualidades e fragilidades e jamais exercitaram nenhum tipo de reflexão.

Parte se deve a ausência de oportunidades comunicacionais. Precisa-se que os ouvidos gestores se abram generosamente e que o detentor do posto de chefia seja menos inalcançável. E outra parte, se deve ao papel que nos acostumamos a exercer.

Penso cá no exemplo da "flor de bucha". Sabe aquela trepadeira que seca e rende esponjas naturais de banho? A gente adora o benefício de limpar o corpo.

E esquece que lá na trepadeira também nasce uma flor. Linda, por sinal.

renovação cativante

Parte da investida organizacional em 2010 é renomear os setores da empresa.

Por enquanto os dois primeiros rebatizados são o Departamento de Criação e a Diretoria de Novos Negócios.

Se chamarão, respectivamente "Departamento de Idéias Brilhantes" e "Diretoria de Fundos Ilusórios."

"estamos aqui hoje rônidos"

O filhinho de um cliente as vezes costuma ficar pela empresa do pai; geralmente quando a babá some ou quando ele demoliu a resistência dos avós.

Já na porta ele me perguntou "Tia, você veio aqui hoje porque vai ter rônião?"

Antes que ele continuasse o fuzilamento verbal a secretária do meu cliente foi lá e "subtraiu" o menino da minha frente.

Sabe lá o que o pai não fala a meu respeito! O certo é que eu adorei o novo verbo. "Ronir-se" é mó legal. Melhor que o careta "reunir-se."

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

por livre e voluntária imposição

A máxima "cumprimentar com o chapéu alheio" à luz do universo executivo ganha uma versão mais recorrente.

"Ser voluntário com o tempo alheio."

É desta forma que muitos empresários conseguem abraçar várias causas sociais simultaneamente.

da série: canções cafonas de uso corporativo

A canção de hoje, pode ser usada largamente para ilustrar os picos de ufanismo na gestão, e é do cantor Michael Bolton.

"And I don't wanna know the price I'm gonna pay for dreaming... oh oh oh"

coloração sorvete

Custo a reparar nos detalhes corporais das pessoas mas quando percebi que a coleguinha da empresa concorrente tem três tons de cor no cabelo, já taquei-lhe um apelido mimoso:

"Napolitano".

não sou a rosana mas tenho "queridos leitores"

O fofíssimo leitor Daniel de Araujo Dutra escreveu um e-mail muito querido.

Pena que não moro mais em Brasília, senão ele e a família estariam convidados para um happy-coca-cola-hour.

Compensa passar pelos blogs do rapaz, eu gostei bastante:

http://liemalgumlugarsobre.blogspot.com/
http://danieldearaujo.blogspot.com/

pequena grande pessoa

Hoje a pequena Jenny*, estagiária incansável e delicada, completa seu primeiro mês de "estabelecimento".

Quando a escolhi pra assumir uma função importante assumi antes de tudo pra mim mesma que precisava de mais viço adolescente na minha vida.

Gente jovem tem a audácia de dispensar estes manuais de instrução que fazemos questão de amarelar nas gavetas.

(E que nunca usamos, portanto não passam de garantias que nada garantem.)

*Obrigada, querida. E coragem para se manter no clube das enlouquecidas.

como alcançar o nirvana em três atos

Comprei um celular novo na quinta-feira. Preço de ocasião, pacote de dados compatível com meu perfil de usuária, enfim... tudo em ordem.

Chegando em casa o bichinho não funcionou. A loja trocou, prontamente. O segundo aparelho também veio estragado. Terceiro aparelho, lá vamos nozes! Optei por outra marca, sei lá, não senti confiança em insistir no mesmo.

Pelo menos funcionava certinho. Isso mesmo, funcionava.

Deixei cair e espatifei o "ligador" em mil pedaços.

Questão resolvida. Incomunicável.

domingo, 22 de novembro de 2009

estraga-surpresas (parte 2)

Não sou a única executiva maniática do mundo.

(Não sou, não sou, não sou. É um mantra pessoal, ok?)

Mas se eu adorar um restaurante - das acomodações ao menu - certamente toda vez que for lá sentarei à mesma mesa e comerei o mesmíssimo prato.

Só me permito novidades experimentais dirigindo a empresa. Pro resto eu sou uma mula conservadora.

estraga-surpresas

Minha mãe me chamou a atenção pro fato de que os vendedores e garçons dos lugares que frequentamos sabem meu nome e sabem antecipadamente meus pedidos.

Lá se foi minha ilusão de imprevisibilidade.

só vai na boa, só se dá bem

Pra trocar de profissão tem que saber brincar de amarelinha. Não adianta sair pulando por cima das mesas, arriscando a contusão da carreira.

Tem que saber contar, calcular como e onde se joga a pedrinha e ir se esticando nos quadrados até parar no "céu".

Pode ser trágico ou divertido. O que distingue as duas possibilidades é a leveza infantil - que as vezes faz do tombo o motivo da gargalhada.

Quem começa, eu ou você?

inventando absurdos

Ajudei uma amiguinha a elaborar uma carta de intenções pra instituição onde ela está pleiteando uma vaga pra especialização em farmacologia.

Este tipo de cartinha é aquela oficializada babação do caramba. "A instituição é linda, cheirosa, tem olhos azuis e eu to apaixonada, inclusive nem durmo à noite tamanha minha excitação com a p-o-s-s-i-b-i-l-i-d-a-d-e de estudar la, ôxe!"

Foi um sacrifício me manter sã na confecção deste negócio, embora a amada amiga mereça.

Fiquei pensando como seria pra um coordenador de curso receber uma carta de más intenções...

"Eu quero fazer este curso de farmacologia porque eu vou traficar medicamentos e manipular todas as substâncias proibidas, sou viciada há 20 anos." Quá!!!

sábado, 21 de novembro de 2009

contigo en la distancia

Por hoje eu vou descansar do trampo, coisa raríssima em 3455.7890.900 sábados.

E bate uma crise profunda com direito à bolero e tragédia de mentirinha - porque o trabalho é o único amante com quem sei me relacionar decentemente...

"No existe un momento del día
en que pueda apartarme de ti
el mundo parece distinto
cuando no estás junto a mi..."

as vinhas da ira

Uma das atitudes que um amigo encontrou na sua gestão do absurdo foi empurrar os funcionários uns contra os outros. E ele não o fez de forma sutil, pelo contrário, escancarou as vísceras da crueldade.

O único motivo aparente, é que ele não tem motivos aparentes. No mínimo tem trazido a indigestão dos problemas de casa pra regurgitar no escritório.

Falou pra funcionária que retornou de férias, que a substituta é muitoooo melhor do que ela, "porque vassoura nova varre melhor."

E enquanto a metáfora condicionante da motivação for este exemplo clássico de chibata e açoite, o rendimento da equipe se reduz ao diâmetro de uma ervilha...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

carteira de rico e alma de pobre (e vice-versa)

Tem coisa pior que novo rico? Que empreendedor bem sucedidãooo ex-pobrinho? Que anda com todas as marcas penduradas igual árvore de natal da Daslu?

Tem sim. Ah se tem!!!

É empresário milionário, que arrota borbulhas de Dom Perignon, e se comporta como um miserável na hora de pagar um salário mínimo.

preocupe-se mais com o que está dentro da cabeça

Lembrando de uma passagem emblemática, já que falei na consciência negra.

Estava em viagem de negócios e não existe a menor chance de eu me fantasiar de executiva. Eu ando mesmo largada e o meu cabelo é sempre motivo de discórdia corporativa.

Já foi azul, vermelho, com tranças, rastafári... Porque cabelo cresce, inteligência nem sempre.

Uma das executivas que se sentiu mais íntima, ao me ver com enormes e lindas molas amarradas por uma faixa perguntou "você não tem vergonha de andar com um cabelo ruim desses?"

Eu: " Cabelo ruim é o seu que precisa de chapinha e salão pra ter vida social. O meu é ó-t-i-m-o!"

Dia da Consciência Negra

Não adianta tentar me incutir um "silêncio obsequioso". Eu, apaixonada pela cultura africana, sintetizada em símbolos que eu incluo no meu cabelo enorme (e sem chapinha uhúhú), conservo no meu peito ainda hoje o desejo de voltar a viver em terras angolanas.

Não, eu não sou negra (e isto bem que me rende uma frustração íntima, porque tudo que eu gosto se fortalece e se legitima nas raízes negras: o jazz, o blues, meus melhores amigos gatíssimos, minhas folias em Salvador, meus colegas adorados e seus orixás...)

Se eu tivesse que reger um sistema de cotas na minha empresa os brancos é que estariam lascados.

Porque hoje, amanhã e sempre, black is beautiful.



Rodolfo, um companheiro de nível A

Recebi um e-mail muito cavalheiresco do Rodolfo Araújo* sugerindo um dos seus posts para minha transcendente e diária leitura.

Eu adorei e sugiro também aos meus leitores. Lá vocês terão a chance de uma ótica menos contaminada pela minha insistente anarquia funcional.

www.vocesa.abril.com.br/blog/rodolfo

( E com relação à dúvida dele, sobre qual a forma adequada de me chamar, temnadanão: é Monga mesmo. Com "M" maiúsculo.)

carinho bão

Um beijo pro Enéias do convictosoualienados.blogspot.com
pelo selinho.

Pra indicar 10 amigões eu teria que deixar muito ser-de-luz pra fora da brincadeira.

Então quem quiser, se aproprie. O grande barato do mundo blogovirtual é que a gente não vai em cana por descumprir as normas.

:P

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

minha máxima culpa

A pressa também nos empurra a uma outra modalidade criminosa: desatenção às pessoas amadas.Faz tempo que não respondo aos comentários. Para tentar sobreviver ao holocausto de final de ano, neste momento, acreditem, ainda estou trabalhando.

Mas vai um beijo a cada um de vocês que me faz companhia todos os dias entre um gole e outro de café.

"Não vil, não ignavo,
Mas forte, mas bravo,
Serei vosso escravo:
Aqui virei ter. "

( I-Juca Pirama, Gonçalves Dias, meu favorito de todos os tempos)

aos que tem filhos

Por conta de uma briga banal no trânsito um jornalista aqui da cidade onde moro matou a tiros uma criança de dois aninhos que estava no banco de trás de um carro. Não acertou o alvo desejado, e sim um menininho lindo, alheio à selvageria dos adultos.

Sem defesa, sem chance e sem dó.

Se alguém te der "aquela fechada", ABRA aquele sorriso. Deboche desta pressa esmagadora que também nos mata silenciosamente.

Não basta ter educação britânica à mesa e comportamento assassino ao volante.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

pelo fim da reforma calórica

Eu não concordo que pessoas gordinhas e bonitas façam cirurgias bariátricas.

E eu prego este evangelho pro-curvas vantajosas na empresa, principalmente.

Magina se eu, que como de hora em hora, seria capaz de suportar o flagelo de colegas que tem o parque de diversões gastronômico reduzido a um playgroundzinho mixado? Quem vai brincar comigo de misturar sorvete com sushi??

( Lelê*, eu estou de coração partido. Me nego a te amar em tamanho G. Vou enfiar um balão no meu coração. Humpffff)

vamos gritar mais baixo?

O colega que costuma gritar igual cabrito encorporado é o mesmo que resolve pedir "silêncio" nas reuniões.

E geralmente num tom bem elevado.

É o cú-mulo.

true blue

Na hora de revidar as diferentes análises de cada um dos sócios, meus clientes, eu sentenciei:

"Calma, pessoas-bacanas. Há sempre dois lados de uma história.

E há também a verdade."

elaborando o programa de aleitamento corporativo

Atraída pelo título de um ensaio do Gilberto Dimenstein no Uol, resolvi sentar meus olhos.

"É tão fácil aniquilar mentes brilhantes."

E lá este trechinho me incutiu idéias sinistras:

"... a fase de vida dos zero aos três anos é decisiva para o futuro de um indivíduo e interfere, no mínimo, na sua capacidade de aprendizado e, por tabela, na sua produtividade profissional..."

Ou seja... quem mama mais na mamãe, dispensa as mamadas nos cofres alheios, nas tetinhas públicas e de quebra tem oxitocina pra dar e vender.

fisioterapeuta, nosferatu ou gangrel

Temos agora um profissional responsável pela prática de RPG ( reeducação postural global ) na empresa.

Quem precisa de assistência motora sou eu, mas compartilhei o benefício a todos os colegas. Isto é quase uma rotina por aqui... "vantagens estendidas."

Só avisei pra não confundir este tipo de RPG com RPG- Role Playing Game, um joguete comum na minha adolescência e que matou alguns desavisados crentes que eram de fato lobisomens, mariposas, grilos falantes e vampiros (como sugeria o troço).

baila comigo, lá no meu esconderijo...

Descobri que a filha de um dos meus clientes é bailarina. Foi numa conversa sobre metas e estratégias que ele me contou sobre a paixão da Marina* em relação à dança.

Aí eu já enfiei os pés pelos pés e as mãos pelas sapatilhas.

Não quis mais saber de contemporizar nada a respeito de negócios.

Tenho ido lá pra trocar idéias com a Marina, na esperança de que um dia eu me cure desta bailarinite que me persegue - mesmo estando velha, manca e de muletas.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

vai a dica, com catupiry

Num Estado que se regozija de sobreviver graças ao agronegócio, como é o caso de Mato Grosso do Sul, o pasteleiro não pode jamais anunciar "pastel de carne moída."

Falha gravíssima.

Tem que propagandear como "pastel de boi ralado."

a esta hora só me ocorre isso

Pra fazer tablóide de ofertas de supermercado eu acho que deveriam contratar publicitários e jornalistas sistêmicos que tenham boas noções de gestão na hora de montar os pacotes.

Se eu não tenho gato em casa e nem esfrego as panelas com bombril a promoção de esponja de aço e ração, juntas, não serve pra porra nenhuma.

Seria o mesmo que vender amendoim e papel higiênico no mesmo pacote promocional... neste último caso com uma leve adequação, dependendo da flora intestinal de cada consumidor.

xinga mas não ofende

Certos eufemismos são mais traumatizantes do que uma verdade à queima-roupa.

"Monga, você não é uma executiva, é uma artista!!!"

(Neste caso, o cliente quis dizer artista = palhaça.)

sob todos os "prismas"

Adoro pessoas com táticas de animismo no cotidiano.

Tipo chamar um tapete de "Zezé", falar que o guarda-chuva é o "Haroldinho" e assim sucessivamente. Acho que as pessoas que "descoisificam" o universo ao seu redor têm mais chances de sobreviver à frieza mórbida do trabalho, e conseguem uma despressurização justa.

Uma amiga muito amada comprou um carro novo, por merecimento e esfolação diária, e me pediu uma ajuda para batizá-lo. Vou pensar em nomes adequados.

Ser dinda de um carro também é um super apoio para conferir utilidade a uma paspalha como eu.

perdida na cidade

Por motivos múltiplos eu não dirijo mais nenhuma raça de automóvel.

Só ando de táxi. E converso pra dedéu com os taxistas.

Tanto que nos últimos dias errei diversas vezes o trajeto porque tava concentrada na possibilidade ( caótica ) do Flamengo vir a ganhar o campeonato.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

se me vê agarráda com ela sepára qui é briga

Tenho muito mais afetos do que desafetos.

Na empresa havia uma única pessoa com quem minha energia ciclotímica pesava só no ponteiro do estresse.

Não existia nenhuma explicação pra isso. Ela era leal, educada, fina e tinha todos os dentes.

Isto prova que a racionalidade é emocional.

Dudu e o gol de placa

Dudu* é o filhinho do meu amigo Evandro e quando eu soube que o genial menino foi super pontual ao ser perguntado sobre a qualidade da sua escolinha, fiquei dando-pulo-numa-perna-só, de tanta felicidade.

Ao ser abordado pelo pai de um provável novo coleguinha, o Dudu nem se prestou ao ensaio da hipocrisia. Mandou bala e foi verdadeiro - confessando que a escola era boa, mas a professora uma xexelenta.

Seu livre exercício opinativo apagou a treva deste meu peito decepcionado, porque este menino ainda come os farelos da liberdade de expressão.

(Pelo andar da carruagem, talvez os bisnetos do Evandro não tenham esta sorte.)

me amarrota, bixa, que eu to p-a-s-s-a-d-a

Resolvi comprar balinhas no aeroporto, destas bem vagabundas, que se compra em qualquer bodega de subúrbio.

Entreguei R$ 1,00 ( Hum real ) pra tia da lanchonete e ela me entregou 4 balas.

Fiquei esperando as "outras muitas" balas e ainda comentei com minha irmã "ta faltando, péra aê".

Mas não. Cada bala custa 25 centavos.

E ainda tem gente que não acredita que o mundo vai acabar em 2012.

domingo, 15 de novembro de 2009

é dando que se doa

Antes de dar micro-férias coletivas pra equipe estaremos envolvidos com a Campanha de Doação de Órgãos, numa parceria com o Governo do Estado - voluntariamente.

Já que nada no meu corpo prestará pra doação no futuro, em função do meu comportamento de uso indiscriminado das minhas células e celulites, eu posso doar meu tempo.

Fiquei bem faceira com esta chance.

é pra lá que eu vou com meus mísseis

Muitas dúvidas sobre qual cidade receberia o novo embrião da minha empresa.

Estava pipocando entre Londrina e Rio de Janeiro. A pesquisa de mercado com opiniões e perfis de consumo nem me apaixona mais.

Decidi sozinha depois de ler uma manchete da UOL -

"cariocas tem mais resistência psicológica à violência."

:P

vamos celebrar a estupidez humana

"Monga, existe alguma atividade que você possa sugerir para pessoas bem jovens que queiram se dar bem e tenham ótimas oportunidades de enriquecer?" Luis Pedro, via e-mail.

A única coisa que nos enriquece ( bem jovens ou já no inverno da existência) é casar com um homem rico ou uma mulher rica.

(Eu já tentei as duas possibilidades, mas "fali" antes das primeiras "bodas".)

Boa sorte.

samurai, ó samurai

A ajuda é algo que nos chega em forma de mão estendida, ou seja, para que ela nos toque é fundamental que nosso movimento também vá ao encontro do outro.

Ok. Menos filosofia.

É apenas a constatação de que me esforcei ao máximo para ajudar certa funcionária de uma das empresas pra qual trabalho e ela nada fez para si mesma. Minha ajuda não vinga quando opera sozinha.

Posso ter perdido esta batalha mas harakiri... tô fora. Eu só me mato por mim.

tira esse revólver da minha cara

A Diretora de Planejamento da minha empresa me telefonou agorinha para dizer que acompanhou um documentário e lembrou muito de mim.

"Pessoas caçadoras de fortes emoções tendem a ter comportamentos de risco."

(Mas gente... eu nunca pulei de bungee jump.)

:(

Any ZERO Fran, bem-vinda à sala de reuniões

Já falei mil vezes na minha guru de carreira, Any ZERO Fran*, poetita e pensadora pro-reformas. Seus textos são meus agentes transformadores.

Ela sempre me esfola com esses "drink's de realidade":

"as vezes eu sinto
como se precisasse
começar uma outra vida.
uma que usasse coisas
da vida de antes,
mas pra virar outra coisa."

vogue (and let your body groove)

Antigamente eu imaginava que algumas horas de coaching supra-ortodoxo por semana me tornariam menos palhaça na forma de conduzir a empresa.

Que nada.

Meus amigos sabem que à medida que fico mais cansada, a letargia física me empurrar à mais e mais aventuras fora de regra.

Sempre pontuo os relatórios dos processos seletivos indicando algumas características de perfil que considero essenciais pra'quela situação e devolvo pros Gestores de Talentos. Não achei forma mais bacana de apresentar minhas carências organizacionais na hora de caçar esta nova turma pra 2010:

"It makes no difference
If you're black or white
If you're a boy or a girl... U're a superstar... yeahhhh that's what U are... so come on"

sábado, 14 de novembro de 2009

um licorzinho de fel, pra variar

Mas também quando eu acordo "Embaixadora da Antipatia" eu capricho.

Vendedor pra me ganhar tem que achar a vida linda, porque eu converso di-um-tudo.

Se me olhar com cara de pinico cagado eu mando a "Boa Monga" embora.

Tenho gênio ruim.

ensaiando pra merecer o Céu

Ainda sobre vendedores e consumo - acabei recordando de certa vez que entrei numa loja de calçados e uma vendedora, alheia ao agito da equipe, se encolhia num cantinho por entre as caixas.

Me dirigi até ela e perguntei o que se passava e ela desabafou que por conta de cento e poucos mangos que faltaram para atingir a meta de vendas do mês, certamente seria demitida.

E eu, nem pensei 8 vezes. Comprei bastante para ajudá-la (e ajudar os meus pés nas opções de "papatinhos").

Não sou um primor de pessoa. Naquela hora eu podia agir e reconheci o chamado.

É a velha história... no universo do nada, um pouquinho já é tudo.

funciona comigo

Entrar em determinadas lojas de departamento pode se tornar um árduo exercício de negação.

Menos pra mim, que já entendi a dinâmica da leveza lojista.

Se me oferecem o fatídico cartão para comprar a prazo eu não promovo uma guerra argumentativa. Se falo que não quero adquirir este produto o vendedor insiste. E quando o faz, eu fico irritada.

Ninguém ganha, nem a loja.

Então eu sou mais razoável. Abro um lindo sorriso, de Plutão à Terra, e falo:

"Ah!! Eu já tenho este cartão. Inclusive estou aqui hoje para gastar muito."

Pronto.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

onde há beleza, há poesia

Frustrei o imaginário de um grupo de colegas quando os mesmos me viram lendo um livro, sorridente e plácida - em pleno horário comercial.

Pensaram que era algum previsível-enlatado sobre estes conceitos de sucesso que já cansaram até os que nem nasceram.

Era na verdade um livro do Vinícius de Moraes que me foi emprestado por uma pessoa muito querida, com o objetivo explícito de plantar flores no meu dia.

Deu certo. Dá pra sentir o perfume?

assim, ainda discretamente

Grandes executivos ultimamente investem em serviços de aconselhamento corporativo.

É um módulo ainda insipiente, na relevante rotina do mundo dos negócios, mas eu sei que a função existe.

(Única explicação que eu encontro pra ser requisitada todos os dias e ir bater-papo sobre carreira com as funcionárias de um amigo.)

bora lá, seu Tito

A reclamação do meu avô Tito, de 81 anos, é que ninguém nunca o tinha levado para um dia de príncipe no shopping center da cidade.

Na verdade vovô nunca foi ao shopping e eu me senti bastante envergonhada com a situação.

Decidi que o grande evento deste sábado será passear com meu velho amigo pelas lojas da moda, pois ele pediu um terno "chique" e "aquelas gravatas que aparecem na televisão."

Se eu conseguir motivá-lo o suficiente, ta garantida também a sessão de cinema.

Adolescentes transitando de um lado, executivas e avôs de outro.

porque eu adoro os meus clientes?

Porque eles sempre sabem quais suas maiores deficiências, sabem onde erram, os motivos que os impelem ao erro, como resolver as mancadas e como conseguir reverter a inércia financeira com o mínimo de contusão em investimentos.

E me contratam purcausadiquê, afinal?

Ah.

Não importa. O fato é que me contratam.

não tenha pressa

Sou o único vivente que conheço que ama qualquer tipo de comparação.

Chego ao ponto de incitar as pessoas para que procurem outros níveis de análise e eu represente de fato uma escolha sensata.

Em qualquer esfera da vida, quando não se tem parâmetros, se faz o inevitável e não o desejado.

ah, pq você não me explicou antes??

Adquir carros populares para o transporte da empresa é muito chato. E os vendedores são eficientes na hora de incutir mais dúvidas.

Qual das marcas é a melhor? Qual a maior vantagem e o maior suplício?

"Depende. Carros populares são todos iguais na geometria funcional. É questão, apenas, de gosto."

Ajuda muito. Poderia ser o critério de escolha do meu próximo casamento.

"Depende. Todas as pessoas são iguais na geometria funcional. É questão, apenas, de gosto."

eu não sei mirabolar

Um conhecido palestrante volta e meia aparece na cidade para promover suas magníficas intervenções motivacionais.

É aquele furdunço geral. Secretárias, executivos, gangues de contrabandistas, ex-freiras, engenheiros e professoras de Biologia. Todo mundo se acotovelando para conseguir o precioso ( e caro ) convite para assistir ao Dr. Fulanix e suas "infalíveis" técnicas de sucesso.

Hoje eu reparei que nos painéis publicitários espalhados há um apelo bastante forte: "Quem planeja tem futuro. Quem não planeja tem destino."

Fico cá a pensar. Talvez eu garanta também minha presença no evento. Sou muito incompetente quanto a minha carreira.

Ainda estou na fase de que se a oportunidade está acima da minha altura posso resolver planejando a aquisição da escada.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

manda pro ralo com o óleo das batatas-fritas

"Monga, meu marido que é executivo, está me traindo com a babá de nossos filhos. Estou arrasada. O que fazer?" Mirtes - por email.

Querida... eu não to a fim de fazer piada sobre isso.

O galho que pesa na sua cabeça já pesou na minha. Posso dizer que é uma pena que um homem tão atarefado tenha "tempo" para a babá.

E que certamente não o tenha para OS FILHOS.

Ânimo, meu bem. Vamos com o filósofo-apache da tribo dos aquidáoanus, Leão Lobo:

"DIGNIDADE, JÁ!"

ainda sobre a reuniãozinha II

Mulheres já falam esquisito por natureza. Minha voz geralmente é a mesma de uma criança fanhosa fugindo do banho.

É mais ou menos assim meu timbre.

E quando to sob pressão executiva ferra tudodiveiz.

Quanto maior minha concentração para não parecer bundona, mais trêmulas as cordas vocais.

Vergonha. Vergonha. Vergonha.

ainda sobre a reuniãozinha

Juro que me senti em mini-pânico nesta reunião de hoje.

Tinha a impressão de que a sala ia me ejetar para um compartimento secreto onde mafiosos da yakuza tentariam transformar minha pele tatuada em abajur.

Ou que um anão, igual aquele da Ilha da Fantasia, ia me propor uma lavagem de dinheiro por livre e espontâneo "amor à vida."

1 2 3.

Passou.

superfodásticamente

Sobrevivi.

(A uma reunião lá onde o "diabo perdeu as unhas" - porque as botas e as meias ele perdeu bem antes).

Meus colegas tem dessas brilhantes sacadas.

Quando ninguém quer se expor ao dano, a uma viagem cansativa e perigosa e a uma sala de reuniões obscura, dá-lhe Monga neles.

PQP.

cartas ao papai noel (episódio nº 1)

Adoro histórias natalinas e durante os próximos dias poderei ter "cãibras" inspiradoras temporárias, lembrando de alguns episódios corporativos que aludem ao Natal.

A primeira situação que lembrei foi de quando pediram pro Marcelo*, meu colega de multinacional, para que se fantasiasse de Papai Noel. Teria sido um momento incrível, não fosse pelo fato do Marcelo pesar 50 quilos muito mal distribuídos em 1,80m.

E pra complicar, os enchimentos que providenciamos foram "derretendo" ao longo de horas de festa e muitas crianças entusiasmadas. A pressão arterial dele teve um xilique e ele "d-e-s-a-b-o-u".

Quando recebemos as fotos para afixar no mural, um engraçadinho ironizou " O espírito de Natal não morre ao longo de uma vida mas o Papai Noel morre em duas horas de festa."

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

consultor ou eunuco?

Para um projeto grande, incorporamos um grupo de consultores extra-planos, pois a coisa se avolumou.

Um deles chama-se Fernando Telles Pinto*, e sua assessora me enviou um e-mail muito querido:

"Dra. Monga, queira fazer o favor de preparar a credencial do Dr. Fernando usando apenas o Telles, porque ele não usa o 'Pinto'. Abraços, Arlete."

Ah. Mas que pena... é algum trauma?

hauahauhauahauahuahauahua.

apelidos católicos (hábitos nem tanto)

Por conta deste post sobre minha "beijoquice" recebi muitos e-mails.

Um deles da minha prima Bia*, lembrando que este hábito já era recorrente na infância, motivo pelo qual nossa avó me chamava de "anel do Bispo".

terça-feira, 10 de novembro de 2009

beijar moooooointo

A crise existencial pode me abater com entusiasmo. Ser ou não ser consultora, eis a aflição.

Ser ou não ser executiva.

Beijoqueira é o que DEFINITIVAMENTE eu sei que sou.

(Porque eu não consigOOO entrar nas empresas sem beijar a todos - da copeira ao diretor.)

tubaína e sorvete

Faz tempo que eu deixei de ser adolescente (na carteira de identidade) mas ainda assim promovo arrastões e semi-bullying dentro da empresa.

Sem violência, leia-se.

Os ritos de passagem para novatos-estagiários tem a ver com algazarra.

(Numa das dinâmicas a gente mesmo ensina como jogar online sem ser pego.)

:P

tudo vale a "pen"

Cansados de entregar portifólios impressos pros clientes, há muitos meses compramos centenas de pendrives com incontáveis gigas e entregamos esta singela prenda contendo relatórios e propostas.

Mas isso não importa. Nem a logomarca customizada no obEjeto importa.

O que importa é que eu quero ser pendrive quando crescer.

Simplesmente me restringir a abrir "meus arquivos" nas máquinas onde eu tivé a fim, cumpádi.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

que se-bra-o-quê

Insistência é uma droga. Eu super odeio tocar num assunto quando julgo que não é hora. Em consultoria esta dissonância pode ser mortal. Mas o cliente tá ali, firme no propósito de encher o saco (da paciência, porque meu saco de grana ele nunca enche). Ta firme no propósito de "custos" e não de compensações.

Primeira tentativa: "Monga, tua firma é mais barata que o Sebrae?"

Segunda tentativa: "Monga, tua firma é mais barata que o Sebrae?"

Terceira tentativa: "Monga, tua firma afinal, é mais baratinha que o Sebrae?"

(Chuto tudo e vou embora?? Falo que não faço leilão de serviços??)

Respiro e devolvo: "Não posso avaliar... quem é Sebrae, hein?"

now it's too late, baby

O modelo (único) que internalizei na vida foi mamãe-só-pensa-em-trabalho.

Minha mãe dormia, namorava, amamentava e pensava na sua profissão. Todas as horas do dia.

E não se preparou pra aposentadoria.

Na verdade não se preparou para retomar as coisas que deixou pelo caminho. Para "catar a poesia que entornou no chão."

Agora sofre pelos filhos - a quem ensinou o lado mágico-negro de ser workaholic.

Somos todos uns bundões, realizados na carreira e cagados na vida.

Monga, a musa da terceira idade

Ninguém quer cuidar dos seus velhos. Esta é uma verdade assombrosa.

Se este idoso ainda é produtivo, inteligente, sagaz, traz histórias e balinhas nos bolsos, mantê-lo afastado do patrimônio que ajudou a erigir é um pecado. Daqueles que nos empurram pro inferno sem dó.

O pai de um cliente, senhor de 75 anos e responsável pela "marca" de negócios da família era até outro dia um entulho que fazia palavras cruzadas numa salinha - era a "coisa" ali empilhada junto com o arquivo-morto.

Ha ha ha. Não contavam com a minha astúcia.

Agora o "vô" é o meu braço direito na consultoria. Piedade? Nada!!! Sou inteligente. E onde posso me cercar de história e experiência, finco meu pé.

papai arco-íris

Esta pinimba da moça da Uniban já rendeu o que tinha na minha família.

Prefiro nem comentar, mas o que valeu foi a consideração do meu pai falando "que as mulheres estão dominando as profissões masculinas pois as exercem com apuro fantástico!!" (isto porque quem fez ajustes hidráulicos em casa no último alagamento-surpresa foi uma moça, funcionária e ENCANADORA de uma empresa de prestação de serviços, e ele naturalmente se sentiu a bosta sêca no calor do Saara.)

Não ficou por aí: "Minha filha, homem tinha mesmo era que casar com homem... ninguém ia pegar no pé de ninguém, poderíamos pescar e caçar juntos, e ainda dividiríamos as mulheres."

Meu pai e sua farda militar nunca me enganaram.

domingo, 8 de novembro de 2009

moral de cuecas e bundas unidas

Aqui de longe enviei uma determinação a ser cumprida à risca pela minha equipe nesta segunda-feira: que todas as meninas, moças e corocas da minha empresa fossem trabalhar de vestidinhos ou minimamente cobertas.

Mas, depois de refletir os últimos fatos educacionais e antropológicos protagonizados pela Uniban, determinei mesmo é que todos fossem só de cuecas - homens e mulheres.

Porque é assim que poderemos homenagear o traje preferido da moral neste país.

"Hipocrisia, eu quero uma pra viver."

...se é perigoso a gente ser feliz...

Existem os problemas de segunda à sexta, das 8:00h às 18:00h.

E existem, em maior e mais perfeita escala, os problemas de domingos, feriados e dias de retiro.

Quando estou off geralmente faço uma preparação-psíquica-prévia para receber estes pepinos selvagens.

Cheguei a conclusão (tardia) que trabalhar 365 dias por ano cansa bem menos.

toda MUDEZ será castigada

O dispositivo bola de cristal que deveria acompanhar executivas finas como eu, veio quebrado.

Portanto eu não suponho ou adivinho nada.

Preciso que os parceiros de negócios explicitem suas condições, estratégias simpáticas de mercado e qualquer artifício que valha a pena.

Caso contrário terei de implantar códigos de barras em todas as pessoas que dividem a mesa de reuniões comigo.

Não quer falar, num fale. Como diria minha amiga-poetante Any ZERO Fran, "usaremos o tato como dicionário".

sábado, 7 de novembro de 2009

carreiras e suas teias de aranha

A parte mais cômica de trabalhar com profissionais de áreas distintas da minha é quando a coerência vai pro incinerador.

Vejamos se eu tenho fé de ofício pra dizer a um médico "que a política de remissão de sintomas que ele adota resolve a dor mas não cura a doença?"

Não. Não sou formada em medicina. Mas este mesmo médico sempre quer me ensinar marketing e comunicação.

Porque ele sabe tudo mesmo. Até aprendeu a imprimir os "próprios cartões de visita na impressora matricial".

Gênio!

quebra tudo, Brookie

Amigo quando faz aniversário e mora longe a gente fica assim, com alegria remota.

E quando não é um amigo-amigo, mas um amigo-amigOOOOOOOOO, isto se torna quase um rito de envio:

- de energias boas;
- de votos de sucesso;
- de amor, simplesmente.

(Paulinha, minha querida - que me faz inteira sendo uma linda metade: FELIZ ANIVERSÁRIO! Minha advogada preferida!)

com a alma em paz

Para a recarga imediata das pilhas.

"Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis,
lares de mãe
Paraíso se mudou para lá..."

um beijo na entrada e um chute de saída

Minha amiga comentou que quando fez a adesão da tv a cabo "entrou no mundo dos NET".

E hoje toda ramelenta veio reclamar que teve o serviço cortado - mesmo com a fatura em dia.

"Entrou no mundo dos trouxas."

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

99 luftballoons

O valor que atribuímos às coisas tem somente o valor que atribuímos. Que "nozes" atribuímos.

Eu assisti a uma matéria sobre a queda do muro de Berlim ontem e lembrei que meu ex-namorido me presenteou com um pedaço-souvenir que comprou de uns caras minutos depois da demolição.

E quis pegar este enfeite tão precioso para repassar a alguém que certamente acharia o máximo.

"Cadê o pedaço-do-muro-de-Berlim que ficava na minha gaveta, Dona Faxineira?"

- Muro? Muro? Nunca vi... tava junto com aquele pedaço de tijolo sujo que pus no lixo outro dia?

tem dias que a noite é assim

Pra enfrentar o sentimento de insignificância que projeta uma pequena depressão súbita, a melhor saída é ficar acessando exaustivamente a caixa de e-mails.

É bom ler um "Bem-vinda, Monga!"

Dá a ilusão de que nem tudo está perdido...

o homem-que-podia-tudo

Amo o Leonardo Boff de-paixão-master-plus, e carrego comigo um exemplar de "Brasas sob cinzas", junto com portifólios de comunicação.

De lá eu apanhei esta nota lúcida:

"Não há poder, por mais absoluto, que nos cure de certo tédio inerente à vida mortal."

( Suspiro ).

commotion

Quem quiser me surpreender no trato profissional esqueça qualquer abordagem técnica. Desconsidere categoricamente a tentativa de me impressionar falando em economia ou táticas de marketing.

O que funciona é poesia.

Perguntei a uma colega qual o conceito que ela tem de solidariedade no ambiente corporativo.

E ela "poetou", lindamente:

"É quando sua lágrima cai no meu olho, e eu choro sua lágrima de novo."

repouso da guerreira

Estou me retirando da vida pública e indo pra privada.

Não, não é diarréia.

Me presenteei com alguns dias de cuidados médicos, espirituais e lúdicos, num lugar de repouso e comida boa. Nomeei interinamente outro Diretor pra empresa.

E aqui pelo blog, todos sabem, o expediente nunca falha.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

criancinha malvada

Quando eu puxo assunto com crianças na ante-sala do meu analista é porque o negócio ta feio.

Hoje eu quis ser íntima de uma menininha de uns 5 anos, pois estava num raro momento vestida de executiva séria e falei " na sua idade eu era linda como você, ruivinha e com cara de boneca.'

Ela:

"E hoje você virou isso?"

Baitaforçaqueeurecebodavida.

Alá.

porque eu leio a revista Caras pra aprender gestão

Numa frase marcante, o empresário Eike Batista, abraçado em duas turbi-girls, assina o seguinte exemplo de expressão como homem de negócios:

"Não quero ser o homem mais rico do mundo. Quero ser o mais generoso."

Fácil.

Depósitos nas minhas contas (jurídica e física) resolvem rapidamente a necessidade deste cara super maravilhoso.

(Todos os ricos merecem o Reino dos Céus.)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

pra jogar tem que saber

Todo e qualquer tipo de informação inútil pode circular livremente na empresa.

Deve-se preencher o formulário, porém, explicando minuciosamente o que a fofoca e a maldade agregam efetivamente em termos de coletividade.

Caso contrário a proposta é agir como goleiros que não vazam frango.

Quem tomar o gol do time da calúnia, nunca mais veste a camisa da seleção corporativa.

coisa rara de se ver

A condição de executiva não vem antes da constatação de que sou gente-humana (de alguma espécie híbrida, mas sou).

Desisti de um cliente.

Verbalizei com todas as cores: não quero mais trabalhar com (e para) você. Minha empresa não faz leilão de princípios. As normas são a valsa do bom-senso.

Clientes a qualquer preço?

Não, obrigada.


é ou num é ou num é ou num é?

Desafio - vez ou outra alguém solta esta perspectiva:

"Tal contato não me acrescenta em nada."

Eu, Monga e Executiva, pondero: quando algo não me ACRESCENTA de certa forma me SUBTRAI.

(A minha matemática só sabe calcular o bônus da satisfação pessoal.)

peixes fertilizantes

Eu escutei hoje o absurdo gigante da minha existência de 30 e alguns anos:

Uma colega se recusou a nadar no riacho que circunda sua chácara pois ela "ouviu dizer que se pega muitas doenças, podendo-se até engravidar."

ENGRAVIDAR SIMPLESMENTE NADANDO SOZINHA NO RIACHO.

E ela tem curso superior, MBA, fala 4 idiomas e publicou um livro.

O que eu poderia argumentar, ó vida, ó caos??

Que eu vou comprar uma tarrafa pra ir pescar neste riacho. Deve ter um cardume de sêmen, e sabidamente vou revender pra Clínica do Dr. Roger Abdelmassih.

até logo, Rafa

Uma amiga partiu desta vida sem aviso prévio. Tal fazem os grandes gênios, que recebem propostas melhores de mercado e vão fluorescer suas idéias em outros becos. Ela foi exercer sua arquitetura lá no "céu".

Durante o dia eu fiquei remoendo um mesmo pensamento que só me invade quando sinto dor.

O pensamento de que a gente não tem o poder de controlar bosta nenhuma. E que a gente só se convence disso, quando algo esmagadoramente SUPERIOR vem e nos bate com força.

Nos arranca os pés do chão.

A vida segue. E esta vida que segue inclui muito trabalho. É nele que me agarro.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

a respeito da padronização

Eu respeito de verdade qualquer idéia que tenha sentido na minha gestão - que é pura falta de sentidos.

Quando se trata de uniformes, roupas iguais e esquisitas, porém, eu não sou tão disponível. Nunca vou conhecer suficientemente um colega se eu escolher uma roupa por ele.

Também nunca vou deixá-lo exercer seu direito de ser quem é. De nada adianta um conceito equivocado de que somos todos iguais nos tecidos e botões. Porque não somos, e este é o grande e saboroso gosto de uma equipe enorme.

Guardo a necessidade de igualar as pessoas pelos princípios dos quais não abro mão.

E seria muito bom se amor, cuca frêsca e simplicidade fosse um uniforme. Aí sim eu determinaria o uso já!

auto-crítica invejável

Eu sou a executiva mais ridícula do planeta quando estou zangada.

Mas tão ridícula, que o raros momentos de hostilidade ganham no máximo, contornos patéticos.

Percebendo isso eu já falo " espera eu terminar pra você rir, ok?"

Desta forma me sinto menos imbecil.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

cartão vermelho pro assédio nº 2

Os rapazes também estão sofrendo, né-só-a-mulherada-naum.

Especialmente os mais novos, com aquele olhar de Edward Cullen. Se estiverem num cargo onde usufruem da companhia constante de executivas travadas e em Crepúsculo emocional, xiiii...

Menininhos também têm direito de dizer "no, tanx."

cartão vermelho pro assédio nº1

Tenho recebido vários emails de mulheres super assediadas no ambiente profissional.

Com relação aos argumentos comumente sacados (sobre minivestidos e outras sandices) o que posso dizer é que mesmo uma prostituta tem total direito de escolher pra quem quer dispor sua dita-cuja.

Então miguxos, esta insistente cantada zecabaleirista de "mama oh mama quero ser seu papa" é no mínimo nojenta.

Vale pras executivas: uma funcionária gostosa também tem direito de escolher se quer fazer hora-extra na cama do chefe ou NÃO. Contrariar isso é legitimar a violência moral como "facilitação" das mulheres. Vão a merda, antes que eu me esqueça.

constatações de feriado

Eu estou trabalhando enquanto a maioria repousa ( alguns em sono eterno, inclusive) então não vejo outra alternativa a não ser me ocupar de baboseiras intermitentes.

Estou há um ano sem fumar. Um dia lá em 2007 eu jantei com o escritor Rubem Alves num evento promovido pela minha mãe e outros políticos no Rio Grande do Sul, e enquanto a maioria se esbaldava numa parrilla argentina, a gente fumava compulsivamente e bebia baldes de café num cantinho do restaurante, trocando confidências amorosas e literárias.

Ele faz aniversário no mesmo dia que eu - 15 de Setembro, e nesta noite me desafiou "se você conseguir ficar de fato um ano inteirinho sem cigarros, quero saber".

Acabei de enviar-lhe um e-mail.

Executiva, Monga, e ganhadora de apostas com Rubem Alves. Ah, dá licença de eu passar com meu ego. :P

os finados e os recém começados

Neste dia em que a maioria celebra os seus mortos eu penso no meu cemitério profissional.

Nos projetos que enterrei precocemente. Nas profissões que abandonei pelo caminho - algumas sem jazigo ou epitáfio.

A morte não me diz outra coisa, profissionalmente e pessoalmente falando, a não ser fim de um ciclo.

domingo, 1 de novembro de 2009

vamos todos cirandar

Troquei o nome "lista VIP" por "Sala de Reuniões", ali onde fica minha lista de blogs favoritos.

E por falar nisso, os amigos que quiserem participar desta conferência diária, e desejarem com todas as forças ter seu blog listado entre a gente, é só me mandar por e-mail os dados corretos.

(Promoção relâmpago de final de ano... 1, 2, 3.... valendo!!)

a ginasta que levou um ippon

Hoje eu soube que a Daiane dos Santos teve uma "contusão na carreira."

Não posso avaliar as circunstâncias em que um atleta deste nível dá um tropeço assim, caindo num exame antidoping. Por mais que muitos fatores devam ser analisados, repousa em mim aquela impressão de amadorismo emocional.

E o nome da susbtância que a tirou do tatame é FUROsemida.

Furada mesmo. Das bravas.

amizades e e-mails

O amigo José Roberto Balestra* além de ser uma companhia especial aqui no blog, vez ou outra me envia e-mails maravilhosos.

Aqueles e-mails que necessariamente preciso reler. Refletir. Triturar. E não satisfeita, ainda promover mesas de debate na minha casa com a família e com os íntimos.

Neste último que ele me enviou, contou uma história repugnante sobre a safadeza institucional e as posturas miseráveis de alguns homens de negócios, mas o que mais me chamou a atenção foi isto:

"De qualquer forma, segundo aprendi na Transamazônica certa vez com uma pessoa humilde, Ladrão não é só quem rouba, quem segura o saco também é.”

(Obrigada, Zé. Você é estupendo.)

sábado, 31 de outubro de 2009

como causar uma péssima impressão

Há dias uma moça me abordou no corredor do Congresso para pedir um folder da minha empresa.

Hoje já nas despedidas, é que fui lembrar. Pedi mil perdões pelo esquecimento constante que assola minha vida e perguntei afinal em qual stand ela estava.

Ela "Vim promover uma campanha institucional sobre o Mal de Alzheimer".

(Queria ter achado o cú de um tatu pra eu enfiar a cara.)

ordinário sim ladrão jamais

Achei esta preciosidade reflexiva-corporativa numa revista:

"Um levantamento recente mostrou que 59% dos ex-funcionários admitiram ter roubado informações confidenciais da empresa ao deixarem a organização".

Para me proteger adotei uma medida emergencial. Mandei imprimir uma cartilha com todos os detalhes (dos sórdidos aos fiscais) para entregar já no primeiro dia de trabalho na minha Instituição.

Resolvi quebrar o clima de "segredo". No dia em que alguém deixar o time, pode ser chamado de tudo, menos de ladrão.

a logística do surrealismo

Muitos sorteios aconteceriam hoje cedo, no último dia de evento.

Eu pressionei a auditora para abrirmos logo a urna onde participantes depositaram seus cupons na esperança de ganhar os brindes über chiques que minha empresa graciosamente disponibilizou.

Cadê a chave? Ta com a fulana. Cadê a fulana? Foi pegar a autorização com a chefe dela. E cadê a chefe? Foi falar com o supervisor operacional do Congresso. E cadê ele? Ah. Ninguém sabe.

É assim que as coisas acontecem. Porque vocês sabem - nestas ocasiões, não importa que nada saia do lugar, o importante é que as pessoas tenham "funções".

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

esse universo pequeno, que você chama de mundo

Não tem que ser executivo pra entender de Gestão Motivacional e Estratégia.

O poeta e músico gaúcho Ângelo Vigo se encarregou de traduzir com lirismo e clave de sol:

"Você precisa de um objetivo, algo definido e definitivo.

Você precisa de suor caído, de um dever cumprido.

Você precisa de um olhar sacana, de uma cara bem alegre..."

( E quem não precisa? An? )

o danado do vício

Adoro ter "parido" este blog.

E to ficando adicta. Os símbolos que envolvem esta ferramenta me agradam, como profissional de comunicação - especialmente.

Qualquer dia eu vou levar meu cachorro pra fazer xixi no post, tamanho mergulho eu dei neste universo.

o que é bom já nasce feito

Está aberta a temporada de promessas vãs pro próximo ano.

Por onde passo escuto as pessoas já empenhadas nas metas pra 2010.

Acho que é um comportamento entranhado no inconsciente coletivo. Ninguém se sente uma ameba por não ter objetivos de vida e... ao mesmo tempo ninguém precisa sair em disparada...

Amanhã. Depois. Ano que vem.

A gente varre a sujeira pra baixo do calendário.

há vagas


Beijos pro amigo Evandro por ter enviado esta recordação realista.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

notas do subsolo ( nº 4 )

Fui assistir à Conferência de um amiguinho neste mesmo evento. E fui bem ao meu estilo... cabelão cacheado-black-power-enrolado-numa-faixa, minhas tatuagens dançando, chinelo...

E lá fiquei no meio dos engomadinhos.

No final, ele fez uma menção à minha presença, falando "que sua amiga Monga foi muito importante na sua caminhada, blablabla, e que ela é uma executiva competente." ( me emocionei e tudo ).

A moça sentada ao meu lado me perguntou "onde será que está a tal executiva, hein? tá aqui na platéia? será? mas estas executivas são todas iguais... difícil saber quem é quem..."

Eu: " Bah... não sei... difícil mesmo..."

notas do subsolo ( nº 3 )

Ninguém nunca mais me chama pra participar de eventos.

Tenho a nítida impressão... Principalmente se for pra falar sobre carreira executiva.

Eu não posso falar sobre fórmulas prontas e fáceis. Acaba que, ao testemunhar meu empenho e ralação diária, as pessoas murcham e o investimento pra me ouvir sai muito caro, numa avaliação imediatista. O trajeto da carreira num tem atalho, e quem me fizer crer que é possível reduzir o suor e encurtar a batalha, mande a receita detalhada por e-mail, por gentileza.

Me interessa muito saber a mágica, ou o nome do Santo milagreiro.

notas do subsolo ( nº 2 )

As músicas no lounge destes meetings são um capítulo à parte. E o pianista sempre quer parecer um erudito em terra de funkeiros.

Ora... Nina Simone eu escuto em casa, pôxa. Quando eu to a serviço, gosto de diversão!

O mocinho me pergunta, já com coceira nas teclas: " quer ouvir algo especial, senhora?"

E eu - Tá!!! Vamos juntos:

"No meu Cross Fox /Eu Vou Sair /Vou Dançar /Me Divertir /Não Vou Ficar /Mais Te Esperando /Pois Agora eu Sou... /Demais... vitaminaaaaaadaaaaaa... uhú"

notas do subsolo ( nº 1 )

To participando de um evento Internacional, daí minha demora em aparecer aqui hoje.

Eventos Internacionais, no Brasil, são eventos bem nacionais. Entende? Se adaptam ao nosso modus operandi. Atrasam. São desorganizados. A gente cansa de esperar as mesas de debates.

(E se estressa com a mulherada que assiste às apresentações enquanto lixa as unhas, e os homenzinhos preocupados em ajustar o ái-fône.)

Mas não tem trêta, não.

Durante três (longos) dias será assim.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

quando não rola happy end

Quase todo mundo alguma vez na vida terminou o namoro e jurou depéjunto que ficaria com pessoa melhor. E quando ficou mesmo, saiu desfilando pra provar que o ex-affair ficaria se roendo dinveja e arrependimento.

Só que as vezes o cartucho falha. A pessoa caga e anda.

E na empresa, de vez em quando é assim. A gente sonha que rompendo certa parceria, e se agarrando publicamente com outra Instituição, o ex-partner vai cortar os pulsos e ver a mancada que cometeu.

Só que as vezes o cartucho falha. A empresa caga e anda.

exija explicações

O que todo assessor jurídico deveria explicar pros executivos ignorantes é que são 3 na verdade, os conceitos que envolvem a legalidade corporativa e suas respectivas condutas.

Pessoa Física.

Pessoa Jurídica.

Pessoa Imbecil.

(Tende a facilitar a compreensão de muitas coisas).

português trêmulo

Situação primeira:

A coleguinha que estagia no departamento de Gestão de Pessoas escreveu um documento pra que eu analisasse e lá constava - " recrutação de funcionários." R-e-c-r-u-t-a-ç-ã-o.

Situação segunda:

Paguei um curso bem modernoso pra cidadã que coordena o serviço de resgate de débitos ( vulgo, setor de cobrança ). Lá na companhia dos melhores mestres desta arte ela aprendeu as abordagens adequadas. Só não sei onde enfiou a capacitação recebida, pois continua falando coisas do tipo "sim, podemos executar este serviço, mas só mediante cascalho."

To bege.

em nome do Mail, amém

Minha paciência está visivelmente em fase de expansão da sua capacidade. Deixei de ser muito severa em alguns conceitos que de fato são tolos.

Eu não ganho nada com isso, a não ser a antipatia de quem convive comigo.

Assim sendo, adotei uma meditação baseada em "São Gmail", indicada para a tolerância:

"Dai-me muito espaço.
Mais de 7384.808308 megabytes (que continue crescendo) de armazenamento gratuito de tranquilidade."

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Monstros S.A

O Google faz com que alguns executivos pensem que são capazes de tudo.

Tudo mesmo. Cozinhar mamute pras visitas, falar árabe num clique e traduzir relatórios em sofrível e absurdo corporativês.

Já já algum colega inexperiente pro cargo de Diretoria vai fazer um treinamento por conta própria em algum site de auto-gestão empresarial.

Corram, amigos.

A perspectiva é caótica.

diclorodifeniltricloroetano

Não deixo ninguém dedetizar a empresa.

Nunca, jamais, em hipótese alguma.

Junto com as baratas e os besouros algum parasita sempre cai morto - e eu não posso subtrair a equipe numa época do ano dessas...

:P

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

( ... )

A mulher de um colega de trabalho que é bem "saudável" e personal biscatetion tabajara, teve 7 mil reais depositados na conta dela "por engano".

Eles ficaram no dilema devolvo-não-devolvo e no final encaçaparam o crédito misterioso. Vão investir este saldinho inesperado em ações da Petrobrás.

É... Já diria o "teólogo" e "investidor" Nelson Rodrigues - "o casto é obsceno"...

a arte não precisa de crachá

Quem passeia pelas dependências aqui deve pensar que o t.o.c se instalou na corporação.

Mas as várias caixinhas que deixei em lugares estratégicos tem finalidade igualmente estratégica. São minhas câmeras artesanais (pinholes) pra fazer fotografia dispensando a máquina.

Adoro fotografia. Alimenta minha presunção de que posso capturar e manter presos os meus colegas. Nem que seja no registro de uma época executiva.

fale mal ou fale bem, mas só me fale de você

Toda segunda-feira tem o café do buxixo.

A gente se reúne na minha sala pra falar mal.

(Da gente mesmo, esta é a regra.)

Quem quiser falar mal à revelia dos colegas nem adianta chegar com croissant quentinho.

a web e seus trombones

Se fala tanto em internet 2.0, em conceitos globais de linguagem e interatividade dos usuários, em grandes ambientes que abraçam gregos e internautas...

Mas junto com esta idéia tchan tchan, veio de reboque o cliente 2.0, gente do meu Brasil!

O cliente 2.0 é aquele que corre nas mídias sociais e desce o sarrafo pra falar de você ou da sua empresa. O cara que tuíta no mesmo instante que você é um executivo xexelento e que sua empresa fede a gestão mofada. E ele o faz assim, sem aviso prévio.

Porque o cliente 2.0 é antes de tudo um independente virtual.

Portanto se você tem clientes que ainda ligam no SAC, ou mandam e-mails reclamando, agradeça de joelhos. É sua chance de corrigir os erros e não chorar ( em público) por eles.

portal de fino trato

"A inovação é o maior diferencial competitivo de uma empresa."

A frase não é minha, é do meu amigo Ricardo Nantes, empresário e dono da maior empresa de ensino à distância do país.

Vindo dele, este conceito é levado ao pé da letra. Inovação neste caso, tem a ver com o olhar invejável que transformou a condução do empreendimento num exercício de amor.

E o Ricardo é o cara que quebra a tese de que todo homem que se dá bem esquece suas origens. Ou que a docilidade é contrária ao "fazer-se respeitar".

É meu ídolo, sem dúvidas.

somos todos iguais no espelho da dor

Não precisa se aprofundar em devaneios sócioculturetes. É só ligar o interruptor do tico-e-teco:

As pessoas se deixam atingir pelas notícias trágicas e sensacionalistas porque o povão se irmana é na dor, mesmo. Porque se um noticiário ficar replicando a informação de que uma trufa gigante é servida na Itália por muitos mil euros, no máximo que rola é uma curiosidade meio distante.

Mas se alguém morre na rua, e o neném que carrega no colo tem o bracinho decepado pela violência do tiro, a gente sente.

(Mesmo que sinta e não faça nada. Mas sente.)

A comunicação só comunica. O sentir é nosso.

domingo, 25 de outubro de 2009

seleção de alto desempenho

Eu me meto onde não sou chamada. Participo de todas as entrevistas de emprego da minha empresa e dos processos terceirizados pros quais somos contratados.

Porque eu gosto de conversar. Gosto de conhecer as pessoas e dar minhas opiniões pros Gestores de Talentos e eles entendem este meu apetite. E as vezes eu proponho umas dinâmicas de comportamento pra exigir mais da comunicação das pessoas do que um "sim", "não", "aham".

Vira quase um reality. E eu viro quase a Tila Tequila, aquela animadiEEnha e seletiva moçoila que apresentava um quadro na MTV chamado "shot at love" no qual ela escolhia com quem ficar.

Embora o nível da minha interação seja mais decente, lá pelas tantas até que dá vontade de dizer aos "sobreviventes" das entrevistas: "you still have a shot at love."

carinho dominical


Meu beijão pra Rejane (http://rejane-enajer.blogspot.com/) e pro Carlos (http://koyaanisqatsi-cb.blogspot.com/) que me presentearam com estes selos honrosos. Convido meus amigos da minha lista de blogs favoritos pra compartilhar a idéia.
E bom domingo aos leitores ,que assim como eu, não tem medo da segunda-feira. :)

sábado, 24 de outubro de 2009

síndrome da hiena infeliz

Tudo de que não preciso são colegas com discurso de Hardy, a hiena boca-de-inferno dos desenhos animados de Hanna-Barbera.

"-Lippy, isto não vai dar certo! Oh! dia, Oh! vida, Oh! azar..."

Quem sabe que o negócio não vai dar certo, tem então uma maior responsabilidade no colo: evitar o tombo da equipe. Não preciso de "avisadores", preciso de "impedidores".

"diga-me o que comes e te direi quem és"

Eu observo os pratos das pessoas na fila do self-service. Adquiri esta patologia comportamental e quando dou por mim, começo uma espécie de anamnese de perfis.

Realmente acho que a composição dos alimentos, nos pratos, diz muito sobre as pessoas - especialmente em se tratando de executivo(a)s.

O cara que atola o prato de carne e canelone, pode apostar, é o chato da empresa. Mimado, melindroso e metido a Dr. Sabe-Tudo. O que só come verdura e sushis, é o sedutor. Quer impressionar as trainees de Direito. As executivas que servem rabanete com abacaxi e arroz selvagem, são as ambiciosas. Querem impressionar pelos gostos. Fora as que servem um tomate-cereja e uma ervilha. São as "reeducadas" pela nutróloga.

Ta. Esta teoria é uma bosta e não tem nenhuma comprovação, mas preciso arranjar o que fazer na fila pra parecer uma mulher distraída em grandes e relevantes pensamentos.

reflexões de executivas comedoras de hambúrguer

Mais importante do que um lar harmonioso são hábitos alimentares harmoniosos.

Imagino como deve ser complicado chegar em casa depois de muitas horas de vôo e uma reunião chatérrima em outro Estado e ter que comer arroz integral com tofú...

Eu prefiro o suicídio.

marketing do açoite

A arquitetura dos prédios de grandes magazines e hipermercados dá uma facilitada no marketing e na visibilidade. É ou num é?

Em Cabrobó ou em Roma, quando a gente mira aqueles arcos amarelos medonhos, ainda que muito distantes, sabe que lá tem um "Mac-Trash". E assim por diante. No trânsito somos bombardeados de tablóides de ofertas, propagandas na televisão, e nas cidades as pessoas sabem das promoções, do dia da feira, da carne mais tchururu, dos eletrodomésticos baratinhos, enfim...

Então pra que este povo precisa contratar jovens pra bandeirar na porta do Wal Mart, num sol de 780 graus?

É concurso pra ver qual o mecanismo de propaganda mais idiota e desumano?

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

o mascote

Outro dia eu falei sobre o Topo Gigio e no quanto sou fã do cara, há muito tempo. E a Leci Irene, uma leitora amada e sensível me enviou esta delicadeza em forma de imagem.

Aproveito o momento para dizer que a partir de hoje, ele é o executivo interino do blog.

Vocês certamente nem notarão a diferença da minha gestão em relação a gestão de um rato.

;)

sobre telefones e despedidas

A parte mais triste da minha profissão é a angústia das horas em que não posso acolher os amigos.

Como um telefone que toca, durante uma reunião séria, para me informar o falecimento da mãe de uma amigona, e eu, não posso atender. E retorno horas depois, atônita.

Nenhum grande negócio pode jamais justificar o meu impedimento numa hora de dor.

Nenhum grande negócio pode ser brindado enquanto uma pessoa querida enterra uma mãe.

De agora em diante, fodam-se os bons modos.

Amigos, amigos. Negócios à parte..... bem à parte... no canto das irrelevâncias da vida.

(Um afago na sua alma, Isa, de todo meu coração.)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

tecnologia de Deus num falha

Numa das igrejas que circundam o bairro foi colocado um painel gigante com uma foto do pastor e a frase:

"Aponte-me seu sonho que eu indico o caminho."

E eu me pergunto: pq eu preciso colocar um GPS no meu carro?????

Como eu sou antiquada...

adeus, mundo cruel das novidades

Essa preguiça que me abate hoje é bem sintomática.

Geralmente se instala quando desisti de brigar por alguma idéia.

E quando nem a briga compensa, pode chamar o coveiro que o projeto morreu.

não está sendo fácil viver assim

To revoltada. Não uma revolta gratuita.

Eu to é prestes a supurar minha crença em certos profissionais.

Me deixa totalmente afetada saber que a palavra "ética" anda igual à osso.

(Só rola em boca de "cachorro".)

não aceito devoluções

Quando eu perco o sono eu leio notícias. Fiquei sabendo que uma filha queria testar o amor de sua mãe e forjou o próprio sequestro.

Inclusive chegou a negociar como se fosse bandida.

Eu jamais faria um troço desses, gente.

Seria o ápice do trauma pra uma executiva ver sua mãe dizendo ao telefone "fica com o entulho, moço."

:(

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

dinheiro é afrodisíaco II

Por e-mail uma leitora fez questão de complementar:

"Monga, este ponto G aí é só pra executivas que tem grana. O meu é entre a C&A e o quiosque do Bob's no shopping de bairro aqui onde moro. Abraços, Ivani ."

Tem toda razão!!!!!!!!!

(O importante amiga, é experimentar todas as formas de prazer.)

dinheiro é afrodisíaco

Segundo um amigo, o ponto G das executivas poderosas fica mais ou menos entre Paris e os Alpes Suiços.

hauahuahauahuahauahuahauahua.

eu sou careta e encrenqueira

Muitas pessoas ultimamente estão recorrendo à comunicação umbiga.

Não, não é ambígua! É umbiga mesmo. Ninguém quer ouvir, mas quer ser ouvido, e de preferência todo o tempo em que deseja falar. E as pessoas também estão perdendo a suficiência de educação primária, de bom dias, boas tardes, com licença, como vai, até mais ver.

Observe que nas relações virtuais também é assim. Raramente alguém se preocupa em cumprir certos protocolos. O amigo engata uma conversa nestes programas de mensagens instantâneas sem ao menos dar oi.

Ou sai sem se despedir. Antigamente a culpa era da pressa. Hoje em dia a gente pode responsabilizar a "conexão".

da série: mulheres fodonas

Existem duas Samanthas na minha vida. Uma é minha irmã do meio, a outra uma amiga pra além da distância. A Samantha irmã é consultora de ociosidade.

A Samantha amiga, funcionária de uma grande companhia, é uma das mulheres a quem mais admiro. Primeiro porque ela não tem discurso de coitadismo. Ir a luta no dicionário dela quer dizer sorriso nos lábios, coragem e LEVEZA - porque mulher-macho já encheu o saco.

Nestes dias ela adquiriu um notebook que era seu objeto de desejo ultimamente. E toda boba, me mandou um sms falando que estava "se achando a tal."

Eu respondi - "Mas querida, você já é A tal."

:)

quieto, sentado e calado

Parece que conversar confortavelmente sentado é sinônimo de "lá vem conversa mole".

Eu sempre peço pros meus colegas acomodarem-se na minha poltrona. Se a prosa é de duas horas ou de meio minuto, há que se exercitar a respiração.

O empenho vale pra mim, nesta fase em que cada segundo tem apenas o valor de cada segundo, pra que esta puxada de freio nos ( me ) devolva o mínimo de qualidade de vida.

Se o mercado quer que a gente enlouqueça na gestão do tempo, problema é do mercado.

Eu quero que ele se dane.

Da porta da sala pra dentro, quem comanda o cortiço corporativo sou eu.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

é bom pq é fresquinho ou é fresquinho pq é bom?

Eu não me importo taaanto assim com profissionais arrogantes DESDE QUE eles não me deixem saber que a arrogância é premeditada. Porque aí na minha cabeça eles deixam de ser profissionais arrogantes e passam a ser arrogantes profissionais.

(Isso me dá gastrite e "intolerite").

as curvas da estrada da Monga

Ó... nem vou tentar explicar meus motivos, afinal, ter sido educada por uma avó tem destas místicas. A gente cresce cheia das fantasias de que o mundo é lindo. E o meu, ninguém mancha. Pode ir jogando tinta preta pra lá, caboclo.

Quando eu tenho um leque de opções de pessoas em pé de igualdade em formação, currículo e perfil pra determinada vaga, eu preciso eleger critérios de desempate ou prevalência de A ou B.

E meu parâmetro nos últimos meses tem sido a relação que esta pessoa tem com sua família. Porque na minha empresa a gente é beeeeeem piegas e iludido. E tá bom ser assim.

Não vou avaliar se a pessoa pede benção pra vó e pro vô e se costuma ficar de pé numa fila enquanto sua mãe descansa numa cadeirinha. Mas vou avaliar o significado que as palavras "lar", "acolhimento" e "solidariedade" imprime em cada cabeça.

minhas amigas são incríveis

A diferença entre amigo e colega de trabalho é que o amigo, por conhecer cada dobra da nossa vida e do nosso perfil, jamais se aventuraria a ser nosso colega, 10h por dia, de segunda à sexta.

Fato.

pagação de mico: é a gente quem faz

Pior tipo de caloteiro que existe é o que não paga promessa ou aposta perdida.

Eu fui derrotada num desafio e minha reprimenda era dançar "Single Ladies" da Beyoncé pra todos os funcionários possíveis de serem reunidos na minha sala.

Fui lá numa boa, coração tranquilo e mandei ver depois de dias de ensaio.

Não, não foi uma performance assim significativa, mas dei o exemplo.

(Minha gestão é baseada nisso... teoria e amostragem, com ou sem coreografia de lagartixa desarranjada.)

tamo junto e misturado

Sempre que possível minha empresa apoia eventos na qualidade de patrocinadora.

Basta que os eventos tenham de fato uma importância-importante, e não sejam desculpa esfarrapada pra gente veicular nosso nome. Detesto pegar carona assim.

Nos próximos dias vamos ser parceiros num acontecimento legalzão que envolve educação e saúde. Sabe-se que os gestores, empresários e executivos sempre podem sentar à mesa dos organizadores para aquele momento sublime "ceia corporativa", mas, eu ficarei com os colegas encarregados de distribuir as pastas, as inscrições e bugigangas de brinde.

Em razão do que??

Pelo fato de eu ser assim, naturalmente esparramada pela multidão.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

negócios são negócios

Imagina se aquele amigo que te apresentou pro amor da sua vida resolvesse te arremessar um recibo de despesas pendentes pelo serviço de cupidagem profissional.

Ia ser no mínimo uma palhaçada, não?

Pois agora uma executiva que eu conheço decidiu pedir "comissão" pelos negócios fechados entre as pessoas que ela apresenta, informalmente, nas festas e jantares sociais.

É a primeira cuPICARETA que tive chance de conhecer.

espécies variadas na pista

Ninguém acredita quando eu falo que aqui na empresa algumas araras-azuis fizeram ninho na área de lazer.

E que em certa região da cidade onde fica o Parque dos Poderes e os prédios oficiais do Governo, há limite de velocidade porque vez ou outra alguma jaguatirica atravessa na frente dos carros.

Só a Isabela Guedes* que acredita. Mas também, nem vale... ela é a única amiga jornalista-blogueira que me manda elefantes pelo correio e não se importa de conversarmos sobre footebol mesmo sabendo que eu sou gremista.

Eu acho ótimo viver num Estado onde o conceito de fauna está ligado diretamente aos animais nativos e não somente aos simplórios colegas e suas variações de plumagem-executiva.

congressando na ponta dos pés

Vou pra um congresso onde todas as executivas são no mínimo dez anos mais jovens do que eu e caminham batendo os taquinhos dos sapatinhos Prada.

E o que eu comprei pra não me sentir ilhada e parcialmente no clima? Um par de sapatilhas de balé, porque se a Amy Winehouse que nunca foi bailarina consegue usar com simpatia, porque eu que dancei 20 anos não posso?

Injustiça...

tu ta fedendo, mano

Executivos e seus ternos pretos numa terra onde os tucanos não voam - mas se abanam - não dá outra: tem lugar garantido no novo programa da Band.

C.Q.C ??

Nãooooo! Que Cê Cê, meo !!

Corre lá buscar um Axe em algum armazém.

Pfffff.

domingo, 18 de outubro de 2009

"esperanza" é a última que morre

Uma vez por mês cada um dos fofos da minha equipe me manda sua tracklist particular pois temos uma radiozinha mixuruqueta nos corredores da empresa que toca algumas coisas bacanas e geralmente eu entrego este menu pra um voluntário que faz o papel de "personal didiêi".

E o respeito é uma coisa sensacional. Ao passo que meus adorados toleram minhas crises de Aretha Franklin em cima da mesa cantando à la queen of soul eu também respiro fundo e seguro a franga pra não me empolgar com a Ivete ( sempre tem os que adóram levantar poeira no escritório ).

Na listinha do meu colega publicitário estava lá "Esperanza". Liguei pra ele e-m-o-c-i-o-n-a-d-í-s-s-i-m-a. -"Esperanza Spalding? Jura? Eu sou vidrada nela!!"

Ele, friamente: "Não, Monga!! É aquela música que a Laura Pausini cantava numa abertura de novela...vida...esperanza...la rá.."

this is it

Num é muito fácil manter elevados os índices de criatividade nos projetos quando a vontade mesmo é de virar hippie e ir morar em São Thomé das Letras.

As vezes a gente dá uma de Maico Jackson e reescreve a canção que já foi gravada antes por qualquer “cantora pouco conhecida” pois enquanto os críticos focam na análise da obra, podemos ir ali tomar um capuccino. Não existe auto-plágio e isso não é exatamente um crime.

É economia mental.

(Tem que sobrar água no cantil motivacional pra evitar a desidratação da performance.)

eu SE ferro mas SE divirto

Tava na cara (de qualquer ciclope) que eu ia fazer merda qualquer hora dessas.

Já é complicado acessar as várias contas de e-mail profissional e as contas particulares de fofocas inúteis tendo mais esta conta do blog. Pois foi justamente a conta “Monga Executiva” que disparou um relatório importantíssimo pra um cliente. Sim, ele recebeu um projeto inteiro, traduzido pro francês, guarani e sânscrito a partir de um remetente esdrúxulo.

Quem vai fechar um contrato gorduxo com uma criatura que manda um conteúdo seríssimo por uma conta de e-mail assinada por “Monga”?

Podia explicar, me fingir de morta, apostar no hackeamento comum ao mundo digital, invasão de neo-bárbaros, mas não.

Hoje é dia de missa. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro vai ter que me deixar furar a fila de pedidos.

corporate gipsy

Passeando com minha irmãzinha tive uma super aula sobre a gestão de beneficiamento.
Nem é preciso elaborar um contrato de dedicação exclusiva. Basta que você saiba abordar de forma contundente.

Uma cigana nos parou na rua e falou pra minha mana:

“Moça, posso trazer todos os homens que você deseja, facilmente!!”

Ela:

“Todos mesmo? T-o-d-o-s??”

A cigana:

“Claro!”

Minha pequena-gênia-irmã:

“Bixa, então tu vais ter que trabalhar o resto da vida SÓ PRA MIM.”

sábado, 17 de outubro de 2009

"e as aparências não enganam não"

O maior mistério geracional é quando os filhos jovens e de cabelo azul contratam consultores como eu, pra dar jeito nos seus pais caretas e engravatados...

... mas que são ignorantes e estão levando os negócios da família à falência por repetição de condutas esquisitas, causadoras de danos.

Esta galerinha é o coro contrário do Belchior.

"Não queremos ser os mesmos e viver como nossos pais."

( Não sei se é possível fugir da inexorável saga familiar, mas apoio a tentativa.)

a campeã das desculpas

Bastante depressiva, a executiva que trabalhou comigo tempos atrás me contou que trocou o marido médico, por um colega de trabalho, também executivo.

A razão pra tamanha reviravolta:

Não tinha com quem conversar sobre trabalho quando chegava em casa.

Mas ah.

Vou morrer e não vou ter visto de-um-tudo-nesta-vida.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

conceitos da ginástica laboral

Sedentário é o cara que sente sede.

E sempre chama um otário pra pegar o copo com água.

(Daí a etimologia da palavra).

Pra evitar a conduta inadequada, que compromete a saúde e o desempenho dos funcionários, elimine os bebedouros próximos.

se gostar valesse a pena...

Fiquei sabendo que uma suuuuper amiga quebrou o maior pau com o cantor Léo Jaime via twitter.

Ela era fã do cara desde a infância, soube que ele tava fazendo uma participação num programa de tv e resolveu segui-lo e perguntar do projeto. A resposta dele foi grossa-sem-noção, o troço virou um banzé na web, com direito a rounds de seguidores a apoiando e culminando com o bloqueio dela na conta dele.

Me fez lembrar uma vez que consegui entrar no camarim da cantora Sade de quem eu era ardorosa fã. Ao me debulhar em elogios e babações ela simplesmente me falou em audível inglês britânico "problema é seu se você gosta de mim."

As vezes gostar é mesmo um problema. Desde este dia passei a ser fã do falecido Topo Gigio.

a Brookie tem razão

Eu tenho um analista. E tenho uma life coach.

É muito bom pagar pra profissionais dizerem sistematicamente o que devo fazer da minha vida e ter o prazer de não cumprir nenhuma das dicas. Me dá uma sensação de bandidagem deliciosa.

Pois a minha amiga Brookie* saiu-se com uma consideração sobre mim e eu precisei guiá-la ao trato da psiquê. Segundo ela eu tenho "uma voz excessivamente doce, de professora de pré-escola, o que não facilita a rigidez necessária em certos momentos cruciais."

Eu consultei meus dois oráculos. Porra.

Se eu tenho voz de professora de criancinhas, talvez eu me comporte como uma criancinha e de fato meus subordinados demorem a reconhecer a seriedade de certas mensagens.

O analista e a coch me devolveram, cada um em seu quadrado: " sim, você tem voz de professora de pré, tom de voz de professora de pré e comportamento de criança de pré."

(Vou ali brincar de lego, gente.)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

da série: gestão em outdoors

"Invista em novas atitudes para sua empresa".

Já adoto esta política de investimento há alguns anos.

Certo dia apliquei um mecanismo visual, uma espécie de bolachona colorida pra pendurar nas portas dos gestores. Cada um elegia seu estado de espírito naquele dia ( inclusive eu ) conforme a cor correspondente e deixava à mostra pra desabafar e indicar os limites de tolerância.

Depois de uns minutos, eu ia lá sem avisar e trocava as plaquinhas de todo mundo.

Na andança pra exercitar as placas de volta aos seus lugares, o mau humor coletivo já tinha ido pro brejo, sem precisar de grande esforço.

pre-reveillon na marra

Este eterno estado de projetar-se a frente é o tumor deste século. A gente caminha rápido, não se sabe pra onde e nem o motivo.

A gente sabe é que tem de acompanhar a corrida. Mas pra quê mesmo? A ansiedade sempre nos sequestra a chance de viver o momento presente, pois pros ansiosos o que importa é o que ainda nem despontou. É pra lá que se volta a atenção.

Nas livrarias, desde julho deste ano vende-se agendas pra 2010. As de 2009 já foram recolhidas.
A impressão é de que não se dá a menor importância pros fatos que a gente pode alcançar com a mão. Não vale uma esticadinha.

Temos sempre que tentar encostar no que está a muitos kilômetros, ou no que registraremos no ano que vem. An? "Temos"?

Eu sou pessoa de existir hoje. Amanhã a existência é talvez.

higiene corporal e sabedoria marketeira

Esta história de fazer xixi no banho pra economizar milhares de litros de água "descargados" por ano ta dando o que falar entre meus amigos executivos.

Não posso substituir as privadas da empresa por chuveiros, porque seria um equívoco econômico mas, caso a Lorenzetti ou a Corona se interesse em explorar um merchan nas nossas instalações, com o patrocínio eu banco as faturas de água e luz e ainda incremento nosso marketing ambiental.

Propostas?

as librianas dominam minha vida ( part II )

Bem que se fala por aí que atrás de todo grande homem existe uma grande mulher.

Mas gente, as vezes atrás de uma grande mulher, existe uma grande mulher.

(Não necessariamente atrás, mas ao lado).

Kinha*, feliz aniversário.

Obrigada por tudo
.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

as librianas dominam minha vida

Hoje mando um abraço bem apertado pra Isadhora, que ta de aniversário e é uma gracinha de pessoa!

E pra Maricota*, Diretora de Jornalismo da minha empresa, tantas vezes citada aqui neste butiquim, também mando um beijo especial de Feliz Aniversário. Ela é uma pessoa fabulosa. Atravesso qualquer fronteira pra encontrá-la do outro lado, porque sei que será um encontro rumo ao mesmo lado da vida.

(Maricota, curta bem as mini-férias em Recife e na volta, te espero pra um dia de Paris Hilton e Lindsay Lohan no shópis. Te amu bem grandão.)

tea time for us

"Monga, sempre ouço que executivos tem seus rituais diários pra desestressar. E você? Como faz? " ( Adriana - Campo Grande, por e-mail)

Drica... eu tomo um chazinho.

Como fala minha sábia e indefectível "life coach" e poeta Any ZERO Fran:

... que até o inferno vai bem com hortelã...

:)

se encostar apanha

"O casamento é uma obra de Deus".

Por isso que os pedreiros se sentem liberados pra tentar passar a mão na bunda da gente, durante as obras da empresa.

Tá na hora d'Ele dar serviço pra esse povo que fica cobiçando a mulher alheia.

(É muito do it yourself pro meu gosto).

terça-feira, 13 de outubro de 2009

salve a seleção

Amanhã tem jogo da seleção brasileira nesta cidade onde eu faço-de-conta que moro.

Por acaso encontrei os jogadores da Venezuela na fila do supermercado, ilustres transeuntes do anonimato. Ninguém nem tchuns pros caras.

Em torno do hotel onde nossos jogadores estão é impossível estacionar, caminhar ou respirar.

Gostaria muito de ir ao jogo, mas estarei em estado comatoso pelas próximas décadas em razão do volume de trabalho que me abana e manda beijos, neste exato momento. E por 100 pilas no cimentão lascado, não dá.

Pra torcer eu faço um break. Nem que seja mentalmente. Futebol é minha paixão. É raio, estrela e luar. Meu iá-iá, meu iô-iô.

alô, marcianos e malandros

Impressionante como meus colegas não sabem o número de telefone uns dos outros e sempre recorrem a minha prodigiosa memória.

Eu tinha planos mais audaciosos pra minha carreira do que servir de auxílio à lista.

Deve ser praga da Marli, telefonista da minha mãe, a quem eu vivia enchendo o saco com piadas ridículas sobre telefonia.

não me entenda, me abrace

Tem horas em que a única salvação pra esta angústia corporativa que consome minhas entranhas é apelar pro bom e velho gauchês.

Dá licença d'eu gritar?

"Bahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

Tchêeeeeeeeeee. Me caiu os butiá do bolso."

(Amigas Heleninha e Enola, se quiserem me acompanhar no coro, não se reprimam, gurias.)

Pronto.

Passou.

por partes


Vamos começar quebrando os mitos: sim, eu adóru receber selos. Daí a ter dignidade pra manter o meme são outros vinténs.

Mas bora lá... a Mel, e a Ella, respectivamente blogueiras incendiárias e gostosas do http://virjimel.blogspot.com/ e do http://runwayway.blogspot.com/ me ofereceram este momento pocket fun.
Respondendo ao quiz da Mel, as gentilezas que aprecio nos homens, nesta ordem: pontualidade, assiduidade e fidelização. E Ella, os três objetivos que me seguram na blogosfera ( embora seja meio que óbvio ): salvar o mundo, ficar famosa e posar nua na Pequenas Empresas Grandes Negócios, por um bom cachê.
Gostaria de dividir os selos com a galerinha da minha listinha Vip. Mão na massa!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

ao perdedor, os tomates

Há alguns anos tive uma vizinha engraçadíssima. Suas bizarrices beiravam o cinematográfico e não raro eu a confundia com alguma personagem de Almodóvar.

A Fátima* era assistente social e adotava uma política personal ao pagar suas continhas diárias, de condomínio, das bijus que adquiria da outra vizinha, do posto, da feira e da farmácia da esquina. Tentava empurrar como moeda valiosa os potes de tomate sêco que produzia na sua chácara. E junto, um texto interminável louvando os benefícios de sua técnica apurada com os mais nobres e saudáveis tomatinhos orgânicos que serviam de matéria-prima.

Era uma gozação do caramba. Fez negócio com a Fátima? Rá. Vai receber em tomates.

Certo dia um de seus "credores" descobriu que os tomates eram colhidos do resto-do resto-do resto do Ceasa e que ela terceirizava a produção porque mal sabia cozinhar miojo.

Conclusão: Street fighter na vizinhança. Baixaria ao sugo.

ora pro nobis

Em dia de Nossa Senhora Aparecida, qualquer falha de comunicação passa a ser heresia.

Telefonema de um amigo, logo cedo:

"Amanhã você me ensina a mexer no sistema novo, Monga? É que eu to aqui com o demo."

Eu:

"Que demo o quê, rapá. Vai tomar um banho de água benta."

Ele:

"A versão demo do sistema, criatura!!"

feliz Dia da Criança

Preservar o lado criança não é uma generosidade do comportamento.

É obrigação pra garantir a convivência razoável numa equipe enorme.

Tem horas em que promover a bagunça divertida é o melhor recurso motivacional.

E quando tudo parecer demasiadamente insuportável, cate sua bola e vá pra outro campinho.

domingo, 11 de outubro de 2009

vida social à la carte

Tenho uma colega que é aquela fatídica funcionária "pão pra toda obra."

Só vai a eventos e happenings corporativos se os mesmos envolverem comilanças. E eu, que sou maria-vai-com-as-glutonas, acabei me tornando uma compulsiva por canapés e frescurinhas gastronômicas.

Saldo do último balancete corporal: 4 quilos a mais.

Isso é lesão por esforço repetitivo. Vou processar a empresa e exigir ergonomia pro apetite.

( Tristeza, em dó maior...)

a geometria da televisão

Um repórter e apresentador da minha cidade agora faz umas chamadas interessantes:

"Telespectador, não saia daí. Deixe o xixi pra depois. Seguuuuura a bexiga."

Ou então: "Te vejo amanhã, na quadrada."

Okeie. A quadrada em questão é a tv. ( Meio relativa esta referência geométrica em tempos de plasmas retangulares e telonas maxi widescreen. Mas a gente entende o sacrifício verbal do colega.)

Duro é ser induzido a retardar os apelos naturais do corpo.

Agora além de influenciar as escolhas políticas e posturas sociais das pessoas, a televisão vai nos empurrar pro urologista.

sábado, 10 de outubro de 2009

sangue, suor e amor II

O chefe da minha irmãzinha mandou a trainee do departamento dela "ir-se" lá doar sangue.

"É uma imposição da empresa, Senhor?" - a guria perguntou.

Ele: " É que gostaria de efetivá-la, e doando sangue você será submetida a alguns exames de saúde básicos, o que me poupa gastos com seus exames admissionais, além de você ajudar quem precisa."

Saca só a c-a-t-i-g-o-r-i-a.

sangue, suor e amor

Por ocasião do desastre thunder-plus que abateu Santa Catarina tempos atrás eu decidi liberar alguns funcionários e bancar suas diárias naquela gincana de solidariedade.

Eu não fui porque sou covarde e bunda mole. E também porque alguém precisava segurar o barraco daqui.

Desta vez nossa contribuição está voltada para a campanha Regional de Doação de Sangue - e acreditem, sei bem o que isso representa na hora em que o corpo tá lá gritando por misericórdia.

Pra quem doa suor diariamente em altas e generosas doses, não custa nada .

querências corporativas

Nunca conheci nenhum vitorioso inerte, porque mesmo o Maneco*, meu amigo de infância que foi premiado na Loteria, teve que levantar a bunda (linda, por sinal) e ir comprar o bilhete.

Não leio por "vitoriosos" os herdeiros e nascidos em berço esplêndido. Estes são "sortudos".Vitória é palavra irmã de esforço.

Movimento fundamental.

O primeiro passo é saber, na nossa vida profissional, a diferença entre "interesse" e "curiosidade".

Os curiosos espiam a cidade por trás da moita. Os interessados vão lá desbravar o matagal.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

dá a chupeta pra MAMÃE não chorar

Uma amiga descobriu que estava grávida no mesmo dia em que recebeu a tão sonhada promoção que a lançaria direto pra Nova York. Salário bom, tudo ok.

Está naturalmente muito feliz, e falando de 2 em 2 minutos que "o filho é o melhor projeto."

Aceito, de coração branco, que ser mãe é padecer no paraíso do sub-emprego. Que é uma realização muito além do meu poder de entendimento medíocre.

Mas foi assim analisando a situação de outra executiva que entendi que eu sofro de depressão PRÉ-parto. Alguma agonia não identificada baixa em mim quando penso em nenéns X carreira.

Acho que sou uma estéril emocional.

e por falar em Rita

Faz um favor pra mim? Passa lá no "Quebrando o Salto".

(http://quebrandoosalto.zip.net/).

A dona da proeza deliciosa é a blogueira Maria Rita. E genteeeeee, querida que não cába nunca mais, extremamente inteligente e de bem com os sorrisos da estrada.

Foi justamente abrindo sorrisos que fiquei ao passear por lá.

( Um beijo, querida).

put the blame on mame

A fabulosa Rita Hayworth causou furor no filme Gilda, nos anos 40. E junto com o sucesso e o poder do glitter Hollywoodiano, ganhou algumas relações equivocadas.

Ela costumava dizer que os homens dormiam com a Gilda mas acordavam com a Rita.

E é bem assim que se estabelece o fascínio pelo inverossímel, alimentado em parte pelo comportamento teatral que nós mesmos desempenhamos em nossas ocupações profissionais.

A maioria nos "compra" pelo papel que cabe no cenário executivo. Muitas posturas rígidas, horas de estresse irracional, normas e alinhamentos confusos e sem utilidade.

Na hora que resolvemos assumir a cara limpa e sem amarras, já não servimos pra outro filme.

só o empenho salva

"Monga eu passo 50% do tempo no escritório visitando sites de fofoca, lendo receitas de bolo e baixando músicas. Isto me incomoda, é um problema mesmo, não?" ( Mário, por e-mail)

É um problema sim, Mário.

Acho um desperdício de tempo, se você me permite a consideração com todo respeito:

Eu costumo aproveitar de forma mais inteligente. Gasto logo 100% do meu período nestas difíceis tarefas.

contos de fada e jovens promissores

Agora eu chamo o estagiário mais bonito do meu departamento de "Princeso".

Ou de "Cinderelo".

(Porque eu gosto das relações personalizadas e porque estamos na fase de destruir os conceitos de gênero e pronomes de tratamento.)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

só criei piolhos

De uns tempos pra cá muita gente tem me escrito ou deixado comentários perguntando se eu sou publicitária.

Particularmente acho uma ofensa para com a categoria. Se eu fosse do sindicato dos publicitários faria uma manifestação pra impedir que esta profissão fosse associada a uma executiva como eu.

Eu não sou, minha gente. Sou ruim nesse troço.

Apesar de executiva da área de Comunicação, a única experiência que tive com criação se encerrou na infância, quando minha avó aplicou Escabin na minha cabeça.

o teatro dos vampiros

Nunca imaginei que eu poderia viver as previsões astrológicas-corporativas do Renato Russo, mas o fato é que:

"Os meus amigos todos estão procurando emprego."

Crise, tamanho extra-large.

d'onde estais, ó magnânimo?

Sabe aquele colega sempre bonança e nunca tempestade? Aquele que sempre tem um sorriso nos momentos difíceis, que é apaziguador de conflitos, que não julga e não acende a pira da discórdia?

Aquele que traz o quindim que a mãe dele fez no final de semana porque lembrou de você e sempre te presenteia com um chaveirinho das viagens? Que te pergunta do marido, da esposa, do gato, do papagaio e da tua avó com esclerose? Sim, aquele que se disponibiliza a te dar carona no dia de chuva e prontamente revisa teu relatório em japonês sofrível pra ser solidário no projeto?

Pois então... este colega não existe. É só lenda.

Se existisse eu já teria comprado uma dúzia ( inclusive pra oferecer aos amigos empresários como lembrancinha Natalina).

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

enter your password

Outro dia uma arquiteta sugeriu que no prédio novo que estamos construindo pra empresa, dispensássemos a individualidade convencional e fizéssemos um corporate loft.

Espaços abertos e integrados, todo mundo xeretando todo mundo, uma coisa meio dionisíaca.

Mas não dá. Não tem como.

Não é o limite geográfico que isola as pessoas no ambiente de trabalho, não são as portas, as paredes e os móveis.

São as trancas do pensamento e os limites de comunicação.

desculpa se eu atiço o bixim que te rói, santa

Uma pré-funcionária e provável boa colega desistiu da vaga na minha empresa porque o namorado a fez crer que eu, euzinha monga, sou gay.

Sim, ela me falou " eu acho que você é gay e não posso conviver com isso."

To tão acostumada aos achismos e às certezas que pesam na realidade alheia e no entanto, me assustei. Não me preocupei em justificar a minha gayzice... sou? não sou? importa? ta servida?

Mas considerei, p-a-u-s-a-d-a-m-e-n-t-e: cuidado... hoje começa com gays, amanhã você dispensa uma vaga por não suportar negros, depois judeus, depois comunistas, depois índios... vai trabalhar onde?

a beleza não é mesmo mágica?

Uma peça publicitária me fez viajar:

Nas páginas de uma revista holandesa uma modelo exibia com satisfação sua barriga chapadinha, acompanhada deste apelo, livremente traduzido por mim -

" Saiba como Eve perdeu 4cm de cintura em duas semanas, gastando apenas 16 dólares."

Logo abaixo, o nome do composto químico redutor de volumes, banhas e calombos meridionais.

No Brasil, eu faria uma releitura mais for fun -

"Saiba como a Eva perdeu 4 cm de cintura. Não, não, ela não devolveu a costela à Adão!!
Gastou apenas 10 pilas comprando um cd do fotoshop nos camelot's."

terça-feira, 6 de outubro de 2009

primavere-se

Há menos de um mês uma cliente veio choramingar que a fachada de sua empresa não tinha a visibilidade que merecia. Que com intuito de chamar a atenção da comunidade e dos clientes ela havia feito um planejamento estético bem agressivo e que não funcionava.

A convidei pra dar uma voltinha na calçada, nos arredores, olhar enfim pro que se olha de dentro, com olhos de fora. E vimos que uma árvore e sua enorme copa atrapalhavam a leitura da placa super chique e moderna. Sugeri uma poda.

Uma poda sem com isso comprometer a estrutura da árvore, muito pelo contrário. Assim sendo, na presença de um biólogo técnico, retiramos os galhos secos, ajeitamos as coisas e de quebra devolvemos um pouco de viço àquela árvore esquecida ( que nos retribuiu com muita beleza).

A gente também deveria fazer uma poda de primavera. Desatrapalhar-se. Mandar os "galhos secos" da existência embora e cuidar das raízes.

Qualquer carreira exige constante estado primaveril.

não cabe um comercial nesta hora

Humildade não é virtude que a gente possa se gabar.

Perde o sentido e o senso de utilidade nas nossas vidas.

"Humildade" é virtude que se come de boca fechada ( sem os cotovelos em cima da mesa).

sente o muque

Um executivo me foi apresentado outro dia, numa situação informal. Na verdade quero dizer num momento high lights festa fun.

Nos encontramos em outro Estado ( e em outro estado) por coincidência, tempos depois, e ele me apresentou pra sua equipe que voltava de um evento da L'Oréal, em Paris.

Primeira coisa que ele comentou sobre mim pros seus gerentes: "Esta moça tem um aperto de mão forte, segura firme na mão da gente!"

Fiquei pensando nos motivos que me fazem investir com força num aperto de mão:

Mostrar que eu não sou mole, conferir uma certa firmeza de postura?

Não... Me apoiar na pessoa a minha frente porque eu estou sempre tropeçando, caindo ou pisando em falso e não posso desperdiçar uma "mãozinha."

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

olimPIADA

Pelas cidades onde tenho passado não se fala em outra coisa.

"Olimpíadas no Rio".

Grande feito histórico ( com brados retumbantes e escambau ). Vários amigos empresários já começaram o consórcio oportunista pra garantir alguma cerejinha deste bolo de delícias comerciais. As chances de faturar começaram a piscar os olhos pra muita gente. É a paquera do acasalamento corporativo.

Eu não tenho por onde me beneficiar do evento, a não ser, como turista e hóspede do Zé Carioca, lá na Vila Xurupita ( meu lugar preferido da Cidade Maravilhosa, desde a infância.)

:P

executivAs e suas tribos

Executiva "coelhinha da Playboy":

Fica fazendo "corpo doce" pra ver quem paga mais pra ter suas idéias escancaradas nas páginas de um projeto. Se já "pousou antes", quer mostrar que ainda tem peito.

Se é novata, quer acontecer.

(A sessão de autógrafos geralmente é in company).

oração da segunda-feira

"Nossa Senhora do Red Bull

Dai-me asas,

(Hoje e sempre)."

domingo, 4 de outubro de 2009

mistérios, intuição e desistências

Tenho conhecido histórias de executivos que se permitem um olhar menos cético diante de suas condutas organizacionais.

Quantas e quantas pessoas desistiram de embarcar em determinado vôo na última chamada? E por questões que não nos cabe julgar, quantas delas escaparam de algum trágico acidente? Quantas se mantiveram salvas de uma desgraça enorme?

Não é diferente no universo corporativo. "Aviões" caem. Tragédias acontecem, e algumas, sem "executivos sobreviventes" ainda que depois de muitas tentativas de resgate.

Se você não tem certeza na hora de "embarcar" num projeto, volte pra casa. Não assine um contrato sem acreditar nas partes envolvidas nele.

Não crie vínculos profissionais e jurídicos se não confia no piloto, ou se aquela voz inominada te fala ao coração.

cada um veicula a mensagem que quer

Quando estou em viagem eu transformo meu trânsito em olhar de pesquisa.

Tudo me interessa; arquitetura, pessoas, costumes e gírias. Pichação e grafite são duas manifestações que sempre atraem meus zóinhos. Não tenho conteúdo antropológico e semiótico suficiente, mas algumas gravações deixadas nos muros me chamam muito a atenção, tipo esta que vi agorinha:

" A política brasileira está cada vez mais presa dentro de si. Procure quebrar este muro de Berlim invisível que garante a exclusão social e econômica e impede um real crescimento desta Nação."

A comunicação é um microorganismo esquisito. Em alguns desencadeia febre, diarréia e vômitos. Em outros não provoca nada. Nem um espirrozinho.

Tenho saudades quando eu lia nos muros um singelo "Eu transei com a Ritinha."

complexo de Veja Multi-Uso

As vezes eu penso que determinado profissional é acessível, mas na verdade é só vidro limpo.

Consigo vê-lo, sabê-lo e sentí-lo.

E quando eu me aproximo correndo.... pooooft... quebro a cara na porta.

Na vida também é assim. A gente confunde o que pode ver com o que pode tocar.

sábado, 3 de outubro de 2009

tomando sol na minha laje

Ta... eu sou farofeira.

Um tipo mais discreto, mas sou. Não vou à reuniões de salto e tailleur e gosto mesmo é de tirar os sapatos "lá pelas tantas" ou comer pingo d'ouro durante o parto das idéias.

Parte de mim não quer crescer profissionalmente. E esta parte, é a que entende o crescimento-comum-esperado-socialmente como o último asilo dos insuportáveis.

Tô fora.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

da série executiva: adulterando a vida e as canções

Letra originial: "Tire o seu SORRISO do caminho, que eu quero passar com a minha DOR."

Letra da Monga: "Tire sua DOR do meu caminho que eu quero passar com o meu SORRISO."

( Porque babys, não há produtividade sem a tal da feliz loucura.)

E tenho dito.

o Crepúsculo corporativo

Maiores desafios pra segurar o fogaréu de um projeto novo com universitários na faixa dos 20 anos de idade:

- mantê-los longe de tentações e "modas" organizacionais;
- focá-los desde cedo em objetivos pessoais;
- desmitificar certos comportamentos idiotas que se espera de uma "tia véia-executiva";
- e PROIBIR o consumo de Stéphanie Meyer durante o expediente... (não tem acordo... ou ela ou eu).

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

to ligada, mano

Meu estagiário bebê queria dispensa de uns trampinhos pra se preparar pro ENEM.

Não vai ter ENEM. Foi cancelado.

E nem que não tivesse sido, eu poderia facilitar.

Hoje estes moleques começam com desculpa "educacional". Amanhã estão matando a avó, e ano que vem, já efetivados na vaga, vão ter pedra nos rins todos os meses.

Mas ah. Não, não.

linha tênue

O Governador do Estado onde resido andou cometendo umas grosserias públicas injustificadas, opinando sobre certo Ministro. Nem tanto por motivos de etiqueta política (se é que política algum dia vai ter correlação com bons modos) mas por questões de educação básica, eu o critiquei severamente numa conversa com os guris da minha equipe.

Um deles, saltou " Pois pra mim ele mandou bem!! É um líder, fala o que pensa, tem personalidade forte, é autêntico."

Perguntei " Você realmente acha que líderes podem e devem dizer tudo que tá na cuca?"

Ele "Sim, eu acho!"

Eu " Ok. Você é um filho da p#$%&*. Tranquilo, né?" :P

oficina de sensibilização

"Colocar-se no lugar do outro" não é exercício de Psicodrama informal.

Imaginar-se na pele de outra pessoa em dada situação, ou arriscar olhar pras coisas com os olhos do vizinho não significa perder o auto-comando, ou pular da ponte de mãos dadas.

Isso é manézice.

Porém, experimentar a dinâmica corporativa simulando papéis variados é utilíssimo.

Eu não penso em nada que envolva gestão de empresas sem experimentar ser cliente, nem que seja por meia-hora. E vez ou outra empurro um funcionário no bêco-sem saída: "O que você faria se você fosse o chefe deste pardieiro no meu lugar, hoje?"

eu te ovo

Esta história de que executivos não têm tempo pra nada é falácia das brabas.

Eu tenho tempo. Pra vender (à vista, cartão ou boleto) e pra dividir.

A partitura que rege a convivência comigo é muito clara, desde o começo da minha carreira. Eu paro, escuto, deixo visível pro colega ou pro cliente que naquele momento não existe ninguém mais importante.

Porque realmente não existe! O tempo é o único pertence que tanto mais dividido, tanto mais em benefícios colhidos ( e multiplicados). A idéia de globalização que se tem, especialmente no que tange comunicação, é falar.

Falar. E falar. E falar.

( E quase nunca OUVIR.)

fazemos qualquer negócio

Um cliente andava doidinho atrás de um programa de capacitação empresarial. O visitei algumas vezes, discutimos, trocamos idéias e propus construir um cronograma de atividades customizadas.

Tipo "sob medida".

Ele que costuma ser prudente e enjoado, veio com este aviso: "Calma Monga... não posso fazer igual no restaurante... comer tudo que desejo e depois ter que lavar os pratos pra bancar a conta enorme."

Eu, que de prudente não tenho nem a cutícula ( mas enjoada, sim sinhô ) concluí: "Se você não conseguir arcar com os custos, não corre o risco de ter que lavar pratos na minha empresa!!! Magina!!! Mas uma engraxadinha nos meus sapatinhos ou uma lavada nas privadas... tamo aê..."

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

coca-cola é isso aí

Raquelzinha* é uma amigona que advogava pra Coca-Cola do Brasil.

AdvogaVA.Verbo escorrido, tempo passado.

Estava ela numa reunião com lideranças escravocratas quando usou a expressão:

"VEJA BEM, Dr. Fulano, o Sr. terá que reavaliar esta conduta..."

Foi demitida. Motivo: "insinuar que o gestor é incapaz de ver seus atos ou não os enxerga com clareza. Desrespeito e insubordinação".

Que garrafada.

corporate purpose

A intenção da minha empresa é lucrar, e minha intenção como executiva é me beneficiar deste lucro (que não compra a felicidade mas me ajuda a sofrer em Dubai, debruçadinha no Burj Al Arab).

Contudo um dos objetivos da corporação também é atender a quantificação de valores que não estão lá nos reais ( nos dólares e nos euros), e que tem a ver com a escala de valores pessoais, crenças, desejos, anseios... Neste ponto as características do meio corporativo tornam-se particulares. Pessoais e intransferíveis.

Me agrada muito ver meus ganhos de mãos dadas, as contas em dia e meu carro novo finalmente adquirido. Mas me agrada tanto (e igualmente) ouvir uma pessoa dizer que estar em certo projeto comigo foi um tapa no baixo astral e uma guinada na auto-estima.

Sou rica. Muito rica.

Elisa, a executiva perfeita

Se eu pudesse escolher uma substituta pro meu cargo na empresa, seria esta moça:

http://ela-fala-e-sai-andando.blogspot.com/

No relatório de justificativas encaminhadas pro Gestor de Talentos, eu apontaria:

- ela é genial;
- ela tem um humor raríssimo;
- ela escreve como os grandes gênios escrevem: com rompantes linguísticos e sínteses brilhantes;

( e deve ser virginiana, só pode.)

são fatos

Fato número 1: algumas pessoas com quem iniciei um relacionamento virtual, se tornaram membros oficiais da minha vida. Não muitas, é verdade. E eu entendo por oficial a licença pra ligar na minha empresa, trocar e-mails e outros pastéis. E mais: a licença pra não me pedir licença. A chance de um abraço fraterno.

Fato número 2: depois de um período de café e bolachas, uma destas pessoas passou a integrar o time de profissionais que está comigo num projeto bem bacana. De verdade. De gente grande. Rolou por mérito, capacidade e adequação.

Fato número 3: Eu sou piegas. Acredito em duendes, em Fada-do-Dente e em amigos que merecem oportunidades.

Viver "emblogada" tem destas mágicas.

pro dia render

Eu tenho cá minhas manias executivas. Não sou flôr que se cafungue.

Mas no dia em que resolvo acordar inspirada, e o universo decide me dar sinais claríssimos de que sou incrível, tudo vira um evento nababesco.

( Não, não é espasmo narcísico. É sorte, dedicação e suor.)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

grenal de avaliações

Tudo azul: eu resolvi fazer uma faxina no meu msn, na minha vida e nas gavetas cheias de desimportâncias e relações fast-feelings. E decidi criar um sistema de trainees na minha empresa exclusivo pra pessoas sem emprego ( e com alguma formação "bôua" ) que já passaram das 50 primaveras-desesperadas. Gente muito jovem tem idéia de que trabalho em equipe é decorar uma