Grandes empresas tem grandes executivos, mas nem sempre tem grandes artistas.
A genialidade da gestão nos grandes empreendimentos do mundo está emparelhada com a capacidade de liderar a fantasia e a mística em torno do desejo das pessoas. E desejo é uma manifestação que o produto desperta ou que, no mínimo, alimenta.
Queria acreditar que a Apple é maior do que o Steve e que ele construiu um legado continuista, auto-produtivo, sobrevivente e lucrativo; mas pra isso eu teria que fingir que as marcas são apenas filiais da existência.
Neste caso, a matriz é a própria vida de seu criador. Sem ela, todo o resto é museu.
E cá estamos nós, pecadores, de maçã na mão, neste paraíso terreno que expulsou o gênio.