quarta-feira, 12 de outubro de 2011

neta do ceboleiro, muito prazer!

Nos anos 70 meu avô paterno foi um grande produtor e exportador de cebola e esta atividade foi a responsável pelo conforto da família, que se dava ao luxo de comprar automóveis cor-de-laranja e toda a sorte de excentricidades de consumo.

Enquanto os negócios cresciam e a estrutura ganhava mais e mais contornos de grande comércio, o vovô pegava seu saxofone e ia tocar no quarteto de jazz do qual fazia parte. Pra ele, a música era muito mais relevante do que o comando administrativo do seu empreendimento.

Por sorte, a agricultura sobrevive da parcela generosa vinda do céu (literalmente) e da terra fértil, caso contrário, teríamos um cara compondo música pro baile da sua falência.

Comigo não. Eu não trocaria meu serviço pela esbórnia. (Porque eu odeio esbórnia... não que eu ame trabalhar - que fique claro).