As mídias sociais me chateiam demais. Nunca fui fã, nunca consegui legitimar seu uso na minha vida e me irrita cogitar que ultimamente o que falamos é mais digno de nota do que aquilo que fazemos. Até as empresas cairam nesta arapuca de avaliar pessoas pelo que manifestam nos perfis públicos.
Esta época de julgamento em torno do invólucro das pessoas é o que me mantém destuitada, desfacebookada e blablabla. Vejo gente querendo dar lição de moral em quem escreve metaforicamente. Em quem brinca. Em quem descompromissadamente exerce a 'palavração' ou o 'palavrismo leve'.
Acabei de comprar num sêbo o Diário de Ana Maria (do Michel Quoist), to programando assistir pela enésima vez Sonhos, do Kurosawa, e no máximo montar uns papertoys que baixei de um site bacaninha.
Como se vê, eu sou muito pobre de conteúdo.