terça-feira, 20 de setembro de 2011

vai com fé e ponto (again, parte 2)

Ressentidas, duas moças de vinte e poucos anos reclamavam sobre o ápice de estresse físico e emocional a que elas estão submetidas. Choramingos e olheiras não deixavam dúvidas de que o sucateamento humano ali é bem real.

As pessoas não tem conseguido dizer não aos superiores, à empresa, aos colegas. O medo imposto pela competitividade faz com que o camarada abrace muito mais tarefas do que seus braços são capazes de segurar.

Eu gostaria de ter dito a estas meninas que não dá pra gente agarrar tudo que aparece, como forma de garantir a permanência no emprego, mas infelizmente se eu tentasse completar a frase com "só temos dois braços e duas mãos!" eu correria o risco de cruzar com algum polvo saindo de uma entrevista no RH.

A coisa tá tão feia...