quinta-feira, 26 de maio de 2011

voyeur corporativa

Depois de muitos anos descobri que tenho um talento especial para reunir talentos.

Consigo conduzir parcerias, apresentar contatos que tenham parecência entre si, ser ponte para muitos colegas que nunca se viram e se descobrem almas gêmeas nos negócios. Por minha causa há projetos unindo uma empresa de Bagé com uma de Bogotá. Uma escola de Nova Andradina com um consultor de Nova Iorque. O estudante da esquina, com o projeto na zona norte, do outro lado da cidade.

Acho que isso não tem a ver com generosidade. Este é um compromisso de carreira, é uma disposição social. Quase como um sacerdócio ideológico. Se alguém me pergunta o que ganho com isso, sempre respondo:

"Eu não ganho nada. E ganho absolutamente tudo."