Cada profissional sabe (no fundo, sabe bem) quais os bônus invisíveis adquiridos no desempenho de suas funções, ou no desempenho EXTRA DOS SEUS TALENTOS.
Ainda penso em melhorar a minha condição financeira, sonho em atingir um número cada vez maior de pessoas com as idéias que cultivo, e me mantenho vigilante diante das minhas expectativas. Eu gosto da sensação de que a minha presença promove mudanças - para o bem e para o mal, afinal, não há doçura do conforto sem o sal das lágrimas.
Nesta semana um empresário telefonou, pedindo que eu fosse bater-papo com uma de suas colaboradoras mais preciosas - talvez a sua mão-de-obra mais refinada e mais rara. Ela andara chorona, apática, em abismo de tristeza sem fim. E eu fui.
Não pretendi substituir o papel da psicóloga (que imediatamente lhe recomendei) nem palpitar sobre suas angústias íntimas. Mas eu fui, porque minha disponibilidade e meu sacerdócio executivo determina minha conduta e de quebra, alivia o peso de alguém.