sábado, 16 de abril de 2011

ministério do acolhimento

Cada profissional sabe (no fundo, sabe bem) quais os bônus invisíveis adquiridos no desempenho de suas funções, ou no desempenho EXTRA DOS SEUS TALENTOS.

Ainda penso em melhorar a minha condição financeira, sonho em atingir um número cada vez maior de pessoas com as idéias que cultivo, e me mantenho vigilante diante das minhas expectativas. Eu gosto da sensação de que a minha presença promove mudanças - para o bem e para o mal, afinal, não há doçura do conforto sem o sal das lágrimas.

Nesta semana um empresário telefonou, pedindo que eu fosse bater-papo com uma de suas colaboradoras mais preciosas - talvez a sua mão-de-obra mais refinada e mais rara. Ela andara chorona, apática, em abismo de tristeza sem fim. E eu fui.

Não pretendi substituir o papel da psicóloga (que imediatamente lhe recomendei) nem palpitar sobre suas angústias íntimas. Mas eu fui, porque minha disponibilidade e meu sacerdócio executivo determina minha conduta e de quebra, alivia o peso de alguém.