Quando escuto um líder corroborar o item 'humildade' como pre-requisito no ingresso a sua instituição, confesso que me dá calafrios.
Primeiro porque o conceito de humildade vem sendo achacado pela ótica corporativa. Entende-se esta virtude como a ciência funesta de reduzir o amor próprio a pó ou renegar a singularidade do pensamento a uma manifestação coletiva de sem gracice.
Segundo - e não menos importante - porque ser humilde é aquilo que esperam de você lá na empresa, desde que você não crie expectativas de recebê-lo de chefes e supervisores.
Faz bastante tempo que não me encaixo neste formato. Me reservo o direito de ser auto-promotora de minhas qualidades, com algum limite de honestidade, e muitas pausas pra medir o meu tamanho.