segunda-feira, 11 de abril de 2011

e o resto vem com o tempo

Existem centenas de roteiros enlatados que os especialistas recomendam para uma entrevista de emprego. Perguntas tão apáticas que mesmo diante do maior brilhantismo não são capazes de promover nada além de bocejos e pernas balançando. Ao longo dos anos entendi que os questionamentos propostos na presença de um candidato, refletem muito mais o pensamento do entrevistador e o modelo empresarial ali traduzido do que avalia as aptidões dos concorrentes à vaga.

Entrevistar é bater-papo. É desvendar num curto espaço de tempo aquela capacidade adormecida ou aquela perspectiva nunca antes desbravada. Por mais absurdo que possa parecer - no corrimão contrário à previsível subida - eu sempre procuro saber da família, da infância, dos gostos musicais, dos dias sofridos, das celebrações.

(Talvez pelo fato de nunca ter procurado um ocupante do serviço, mas uma pessoa disposta a trabalhar e a alimentar esperanças....)