quinta-feira, 24 de março de 2011

vô não quero não posso não

A interveniência das esposas, maridos, parceiros e agregados no âmbito de relações profissionais sempre é motivo de debate e muita especulação. Repousa um deboche velado (ou não) sobre os colaboradores que manifestam a opinião de seus pares diante das suas escolhas e das suas rotinas organizacionais.

Hoje o funcionário de uma Companhia de Turismo resistia bravamente à chacota dos seus colegas diante da sua negativa em comparecer a um evento fora da cidade. Todo mundo insinuava o tamanho de sua rédea - muito curta - e ele, timidamente se encolhia no canto da sala.

Saquei que ali a questão ia além da piada. Perguntei o motivo de tanta tristeza. Ele me contou que não poderia viajar porque a filhinha recém-nascida estava na UTI neonatal. Neste momento me ocorreu sugerir a ele uma resposta coletiva à altura: "vão a merda sim, dane-se sim, eu sou pai sim, minha mulher importa sim."