Os profissionais para quem falei ontem trabalham na área de saúde, dentro de uma especialidade complexa e com alto grau de banalização da 'morte'.
Não por acaso o meu cansaço físico estampado em olheiras e sorrisos racionados me permitiu explorar exemplos interessantres, principalmente sobre o fenecer da vida, dos corpos e dos sonhos.
Naquele momento em que meu rendimento estava visivelmente comprometido eu saquei a compreensão silenciosa dos meus ouvintes, talvez justificada por uma relação comercial estabelecida entre nós que lhes garante uma capacitação, um diploma, e um recibo pelo investimento. Nas relações com os pacientes, não há este protocolo. Há um acordo tácito (sem garantias) que se dá a partir da entrega de uma vida na mão de um médico.
Foi disso que passamos a falar. E foi um encontro rico, principalmente pra mim.