quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

hanseníase gestora

A cultura das organizações é bastante temperamental. É cheia de fases lunares, de modismos de gestão, de mitos pouco aplicáveis - em grande parte alimentados pela indústria fantasiosa dos exemplos miraculosos, cujos best-sellers teimam em nos fazer crer.

Além deste traço comportamental que atinge a rotina de todos os trabalhadores, há também as lepras da estação. Vivi épocas em que ostentar certo poder econômico era 'feio'. O lance era ser 'um riquinho tímido'. Depois vivi um período em que a gente não podia ter preferências políticas. Deus-nos-livre! A empresa tinha um muro enorme pra gente sentar a bunda em cima.

O pior momento foi quando vivenciei o assédio das drogas como carimbo de poder social (an??) nos ambientes corporativos. Eu ficava sempre pra fora dos clubes do snif-snif. Hoje em dia rola uma exclusão por patologia. Se o cara tem que trabalhar, não pode adoecer. A empresa não se compadece, não se solidariza e não quer saber. Nem importa ter saúde de fato.

Basta que não apresentemos atestados. Já tá de bom tamanho.