quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

a anti-linguística corporativa

Fui observar o funcionamento de uma grande fábrica, conhecer suas máquinas e entender o processo de produção. Num primeiro momento imaginei que os entraves organizacionais estavam ligados à dinâmica do serviço ou às condições de estresse da equipe.

Mas não.

O grande problema é a ausência dos nomes. N-o-m-e-s-d-o-s-c-a-r-g-o-s. Há pessoas legitimamente cumprindo funções importantíssimas, na prática, mas com o rótulo de 'telefonista'. Administrando setores atendendo pelo cargo de 'auxiliar de serviços gerais'. Isso não só interfere na relação externa que este funcionário tem com os colaboradores os quais comanda, mas principalmente na sua fatia mais íntima de auto-valorização e de reconhecimento emocional a respeito de suas competências.

Não basta empregar. Tem que batizar o empregado e chamar todo mundo pra festa.