domingo, 16 de janeiro de 2011

decisões milimétricas de efeitos kilométricos

Alguma vez eu devo ter comentado aqui, mas repito: eu sou apaixonada por animais. Por eles sou capaz de sentir um amor idêntico ao que sinto pelos seres humanos, sem distinção alguma. Nos últimos dias não me sai da cabeça a imagem da Dona Elair* sendo resgata no Rio de Janeiro e perdendo seu cachorro nas forças da água.

O átimo de segundo entre garantir a própria vida e deixar escapar um cãozinho frágil está muito além de discussões sobre quem vale mais - humanos ou bichos. Me fez pensar, metaforicamente, nos momentos em que o resgate nos garante a vida, mas nos obriga a perdas dolorosas.

Na vida profissional, perdemos muitos seres queridos pela estrada... Amarramos a corda na cintura e permitimos que alguém nos tire da enxurrada. Sobrevivemos. Não mais sabemos o destino daqueles que se foram, e que muitas vezes nos deram a mão quando a água já batia na nuca...