Outro dia me perguntaram porque eu faço tanta questão de olhar pras revistas nas salas de espera, mesmo quando eu tenho apenas 1 minutinho antes das reuniões.
É que eu acredito que meu diagnóstico organizacional começa bem aí.
Profissionais que mantém nas suas salas revistas e periódicos rasgados e com capas pela metade são displicentes. Relapsos e de visão macro. Não percebem detalhes. E não ligam pra aparência de serviços e produtos.
Os que mantém revistas de anos atrás, são os pouco abertos às novidades. São chatos. Cheiram à mofo comportamental.
Em ambos os casos, não justifica o desleixo. Quem gosta de relíquia literária é o Robert Langdon.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
contrato de exclusividade
De vez em quando eu formalizo umas parcerias viadêscas. É quando rola muito mais do que um contrato comercial. A coisa fica no plano do puxa-saquismo gostoso, aquele que até o chefe acha válido.
http://terapiademocinha.blogspot.com/2010/04/carta-uma-monga-executiva.html
(Um beijo, Jujubas*. To aqui procê, siempre.)
http://terapiademocinha.blogspot.com/2010/04/carta-uma-monga-executiva.html
(Um beijo, Jujubas*. To aqui procê, siempre.)
quinta-feira, 29 de abril de 2010
casos clássicos de bundice orgânica
Repara comigo...
... todo funcionário prepotente confunde "espírito conciliador" com "covardia".
... todo funcionário prepotente confunde "espírito conciliador" com "covardia".
Nossa Senhora do Emprego, rogai por nós
Quando minha síncope de idiotice diária dá uma baixada, eu fico aqui pensando de que forma eu posso ajudar a tantas pessoas que me enviam currículos.
Toda vez que eu leio o nome de alguém, seguido de "obrigada pela atenção - estou precisando muito - espero conseguir uma vaga" eu me pego imaginando a vida desta pessoa.
O que me dói é que a busca por um emprego é a mendicância profissional sobrevivendo ao desprezo das oportunidades.
Toda vez que eu leio o nome de alguém, seguido de "obrigada pela atenção - estou precisando muito - espero conseguir uma vaga" eu me pego imaginando a vida desta pessoa.
O que me dói é que a busca por um emprego é a mendicância profissional sobrevivendo ao desprezo das oportunidades.
apostou comigo, SE ferrou-se, ermão
Minha equipe me propôs um desafio: ter peito suficiente pra falar pro sujeito mais melindroso da face da terra quais eram seus defeitos gerenciais.
Eu fui, bem faceira.
"Sua equipe é uma merda. A secretária um lixo, a sua sala parece um calabouço medieval, o tempo de espera pra ser atendido na sua empresa é pior do que SUS e quando sua mulher resolve vir dar ordens aqui eu me sinto num galinheiro organizacional. Lógico que isso tudo tem um valor muito pequeno diante de um cara lindo, cultíssimo, de grande visão empreendedora, digno da minha mais profunda admiração. To até emocionada de estar aqui... olha! To suando frio!"
( Ninguém falou em regras, portanto... ganhei, ganhei, ganhei! )
Eu fui, bem faceira.
"Sua equipe é uma merda. A secretária um lixo, a sua sala parece um calabouço medieval, o tempo de espera pra ser atendido na sua empresa é pior do que SUS e quando sua mulher resolve vir dar ordens aqui eu me sinto num galinheiro organizacional. Lógico que isso tudo tem um valor muito pequeno diante de um cara lindo, cultíssimo, de grande visão empreendedora, digno da minha mais profunda admiração. To até emocionada de estar aqui... olha! To suando frio!"
( Ninguém falou em regras, portanto... ganhei, ganhei, ganhei! )
exercendo a carnificina
Vejo tanta gente indignada com médicos pouco sensíveis na hora de dar o diagnóstico, e isso quase sempre acontece em momentos de extrema fragilidade emocional do paciente.
Na vida executiva a gente também precisa prestar atenção na maneira com que apresenta o diagnóstico (e mais adiante o orçamento) afinal de contas, ainda que em níveis de cirurgia diferentes, ambos choques podem ser letais.
Na vida executiva a gente também precisa prestar atenção na maneira com que apresenta o diagnóstico (e mais adiante o orçamento) afinal de contas, ainda que em níveis de cirurgia diferentes, ambos choques podem ser letais.
você sentiu, também?
Hoje eu acordei sentindo intimamente que vou ficar muito, muito rica.
Decidi ficar imóvel alguns minutos, porque se for apenas uma crise de gases, vou ficar muito triste.
Decidi ficar imóvel alguns minutos, porque se for apenas uma crise de gases, vou ficar muito triste.
Salve, Juju
Recebi um email da fofíssima Juju Balangandan, do http://terapiademocinha.blogspot.com/.
O teor veio bem a calhar com o momento 'sempre livre' que estou vivendo: ao menor sinal de contrariedade ou pressão resultante do choque de idéias... o que eu faço? C-h-o-r-o.
Porque o choro, ainda por cima institucionalizado e com platéia masculina, confere às mulheres aquele ar necessário pra exercer a fidalguia executiva. É como se todo ato que vem depois pudesse ser atenuado pelas lágrimas d'antes derramadas.
Sou a favor. Chorar faz muito bem, fecha contratos impossíveis, sensibiliza corações de jumento e acaba em cafezinhos nos RH's da vida. Quem não chora não mama.
E quem não chora o choro organizacional, não GANHA.
O teor veio bem a calhar com o momento 'sempre livre' que estou vivendo: ao menor sinal de contrariedade ou pressão resultante do choque de idéias... o que eu faço? C-h-o-r-o.
Porque o choro, ainda por cima institucionalizado e com platéia masculina, confere às mulheres aquele ar necessário pra exercer a fidalguia executiva. É como se todo ato que vem depois pudesse ser atenuado pelas lágrimas d'antes derramadas.
Sou a favor. Chorar faz muito bem, fecha contratos impossíveis, sensibiliza corações de jumento e acaba em cafezinhos nos RH's da vida. Quem não chora não mama.
E quem não chora o choro organizacional, não GANHA.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
tudo é relativinho
Uma colega de trabalho sofreu um acidente de carro e me ligou:
"Monga, Procurador Jurídico do Estado é um cargo muito importante???"
Eu: ah! relaxa! Bateu, bateu. Estes caras são arrogantes mesmo, e o cargo não é grandes coisas a ponto dele te afrontar por um acidente.
"Monga, ele vai ser minha testemunha!"
EU: baita cargo! tem prestígio, viu? se deu beinnnn, hein?
"Monga, Procurador Jurídico do Estado é um cargo muito importante???"
Eu: ah! relaxa! Bateu, bateu. Estes caras são arrogantes mesmo, e o cargo não é grandes coisas a ponto dele te afrontar por um acidente.
"Monga, ele vai ser minha testemunha!"
EU: baita cargo! tem prestígio, viu? se deu beinnnn, hein?
executivar enlouqueeeeece
O único humorístico que eu consumo é o programa "A Praça é Nossa".
Outras coisas pseudo-mais-refinadas não me atingem. Prova disso é que eu rolo de rir com o Tiririca e acho que rir não passa pelo crivo da racionalidade ou da intelectualidade. Piada sobre política, religião com homens de preto na tv e mulheres hortifruti representam ZERO risos pra mim.
Desapontei muito um empresário quando contei que tenho todos os filmes do Jerry Lewis em casa. Depois do estigma de hippie, louca, lunática e anárquica, me faltava mesmo o sêlo de demente.
(Eu aceito, obrigada!)
Outras coisas pseudo-mais-refinadas não me atingem. Prova disso é que eu rolo de rir com o Tiririca e acho que rir não passa pelo crivo da racionalidade ou da intelectualidade. Piada sobre política, religião com homens de preto na tv e mulheres hortifruti representam ZERO risos pra mim.
Desapontei muito um empresário quando contei que tenho todos os filmes do Jerry Lewis em casa. Depois do estigma de hippie, louca, lunática e anárquica, me faltava mesmo o sêlo de demente.
(Eu aceito, obrigada!)
a Elisa tirou o meu sossego
Pois a minha gênia-amiga-mais-ilustre (elafalaesaiandando) me contaminou com esta gripe musical que me faz espirrar Odair José no café da manhã e digerir o Balão Mágico no almoço. Músicas que ficam assediando minhas raras idéias normais. É a festa dionisíaca do brega alegrando o chatíssimo mundo corporativo.
Comecei a preocupar, pois já começo a ter ímpetos de responder aos clientes com letras de música. Pessoa me perguntou "Monga, pra eu ter êxito no empreendimento, o que faço?"
Me deu uma vontade imensa de cantar a música da Pink " You'll be a pop star /All you have to change /Is everything you are"...
Vou pegar as malas e mudar pro Rio de Janeiro. A Elisa precisa passar um galho de arruda em mim.
Comecei a preocupar, pois já começo a ter ímpetos de responder aos clientes com letras de música. Pessoa me perguntou "Monga, pra eu ter êxito no empreendimento, o que faço?"
Me deu uma vontade imensa de cantar a música da Pink " You'll be a pop star /All you have to change /Is everything you are"...
Vou pegar as malas e mudar pro Rio de Janeiro. A Elisa precisa passar um galho de arruda em mim.
"don't wanna be somebody else"
Outro jornal aqui do Estado me entrevistou. O tema da reportagem era "executivos viciados em telefone celular e hiperconectados".
Fui maximamente simpática com a mocinha (de nome impronuncável, aliás... algo tipo Dejairlene, ou Edithmarisleide) mas em alguns momentos me senti descontextualizada. Há algo em mim que nunca corresponde às expectativas das pessoas - e este "algo" sempre é compensado com meu lado very-clown-babe.
Quando o jornal chegar às bancas, vai rolar um estranhamento do povo.
Foto: eu de faixas coloridas na cabeça, camiseta e pés descalços. Legenda: Executiva.
Masétãobomconfundiraspessoas.
Fui maximamente simpática com a mocinha (de nome impronuncável, aliás... algo tipo Dejairlene, ou Edithmarisleide) mas em alguns momentos me senti descontextualizada. Há algo em mim que nunca corresponde às expectativas das pessoas - e este "algo" sempre é compensado com meu lado very-clown-babe.
Quando o jornal chegar às bancas, vai rolar um estranhamento do povo.
Foto: eu de faixas coloridas na cabeça, camiseta e pés descalços. Legenda: Executiva.
Masétãobomconfundiraspessoas.
no final tudo é dança
Mudanças na minha vida sempre são recorrentes. É como se alguma lição precisasse ser retomada todos os dias para que eu não esqueça a transitoriedade das coisas.Tudo é passageiro comigo: motorista, cobrador, executivo, casa e emprego.
Houve tempos em que me sentia uma náufraga sobre a minúscula ilha da minha existência. Era mesmo um saco chegar até certo ponto e poooft, ter que alterar a dinâmica das coisas.
Hoje não. Eu encaro estas mudanças como belos presentes que a vida me oferece. Portas novas. Maçanetas variadas. Mas sempre os mesmos sorrisos me esperando no fim do dia.
Houve tempos em que me sentia uma náufraga sobre a minúscula ilha da minha existência. Era mesmo um saco chegar até certo ponto e poooft, ter que alterar a dinâmica das coisas.
Hoje não. Eu encaro estas mudanças como belos presentes que a vida me oferece. Portas novas. Maçanetas variadas. Mas sempre os mesmos sorrisos me esperando no fim do dia.
terça-feira, 27 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
um dia eu infarto
Cliente me liga desesperada-esbaforida-maluqueteeee e eu, que estava num endereço bem pertinho, me lancei a pé, quase que levando outros pedestres ao chão.
(Até porque quando eu caminho com pressa eu pareço uma avestruz histérica. Abafa.)
Quando cheguei na empresa da Dona Alucinada, paralisei por uns instantes. "Que será que houve?" "Será que ela descobriu que o marido tem outra, finalmente?" "Será que perdeu aquela irmã com leucemia?". "Deossssmeodeos, me ajude."
Ela me recebeu, aliviada: - Oooooooi Monga! Eu precisava muito te agradecer pelo treinamento que você promoveu aqui. Os funcionários estão felicíssimos!!!
PQP. @$%¨#Ü#¨$#
(Até porque quando eu caminho com pressa eu pareço uma avestruz histérica. Abafa.)
Quando cheguei na empresa da Dona Alucinada, paralisei por uns instantes. "Que será que houve?" "Será que ela descobriu que o marido tem outra, finalmente?" "Será que perdeu aquela irmã com leucemia?". "Deossssmeodeos, me ajude."
Ela me recebeu, aliviada: - Oooooooi Monga! Eu precisava muito te agradecer pelo treinamento que você promoveu aqui. Os funcionários estão felicíssimos!!!
PQP. @$%¨#Ü#¨$#
eu? só uma pochetinha
Tem algo na minha cara de Mickey que provoca uma ternura imensa por parte de alguns clientes. Recomendam que eu me agasalhe, que eu evite o sol (porque sou muito sardenta) e até perguntam se eu tenho me alimentado direito.
Acho que todo líder (não que eu seja um exemplo clássico de liderança) traz em si algum carimbo de vitória sugestiva. Porque sugestiva? Porque indica que algum grande desastre ficou pra trás.
É como se todo sucesso trouxesse a mala invisível das adversidades que foram ultrapassadas.
Acho que todo líder (não que eu seja um exemplo clássico de liderança) traz em si algum carimbo de vitória sugestiva. Porque sugestiva? Porque indica que algum grande desastre ficou pra trás.
É como se todo sucesso trouxesse a mala invisível das adversidades que foram ultrapassadas.
pequeno manual dos maus-modos justificáveis
Lição número 1
Eu sou uma grande admiradora de consultores que trabalham a etiqueta corporativa - pois se tem uma coisa que de fato eles precisam fazer na minha companhia é t-r-a-b-a-l-h-a-r.
Descumprir as recomendações não é uma atitude sintomática de uma lesada, em prol da competição pelo poder. Este troço de falar "eu sou chefe, eu mando!" nem tem a minha cara.
O problema é que se meu telefone toca e do outro lado é alguém que eu amo muito, a reunião vai esperar mesmo. Continuo convicta de que nenhum grande negócio vale mais do que a atenção às pessoas importantes na nossa vida.
O resto é blablaísmo.
Eu sou uma grande admiradora de consultores que trabalham a etiqueta corporativa - pois se tem uma coisa que de fato eles precisam fazer na minha companhia é t-r-a-b-a-l-h-a-r.
Descumprir as recomendações não é uma atitude sintomática de uma lesada, em prol da competição pelo poder. Este troço de falar "eu sou chefe, eu mando!" nem tem a minha cara.
O problema é que se meu telefone toca e do outro lado é alguém que eu amo muito, a reunião vai esperar mesmo. Continuo convicta de que nenhum grande negócio vale mais do que a atenção às pessoas importantes na nossa vida.
O resto é blablaísmo.
glicerinado
Você já ouviu falar em supositório de recibo?
É aquilo que eu prescrevo, na qualidade de Dra. Consultora, praqueles indivíduos que juuuuram que não receberam o pagamento do mês.
D-i-l-i-ç-a.
É aquilo que eu prescrevo, na qualidade de Dra. Consultora, praqueles indivíduos que juuuuram que não receberam o pagamento do mês.
D-i-l-i-ç-a.
domingo, 25 de abril de 2010
gente é gente e bicho é gente
Não é por nada, não.
O termo "humana" não atenua o impacto, e nem torna atrativo o consumo de "ração".
Ração humana é maisomênus como a revanche canina praqueles perfumes horrorosos que ganham nomes tipo "Dior for dog" (lembrando que poderia rolar até um e-au-au de toilette).
"de mulher pra mulher " (e de tonta pra tonta)
Através de um link do tuíter li uma matéria sobre o possível desvio de conduta administrativa (e moral) de uma rede de lojas femininas. Segundo a denúncia, alguns imigrantes bolivianos seriam mantidos sob condições escravas em postos de trabalho informais e sem condições de higiene, segurança e dignidade. Não me surpreende - ainda que me revolte.
O que algumas empresas chamam de 'cadeia produtiva' (com pausa pra elogiar a adequação do termo cadeia neste caso) é o descaso para com o processo de confecção do produto para concentrar os olhos na cifra final.
"A-gente-não-pode-dar-conta-das-condições-de-execução-via-terceirização-de-contratos."
Ah mas poooode! Pode e deve. Se a gente se habituasse a entender o que envolve uma etiqueta, talvez só consumisse a pipoca da esquina, haja a vista a chance de acompanhar cada etapa.
saudade
Tem um vanerão lá no meu Rio Grande do Sul que canta assim "balearam o Doca... la ra ra... balearam o Doca"... eu sempre ficava compadecida do pobre do Doca, que já lá nos anos 70 era atingido por uma bala encontrada.
Evidentemente esta música popular jinglou muitos comerciais de televisão na época.
Hoje eu sou obrigada a ligar a teve, e ver uma propaganda local onde o povo canta "Feireixon de automóveis é ho ho ho je na Avenideixon Afonso Peneixon".
Baseado neste engodo musical, eu ando sentindo muita falta do tiroteio no lombo do Doca.
mas eu num vendo, ta?
Pela primeira vez em muitos anos recebi uma oferta concreta - e generosa - pra vender uma empresinha meia-boca que eu guardo no bolso.
Parei pra pensar que a oferta financeira provoca dois sentimentos complementares.
Fiquei feliz de notar que mais alguém no planeta acredita numa idéia que construí e muito mais feliz de saber que querem pagar para tê-la.
ela é virginiana - igual a mim!
Ta pensando que o poder de criatividade contemplou apenas a minha fodástica pessoa na família?
Mas n-u-n-c-a!!
Minha mãe é uma grande neologista em franco exercício das suas atividades.
"Filha, pra sua casa nova acho que você deve comprar um novo armário de cozinha. Um armário daqueles voadores. " (neste caso ela quis dizer 'aéreos').
"Filha, sabe o supermercado X? Sabe onde fica a sessão das latarias? (neste caso ela quis dizer 'enlatados').
Lógico que convidei minha mãe pra trabalhar comigo.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
dia-vinte-e-três-de-todo-santo-mês
O meu modo de avaliar a importância de uma relação é quando a contabilidade do tempo exige duas mãos. Eu explico: é quando não cabe na contagem de cinco dedos - apenas.
Assim sendo, a partir de 6... até um bilhão, tudo é grandioso, pra mim.
6 meses...
ou 7 meses.
ou 12 anos.
ou 7354 vidas.
ou 12 empregos.
Assim sendo, a partir de 6... até um bilhão, tudo é grandioso, pra mim.
6 meses...
ou 7 meses.
ou 12 anos.
ou 7354 vidas.
ou 12 empregos.
eu não tenho: nem dente do siso, nem juízo
Tem colega de serviço pra tudo nesta vida, né?
Eu meço o grau de parceria pela quantidade de vezes que meus companheiros de jornada se aventuram comigo em situações de pura adrenalina.
(E olha que acompanhar meu espírito de Indiana Mongojones é tarefa pra meia-dúzia de dementes).
Eu meço o grau de parceria pela quantidade de vezes que meus companheiros de jornada se aventuram comigo em situações de pura adrenalina.
(E olha que acompanhar meu espírito de Indiana Mongojones é tarefa pra meia-dúzia de dementes).
upload download e NOload
A verdadeira escravidão desta Era Tecnozóica em que vivemos é pensar que sem internet a gente não é capaz de produzir nada.
Bastou a conexão me deixar órfã pra eu exercitar o mais puro sistema de pensamento analógico e eficiente.
Bastou a conexão me deixar órfã pra eu exercitar o mais puro sistema de pensamento analógico e eficiente.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
e vamu queimá sutiã!
Queria muito poder tirar as secretárias do poço em que a profissão delas se encontra. Dá um nojo tremendo ver a falta de valorização, o descaso e a semi-escravidão com que alguns profissionais tratam suas assessoras diretas.
Na minha gramática institucional, o feminino de pato é pata, o feminino de gato é gata, e o feminino de gênio é SECRETÁRIA.
Não acredito em vida organizacional plena sem elas.
irmã-gêmea
Resolvi conversar com a vendedora que fica na porta de uma loja de roupas, guardiã de um painel onde a gente aperta o butãozim pra indicar "muitooo satisfeito", "satisfeito" e "não encontrei nada e vocês são uns larápios".
"O que você me diz sobre o perfil da galera que participa desta enquete aqui?" - indaguei.
Ela: ah... eu nem olho pros clientes, to aqui só cumprindo meu horário, acho isso ridículo, se você quer saber. Mas tá... cê pode apertar?
"Aperto. Aperto sim! Cadê a opção vocêémaismongaqueeu?"
open up your eyes
To tri cansada de ter forçado meus neurônios pra ajudar a uma turma de publicitários. Os colegas precisavam escrever o roteiro de propaganda televisiva pra um cliente meu, dono de uma Clínica de Oftalmologia grandalhona e cheia de mimimi.
Não saía nada... até que o led do meu juízo acendeu.
Propus um blackout na tela. Tudo dark. Breu, com uma locução muito sexy ao fundo:
"Se você não está enxergando nada, passe na Clínica dos Oião".
(Maior economia de produção, impossível)!!!
te pito o te henúa
Faz tempo que não assisto à programação de tv. Pura falta de tempo, porque adooooro o SBT e suas novelas chicanas. Adooooro o César Filho e a improvável cópia do Globo Repórter (sem contar que ele parece o menininho do desenho animado 'O Fantástico Mundo de Bob', né não?).
Me contaram que ontem o tema do programa foi a Ilha de Páscoa.
"Monga, a civilização Rapa-Nui achava que lá era o umbigo do mundo! Deram até este nome pra ilha."
Ahhhhh! Sendo assim, seria o lugar perfeito pra moradia eterna de executivos - se é que tem algum que "acha" que o mundo gira em torno do seu umbigo.
(A grande maioria tem certeza).
quarta-feira, 21 de abril de 2010
artimanhas anti-interatividade
Meu amigo Julinho*comentou que meu hábito de fazer palavras-cruzadas 25h por dia vai me poupar de Alzheimer. Se vai me salvar da doençadoalemão eu não sei. Mas me poupa - e muito! de conversar com quem eu não to a fim.
Ninguém resiste a perguntas do tipo "cê sabe o sinônimo de mequetrefe, com 6 letras?"
Povo corre. E desiste de mim na hora!
instinto selvagem
Executiva que nunca vai ser a Sharon Stone é assim:
Compulsiva por vestidos e palavras-cruzadas (porque pernas cruzadas é pra quem pode, honey...).
:P
executiva 1,99
Acabei de ler no blog da minha amiga Gigica* algo tipo "não confundir movimento com ação".
Grande verdade deste feriado.
Prova é a expressão "movimentação financeira", que no meu caso não promove nenhuma ação nos últimos tempos.
Q-u-e-b-r-a-d-e-i-r-a. Vou passar o chapéu na próxima reunião de equipe.
:P
bora pra Montevidéo, irmão!
Tenho a honra de cruzar com um executivo uruguaio todo dia no elevador de uma empresa pra qual ambos prestamos assistência corporativa-metereológica (anti-abalos e trovões organizacionais).
O Pêpe* é um cara muito gente boa. Fino, de postura desconcertante pra uma abobada como eu. Deve ter a idade do meu pai - mas isso nem importa. O que aborrece é que ele toma 6473526283 cápsulas de alho por dia, e usa um perfume do tipo "Le fragrance magic du Pig".
Este blend precioso destrói meu estômago logo cedo.
(Não desejo nem pro meu pior inimigo).
pequenas mentiras, grandes desastres (2)
As pessoas sempre me questionam. Que meu grande defeito é não pedir o diploma, não pedir a certidão de óbito da tia do cara, não pedir uma ficha onde conste que um passado criminal nunca existiu.
Eu pouco me importo com isso. As formalidades inúteis são pra outros departamentos da minha empresa. Sou descrentre em grau agudo destas abobrinhas protocolares.
Concentro toda minha energia em conhecer pessoas. Em ouvi-las. Em observá-las com minúcia quase patológica.
Depois é aquela conversa... se estiver agindo na ilegalidade corporativa, mano... vai cair do cavalo... eu não tenho pressa pra quase nada... só pra viver!
pequenas mentiras, grandes desastres
A gente consegue enxergar com muito mais clareza aquilo que está distante, do que aquilo que está colado nos olhos. Pode ser um princípio ótico, mas antes de tudo é um princípio das relações. A proximidade das coisas e das pessoas traz a chance da maquiagem. Quando se está longe, nem sempre isso é viável.
Por um instante eu acreditei que estava sendo injusta com a funcionária de uma grande corporação, que há meses pleiteava aumento de salário por conta de "um curso de aperfeiçoamento técnico" que a mesma (em tese) estava cursando.
Na ciranda da gestão, ela acabou rodando - e eu acabei sabendo que ela-num-tava-cursando-bosta-nenhuma.
Gostaria de ter me sentido aliviada. Mas não. Eu sempre tenho pena de desorientados em geral.
terça-feira, 20 de abril de 2010
pinta meu soluço de verde, tem como?
To comprando uma explicação, em suaves prestações.
Quando as imobiliárias fazem estas exigências ridículas pra formalização de um contrato de locação, é uma forma de garantir a adimplência? É uma forma de confirmar que alvarás e declarações de vidas passadas vão assegurar o cumprimento dos deveres de locador?
Olha, pra reforçar o vínculo comigo e garantir o que-quer-que-seja, tem que ser na base do amor. Me chama pra jantar, me beija e me abraça (supondo que eu não fosse CASADA e MUITO feliz, mas tá).
O resto é tentativa amadora de formalização do subjetivo.
Pagar é coisa de gente honesta. Onde eu pego esta certidão?
Quando as imobiliárias fazem estas exigências ridículas pra formalização de um contrato de locação, é uma forma de garantir a adimplência? É uma forma de confirmar que alvarás e declarações de vidas passadas vão assegurar o cumprimento dos deveres de locador?
Olha, pra reforçar o vínculo comigo e garantir o que-quer-que-seja, tem que ser na base do amor. Me chama pra jantar, me beija e me abraça (supondo que eu não fosse CASADA e MUITO feliz, mas tá).
O resto é tentativa amadora de formalização do subjetivo.
Pagar é coisa de gente honesta. Onde eu pego esta certidão?
diga sim pra miiiiimmmmm
Ainda me surpreende que antes do entendimento, venha o "não".
Ora! Se um funcionário ainda não recebeu informações suficientes pra avaliar se ele dá conta daquilo que foi solicitado, porque a primeira frase que escapa é "NÃO sei fazer!" ?
Pois na minha nova empresa não adianta nem o Sr. Não chegar antes da equipe pra dar expediente. Ele não vai ganhar mais - nem com excesso de produtividade.
:P
Ora! Se um funcionário ainda não recebeu informações suficientes pra avaliar se ele dá conta daquilo que foi solicitado, porque a primeira frase que escapa é "NÃO sei fazer!" ?
Pois na minha nova empresa não adianta nem o Sr. Não chegar antes da equipe pra dar expediente. Ele não vai ganhar mais - nem com excesso de produtividade.
:P
palha de aço, coração de manteiga
Se tem uma expressão que de fato abomino é "funcionário bombril".
Pra polir panela pode ser muito bacana, mas é pouco polido pra falar de gente.
Poder de simultaneidade, pra começo de prosa, também não significa a capacidade de concentração e performance igualitárias em todas as tarefas. A menos que role um parentesco com a Lula Lelé.
Quem tem duas mãos e pares de olhos e ouvidos, é sujeito a muitas falhas.
Eu nunca empreguei funcionário mil-e-uma-utilidades. To bem servida com seres humanos que executam com maestria o limite do meu anseio.
Pra polir panela pode ser muito bacana, mas é pouco polido pra falar de gente.
Poder de simultaneidade, pra começo de prosa, também não significa a capacidade de concentração e performance igualitárias em todas as tarefas. A menos que role um parentesco com a Lula Lelé.
Quem tem duas mãos e pares de olhos e ouvidos, é sujeito a muitas falhas.
Eu nunca empreguei funcionário mil-e-uma-utilidades. To bem servida com seres humanos que executam com maestria o limite do meu anseio.
subindo?
Oportunidades perdidas não são como elevadores.Primeiro que nem sempre a gente pode apertar o botão e esperar passivamente.
Segundo que a chance de embarque constante não é a mesma.
Terceiro que se metade do corpo ficar pra fora, é provável que alguém se solidarize a abra a porta pra você.
Com carreira é preciso, no entanto: correr atrás, acreditar que toda "viagem" é única e sem perspectiva de um novo roteiro a cada meio-minuto e principalmente entrar de corpo inteiro.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
por fax, então?
A primeira Lei da Física que executivos precisam conhecer é que um corpo nunca ocupa o lugar do espaço que ele deveria.
Portanto, se você tem que resolver ALGO com ALGUÉM, este ALGUÉM nunca estará lá.
(Experimente entre as 8:00h e as 18:00h de segunda à sexta: é a ausência que nunca falha!)
Portanto, se você tem que resolver ALGO com ALGUÉM, este ALGUÉM nunca estará lá.
(Experimente entre as 8:00h e as 18:00h de segunda à sexta: é a ausência que nunca falha!)
vou levar o cd do Abba
Estou aqui preparando o conteúdo pra um curso de capacitação que acontece amanhã cedo, e pro qual eu fui convidada como "chefe da tribo".
Eu prefiro produzir material e alinhavar meus planos de interatividade de equipes quando to assim: sem fôlego, com os olhos marejados e meio fula com o destino.
Geralmente isso diminui o balão do meu ego e eu consigo pensar em momentos pros quais eu própria posso tirar proveito. Abusar de recursos lúdicos sem a presunção imediata dos líderes de final-de-semana.
Deixa de ser um momento pra ensinar e passa a ser a circunstância perfeita pra aprender.
Eu prefiro produzir material e alinhavar meus planos de interatividade de equipes quando to assim: sem fôlego, com os olhos marejados e meio fula com o destino.
Geralmente isso diminui o balão do meu ego e eu consigo pensar em momentos pros quais eu própria posso tirar proveito. Abusar de recursos lúdicos sem a presunção imediata dos líderes de final-de-semana.
Deixa de ser um momento pra ensinar e passa a ser a circunstância perfeita pra aprender.
enxadada na cara
Uma das consultoras que integra minha equipe direta desabafou suas amarguras comigo.
A mãe dela, que é trabalhadora rural, fez seu profilático vaticínio:
"Nunca pensei que ia permanecer de enxada na mão depois de ter formado uma filha Doutora. O que você ganha não compensou meu investimento."
Tá.
Eu vou ali enfiar o rabicó no meio das pernas e depois eu volto - provavelmente de chapéu de palha, prontinha praquilo "que dá camisa" na vida.
To meio quebrada mas ainda guento um cafezal por dia.
A mãe dela, que é trabalhadora rural, fez seu profilático vaticínio:
"Nunca pensei que ia permanecer de enxada na mão depois de ter formado uma filha Doutora. O que você ganha não compensou meu investimento."
Tá.
Eu vou ali enfiar o rabicó no meio das pernas e depois eu volto - provavelmente de chapéu de palha, prontinha praquilo "que dá camisa" na vida.
To meio quebrada mas ainda guento um cafezal por dia.
domingo, 18 de abril de 2010
pequenas grandes crianças
Um grupo de amigos executivos estava conferindo qual deles tem o maior número de carimbos no passaporte. Fiquei assistindo de longe e pensando em que época da minha vida eu esqueci de como se brinca de "auto-idiotização-crônica".
Assim é a manifestação de valores pros quais se voltam a atenção social e a ostentação de poder - por incrível que pareça!
Num dia estão conferindo quem tem mais cartinhas de Magic, no outro, quem viajou mais.
Ser adulto só altera o objeto de exibição.
Assim é a manifestação de valores pros quais se voltam a atenção social e a ostentação de poder - por incrível que pareça!
Num dia estão conferindo quem tem mais cartinhas de Magic, no outro, quem viajou mais.
Ser adulto só altera o objeto de exibição.
estranho seria se eu não me apaixonasse por você
Quem precisa de carro, quando se descobre uma e-bike (uma espécie de motoquinha muito fofa) que roda 70km com uma carga de bateria de 6 horas?
An?
Vai ali, põe a bichinha na tomada, pega um capacetinho rosa-cum-amarelo (um look executivo tipo manga bourbon) e vrum!
Se lança, Monga!
(É bem capaz que eu compre uma delicadeza dessas e saia por aí desfilando a minha expertise empresarial a bordo de uma vespinha hightech. UUUUU).
An?
Vai ali, põe a bichinha na tomada, pega um capacetinho rosa-cum-amarelo (um look executivo tipo manga bourbon) e vrum!
Se lança, Monga!
(É bem capaz que eu compre uma delicadeza dessas e saia por aí desfilando a minha expertise empresarial a bordo de uma vespinha hightech. UUUUU).
pra entender
"Politicamente correto" é o nome que se dá à formalização do ranço. Nas empresas, então, é o subterfúgio ideal para a persecutoriedade coletiva.
"Eu gosto de azul!" - alguém fala.
"Ta vendo? Cê não gosta de amarelo porque está discriminando a cor amarela e isso é uma conduta pouco aceitável" - retrucam.
"Eu odeio música Gospel!" - alguém insiste.
"Ta vendo? Você tem preconceito às manifestações religiosas dos seus colegas evangélicos. Isso é criminoso!" - retrucam, novamente.
Na dúvida, tenho colegas pedindo pra tia do lanche uma fatia de "cidadã afrodescendente portadora de sofrimento mental". (Porque pedir uma "nêga maluca" pode gerar atritos de consequências jurídicas - inclusive).
"Eu gosto de azul!" - alguém fala.
"Ta vendo? Cê não gosta de amarelo porque está discriminando a cor amarela e isso é uma conduta pouco aceitável" - retrucam.
"Eu odeio música Gospel!" - alguém insiste.
"Ta vendo? Você tem preconceito às manifestações religiosas dos seus colegas evangélicos. Isso é criminoso!" - retrucam, novamente.
Na dúvida, tenho colegas pedindo pra tia do lanche uma fatia de "cidadã afrodescendente portadora de sofrimento mental". (Porque pedir uma "nêga maluca" pode gerar atritos de consequências jurídicas - inclusive).
com as minhas recomendações
"Monga!!! Sou teu leitor e acabei de ser promovido pro cargo de Diretor na empresa onde trabalho há 16 anos. Tem algum curso que você recomende a fim de aperfeiçoar minha performance?" Amauri - por email.
Tem sim, amigão!
Curso de "formação para taxistas". É o ideal.
Te ensina a dirigir bem, a lidar com impacientes e chatos em geral, te obriga a entender o teu lugar no trânsito e principalmente a conduzir (com integridade) as pessoas ao lugar que elas desejam chegar.
:P
Tem sim, amigão!
Curso de "formação para taxistas". É o ideal.
Te ensina a dirigir bem, a lidar com impacientes e chatos em geral, te obriga a entender o teu lugar no trânsito e principalmente a conduzir (com integridade) as pessoas ao lugar que elas desejam chegar.
:P
sábado, 17 de abril de 2010
só se defende os iguais?
A mesma pessoa que me criticou, perguntou:
"Cê defende tanto os gays no mercado de trabalho... Você é gay, Monga?"
Eu:
"Você milita tantooo em defesa dos cachorros abandonados. Você mija no poste?"
"Cê defende tanto os gays no mercado de trabalho... Você é gay, Monga?"
Eu:
"Você milita tantooo em defesa dos cachorros abandonados. Você mija no poste?"
homofobia sucks
Quase apanhei outro dia quando disse que na minha empresa eu não emprego homofóbicos e que eu pergunto sobre isso nas entrevistas. Pergunto e analiso as caras de "argh!".
A filósofa de pastel-da-sorte que tava ao lado, falou que isso também era uma forma de preconceito.
É. É sim.
Eu sou bem preconceituosa com gente que não gosta de gente. A homofobia é de fato a maior manifestação contrária à condição humana de amar.
E quem não ama ao próximo e desconhece as noções de alteridade e de respeito, eu quero mais é que se dane. (A menos que a pessoa aceite passar por um cursinho rápido de capacitação na minha empresa: "como se tornar gente em 3 lições de cidadania"). :P
A filósofa de pastel-da-sorte que tava ao lado, falou que isso também era uma forma de preconceito.
É. É sim.
Eu sou bem preconceituosa com gente que não gosta de gente. A homofobia é de fato a maior manifestação contrária à condição humana de amar.
E quem não ama ao próximo e desconhece as noções de alteridade e de respeito, eu quero mais é que se dane. (A menos que a pessoa aceite passar por um cursinho rápido de capacitação na minha empresa: "como se tornar gente em 3 lições de cidadania"). :P
cubo mágico (2)
Pra limpar minha barra a Piscóloga da minha empresa falou que agi de acordo com os referenciais que eu tinha naquela situação.
Que deslocado pra um outro âmbito de atuação, num outro ambiente, com outras pessoas, o funcionário em questão foi melhor. "Vale na nossa vida... com algumas pessoas somos brilhantes, com outras somos imbecis, em algumas situações agimos de forma distinta do que agiríamos logo adiante."
Eu não sei... mas acabo de entender de fato a razão de manter uma profissional de Psicologia aqui.
"Livramento de culpa institucionalizado".
Que deslocado pra um outro âmbito de atuação, num outro ambiente, com outras pessoas, o funcionário em questão foi melhor. "Vale na nossa vida... com algumas pessoas somos brilhantes, com outras somos imbecis, em algumas situações agimos de forma distinta do que agiríamos logo adiante."
Eu não sei... mas acabo de entender de fato a razão de manter uma profissional de Psicologia aqui.
"Livramento de culpa institucionalizado".
cubo mágico
Eu respeito pra caramba a possibilidade que alguns profissionais tem de mostrar que eu estava redondamente enganada. E quando isso acontece, geralmente viro pro cara e falo "eu fui uma estúpida!". Não conserta, mas atenua (principalmente nos diálogos noturnos entre mim e a minha consciência).
Demiti um cara, há meses. Ele era bem fraquinho e de presunção maior do que a habilidade pra conduzir o cargo. Não cabia naquele momento ali. Estava descontextualizado de corpo, alma e jaleco, e na saída ainda quis ter cólicas éticas. Quis limpar sua vaidade cagadinha nas paredes brancas.
A concorrência deu-lhe uma chance, miúda e honesta, na qual ele se agarrou e cresceu muito - em pouco tempo. Interpreto como a grande vitória da persistência sobre o julgamento de uma executiva imbecil.
As vezes eu sou tão humana, que erro. Erro. EU ERRO, porra!
Demiti um cara, há meses. Ele era bem fraquinho e de presunção maior do que a habilidade pra conduzir o cargo. Não cabia naquele momento ali. Estava descontextualizado de corpo, alma e jaleco, e na saída ainda quis ter cólicas éticas. Quis limpar sua vaidade cagadinha nas paredes brancas.
A concorrência deu-lhe uma chance, miúda e honesta, na qual ele se agarrou e cresceu muito - em pouco tempo. Interpreto como a grande vitória da persistência sobre o julgamento de uma executiva imbecil.
As vezes eu sou tão humana, que erro. Erro. EU ERRO, porra!
em ordem, mano velho
Do email da produtora que contratei pra um vídeo institucional:
"Prezada Monga,
Estamos colocando nossa equipe a sua disposição para que acompanhe a produção do vídeo, lembrando que você poderá trocar idéias com o publicitário Luiz-de-Tal, que não é publicitário, mas tem 20 anos de experiência na área."
Ah ta! Magina.... pode relaxar, pessoa.
Publicitário que não é publicitário, advogado que não é advogado e político que não é gente - tem aos montes por aí.
"Prezada Monga,
Estamos colocando nossa equipe a sua disposição para que acompanhe a produção do vídeo, lembrando que você poderá trocar idéias com o publicitário Luiz-de-Tal, que não é publicitário, mas tem 20 anos de experiência na área."
Ah ta! Magina.... pode relaxar, pessoa.
Publicitário que não é publicitário, advogado que não é advogado e político que não é gente - tem aos montes por aí.
meditação corporativa zen-ilusões
Cobrar "coerência" é bem mais delicado do que cobrar uma dívida.
A gente se desgasta muito pra concluir, tardiamente, que nada é mais natural do que a falta de lógica organizacional.
A gente se desgasta muito pra concluir, tardiamente, que nada é mais natural do que a falta de lógica organizacional.
escuta essa
Lancei um novo padrão de execução de projetos em comunicação.
Enquanto a minha concorrência perde muito tempo formatando seu material que é "puro conceito!" (como se isso fosse grande coisa), a gente faz o mais autêntico produto "Sem-ceito".
Consiste num abstracionismo de expressão, com grande objetividade na hora de receber o cachê.
Enquanto a minha concorrência perde muito tempo formatando seu material que é "puro conceito!" (como se isso fosse grande coisa), a gente faz o mais autêntico produto "Sem-ceito".
Consiste num abstracionismo de expressão, com grande objetividade na hora de receber o cachê.
não briga comigo que eu to doente
Uma colega telefonou para contar que depois de 16 anos vivendo com seu companheiro, eles decidiram casar. Oficializar mesmo a união, bem-casado-igreja-arroz-marcha-nupcial.
"O que você acha, Monga?"
Eu acho que vocês se precipitaram.
"Não é precipitação! Pensamos muito! Estamos juntos há 16 anos, poxa!!"
Precipitar, segundo o tio Aurelinho: "Atirar-se ou lançar-se de cima para baixo" (neste caso, num bueiro sem fim).
"O que você acha, Monga?"
Eu acho que vocês se precipitaram.
"Não é precipitação! Pensamos muito! Estamos juntos há 16 anos, poxa!!"
Precipitar, segundo o tio Aurelinho: "Atirar-se ou lançar-se de cima para baixo" (neste caso, num bueiro sem fim).
só as revistas de fofoca são sinceras
Sabe como é recuperação de lesado, né? A gente sai do hospital e fica numa vibe "to dodói" pra justificar a moleza e a leitura de revistas inúteis, assim esticadinha no quarto.
Leio o que? An? "Jayme Monjardim força Faustão a incluir sua mulher Tânia Mara entre as candidatas ao prêmio de melhor cantora do ano."
Mas onde que tá a bomba? E lá na empresa não tem sempre alguém a quem o chefe dá uma empurradinha? Uma beneficiada assim fora do script do merecimento? E os populares quem-indique, que atropelam os processos seletivos convencionais?
A diferença é que no mundo organizacional ninguém tá grávida da Maysa Reloaded.
Só isso.
Leio o que? An? "Jayme Monjardim força Faustão a incluir sua mulher Tânia Mara entre as candidatas ao prêmio de melhor cantora do ano."
Mas onde que tá a bomba? E lá na empresa não tem sempre alguém a quem o chefe dá uma empurradinha? Uma beneficiada assim fora do script do merecimento? E os populares quem-indique, que atropelam os processos seletivos convencionais?
A diferença é que no mundo organizacional ninguém tá grávida da Maysa Reloaded.
Só isso.
eu sempre sobrevivo a mim mesma!
Graças aos modernos avanços da Medicina e às doses gigantescas de amor e carinho, eu to aqui!Inteira, de artérias reconstituídas e um stent novinho pra ser meu iá-iá meu iô-iô.
"Salvar-se", pra mim, significa ganhar mais tempo pra bailar na corda-bamba. To cheia de trabalho acumulado-aqui-do-lado, e cheia de vontade de postar até o limite da exaustão, honey!
Onde paramos? :)
segunda-feira, 12 de abril de 2010
funilaria rápida!
Eu já levei as coisas mais a sério. Mas o tempo é destruidor da concentração, e funcionário antigo é folgado mesmo. Me refiro ao blog. Mais uma vez terei de me ausentar, amigos.
Uma cirurgia imprevista, pra reconstituir aquela artéria que teima em impedir que a escola de samba sanguínea desfile suas alegorias. Mas eu volto, já já! E o mais importante do que dizer "até logo" é ter, efetivamente pra quem voltar!
E eu tenho!! Amigos, tenho uma família docemente maluca, tenho o amor da minha vida ao meu lado, tenho Fé! Não a Fé restrita aos regrados, mas aquela permitida aos sonhadores e aos audaciosos.
Na minha ausência breve, muitos sorrisos, hein? :)
Uma cirurgia imprevista, pra reconstituir aquela artéria que teima em impedir que a escola de samba sanguínea desfile suas alegorias. Mas eu volto, já já! E o mais importante do que dizer "até logo" é ter, efetivamente pra quem voltar!
E eu tenho!! Amigos, tenho uma família docemente maluca, tenho o amor da minha vida ao meu lado, tenho Fé! Não a Fé restrita aos regrados, mas aquela permitida aos sonhadores e aos audaciosos.
Na minha ausência breve, muitos sorrisos, hein? :)
outdoor humano tem falhas humanas
Tem uma padaria na minha cidade que é o point dos políticos, puxas-sacos e vermifugados em geral. E de executivas desvairadas - motivo pelo qual eu vou lá consumir meu pão-com-manteiga matinal. Há um esquema das empresas oferecerem camisetas de propaganda pros atendentes. Forma alternativa de fazer circular a marca, o nome da loja, da ótica, da revenda de carros. Quem tem o que divulgar, transforma em camisetinhas e manda pros "padeirantes".
Hoje o mocinho que me atendeu estava usando uma camiseta que fazia menção a uma consultora que trabalha com coaching. "Cê ta fazendo propaganda de quê, hoje?" - me fiz de (mais) tonta.
E ele: "Ah. Um troço que não sei não. Uma abobrinha qualquer."
No quesito hortifruti ele tem razão. É abóbora. Mas no quesito saber-esclarecer-sobre-o-que-ostenta, nota zero. Incluindo a consultora que poderia exercer seu trampinho começando pela equipe da padaria.
Hoje o mocinho que me atendeu estava usando uma camiseta que fazia menção a uma consultora que trabalha com coaching. "Cê ta fazendo propaganda de quê, hoje?" - me fiz de (mais) tonta.
E ele: "Ah. Um troço que não sei não. Uma abobrinha qualquer."
No quesito hortifruti ele tem razão. É abóbora. Mas no quesito saber-esclarecer-sobre-o-que-ostenta, nota zero. Incluindo a consultora que poderia exercer seu trampinho começando pela equipe da padaria.
to feliz! E o cheque, é pra quando?
É lindo quando um cliente se comporta de forma respeitosa e principalmente quando reconhece publicamente que "a pessoa mais indicada pra gerir meus negócios em outros Estados, é você, Monga!"
Agora só falta eu ganhar dinheiro com isso.
Agora só falta eu ganhar dinheiro com isso.
mais do mesmo (parte 2)
No currículo de um rapazote, hoje pela manhã:
"Graduado em X, Y, Z, com cursos A, B e C"
"Idiomas: fluente em português."
Pow. Se fosse o currículo de um tcheco, ou de um húngaro, seria uma baita vantangem, né mesmo?
Mas pra um parido, criado e sobrevivente brasileiro, é di-rir.
Ha!
"Graduado em X, Y, Z, com cursos A, B e C"
"Idiomas: fluente em português."
Pow. Se fosse o currículo de um tcheco, ou de um húngaro, seria uma baita vantangem, né mesmo?
Mas pra um parido, criado e sobrevivente brasileiro, é di-rir.
Ha!
mais do mesmo
Esta questão de usar termos em idiomas estrangeiros vai além da adequação linguística.
Falo como uma graduada na área, que mal e porcamente lembra das declinações latinas, e que foi adbuzida pro mundo corporativo - mas eu sei! Não é mole encontrar equivalências pra gerundite que aperta nossas tripas.
O limite na verdade é ter a mínima possibilidade de passear em idioma diferente com alguma convicção do que se fala, ou do que se escreve.
Neste caso real, do post abaixo, qualquer "temos experiência, mané!" teria livrado o vexame.
Falo como uma graduada na área, que mal e porcamente lembra das declinações latinas, e que foi adbuzida pro mundo corporativo - mas eu sei! Não é mole encontrar equivalências pra gerundite que aperta nossas tripas.
O limite na verdade é ter a mínima possibilidade de passear em idioma diferente com alguma convicção do que se fala, ou do que se escreve.
Neste caso real, do post abaixo, qualquer "temos experiência, mané!" teria livrado o vexame.
liberdade de criação, mano!
Quando um profissional dá claros indícios de que é artista de corpo e alma, quem há de achar isso ruim? Hein?
Não vejo nada demais um jornalista escrever numa proposta de projeto "temos muito Know-HALL".
Principalmente se o jornalista trabalhar comigo. (Se ele trabalhasse na concorrência eu certamente recomendaria umas aulas de inglês no Telecurso 2º Grau).
É o que sempre digo: a perspectiva da tragédia tá no bolso da gente. Pra tudo há um lado reparador- e quase sempre, pelas mãos da arte. Ho ho.
Não vejo nada demais um jornalista escrever numa proposta de projeto "temos muito Know-HALL".
Principalmente se o jornalista trabalhar comigo. (Se ele trabalhasse na concorrência eu certamente recomendaria umas aulas de inglês no Telecurso 2º Grau).
É o que sempre digo: a perspectiva da tragédia tá no bolso da gente. Pra tudo há um lado reparador- e quase sempre, pelas mãos da arte. Ho ho.
domingo, 11 de abril de 2010
evolução da espécie
Quando eu era criança as coisas caminhavam de sandália de couro. (No meu caso, com bota ortopédica, inclusive...)
Agora caminham de tênis com rodinhas, que acendem luz e tocam MP3.
Perguntei pra minha sobrinha de 4 anos o que ela gostaria de ganhar da Tia Monga.
E ela: um cartão de crédito com limite bom.
(...)
a cultura da ofensa é que nos consome
Domingo é dia de encarar supermercado, porque durante a semana a gente vai fazendo compras de sobrevivência básica. É café, pão e água - no máximo! Então no final de semana eu compro aquele pacotinho de bolachas champanhe... dou uma espiadinha nos xampús...
E foi justamente examinando os produtos de cabelo que me dei conta que a gente compra na verdade um xingamento líquido com cheirinho de maçã verde, aloe vera ou coisa-assim...
Pensa comigo: "pro cabelo armadão, com frizz, com volume, ressacado, opaco, feio, sem vida, com volume indesejado e pior: pra VOCÊ que tem CASPA!!"
Daqui uns dias os produtos vão vir um um botãozinho que faz sair uma mão dobrável, pronta pra um tabefe na cara da gente. É muito desaforo. Daqui pra frente o produto que não me chamar de linda, não passa pelo caixa.
sábado, 10 de abril de 2010
pra hoje?
Na minha casa a gente criou o serviço de "acompanhante de entregador de pizza".
Se o pedido demora a chegar, a gente liga pro celular do cara e começa:
- "Ce ta em que quadra?"
- "Você já cruzou o bairro?"
-"Em 5 minutos você ta aqui?"
-"Capricharam no pepperone?"
A chatice da espera nasceu pra ser compartilhada, né mesmo?
Se o pedido demora a chegar, a gente liga pro celular do cara e começa:
- "Ce ta em que quadra?"
- "Você já cruzou o bairro?"
-"Em 5 minutos você ta aqui?"
-"Capricharam no pepperone?"
A chatice da espera nasceu pra ser compartilhada, né mesmo?
além do tempo
As vezes eu esqueço a minha idade.
Esta é a prova cabal de que tudo que posso partilhar com as pessoas ultrapassa a barreira imposta por um trocinho insuportável chamado Carteira de Identidade.
Esta é a prova cabal de que tudo que posso partilhar com as pessoas ultrapassa a barreira imposta por um trocinho insuportável chamado Carteira de Identidade.
quem é esta pessoa na sua vida?
Eu tenho adoração pela Xuxa, e assisto ao programa dela todos os sábados. Hoje eu curti pra dedéu um quadro onde os artistas precisavam reconhecer pessoas que fazem parte das suas vidas, mas que não são exatamente outros exemplares de fama e publicidade. São o taxista, o funcionário do teatro, o florista, o entregador de pizza. Pessoas com regularidade no cotidiano destes artistas mas que passam em branco - pela ausência dos holofotes e pela displicência que é peculiar aos grandes egos da arte.
Na realidade, me fez refletir sobre anônimos e suas incapacidades de reconhecimento - no geral.
Executivos também costumam passar alheios pelo manobrista. Pela copeira. Pelo zelador do prédio. No máximo um protocolar "bom-dia-boa-tarde-boa-noite".
Pessoas tem identidade! Taí uma coisa importante pra capacitação de equipes: estimular a possibilidade de enxergar outros seres humanos de forma igualitária, ainda que em meio a muitas diferenças.
Na realidade, me fez refletir sobre anônimos e suas incapacidades de reconhecimento - no geral.
Executivos também costumam passar alheios pelo manobrista. Pela copeira. Pelo zelador do prédio. No máximo um protocolar "bom-dia-boa-tarde-boa-noite".
Pessoas tem identidade! Taí uma coisa importante pra capacitação de equipes: estimular a possibilidade de enxergar outros seres humanos de forma igualitária, ainda que em meio a muitas diferenças.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
sucesso garantido
Vou roteirizar, produzir e dirigir um comercial pra televisão.
Sempre há um zé desavisado que confia no meu talento de maria pretensiosa.
Quando ele perguntou qual seria minha dinâmica na condução deste projeto, eu falei que seria uma coisa bem artística. Arte pela arte.
(Ninguém precisa entender nada, vira assunto no cafezinho, e toda interpretação nonsense é sinônimo de inteligência).
Sempre há um zé desavisado que confia no meu talento de maria pretensiosa.
Quando ele perguntou qual seria minha dinâmica na condução deste projeto, eu falei que seria uma coisa bem artística. Arte pela arte.
(Ninguém precisa entender nada, vira assunto no cafezinho, e toda interpretação nonsense é sinônimo de inteligência).
palma pata pé pé pé
O mundo dos toques de celular é hilário. Já ouvi a Gretchen cantar numa sala de reuniões, e um camburão fazer a ronda numa apresentação seríssima de projeto.
O meu celular só vibra - porque eu não uso bolsa, e sofro de surdez seletiva; portanto, sacudiu, abalou: eu atendo.
Hoje eu percebi que a Tenente que estava do meu lado na fila do banco usa o Hino Nacional como toque de celular. Metalinguagem?
Se executivas como eu tivessem que eleger uma musiquinha dentro das referências do seu mundo qual seria? Pode ser "A dança dos bichos" da Eliana?
O meu celular só vibra - porque eu não uso bolsa, e sofro de surdez seletiva; portanto, sacudiu, abalou: eu atendo.
Hoje eu percebi que a Tenente que estava do meu lado na fila do banco usa o Hino Nacional como toque de celular. Metalinguagem?
Se executivas como eu tivessem que eleger uma musiquinha dentro das referências do seu mundo qual seria? Pode ser "A dança dos bichos" da Eliana?
da série: do que eu mais gosto
Uma das coisas que eu mais gosto no meu exercício profissional é quando o tempo de convívio num ambiente corporativo, antes estranho e cerimonioso, abre-se em liberdade pro meu trânsito.
Quando eu percebo que aquela empresa não pode me chamar de "terceirizada" porque de terceira eu não tenho absolutamente nada. Nem de estrangeira - porque eu sou parte DE.
Eu sou alguém a quem as pessoas chamam pelo primeiro nome, o de batismo. E que pode simplesmente ir tomar um chazinho pra saber das novidades, porque trabalho não é só o desdobrar das projeções técnicas, mas é o conjunto de impressões emocionais e expressões corporais.
Quando eu percebo que aquela empresa não pode me chamar de "terceirizada" porque de terceira eu não tenho absolutamente nada. Nem de estrangeira - porque eu sou parte DE.
Eu sou alguém a quem as pessoas chamam pelo primeiro nome, o de batismo. E que pode simplesmente ir tomar um chazinho pra saber das novidades, porque trabalho não é só o desdobrar das projeções técnicas, mas é o conjunto de impressões emocionais e expressões corporais.
halls?
Uma de minhas clientes é dona de uma grande Clínica de Odontologia e contratou uma nova auxiliar justamente no período em que eu estava ausente da cidade.
Hoje quando fui lá, a menina me recebeu com um "oi" minguadinho e já foi me empurrando pra cadeira de atendimento. Assim, no susto.
Me deu preguiça de explicar quem eu era, porque era, d'onde era. Preguiça atômica.
Deixei ela espiar meus dentinhos até decidir me apresentar.
Se eu tivesse mau hálito talvez eu fosse mais ligeira.
Hoje quando fui lá, a menina me recebeu com um "oi" minguadinho e já foi me empurrando pra cadeira de atendimento. Assim, no susto.
Me deu preguiça de explicar quem eu era, porque era, d'onde era. Preguiça atômica.
Deixei ela espiar meus dentinhos até decidir me apresentar.
Se eu tivesse mau hálito talvez eu fosse mais ligeira.
assim assado
Um amigo me convidou pra participar de um cursinho destes enlatados que ensinam a operar no mercado financeiro.Investir (em) e gerenciar ações.
Olha pra minha cara. Aliás, imagine, se possível, a minha cara.
Ações?? Ação pra mim é jogar o sapato na esquina do meu quarto, é correr com o meu cachorro, ir trabalhar de havaianas. Ação é tomar café com o meu cliente pra ele me contar sobre seus filhos. É pedir licença pra dançar nos corredores da empresa.
O resto é brincadeira de adulto chato.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
prima do Chico Xavier
Eu nunca leio nada na presença de clientes. Propostas, modelos, relatórios, porque eu preciso mergulhar nos lagos oculares das pessoas. É o meu romantismo utópico de que existe seriedade no olhar e isso basta. Aham.
Acontece, porém, que alguns clientes realmente acham pouco profissional dispensar aquele relatório cheio de termos técnicos. Parece que confere credibilidade ao que falo. Pra esses eu tenho sempre uma folha sulfite em branco, dentro de uma pastinha que fica no meu colo. O cara pensa que eu to lendo, e eu finjo que preciso ler.
Deu errada a técnica, hoje. A folha voou, e caiu, sem nenhum escrito, nos pés do cliente.
O que eu poderia dizer? Que era um ditado mediúnico num idioma invisível?
Falei nada, né? De louca, executiva e espírita todo mundo tem um cadinho...
Acontece, porém, que alguns clientes realmente acham pouco profissional dispensar aquele relatório cheio de termos técnicos. Parece que confere credibilidade ao que falo. Pra esses eu tenho sempre uma folha sulfite em branco, dentro de uma pastinha que fica no meu colo. O cara pensa que eu to lendo, e eu finjo que preciso ler.
Deu errada a técnica, hoje. A folha voou, e caiu, sem nenhum escrito, nos pés do cliente.
O que eu poderia dizer? Que era um ditado mediúnico num idioma invisível?
Falei nada, né? De louca, executiva e espírita todo mundo tem um cadinho...
ê capetinha!
Meu amigo Inácio*, que é executivo e um querido da mulherada, estava me contando como faz pra ser gentil sem parecer demasiadamente folgado nos ambientes corporativos.
Além de retribuir todos os sorrisos que vai colhendo no jardim das secretárias, ele procura sempre andar com algum mimo nos bolsos do seu paletó. Um bombom, um cartãozinho, ingressos pro cinema... e sempre que pode, ele transforma um encontro formal num gesto de graciosidade.
Hoje mesmo, ele confessou que descobriu a predileção de uma estagiária por bonequinhas em miniatura, e num momento de distração dela, ele pôs o brinquedinho em cima da mesa da moçoila.
"O que você ganha com isso, Inácio?" - eu perguntei.
E ele: "Não ganho nada. Mas perco grande parte do tédio costumeiro nas relações organizacionais."
Além de retribuir todos os sorrisos que vai colhendo no jardim das secretárias, ele procura sempre andar com algum mimo nos bolsos do seu paletó. Um bombom, um cartãozinho, ingressos pro cinema... e sempre que pode, ele transforma um encontro formal num gesto de graciosidade.
Hoje mesmo, ele confessou que descobriu a predileção de uma estagiária por bonequinhas em miniatura, e num momento de distração dela, ele pôs o brinquedinho em cima da mesa da moçoila.
"O que você ganha com isso, Inácio?" - eu perguntei.
E ele: "Não ganho nada. Mas perco grande parte do tédio costumeiro nas relações organizacionais."
as seriedades ridicularizadas
Pausa.
Pausa na celebração da "casa nova", na minha alegria diária, na minha costumeira leveza pra equilibrar o lado pesado da jornada.
Não posso crer que o assassino da Daniela Perez, aquele ordinário do Guilherme de Pádua tenha tido um espaço na televisão. Pouco importa por quais mãos ele foi conduzido a um veículo de mídia - o que importa de fato é a falta de limites apelativos.
Eu não sou amiga da Glória Perez (embora quisesse), eu não posso dividir a dor de uma perda desta natureza (embora quisesse) mas eu posso me dar o direito de tripudiar publicamente um gesto equivocado, atrevido, violento.
A gente morre muitas vezes quando os assassinos desfilam com arrogância a sua liberdade.
Pausa na celebração da "casa nova", na minha alegria diária, na minha costumeira leveza pra equilibrar o lado pesado da jornada.
Não posso crer que o assassino da Daniela Perez, aquele ordinário do Guilherme de Pádua tenha tido um espaço na televisão. Pouco importa por quais mãos ele foi conduzido a um veículo de mídia - o que importa de fato é a falta de limites apelativos.
Eu não sou amiga da Glória Perez (embora quisesse), eu não posso dividir a dor de uma perda desta natureza (embora quisesse) mas eu posso me dar o direito de tripudiar publicamente um gesto equivocado, atrevido, violento.
A gente morre muitas vezes quando os assassinos desfilam com arrogância a sua liberdade.
estamos de cara nova
Graças ao auxílio muito especial, especialíssimo-master da menina mais querida do mundo, o blog tem enfim um frescor.
Cara nova, sem botox.
E pros leitores que pensavam que eu estava privando a leitura, era um lacre temporário pra quebrar as últimas paredes.
Tempo de curtir as novidades!
(Pequena*, obrigada. Eu amo muito você!)
Cara nova, sem botox.
E pros leitores que pensavam que eu estava privando a leitura, era um lacre temporário pra quebrar as últimas paredes.
Tempo de curtir as novidades!
(Pequena*, obrigada. Eu amo muito você!)
quarta-feira, 7 de abril de 2010
você aceita como seu legítimo marido?
Eu fico "pelos tampos da lata" com gente que precisa saber a utilidade de tudo.
"Pra que serve o relatório?".
"Pra que serve a avaliação?".
"Pra que serve a normatização?".
"Pra que serve a análise de custos?".
Gente que se de fato levasse ao pé da letra a funcionalidade das coisas, ou se propusesse a esta reflexão em tempo, não teria sequer CASADO.
"Pra que serve o relatório?".
"Pra que serve a avaliação?".
"Pra que serve a normatização?".
"Pra que serve a análise de custos?".
Gente que se de fato levasse ao pé da letra a funcionalidade das coisas, ou se propusesse a esta reflexão em tempo, não teria sequer CASADO.
ó o desrespeito aê
Já pensou em dispensar aquele entulho que ficava no seu pé, pra namorar o amor da sua vidaaaaa? Sensação de frescor emocional, né?
E tem cabimento você deixar o amor da sua vida em casa e pedir auxílio pro entulho-nada pra fazer sua lista de casamento?
É o mesmo que beijar a boca do carteiro pra lembrar do marido. Nada-a-ver-plus.
Tem gestor que contrata uma empresa, mas pede avaliação da outra: da que perdeu a concorrência!
Democracia de opiniões? Não. Putaria, mesmo.
E tem cabimento você deixar o amor da sua vida em casa e pedir auxílio pro entulho-nada pra fazer sua lista de casamento?
É o mesmo que beijar a boca do carteiro pra lembrar do marido. Nada-a-ver-plus.
Tem gestor que contrata uma empresa, mas pede avaliação da outra: da que perdeu a concorrência!
Democracia de opiniões? Não. Putaria, mesmo.
não cabe nem na cueca
As vezes dá a impressão de que aquilo que não faz volume no bolso do paletó, não pode ser considerado roubo.
É a única justificativa que encontro pra que as idéias sejam livremente surrupiadas com a confortável sensação de "liberou geral".
Quem rouba idéias, aliás, não é ladrão.
É medíocre.
É a única justificativa que encontro pra que as idéias sejam livremente surrupiadas com a confortável sensação de "liberou geral".
Quem rouba idéias, aliás, não é ladrão.
É medíocre.
da série: atitudes jurássicas, efeitos caóticos
É provável que muitos comerciantes ainda exerçam aquilo que eu chamo de "etiqueta valor leilão", que consiste em projetar um preço elevado, beeeem elevado, prevendo que numa política de desconto, o produto ganhe o valor que ele realmente tem. Ou o valor que se deseja.
Assim sendo, o dono da mercadoria se sente satisfeito e o cliente, pseudo-vencedor da barganha.
Só que esta marmota tem limites. O que me deixa estupefata é ver alguns colegas, em consultoria, colocando preços inatingíveis pra exercer um jogo semelhante. Não percebem que em mercado subjetivo, no campo das idéias, o produto não pode ser colocado na pasta do empresário com o discurso "leva aê sem compromisso, tio!". Ou então "olha, o meu serviço vale 350 mil reais, mas pra você, que tem olhos violeta, eu vou cobrar 5 mil, heinnnnnn?".
Tem que ser muito ruim de trampo pra fazer uma cagada dessas. Quem não sabe se vender, não sabe se realizar.
Assim sendo, o dono da mercadoria se sente satisfeito e o cliente, pseudo-vencedor da barganha.
Só que esta marmota tem limites. O que me deixa estupefata é ver alguns colegas, em consultoria, colocando preços inatingíveis pra exercer um jogo semelhante. Não percebem que em mercado subjetivo, no campo das idéias, o produto não pode ser colocado na pasta do empresário com o discurso "leva aê sem compromisso, tio!". Ou então "olha, o meu serviço vale 350 mil reais, mas pra você, que tem olhos violeta, eu vou cobrar 5 mil, heinnnnnn?".
Tem que ser muito ruim de trampo pra fazer uma cagada dessas. Quem não sabe se vender, não sabe se realizar.
jogo de dois contra um
Não é muito incomum que pessoas tenham afinidades com algumas pessoas e não tenham com outras pessoas.
Então, se na empresa algumas pessoas precisam receber determinadas orientações que partem de pessoas pra quem elas não ligam a mínima, como chefes imediatos, coordenadores, gerentes ou besourinhos de plantão, o que fazer?
Eleger a pessoa que exerce maior poder de influência sobre este ser vivo que não se afiniza com ninguém, fazer um chá no Rh, convidar pra assistir ao avant première de Alice e sim,pedir ajuda pra "alumiar" uma alma sofredora.
Este experimento dá muito certo nas minhas consultorias. Quando ninguém mais consegue avançar com certos indivíduos, eu observo quem é o melhor amiguinho dele dentro da empresa. E é nesse que eu me encosto pra pedir colaboração.
Então, se na empresa algumas pessoas precisam receber determinadas orientações que partem de pessoas pra quem elas não ligam a mínima, como chefes imediatos, coordenadores, gerentes ou besourinhos de plantão, o que fazer?
Eleger a pessoa que exerce maior poder de influência sobre este ser vivo que não se afiniza com ninguém, fazer um chá no Rh, convidar pra assistir ao avant première de Alice e sim,pedir ajuda pra "alumiar" uma alma sofredora.
Este experimento dá muito certo nas minhas consultorias. Quando ninguém mais consegue avançar com certos indivíduos, eu observo quem é o melhor amiguinho dele dentro da empresa. E é nesse que eu me encosto pra pedir colaboração.
novo sistema do Inmetro
Faz muito tempo que eu não confiro a minha altura. E nem é pelo fato de que adultos não crescem mais.
É que quando eu quero saber o "meu tamanho" eu ligo pra minha gerente, no banco.
Ela sabe como ninguém me fazer nanica, ou gigante.
Na lata!
É que quando eu quero saber o "meu tamanho" eu ligo pra minha gerente, no banco.
Ela sabe como ninguém me fazer nanica, ou gigante.
Na lata!
dia dos grandes gênios
Como filha de jornalista (e um profissa dos bons!) eu tenho dois pés tendenciosos pra pisar no terreno desta profissão.
Não acredito em fatos. Acredito em jornalismo interessante e interessado a serviço dos fatos.
Na minha infância em muitas ocasiões eu ficava correndo pelos corredores do jornal do meu pai, e fantasiando que se tratava de um universo secreto onde gênios elaboravam textos mágicos e de grande relevância pra humanidade. Jornalistas foram, de fato, meus primeiros heróis!
E não é que eu estava certa? São mesmo!
Comemorar o dia do Jornalista representa pra mim o reconhecimento pela profissão e o respeito pelos colegas que trabalham comigo, além é claro, de dar asas às lembranças que tanto me emocionam.
Não acredito em fatos. Acredito em jornalismo interessante e interessado a serviço dos fatos.
Na minha infância em muitas ocasiões eu ficava correndo pelos corredores do jornal do meu pai, e fantasiando que se tratava de um universo secreto onde gênios elaboravam textos mágicos e de grande relevância pra humanidade. Jornalistas foram, de fato, meus primeiros heróis!
E não é que eu estava certa? São mesmo!
Comemorar o dia do Jornalista representa pra mim o reconhecimento pela profissão e o respeito pelos colegas que trabalham comigo, além é claro, de dar asas às lembranças que tanto me emocionam.
terça-feira, 6 de abril de 2010
período paleolítico e crítico
"Monga, você gostou da candidata X?" - indagou o empresário.
"Gostei e acho que você notou pelo relatório, que é a pessoa indicada pra vaga que você oferece. Potencialmente prontinha pra um trabalho de capacitação" - respondi.
"Ah. Mas eu prefiro a outra. A que é chucra, caipirona e que nem sabe se pentear. Gente assim é mais fiel" - sintetizou o profeta do comportamento!
Partindo deste princípio, a gente deve alterar os itens que prevalecem pra contratação.
E se a fidelidade for mesmo proporcional ao nível de desgrenhamento capilar, eu morro tranquila no posto de C.E.O.
Certeza.
"Gostei e acho que você notou pelo relatório, que é a pessoa indicada pra vaga que você oferece. Potencialmente prontinha pra um trabalho de capacitação" - respondi.
"Ah. Mas eu prefiro a outra. A que é chucra, caipirona e que nem sabe se pentear. Gente assim é mais fiel" - sintetizou o profeta do comportamento!
Partindo deste princípio, a gente deve alterar os itens que prevalecem pra contratação.
E se a fidelidade for mesmo proporcional ao nível de desgrenhamento capilar, eu morro tranquila no posto de C.E.O.
Certeza.
não creio - mas há!
Uma amiga montou um espaço pra despressurização de executivos em pleno centro urbano.
Achei curioso,porque imediatamente supus que este espaço seria inserido num cenário de flores, pássaros, contemplação e barulhinho de água. Quase como uma cena bucólica do Benedito Ruy Barbosa.
Duvidei mesmo que alguém pudesse desfocar dos apelos capitais e da esquizofrenia corporativa sabendo que estava a poucos metros do shopping, por exemplo.
Só me dei por vencida quando vi que na verdade, a única débil mental lá presente, que não parava de olhar pro celular, era EU. O resto do povo tava numa vibe tão "the age of aquarius" que fiquei até com vergonha.
Minha sorte é que eu sempre tenho um carão de "to no clima" guardado no bolso (nas vezes em que ele não está furado, como é de costume).
Achei curioso,porque imediatamente supus que este espaço seria inserido num cenário de flores, pássaros, contemplação e barulhinho de água. Quase como uma cena bucólica do Benedito Ruy Barbosa.
Duvidei mesmo que alguém pudesse desfocar dos apelos capitais e da esquizofrenia corporativa sabendo que estava a poucos metros do shopping, por exemplo.
Só me dei por vencida quando vi que na verdade, a única débil mental lá presente, que não parava de olhar pro celular, era EU. O resto do povo tava numa vibe tão "the age of aquarius" que fiquei até com vergonha.
Minha sorte é que eu sempre tenho um carão de "to no clima" guardado no bolso (nas vezes em que ele não está furado, como é de costume).
like glue
Ando meio farta de personal-isso, personal-aquilo, personal-aquilo-mais.
Supondo que "personal" fosse uma categoria de promoção de serviços em que se usufruísse de uma série de benefícios pessoais-personalizados, tuuuudo bem.
O que se vê na verdade são pessoas fugindo do sistema organizacional e que muitas vezes nem gostam de contato direto com pessoas - mas gostam do dinheiro delas e das facilidades que a informalidade proporciona.
Supondo que "personal" fosse uma categoria de promoção de serviços em que se usufruísse de uma série de benefícios pessoais-personalizados, tuuuudo bem.
O que se vê na verdade são pessoas fugindo do sistema organizacional e que muitas vezes nem gostam de contato direto com pessoas - mas gostam do dinheiro delas e das facilidades que a informalidade proporciona.
sobre obras e sonhos
Tava lendo o blog da Erika Saab*, que é uma amiga-leitora-psicóloga-baiana e fiquei mesmo pensativa com relação a sua análise sobre mudanças. Mesmo porque este é um tema recorrente na minha vida nos últimos dias - dá pra notar, né?
Ela postou uma foto da sua estante de livros, e expressou que no contexto do vai-e-vem de possibilidades de casas e cômodos, seu desejo de ter uma biblioteca com raízes e muitos livros é algo que a faz ter metas.
De certa forma, a nossa carreira é como o desejo de uma biblioteca. É como projetar uma estante com volumes especiais na certeza de que logo eles terão companhia de outras obras, que a gente vai adquirindo pelo caminho.
Talvez a diferença, é que na carreira não somos meros leitores. A gente mesmo é que rascunha, registra, formata, publica.
Vai ser best-seller? Não importa. Importa é que tenha histórias.
Ela postou uma foto da sua estante de livros, e expressou que no contexto do vai-e-vem de possibilidades de casas e cômodos, seu desejo de ter uma biblioteca com raízes e muitos livros é algo que a faz ter metas.
De certa forma, a nossa carreira é como o desejo de uma biblioteca. É como projetar uma estante com volumes especiais na certeza de que logo eles terão companhia de outras obras, que a gente vai adquirindo pelo caminho.
Talvez a diferença, é que na carreira não somos meros leitores. A gente mesmo é que rascunha, registra, formata, publica.
Vai ser best-seller? Não importa. Importa é que tenha histórias.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
sem susto
Mudanças são processos significativos pra caramba.
Vai além de acomodar em novas gavetas o conteúdo antigo ou entupir de novidades a escrivaninha velha. Mudar tem a ver com disposição pro "desafio".
E gente não nasceu só pra brilhar, gente nasceu também pra r-e-c-i-c-l-a-r.
O blog vai passar por um monte de alteraçõezinhas, aparentemente bobas aos olhos de alguns, mas muito, muito especiais pra mim. Primeiro porque a mão-de-obra voluntária que arrumei é alguém que eu amo incondicionalmente. Segundo que ao pensar em novidades pequenas eu também exercito minha capacidade de renovar minha gestão pras coisas grandes. Todo conteúdo aqui, vem do lugar menos provável pro mundo executivo: do coração de uma tonta.
Paciência, amizade e presença, são coisas que meus leitores tem de sobra - então, já já estamos de cara nova!
Vai além de acomodar em novas gavetas o conteúdo antigo ou entupir de novidades a escrivaninha velha. Mudar tem a ver com disposição pro "desafio".
E gente não nasceu só pra brilhar, gente nasceu também pra r-e-c-i-c-l-a-r.
O blog vai passar por um monte de alteraçõezinhas, aparentemente bobas aos olhos de alguns, mas muito, muito especiais pra mim. Primeiro porque a mão-de-obra voluntária que arrumei é alguém que eu amo incondicionalmente. Segundo que ao pensar em novidades pequenas eu também exercito minha capacidade de renovar minha gestão pras coisas grandes. Todo conteúdo aqui, vem do lugar menos provável pro mundo executivo: do coração de uma tonta.
Paciência, amizade e presença, são coisas que meus leitores tem de sobra - então, já já estamos de cara nova!
Dona da casa, dona do mundo
Olha, minha concentração profissional nunca foi digna e nos últimos dias meus olhos se voltaram pras coisas que de fato merecem atenção.http://manualdadonadecasa.com/
Porque discutir sobre tendências de mercado, capacitação, outplacement e fru-frus organizacionais, qualquer maria mulambo é capaz.
Quero ver é fritar ovo.
(Salvou minha rotina de executiva moradora-de-rua).
domingo, 4 de abril de 2010
porque a Lady Gaga entende do riscado
Olha... tudo me leva a crer que enquanto a gente fica se matando e a Lady fica Gagando, as músicas da diva introduzem grandes análises do mundo executivo.
Prestenção na letra:
" I want your ugly
I want your disease
I want your everything
As long as it's free "
Tem ou não cara de resumão comportamental do chefe? Só falta cantar "e na hora em que você não servir a gente te cospe de volta ao mercado... oh oh oh oh oh oh oh oh oh bad romance"...
falta de solidariedade crônica
Por ocasião da internação do meu avô que sofreu um AVC eu percebi que as pessoas na família se habituaram a uma mobilização esquisita. Saem com muita facilidade em direção às necessidades dos estranhos, dos vizinhos e dos anônimos em oitavo grau e esquecem de estender a mão a quem ta ali do ladinho. Isso me aborrece pra caramba.
Penso que na vida corporativa as coisas também obedecem a esta lógica-ilógica. Tenho notado muitos marmanjos empenhados em exercer uma série de atividades voluntárias, ou que expressem publicamente o engajamento em tendências sociais de apelo público, e quando são solicitados a uma ação no trampo que ultrapasse a sua jornada.... prooooonto. O mundo cai, e com barulho!
Vive-se a época em que a grama do vizinho não é mais verde que a nossa, mas é mais propícia pra gente acomodar a preguiça.
Zzzzzzzzzzzzzz.
É Páscoa!
Eu posso não ser das pessoas mais ritualísticas do mundo mas não fico jogando areia na farofa dos outros (mesmo porque areia na farofa pode até passar batido.... sabe cumé...).
A Páscoa é uma das poucas datas que eu realmente curto. Os coelhos e eu temos uma relação bacana, adoro ovos, tem o fato de que eu acredito no poder das coisas ressurretas, enfim... seria tudo tranquilo. Não gosto de chocolate e já contei isso aqui dezenas de vezes.
Quando começa o alvoroço na empresa de quem vai presentear quem, qual a marca do chocolate, qual o modelo, se é-com-ou-sem-brinquedo, eu fico boiando. Marginalizada mesmo.
O que me salva, é quando acontecem coisas como as deste ano. Todo mundo comprando chocolate de quinta categoria, que mesmo a mais analfabeta das chocolateiras sabe que é Almeida Prado 46 disfarçado de cacau.
Nestas horas eu nem ligo de curtir um mísero pacote de suspiros da padaria.
sábado, 3 de abril de 2010
dicionário corporativo - tcharaaaan!!!
"Custo X Benefício".
É quando você tem que se esforçar muito, além do usual, pra fechar um rechonchudo contrato.
Você precisa explicar a (TODO) CUSTO o BENEFÍCIO de empurrar seus préstimos praquela empresa.
:)
É quando você tem que se esforçar muito, além do usual, pra fechar um rechonchudo contrato.
Você precisa explicar a (TODO) CUSTO o BENEFÍCIO de empurrar seus préstimos praquela empresa.
:)
sistema digital pra imagem distorcida
Outro dia eu recebi uma representante comercial de uma emissora de tv aberta da minha cidade pra comprar um espaço de mídia. E nem era pra minha empresa, era pra estudar a possibilidade de conduzir um cliente a uma primeira aparição popular.
Eu não sei o que se passa com pessoas que ocupam cargos de vendedores pra veículos televisivos. Não dão conta de responder a perguntas básicas e atiram no colo da equipe técnica a obrigação de informar sobre conteúdos, vt's e contratos.
Talvez se a eficiência começasse na abordagem da venda, este canal de televisão especificamente, seria menos focado no seu segundo lugar no Ibope, e garantiria com facilidade seu primeiro lugar (irrevogável) no trato com as pessoas.
A maior propaganda começa fora do ar.
Eu não sei o que se passa com pessoas que ocupam cargos de vendedores pra veículos televisivos. Não dão conta de responder a perguntas básicas e atiram no colo da equipe técnica a obrigação de informar sobre conteúdos, vt's e contratos.
Talvez se a eficiência começasse na abordagem da venda, este canal de televisão especificamente, seria menos focado no seu segundo lugar no Ibope, e garantiria com facilidade seu primeiro lugar (irrevogável) no trato com as pessoas.
A maior propaganda começa fora do ar.
uma executiva na alta costura
Meu formato de administração e condução nos negócios é igual as propostas visuais nas Semanas de Moda do Brasil e do Mundo.
Todo mundo acha suuuuuper moderno e suuuuper bacana, mas ninguém tem coragem de usar os modelitos.
Todo mundo acha suuuuuper moderno e suuuuper bacana, mas ninguém tem coragem de usar os modelitos.
eu sei, eu sei, eu sei....
Quando eu fui estudar modelos de gestão e Sistemas de Qualidade no Japão eu estava certa de que seria uma experiência única. E que eu aprenderia muito.
E foi assim mesmo.
Aprendi com precisão cirúrgica tudo que não serve, que não se aplica, que não tem serventia e que não tem relevância pra seres humanos - quiçá pra máquinas hightech.
Foi o melhor investimento pra legitimar aquilo que eu imaginava: quem gosta de pessoas, tem meio caminho andado pra dar conta de qualquer projeto.
E foi assim mesmo.
Aprendi com precisão cirúrgica tudo que não serve, que não se aplica, que não tem serventia e que não tem relevância pra seres humanos - quiçá pra máquinas hightech.
Foi o melhor investimento pra legitimar aquilo que eu imaginava: quem gosta de pessoas, tem meio caminho andado pra dar conta de qualquer projeto.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
recheada com doce-de-leite
Tô torcendo pra que depois do feriadão o friozinho continue por aqui. Sempre é um estímulo pra que eu varie o uniforme camiseta branca+calça jeans.
Me deu vontade de usar uma calça de veludo cotelê marrom, bem velha, assim totalmente fora das tendências pra fazer um ar "executiva old fashion".
(Na última vez em que a usei e passei na casa da vovó antes de uma reunião ela perguntou se eu estava fantasiada de "churros").
Me deu vontade de usar uma calça de veludo cotelê marrom, bem velha, assim totalmente fora das tendências pra fazer um ar "executiva old fashion".
(Na última vez em que a usei e passei na casa da vovó antes de uma reunião ela perguntou se eu estava fantasiada de "churros").
tsc tsc... coisa feia!
Profissional chegou no primeiro dia de trabalho na empresa que lhe recebeu de braços abertos e não parou de comparar cada detalhe ao antigo emprego - que por sinal, era numa grande concorrente.
Talvez quisesse denotar sua experiência e mostrar que seu conhecimento sólido no terreno vizinho pudesse trazer base forte na sua nova casa. Mas ficou feio. É leviano e desrespeitoso, especialmente se o tom deixa transparecer uma comparação menosprezante.
Eu tenho muito medo desta promiscuidade opinativa.
Experiência é um exercício feito no silêncio, porque ela não ocupa lugar no verbo, e sim no pensamento.
Talvez quisesse denotar sua experiência e mostrar que seu conhecimento sólido no terreno vizinho pudesse trazer base forte na sua nova casa. Mas ficou feio. É leviano e desrespeitoso, especialmente se o tom deixa transparecer uma comparação menosprezante.
Eu tenho muito medo desta promiscuidade opinativa.
Experiência é um exercício feito no silêncio, porque ela não ocupa lugar no verbo, e sim no pensamento.
os cára num tem o que fazer?
A empresa de telefonia manda minha fatura mensal pelos correios, num envelope escrito assim:
"A CONTA DO SEU CELULAR".
Será que é uma maneira psico-neuro-linguística de atenuar o choque antes de conferir o valor?
Ou será que é uma facilidade extra praquele vizinho violar o restinho da privacidade da gente que ele ainda não conseguiu?
"A CONTA DO SEU CELULAR".
Será que é uma maneira psico-neuro-linguística de atenuar o choque antes de conferir o valor?
Ou será que é uma facilidade extra praquele vizinho violar o restinho da privacidade da gente que ele ainda não conseguiu?
o novo líder é meu boneco (II)
A minha empresa é responsável pela elaboração do jornal institucional de uma grande entidade.
Fomos escolhidos depois de muito empenho coletivo, algumas missas campais e milheiros de Santo Expedito esparramados por todos os bairros da cidade. O caldeirão de impossibilidades fervilhava no nosso quintal, mas mesmo assim obtivemos a licença e nhac no projeto!
Pra nossa surpresa, o recém empossado Presidente da instituição, desde a primeira reunião de pauta se mostrou subserviente a sua antecessora. Suspirava...pá...ligava pra ela. Coçava a barba...pá...ligava pra ela. Não teve segurança, firmeza, clareza de propósitos e de auto-imagem.
Conclusão: o jornal é a versão de terno e gravata das edições em que foi estampado com tailleur.
Este é talvez nosso projeto mais curto. Primeira e última edição numa só tacada. Estamos fora!
Fomos escolhidos depois de muito empenho coletivo, algumas missas campais e milheiros de Santo Expedito esparramados por todos os bairros da cidade. O caldeirão de impossibilidades fervilhava no nosso quintal, mas mesmo assim obtivemos a licença e nhac no projeto!
Pra nossa surpresa, o recém empossado Presidente da instituição, desde a primeira reunião de pauta se mostrou subserviente a sua antecessora. Suspirava...pá...ligava pra ela. Coçava a barba...pá...ligava pra ela. Não teve segurança, firmeza, clareza de propósitos e de auto-imagem.
Conclusão: o jornal é a versão de terno e gravata das edições em que foi estampado com tailleur.
Este é talvez nosso projeto mais curto. Primeira e última edição numa só tacada. Estamos fora!
o novo líder é meu boneco
O que mais me chama a atenção na gestão sucessória em algumas instituições é justamente o fato de que a nova gestão não sucede nada!!Não no sentido de revigorar, de conferir o frescor que a brisa das novidades traz.
A gestão, portanto, é "manipulatória" e "continuatória".
Tem-se uma nova figura, diferenciada por aspectos comuns a todos os mortais (cpf diferente, cor dos olhos, corte de cabelo, etc) mas executando a política do antecessor - que aliás, comanda com habilidade seu marionete circunstancial.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
oportunidade que cheira a bacalhau da Noruega
A criatividade das peixarias na minha cidade é tamanha, que eu fico de boca "abrida".
"Não sabe o que fazer com as escamas? Compre seu peixe aqui e ganhe um curso de biojóias!"
Pois é.
E a espinha, a gente faz móbile?
(Vou sugerir, mediante 30% de comissão nas vendas).
"Não sabe o que fazer com as escamas? Compre seu peixe aqui e ganhe um curso de biojóias!"
Pois é.
E a espinha, a gente faz móbile?
(Vou sugerir, mediante 30% de comissão nas vendas).
01 de Abril (again)
Eu adoro o primeiro dia de cada mês.
E nem tem a ver com pagar contas (seria até contraditório o emprego da palavra "adorar" nesta situação) e muito menos com alguma lenda Beneditina sobre milagres de multiplicação de grana.
01 é número de começo.
É número do que é único, inteiro, indivisível. :)
E nem tem a ver com pagar contas (seria até contraditório o emprego da palavra "adorar" nesta situação) e muito menos com alguma lenda Beneditina sobre milagres de multiplicação de grana.
01 é número de começo.
É número do que é único, inteiro, indivisível. :)
01 de Abril
Fiquei pensando sobre a maior mentira que eu já contei por ocasião de "primeiro de abril", pra pregar alguma peça em alguém.
Aí notei que eu não tenho muito espírito pra pandegar às custas de mentira. Minha avó era meio terrorista e passou a infância me contando a historieta do menino que mentia que estava se afogando e quando se afogou de fato ninguém acreditou nele e bla bla bla. M-o-r-r-e-u.
Tá.
Por outro lado, poderia ser uma forma de expressar meu sentimento de valorização pelos colegas. "Seu salário será triplicado!".
"É mentira, mas você tem que guardar a mensagem positiva da brincadeira. A minha intenção é de verdade!" Será que cola?
Aí notei que eu não tenho muito espírito pra pandegar às custas de mentira. Minha avó era meio terrorista e passou a infância me contando a historieta do menino que mentia que estava se afogando e quando se afogou de fato ninguém acreditou nele e bla bla bla. M-o-r-r-e-u.
Tá.
Por outro lado, poderia ser uma forma de expressar meu sentimento de valorização pelos colegas. "Seu salário será triplicado!".
"É mentira, mas você tem que guardar a mensagem positiva da brincadeira. A minha intenção é de verdade!" Será que cola?
pêra, uva, maçã, salada mista
Tenho observado uma série de materiais que me são enviados por grandes grupos de consultoria. Geralmente leio com muito carinho. É a forma que encontro de confrontar as minhas idéias com as idéias de colegas mais sábios (e com mais carros na garagem do que eu).
Nos últimos dias me chamou a atenção o trabalho de uma Psicóloga Organizacional que trabalha com uma abordagem arquetípica na sua leitura dos perfis. Ela divide os funcionários em "bonzinho sonso", "fiel legislador em causa própria", "amigo da onça com cara de parceirão" e assim por diante. Achei super cabana.
Reforçou a tese de que eu estacionei na leitura jurássica.
Na minha empresa só existem duas espécies predominantes: os insuportáveis e os chatos pra caramba.
Nos últimos dias me chamou a atenção o trabalho de uma Psicóloga Organizacional que trabalha com uma abordagem arquetípica na sua leitura dos perfis. Ela divide os funcionários em "bonzinho sonso", "fiel legislador em causa própria", "amigo da onça com cara de parceirão" e assim por diante. Achei super cabana.
Reforçou a tese de que eu estacionei na leitura jurássica.
Na minha empresa só existem duas espécies predominantes: os insuportáveis e os chatos pra caramba.
tá, eu me amo
Deve ser um saco fechar grandes negócios comigo.
Primeiro porque eu nunca to por dentro dos "esquemas" das empresas que formam panelinhas e dividem comissões duvidosas.
Segundo porque quando eu to por dentro, o resultado é o mesmo: mando à merda, sem cerimônias.
Ser honesto, hoje em dia, não tem mais a ver com a imagem que se quer passar. Tem a ver com a imagem que se quer SENTIR acerca de si mesmo.
Primeiro porque eu nunca to por dentro dos "esquemas" das empresas que formam panelinhas e dividem comissões duvidosas.
Segundo porque quando eu to por dentro, o resultado é o mesmo: mando à merda, sem cerimônias.
Ser honesto, hoje em dia, não tem mais a ver com a imagem que se quer passar. Tem a ver com a imagem que se quer SENTIR acerca de si mesmo.
frases que grudam
Das duas, uma: ou existe uma nova doença no mercado (o que não seria totalmente incomum) ou uma amiga está fazendo um merchan alternativo. A cada meia dúzia de frases construídas, pelo menos uma é slogan de algum grande magazine ou de alguma marca poderosa.
Eu até poderia interpretar isso como um sinal de avanço; uma forte influência sistêmica e incontestável do poder das marcas, mas vindo de quem vem, acho que se trata mesmo é de um golpe de oportunidade.
Em duas horas de conversa tive que engolir a Claro, o Magazine Luíza, as Casas Bahia e a City Lar.
E EU NÃO ganho nada por isso. (Só pra constar).
Eu até poderia interpretar isso como um sinal de avanço; uma forte influência sistêmica e incontestável do poder das marcas, mas vindo de quem vem, acho que se trata mesmo é de um golpe de oportunidade.
Em duas horas de conversa tive que engolir a Claro, o Magazine Luíza, as Casas Bahia e a City Lar.
E EU NÃO ganho nada por isso. (Só pra constar).
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