quarta-feira, 31 de março de 2010

nem ousem

Ontem visitei uma empresa no exato instante em que a equipe promovia uma festinha de despedida pra uma funcionária. Tava tudo muito bonitinho, flores, salgadinhos, balões e aquele clima de tristeza suspensa, porque é mesmo muito triste o desligamento de uma pessoa com mais de dez anos de casa - ainda que por motivos semi-tranquilos.

Mas gente... na hora em que a moça abriu a porta, e viu aquele montão de colegas e eles começaram a cantar "parabéns pra você" eu me perguntei.... toda despedida é motivo de parabéns?

Pra quem? Pra quem fica ou pra quem vai?

Se algum dia eu sair da firma e nêgo me cantar parabéns, vai ter morte. Certeza.

francamente

O universo da concorrência é muito rico e promove orgias no imaginário dos empresários. Eles ficam fazendo deduções e "matematizando" com subsídios nulos.

Exemplo disso foi um cliente, empreendedor da área de Saúde (especialista em aparelhos ortodônticos com tecnologia avançada) tentando me explicar os motivos que faziam com que a clientela minguasse vertiginosamente. Citou as Clínicas concorrentes, os baixos salários dos pais que bancam tratamentos em jovens, a oscilação econômica do Brasil...

Tive que interromper. Em tom de titia brava! Na na ni na não! Os maiores concorrentes de qualquer profissional de Saúde são as empresas de telefonia, as lojas de calçado, as revendas de automóveis, as redes hoteleiras, as grifes de roupas, as importadoras em geral.

Todo mundo tem tempo e grana pra consumir um celular que fala, dança, faz carinho e não solta as tiras. Tem tempo e grana pra programar a viagem e trocar de carro. Mas o tratamento de saúde tem que ser baratinho e se não rolar brinde... ih... ferrou!

onde estão os gremistas?

Nunca fui de assistir Big Brother, e olha, isso não representa nenhum avanço intelectual da minha parte. Muito pelo contrário.

A negação dos apelos populares sempre me soa pedante e pouco crível. O que acontece é que não acho muita graça, mesmo com algum esforço pra entender a experiência em torno do comportamento humano. Me parece uma fórmula demasiadamente pobre - tão pobre que só paga 1 milhão e meio de reais.

Este alvoroço em torno do cara que venceu, o Dourado, e que foi pauta já na recepção de todas as empresas por onde passei hoje, também não havia me atingido. Homofobia, preconceitos variados, insinuações toscas em vários graus? Faz parte da realidade caótica do mundo.

O que me fez de fato ficar PUTA é ver o cara desfilando com uma camiseta do INTERNACIONAL!

Nem se o Ricky Martin o esperasse com um cheque, vestindo uma sunga de lurex eu me sentiria vingada.

e onde o sol não bate?

Uma grande amiga que trabalha vendendo sofisticados produtos médico-hospitalares tem uma forma sui generis de demonstrar seu empenho e compromisso com a clientela. Ela tem razão quando habilita em si qualidades evidenciadas pela área de especialidade daquele cliente.

Ninguém merece chegar num fabricante de desodorantes com dois gambás debaixo dos bracinhos ( a menos que seja estratégia bem suicida de barganhar brindes). Mas enfim... minha migona sempre tem dessas:

"Monga, hoje vou numa dermatologista! Preciso chegar lá com a pele hidratada e bonita, néééén?"

"Monga, hoje vou visitar um dentista. Preciso caprichar na escovação! Garantir um sorriso bacana, nééén?"

E eu me coçando pra perguntar: "Você costuma visitar proctologistas?"

(Just curiosity).

terça-feira, 30 de março de 2010

a poética filosofia do mercado (parte II)

Esse germe contemporâneo das pessoas pleitearem destaque às custas de algum brilhantismo, nos processos seletivos, é um risco danado.

Já vi cara falando que o sonho da vida dele era se dedicar a projetos assistenciais. E quando eu perguntei o motivo, ele disse que com a captação de recursos de grandes empresas era fácil pegar parte pra ele e levar uma vida muito boa. Ganhar uma graninha de responsa!

E ainda arrematou "porque tem que ter incentivo financeiro pra trabalhar pelos outros, né?"

Ô se tem...

a poética filosofia do mercado

A pergunta pra candidata era "você tem habilidades mínimas com sistemas informatizados?"

E o troço acabou virando uma discussão sobre a imposição da tecnologia na vida do homem moderno de acordo com a análise filosófica do que já dizia Santo Agostinho, à luz de ensaios do Pierre Lévy. A guria me deu um cansaço.

Sabiamente eu disse "ok. Você não vai precisar de computador. Senta debaixo daquela árvore e espera alguma maçã cair na sua cabeça. Depois cria uma tese inovadora sobre a complexidade dos galhos, dos frutos e das leis da física."

Enquanto isso eu sigo meu trampinho entrevistando pessoas fabulosas. Gente é uma delícia, né?

cuidado, executivas na pista!

Antigamente eu pensava que minha equipe usava de alguns artifícios pra fazer da minha presença algum motivo de respeito.

Tipo dizer pra um funcionário "Olha, vou chamar a Dona Monga, aí cê conversa com ela." Isso soava como a alegoria perfeita da minha postura reguladora. Porque eu sou reguladora sim. Zangada. Ponho medo até em bicho papão.

De uns tempos pra cá senti que o povo me chama nas horas em que o pepino é de Itú, ou que querem desviar o foco de algum nervoso "Vou chamar a Monga pra você brincar um pouquinho, ta?".

E nem ração eu ganho. Isso é exploração do trabalho animal, totalmente.

eu não. Tô fora!

Impossível achar normal uma pessoa dizer "que não seria capaz de viver sem o Google."

Tenho medo de gente assim.

Me leva a crer que um dia eu posso ser vítima de um colapso se a minha internet falecer. Magina ter uma crise de abstinência brava, uma coisa meio Rafael Ilha e puxar fáááca pra pessoa na rua "me passa! me passa! me passa sua senha de internet, seu i-phone, seu netbook!"

Cruzes!

ai que linda!

To na fase da "cor rosa". Acho que ando me sentindo muito menina na minha gestão profissional e me bateu uma crise Sula Miranda. Se pá mando pintar até os carros da empresa de rosa.

Não me preocupa em nada que eu tenha engordado bastante nos últimos dias e que uma pólo rosa fique o avesso da elegância. Mesmo porque elegância e conforto são coisas que não dividem a mesma sala de reuniões.

Minha nova ídala é definitivamente a Elefanta Bila Bilú.

é deprimente

Sabe aquela oportunidade única de viajar ao lado do político que foi tema de muitas discussões na sua casa, no seu escritório e lá no futebol de várzea?

Não é que o cara senta do meu lado no vôo? Simpaticão, bem ali pra um papo, dando indícios de disponibilidade imediata pra gente engatar uma lavagem profunda sobre sua vida pública. Seria meu momento de exercer uma acareação em nome de toda população brasileira.

Pois é. E a gente acabou conversando sobre pescaria, pantanal e música sertaneja.

Três coisas muito relevantes pra nossa nação. E eu, uma fiel representante da elite pensadora do Brasil: uma ameba.

eu sou caloteira

E eu engatada no meu trilho, viajando no vagão da loucura corporativa, sigo na minha maria fumaça rumo ao sabe-se-lá-onde.

Continuo devendo um café em Porto Alegre com a Heleninha* e um café em SP com a Dani* e com a Gabi Pinheiro*.

Culpa de Congonhas - que aliás, deveria se chamar Ver-gonhas.

quem não herda não sai da m....esma!

Lendo a entrevista da herdeira de uma grande companhia aérea fiquei matutando uma série de coisas... primeiro porque não é fácil comandar um império da aviação com esmalte e pashmina...

Por onde eu circulo, o abismo entre o discurso de igualdade de gênero e direitos iguais (efetivamente) nos cargos de C.E.O é bem real. Homens continuam sendo "líderes" e mulheres continuam sendo "mulheres NA liderança". Não é preciosismo linguístico. Todavia, o fato que mais me chamou a atenção foi a frase com que esta alta executiva expressou seu entendimento acerca de sucessão familiar numa empresa:

"A gente herda a empresa, mas não herda os relacionamentos."

Bem verdade. Os relacionamentos carecem de reforço de vínculos. Na troca de dono, de chefia, na presença de um repositor de função, necessariamente há que se criar um novo elo com a equipe. Não é simples manter o legado afetivo. Pro administrativo dá-se um jeito - pros corações e pra filosofia da instituição, nem sempre.

10, 9, 8, 7, 6, 5..... boom!

Pois a grande vencedora do anti-prêmio kit-Monga (um conjunto de artefatos totalmente desprezíveis até mesmo pelos consumidores das populares lojas de 1,99) é a leitorinha NANCY Y. G.* (do blog nancyyg.blogspot.com) que enviou um e-mail suuuuper bacana a respeito da relação entre um dos meus posts e uma amiga que ela tem, praticamente minha prima em mongolices.

Querida, mande seu endereço por e-mail, ok? E Deus te proteja quando receber o pacote em casa. (Taí... quem sabe mandar água-benta entre os itens seja de bom tom... :P)

segunda-feira, 29 de março de 2010

ahá! E não é que eu já voltei?

É isso aí "mongólicos" anônimos!

Eu "se cheguei-se" de volta na área e conforme prometido, amanhã retomaremos as mais preciosas e edificantes considerações a respeito de carreira, vida executiva, cabelos brancos e bundas moles.

Se a viagem me fez bem? Depende.

Bem significa ter minha capacidade de produzir inutilidades em dia? Opá! Então fez um bem colossal!!! Amanhã eu já abro a feira anunciando a vítima que receberá meu kit-Monga no conforto do seu lar (ou do seu escritório). E vamo que vamo que a mala ta cheia de posts e velhas novidades.

Té já!

domingo, 21 de março de 2010

ta a fim?

Com a ajuda dos seres humanos e dos animais que convivem comigo em casa acabei sendo atingida por um raio de angústia muito grande em função desta pequena ausência de uma semaninha.

Por outro lado, entendi que poderia transformar o silêncio em produtividade.

O que faremos?

Fácil! A partir de hoje, quem me escrever o e-mail mais criativo sobre algum dos 34252637.86948 posts que eu fiz, receberá no conforto do seu lar (ou de seu escritório) um KIT MONGA, autografado e borrifado com Far Away, da AVON.

O que teremos no Kit? A-há! Coisas inúteis, ridículas e sem funcionalidade, selecionadas com todo o empenho que só uma executiva Monga é capaz de organizar.

Publicarei o nominho do vencedor já no dia 30, que gentilmente enviará seu enderecinho pra receber a bucha num pacotinho dos Correios.

(To preparada espiritualmente pra não receber e-mail algum, mas deixa eu tomar meu lexotan antes, ta?)

sábado, 20 de março de 2010

e vamos aos prazos, pois

Uma leitora muitoooo querida me enviou um email bastante preocupado com relação a minha volta aqui pelo blog e eu não pude ficar indiferente. Primeiro porque eu sou um ser acostumado com prazos e as datas são referências necessárias. Segundo porque eu entendo que quando a gente dá satisfações, é o mesmo que fazer um blend das palavras "obrigada" + "perdão" + "continue por aqui".

Estarei de volta no próximo dia 30, ou seja, mal vai dar tempo de alguém notar a minha falta.

E se alguém cruzar comigo em algum aeroporto, é fácil me reconhecer: muletas cor-de-rosa, cabelão de molas gigantes e cara de abobada.

(Aceito um cafézinho e uma água com gás.)

até logo, amigos!

Este bloguinho está prestes a completar seu primeiro aniversário, e quem vai ganhar o melhor presente são vocês, meus fofos!

De malas prontas, a Tia Monga vai prestar sua consultoria executiva em outros cantos deste mundão, e se ausentar deste pardieiro empresarial por alguns dias. Renovar é preciso, nem que seja uma renovação do repertório de piadas, afinal, ninguém merece ser uma gentil velhinha contando as mesmas gafes de quando era trainee.

As pausas que a vida nos oferece são grandes brindes pra quem compra a alegria de viver, nas versões full, extra-full e maxiover FULL.

Então é isso. A promoção "livre-se-da-Monga" está aberta. Por tempo bem determinado, ou enquanto durar o estoque de doidice. :) (Não quero ver ninguém pedindo demissão, hein?)

sexta-feira, 19 de março de 2010

e por falar em tempo

... fui revirar meus baús motivacionais e encontrei esta pérola da minha avózinha, escrita num papelzinho bem velho:

"Guarde silêncio na viagem. Ponha as palavras na bagagem."

A viagem é longa. Constante. Cansativa. E as palavras, se bem guardadas, nunca hão de mofar.

o rapto do menino dourado

Nunca fui desleal com meus colegas - concorrentes ou não - afinal, mesmo que o sol não nasça pra todos, a gente pode crer que sim.

Conforme o gosto do "freguêis".

Eu sei que não seria especificamente uma baixeza me apropriar de um funcionário não mais pertencente a outra instituição, ao contrário se isso se desse em forma de assédio ou convite descarado pra trabalhar comigo.

Acontece que mesmo nos processos espontâneos, a gente deve guardar o respeito. Seria como casar com a noiva do irmão que acabou de dar um pé na bunda dele. Tempo. Tempo, mano velho. A gente pode esperar a hora certa das coisas.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Onipotência empresarial

É mesmo muito delicado lidar com mão de obra, se formos entender este rótulo de maneira global. Mão de obra é muito mais do que a "mão", é o conjunto de elementos que garante o pleno funcionamento do corpo (CORPOração).

Tendo me especializado bastante em gestão de seres humanos e exercendo com patetice minha função de headhunter, o que mais me azeda no trato com empregadores é a necessidade de formalizar o intangível. É o desejo de que as empresas de mediação (recrutamento e seleção, por exemplo) possam garantir a permanência de um funcionário para todo o sempre na sua cadeira.

Quem pode garantir isso - ou não, é Alguém que não trabalha comigo (mesmo que as vezes Ele trabalhe pra mim).

Se for pra gente brincar de Deus, aí sim posso apresentar um contrato garantindo até mais do que isso. De brinde eu garanto que os funcionários são imortais e em caso de desencarne súbito, continuam a jornada do lado "de lá", sem exigir hora extra.

roa-se, babe

Workaholic de verdade, que é macho na sua convicção de que o trabalho "é o pastor e nada lhe faltará", não faz como eu...

Não fica selecionando somente as atividades que lhe dão prazer na vida. Sou um work-fake. Não movo um bloquinho de lugar se isso não me impregnar de sorrisos.

Vai ver que é por isso que as pessoas me acham uma bunda: trabalho 36 horas por dia mas fazendo irrestritamente aquilo que quero, com quem quero e onde quero.

(Ganhar grana é outra coisa).

off o que, cara?

Não é que eu seja implicante, mas acho o cúmulo certos lojistas colocarem peças de roupas de 1978, amareladíssimas e com cara de estoque secular, com plaquinha de off-white! - última moda!

E desde quando peça encardida e encalhada é off white e ta na moda?

Se for assim vou começar a criar peças com retalhos dos panos de louça da tia que limpa a empresa, porque o troço lá é meio nervoso em termos de brancura.

:P

quarta-feira, 17 de março de 2010

não faço não faço e ninguém me obriga

Como alguém pode dizer a um funcionário que ele tem duas opções: "você quer fazer este trampo por bem ou por mal"?

Vem cá... por bem ou por mal não são opções, não são alternativas distintas.

São formas maquiadas de falar vai fazer com mais ou menos dor?? ( mas é uma ordem da mesma forma). Povo acha que pode distorcer as palavras. Opção de verdade seria deixar a pessoa decidir.

Eu sou do time das que nunca faria nada. Tenho muito sono, sabe? Preciso dormir.

canguru perneta

Se eu fosse uma pessoa sem caráter eu faria uso de minha condição TEMPORÁRIA de "muletante" pra ser atendida antes na fila do banco ou pra ocupar vagas de deficientes físicos.

Tá certo que uma mulher portando muletas cor-de-rosa não pode usufruir de muita credibilidade social, mas o fato é que eu mesma vou me colocando no meu lugarzinho insignificante.

Conto que meu joelho é eternamente podre, sujeito a períodos de extrema dor, mas que há gente que precisa de muito mais acolhimento.

O que eu tenho é só frescura nas pernocas e bora ceder lugar pros companheiros especiais.

Eu sou chulé.

terça-feira, 16 de março de 2010

e eu ainda levo maçã

Li uma matéria tão triste sobre a sacrificante vida dos educadores no país, mas tão triste, que chorei. Tantas doenças laborais, salários nanicos, condições precárias...

E aí eu vejo um bando de empresas investindo em ensino à distância... Eu não quero saber de ensino a distância, não. Ensino a distância é o mesmo que criar cidades satélites pra deixar o centro da cidade bonito e enfiar o povo na vala.

Eu vou pensar num troço pra fazer umas salas de aula na minha empresa. Sei lá, nem que seja pros Pedagogos nos ensinarem as novas regras de acentuação, ou pra gente ter o prazer de ter carteiras limpas, lousa digital e livro de chamada. "Monga!"

"To aqui fessoraaaaaaa."

assim pensam os normais

O fator decisivo para o fechamento de um grande e suculento negócio é o respeito.

Se o profissional cedeu parte do seu tempo, para que você fale e defenda sua proposta, entenda o gesto como metade de um provável SIM.

Se você transgredir esta licença, entenda como 100% de um provável NÃO.

pa ra pa pa pa pa pa ti bum

Marquei uma reunião pras 9 da manhã. Esperei a mocinha até as 9 e 30, que é o máximo que minha religião "protestadora" permite, sem cometer o pecado do assassinato com as próprias mãos. Como ela não apareceu, deixei um bilhete na recepção, e fiquei sabendo que ela deu as caras por volta de 10 e 15. Pedi que a Aninha*, recepcionista, entregasse enquanto lixasse as unhas (pra dar mesmo um ar de desprezo, porque não há nada mais cudijudas do que ser atendido por secretária que lixa as unhas).

Escrevi num papel, com o maior carinho:

"Querida... se você está lendo este bilhete, é porque chegou atrasada. Lamento pelo seu pneu furado, pela sua avó que está hospitalizada, pelo despertador que quebrou, pelo GPS que deu pau e pelo seu dentista que enrolou. A menos que sua criatividade seja mais brilhante, estamos conversadas, santa."

falando em porquinhos

Minha primeira grande negociação foi aos 6 anos - acreditem ou não. Eike Batista é demasiadamente amador diante da minha apurada e precoce virtude pra transações.

Cheguei perto do meu avô e falei: "o Senhor investiria num cofre no escuro?"

Quis saber se ele compraria meu porquinho, dando um lance que ele julgasse pertinente. As chances eram 50 a 50. O porco poderia ter mais ou menos do que ele me ofertasse, e quando eu percebi que eu corria sérios riscos eu tratei de propor um remendo:

"Se o Senhor me der 100 mangos e tiver 35 dentro do porco, eu não te devolvo a diferença. Mas se o Senhor me der 100 mangos e tiver 250 dentro do porco, a diferença é minha."

Bad bad bad girl. :)

lição executiva versão baby

Para as crianças que lêem o blog, a dica da tia Monga é a seguinte...

Desde cedo aprenda a fazer economias. Adultos tendem a menosprezar, por exemplo, o valor das moedas. Então quando a mamãe ou o papai pedirem pra você emprestar uns pilas porque tá tarde pra ir ao banco e a vizinha veio cobrar as compras da Natura, você pode simplesmente eleger a taxa de juros que voce julgar conveniente!

Só não deixe que eles sacrifiquem o porquinho. Dá uma dó, né?

eu quero e se mamãe não comprar eu choro

Já viu secretária de executivo de novela? Sempre tem uma quedinha pelo chefe, e é aquela naftalina ambulante que está ali só porque foi reprovada nos 45 concursos que prestou pra Fiscal de Renda. Mas a bicha funciona!

Tem qualidades, claro. E todas terminam com o mesmo sufixo - atenciosa, carinhosa, cuidadosa, zelosa, invejosa (oooops), prestimosa... E porque raios as secretárias de novela só existem em novelas? Ah, falasériow.

Eu não posso me envolver com nenhuma secretária, visto que, meu casamento é monogâmico-careta-feliz, mas aceitaria com todo amor cristão do mundo uma pessoa pra quem eu pudesse ligar no meio da reunião e falasse "querida, você sabe onde está o....." e ela completasse imediatamente "... o seu relatório de controle de fluxo de gases que vazaram depois do pastel da feira, Monga?"

To viajando?

parâmetros, hoooooooo!

Funcionário golpista é assim: acha que bipolaridade é "hoje venho trabalhar".

"Amanhã não".

Tuuuudo bem. A participação de lucros também vai ser bipolar.

"Esta parte é minha".

"Esta também."

Modernidade vai bem no Japão. Aqui a máquina é a lenha.

arregaçando as mangas

Você que está aí no DF, desanimado, sem empreguinho, chutando pedrinhas na porta do Marietta Café, seus probleminhas acabaram camarada!

O Ricardo Pereira (não, não, não é o ator luso-global) enviou um link bem jóia que eu faço questão de divulgar aqui neste barraco, pois pode estender a mão a muitos desabrigados-na-terra-do-salário-mínimo.

http://empregodf.blogspot.com/

Feito.

Conheça e divulge, ta? Sempre existe um pé torto pra um chinelo furado pela falta de grana.

vamos continuar?

Gostaria de agradecer à Stela, à Gabi Pinheiro, Denise Lopes, Kakinha Capraro, Nídia, Valentina, Carolêta, Lu, Nôah, e muitos outros leitores-amigos que enviaram seus abraços de solidariedade neste momento delicado que envolve uma perda tão grandona.

Não. Eu não sou melhor do que outras pessoas que sofrem perdas. Eu só não deixo a perda ser maior do que aquilo que fica.

E aqui é lugar de sorrisos!!

(Não to falando do blog. To falando de "aqui", dentro de mim.)

Obrigada, meus amores!

segunda-feira, 15 de março de 2010

molecada enterprises

Pior viagem da face da terra: pedir que eu conduza a reunião com designers de uniformes numa das empresas pra quem trabalho.

Que contribuição uma pessoa como eu pode dar? Eu, esta eu aqui que acha lindo botas de caubói com bombacha, e que vez ou outra usa casaquinhos de tricô de 1956?

Se for então por adequação, levando em conta a atividade predominante da empresa e tentando me redimir pelo conforto, vou propor uns macacões de malha, com uns botões coloridos.

Isso daria até uma grife, focada pro público empresarial:

"Lilica-Ridicu-lica".

embarque ou fuja

Há tempos sou assediada por um grupo de investidores doidinhos pra promover momentos mongolísticos comigo fora da vida ensebada da internet.

Uma coisa "Monga ao vivo" como diria minha amigona Kakinha Capraro* (já to devendo direitos autorais#seferrei).

Hoje, num dia de extrema dor pela perda da minha irmã, resolvi me dar fôlego nesta coisa de mostrar minha cara pro mundo e efetivamente aplicar as doidices insinuadas aqui para grupos de desocupados profissionais - ou amadores.

Será um projeto itinerante, começando por 5 capitais.

Salve-se quem puder. Corra, leitor, corra.

sobre flores molhadas de lágrimas (II)

Na nossa última conversa, por telefone, minha irmã brincou:

"Bah. A única coisa que justifica esta tua fixação por trabalho é entender que vais deixar toda a herança pras tuas irmãs, lindas, loiras, e sedentas por Nova Iorque."

(...)

sobre flores molhadas de lágrimas

Irmãos são nossas testemunhas constantes pra desmoralização pública. São nossos primeiros companheiros de disputas, de superação, de travessuras consentidas mesmo na fase adulta. São a melhor forma de descobrir sobre vocação e sobre referências de futuro (ser tudo que o irmão é, ou absolutamente nada do que ele é).

Por eles eu seria capaz de entender um pouco mais de mim, pra me fazer melhor. E eu tento, de verdade.

Quando se tem bons irmãos, toda maluquice é boa! (e bem-vinda).

Perdi uma irmã e parte da minha história também se foi. O resto, vou descobrir sobrevivendo.

domingo, 14 de março de 2010

com abas e sem noção

Eu não tenho culpa de desconhecer os apelidos dos fenômenos naturais do corpo. Pra mim menstruação é menstruação, e me desculpem a ignorância linguística.

Se uma colega telefona no domingo à noite e me fala em tom dramático "que vai faltar ao trabalho amanhã porque as regras a deixam totalmente imprestável" o que poderia responder?

Que infelizmente as regras fazem parte desta bagaceirada da empresa e que se ela não gosta do mínimo de caretice que eu sustento num ambiente paz&amor, ela precisa se aconselhar com os teletubbies e perceber se não seria a hora "de dizer tchááááu".

Como poderia adivinhar que regras neste caso tem a ver com absorvente, cólica e bolsa de água-quente?

Ah. Xaropada.

pelo direito a mediocridade de consumo

Procuro uma classificação adequada para a doença crônica que sofro e que me faz arrancar sumariamente todos os rótulos de todos os produtos que consumo: do xampú a caneca de 1,99.

Embalagens, igualmente, se pudessem, sairiam de mim correndo, antes deste escalpelamento comercial constante - tenho certeza!

Alguns amigos apelidaram de "síndrome da negação publicitária", como se eu de fato fosse vítima de um arrependimento atroz por nunca ter seguido a carreira. Eu, na falta de explicação mais convincente, chamo de "liberação das marcas para viverem em condição de igualdade".

Na verdade é pra não me sentir tão chinelona usando um hidratante de 2,50, como é de costume.

Os produtos passam a ser todos irmãos na falta da etiqueta. Louvado seja!

troca de empresa

Inspirada pelo apelo fantástico do programa "Troca de Família" decidi implantar um sistema de igual natureza no ambiente corporativo, empurrando líderes e gestores para um esquema de troca-troca (diferente daquele que habitualmente fazem com suas respectivas esposas, mas enfim...)

O ganho mais significativo de uma aparente brincadeira dessas é a possibilidade dos chefes perceberem que o que a gente "manda aqui" nem sempre é capaz de mandar lá", além é claro, do benefício de poder comparar todas as tosquices que parecem milagres de produtividade - e quando confrontadas com outra realidade ganham ares de decadência.

É também a chance das pessoas saberem se o chefe que aqui gorjeia não gorjeia como lá.

(Vale promover situações sonhadas, do tipo forçar o velho barrigudo a ir até o chão numa garrafa de uísque que sobrou do amigo secreto de 1977.)

escudo mode.on

A maior vingança sobre uma condição esmagadora, sobre pessoas esmagadoras, sobre um trabalho esmagador, é a RESISTÊNCIA.

Resistir é sem dúvidas a arma mais potente num contexto de massacre emocional.


sábado, 13 de março de 2010

primo rico e primo pobre

Não adianta negar: algumas marcas poderosas, caras, imprimem aos seus consumidores um status bem específico (e bem raso) e eu imagino que capacitar vendedores pra esta fatia deva obedecer a um conjunto de elementos fundamentais. Ou deveria.

Eu sou muito mais fã do naturalismo polido, da adequação circunstancial, da afabilidade entre seres humanos e jamais vou encontrar justificativas corporativas que sirvam pro exercício da "patada generalizada". Vender precisa passar pelo corredor do encantamento, antes de bater na porta da compra.

Estupidamente a equipe de uma loja metida-a-besta, entrou num péssimo esquema de disputas e baixarias no shopping. Baixarias do tipo discriminar verbalmente os respectivos consumidores do estabelecimento mais "pop". O gerente instruiu que quem entrar "portando sacola de loja popular" deve ser sutilmente conduzido à r-u-a.

Hein??

no fundo no fundo não existe fundo

Cada profissional tem seu temporizador particular pra regular as expectativas e projetos de carreira.

Acho muito triste quando rola uma desistência antes da hora.

Mas vem cá... qual hora é a hora de alguma coisa? A única certeza quase absoluta é que a dinâmica da vida recompensa os atrevidos.

O resto é um conjunto de fatores mais míticos do que a fórmula da coca-cola.

sexta-feira, 12 de março de 2010

vinde a mim os presentinhos

Um pintor entrou na minha empresa há uns meses, com um papo descolado, oferecendo as suas telas e tal. Eu tava mais lisa do que pedra-sabão, mas ele ofereceu este mimo, falando que sabia que muitas pessoas veriam seus quadros e ele se tornaria, portanto, mais conhecido.

Falou que era uma oportunidade de marketing.

Isso despertou em mim idéias fantásticas. Você leitor que é dono de joalheria, de fábrica de móveis, produtor de outros objetos valiosos, aceito cortesias, argumentando que você fará uma promoção estupenda, a um custo mínimo.

desafiada estava a sua avó!

Quando Deus me deu chance de sobrevivência depois da ciência pedir arrêgo, eu sabia que teria de enfrentar muitas barreiras diárias para compensar a generosidade do Cara.

E é lá na empresa que eu trabalho esta dívida com Ele. Na manha, bem miudinha, sem fazer um grande show senão Ele pode resolver rescindir meu contrato de permanência aqui na Terra.

Pois hoje a bucha foi bem grandona. Um ex-detento, que cumpriu pena por uma variedade de crimes (e pra mim num tem muita diferença de quilate, pois quem rouba um tostão, rouba um milhão) foi me pedir ajuda. Emprego. Vaga. Oportunidade. Rehab.

Sou santa? Não, embora tenha cara e cachinhos DE. Sou esquisita na minha humanidade.Tenho momentos de dúvida e de nenhuma resposta ensaiada. Mas escuto com atenção, observo e digo pra minha limitação preconceituosa "vai ali dar uma voltinha, xô". E digo pra pessoa em questão "vamos tentar! O direito à tentativa EU não tenho o DIREITO de tomar de você".

vem cá, irmão

Juízes de futebol e executivas têm motivos de sobra pra confraternização e abraços cúmplices.

Somos filhos da mesma mãe, nos momentos de raiva de algumas pessoas.

Eeeeeeeee.

Tô nem aí. :)

o tiro que matou a tirinha

Tenho um irmão desenhista de histórias em quadrinhos com muitos anos de mercado e bem querido no universo dos comics, então naturalmente conheci e convivi com um montão de caras geniais, entre eles o Glauco, que foi vítima desta brutalidade toda que a gente ta acompanhando.

Por coincidência esta tragédia aconteceu no momento em que meu "blódi" está me ajudando a compor um fanzine experimental, voltado pro mundo corporativo e que cumpre uma finalidade distante daquilo que as empresas promovem - agitar as cabeças com menos pseudo-racionalismo de Revista Exame, e deixar fluir os traços da garotada que manda bem desenhando e escrevendo.

Eu faço parte da galera que lia Rê Bordosa, do Angeli, enquanto meus colegas ficam suvacando os livros de Teoria Geral da Rebimboca da Parafuseta. É uma pena que alguns temas saiam das críticas e piadas promovidas pelos cartoons e ganhem "vida", promovendo a morte do desenhista.

os guris da Av.Fernando Correa

Admiro pra caramba as pessoas que se organizam em torno de um objetivo financeiro em comum, superando as diferenças individuais.

Os meninos que fazem malabares no farol, por exemplo, entenderam meu espírito libertário e generoso e se organizam alternadamente pra receber minhas moedas nas diferentes horas do dia em que passo com a minha carroça no ponto onde eles se "apresentam".

Daqui a pouco vão me convidar pra treinamento de liderança circense.

E eu não dispenso nenhum negócio.

é di tal absurdo

Pra que a gente precisa participar de licitações? Pra ganhar muito dinheiro em negócios de monta considerável, certo?

Bééééép. Errado. É exclusivamente pra testar todo vigor de nossa paciência e de nossa humilde virtude organizacional. São tantas exigências, ninharias burocráticas e afins, que a lei 8666 poderia ter o 8 eternamente suprimido, restringindo oficialmente este processo no dígito 666.

Se tem uma coisa demoníaca de fato, taí.

No auge da minha irritação preventiva, mandei cópia dos últimos exames de fezes e urina - no caso do edital não ter sido explícito quanto a isso.

quinta-feira, 11 de março de 2010

você trabalha pra Receita Federal?

Perguntar pras pessoas qual é o salário que elas recebem é o cúmulo da deselegância. Nem em época de Imposto de Renda eu acho justificável.

É bem assim que começa a indiscrição dos curiosos, já reparou?

"Ai ameega, neste ano vou pagar os tubos pro leãozinho, por isso-isso-aquilo, e você? Declara quanto? Gasta muito? Ganha quanto? Como que você faz a sua declaração, hein???"

Nos últimos tempos eu passei a andar com um monte de cartões de visita do escritório contábil da minha tia. Chegou junto, espremeu, perguntou: eu taco um cartão.

"Vai lá! Marca uma consultinha!"

impressionante

Meu maior concorrente é o próprio cliente.

Ele sempre sabe mais do que eu. Tem uma empresa melhor do que a minha. Foi mais vezes à Paris e não parcela as compras no cartão.

Como se isso fosse pouco, quer me ensinar a cobrar as despesas que ELE me deve.

posss falar?

To acompanhando um camaradinha no seu começo de carreira e isso inclui visitar os primeiros clientes com ele, dar a mão, rezar 3 creindeuspai, enfim... Me sinto uma espécie de guarda-costas corporativo.O que eu sabia, ensinei. O que não sei, aprenderemos juntos. É o trilho do conhecimento: mão dupla, aprender-ensinando, ensinar-aprendendo.

Hoje o moço falou besteira. Tava nervoso. Sentou na frente do cliente e na hora de falar do período de pós-consultoria, falou que "a gente te acompanha no período pós-cirúrgico."

O cliente saltou "mas eu to com uma saúde de ferro! ai! lá vem voces de conchavo com a minha mulher pra eu operar as hemorróidas."

hauahauhauahauahuahauahauhauahauha.

no drama

Transparência é a capacidade que temos de exercer com naturalidade nossas angústias sem que isso seja um peso pro resto da humanidade.

Acostumada do jeito que estou a chegar saltitante e sorridente em todas as empresas por onde passo, basta um brilho ofuscadinho no meu olhar pras pessoas sacarem que to triste.

Ser alegre não é um compromisso formalizado, algo que me obriga a engolir os sapos e fazer meu estômago de brejo emocional. Ser alegre, boa profissional, humana é também viver a tristeza como um desdobramento das pessoas de carne e osso, sem que isso me torne uma incompetente da noite para o dia.

E gente, a tristeza também é combustível para meu bom-humor, por mais estranho que isso possa parecer. Auto-deboche é minha salvação.

homem tem disso?

Minha forma de elogiar o ambiente acolhedor do meu cliente foi comentar "aqui é tudo tão lúdico! gosto!"

Ele ficou subitamente bravo, e perguntou em tom de quem acabara de ser ofendido:

"Lúdico? O que isso significa? O que é lúdico?"

O cara tem mestrado e doutorado, é rico pra caramba, dono de muitas empresas e me faz esta pergunta. O que depreender disso? Como responder? Que lúdico é o marido da lúdica?

quarta-feira, 10 de março de 2010

cabaram com a freguesia

Entendo muito pouco de engenharia, e quando o assunto são as análises estratégicas das cidades (ou de qualquer centro urbano) eu derrapo e deixo marcas de freada. Sou uma ignorante.

O que acontece é que mesmo na burrice não me prostro alheia ao que algumas mudanças promovem. Uma área comercial, uma rodoviária, uma pracinha - referências básicas de qualquer vilarejo - são parte de um traço cultural muito, muito importante. Quando há uma alteração brusca é quase como implantar um fígado na ponta do nariz. Tem nada a ver. E onde moro, a rodoviária (linda e cheirosa) foi inaugurada de acordo com padrões mais modernos, dignos e politiqueiros. E daí? Baita avanço né?

Mas e as pobres das prostitutas desoladas nos botecos que ficam nas adjacências da rodoviária antiga? Olha, me parte o coração ver aquelas jukeboxes tocando pra ninguém e aquela mulherada tomando cerveja quente na maior solidão. Isso não se faz...

repórter por um dia-a

Em absolutamente todos os ambientes corporativos onde transito, não dá outra - secretárias e recepcionistas ouvindo as musiquinhas da Lady Ga-Ga.

Algumas, mais antenadas, se ligam no som, acham bacana as sacadas multi-referenciais que ela usa nas melodias... e outras acreditam de fato que aqueles figurinos são prévias da próxima estação.

(Não, eu não tenho mais o que perguntar, a não ser fazer reportagens informais pra Rolling Stone).

peninha...

É incrível como a necessidade de transgressão age nos seres humanos como um forte mecanismo de vaidade, de egocentrismo.

O cliente convoca uma reunião totalmente deslocada num eixo de necessidades-cronologia e quer mostrar de uma forma ou de outra que a palavra final é dele. Que os consultores estão ali apenas para testemunhar a sua superioridade (o que em algum casos chega a ser f-a-t-o) e que a relação comercial subjacente a um contrato, serve pra mostrar quem manda (obviamente, é quem paga.. aham...).

Por mim não tem rolo. Se concordar com tudo que o cliente expressa ultrapassar a barreira da minha batalha argumentativa, eu interpreto minha passividade como um gesto de profundo respeito a uma pessoa carente de colo de mãe, de bolo de chocolate da avó, e provavelmente sem namorar a umas 3 encarnações.

É a chamada dó corporativa.

o picadeiro é aqui

A maior prova da minha preciosa contribuição na vida profissional de uma pessoa é encontrá-la depois de muitos anos, e ela repetir integralmente cada uma de minhas dicas como referência de êxito.

A maior prova de que a minha preciosa contribuição as vezes é confundida com programas de formação de palhaços/animadores, é a pessoa pedir "Você pode por favor falar outras coisas engraçadas pra eu passar mais uns 2 anos rindo cada vez que lembrar de você"?

A vida é bela.

A gente que estraga tudo.

terça-feira, 9 de março de 2010

tava aqui quietinha...

... daí então pensei: porque não aceitar a idéia fantástica da minha mini-assessora e aderir ao tuíter??

An?

E vai que alguém me segue?

An?? An??

Porque eu só sigo quem ganha bem. Assalariado, tô fora. :P

a verdade é pra poucos

E quando um mundo de descobertas e possibilidades no trabalho aponta a uma pessoa um caminho distante do breu cultural em que ela vive, o que acontece?

Acontece rescisão contratual - pelo menos na minha empresa.

Eu não quero o rótulo de ser aquela que fez do estagiário um ser maior do que a sua família, ou que o lançou para fora dos limites impostos pela castração doméstica - a menos que isso fosse visto como algo positivo.

segunda-feira, 8 de março de 2010

and the winner is

E o prêmio de maior empreendedora do dia vai para...

... Kathryn Bigelow, primeira mulher a levar um Oscar de melhor Direção.

assim como são as pessoas são as criaturas

No dia em que o Governo estava vacinando a população contra os mendigos eu estava viajando. Não tomei a dose recomendada.Enquanto todo mundo lacra os vidros no farol, eu fico lá no maior trelelê com os camaradas.

Corro riscos? Devo correr... os mesmos de estar numa sala fechada com um montão de babacas inescrupulosos. Ontem um dos mendigos com quem converso habitualmente, falou "amanhã seu dia vai ser 200% produtivo e cheio de bons negócios!"

Cês acham que meus clientes e parceiros de negócios costumam me mandar uma boa vibração deste tamanho todo dia??

08 de Março, dia Internacional do Wilson

Ser mulher é padecer no paraíso... O mercado não nos perdoa, ainda que aceite nossos cartões, das mais variadas bandeiras.

Um inventor brasileiro desenvolveu um protótipo de boneco inflável que serve de acompanhante nos veículos, para que nós mulheres não fiquemos tão expostas à violência urbana. Isso aê! As bonecas infláveis feitas pro universo masculino, são pra proporcionar prazer (há quem goste, neh?), e os bonequitos pras mulheres, são pra ocupar o banco do carona (nem pra guiar o bicho serve!).

Então, neste dia Internacional da Mulher, felicidades pra nós, mocinhas, e sorte pro boneco Wilson!

Alguém se interessa pelo artefato?

até os astros e mais além

Adoro esportes. Adorooooooo a ponto de assistir a todos os jogos na tv, acompanhar campeonatos de várzea e torcer em competições de palitinho.

Também adoooooro assistir programas de tv SOBRE esportes. E foi assim que observei a história de um jogador de basquete, "baixinho" (com seus míseros 1,77m), que faz brotar cestas de 3 pontos de todos os ângulos viáveis da quadra. É um fenômeno, de fato.

Ao ser indagado pelo repórter a respeito de algumas limitações que a estatura impõe, ele calmamente explicou que teve que descobrir maneiras de garantir uma performance muito boa, de acordo com o que ele conseguia desenvolver.

Ou seja: você que tá aí na empresa se sentindo um funcionário-anão, perceba, em tempo - não importa a sua altura, mano, e sim o tamanho do seu pulo e as suas bolas dentro.

domingo, 7 de março de 2010

legal pacas II

Se eu já falei aqui antes, me perdoem, mas tem uma máxima da Margareth Thatcher que ilustra bem a minha mania de justificar nas horas em que sou injustiçada:

"Ser líder é como ser uma dama: se você precisa provar que é, então você não é."



legal pacas

Eu sofro de "frigidez da malandragem".

Enganar as pessoas é coisa que jamais me dá prazer.


e vai procurar a tua turma

Pra gente se sentir igual nem sempre é preciso usufruir de funções iguais.

Vi muitos narizes torcidos quando falei com todas as letrinhas que achava ridículo uma empresária pegar no balde e na vassoura pra mostrar pra equipe que ela é gente da gente.

Enquanto o chão é lavado, o clima continua sujo. A chefe continua sendo antipática, inacessível, arrogante e explicitamente demagoga. Igualar-se tem a ver com proporcionar iguais condições de SER e SENTIR. É dar direito à voz, é receber com um aperto de mão, é desmarcar aquele cliente inútil pra conversar abobrinhas com a secretária.

Sendo assim, o máximo que esta madame consegue, é ser uma faxineira usando um terninho Dior, ao passo que a faxineira, é uma grande pessoa, circunstancialmente usando um uniforme azulão.

meu tio matou uma Monga

Por telefone recebi este conselho importante, que hei de aplicar a partir de segunda-feira:

"Sobrinha querida, não perca seu tempo juntando dinheiro. Primeiro procure saber como consegui-lo sem esforço, porque esta tua profissão é uma merda."

Ê bagual!

igualdade, fraternidade e obrigatoriedade

Recebi um e-mail repugnante denunciando uma empresa que instala aparelhos nas bocas dos funcionários, através de um convênio de parceria com uma Clínica odontológica popular.

Seria um baita benefício se os funcionários tivessem chance de entender um tratamento ortodôntico como uma escolha, mas neste caso é uma regra. Dente torto ou perfeito, metal neles!

Penso se virar moda a imposição do consumo de produtos ou serviços diversos, pautada exclusivamente nas parcerias que nossos empregadores arranjam.

Vai ter gente guiando Mercedes, e gente se empanturrando de churros da esquina.

sábado, 6 de março de 2010

parabéns pra samy!

Uma grande amiga, executiva de alto padrão, está de aniversário hoje, e em inúmeras ocasiões falei nela aqui no blog.

Certo dia, quando eu estava num momento de tristeza profunda, ela encontrou uma maneira delicada e eficiente de devolver minha auto-confiança, então, só posso desejar à Samantha Lamare muita saúde pra continuar educando um filho lindo, muita paz pra espalhar abraços fraternos e muita disposição pra deglutir tantos pepinos diários.

Eu sobreviveria por muitos anos, com 10 centavos no bolso, se tivesse estes amigos tão valiosos.

Um beijo, querida!

unlock

O principal motivo de infelicidade pra maioria das pessoas, seja no convívio familiar ou junto à equipe, lá na empresa, é o mesmo:

O sentimento de não pertencer a nenhum lugar. De não ser querido, bem-vindo, acolhido.

Um "sim" é mais importante do que uma porta aberta, afinal, ele sempre serve de chave.

Maya e suas travessuras

Minha irmãzinha de 6 anos já está alfabetizada e anda apresentando uns comportamentos típicos da minha família.

Ao invés de bonecas, prefere livros. Criança sem originalidade, totalmente. Conheço centenas que assim como ela acham que livros são brinquedos alternativos.

Me tranquilizaria, até certo ponto, que ela consumisse estes troços vagabundos, tipo Harry Potter, mas não.

Tá lendo ISAAC ASIMOV!

Socorro.

impacto geográfico

Nas imediações da minha casa abriu um lava-jato. Hoje quando fui levar a carroça pra faxina o rapaz-gerentO do estabelecimento me falou "olha, tia... se quisesse lavar ainda hoje teria que vir pegar senha as 6 da manhã."

Respirei fundo. Rodei a chavinha neste meu dedo de pianista e concluí: algumas empresas sofrem forte influência das empresas vizinhas. Rola uma osmose operacional.

(Ao lado do lava-jato, um grande Posto de Saúde da Prefeitura Municipal).

mistérios da raça

"Monga, o que fazer para saber se os vendedores externos realmente estão na rua visitando clientes ou estão em casa "coçando" ?? Sabemos que é uma raça ruim de trabalhar, dizem que estão em um lugar mais na verdade estão fazendo de tudo menos trabalhar.E na hora de exigir seus direitos são umas feras." Moniquinha Bruno - por email

Querida...

Neste exato momento, estamos em processo de licitação na minha empresa. A grande dúvida é se instalamos GPS's nos fundilhos dos vendedores, ou se contratamos alguns detetivões, porque em qualquer das hipóteses sai mais barato e menos humilhante do que ficar revisando planilhas de metas e visitas semanais.

Uma boa alternativa, complementar, é examinar as mãos dos vendedores. Excesso de coçada deixa células epiteliais debaixo das unhas. Aprendi assistindo CSI Miami.

"e pro Zé, nada? Tuuuuuudo!"

Meu amigo José Roberto* tem a capacidade sui generis de acomodar nos seus posts uma série de impressões pertinentes sobre o universo complicadinho (e delicioso) da vida-nossa-de-cada-dia.

Vale a pena um passeio.

Eu super recomendo. ;)

(zerobertoballestra.blogspot.com/)

sexta-feira, 5 de março de 2010

a patente militar é permanente

Planejando a carreira de uma ex-militar dentista, ela se mostrou insegura quanto à transição do nome, afinal, por quase 20 anos ela teve um nome "de guerra". Aqui na vida civil a banda toca diferente.

Ficou aquele vuco vuco, como fazer, qual a abordagem menos traumática pros pacientes e mais eficiente pra que ela ganhe mercado, sem perder a referência que conquistou.

Fácil. Sugeri que ela adote na sua propaganda "Doutora Tenente".

superficialidade? to fora!

A forma com que um currículo é formatado nunca me importou. Eu realmente acho um saco levar em conta margem, espaçamento, cabeçalhos, disposição de informações, se-vai-ou-não-foto, e tal e coisa e coisa e tal.

Quer me mandar em papel de pão? Sei lá... no verso daquele folheto de promoção da Honda que entregaram no farol? Manda bala!

Vai bancar as informações sobre você que estão ali registradas?

Então tá feito!

nesta hora qual é meu texto, Diretor?

A funcionária de uma multinacional me chamou num cantinho pra desabafar seu problema, porque eu sou assim debilóide, mas sempre sinalizando que "tem colo pra todos". Esta senhora relatou que toda vez que o chefe passa um esfrega, chamando sua atenção na frente dos colegas, ela faz um pipizinho nas calças. Lógico que quando eu recebi esta informação a minha cara denunciou uma certa perplexidade tipo "falo o que? falo o que?".

Fazer uma piadinha tipo " A Pumper's Geriátrica é mara!"? Nunca. O que pra mim pode ser uma demonstração genuína de leveza e acolhimento, pode representar um duplo trauma a um ser humano fragilizado.

O que importa é que a funcionária agora ta bem cuidada. E cá entre nós, o que é um xixizinho pra quem guenta cagadas variadas, como eu... ;)

quinta-feira, 4 de março de 2010

minha terapeuta me ama

Pra consolar um pobre coração executivo em frangalhos, minha amada analista me entregou esta lição:

"Quem não sabe errar, não sabe viver."

(Por dedução, vou viver 200 anos).

no tempo DA onça

Hello mundo! Hello mamãe, papai! Hello meu cachorro poodle!

Porque raios todas as executivas amiguxas andam desfilando sapatos, bolsinhas, pashminas, cintos e detalhes de oncinha?

É uma seita? Se for, eu posso ser excomungada eternamente?

tóing

É mesmo verdade que uma maçã podre, apodrece todo o cesto. Contaminação na empresa é uma coisa muito comum... é a política da proliferação dos vermes comportamentais que se alastra rapidão.

Funcionário antigo, insatisfeito, amargurado, sempre dá um jeito de contar o lado "B" pro novato.

Até acontecer como hoje, quando o "novato"em questão falou "dá licença? posso ter tempo de criar minhas próprias opiniões"?

Uhu. Ferro na boneca!

fischer price neles

Eu montei um pequeno programa de capacitação para funcionários com prisão-de-ventre-organizacional, assim tipo "incapazes de humanizar o ambiente".

Contei apenas que era uma técnica inspirada no Barney. Eles, é claro, devem ter googleado durante dias pra entender a referência científica, ou quem é o Barney no mundo da filosofia empresarial.

Na verdade o Barney é aquele dos programinhas infantis de televisão. O primeiro módulo que estou trabalhando é o "mantra do amor pueril". Todos os funcionários numa sala cantando juntos:

"Amo você/Você me ama/Somos uma familia feliz/Com um forte abraço/E um beijo te direi/Meu carinho é pra/VooooocÊÊÊÊ!"

e não se fala mais nisso

Adoro funcionário que implora pela meritocracia, pensando que é um sistema cujos padrões de avaliação, portanto de merecimento,visam sempre colocá-lo no lugar mais confortável da jaula corporativa.

Meus critérios envolvem quase sempre a produtividade. Ser produtivo não significa ser quantitativo, mas ser fantástico, ser único e especialíssimo, mesmo que suando apenas uma única gota por dia.

Massss... sempre tem o espertinho. "Se você merecer, eu te dou uma gratificação."

"Monga, então você vai ter que dar todos os dias, porque eu MEREÇO todos os dias."

Quem merece sou eu! Meus sais!

é favorecendo que não se abomina*

* A teoria não é minha, é da minha trainee mais capacitada. Segundo ela basta que uma coisa seja deslocada de sua função, adquirindo um teor de beneficiamento a nós mesmos, que tudo muda de figura.

Exemplo: a cadeira velha que me dá nauseas toda vez que entro na sala de um cliente mal educado deixou de ser um símbolo da antipatia quando descobri o prazer enorme de cobri-la de chicletes mastigados.

É mesmo favorecendo que não se abomina.

quarta-feira, 3 de março de 2010

talvez assim funcione

To bem zangada com um cliente que mandou instalar um aparato enorme pra captar áudio de todas as conversas (e peidos) dos funcionários. Acho isso mais temeroso do que contratar detetive pra vigiar esposa jovem. Em ambos os casos as pessoas nunca guentam aquilo que descobrem...

Como ele é bem ignorante no que diz respeito à leis, armei um esquema com um amigo que vai se fantasiar de Guarda Belo e dar uma batida no estabelecimento.

Eu pedi que ele caprichasse na entonação, tipo " E se o Senhor não arrancar esta bagaça aí, teje preso!"

(de) leite materno

Um beijo pra minha leitora Monica Bruno*, que enviou um e-mail mó gracinha falando sobre licença maternidade.

Sinceramente este é um assunto pro qual tenho pouquíssima capacidade argumentativa e reflexiva. Consigo ponderar numa ótica condicionada pela não-maternidade, afinal, eu não transmiti a nenhuma criatura (ainda) o legado de minha monguice. Quem sabe no futuro eu tenha filhos... quem sabe...

O que eu sei de verdade, é que temos sempre um conflito de ordem anatômica. Os nenéns se esbaldando nos peitos, e os empregadores perdendo seus "braços direitos".

Eu voto a favor da licença-chefia. Fecha tudo e vai pra casa.

yo soy maranhense

Nunca fui derrubada pelo preconceito, em nenhuma de suas atrozes manifestações. Se ao contrário eu fosse de sensibilidades múltiplas, já teria me matado faz tempo.O que eu não tolero é dar voz aos preconceituosos. Muito menos permitir que exerçam suas maldades com meus colegas de trabalho. Há alguns dias contratei um executivo paraguaio, com um currículo invejável, espirituoso, gentil e querido. A gente fala em guarani pra caramba (porque eu manjo do riscado).

Alguns clientes visitados por ele, no entanto, tascam perguntas típicas de quem abomina sua nacionalidade. "Ah... você é paraguaio, né?" "Percebi pelo sotaque" (ou pelo cabelo, ou pelos traços de "bugre").

A instrução que eu passei pro colega quando alguém pergunta se ele é paraguaio é a seguinte:

Diga que você é de São Luís do Maranhão e adquiriu este sotaque numa viagem de férias. (só debochando a gente consegue tolerar).

terça-feira, 2 de março de 2010

a legalidade é coisa de pobre

Perguntei pro Dr. Fulano, milionário médico, porque razão não existia uma placa com suas referências de especialidade na fachada da Clínica e sim um singelo Dr. Gigante.

"É porque eu não sou especialista. Exerço mas não tenho habilitação para tal."

Vou rasgar meus cartões de visita. Todos.

Ser especialista não dá grana, povo.

cara-de-pau corporativa

"Monga, você vê algum problema de um ex-namorado saber de minha boa posição e pedir ajuda pra um emprego, e até me mandar um currículo?" Vânia, RJ - por email

Ex-namorado sempre sabe quando a gente tá numa "boa posição" né? Que coisa!

Enfim... vejo problema nenhum no fato dele te mandar um currículo. Tem alguma lixeira perto da sua mesa?

consultoria tele-funcional

Ta se sentindo sozinho?

Fala pra algum conhecido que sua empresa ta contratando pessoas pra funções variadas e forneça seu número de celular.

(Se sua operadora te garantir bônus por ligações recebidas então, é dois coelhinhos numa tacada só).

pílulas de otimismo

Esqueci absolutamente toda minha pauta de assuntos na reunião de hoje, porque o executivo decidiu contar a sua história. Ex-trabalhador rural que não tinha grana pra pagar a condução da faculdade e voltava pra casa de carona, na rodovia, e hoje, dono de um grande patrimônio.

Não foi necessariamente o que ele relatou, afinal, basta o mínimo de radar pra gente conhecer infinitas histórias de superação. O que me chamou a atenção foi a forma pouco auto-piedosa com que ele narrou suas privações e como o tempo todo pontuou suas limitações financeiras como objeto de incentivo ao crescimento.

Na saída pedi um abraço.

Eu precisava agradecer o treinamento motivacional não previsto.

já ouviu falar na Princesa Isabel?

Um dos meus clientes tem enfrentado problemas com secretárias executivas, pois todas as contratadas nos últimos dois anos, sistematicamente, não duram mais do que alguns dias na sua empresa.

Ele é um empregador com síndrome da canção Baby ("Você precisa saber da piscina, da margarina, da Carolina"), então, pra trabalhar lá, a maior virtude da mocinha tem de ser a capacidade de absorver muitas informações e executar muitas tarefinhas.

Salarinho é bem minguado. E ele ainda quer que a guria dê conta dos seus compromissos pessoais. Vai achar alguém pro cargo? Vai.

Mas não pelas minhas mãos de headhunter. Eu não agencio escravos.

nossa língua enrolêsa

Eu pensava que tinha alguma funcionária nova na minha empresa e que o nome dela era "Risca". Até imaginei que fosse imigrante do Leste Europeu, e que a grafia do nome dela fosse algo tipo Ryska.

Tudo porque eu ouvi diversas vezes hoje "o pé da Risca isso; o pé da Risca aquilo".

Mas não. É que uma colega misturou as expressões populares "ao pé da letra" e "seguir à risca".

O pé da risca.

Magina a confusão na hora em que ela mixar "o rabo do gato" e "por a mão na massa".

(Por a mão no rabo ou o gato na massa?)

SE cagando dimedo

"Monga, você não acha que assim como existe a lista das melhores empresas para se trabalhar, deveria existir a lista das piores empresas??? Porque aí a ia gente ficar ligado! Abraços!" Dilmar - por email

Querido... Eu acho a idéia válida. Fico me perguntando, porém, como o mercado editorial ia encontrar forças para produzir um periódico de 34.567.897.897,00 páginas.

(A pergunta que não quer calar: "porque aí a gente ia ficar ligado". Eu e você corremos o mesmo risco de aparecer nesta listinha?)

segunda-feira, 1 de março de 2010

é na saída que se reconhece os bons

Quem, em algum momento da sua vida, já não teve vontade de mandar o chefe lá pra casa do Jack Estripador? Né verdade?

O que difere o desejo da condição ética de poder fazê-lo não é maior ou menor coragem. A tênue linha que separa firmeza de opiniões da passividade é somente a mesma linha que nos faz gentis, reconhecedores das oportunidades que nos foram oferecidas, que nos faz crescidos na condução de nossas escolhas.

Faça como na música da Rita Lee. Diga não para todas as drogas da sua vida. "Mas seja educado. diga Não, o-b-r-i-g-a-d-o."

pede o divórcio e não me chama

Se nada no mundo executivo der certo, não vou mais morar em São Thomé das Letras, como era minha aposta inicial.

Vou montar um consultório de aconselhamento para casais.

(Todos os meus clientes resolveram chorar as xurumelas amorosas nos meuzovidus).

"De graça" ta em falta.

e no balanço das horas tudo pode ferrar

É claro que a gente não deve chegar numa reunião já prevendo a hora de levantar da cadeira e ir embora. É deselegante e o corpo sempre dá indícios claríssimos que você não tá muito a fim de estar ali: bocejo, pernas balançando, olhar lá no horizonte da parede...

Pra complicar uma executiva e sua postura de retardation-xon-xon, a angústia de dispor de apenas 60 minutos pra tal reunião.

Nestas horas é que toda fluência verbal da conversa jorra aos montes. E a medida que o tempo vai passando eu me pego pensando "já passaram 20 minutos?" "já passaram 30 minutos?"... Nem o relógio gigante pendurado atrás da mesa da cliente ajuda, visto QUE esta Monga que vos fala, não sabe ver horas em relógios de ponteirosss ho-ho-ho.

Resumo: a reunião de 1 hora, teve 4 horas. Uuuuuu. \o/