O verdadeiro hit do momento organizacional é a tal da flexibilidade.
A capacidade de mexer os quadris de um setor ao outro, sem perder o ritmo e ainda estimular a equipe o bastante pra uma coreografia coletiva.
"Mão na cabeça que vai começar".
domingo, 28 de fevereiro de 2010
5, 4, 3, 2, 1..... e já!
Amanhã tem brincadeira na empresa, pra começar bem a semana.
É o "carrinho da alegria", igual naquelas provas de supermercado onde deve-se pegar o máximo de produtos em menos tempo, só que com a gente funciona assim:
Deve-se empurrar pra mesa do colega o máximo de trabalho no decorrer de 01 minuto, deixando assim a própria mesa mais lisa que bundinha de neném.
Aquele que conseguir desatolar com maior eficiência neste tempo, vai pro shopping comigo a tarde, tomar cafézinho e falar mal dos outros.
É o "carrinho da alegria", igual naquelas provas de supermercado onde deve-se pegar o máximo de produtos em menos tempo, só que com a gente funciona assim:
Deve-se empurrar pra mesa do colega o máximo de trabalho no decorrer de 01 minuto, deixando assim a própria mesa mais lisa que bundinha de neném.
Aquele que conseguir desatolar com maior eficiência neste tempo, vai pro shopping comigo a tarde, tomar cafézinho e falar mal dos outros.
ter ou não ter, eis a questão
A grande discussão de domingo na minha casa foi sobre diferenças sociais e econômicas num ambiente corporativo. Há quem garanta que um chefe desfilando seu carro importado é, comparativamente ao funcionário que paga 60 parcelas de um Uno 1998, uma coisa normal.
Sim, é normal. Faz parte da normalidade do abismo que separa os que tem mais dos que tem menos.
A questão é quando o "ter mais" não significa "ser mais" e faz com que a criatura tenha-mais-sendo-muito-menos-gente.
Sim, é normal. Faz parte da normalidade do abismo que separa os que tem mais dos que tem menos.
A questão é quando o "ter mais" não significa "ser mais" e faz com que a criatura tenha-mais-sendo-muito-menos-gente.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
além da cutícula (2)
Eu não sou mulher. Descobri isso hoje no salão de beleza.
O que me descredencia da condição feminina é minha incapacidade (além do daltonismo herdado pela neurocirurgia) de saber estas viadagens de cor de esmalte.
Pra mim sempre é vermelho. Rosa. Begezinho.
Aí senta alguém do meu lado e acaba com minha feminilidade:
"Passa uma mão de Renda da Polônia, depois uma mão de Vermelho Sangue de Cristo com pequenos pingos de Fúcsia da Baviera, mas da versão 7.8 da coleção verão, tá?"
An?
O que me descredencia da condição feminina é minha incapacidade (além do daltonismo herdado pela neurocirurgia) de saber estas viadagens de cor de esmalte.
Pra mim sempre é vermelho. Rosa. Begezinho.
Aí senta alguém do meu lado e acaba com minha feminilidade:
"Passa uma mão de Renda da Polônia, depois uma mão de Vermelho Sangue de Cristo com pequenos pingos de Fúcsia da Baviera, mas da versão 7.8 da coleção verão, tá?"
An?
além da cutícula
Não são os grandes manifestos comportamentais que indicam o bom senso das pessoas. Justamente ao contrário, as pequenas doses de delicadeza conseguem restituir a doçura na mais amarga das bocas.
Hoje no salão a minha manicura estava angustiada com uma cliente super querida que não poderia ser atendida pra um retoquinho ultra-rápido no esmalte. Estava me atendendo e não haveria como outra profissional fazê-lo. Sugeri então que ela chamasse a tal cliente e desse uma pequena pausa no meu atendimento. Meu compromisso havia sido desmarcado, pareceu justo dividir meu tempo, portanto!
No final das contas, fiz uma "amizade express" com a cliente-desesperada, tranquilizei a minha manicura e ainda me diverti. Saldo do salão: consciência com extra brilho!
Hoje no salão a minha manicura estava angustiada com uma cliente super querida que não poderia ser atendida pra um retoquinho ultra-rápido no esmalte. Estava me atendendo e não haveria como outra profissional fazê-lo. Sugeri então que ela chamasse a tal cliente e desse uma pequena pausa no meu atendimento. Meu compromisso havia sido desmarcado, pareceu justo dividir meu tempo, portanto!
No final das contas, fiz uma "amizade express" com a cliente-desesperada, tranquilizei a minha manicura e ainda me diverti. Saldo do salão: consciência com extra brilho!
miau-miau
Parece que na fronteira do meu Estado com o Paraguai, as antenas de televisão vendidas nas lojas de eletrônicos a precinhos camaradas, pegam qualquer canal de tv por assinatura.
Chamam tais anteninhas de "Gato-Net" - assim me explicou um amiga comerciante.
Deve ser a única imagem que não tem resolução: tem sete-vidas...
Chamam tais anteninhas de "Gato-Net" - assim me explicou um amiga comerciante.
Deve ser a única imagem que não tem resolução: tem sete-vidas...
27
Em dúvida, tentando saber se eu sou a melhor esposa-executiva do mundo, ou se sou a melhor executiva-esposa.
Perceba que em qualquer hipótese, sou melhor em algum lado...
(Tanto que casaria comigo mesma -e sem testemunhas-, pra não ter olho gordo.)
:)
Perceba que em qualquer hipótese, sou melhor em algum lado...
(Tanto que casaria comigo mesma -e sem testemunhas-, pra não ter olho gordo.)
:)
enfim
Passei os últimos tempos focada nas minhas impossibilidades, nas pessoas que não me querem bem por algum motivo, nos projetos que não ganham asas na minha mão, nas proibições impostas pela vida, nas festas em que não sou convidada e nas exclusões em geral.
Me dei conta, à tempo, de desviar os olhos pr'aquilo que deseja a minha presença. Que me sorri. Que me recebe com braços infinitos. Que me consola nos dias de desesperança.
Juntei todos os rabiscos, os ensaios, os rascunhos e decidi não passar à limpo.
Eu quero páginas em branco.
Me dei conta, à tempo, de desviar os olhos pr'aquilo que deseja a minha presença. Que me sorri. Que me recebe com braços infinitos. Que me consola nos dias de desesperança.
Juntei todos os rabiscos, os ensaios, os rascunhos e decidi não passar à limpo.
Eu quero páginas em branco.
nivelando, nêga
Estou trabalhando num projeto com uma autoridade em economia, pós-doutora, ex-reitora de Universidade e dona do sorriso mais franco do mundo.Como a perfeição não é possível, ela faz parte de uma turma que se envolveu com unhas e dentes na distribuição destes suplementos alimentares americanos que trazem consigo toda uma conduta filosófica bizarra.
A Dra. Economista me pediu um conselho sobre a forma adequada de usar aqueles botões gigantes que a multinacional obriga-os a ostentar. Eu sugeri pregá-los nos sapatos, pra ficarem no mesmo nível de qualidade dos produtos, né?
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
brucutu em nome da lei
Eu nunca curti essa de "exija seus direitos".
O máximo que eu exijo é um banquinho pra sentar e esperar que eles sejam cumpridos.
No caso de demora, eu vou lá e os trago pelos cabelos.
:P
O máximo que eu exijo é um banquinho pra sentar e esperar que eles sejam cumpridos.
No caso de demora, eu vou lá e os trago pelos cabelos.
:P
vai se abraçar num cacto, meu!
Ta ligado em telemarketing? Abordagem telefônica que presta serviço pra sua irritação, sabe?
Agora existe o psicomarketing.
Liguei pra um provável novo terapeuta e ele me mostrou como funciona. Queria inclusive adiantar a sessão por telefone, bastava que eu fizesse um crédito na sua conta corrente. Ouvi durante 6 minutos os benefícios da sua abordagem terapêutica se comparada a outras do mercado.
Como eu não sabia de que forma cortar esta chinelagem, falei que meu problema era muito complexo porque eu alterno entre pensar que sou a Lady Gaga e outras vezes, ter certeza.
Agora existe o psicomarketing.
Liguei pra um provável novo terapeuta e ele me mostrou como funciona. Queria inclusive adiantar a sessão por telefone, bastava que eu fizesse um crédito na sua conta corrente. Ouvi durante 6 minutos os benefícios da sua abordagem terapêutica se comparada a outras do mercado.
Como eu não sabia de que forma cortar esta chinelagem, falei que meu problema era muito complexo porque eu alterno entre pensar que sou a Lady Gaga e outras vezes, ter certeza.
pros que precisam de panos
Numa tentativa infeliz de ser um gênio do dress code um de meus clientes veio com um papo de que eu preciso me vestir melhor.
Me vestir, na verdade - porque pessoas que só andam de camiseta branca e chinelos como eu, fazem um quê de performance xôxa, mas se vestir propriamente ainda falta muito. Mas tá. Eu ouço, porque educação suiça funciona na minha casa. Ouço e faço cara de "Deus lhe pague pelo conselho."
Depois que assentei a dica no túmulo de sugestões bestas, percebi que talvez no seu lugar eu fizesse o mesmo. É difícil comprar um pacote de serviços, por mais gabaritado que seja o profissional sem ser menos superficial na leitura. Não que o tailleur e o terninho me façam falta. Mas fazem falta pra clientes cujo exercício de pensamento fica ali... no oxford ou no cetim. E justamente esses, são meus favoritos!
Me vestir, na verdade - porque pessoas que só andam de camiseta branca e chinelos como eu, fazem um quê de performance xôxa, mas se vestir propriamente ainda falta muito. Mas tá. Eu ouço, porque educação suiça funciona na minha casa. Ouço e faço cara de "Deus lhe pague pelo conselho."
Depois que assentei a dica no túmulo de sugestões bestas, percebi que talvez no seu lugar eu fizesse o mesmo. É difícil comprar um pacote de serviços, por mais gabaritado que seja o profissional sem ser menos superficial na leitura. Não que o tailleur e o terninho me façam falta. Mas fazem falta pra clientes cujo exercício de pensamento fica ali... no oxford ou no cetim. E justamente esses, são meus favoritos!
pára o cliente que eu quero descer
Sentada na frente de um empresário que praticamente implorou por uma hora de consultoria (não é casado, não tem filhos e trabalha feito maluco ; daí talvez a disponibilidade em receber minhas preciosas idéias sem vetos familiares :P) acabei me contaminando pela ótica confusa do sujeito.
(Mais perdido do que usuário de Guia 4 Rodas).
Minha perspicácia está temporariamente em desuso, mas eu tentei seguir um raciocínio. Ele, no entanto, me fuzilou de perguntas esquisitas:
-"Você se formou em qual cidade? Seu pai fuma? Como você faz pra resolver problemas de clientes? Eu sou empresário, tenho cara de empresário? Você acha que camisa de linho combina comigo?"
Nem o café com amanteigados que a secretária trouxe salvou a manhã. Nem!
(Mais perdido do que usuário de Guia 4 Rodas).
Minha perspicácia está temporariamente em desuso, mas eu tentei seguir um raciocínio. Ele, no entanto, me fuzilou de perguntas esquisitas:
-"Você se formou em qual cidade? Seu pai fuma? Como você faz pra resolver problemas de clientes? Eu sou empresário, tenho cara de empresário? Você acha que camisa de linho combina comigo?"
Nem o café com amanteigados que a secretária trouxe salvou a manhã. Nem!
é...
Existe coisa pior do que estagiário?
"Existe! Menor Aprendiz!" (palavras de uma amiga que nem sob tortura falo o nome, né Kakinha?)
Acho um exagero. Eu sou menor até hoje. O salário é menor, a capacidade menor e a paciência beeeeeeem menor - do que em épocas remotas de felicidade estúpida e fé cega.
"Existe! Menor Aprendiz!" (palavras de uma amiga que nem sob tortura falo o nome, né Kakinha?)
Acho um exagero. Eu sou menor até hoje. O salário é menor, a capacidade menor e a paciência beeeeeeem menor - do que em épocas remotas de felicidade estúpida e fé cega.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
como falar sutilmente que o colega foi traído
Da série "Diálogos delicados para colegas ligeiramente tapados".
"Monga, eu acho o máximo estes negócios que voce usa na cabeça!! São o que?"
Eu: São faixas, bandanas, estas coisas. E você, gosta de usar estas coisas na sua cabeça?
"Monga, eu sou careca. Não uso nada, não."
Eu: Ah usa! Usa sim! Certeza.
"Monga, eu acho o máximo estes negócios que voce usa na cabeça!! São o que?"
Eu: São faixas, bandanas, estas coisas. E você, gosta de usar estas coisas na sua cabeça?
"Monga, eu sou careca. Não uso nada, não."
Eu: Ah usa! Usa sim! Certeza.
se ele for, eu fico
Eu e equipe teremos uma viagem de negócios. Uma das colegas ficou dias me torrando pra levar o namorado, por mais que eu explicasse que não se trata de excursão pro Beto Carrero.
Não sou contra levar parentes, peguetes, pai, irmão e cachorro. Eu de fato creio que se a motivação encontra asilo num abraço constante de quem a gente ama, leva "a coisa" junto! Claro!
Neste caso a restrição é pessoal. O sujeito que não merece nossa companhia.
Não sou contra levar parentes, peguetes, pai, irmão e cachorro. Eu de fato creio que se a motivação encontra asilo num abraço constante de quem a gente ama, leva "a coisa" junto! Claro!
Neste caso a restrição é pessoal. O sujeito que não merece nossa companhia.
"adocica,meu amor,adocica"
Há um empresário libanês na minha cidade, publicamente reconhecido como o Pai dos Mal-Educados. É rude, sem motricidade de gentileza e costuma operar com chibata em punho. Em síntese: um pobre senhor rico.
Fiquei sabendo que ele foi picado por uma abelha, e seu assessor brincou com os colegas, no cafezinho. "Ursos gostam de mel, e abelhas gostam de picar o Dr. Fulano."
Hoje ao chegar no trabalho, o assessor encontrou um bilhete sobre a mesa "Ursos gostam de mel, abelhas gostam do Chefe e o Chefe gosta de respeito. Está demitido."
Ferrão na bunda é doce, depois desta.
Fiquei sabendo que ele foi picado por uma abelha, e seu assessor brincou com os colegas, no cafezinho. "Ursos gostam de mel, e abelhas gostam de picar o Dr. Fulano."
Hoje ao chegar no trabalho, o assessor encontrou um bilhete sobre a mesa "Ursos gostam de mel, abelhas gostam do Chefe e o Chefe gosta de respeito. Está demitido."
Ferrão na bunda é doce, depois desta.
porque a vida com crachá é um mar de desafios
É incrível perceber meus poderes paranormais-estelares-incríveis quando estou usando meu crachá de identificação da empresa.
Consigo me transformar em qualquer profissional, de qualquer empresa, de qualquer segmento.
Se estou no banco, os idosos querem que eu os ajude a manusear o caixa eletrônico. Até eu explicar, meu coração amolece e eu to lá, posando de trainee retardada. No supermercado volta e meia tenho que orientar sobre disposição de produtos e respectivos corredores. Vou de vendedora da Marisa à Gerente do Finasa no mesmo dia útil.
Cansa. (Mas eu me divirto também. Hoje a abordagem foi grosseira "cumé-qui-é-moça, vai me atender ou não?").
Eu retribuiu a delicadeza "Depende, mano! Quanto vou ganhar de cachê pra lidar com imbecis?"
Consigo me transformar em qualquer profissional, de qualquer empresa, de qualquer segmento.
Se estou no banco, os idosos querem que eu os ajude a manusear o caixa eletrônico. Até eu explicar, meu coração amolece e eu to lá, posando de trainee retardada. No supermercado volta e meia tenho que orientar sobre disposição de produtos e respectivos corredores. Vou de vendedora da Marisa à Gerente do Finasa no mesmo dia útil.
Cansa. (Mas eu me divirto também. Hoje a abordagem foi grosseira "cumé-qui-é-moça, vai me atender ou não?").
Eu retribuiu a delicadeza "Depende, mano! Quanto vou ganhar de cachê pra lidar com imbecis?"
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
noutro desenho
A leitora Nídia usou a comparação mais engraçadinha do mundo pra falar sobre minha gestão.
Que estou mais pra Jetsons do que pra Flinstones.
Bateu na trave.
Eu to mais é pra Pokemón. (Amarela e com orelhas suspeitas).
Que estou mais pra Jetsons do que pra Flinstones.
Bateu na trave.
Eu to mais é pra Pokemón. (Amarela e com orelhas suspeitas).
uma linda Monga
Lendo a Márri Clér deste mês, que uma colega levou pra empresa, fiquei impressionada com o meu modelo tão ultrapassado de imaginário feminino.
Eu ancorei meu pé lá na Julia Roberts em Pretty Woman e juro-por-Deos não imaginava que hoje em dia existissem alternativas mais atraentes do que um resgate das ruas de Róliúdi.
Mulheres sustentadas por altos executivos, mantidas e assistidas no conforto de suas casinhas.
Ta, ta ta ta e taaaaaaa. Eu sei que sempre existiram estes esquemas de "afilhada de veiaco", mas com site, patamares de mesada e escambau, pra mim é novidade.
Tudo se profissionaliza, né? Inclusive.
Eu ancorei meu pé lá na Julia Roberts em Pretty Woman e juro-por-Deos não imaginava que hoje em dia existissem alternativas mais atraentes do que um resgate das ruas de Róliúdi.
Mulheres sustentadas por altos executivos, mantidas e assistidas no conforto de suas casinhas.
Ta, ta ta ta e taaaaaaa. Eu sei que sempre existiram estes esquemas de "afilhada de veiaco", mas com site, patamares de mesada e escambau, pra mim é novidade.
Tudo se profissionaliza, né? Inclusive.
risque e rabisque
A gentil senhora que serve o café numa grande Companhia da Área de Saúde havia me pedido um favor faz tempo. Queria que seu filho adolescente tivesse uma primeira oportunidade de emprego e pra tal, seria bacana se eu recebesse o currículo e pudesse dar uma forcinha (senão comigo, na empresa de algum amigo/parceiro de negócios).Finalmente tive tempo pra avaliar o currículo do menininho, e olha, feliz surpresa! Enquanto imaginava que o pimpolho estava na lista dos pequenos desbravadores da informática e rotininhas administrativas, ele está é em busca de uma vaga como caricaturista!!!
Mas era só isso que me faltava!!! Literalmente: semana que vem o garotinho começa sua jornada na minha empresa, desenhando e divertindo o clima!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
let's joke together
Na recepção de uma das empresas que eu presto anti-consultoria a funcionária estava aos prantos. Naquele estado de desidratação ocular, mesmo, jorrando lagriminhas e berrando.
Evidente que num mundo cheio de indiferença e frieza, eu TENHO que fazer meu papel humanitário.
- "O que houve querida? " (com minha cara de espanto e solidariedade).
-"Ah Monga, uma cliente insatisfeita me chamou de vagabunda!"
Eu: - "Ela te conhece de onde???"
Quando eu durmo com o Bozo me sinto no dever de espalhar a alegria em todos os ambientes.
Evidente que num mundo cheio de indiferença e frieza, eu TENHO que fazer meu papel humanitário.
- "O que houve querida? " (com minha cara de espanto e solidariedade).
-"Ah Monga, uma cliente insatisfeita me chamou de vagabunda!"
Eu: - "Ela te conhece de onde???"
Quando eu durmo com o Bozo me sinto no dever de espalhar a alegria em todos os ambientes.
tão fácil, que sai no xixi
Adoro quando me contratam simplesmente pra pensar. Pra negociar minhas idéias, assim, a troco de qualquer 25 mil reais por hora (aham... sonha, Marcelina).
Um executivo desenvolveu um software voltado pra gestão de funcionários, de uma maneira tão eficiente que acendeu sua lamparina da Onipotência. E ele deseja que eu cuide de todas as estratégias de mercado que envolvem a comunicação e o "márquetin" do trocinho.
Olha o que ele me falou "Vim pra colocar Deus no chinelo!!"
Olha o slogan que eu criei pra ele: "Deus é Ipanema e eu sou Havaiana."
Posso ir pra casa? Faz uma transferência online-e-me-liga, fofo.
Um executivo desenvolveu um software voltado pra gestão de funcionários, de uma maneira tão eficiente que acendeu sua lamparina da Onipotência. E ele deseja que eu cuide de todas as estratégias de mercado que envolvem a comunicação e o "márquetin" do trocinho.
Olha o que ele me falou "Vim pra colocar Deus no chinelo!!"
Olha o slogan que eu criei pra ele: "Deus é Ipanema e eu sou Havaiana."
Posso ir pra casa? Faz uma transferência online-e-me-liga, fofo.
e se eu falar que era piada?
Espírito fanfarrão com clientes tem lá suas doses de "ueeeeeepa".
Brinquei com o cara, numa reunião, que a entrevista que ele concedeu deve ter chamado a atenção da mulherada, bla bla bla whiskas sachet são longuinho, e que ele certamente poderia fazer sucesso explorando as atividades de amante profissional.
E o cara acreditou!
(Além de acreditar, cogitou a possibilidade da minha empresa agenciá-lo no over-mundo-do-sexo-professional).
Ha-ha.
Brinquei com o cara, numa reunião, que a entrevista que ele concedeu deve ter chamado a atenção da mulherada, bla bla bla whiskas sachet são longuinho, e que ele certamente poderia fazer sucesso explorando as atividades de amante profissional.
E o cara acreditou!
(Além de acreditar, cogitou a possibilidade da minha empresa agenciá-lo no over-mundo-do-sexo-professional).
Ha-ha.
porque hoje é dia 23
"Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara..."
(Porque o dia da gente começa na hora que a gente quer...)
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara..."
(Porque o dia da gente começa na hora que a gente quer...)
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
cansei (frente e verso, colorida à laser)
Alguém sabe me explicar porque razão as gráficas nunca entregam absolutamente NADA na data prevista??
Na minha empresa a quantidade de impressos mensais é enorme. A gente só perde pra Marli de Ogum (que é uma mãe de santo que atola a cidade de folhetos promocionais de "amarração amorosa"). Tirando ela, a gente realmente produz coisa pra mais de metro.
Por teimosia continuamos condicionados aos serviços de parques gráficos duvidosos, e seus truques sempre batidos "faltou papel couché, faltou maquinário, faltou bacon no feijão e faltou honestidade."
Na real, pesando o estresse, o gasto com combustível, incontáveis telefonemas e calmantes variados, compensa montar uma mini estação gráfica no quintal da empresa.
Na minha empresa a quantidade de impressos mensais é enorme. A gente só perde pra Marli de Ogum (que é uma mãe de santo que atola a cidade de folhetos promocionais de "amarração amorosa"). Tirando ela, a gente realmente produz coisa pra mais de metro.
Por teimosia continuamos condicionados aos serviços de parques gráficos duvidosos, e seus truques sempre batidos "faltou papel couché, faltou maquinário, faltou bacon no feijão e faltou honestidade."
Na real, pesando o estresse, o gasto com combustível, incontáveis telefonemas e calmantes variados, compensa montar uma mini estação gráfica no quintal da empresa.
haja golpe ditatorial, hein?
Observe que toda vez que as pessoas comentam sobre o término de uma relação, imediatamente recebem o golpe "ahhhh! Voces ficaram juntos durante 10 anos!!! Por que não deu certo?"
Lógico que deu certo. Deu tão certo que durou 10 anos, ué.
O mesmo pras relações profissionais. O prazo de validade não tem a ver com mais ou menos insucesso. É no máximo uma referência quantitativa do acerto (e do erro também, claro), entretanto, é uma baita sacanagem esperar que a glória do planeta tenha a ver com o eterno.
Coisas bacanas também acabam.
(Graças a Deus!!!)
Lógico que deu certo. Deu tão certo que durou 10 anos, ué.
O mesmo pras relações profissionais. O prazo de validade não tem a ver com mais ou menos insucesso. É no máximo uma referência quantitativa do acerto (e do erro também, claro), entretanto, é uma baita sacanagem esperar que a glória do planeta tenha a ver com o eterno.
Coisas bacanas também acabam.
(Graças a Deus!!!)
renegada pelo sistema
De todos os crachás novos da empresa que foram confeccionados, só o meu veio sem meu sobrenome, sem meu cargo e com o espaço da foto em branco.
Imagina meu sentimento de rejeição e insignificância, potencializado quando uma executiva do meu departamento resolveu tirar sarro. "Descamisada" foi o mais leve que ouvi. Depois foi a vez de "sem-pai-nem-nome".
A gota d'água foi a sugestão:
"Aproveita e vai morar num assentamento, sua sem-terra."
Eu até iria. Mas minha religião moral não permite estas coisas de "me assentar-me". Ui.
Imagina meu sentimento de rejeição e insignificância, potencializado quando uma executiva do meu departamento resolveu tirar sarro. "Descamisada" foi o mais leve que ouvi. Depois foi a vez de "sem-pai-nem-nome".
A gota d'água foi a sugestão:
"Aproveita e vai morar num assentamento, sua sem-terra."
Eu até iria. Mas minha religião moral não permite estas coisas de "me assentar-me". Ui.
bat-idiotices
Colegas debatendo sobre animais, e dando opiniões que os colocam em igual reino.
Coleguinha 01- "Morcego é mamífero?"
Coleguinha 02- "Eu acho que não, porque morcegos comem frutas. São frutíferos."
(Se bat é frutífero eu não sei. Mas ele e Robin são frutinhas.)
Descontraindo pra não infartar....
Coleguinha 01- "Morcego é mamífero?"
Coleguinha 02- "Eu acho que não, porque morcegos comem frutas. São frutíferos."
(Se bat é frutífero eu não sei. Mas ele e Robin são frutinhas.)
Descontraindo pra não infartar....
domingo, 21 de fevereiro de 2010
esse corporativês ainda me mata
Tudo tem limite.
Eu já engoli com auxílio de muito antiácido uma série de expressões do mundo corporativo que me causavam extremo enjôo (este "o" aí tem chapéu? porque a reforma ortográfica é coisa que eu nem ouso encostar).
Impossível receber pacificamente a expressão "senioridade".
E os caras, consultores de renome que estão lá no site se gabando da sua senioridade (não seria senilidade?) acham que isto corresponde a um baita apelo de conhecimento. Assim explicam no link (eca) senioridade: "larga experiência na área de consultoria".
Larga mesmo. Larga-mão-de-bestagem-cabra!!!
Eu já engoli com auxílio de muito antiácido uma série de expressões do mundo corporativo que me causavam extremo enjôo (este "o" aí tem chapéu? porque a reforma ortográfica é coisa que eu nem ouso encostar).
Impossível receber pacificamente a expressão "senioridade".
E os caras, consultores de renome que estão lá no site se gabando da sua senioridade (não seria senilidade?) acham que isto corresponde a um baita apelo de conhecimento. Assim explicam no link (eca) senioridade: "larga experiência na área de consultoria".
Larga mesmo. Larga-mão-de-bestagem-cabra!!!
ramelenta em nome do contrato
A reunião de amanhã vai exigir meu profundo conhecimento em idioma estrangeiro.
Não, eu não me apavoro com qualquer little thing, people.
O que me apavora de fato é o horário: 7 da matina. Nem que eu dominasse o sânscrito encontraria condicionamento suficiente pra não bocejar ao invés de desdobrar belos negócios.
Não, eu não me apavoro com qualquer little thing, people.
O que me apavora de fato é o horário: 7 da matina. Nem que eu dominasse o sânscrito encontraria condicionamento suficiente pra não bocejar ao invés de desdobrar belos negócios.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
e há quem diga o contrário?
O fato é que avançar não tem especificamente a ver com o avanço em si. Não no sentido de ganho substancial.
A única coisa que vai pra frente em certas ocasiões, é o atraso.
Foi assim que sintetizei a minha teoria de que "pequenas pausas, grandes empresas."
A única coisa que vai pra frente em certas ocasiões, é o atraso.
Foi assim que sintetizei a minha teoria de que "pequenas pausas, grandes empresas."
pa-pa-pa e ti-ti-ti
Eu já não curtia muito intitular certas ações da minha empresa na categoria de coaching, por vários e impublicáveis motivos.
Aí minha colega, especialista em finanças executivas e totalmente gaga (de pai, mãe, bisavós e vidas passadas) fica falando pras pessoas que a gente faz "cô-cô-aching..."
Tem condição?
Nenhuma.
Aí minha colega, especialista em finanças executivas e totalmente gaga (de pai, mãe, bisavós e vidas passadas) fica falando pras pessoas que a gente faz "cô-cô-aching..."
Tem condição?
Nenhuma.
vai trabalhar, vagabundo
Ambiente de trabalho integrado com ambiente doméstico não funciona. Pode existir todo um estudo arquitetônico pra fazer de conta que a ex-sala de casa é o novo escritório, mas não funciona.Faz parte do ritual profissional a caminhada até um outro lugar; que não é só divorciado em limite geográfico, mas sobretudo é símbolo de "espaço diferente".
É preciso deslocar-se. O caminho de ida e volta do trabalho é um composto químico poderoso de armazenamento ou esvaziamento de energia.
Qualquer coisa diferente disso, vira uma jaula integrada, um loft claustrofóbico de criar neuroses.
tá. okeieeeee
"Toda pessoa com grande poder de convencimento e encantamento sobre outras pessoas tem o direito de ficar rica."
Esta é a teoria do meu pai, que tentava apaziguar minha cara de espanto ao saber que um amigo da família abandonara os negócios com criação de gado nelore para se dedicar ao exercício de pastor de uma Igreja evangélica - tarefa esta que lhe solidificou em patrimônio aquilo que 12 anos de agronegócios não foi capaz de erigir.
Tudo bem. Aceito.
E aceito porque entendo a expressão "tem o direito" como um equivalente a "fez por merecer".
(E julgar o tal do merecimento exige tanto da minha competência filosófica e social, que bate preguiça).
Esta é a teoria do meu pai, que tentava apaziguar minha cara de espanto ao saber que um amigo da família abandonara os negócios com criação de gado nelore para se dedicar ao exercício de pastor de uma Igreja evangélica - tarefa esta que lhe solidificou em patrimônio aquilo que 12 anos de agronegócios não foi capaz de erigir.
Tudo bem. Aceito.
E aceito porque entendo a expressão "tem o direito" como um equivalente a "fez por merecer".
(E julgar o tal do merecimento exige tanto da minha competência filosófica e social, que bate preguiça).
I hope, tu hopes, ele hope
Sorte é pra quem acredita (dizem alguns sábios).
E acreditar é pra quem tem sorte (dizem algumas executivas).
Eu to no time das esperançosas. Sempre.
E acreditar é pra quem tem sorte (dizem algumas executivas).
Eu to no time das esperançosas. Sempre.
e tudo sempre fica bem
Hoje conversando com uma amiga, desabafei que a dra. dona minha mãe biológica é a figura de referência profissional mais forte na minha vida.
Um punhado de vezes eu falei isso pra minha mãe - no quanto ela se faz presente em tudo que admiro numa postura gestora. Ela nunca ouviu, é bem verdade. Mas graças a terapia entendi que ela não ouve ninguém - nem é uma perseguição pessoal.
E graças a terapia também vou entender que muitas das rejeições com as quais não convivo em harmonia, não pertencem ao meu rol de inaptidões. São limitações que pertencem a um outro indivíduo e que eu não preciso trazer pros meus bolsos emocionais.
Um punhado de vezes eu falei isso pra minha mãe - no quanto ela se faz presente em tudo que admiro numa postura gestora. Ela nunca ouviu, é bem verdade. Mas graças a terapia entendi que ela não ouve ninguém - nem é uma perseguição pessoal.
E graças a terapia também vou entender que muitas das rejeições com as quais não convivo em harmonia, não pertencem ao meu rol de inaptidões. São limitações que pertencem a um outro indivíduo e que eu não preciso trazer pros meus bolsos emocionais.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
layout da decepção
Recebi um projeto final do webdesigner pra avaliar.
"Por favor, Dona Monga, o que a Senhora acha do leiaute?"
L-e-i-a-u-t-e, porra! Que desgraça...
(Mas o "Senhora" foi bem mais nocivo pra minha saúde linguística e emocional).
"Por favor, Dona Monga, o que a Senhora acha do leiaute?"
L-e-i-a-u-t-e, porra! Que desgraça...
(Mas o "Senhora" foi bem mais nocivo pra minha saúde linguística e emocional).
"de pijama eu vou, pro samba que vc me convidou"
Fui trabalhar com uma calça larga. Bem larga. Com elástico na cintura - estes tecidos que lembram seda, mas que na verdade são qualquer paninho de loja de turco.
E o povo ficou falando que eu fui trabalhar de "pijama".
Ah. Ninguém pode me dar idéias boas assim...
Segunda-feira, me aguardem!
E o povo ficou falando que eu fui trabalhar de "pijama".
Ah. Ninguém pode me dar idéias boas assim...
Segunda-feira, me aguardem!
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
vai na roleta ou no bacará?
"Monga, sou Gerente de uma Rede de Farmácias que pertence a um casal de investidores. Minha supervisora consegue agradar a ambos (coisa que eu não consegui porque eles tem perfis muito diferentes). Será que ela adota estratégias que eu não domino? Será que ela é mais perspicaz com os chefes? O que você acha, Dona Monga? Que nome você daria como especialista a um profissional capaz de agradar ambos gestores?" Lúcio * por email.
Eu daria o nome de hermafrodita-funcional.
Eu daria o nome de hermafrodita-funcional.
e por falar em macumba
Semana passada fui visitar uma cliente e encontrei o caos instalado, de mala e cuia. Tudo porque alguém colocou um boneco preto, uma espécie de vudú na porta da empresa... Com o nome dela, cheio de penduricalhos, uns troços fedorentos e umas inscrições em idioma intraduzível. Um boneco até bem feito, não chegava a assustar criancinhas, não.
Me pergunto como alguém perde tempo tentando sugerir más idéias a uma pessoa como esta cliente. Já é infeliz em todos os aspectos, péssima em negócios, marido bipolar, tem uma sogra que é o verdadeiro capeta de vestido, e ainda assim tem gente que pensa que pode derrubar a moça?
Quem é ferrado deste jeito e não caiu sozinho, não é vudú que derruba. Que gente sem originalidade, tchê.
Me pergunto como alguém perde tempo tentando sugerir más idéias a uma pessoa como esta cliente. Já é infeliz em todos os aspectos, péssima em negócios, marido bipolar, tem uma sogra que é o verdadeiro capeta de vestido, e ainda assim tem gente que pensa que pode derrubar a moça?
Quem é ferrado deste jeito e não caiu sozinho, não é vudú que derruba. Que gente sem originalidade, tchê.
me acabando de rir
Honestidade e sinceridade são como cubos de gelo: no copo de coca-cola todo mundo adoooora, mas na palma da mão, incomoda um bocado.Um expert em finanças veio nos auxiliar na confecção do modelo gestor dos próximos 2 anos. O lance já não me desceu muito bem: o período de um mês é o máximo de previsões e roteiros a que posso me amarrar, profissionalmente. Dois anos é quase como cimentar o pé na eternidade executiva. Mas ok.
"Monga, na nossa empresa a gente sempre respeita a área de especialidade de cada um, né?" - perguntou a colega como quem quisesse impressionar o visitante.
E eu: "Nem sempre. Nem sempre a gente respeita. Nem sempre mesmo. Aliás, a gente quase nunca respeita."
Hoje acordei com alma de porco. (Porque espírito é coisa de macumbeiro).
"Monga, na nossa empresa a gente sempre respeita a área de especialidade de cada um, né?" - perguntou a colega como quem quisesse impressionar o visitante.
E eu: "Nem sempre. Nem sempre a gente respeita. Nem sempre mesmo. Aliás, a gente quase nunca respeita."
Hoje acordei com alma de porco. (Porque espírito é coisa de macumbeiro).
eu sou dentista de tubarão?
Eu deixo meus colegas nervosos, as vezes, ou quase sempre e eles sempre fazem cagada e depois me acusam de tê-los atiçado ao inesperado (e ao ridículo).
Hoje eu fiquei meio estressadinha e alterei meu timbre de voz com um sujeito, mandando um " a gente não faz serviço meia-boca!!!!!" ( sentiu o nível, né?).
E a minha assessora para "assuntos de moderação climática", tentando me defender e ao mesmo tempo triturar ainda mais o cara, mandou bala:
-" É!!!! A gente não faz serviço meia-boca!!!! Só a boca inteira!!! Pensando o que da vida, hein?? Hein?"
Boca inteira? PQP.
Hoje eu fiquei meio estressadinha e alterei meu timbre de voz com um sujeito, mandando um " a gente não faz serviço meia-boca!!!!!" ( sentiu o nível, né?).
E a minha assessora para "assuntos de moderação climática", tentando me defender e ao mesmo tempo triturar ainda mais o cara, mandou bala:
-" É!!!! A gente não faz serviço meia-boca!!!! Só a boca inteira!!! Pensando o que da vida, hein?? Hein?"
Boca inteira? PQP.
Miss Brasil 2000
A candidata se comporta como Miss durante um processo seletivo, pra uma vaga até bem xulézinha. Mas ela é toda pomposa, de fala e postura elegantes. Quase se pressente um sorriso ensaiado.E a gente fazemus o quê? A tratamos como se fosse mesmo uma Miss-alguma-coisa.
"Qual seu livro preferido, minha filha?" (Já esperando que ela honre a tradição e mande um "O Pequeno Príncipe"...)
Ela vira e fala: "Meu livro favorito é Ulisses, do James Joyce."
Aí eu perguntei "Bunita, cê não tem um emprego de assessora pessoal pra me oferecer?"
Uuuuuuuuuu, tererê.
"Qual seu livro preferido, minha filha?" (Já esperando que ela honre a tradição e mande um "O Pequeno Príncipe"...)
Ela vira e fala: "Meu livro favorito é Ulisses, do James Joyce."
Aí eu perguntei "Bunita, cê não tem um emprego de assessora pessoal pra me oferecer?"
Uuuuuuuuuu, tererê.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
os números sorteados são meusssss
Tem algum gaúcho que costuma ler o blog? Alguém que possa ajudar esta gaúcha sem noção e sem alpargatas?
É só eu falar "ta metido hein? ganhou no toto-bola??" que o povo simata de rir.
Gente... Toto-bola era um troço lá no Sul que premiava as pessoas, uma espécie de loteria, sei lá, um negócio até meio fraudulento, eu acho.
Mas a piada é íntima. Com licença? Tá, brigada.
É só eu falar "ta metido hein? ganhou no toto-bola??" que o povo simata de rir.
Gente... Toto-bola era um troço lá no Sul que premiava as pessoas, uma espécie de loteria, sei lá, um negócio até meio fraudulento, eu acho.
Mas a piada é íntima. Com licença? Tá, brigada.
um dia eu construo um asilo
Ter sido criada por minha avó fez muita diferença na forma com que olho pro mundo - e todas as pessoas que também viveram esta experiência comentam o mesmo. Não é coincidência, é reflexo educacional de origem em comum.
Ver pessoas idosas em atividades de trabalho que exigem do corpo, da saúde, da resistência, me acaba. Pode me chutar pro lado e limpar a bota em cima de mim, porque eu viro um trapinho.
Quando eu percebo, estou ali, tentando de alguma forma conceder a equivalência em carinho, daquilo que falta em justiça social. E muitas vezes comprando todo o carregamento de picolés que cabe no carrinho pro vovô-vendedor ir pra casa...
Ver pessoas idosas em atividades de trabalho que exigem do corpo, da saúde, da resistência, me acaba. Pode me chutar pro lado e limpar a bota em cima de mim, porque eu viro um trapinho.
Quando eu percebo, estou ali, tentando de alguma forma conceder a equivalência em carinho, daquilo que falta em justiça social. E muitas vezes comprando todo o carregamento de picolés que cabe no carrinho pro vovô-vendedor ir pra casa...
e no cofrinho, nada?
Pedir um tempo no relacionamento e depois de muita galinhagem perceber que o ponto de partida é o lugar perfeito.
Pedir um tempo no emprego e depois de muita especulação perceber que o ponto de partida é o lugar perfeito.
(A vida e o trabalho são faces da mesma moeda).
Pedir um tempo no emprego e depois de muita especulação perceber que o ponto de partida é o lugar perfeito.
(A vida e o trabalho são faces da mesma moeda).
freak le boom boom
A adaptação numa nova rotina profissional é nada simples. Eu me refiro especificamente à variedade de novos procedimentos que exigem um recondicionamento f-í-s-i-c-o.Ué... o telefone é novo. A mesa é nova. O espaço físico tem outro cheiro. As coisas tem uma geometria inédita e dentro dela todo um universo de novidades - boas e ruins.
Não é só a mente que precisa de lembretes condicionados a uma nova realidade.
O corpo também precisa. Ou sua bunda nunca reparou quando mudou o assento?
o indispensável
As pessoas não tem por costume falar que um grande atleta não precisa de treinador (e a gente sabe o porquê).
Performances de alto padrão mexem com estruturas emocionais primárias e não raramente, se o atleta não tem um braço forte ali do lado, pra ser o seu dado de referência e limites, dá com os burros n'água. No máximo, ganha dois ou três torneios e passa a ser o eterno espectro do que "poderia ter sido".
Então treinadores tem um valor imenso. Têm sim. Em casa tenho uma irmã ex-atleta, frustrada e empaçocada emocional. Quando sentei um dia para lhe explicar o papel de um coach, ou de um orientador de carreira, ela respirou fundo e falou: "o exercício de executivos exige tanto da musculatura pessoal que é muito bonito que alguém se dedique a acompanhar o treino profissional deles. Faz diferença."
ô se faz!
Performances de alto padrão mexem com estruturas emocionais primárias e não raramente, se o atleta não tem um braço forte ali do lado, pra ser o seu dado de referência e limites, dá com os burros n'água. No máximo, ganha dois ou três torneios e passa a ser o eterno espectro do que "poderia ter sido".
Então treinadores tem um valor imenso. Têm sim. Em casa tenho uma irmã ex-atleta, frustrada e empaçocada emocional. Quando sentei um dia para lhe explicar o papel de um coach, ou de um orientador de carreira, ela respirou fundo e falou: "o exercício de executivos exige tanto da musculatura pessoal que é muito bonito que alguém se dedique a acompanhar o treino profissional deles. Faz diferença."
ô se faz!
unidos da vila da Monga
Há bastante tempo eu preciso criar um pequeno programa de avaliação dos meus colaboradores queridos e hoje a inspiração me veio claramente.
Vou fazer igual a apuração de votos de escolas de samba. Colocar todo meu povo sentado naquelas cadeirinhas de metal (promocionais de cerveja) e vou começar:
Quesito comissão de metas-de-frente: dééééééééééééíz.
Quesito alegoria executiva: dééééééééeíz.
Quesito bateria corporativa: nove-vírgula-oito (aí tem que vir um "ahhhhhhhhhhh").
Divertido, né? E depois a gente faz o desfile dos campeões.
Vou fazer igual a apuração de votos de escolas de samba. Colocar todo meu povo sentado naquelas cadeirinhas de metal (promocionais de cerveja) e vou começar:
Quesito comissão de metas-de-frente: dééééééééééééíz.
Quesito alegoria executiva: dééééééééeíz.
Quesito bateria corporativa: nove-vírgula-oito (aí tem que vir um "ahhhhhhhhhhh").
Divertido, né? E depois a gente faz o desfile dos campeões.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
medalha de ouro!
O grande comentário entre meus amigos é sobre a performance dos atletas aglutinadores de funções. Estes de triatlo, pentatlo, pentatlo militar, etc.
Tudo porque os caras conseguem atirar, jogar peteca na neve, pular com esquis e outras coisinhas que desafiam a gravidade.
Eu não vejo motivo pra grande alarde, senão pelo fato de que estes esportistas tem olimpíadas e outras situações oficiais pra mostrar seu talento.
Dá uma passadinha lá no escritório pra você ver minha habilidade de atender telefone, tomar café, falar com clientes, digitar e assoviar, tudo-ao-mesmo-tempo! E eu ainda danço sobre cadeiras e mesas! É até sacanagem não existir modalidade olímpica-executiva!
Tudo porque os caras conseguem atirar, jogar peteca na neve, pular com esquis e outras coisinhas que desafiam a gravidade.
Eu não vejo motivo pra grande alarde, senão pelo fato de que estes esportistas tem olimpíadas e outras situações oficiais pra mostrar seu talento.
Dá uma passadinha lá no escritório pra você ver minha habilidade de atender telefone, tomar café, falar com clientes, digitar e assoviar, tudo-ao-mesmo-tempo! E eu ainda danço sobre cadeiras e mesas! É até sacanagem não existir modalidade olímpica-executiva!
meu bloco na rua
O vendedor ambulante me confidenciou que nos dias de carnaval chega a ganhar mil reais por dia vendendo latinhas de cerveja e refrigerante.
Fiquei meio incrédula, mas ele me mostrou um "bolo" de notas de cinquenta pilas.
Taí.
Já sei o que fazer no próximo ano.
Fiquei meio incrédula, mas ele me mostrou um "bolo" de notas de cinquenta pilas.
Taí.
Já sei o que fazer no próximo ano.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
vejamos pelo lado bom (parte 2)
Fiquei revoltada, em prol do novo coleguinha.
Pow, gente! Copiar dá maior trabalho! Baita injustiça... agora além do trabalho de produzir a cópia meus colegas ainda querem que o cara produza coisa inédita?
Estamos ficando demasiadamente exigentes.
:P
Pow, gente! Copiar dá maior trabalho! Baita injustiça... agora além do trabalho de produzir a cópia meus colegas ainda querem que o cara produza coisa inédita?
Estamos ficando demasiadamente exigentes.
:P
vejamos pelo lado bom
Impasse: minha equipe não quer que eu contrate um sujeito pois segundo meus escudeiros cagões, o cara copiou um modelo de relatório inteirinho (lá no gúgol) e mandou como exemplo de sua capacidade profissional.
Eu acho que uma pessoa que perde tempo pra caramba pra maquiar algo que copiou, merece uma chance na vida.
Não, não é com o Duda Molinos. É na minha empresa mesmo. Tem um monte de papel velho pra reciclar, uns arquivos antigos que pertenciam ao antigo dono da firma e ninguém põe a mão... O cara tem perfil pra trabalhos que exigem paciência e coragem... então... eu voto a favor.
Eu acho que uma pessoa que perde tempo pra caramba pra maquiar algo que copiou, merece uma chance na vida.
Não, não é com o Duda Molinos. É na minha empresa mesmo. Tem um monte de papel velho pra reciclar, uns arquivos antigos que pertenciam ao antigo dono da firma e ninguém põe a mão... O cara tem perfil pra trabalhos que exigem paciência e coragem... então... eu voto a favor.
o nome do cavalheirismo é Herbert
Algumas pessoas deveriam emprestar seus nomes pra re-patentear certos produtos do mercado - de serviços à pequenos bens de consumo. Este viço representaria um ganho muito importante. Adeus "frigidaire" pra se referir a geladeira. Seria só chamar o eletrodoméstico de Tia Carlota (uma tia que eu tive, fria igual um iceberg).
Pro lado gentil e adocicado da gestão, ponderado com muitos sorrisos e emails carinhosos, eu sugeriria Herbert Drummond* (oficinadegerencia.blogspot.com).
E você, se emprestasse seu nome a alguma coisa ou produto, qual seria?
(Obrigada pelo email, Herbert. Você me emocionou de verdade.)
Pro lado gentil e adocicado da gestão, ponderado com muitos sorrisos e emails carinhosos, eu sugeriria Herbert Drummond* (oficinadegerencia.blogspot.com).
E você, se emprestasse seu nome a alguma coisa ou produto, qual seria?
(Obrigada pelo email, Herbert. Você me emocionou de verdade.)
Monga, contenha-se
Cometi um grande erro por muitos anos. Acho que desde os meus 17, 18 anos, quando ainda era uma mochileira vagabundeando pelos aeroportos do mundo.Pensava, ou melhor, acreditava que todas as pessoas que não deram o valor que eu esperava em determinada situação iriam reconsiderar e se arrepender amargamente. Não importava se arrepender do que, percebe? O lance era o "amargamente". Fazia toda diferença, na ocasião.
Hoje eu quase recaí.. Fiquei ali desejando que uma profissional pra quem abri uma portinha mixuruca ficasse me jogando confete. Me deu uma crise de querer a todo custo que a dita ficasse lambendo meu ego.
Mas o que é isso, Monga? Pra que você precisa de reconhecimento-gestor? Vai enfeitar a estante da vaidade, é?
Efeito do carnaval? Quem é você na noite, bixa?
Hoje eu quase recaí.. Fiquei ali desejando que uma profissional pra quem abri uma portinha mixuruca ficasse me jogando confete. Me deu uma crise de querer a todo custo que a dita ficasse lambendo meu ego.
Mas o que é isso, Monga? Pra que você precisa de reconhecimento-gestor? Vai enfeitar a estante da vaidade, é?
Efeito do carnaval? Quem é você na noite, bixa?
considerações, análises e confetes
Se eu visito clientes no carnaval?
Depende.
Se o cliente liga convidando pra um chá da tarde com direito a bolo de laranja e louça inglesa eu... não vou!
Mas se ele me fala que vai fazer um bem-bolado, cheio de "povos" variados e eu vou poder subir na mesa dele pra dançar carnaval, eu vou.
Depende.
Se o cliente liga convidando pra um chá da tarde com direito a bolo de laranja e louça inglesa eu... não vou!
Mas se ele me fala que vai fazer um bem-bolado, cheio de "povos" variados e eu vou poder subir na mesa dele pra dançar carnaval, eu vou.
falar de mim eu góstu
Existe uma confusão grande no que tange "personagens" e suas manifestações, sejam elas cinematográficas, noveleiras ou blogueiras. Parece que nem mesmo os mais letrados se escapam de perceber a ficção como sendo a mais fiel das realidades.
No meu caso, investida nesta executiva Monga, garanto que não sou nada além de uma não-personagem. É tudo parte da minha colheita diária. Se alguém pudesse me reconhecer na rua, e me batesse com força, eu não poderia me engajar no direito de dizer "você está enganado! esta sou eu, fulana, a Monga é outra!".
A Monga não é outra. Sou eu mesma, esta EU que você não precisa saber o nome ou a corporação, mas que você pode acompanhar pela lupa coletiva chamada internet.
Me espie sem moderação, viu? E se possível, me arraste pelos corredores da sua empresa. Pense em mim quando for exercer alguma liderança diferente da paranóica maioria. E depois me mande um e-mail, relatando.
Eu sempre respondo.
No meu caso, investida nesta executiva Monga, garanto que não sou nada além de uma não-personagem. É tudo parte da minha colheita diária. Se alguém pudesse me reconhecer na rua, e me batesse com força, eu não poderia me engajar no direito de dizer "você está enganado! esta sou eu, fulana, a Monga é outra!".
A Monga não é outra. Sou eu mesma, esta EU que você não precisa saber o nome ou a corporação, mas que você pode acompanhar pela lupa coletiva chamada internet.
Me espie sem moderação, viu? E se possível, me arraste pelos corredores da sua empresa. Pense em mim quando for exercer alguma liderança diferente da paranóica maioria. E depois me mande um e-mail, relatando.
Eu sempre respondo.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
sopa de pedra pra vender sorvete
Tomar sorvete estava entre os hábitos reminiscentes da minha infância que eu conservava com muito apreço, só que de uns tempos pra cá eu comecei a rever meus conceitos gelados.
A gente paga por um sorvete. Uma, duas, três ou 23 bolas e o povo empurra cerejas, uma espécie de farofa doce, uma calda horrorosa, biscoitos com gosto de isopor, balas esquisitas e fios-de-ovos!!!
Aquele momento mágico de me esbaldar em perfeitinhas bolinhas de morango e creme passa a ser o momento mais Indiana Jones da minha humilde existência: localizar onde está a porra do sorvete entre tantos escombros de "acessórios gastronômicos".
Tristeza...
A gente paga por um sorvete. Uma, duas, três ou 23 bolas e o povo empurra cerejas, uma espécie de farofa doce, uma calda horrorosa, biscoitos com gosto de isopor, balas esquisitas e fios-de-ovos!!!
Aquele momento mágico de me esbaldar em perfeitinhas bolinhas de morango e creme passa a ser o momento mais Indiana Jones da minha humilde existência: localizar onde está a porra do sorvete entre tantos escombros de "acessórios gastronômicos".
Tristeza...
dois em um
Quando a gente precisa de atendimento emergencial nestas datas infames (como o carnaval, por exemplo) é que toma conhecimento que só existem duas doenças no mundo.
Só duas: ou dengue ou virose (lembrando que "virose" é o apelido íntimo de um sem-número de hipóteses de diagnóstico).
E se, hipoteticamente você não tem nenhuma das duas, então você tem é um p-r-o-b-l-e-m-a, e com muita sorte e fé em Deus, trate de ficar curado.
Só duas: ou dengue ou virose (lembrando que "virose" é o apelido íntimo de um sem-número de hipóteses de diagnóstico).
E se, hipoteticamente você não tem nenhuma das duas, então você tem é um p-r-o-b-l-e-m-a, e com muita sorte e fé em Deus, trate de ficar curado.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
experimenta?
Perder funcionário bom é igualzinho a deixar escapar um amor. De início a tendência é dar uma choradinha básica, fazer aquele dramaaaaa shakesperiano mas dilatar o orgulho. Permanecer com a posição de "eu não ligo".
Com o passar dos dias, porém, aquela angústia dá lugar ao espírito "the show must go on".
Finge-se muito bem. Tolera-se a ausência. Mas a perda tá lá. É real.
Dá pra evitar? Dá.
Você já disse pra algum colega de trabalho, algum subordinado, algum superior, "eu te amo"?
A língua nem cai.
Com o passar dos dias, porém, aquela angústia dá lugar ao espírito "the show must go on".
Finge-se muito bem. Tolera-se a ausência. Mas a perda tá lá. É real.
Dá pra evitar? Dá.
Você já disse pra algum colega de trabalho, algum subordinado, algum superior, "eu te amo"?
A língua nem cai.
a la la ô ô ô
"Custei a compreender que fantasia/
É um troço que o cara tira no carnaval/
E usa nos outros dias por toda a vida"...
(Aldir Blanc)
quem precisa de foie gras?
Uma empresária me contou uma historinha. Quando ainda era uma vendedora e nem cogitava se tornar gigante no setor hoteleiro ela levava uma marmitinha de casa, a fim de economizar com despesas de almoço.
Era uma porção pequena que a sua mãe preparava e mesmo assim, ela dividia com mais dois colegas. "Parecia que a comida milagrosamente se multiplicava" - comentou, emocionada.
"Até hoje não consegui abandonar o hábito de almoçar no refeitório com meus funcionários. Se não faço isso parece que estou pecando contra a minha essência e renegando meu passado."
Fico pensando na sorte das pessoas que comeram e comem deste "prato". Nestes tempos bicudos, porções de humanidade são escassas e não estão no "menu".
Era uma porção pequena que a sua mãe preparava e mesmo assim, ela dividia com mais dois colegas. "Parecia que a comida milagrosamente se multiplicava" - comentou, emocionada.
"Até hoje não consegui abandonar o hábito de almoçar no refeitório com meus funcionários. Se não faço isso parece que estou pecando contra a minha essência e renegando meu passado."
Fico pensando na sorte das pessoas que comeram e comem deste "prato". Nestes tempos bicudos, porções de humanidade são escassas e não estão no "menu".
wherever U go

Eu adoro as formas distintas com que algumas pessoas me apontam a direção.
Na maior parte das vezes eu consigo chegar ao destino justamente porque desobedeço todas as indicações.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
se lascou-se
Executivo durão quando se encolhe e fala miando ao telefone, pode saber: "ta namorando, ta namorando, ta namorando".
E sempre é com uma tchutchuca que fala pra ele "amor, fala que me ama? fala? mas fala agora? ah voce não pode? ah... só uma vezinha, vai..."
E sempre que ele cede, num tom mais alto, é a hora em que a galera toda silencia, por acaso, e fica aquele eco: "eu te AMOOOOOWWW sim, neném."
Ah! "Neném", mano véio?
E sempre é com uma tchutchuca que fala pra ele "amor, fala que me ama? fala? mas fala agora? ah voce não pode? ah... só uma vezinha, vai..."
E sempre que ele cede, num tom mais alto, é a hora em que a galera toda silencia, por acaso, e fica aquele eco: "eu te AMOOOOOWWW sim, neném."
Ah! "Neném", mano véio?
bleeding (parte 2)
Esta situação me lembra da única vez na vida que "matei a minha avó" (quando era trainee de uma multinacional) e me lancei pra uma folia fora de época no Nordeste, promovida por um gigante da indústria farmacêutica.
Por fatores místicos e paranormais, o Amaury Jr. estava cobrindo justamente a festa onde eu estava. E entre tantos fariseus famosos, a equipe deu um close na minha cara anônima (de tonta).
Na segunda-feira, numa tentativa de ser mais ágil do que um veículo de comunicação, me dirijo correndo à sala do chefe, e ele sorri (e completa):
"A sua família pertence a alguma tribo que celebra a morte das pessoas pulando e jogando confetes?"
Bem feito, Monga.
Por fatores místicos e paranormais, o Amaury Jr. estava cobrindo justamente a festa onde eu estava. E entre tantos fariseus famosos, a equipe deu um close na minha cara anônima (de tonta).
Na segunda-feira, numa tentativa de ser mais ágil do que um veículo de comunicação, me dirijo correndo à sala do chefe, e ele sorri (e completa):
"A sua família pertence a alguma tribo que celebra a morte das pessoas pulando e jogando confetes?"
Bem feito, Monga.
bleeding
Funcionário falta ao serviço e não avisa. Simplesmente desliga os telefones, some, não dá sinais de vida e quer que a gente fique em repouso emocional. "Ah. Tudo bem."
Como se o teto não estivesse ruindo e o trânsito de maluquices profissionais não estivesse engarrafado, hoje.
Aí a gente liga o televisor e o funcionário fujão está dando uma entrevista como "doador de sangue" exemplar no Hemocentro da cidade. Sorridente, como se naquele instante seu gesto de caridade sanguínea o colocasse na condição de herói. Com o peito estufado e tudo!
Eu acho muito bacana a atitude. Só penso no que fazer enquanto eu fico aqui nesta hemorragia funcional... mereçoooo.
Como se o teto não estivesse ruindo e o trânsito de maluquices profissionais não estivesse engarrafado, hoje.
Aí a gente liga o televisor e o funcionário fujão está dando uma entrevista como "doador de sangue" exemplar no Hemocentro da cidade. Sorridente, como se naquele instante seu gesto de caridade sanguínea o colocasse na condição de herói. Com o peito estufado e tudo!
Eu acho muito bacana a atitude. Só penso no que fazer enquanto eu fico aqui nesta hemorragia funcional... mereçoooo.
sambando na lama de sapato branco
Como diria uma amiga, hoje estou com olheiras de panda mode on. Todas as neuroses corporativas resolveram disputar um espaço na minha cama extra-queen-size, de forma que, a mim sobrou um canto mixuruca espremida contra a parede.
Pior viagem é contar relatórios pulando cerca quando bate uma insônia circunstancial. Ou ficar projetando as ações do dia seguinte.
A pessoa que criar e patentear um tapete doméstico capaz de limpar as impurezas profissionais vai ganhar muita grana. Resta saber se alguém vai de fato aplicar este objeto na soleira da porta, pois a grande verdade é que no fundo, a gente gosta de um pouco de lixo emocional pra justificar certas manézices.
Pior viagem é contar relatórios pulando cerca quando bate uma insônia circunstancial. Ou ficar projetando as ações do dia seguinte.
A pessoa que criar e patentear um tapete doméstico capaz de limpar as impurezas profissionais vai ganhar muita grana. Resta saber se alguém vai de fato aplicar este objeto na soleira da porta, pois a grande verdade é que no fundo, a gente gosta de um pouco de lixo emocional pra justificar certas manézices.
sabedoria corporativa infantil
"Monga, meu chefe é aquele típico casa de ferreiro, espeto de pau. Tudo que oferecemos de serviço da porta pra fora, não usufruimos no ambiente corporativo. Por exemplo, produzimos toneladas de material gráfico para centenas de empresas e as vezes nos falta o nosso cartão de visitas. Pode?? O que você diria numa situação dessas??" Augusto Cesar, por e-mail.
Eu não diria nada. Mas eu cantaria, porque as criancinhas são sábias analistas de comportamentos executivos.
"O sapo não lava o pé. Ele MORA lá na lagoa, num lava o pé porque NUM QUÉ."
Eu não diria nada. Mas eu cantaria, porque as criancinhas são sábias analistas de comportamentos executivos.
"O sapo não lava o pé. Ele MORA lá na lagoa, num lava o pé porque NUM QUÉ."
eu recomendo
Comecei o dia lendo a postagem genial do Flavinho* lá no http://www.arguta.blogspot.com./
Dá uma espreguiçadinha aí entre a marmitex e aquele sono típico da hora do almoço e lê comigo também.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
de luto
Por motivo de falecimento da força física e da capacidade cognitiva, este será o único post de hoje.
Amanhã devidamente revigorada depois de passar a noite velando as boas idéias estarei aqui, mais saltitante do que nunca.
:)
Amanhã devidamente revigorada depois de passar a noite velando as boas idéias estarei aqui, mais saltitante do que nunca.
:)
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
há de surgir uma estrela no céu...
Quatro horas de reunião pra decidir as posturas corretas na gestão de uma empresa fragilizada.
O dono tem sido atingido por projéteis de todos os lados - e todos os lados, gente, tem a ver com a gestão de pessoas. Escutei atentamente as ponderações dos colegas administradores, dos gênios e seus emibiêis,especialistas, granadeiros e atiradores de elite.
A minha sugestão técnica foi a mais simples.
"Páre de frescura teórica e gerencial e chame os funcionários pra tomar café e conversar fiado sobre a vida. Saiba das famílias, dos filhos, dos gostos, dos sonhos. Converse no ambiente de trabalho com seus colaboradores, diariamente, por 20 minutos. Desligue os telefones. Não converse sobre o trabalho. Esteja perto. Esteja simplesmente. Tire os sapatos, seja menos chefe e mais mortal. E tudo resolvido. Fui."
O dono tem sido atingido por projéteis de todos os lados - e todos os lados, gente, tem a ver com a gestão de pessoas. Escutei atentamente as ponderações dos colegas administradores, dos gênios e seus emibiêis,especialistas, granadeiros e atiradores de elite.
A minha sugestão técnica foi a mais simples.
"Páre de frescura teórica e gerencial e chame os funcionários pra tomar café e conversar fiado sobre a vida. Saiba das famílias, dos filhos, dos gostos, dos sonhos. Converse no ambiente de trabalho com seus colaboradores, diariamente, por 20 minutos. Desligue os telefones. Não converse sobre o trabalho. Esteja perto. Esteja simplesmente. Tire os sapatos, seja menos chefe e mais mortal. E tudo resolvido. Fui."
o nome disso é transtorno obssessivo
As vezes eu cismo que alguém colocou alguma coisa na minha água e me recuso terminantemente a beber.
Ainda mais quando estou em determinada empresa pra cobrar uma dívida. Fica aquela impressão de que me envenenando o cara se livra do rombo...
Ainda mais quando estou em determinada empresa pra cobrar uma dívida. Fica aquela impressão de que me envenenando o cara se livra do rombo...
duas renascidas
Conheci uma executiva que enfrentou o mesmo processo de reabilitação que eu enfrentei e que, também como euzinha, sofreu um AVC em função do estresse profissional.
Rimos e choramos juntas.
É preciso este confronto externo, as vezes, pra ter dimensão do que me ocorreu.
Rimos e choramos juntas.
É preciso este confronto externo, as vezes, pra ter dimensão do que me ocorreu.
então ta tudo certo
Uma das maiores consultoras (an?) que o mercado tem cuspido na nossa cara teve a chance de tentar me convencer a contratar seus serviços. Disse a fulana que precisava me "avaliar" antes de conversarmos. Lá fui eu. E na avaliação dela, "como empreendedora eu sou praticamente igual a um vendedor de cachorro-quente, destes de rua: uma amadora fraquinha".
Pois bem. Se isso era pra soar como um estímulo desafiador pra mim mesma, o efeito foi o contrário. Na hora em que percebi que a comparação diminuiu a importância empreendedora de um vendedor de rua, eu respirei, tomei 2 goles d´água e mandei ver na opinião.
Eu não trabalho com gente cretina.
Aliás, eu adoraria trabalhar com muitos vendedores de cachorro-quente. E nenhum consultor de merda.
Pois bem. Se isso era pra soar como um estímulo desafiador pra mim mesma, o efeito foi o contrário. Na hora em que percebi que a comparação diminuiu a importância empreendedora de um vendedor de rua, eu respirei, tomei 2 goles d´água e mandei ver na opinião.
Eu não trabalho com gente cretina.
Aliás, eu adoraria trabalhar com muitos vendedores de cachorro-quente. E nenhum consultor de merda.
em nome do Espírito empreendedor, amém
Adorei o institucional de uma empresa que promete salvar almas penadas executivas do mais baixo degrau do inferno financeiro. A campanha publicitária é uma que fala mais ou menos assim:
"Meu buteco não cresce, e agora?". "Meu buteco cresceu, e agora?".
Super profundo. Eu acrescentaria, porém, "Qualquer que seja a resposta, E AGORA, SENHOR?"
(Porque a única salvação à base de milagre que eu conheço, só Deus é capaz de operar).
"Meu buteco não cresce, e agora?". "Meu buteco cresceu, e agora?".
Super profundo. Eu acrescentaria, porém, "Qualquer que seja a resposta, E AGORA, SENHOR?"
(Porque a única salvação à base de milagre que eu conheço, só Deus é capaz de operar).
abstêmia por natureza
Já falei um bilhão de vezes: não bebo nada de teor alcoólico, nunca experimentei nada que tenha álcool (nem balinha com licor) e NUNCA beberei nada alcoólico.Aí o povo da empresa me chama de "sem emoção."
(Ainda bem que sempre tem uma alma caridosa que aceita brindar as conquistas com Toddynho pra eu me sentir menos humilhada).
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
e você? em qual código se encaixa, meu filho?
Saca o CID-10? Aquele Código Internacional de Doenças? Pois então... é legal saber alguns dos códigos.
No meu caso, quando quero falar que um cliente é um puto de um chato eu falo que é um F-32.
Equivale aos "transtornos de humor" (se não me engano). E fica com um ar tão estatístico que o povo nem se toca. Pensa que é alguma atribuição de boa performance gestora.
Quá!
No meu caso, quando quero falar que um cliente é um puto de um chato eu falo que é um F-32.
Equivale aos "transtornos de humor" (se não me engano). E fica com um ar tão estatístico que o povo nem se toca. Pensa que é alguma atribuição de boa performance gestora.
Quá!
não basta curtir, tem que agitar a rua II
Uma colega deu a idéia e eu já me animei:
"Chama este povo que fica no sinaleiro pra fazer uma apresentação na empresa. Pow, Monga... vai ser bacana pra dedéu..."
Pro dedéu eu num sei. Mas EU adorei! Se bobear aprendo a fazer uns malabares pra distrair clientes abestados.
"Chama este povo que fica no sinaleiro pra fazer uma apresentação na empresa. Pow, Monga... vai ser bacana pra dedéu..."
Pro dedéu eu num sei. Mas EU adorei! Se bobear aprendo a fazer uns malabares pra distrair clientes abestados.
não basta curtir, tem que agitar a rua
Qualquer manifestação de arte me comove. Pode ser um caboclo batendo latinha em cima de um monociclo no sinaleiro - e olha que se ele for argentino eu nem ligo.
Eu ligo é pra um calor escaldante de 42 graus e o sujeito ali fazendo malabares pra um monte de executivos mal-educados que logo pensam que o hermano vai assaltar. E tratam de lacrar as portas do civic (sim, porque executivinho maisomênus compra carrinho da Honda) fingindo que tão ajeitando o nó da gravata.
Enquanto isso eu arregaço os vidros do gol 1922 da empresa e ainda grito:
"OOOOOOiiiii lindo!!! Bravo!!! Dorei o espetáculoooo!!! Vem aqui pegar uma moeda, fofo!!!"
Eu ligo é pra um calor escaldante de 42 graus e o sujeito ali fazendo malabares pra um monte de executivos mal-educados que logo pensam que o hermano vai assaltar. E tratam de lacrar as portas do civic (sim, porque executivinho maisomênus compra carrinho da Honda) fingindo que tão ajeitando o nó da gravata.
Enquanto isso eu arregaço os vidros do gol 1922 da empresa e ainda grito:
"OOOOOOiiiii lindo!!! Bravo!!! Dorei o espetáculoooo!!! Vem aqui pegar uma moeda, fofo!!!"
executiva cavernosa
Atrasada pra reunião logo cedo.
Motivo: uma tela de plasma na recepção, onde esparramada da silva eu assistia a um fantástico episódio do desenho "caverna do dragão".
Quem ta interessado em discussão sobre produtos e serviços??
Eu não.
Motivo: uma tela de plasma na recepção, onde esparramada da silva eu assistia a um fantástico episódio do desenho "caverna do dragão".
Quem ta interessado em discussão sobre produtos e serviços??
Eu não.
"táuba de tiro ao Álvaro..."
Álvaro é um dos nomes masculinos que mais gosto, desde criança. Uma de minhas melhores amigas tem um papai fofíssimo, a quem eu chamo carinhosamente de "Alvinho."E Álvaro também é o nome de um leitor extremamente querido, que me escreveu um precioso e-mail (o qual manterei guardado na caixinha das delicadezas).
Segundo o Álvaro-leitor, ele ficou surpreso ao perceber que não crio auto-distinção e sempre me coloco na massa de sofrimento e aprendizado comum a todos os trabalhadores.
É isso sim. Ser executiva não me garante nada melhor. Nem pior. Nem mesmo diferente.
Eu sou igual a todo mundo, e assim sendo, também tenho muito de prosaica e pouco de glamour.
Segundo o Álvaro-leitor, ele ficou surpreso ao perceber que não crio auto-distinção e sempre me coloco na massa de sofrimento e aprendizado comum a todos os trabalhadores.
É isso sim. Ser executiva não me garante nada melhor. Nem pior. Nem mesmo diferente.
Eu sou igual a todo mundo, e assim sendo, também tenho muito de prosaica e pouco de glamour.
das superstições linguísticas e corporativas
Me incomoda o apelo de algumas empresas que se dizem especialistas em "orientação profissional". Na prática, a minha empresa também cuida da carreira de pessoas, mas eu jamais permiti que usássemos este termo "o-r-i-e-n-t-a-r".
Primeiro porque eu sou pentelha. Segundo que ao falar em "orientação" podemos deixar subjacente que a pessoa está desorientada e isso pode ferir o calo de algum persecutório magoadinho.
Terceiro porque quem orienta é bússola. No máximo eu chamo pra pensar.
Quarto e conclusivo motivo: birra. Do mesmo jeito que muito executivo não passa por baixo de escada, eu não falo certas coisas e ainda bato na madeira 20 vezes.
Primeiro porque eu sou pentelha. Segundo que ao falar em "orientação" podemos deixar subjacente que a pessoa está desorientada e isso pode ferir o calo de algum persecutório magoadinho.
Terceiro porque quem orienta é bússola. No máximo eu chamo pra pensar.
Quarto e conclusivo motivo: birra. Do mesmo jeito que muito executivo não passa por baixo de escada, eu não falo certas coisas e ainda bato na madeira 20 vezes.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
a thousand miles
Acho a coisa mais rEdícula do mundo as pessoas falarem que roupa pra gordinho é mais cara porque "usa mais tecido".
Comentário deprimente. Se eu fosse gordinha eu quebrava a cara de vendedor que me falasse uma idiotice deste porte. Até parece que roupa de neném, em contrapartida, custa 1,99.
Se preço tem a ver com metragem utilizada vou começar a vender consultoria por km/h, afinal de contas, eu me estresso PRA MAIS DE METRO.
Comentário deprimente. Se eu fosse gordinha eu quebrava a cara de vendedor que me falasse uma idiotice deste porte. Até parece que roupa de neném, em contrapartida, custa 1,99.
Se preço tem a ver com metragem utilizada vou começar a vender consultoria por km/h, afinal de contas, eu me estresso PRA MAIS DE METRO.
sim, fodeu mesmo
O uso da palavra "perdão" me parece ser um sinalizador de que certo encanto básico do trabalho ou da função profissional se quebrou.
Por muitas vezes nos últimos dias tenho repetido a frase "perdão por não te dar atenção, estou trabalhando." Ou "perdão por não poder te fazer companhia da forma que você merece, mas este meu trabalho, óhhhh...."
A ninguém se deveria pedir desculpas tendo como justificativa a carga laboral. Do trabalho pressupõe-se a capacidade de nos abastacer de recursos financeiros e de nos suprir da tal carga de "utilidade".
Quando ao contrário, o que a jornada nos oferece é a subtração do que nos alegra, aí melou tudo.
Por muitas vezes nos últimos dias tenho repetido a frase "perdão por não te dar atenção, estou trabalhando." Ou "perdão por não poder te fazer companhia da forma que você merece, mas este meu trabalho, óhhhh...."
A ninguém se deveria pedir desculpas tendo como justificativa a carga laboral. Do trabalho pressupõe-se a capacidade de nos abastacer de recursos financeiros e de nos suprir da tal carga de "utilidade".
Quando ao contrário, o que a jornada nos oferece é a subtração do que nos alegra, aí melou tudo.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
saudades das avós que faziam bolos
Recebi muitos e-mails comentando sobre a minha vovó e seus hábitos de internauta aos 80 anos (muito bem vividos). Hoje quando fui contar que havia falado disso no blog, arranjei mais uma bucha: ela quer ter um blog!!!
E coitada de mim, a uma altura dessa jurada de morte caso não a ensine, se resolver enrolar a Dona Benedita!
"Vó, e qual seria o nome do seu blog?"
"Ah... seria algo tipo ' estou farta de teorias' ou então 'quero que tudo se exploda'..."
(meus pesadelos recém começaram, leitores...)
E coitada de mim, a uma altura dessa jurada de morte caso não a ensine, se resolver enrolar a Dona Benedita!
"Vó, e qual seria o nome do seu blog?"
"Ah... seria algo tipo ' estou farta de teorias' ou então 'quero que tudo se exploda'..."
(meus pesadelos recém começaram, leitores...)
tentando venceremos
Por algum motivo, hoje, lembrei de algumas oportunidades infrutíferas e algumas apostas que fiz ao longo de 2009 e que não obtive êxito.
Pessoas em quem creditei algumas moedas de esperança e não recebi nada... nem o troco.
Seria tão bom se algumas gestações profissionais de risco pudessem ser mantidas com repouso absoluto, ou com algum acompanhamento profissional, para que um eventual aborto não nos massacrasse o ânimo de uma nova tentativa.
A pior lembrança é daquilo que não vivemos. A cadeira desocupada seria só um objeto temporariamente sem uso, se pra ela não houvesse um projeto de ocupação específico.
Pessoas em quem creditei algumas moedas de esperança e não recebi nada... nem o troco.
Seria tão bom se algumas gestações profissionais de risco pudessem ser mantidas com repouso absoluto, ou com algum acompanhamento profissional, para que um eventual aborto não nos massacrasse o ânimo de uma nova tentativa.
A pior lembrança é daquilo que não vivemos. A cadeira desocupada seria só um objeto temporariamente sem uso, se pra ela não houvesse um projeto de ocupação específico.
Beyoncé e sua lição corporativa
Cair trabalhando não é problema, minha gente brasileira!!!!
Tem que respeitar a platéia, mexer os quadris e mandar bala.
ôh ôh ôh, ôh ôh ôh.
("If you liked it then you should have put a ring on it"...)
Tem que respeitar a platéia, mexer os quadris e mandar bala.
ôh ôh ôh, ôh ôh ôh.
("If you liked it then you should have put a ring on it"...)
não tenho talento pra madrinha da Taylor Swift
Adolescência é um período de puro êxtase na comunicação.
Mandei um e-mail pra minha afilhada tentando dissuadí-la de abandonar os estudos aos 16 anos e segurar um pouco a purpurina que corre nas veias: ela quer ser modelo na Europa tal fez sua mãe, na sua idade.
Escrevi, escrevi, escrevi. Juntei argumentos nos recônditos da minha alma, tentando mostrar que na ausência da sua mãe que se foi, eu sou a pessoa mais perto do amor que ela encontrará. E o meu amor é assim meio bronca, as vezes.
Praticamente 200 linhas de escrita. E a resposta dela?
"Falow, dinda. Vô pensá."
(...)
Mandei um e-mail pra minha afilhada tentando dissuadí-la de abandonar os estudos aos 16 anos e segurar um pouco a purpurina que corre nas veias: ela quer ser modelo na Europa tal fez sua mãe, na sua idade.
Escrevi, escrevi, escrevi. Juntei argumentos nos recônditos da minha alma, tentando mostrar que na ausência da sua mãe que se foi, eu sou a pessoa mais perto do amor que ela encontrará. E o meu amor é assim meio bronca, as vezes.
Praticamente 200 linhas de escrita. E a resposta dela?
"Falow, dinda. Vô pensá."
(...)
salve o Governo Federal e seu cavaquinho
"Felicidade!Passei no vestibular
Mas a faculdade
É particular
Particular!
Ela é particular
Particular!"...
(O Martinho da Vila devia transformar este sambinha em jingle do Prouni).
Com algum esforço adaptativo, a palavra "felicidade" poderia ser trocada por "facilidade", e o trechinho "mas a faculdade é particular" por "e a faculdade, vai me aceitar..."
sábado, 6 de fevereiro de 2010
meu cabelo já é um capacete, ufaaaa
Uma das minhas irmãs trabalha na Petrobrás e vez ou outra me manda e-mails pedindo dicas executivas, por mais que eu já tenha lhe dito inúmeras vezes que não posso palpitar no regime que ela adotou pra sua equipe.
A única coisa que falei na última correspondência virtual é que acho muito brega aqueles capacetes que o povo usa pra trabalhar nas plataformas de petróleo.
Sinceramente já dava pra tecnologia de segurança laboral ter pensado em coisa mais razoável. Não tem como levar a sério um funcionário fantasiado de playmobil.
Monga, a rainha do deserto
Minha empresa terá de mudar de prédio pela enésima vez em menos de 12 meses.
Quebrei a cabeça, conversei com colaboradores, arquitetos e dementes amigos e tive uma idéia (sentiu o cheiro, a propósito?):
Comprarei um motorhome e transformarei o veículo numa empresa itinerante. Com todas as adaptações que precisamos, abro uma vaga de motorista (até então nunca explorada), extirpo definitivamente a rotina do meu mundinho e economizo em viagens de sacoleira ao Paraguai.
Ou seja, só vantagens.
tem medo mas não tem vergonha
Funcionário adora apelidar as condutas da maneira que convém, geralmente à serviço do que não presta. A moda agora é chamar a "fofoca" de comunicação interna. Mas ta.
Bastou uma reunião ao meu estilo nocaute de ser e gerir, pro povo se situar. E eu nem precisei de seriedade nesta hora (porque a única seriedade que veio de fábrica eu deixei na loja no último recall).
Simplesmente falei:
"Queridos!!! Eu sei tudo que vocês falam, porque falam, quando falam e onde falam."
(A fila pro banheiro inchou em 3 segundos).
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
o pai é meu, o cartão também
Perguntaram hoje qual o cartão de crédito que eu uso.
Eu falei que é o américo express.
A pessoa me corrigiu, quase me dando um tabefe."É american express, sua buuuuurra."
Eu expliquei pausadamente que américo é o nome do meu pai. E eu uso mesmo.
(Era só o que me faltava eu ter que explicar o porquê, né?)
Eu falei que é o américo express.
A pessoa me corrigiu, quase me dando um tabefe."É american express, sua buuuuurra."
Eu expliquei pausadamente que américo é o nome do meu pai. E eu uso mesmo.
(Era só o que me faltava eu ter que explicar o porquê, né?)
kinder ovo (com uma péssima surpresa)
Eu vou trabalhar sábado - nenhuma novidade.
Eu não queria trabalhar neste sábado - revelação quase apocalíptica.
Eu não queria trabalhar neste sábado - revelação quase apocalíptica.
as vezes eu sofro de tristeza executiva
"A verdade
É que eu não sou a virgem pura
Que lhe pareço ser.
Este mundo já me fodeu tanto
Que seria uma puta hipocrisia
Dizer o contrário."
(Patrícia Colmenero).
É que eu não sou a virgem pura
Que lhe pareço ser.
Este mundo já me fodeu tanto
Que seria uma puta hipocrisia
Dizer o contrário."
(Patrícia Colmenero).
profissões alternativas
No evento de hoje a noite, entre centenas de políticos e recém empossados membros do "Vila Xurupita Futebol Clube", uma série de jornalistas e fotógrafos tentavam encontrar real sentido para o crachá "acesso exclusivo - IMPRENSA".
Foi um festival de cotoveladas, de empurra-empurra, que vou te contá, bixo... eita, eita!
A grandiosa manifestação da noite foi a moça tentando derrubar a jornalista da minha empresa - literalmente. Eu indaguei pra qual veículo ela trabalhava, quando ela docemente retribuiu:
"Eu sou redatora do Orkut do Dr. Fulano. E as fotos que tiro, são pra publicar LÁ."
Aí eu me pergunto: pra que eu fico com frescura no habbo em aceitar convites pra ser "gestora de imagem de criancinhas candidatas a Miss Brasil Feto?" An? Escrúpulo? O que vem a ser isto?
Foi um festival de cotoveladas, de empurra-empurra, que vou te contá, bixo... eita, eita!
A grandiosa manifestação da noite foi a moça tentando derrubar a jornalista da minha empresa - literalmente. Eu indaguei pra qual veículo ela trabalhava, quando ela docemente retribuiu:
"Eu sou redatora do Orkut do Dr. Fulano. E as fotos que tiro, são pra publicar LÁ."
Aí eu me pergunto: pra que eu fico com frescura no habbo em aceitar convites pra ser "gestora de imagem de criancinhas candidatas a Miss Brasil Feto?" An? Escrúpulo? O que vem a ser isto?
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
executivas e suas gentis vovós
A minha avó veio toda cheia de graça (sim, ela tem e-mail e usa a internet no alto de seus 80 anos) me falar que "a Mesbla resolveu se reinventar depois da falência, criando uma loja virtual."
Páááára tudo que eu vou descer, ta?
A Mesbla faliu um dia? Não existem centenas de lojas Mesbla espalhadas pelo Brasil di Meo Deos? Quando que a Mesbla faliu? Vou correr pelo centro da cidade. Não é possível.
(Minha avó está me dando nojo com este computador. Vou cortar a internet dela, certeza.)
Páááára tudo que eu vou descer, ta?
A Mesbla faliu um dia? Não existem centenas de lojas Mesbla espalhadas pelo Brasil di Meo Deos? Quando que a Mesbla faliu? Vou correr pelo centro da cidade. Não é possível.
(Minha avó está me dando nojo com este computador. Vou cortar a internet dela, certeza.)
e agora, Chico Bento?
As pessoas que trabalham comigo se estressam por motivos variados quando convocadas para eventos especiais - leia-se posses de Diretorias xinfrins, agremiações duvidosas e armações políticas de caráter religioso ou social.
Algumas ficam preocupadas com a postura, com o que pode e deve ser dito durante os brindes, com a forma adequada de se apresentar a um grupo de investidores ou simpatizantes.... enfim... Relevâncias irrelevantes pras quais eu disponho meu respeito, afinal, nestas situações de certa forma brindamos nossa marca também. Temos que "fazer bonito".
Eu me preocupo com a coisa mais angustiante envolvendo o meu comparecimento:
Terei que calçar sapatos. Isto sim, me tira o sono.
Algumas ficam preocupadas com a postura, com o que pode e deve ser dito durante os brindes, com a forma adequada de se apresentar a um grupo de investidores ou simpatizantes.... enfim... Relevâncias irrelevantes pras quais eu disponho meu respeito, afinal, nestas situações de certa forma brindamos nossa marca também. Temos que "fazer bonito".
Eu me preocupo com a coisa mais angustiante envolvendo o meu comparecimento:
Terei que calçar sapatos. Isto sim, me tira o sono.
teorias filosóficas corporativas
Quando uma pessoa está com o nome sujo na praça, é provável que ela tente exercer suas práticas comerciais em outros pontos da cidade.
Inclusive dentro da sua empresa.
Inclusive dentro da sua empresa.
feliz aniversário, Sr. marido da amiga
Um casal quando vive uma super história de amor acaba adotando uma maneira bem peculiar de ser apresentado socialmente. E profissionalmente também...
O cara deixa de ser o designer, o web developer, o isto-e-aquilo e passa a ser o "marido da fulana". Sinceramente me parece um baita de um cargo, ainda mais quando a mulher é uma grande pessoa e uma belíssima profissional.
Baseado nisso, mando meu beijo de feliz aniversário pro Marcelo*, marido da Kakinha*, minha leitora-amiga. Votos de sucesso. Paz. Harmonia e trilhas diversas, floridas e encantadas.
(E Marcelão, se precisar de parceria pra cantar... tamo aê... "Longe de casa....uhúuuu... há mais de uma semana....")
O cara deixa de ser o designer, o web developer, o isto-e-aquilo e passa a ser o "marido da fulana". Sinceramente me parece um baita de um cargo, ainda mais quando a mulher é uma grande pessoa e uma belíssima profissional.
Baseado nisso, mando meu beijo de feliz aniversário pro Marcelo*, marido da Kakinha*, minha leitora-amiga. Votos de sucesso. Paz. Harmonia e trilhas diversas, floridas e encantadas.
(E Marcelão, se precisar de parceria pra cantar... tamo aê... "Longe de casa....uhúuuu... há mais de uma semana....")
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Mongalicious, babe
"Monga, como foi que você decidiu ser executiva? É vocação? O que você tem de ganho na sua vida?" Antônio - de Varginha, por e-mail.
Oi Tonico! Muito e.t. por aí?
Olha, outro dia lendo umas coisinhas sobre a Brigitte Bardot, acabei encontrando a justificatica perfeita pra ter seguido a vida executiva.
"Eu dei minha beleza e juventude aos homens. Agora dou minha sabedoria e experiência aos ANIMAIS."
:)
Oi Tonico! Muito e.t. por aí?
Olha, outro dia lendo umas coisinhas sobre a Brigitte Bardot, acabei encontrando a justificatica perfeita pra ter seguido a vida executiva.
"Eu dei minha beleza e juventude aos homens. Agora dou minha sabedoria e experiência aos ANIMAIS."
:)
sutileza de uma hipopótama
Conversando com uma amiga executiva fiquei sabendo da entubada que ela recebeu do seu chefe. Problemão, né? Chefe quando pede grana emprestada a gente já prevê que vai passar o próximo mês à pão e miojo.
Eu não sou daquelas que enfia o dedo na ferida. Lembrei do nome da amiga na novena, e mandei minhas boas vibrações. Não fiquei cutucando pra saber se o cara pagou-ou-não-pagou.
A única coisa que fiz, de forma quase imperceptível, foi perguntar como quem não quer nada:
"Oi querida!!! Tudo bem? Como que vão as coisas no Reino do Calote?"
Eu não sou daquelas que enfia o dedo na ferida. Lembrei do nome da amiga na novena, e mandei minhas boas vibrações. Não fiquei cutucando pra saber se o cara pagou-ou-não-pagou.
A única coisa que fiz, de forma quase imperceptível, foi perguntar como quem não quer nada:
"Oi querida!!! Tudo bem? Como que vão as coisas no Reino do Calote?"
se for dirigir, leia
Faz tempo que meus leitores solicitam por e-mail recomendações literárias que possam ajudar na "saga cotidiana de um escritório infeliz".
Eu sou uma voraz consumidora de livros, mas por incrível que pareça nunca me distraí lendo "Jesus Cristo, o melhor executivo avant gard que já existiu." Porque eu sou desconfiada, sabe? E tudo que me remeta à fórmulas de sucesso parecidas com Tang (abriu, misturou, bebeu) me dão preguiça.
Nem é preconceito. É preguiça mesmo. Porque não pensar me cansa muito mais.
Portanto, amiguinhos, se eu puder recomendar, leiam "Os Ratos" de Dionélio Machado. Um livro lá dos anos 30, mas tão contemporâneo que chega a assustar. E vale pra qualquer profissional.
Eu sou uma voraz consumidora de livros, mas por incrível que pareça nunca me distraí lendo "Jesus Cristo, o melhor executivo avant gard que já existiu." Porque eu sou desconfiada, sabe? E tudo que me remeta à fórmulas de sucesso parecidas com Tang (abriu, misturou, bebeu) me dão preguiça.
Nem é preconceito. É preguiça mesmo. Porque não pensar me cansa muito mais.
Portanto, amiguinhos, se eu puder recomendar, leiam "Os Ratos" de Dionélio Machado. Um livro lá dos anos 30, mas tão contemporâneo que chega a assustar. E vale pra qualquer profissional.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
bolo inglês executivo
Pode bater ni nóis com gosto.
Quanto mais bate, mais a "gente crescemos".
Nham nham.
:P
Quanto mais bate, mais a "gente crescemos".
Nham nham.
:P
diálogos sinuosos sobre interesses retos
Eu, preocupada com o andamento de um projeto:
"Dr. Narigão, deste jeito a cronologia de nossas ações estará fadada a não atender nosso contrato!"
Dr. Narigão:
"Monga, a gente prorroga seu contrato e paga o dobro pela consultoria, sem problemas..."
Eu:
"Ah ta. Então vou começar a pensar na festinha de Natal deste ano..."
"Dr. Narigão, deste jeito a cronologia de nossas ações estará fadada a não atender nosso contrato!"
Dr. Narigão:
"Monga, a gente prorroga seu contrato e paga o dobro pela consultoria, sem problemas..."
Eu:
"Ah ta. Então vou começar a pensar na festinha de Natal deste ano..."
viada profissional
Muitos executivos que eu conheço sofrem de síndrome do "encosto-amigo". Adoram se gabar que frequentam a mesma academia do desembargador tal, que já foram genros do antigo Ministro do Apocalipse e por aí vai...
Com nozes mulheres executivas o furico é mais embaixo. A gente adoooora se gabar que a drenagem linfática que tá fazendo é feita por dez entre dez balzaquianas do rái sôçáiti.
Que o esmalte laranja ta na moda nos ambientes corporativos."Pra contrastar com a frieza empresarial!".
(E que o branco do olho hoje, ta lembrando o da Megan Fox no último filme).
os humilhados serão exaltados
Quando a gente vai fazer uma esparrela daquelas bem otárias, sempre é bom imaginar o que nos reserva o monjolo do destino no que se refere à carreira. O cuspido de hoje pode ser o divino de amanhã. Um dia a ciranda das cadeiras pode nos devolver ao lugar de origem ou nos colocar no patamar mais alto. Tudo é uma questão de sorte, mixada com merecimento (nome alternativo para o suor de cada dia).
Numa dessas emboscadas organizacionais acabei me encontrando com uma profissional que me fez sofrer bastante. Que fez minha equipe chorar as lágrimas amargas de um projeto mal dirigido.
O nosso encontro me colocou numa posição decisória: está nas minhas mãos mantê-la no cargo ou demiti-la sumariamente. O que eu decidi fazer? Por enquanto nada. Vou ponderar.
Não posso adotar critérios que foram duramente criticados por mim quando na mão desta moça.
Numa dessas emboscadas organizacionais acabei me encontrando com uma profissional que me fez sofrer bastante. Que fez minha equipe chorar as lágrimas amargas de um projeto mal dirigido.
O nosso encontro me colocou numa posição decisória: está nas minhas mãos mantê-la no cargo ou demiti-la sumariamente. O que eu decidi fazer? Por enquanto nada. Vou ponderar.
Não posso adotar critérios que foram duramente criticados por mim quando na mão desta moça.
etMongologia
Lendo o blog da minha amiga Gigica* eu e meus coleguinhas nos divertimos muito pesquisando a origem dos nossos nomes de batismo.
O meu, em hebraico, significa "cheia de graça" (ohhhhhhhhh!!!!). De outra colega significa "sabedoria", e assim por diante fomos tecendo nossas conjeturas da vida.
"Monga, o Jesusclécio tá pedindo pra você ler aí o que o nome dele significa!"
E eu: significa que a mãe dele teve uma gravidez abençoada, mas com muita azia e enjôos constantes.
Porque, né, J-e-s-u-s-c-l-é-c-i-o?
O meu, em hebraico, significa "cheia de graça" (ohhhhhhhhh!!!!). De outra colega significa "sabedoria", e assim por diante fomos tecendo nossas conjeturas da vida.
"Monga, o Jesusclécio tá pedindo pra você ler aí o que o nome dele significa!"
E eu: significa que a mãe dele teve uma gravidez abençoada, mas com muita azia e enjôos constantes.
Porque, né, J-e-s-u-s-c-l-é-c-i-o?
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Mãe Joana Corporation S.A
Ligar pros amigos pra avisar que a gente vai fazer uma visitinha é de praxe, né?
A boa educação faz até bem pra pele, a gente economiza no Renew e tudo-mais.
E na empresa, assim, quando muitas pessoas são atribuladas, é de bom tom avisar também, né?
Levar bolo de chocolate não substitui os bons-modos.
A boa educação faz até bem pra pele, a gente economiza no Renew e tudo-mais.
E na empresa, assim, quando muitas pessoas são atribuladas, é de bom tom avisar também, né?
Levar bolo de chocolate não substitui os bons-modos.
meia é pro pé
"Monga, você parece ser tão liberal na sua gestão... tem alguma conduta na empresa que você proiba? Ináh Emil - Pelotas/RS por imêiul
Tem sim, querida. Tem um hábito que me tira o sono, de verdade e está proibidíssimo na minha empresa:
Usar aquelas meinhas que servem de capinha pra celular. Perco a concentração no serviço, totalmente. Na empresa os telefoninhos tem que andar peladinhos, fófis.
(Já to trabalhando isto em terapia).
Tem sim, querida. Tem um hábito que me tira o sono, de verdade e está proibidíssimo na minha empresa:
Usar aquelas meinhas que servem de capinha pra celular. Perco a concentração no serviço, totalmente. Na empresa os telefoninhos tem que andar peladinhos, fófis.
(Já to trabalhando isto em terapia).
se mentir a língua cai
Olha só!!! Eu sou uma executiva cheia de bandanas e lenços pra amarrar no cabelão de molas, e hoje ganhei mais um adereço pra coleção:
Uma faixa lilás!
(Eu sou daltônica, mas bastante crédula quando alguém me fala que "tal coisa é de tal cor").
:P
Uma faixa lilás!
(Eu sou daltônica, mas bastante crédula quando alguém me fala que "tal coisa é de tal cor").
:P
das profundezas do meu útero organizacional
Tenho evitado comparecer em reuniões cujo objetivo é a assinatura/fechamento de contrato com a minha empresa, principalmente porque tenho colegas remunerados especificamente para esta função.
Hoje foi uma exceção nos últimos dias. Alguma fagulha dentro de mim causou a combustão da necessidade de vender nosso peixe, desconsiderando que minha posição de C.E.O não inclui o quesito "caixeira viajante".
Me saí bem pra caramba. Eu sou a melhor vendedora de idéias que conheço, na prática.
(E isto seria uma grande vantagem pra ser arrotada, se a empresa não fosse minha. Qualquer mãe sabe propagandear seu filho melhor do que ninguém).
Hoje foi uma exceção nos últimos dias. Alguma fagulha dentro de mim causou a combustão da necessidade de vender nosso peixe, desconsiderando que minha posição de C.E.O não inclui o quesito "caixeira viajante".
Me saí bem pra caramba. Eu sou a melhor vendedora de idéias que conheço, na prática.
(E isto seria uma grande vantagem pra ser arrotada, se a empresa não fosse minha. Qualquer mãe sabe propagandear seu filho melhor do que ninguém).
arcano 01
Eu morro de vontade de tatuar alguns números no meu braço. Muitos números, na verdade...
Eu sou muito ligada em números, não especificamente em datas, mas basta uma associação simples para que o número passe a ser a referência da data especial. Confuso, não? Adóoooru.
Acontece que se eu for tatuar os números importantes ligados à pessoa mais importante da minha vida, posso ser confundida com uma prisioneira americana.
Ou ser confundida com o código de barras de absorvente higiênico com abas.
Ou nenhuma das duas opções, ou as duas. Meus clientes já me têm na conta das pouco convencionais, então o que meu corpo traz estampado, é o de menos.
Eu sou muito ligada em números, não especificamente em datas, mas basta uma associação simples para que o número passe a ser a referência da data especial. Confuso, não? Adóoooru.
Acontece que se eu for tatuar os números importantes ligados à pessoa mais importante da minha vida, posso ser confundida com uma prisioneira americana.
Ou ser confundida com o código de barras de absorvente higiênico com abas.
Ou nenhuma das duas opções, ou as duas. Meus clientes já me têm na conta das pouco convencionais, então o que meu corpo traz estampado, é o de menos.
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