A Rita* é a prima com quem tenho mais afinidades. Costumo brincar que ela é a favo-Rita. Temos praticamente a mesma idade e o mesmo tempo de mercado. Ao passo que me tornei executiva, ela se dedicou ao balcão de uma loja de tecidos e foi lá que teceu o que pôde, em termos profissionais.
É super amada pelo chefe (que lhe dá um ordenado muitíssimo acima da média), é companheira dos colegas (que brigam pra tê-la em cada uma das filiais) e administra seu quadrado como se fosse proprietária do troço. Não tem marido ou filhos. É amante full time da sua atividade.
Com o passar do tempo percebi na prima um índice de amargura além do normal. De 10 frases, no mínimo 9 são de protesto ou crítica severa às pessoas em geral. O nome disso?
Mistérios agudos da dedicação plena ao emprego.