O bom senso manda me esquivar de todas as discussões calientes nas empresas de gestão familiar - e claro, sempre rolam umas baixarias d-a-q-u-e-l-a-s.
Nos últimos três anos eu já testemunhei revelações adúlteras, golpes de cartão de crédito e mágoas de infância. Tudo dentro da mais absoluta licença poética que o laço doméstico permite.
Quando esta lavação de roupa parental me contamina, eu tenho, porém, uns surtos instantâneos. O irmão tá lá chamando o outro de 'pateta', de 'banana' e o ofendido, tentando asilo político na minha amistosa presença, pergunta:
"Monga!!! Eu sou banana????"
"Você é. Mas eu adoro trabalhar aqui, ta?"