Não são os grandes obstáculos que me derrubam - sobrevivi a mim mesma depois de um coma de 4 meses, então, uma lantejoula nunca vai ser um abismo.
Ao contrário, são as pedrinhas imperceptíveis que me levam ao chão. São as regras instituídas por quem não as cumpre, são os instantes em que não me condeno ou me absolvo, são os inúmeros dias em que me assisto, de longe, em razão do meu coração pulsar fora do corpo...
Nestas horas eu lanço mão da poética de "Mongospeare":
"Mongar ou não mongar... esta é a questão..."