domingo, 12 de setembro de 2010

saudade de vó (parte 2)

Do nascimento aos dezoito anos eu vivi com a Cuca*, minha avó.

Se ela ainda estivesse viva, faria aniversário hoje - virginiana e malucona, como eu.

Numa das últimas conversas sobre escolhas profissionais que tivemos, ela segurou minha mão e falou "ninguém precisa saber o que fazer da vida aos dezoito. Nem aos quarenta. Não assim, definitivamente... Mas a gente precisa ter lanternas, sempre. Não importa o ofício, nossa obrigação é direcionar luz pras pessoas, é salvar muita gente da escuridão dos próprios pensamentos".