Enquanto esperava minha reunião comecei a ler uma matéria publicada nestas revistas semanais cujo tema era o endividamento precoce da garotada.
Gente muito jovem que (ainda bem jovem também) se entrega ao frenesi orgiástico do consumo. Conhece o topo do gasta-gasta e o buraco do deve-deve. São meninos e meninas que pertencem a uma geração que deu carta de alforria à mesada, mas em contrapartida gasta todo salário na própria loja de roupas onde trabalha. Ou pior: acaba escalando um elenco de dublês financeiros (e portanto pagadores) que geralmente são os pais.
No meu tempo de adolescente, a única dívida que eu conseguia contrair era moral. E mesmo assim, se deixasse de ir a missa, conseguia quitar em 3 parcelas de Ave-Maria.