Chefia é lugar dos solitários. Dos insulados, dos distantes pela separação hierárquica e pela anti-democratização do verbo. É estar longe do refeitório onde todo mundo siacaba de rir na hora do almoço porque se tem uma porra de relatório pra finalizar.
Ser chefe é um saco. É um constante exercício de grandes encenações e final de espetáculo com camarim vazio.
Quase ninguém vê o quão ingrata é a posição de líder - afinal, nossos olhos são estimulados pelo imã da cifra e da vaidade, mas, quando a ribalta corporativa fecha as cortinas, sobra pra um (a) chefe o caminho do anonimato.
Daqui pra frente se alguém me perguntar "o que faço para me tornar chefe?", eu direi:
"Assim que eu te disser, faça o contrário, por favor?"