sexta-feira, 28 de maio de 2010

antes de apagar a luz

Na minha cidade as empresas de serviços funerários, chamadas ridiculamente de "Pax", são a prova cabal de que a morte não nos livra da precariedade e do ridículo.

Assim que formalizei meu vale-funeral (porque não quero ser enterrada em vala de indigente) fui indagada sobre os adicionais que gostaria de contratar pra cerimônia. Uma coisa bem à la carte mesmo. Dentre as opções: corneteiros, serviços de buffet, bandeiras de times de futebol, leitura de sermões do Padre Antônio Vieira e até trilha musical exclusiva.

Fiquei super em dúvida. Decidi fazer uma pesquisa informal com meus parentes e amigos.

Quase todos mentiram que a minha perda seria um impedimento pra se desfrutar de qualquer coisa. Neste caso, estou propensa a incluir cerveja quente, música do Amado Batista e churrasquinho grego. O prazer de rir eu não perco, nem morta...