"Politicamente correto" é o nome que se dá à formalização do ranço. Nas empresas, então, é o subterfúgio ideal para a persecutoriedade coletiva.
"Eu gosto de azul!" - alguém fala.
"Ta vendo? Cê não gosta de amarelo porque está discriminando a cor amarela e isso é uma conduta pouco aceitável" - retrucam.
"Eu odeio música Gospel!" - alguém insiste.
"Ta vendo? Você tem preconceito às manifestações religiosas dos seus colegas evangélicos. Isso é criminoso!" - retrucam, novamente.
Na dúvida, tenho colegas pedindo pra tia do lanche uma fatia de "cidadã afrodescendente portadora de sofrimento mental". (Porque pedir uma "nêga maluca" pode gerar atritos de consequências jurídicas - inclusive).