terça-feira, 30 de março de 2010

quem não herda não sai da m....esma!

Lendo a entrevista da herdeira de uma grande companhia aérea fiquei matutando uma série de coisas... primeiro porque não é fácil comandar um império da aviação com esmalte e pashmina...

Por onde eu circulo, o abismo entre o discurso de igualdade de gênero e direitos iguais (efetivamente) nos cargos de C.E.O é bem real. Homens continuam sendo "líderes" e mulheres continuam sendo "mulheres NA liderança". Não é preciosismo linguístico. Todavia, o fato que mais me chamou a atenção foi a frase com que esta alta executiva expressou seu entendimento acerca de sucessão familiar numa empresa:

"A gente herda a empresa, mas não herda os relacionamentos."

Bem verdade. Os relacionamentos carecem de reforço de vínculos. Na troca de dono, de chefia, na presença de um repositor de função, necessariamente há que se criar um novo elo com a equipe. Não é simples manter o legado afetivo. Pro administrativo dá-se um jeito - pros corações e pra filosofia da instituição, nem sempre.