domingo, 14 de março de 2010

pelo direito a mediocridade de consumo

Procuro uma classificação adequada para a doença crônica que sofro e que me faz arrancar sumariamente todos os rótulos de todos os produtos que consumo: do xampú a caneca de 1,99.

Embalagens, igualmente, se pudessem, sairiam de mim correndo, antes deste escalpelamento comercial constante - tenho certeza!

Alguns amigos apelidaram de "síndrome da negação publicitária", como se eu de fato fosse vítima de um arrependimento atroz por nunca ter seguido a carreira. Eu, na falta de explicação mais convincente, chamo de "liberação das marcas para viverem em condição de igualdade".

Na verdade é pra não me sentir tão chinelona usando um hidratante de 2,50, como é de costume.

Os produtos passam a ser todos irmãos na falta da etiqueta. Louvado seja!