Entendo muito pouco de engenharia, e quando o assunto são as análises estratégicas das cidades (ou de qualquer centro urbano) eu derrapo e deixo marcas de freada. Sou uma ignorante.
O que acontece é que mesmo na burrice não me prostro alheia ao que algumas mudanças promovem. Uma área comercial, uma rodoviária, uma pracinha - referências básicas de qualquer vilarejo - são parte de um traço cultural muito, muito importante. Quando há uma alteração brusca é quase como implantar um fígado na ponta do nariz. Tem nada a ver. E onde moro, a rodoviária (linda e cheirosa) foi inaugurada de acordo com padrões mais modernos, dignos e politiqueiros. E daí? Baita avanço né?
Mas e as pobres das prostitutas desoladas nos botecos que ficam nas adjacências da rodoviária antiga? Olha, me parte o coração ver aquelas jukeboxes tocando pra ninguém e aquela mulherada tomando cerveja quente na maior solidão. Isso não se faz...