"Toda pessoa com grande poder de convencimento e encantamento sobre outras pessoas tem o direito de ficar rica."
Esta é a teoria do meu pai, que tentava apaziguar minha cara de espanto ao saber que um amigo da família abandonara os negócios com criação de gado nelore para se dedicar ao exercício de pastor de uma Igreja evangélica - tarefa esta que lhe solidificou em patrimônio aquilo que 12 anos de agronegócios não foi capaz de erigir.
Tudo bem. Aceito.
E aceito porque entendo a expressão "tem o direito" como um equivalente a "fez por merecer".
(E julgar o tal do merecimento exige tanto da minha competência filosófica e social, que bate preguiça).