Uma empresária me contou uma historinha. Quando ainda era uma vendedora e nem cogitava se tornar gigante no setor hoteleiro ela levava uma marmitinha de casa, a fim de economizar com despesas de almoço.
Era uma porção pequena que a sua mãe preparava e mesmo assim, ela dividia com mais dois colegas. "Parecia que a comida milagrosamente se multiplicava" - comentou, emocionada.
"Até hoje não consegui abandonar o hábito de almoçar no refeitório com meus funcionários. Se não faço isso parece que estou pecando contra a minha essência e renegando meu passado."
Fico pensando na sorte das pessoas que comeram e comem deste "prato". Nestes tempos bicudos, porções de humanidade são escassas e não estão no "menu".