quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
e o primeiro decreto...
Aproveitando a revolucionária técnica que inventei para tratar de temas chatos e comuns nos ambientes profissionais, em breve excursionarei o país com a minha Kombi Executiva, contendo anti-manuais, balões de festa, discos de vinil e perucas rosa pink.
Postes e pessoas, muito cuidado.
:)
"vou sair, vou andar, pra ver, o mundo..."
Que a gente fale muita merda. E ria muito disso. E ria principalmente DE SI mesmo.
Que a gente pense muita besteira. E não se culpe por isso.
Que a gente queira o melhor pra SI. E não se ache egoísta por isso.
Que a gente sonhe SEM ter pés no chão. E não se ache maluco por isso.
Que a gente pense que o trabalho não É a negação do prazer. E não se ache um anarquista por isso.
2000 é 10 !!!
Minha ex-roommate enviou um vídeo desejando feliz Ano Novo, com a seguinte análise:"Falta pouco para o novo ano. Muito para novas mentalidades."
Verdade.
Eu já adquiri meu estoque de novas posturas (e novos sentimentos) para 2010.
Novo não é necessariamente aquilo que ninguém fez ou pensou. É um passaporte em branco. Um caderno cheio de páginas vazias. É o coração cheinho de espaços vagos. É um desafio imprevisto, um colega recém chegado. Uma promoção. Um recomeço. Todo amanhã é o começo do novo (de novo).
executiva prendada e antiquada
Ser assediada por outras empresas nem sempre significa que o seu currículo é um escândalo ou que seu talento é tão formidável que dispense o mínimo de postura decente (porque ética é um conceito de abrangência duvidosa) por parte da concorrência. Cantadas corporativas também exigem doses de respeito. A promiscuidade profissional nunca foi bom indício.
Falava isso pra minha irmã usando como comparação as cantadas que se recebe mesmo quando se usa uma aliança gigante. No que ela respondeu:
"E desde quando usar aliança impede alguma coisa?"
Hellooo. Não impede? Eu cochilei enquanto mudaram os princípios de relacionamento no planeta? Como que ninguém me avisa??
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
obrigada, Gabriela Maciel
Oh. Fiquei envergonhadinha. Mas graças a Deus não tenho melindres.
E brinquei, no meu email de resposta à Gabi, que talvez faça parte de um planejamento inconsciente de sabotar a norma culta do que quer que sej......A.
(Obrigada, querida. E continue me fazendo companhia, se possível, perdoando o barro que eu espalho na Língua Portuguesa...rs)
che, que mala!
Posso morrer de rir? Posso? hauahauhauahauahauhauahauhau.
Hay que EMBURRECER pero sin perder la ternura jamas.
se for invejar, melhor sentar...
Não acredito que toda força misteriosa sirva para compelir as pessoas na busca pelos seus desejos. Quando invejamos muito o emprego da ex-colega de faculdade, quando invejamos o carro novinho daquele primo chato, estamos na verdade acomodando o traseiro no sofá da passividade.
Nunca conheci nenhum grande invejoso; ágil, sedento...
Todos com quem convivi são mentecaptos, iludidos e pançudos - pançudos aliás, porque invejar também cansa.
Justifica a passividade então? Blergh.
de Marcelo Montenegro
(...) "na dúvida, rindo da vida...
A musa fatiada na véspera
do mágico. E o jeito encantador
com que a executiva
mexe o canudo
no copo de suco."
nem melhor, nem pior... diferente
Por exemplo: nunca curti ganhar flores, pra decepção de muitas pessoas.
Prefiro que me presenteiem com sementes.
Sou das que plantam, colhem, e oferecem as flores nascidas pra outras pessoas.
culpando a gravidade por cair de amores
Ainda hoje minha avó me chama de "transviada" quando quer lembrar que eu sou a jujuba mais diferente no pote hermético (careta) do mundo corporativo.
Creio que músicos já foram em algum momento chamados de vagabundos,assim como atores, atrizes, performers, grafiteiros porque toda profissão ligada a algum gozo emocional tem este rótulo. Sem contar as profissões ligadas ao sexo...
Se o rótulo de vagabunda me garantir a frequência cardíaca de quem é irremediavelmente feliz... perfeito. Executiva e vagabunda - com certeza!!!
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
me conta, vai...
É só por predileção, ta? "Comprometida" me dá idéia de "metida-em-algo-não-bacana"/Envolvida em algum projeto profissional ou pessoal de caráter duvidoso/Guiada por uma conduta pouco louvável.
Eu to compromissadíssima. E feliz. Muito feliz!
E você? Ta na pista executiva e amorosa?
porque o roto não fala do descosturado
Já há muito tempo percebo que as pessoas minimamente perspicazes não dão ouvidos à críticas de bueiro.
Pra falar com propriedade, tem que ser à luz da coerência.
amor de verão sobe a serra?
Eu me importei muito com a opinião das pessoas a respeito do meu caráter em únicas duas ou três situações na minha vida, sempre envolvendo pessoas pelas quais o MEU nível de admiração era altíssimo. A opção mais prudente é perceber que a necessidade de uma excelente imagem tem a ver com paixão.
É o mesmo sentimento que nos move quando queremos causar "uma boa impressão" na pessoa por quem estamos arrastando um bonde.
Resta saber se este desejo de boa imagem é transitório e efêmero, tanto quanto uma paixonite, ou é amor casamenteiro - com intenções de construir história.
você é meu herói meu bandido
Cabemus-logo-com-a-teoria-de-que-netinhos salvam idosos insanos.Se meu pai poderia se (e nos) isentar de tropeços e negociatas absurdas se ocupando de um (primeiro) netinho, "se ferramo, mano."
Sem chance de criancinhas ruivas e sardentas circulando entre nós.
E pensando melhor, não há mal nenhum no meu velho mais uma vez quebrar a cara no mercado.
Enobrece. Depura os pecados.
faltando um neto e sobrando desespero
Com exceção da pousada que tivemos em Bonito (MS), todas as "grandes idéias" envolveram criação de animais nojentos, sociedade com amigos bêbados, enrabadas financeiras históricas e muita, mas muita degustação coletiva de maracujina.
Todo aposentado deveria ter acompanhamento psicológico vitalício.
não pode rolar uma mímica?
Crianças gritam quando estão alegres, gritam quando estão com fome, gritam quando tem sede, gritam quando tem sono e gritam muitooooo quando notam que estão no shopping pra assistir Avatar com outras crianças que também gritam muito.
Sendo assim, o último lugar do mundo pra apreciar um belo "prato de silêncio" é um shopping cheio (de crianças).
Sim, to falando sozinha ( bem baixinho...).
Monga em fuga
Me recuso a responder emails profissionais nas férias ainda que seja pra justificar que estou de férias, porque meus clientes não conseguem entender que existe vida fútil na web. E que eu tenho direitos (e motivos) pra navegar simplesmente em busca do perfume ideal em alguma lojinha.
O fato de dedilhar a mínima mensagem que seja, por educação ou fineza, acaba por causar ainda mais frenesi. O cara acha que eu to plugada no notebook ansiosa por algum relatório de última hora. Então... melhor não responder nada. Tudo corre o risco de soar "moço, a mamãe mandou dizer que não está."
Como diria o executivo Seu Jorge... é isso aí.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
velocidade 6 e créuuuuuuuu
Administrar o tempo e tolerar "o excesso do que faz falta".
Ou a variante "lotação máxima de ausência".
faltam diodos na alma
Escolheu o segmento de consultoria em T.I, quadrado pro qual tem uma excelente formação acadêmica e um caráter suficientemente ilibado.
O que falta a ele é brilho. É o entusiasmo típico de quem vai errar muito e vai entender todos os erros de forma leve e auto-tolerante.
Não existe led que substitua a luz natural dos sonhadores.
modo passional ON
É.
Eu sou intensa. Grudo em todas as coisas que me são vitais.
Sou meio Manoel de Barros... "para ter azul eu uso pássaros."
super mínimos
Profissionais e chefes centralizadores não duvidam da capacidade dos outros.
Quem tem este perfil na verdade exerce a descrença em si, e na eficiência daquilo que deliberam ou ensinam aos colaboradores/subordinados.
Centralizar é problema de auto-estima.
Beeeeeeem baixa.
explicação axilar
"Monga, sou muito cobrada pra defender bandeiras de causas em função do meu cargo executivo. Já expliquei que não gosto de levantar bandeira nenhuma, acho que minha contribuição pode ser bem mais prática. Como você se comporta com pressões deste tipo? Qual seria uma justificativa aceitável pra minha resistência em levantar bandeiras?" Márcia Henriques - por emailEu justifico com o suvaco.
"Não fui na depiladora esta semana."
(Levantar o braço fica pra próxima...)
domingo, 27 de dezembro de 2009
desabafo imprevisto
A hipocrisia não pertence à data. É das pessoas, e as pessoas são hipócritas o ano todo. Quando elogiam um relatório muito chinfrim, quando abraçam a nora que detestam e quando dizem pro chefe "tudo bem!" quando gostariam de mandá-lo tomar naquele furinho.
Talvez a diferença é que durante o ano não se defina uma data pra brindar a falsidade com panetone e rabanadas. Ou não usemos roupa branca ao som de foguetes pra celebrar com os indesejados.
Só isso.
till the end
Pois é justamente o sortimento de possibilidades que intensifica a escolha.
nem toda brasileira é bunda
E ao contrário de outras moças, respeitáveis tanto quanto ela, minha amiga não se interessou em trilhar nos vagões mais óbvios.
Sim, pousou nua. Sim, fez participações televisivas, recebeu cachês e zigue-zagueou no mundinho high profile da fama.... e hoje ta aí... na guerra diária de sobreviver ao mercado corporativo, pro qual tem uma sólida formação acadêmica.
Algumas pessoas escolhem a bundificação do cerébro. Outras escolhem a cerebralização da bunda.
can U hear me?
(A frase não é minha, e sim da psicóloga clínica da minha empresa, reiterando que comunicação organizacional exige organização da comunicação).
sábado, 26 de dezembro de 2009
onde já se viu, santa?
Exemplo disso é minha pequena grande ajudante preocupada (nas férias!!!) se poderia adiantar algumas tarefinhas de seu setor. Sugeriu manter consigo um netbook, carregando na bolsa o peso do trampo - literalmente.
Ah não. Não, não e não. Tecnologia não serve pra escravizar.
Mobilidade é uma coisa. BOBILIDADE outra, bem diferente.
marcha à ré
Nem dá pra ficar felizão que o "mala" do chefe, ou aquele infeliz zarolho do departamento de cobrança vai tirar finalmente a lupa do seu decote. Sobre concorrentes prefiro nem comentar...
A crise Schumacher me apavora.
Este faz-que-vai-mas-fica é fodex.
uma esmolinha pelamor de Deus
Sem querer acabei caindo no blog de uma pessoa que não só divide com os internautas as fotos dos prêmios que recebe, como explica em tutorial como proceder para ganhar lindezinhas no conforto do lar.
Balas, vídeos, amostras de perfume, chaveiros e etc. Tanta variedade de produtos que eu fiquei impressionada.
Pedintes virtuais era a última categoria comportamental que faltava ingressar no fantástico mundo de bytes.
anarquização corporativa, sim senhor
Uma vez por ano, geralmente nesta época, um grupo de amigos executivos ao qual eu pertenço, se encontra.Cada um vive num singular pontinho do país, e é uma celebração especialíssima este encontro. Ou era...
Estou bem cansada de sessões coletivas de opiniões e idéias sobre técnicas de abordagens e cases de clientes.
Expliquei ontem que minhas gavetas profissionais estão temporariamente fechadas. Preciso dançar em cima da cômoda e não organizar as meias e calcinhas.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
desliguei meus telefones profissionais
Não quero ser lembrada - justamente para NÃO ser vista.
Uhú.
acabaram com minha alegria
Faz dias que li numa revista especializada uma entrevista com aquele que é chamado de Coach Número 1. (Ohhhhhhhhhhh!!!). Tá. Não lembro o nome do cara mas algumas coisas que o indivíduo falou me marcaram profundamente.
Primeiro quando ele disse que o Tiger Woods tem 3 coaches exclusivos (referência péssima numa hora em que o golfista mal sabe a diferença entre buzina, peitos de silicone e postes).
Segundo quando ele, a fim de dizimar a eterna dúvida entre terapia e coaching, e-x-p-l-i-c-o-u que "o coach não quer saber nada do seu pai e sua mãe, sua vida passada, só olha pra frente. Sem referências prévias."
(Então nunca vai saber dos elementos fundamentais da origem de uma pessoa, que tangem inclusive sua postura gestora. Já não sirvo mais pra ser coach. Que triste.)
até Papai Noel persegue a meta
Acabei de saber que o Santa Papas que deu expediente no shopping da cidade vai receber por produtividade, ou seja, existia um marcador da quantidade de pessoas e criancinhas que pousavam pras fotos.
E você acha ruim ter que atender 5 clientes numa semana? Sem barriga, sem barba e no ar-condicionado?
Ah pára.
corpo e corporação doentes
Hipocondria, segundo o tio Aurélio é "Afecção mental em que há depressão e preocupação obsessiva com o próprio estado de saúde: o doente, por efeito de sensações subjetivas, julga-se preso a condições mórbidas na realidade inexistentes e PASSA A PROCURAR, permanentemente, tratamentos que, além de descabidos, são muitas vezes perigosos... (...)"
Estamos todos de alguma forma afetados pela idéia de que ficamos com a carreira doente. E sim, perseguimos tratamentos descabidos e perigosos.
A compulsão pela crença de que estamos com estruturas profissionais muito frágeis, também é uma doença, porque as vezes não é o prego que entortou e sim a mão que segura o martelo.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
voodoo
Brincadeirinhas culturalmente inofensivas.
Hoje em dia se eu falar "anda lá senão te enfio umas agulhas" periga o povo me denunciar pra polícia.
Estas novidades no segmento da crueldade profissional são um escândalo.
adquira sorrindo e pague aos prantos
Principalmente o QUE NÃO TEM - já diria o sábio profeta Individadus Krônicus.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
besta e bucha - parte 2
Pode dizer que eu sou uma executiva de merda. Com M maiúsculo.
Mas me permita crer que eu era uma bailarina razoável.
Aí fica tudo em ordem.
besta e bucha
- "Tá, Monga. Você está no seu topinho executivo. Mas o topinho do ballet quem conseguiu foi a D*, que já dançou no Bolshoi".
Legenda: Me cutucar com qualquer coisa que lembre balé, minhas pernas podres de 20 anos pulando ou qualquer outra analogia, é um ato entendido como expressão "cai dentro que é briga".
Eu: - "Bolshói? Aquela uma lá? Humpf. Dançou no Buchói, só se for."
Não admito este tipo de retaliação.
entre tantos Lordes repousa um favelado
Este processo de me transformar num ser assustador e cheio de imprecações acontece naturalmente. Flui quando um cliente não se toca que estou de férias e telefona as 8 da manhã pra disparar meu alerta máximo socorrista.
Aproveitei o ensejo pra desejar Feliz Natal 2010, 2011, 2012, 2013 e todos os anos consecutivos.
Vai demorar muito tempo pra eu querer vê-lo.
(Vai sim).
filoso-poetando
Mas pense comigo, neste lindo dia 23 de Dezembro, que às vezes a vida nos obriga a violar esta ordem sugerida. Se alguém te aprisiona num conceito ruim, de que você É ruim, de que você ESTÁ ruim e só pode SER uma referência ruim, analise o que você TEM.
Aí camaradinha, se você tem amigos, um emprego que te tira o sono mas te compra a cama, se tem um amor com quem faz planos, então TER é a melhor forma de saber quem você É.
E chuta a uruca, que é macumba.
Vai dançar na praça, descalço. Pode me chamar.
prestação de contas
Cada dia minha caixinha apresenta uma nova flor.
E eu bem faceira de poder responder e conhecer melhor as pessoas que me abraçam e me acolhem tão docemente.
Executiva sortuda - é o que se pode falar a meu respeito!
:)
:)
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
pena da imobilidade
A inanição.
O hábito imbecil de algumas pessoas que pensam que tudo poderia ser "melhor" mesmo reconhecendo que não moveram sequer as pálpebras pra enxergar "o melhor".
(Mexer as mãos aí já seria exigir demais... bah.)
"Time, where did You go?"
Fiquei mesmo muito jururu. E lembrei de uma canção que eu costumo tocar em casa, que era trilha de um de seus filmes - imediatamente pensando nas mensagens não tão ao acaso que se escondem nos nossos "papéis..."
I should've known better / Eu devia ter conhecido melhor
I shouldn't have wasted those days / Eu não devia ter desperdiçado esses dias
And afternoons and mornings / E tardes e manhãs
I threw them all away / Eu os joguei fora
Now this is my time / Agora este é meu tempo
And I'm gonna make this moment mine / Eu vou fazer este momento meu
otimismo avante
Agora quando percebo que as pessoas são dignas de habitar meu msn, eu permito. Mesmo porque, as indignas foram pro ralo junto com a poeira inútil de 2009.
Esta faxina sazonal é importante. Na vida, nas gavetas, nas curvas da estrada de Santos. Onde existir pedregulho do mal, chute-o.
Na conversa com esta mocinha querida acabei me apropriando/transformando uma de sua frases.
Ela dizia "Então, Monga... como nem tudo é perfeito, problemas..."
E eu: "Então, C*.... na minha vida como nem tudo são problemas, p-e-r-f-e-i-t-o".
Maestro, dá um si bemol
Pra algumas pessoas a simples indagação "E você, faz o que da vida?" vira uma apresentação curricular."Formada ali, pos-graduada acolá, faladeira de 35467859 idiomas, militante de tais e tais ações, funcionária modelo de empresa YXZ, experiente em desarmar bombas, em pentear macacos e atirar pedrinhas no Rio Sucuri."
Fora as pessoas que parecem estar sempre de microfone na mão. Caprichando na entonação vira quase um karaokê de dotes organizacionais.
"Formaaaaaada em Administração, ô lê lê ô lá lá...."
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
leitor bom é aquele que traz a família
Sempre acreditando que a comunicação não tem fronteiras, a vida se encarrega de me mostrar que o amor é que não tem divisas, muros, cadeados, portões.
Isso tem um valor muito especial pra mim, já que a relação com o tempo e com as palavras é a razão do meu ofício - na empresa, e aqui.
murinho das lamentações
Pra ampará-lo, pra acolhê-lo e pra fazê-lo crer que é melhor rosnar PRA vida e não DA vida.
Mas leões feridos as vezes se atrapalham. Não conseguem falar com ninguém - falam sozinhos, no labirinto de quem se perdeu em si.
Faz parte do comportamento desta confusa geração de neo-executivos "ordem e progresso" que se deixa vampirizar pra poder comprar seu "carrinho".
nova gestão blogueira
Brincadeirinha!!! Motivos reais, amigos:
- Porque recebo mais e-mails do que comentários;
- Porque respondo a todos os e-mails que recebo, já que meu plug nas caixas de correio é mais confiável.
Vamos testar juntos?
licenciado pra conduzir
Parece um bom sinalizador da idade, de fato. Dar-se conta que novamente há que se reiterar algum voto ou licença - nem que seja a de dirigir.
Pensei no ciclo de renovação em si. Na possibilidade estratégica de avaliar a forma de guiar.
(E no quanto seria maravilhoso se nos exigissem algum exame no volante-administrativo, regularmente e obrigatoriamente).
:)
minha boca-túmulo
Só de ida.
E em silêncio forçado.
a Majestade o rouxinol
Os fotógrafos do evento onde o "rouxinol" cantou queriam registrar apenas a sua imagem junto aos outros artistas também famosos. Ele porém, exigiu que todos fossem devidamente clicados, sem distinção.
E pra tal, sentou-se no chão.
Quem trabalha em equipe deveria entender o gesto. As vezes a gente precisa se curvar pra que o colega apareça "bem na foto".
Não se trata de abdicar da nossa fatia do flash e sim em reconhecer que um rouxinol só não faz verão.
domingo, 20 de dezembro de 2009
dê vexame, mas presenteie
Prova disso é ter uma mãe inteligente, viajada e culta que junta pacotes e embalagens de coisas que adquirimos o ano inteiro. Guarda no closet. O motivo a gente já sabe - "Pra embalar os presentinhos de Natal comprados de última hora."
Aí rola a esparrela campeã.
Presentear alguém com uma agenda bem à toa e embrulhar num pacote da Hering.
(E crer devotamente que a pessoa ficará tão feliz... a ponto de ignorar que a Hering não vende agendas!!!)
Natal touch screem
Neste ano iniciei sozinha o movimento do hug yourself. Tenho abraçado as pessoas independente delas estarem a fim ou esperarem por isso.
O rapaz do serviço de coleta do lixo que passou em casa pra arrecadar grana pro caixinha deles pensou que eu era alguma Salomé encalhada:
"Lógico que eu colaboro! Mas entra aqui em casa e me dá um abraço?"
Loucurinha deliciosa.
filosofia da Reader's Digest
"Quando for viajar, coloque todas as suas roupas e dinheiro em cima da cama. Aí leve metade das roupas e o dobro do dinheiro."
(Na mosca!)
foi o shampoo que caiu no meu olho
Independente da combinação de talentos que as pessoas têm, nos encontros em equipe de final de ano sempre acontece o derretimento das camadas de rigidez.Chororô. Lágrimas. Pedidos de perdão. Pregação das melhorias e dos empenhos em que se aposta pro ano seguinte. Colegas que passaram meses se ferindo trocam bençãos e bálsamos.
Os eventos desta ordem que presenciei me fazem crer que é melhor ir vazando o ano todo, do que cachoeirar em dezembro.
Por isso que eu choro bastante ao longo do ano. Odeio serviço acumulado - inclusive o serviço de esvaziar o coração.
sábado, 19 de dezembro de 2009
às ordens
Participei de um workshop muito legal onde demonstrei toda minha capacidade de ilustração e minha disciplina pra reinventar metáforas possíveis. Dezenas de impacientes tentavam se manter atentos ao conteúdo por mim defendido, mesmo com os corpos presentes e as almas lááá na praia - desde já.
No final, um dos participantes me abraçou e falou:
"Você tem muita criatividade. É a pessoa mais exemplista que eu conheço."
Aos 45 do segundo tempo de dezembro, aceito tudo. "Exemplista"? Tá, que seja.
títulos de post e opiniões sinceras
"Monga, até parece que alguém sente de fato na própria carne, ou que corta de verdade a própria carne, em se tratando de vida corporativa, com a idéia de se sentir na pele do outro ou se entregar ao sacrifício." ( Vitor F. )
É mesmo.
Sem contar que, "cortar na própria carne", dá a impressão de que rola um "bifinho-executivo" de filét organizacional quando no máximo se tem pão com ovo...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
cortando na própria carne (parte doissss)
As vezes na tentativa de estancar o fluxo de informações que nada tem a ver (aparentemente) com nosso trabalho, acabamos impedindo que jorre a fonte da criatividade.
Na verdade tudo interessa, até que desinteresse.
cortando na própria carne
Ideal é restringir cada coisa ao seu universo.
Muitas pessoas não levam problemas de trabalho pra casa. Beleza pura.
Eu não consigo levar problemas de casa pro trabalho.
(Pra reforçar minha disciplina, abri mão da casa. Né não, mamãe-papai?)
Cuidado com os ovos. São ovos? Não, são pregos.
E exemplos são iguais roupas na vitrine. Podem ser lindas numa manequim esquálida e distantes da nossa realidade corporal ; e um verdadeiro desastre quando experimentadas.
Adequar exige muita cautela.
Falei bastante sobre este limite de adaptação quando ele solicitou que moldássemos o atendimento ao seu público-alvo de acordo com o sistema adotado por uma padaria da cidade.
Louvável. Mas vender quiabos e filhotes de lagartixa são coisinhas diferentes, por mais que a simpatia, o blablabla, o compromisso e dedicação sejam honestos.
cale-se e cague-se
Ah...
Que uma diarréia é tudo o que eu mereço na vida.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
não se empolga, japonesa
Aliás: ela sequer queria a minha avaliação.
Mas como Monga quieta é Monga morta, eu-falei-mesmo-assim.
"Você foi aprovada com louvor na versão beta do seu sistema de eficiência."
( Mas o salário ainda ta em uploading... :P)
e por falar em obviedades
O pensamento executado, transformado em ação, sempre recebe a etiqueta "eu já havia pensado nisso antes."
Moral da fábula corporativa: pensando ou agindo, algum zé cri-cri vai te espreitar.
sobre acordos tácitos
Na minha vida afetiva, familiar e doméstica eu também me comporto assim. Ninguém vê minhas baixarias, porque elas são internas.
Se eu não preciso criar uma cartilha pra dizer pra minha mãe que minha correspondência é particular, se eu não preciso dizer pra pessoa que eu amo que fidelidade é um sub-conceito da lealdade, se eu não preciso dizer que mentir é uma auto-enganação patética, ENTÃO ESTOU DISPENSADA DE DIZER que roubar, trapacear colegas e caluniar é feio, faz mal, dá câncer, queda de cabelo e impotência sexual.
Tudo que é essencial, parte do tal de pressuposto.
envenenamento profissional
Esta recompensa pode ser pra alguns a simples menção pública de que você tem "muito bom gosto". Ou que você é "muito inteligente"!
Acontece que se você fala que chorou porque a Leila Lopes* se suicidou, a gente necessariamente tem que eleger uma categoria reserva na esfera dos opinadores, que não é o autêntico e nem o inteligente.
É o coitado.
herança suína (e de outros animais)
Foi-se o tempo em que peidar no elevador era motivo de discórdia e fofoca imediata entre executivos.Isso é coisa do p-a-s-s-a-d-o. O lance que provoca um arrastão de olhares malignos é espirrar.
Se a espirradeira vier acompanhada de uma cara de cansaço, olheiras amareladas, languidez e ombros caídos, aí complica.
Provável até que alguém te fale "por favor peida, mas num espirra!"
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
é a estatística da prenhez
A torcida pelo apadrinhamento do neném já até começou. Ela jura de pé juntos que fez os testes de farmácia e nada ocorre.
Nossa gestora de finanças, porém, aconselha:
"Faça vários, muitos testes de farmácia. São baratos e rápidos. O resultado você obtém por análise do saldo médio."
(Ainda bem que este povo está saindo de férias. PQP)
opino com o que sinto, e sinto muito
Mas é fácil saber.
A maior de todas as tragédias é a ausência de comunicação. A impossibilidade de falar. De expressar.
É o exílio emocional inevitável.
Papai Noel me ama
O meu corpo, sempre tão expressivo, acaba dando sinais públicos quando alguma seta de amor me faz alvo. Eu bailarino entre os pensamentos, sorrio com os colegas, brinco e brindo internamente a chance única de zelar pelo coração de alguém.
Porque zêlo é mão dupla. Eu me cuido muito mais quando cuidando de outra pessoa.
na marola
Rimos muito ao constatar que o navio se assemelha àquelas embarcações de filmes de terror e imaginamos o Comandante recebendo a tripulação usando um tapa-olho e com um papagaio no ombro.
O fato é que o ano pode ter sido cheio de "barcas furadas", mas ao menos na reta final o navio é de luxo.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
fugir num adianta
Apertei as jugulares ao máximo para saber o que os colegas pensavam uns dos outros. Ninguém balbuciava uma mínima opinião e se limitavam a dizer "não tenho nadaaaaaa contra ninguém. Adóruuuu todos e todos estão adequados nos seus cargos."
Não fiquei convencida. E lá pelas tantas, alterando a abordagem, veio a surpresa.
Eu: - Tá. Então você adóooora todo mundo. Belê. E quem você acha que é mais dinâmico na sua função?
Funcionária com cara de pão de x-salada: - Dinâmico de verdade? Ou dinâmico igual aquela idiota da recepção que só quer se mostrar pro chefe?
Um à zero pra "euzes".
interessados favor mandar sinais de fumaça
Sou uma espécie de "conversadeira corporativa". Cara chega, desabafa suas mágoas de carreira, refelete comigo sobre assuntos variados, traça planos impossíveis ( senão a vida não tem graça ) e eu ganho uns trocados bem legais. Tenho vários clientes neste pé.
Não se trata de coaching.
É "Mongoling".
a ortodontia da alma
"Ah. Eu uso aparelho. Muito ferro na boca é feio."
Ah, minha filha... Tanta gente com "ferro na boca" que nem usa aparelho...
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
a Ruthinha é boa...
Agora um outro cliente ( solo, sem cópias ) tem um par de assessoras gêmeas. E elas sim, adoram dificultar as coisas pro meu lado. Eu que já não sou muito cirurgiã na minha análise de roupas, cores e acessórios, acabo fazendo altas confusões.
As apelidei de Ruth e Raquel. Ou "gêmea boa e gêmea má" em função da novela Mulheres de Areia.
E quanto a mim.... Tonho da Lua, certeza.
duas facetas das muvucas natalinas
1- Ninguém mais se atreve a perguntar "alguém quer aproveitar pra falar sobre alguma coisa?", porque rola uma atração imediata entre mim e o microfone, ou a saliva e a articulação dos beiços, e eu não-paro-de-falar-nunca-mais. Com o agravante de apelar pra minha porção "Histórias para aquecer o coração". Aí o povo chora, eu viro celebridade mínima e é uma babação do caramba.
2- É engraçado ouvir a forma lisonjeira com que minha amiga revelou que havia me tirado no amigo secreto "a pessoa que eu tirei é calma, sempre sensata, sorridente, espiritualizada, doce..." Eu já tava levantando pra ir ao banheiro, quando ela falou "Monga, é você!".
E eu: " ah, tá." (...)
Monga at work
Alz-heimer.
Muito trabalho, a ansiedade frenética de correr pra parar, sabe? De fazer mil coisas, das quais não se faz nem 2% pois o pensamento já está lá surfando no litoral.
E quanto mais eu forço a capacidade de memorização, mais ela me manda pastar.
:(
Daniela, rodas-gigantes e pipoca doce
Junto com o beijo, um abraço beeeem apertado com votos de que a vida continue a empurrando pro desafio do auto-encontro; pois é só assim que se chega ao porão da verdade.
Querida, foi de fato muito bom a ter conhecido.
Muita luz!
broncodilatadores
Existe um tipo de exercício respiratório comum entre executivos temerosos, bundões e persecutórios. É assim:Inspira - expira - conspira.
Os mais catarrentos-emocionais são adeptos.
domingo, 13 de dezembro de 2009
o Pai da criança
Não bastasse fazer isso de uma maneira muito pontual, ataca de forma ainda mais indecente: sempre dá um jeitinho de lembrar o cantor, a cantora, a banda, que "foi o primeiro a abrir as portas da televisão. O primeiro a oportunizar uma aparição pública."
Pra ser descobridor de talentos, o profissional tem que ser encobridor da sua vaidade pessoal.
Vale pros headhunters.
desfazendo as bagagens e as ilusões
(A menos que se tenha 12 anos de idade - caso contrário, é muita utopia desejar a virgindade corporativa.)
Não importa ser o primeiro, em algumas circunstâncias. Nem o definitivo.
Mas o verdadeiro.
sábado, 12 de dezembro de 2009
saudades do meu amigo Manô
Lembrei do meu amigo Manô Well, que certa vez me explicara a diferença de executivas e executantes.
falando em Maçonaria...
Já que todo Maçon que não seja meu pai devo chamar de "tio", nada mais natural.
Rolou certa vez de um empresário, conhecido da família e Maçon, me chamar pra uma reunião. Logo na entrada eu taquei um esticadíssimo "Oooooooooooooi titioooooooo!"
Virou piada - especialmente num ambiente de predominância masculina.
Mas nem foi tão por querer assim. Escapou.
olho por olho, bode por bode
Um cliente me mandou um contrato de confidencialidade industrial. O cara teme que eu roube suas idéias. Eu, que estou ali justamente pra ajudá-lo a consolidar suas relações com os colaboradores e com o mercado. Mesmo assim, ele me empurra pra uma cansativa formalização de contrato, no qual quer garantir o mais subjetivo dos itens: "que eu jamais conte a ninguém"o que vi ali dentro da sua empresa.
Este mesmo cliente esqueceu que a cada mês aproximadamente 50 funcionários entram e saem do seu boteco - motivo este que o levou a me pedir asilo corporativo.
Agora, se ele faz tanta questão assim de viver em torno de "segredos" vou pedir pro meu pai convidá-lo pra ser Maçon. Bééééééééé.
Monga Jones, caçadora de aventuras
Inédito é um conceito, uma idéia. Inovação é um sorriso na hora de falar das mesmas velhas coisas numa reunião. É enfiar a literatura num acordo de gestão de princípios. Propor poesia com relatório, arroz com dinâmicas de grupo, feijão com tecnologia da informação.
O mercado é assim... nos garante muitas opções iguais, mas vindas de mãos diferentes.
As vezes as pessoas deduzem que tudo é muito óbvio no meu universo de achismos, de coisinhas, e nem desconfiam que eu também desbravo novidades todos os dias...
transação online é coisa do passado
E na sexta-feira, a pessoa paga em cheque. As 17horas. E ainda debocha ha-ha! Não dá mais tempo de ir ao banco, hein? Vai ter que ir na segunda. Ha-ha.
A Diretora de Finanças da minha empresa me pergunta, pálida - "o que eu faço, Monga?"
Eu: "Pegue o cheque com cara de felicidade plena. Olhe firmemente pra ele. Suspire. Agradeça, DEVOLVA e diga que rescindiremos o contrato."
Não é pelo atraso ou pelo desacordo comercial. É porque não podemos vender soluções pra quem nos paga com desrespeito.
eu aceito o que me chega
Conheci uma moça muito inteligente. Inteligente-contida, fina, artesã de palavras.
E na conversa de uma manhã chuvosa ela me falou "as pessoas bem que poderiam respeitar a astrologia, seria uma ferramenta interessante pra coaching, pra psicólogos organizacionais..."
É. As pessoas bem que poderiam respeitar que eu sou virginiana. Não lidero ninguém senão a mim. Me conduzo e me lanço ao mar, as vezes desprotegida e sem velas.
Eu sou uma executiva sem medo do naufrágio.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
da vibe: "tô na moda executiva".
E a comunicação consegue dançar este samba numa boa.
É só misturar as palavras "gestão","estratégia","organizacional","prospecção" com expressões gastronômicas super in. "A estratégia alterou o paladar dos clientes diante dos produtos." "A proposta organizacional ficou marinando tempo demais no departamento" ou simplesmente "não vou a reunião de lideranças porque tofu."
há meu silêncio no meio do caminho
Eu sou uma faladeira compulsiva mas as vezes não bato, nem apanho.
(Não falo nem ouço - pois.)
1000 e um motivos
Post de número 1000, em exatos 9 meses de blog. Com a marca de 600 seguidores, que confiam plenamente que os levarei pra lugar nenhum.
E talvez por isso mesmo tenham decidido me fazer companhia.
Só o amor permite o compartilhamento de idiotices de forma voluntária e lúcida.
Obrigada.
vai pra casa, Padilha
Cliente muito estressado com horários me aborrece. Querendo acelerar uma conversa importante e querendo a dispensa imediata de suas obrigações reflexivas então... ufa. Eu surto.As vezes eu consigo entender os motivos que orbitam a vida de alguns empresários desesperados.
Ter 50 anos e casar com uma menina de 20 tem dessas angústias. Rola uma necessidade de monitoramento constante.
Metade da idade, trazendo o dobro de problemas.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
minha galinha não "bota" fé, só ovos
Arnaldo - leitor, por e-mail.
Nossa, cara. Que susto!!! Já pensou se você achasse uma "bobagem pequena"? Eu ia me magoar profundamente.
Sou megalomaníaca.
vamu assumir
"Se conselho fosse bom, se dava - não se vendia."
gramática corporativa
Analise se na sua profissão ou nas suas rotinas laborais que envolvem escravidão, grana curta e desânimo sazonal, ainda cabem conjugações de "verbos de ligação" - ser, estar, permanecer, continuar...
É um auto-exame quase indolor.
eu disse que era normal?
Que se use "já citado", "já mencionado" ou qualquer patavina dessas.
Me irrita. Dá a impressão emocional de que se trata de alguém duplamente achincalhado.
Re-ferido.
Duas vezes cagado.
Me abateu uma espécie de compaixão executiva.
na segunda vez a gente acerta
Na minha análise imprevista só consegui lhe dizer que a invejava.
Se todos os traumas corporativos fossem tal exame escolar em que a gente tem a chance de uma segunda provinha, tudo estaria a salvo.
(...)
a tecnologia é medíocre na medida do homem
Pois este cliente queria promover uma campanha institucional de final de ano em que pudesse associar a imagem de sua empresa ao mais alto conceito de modernidade, de super-máquinas, de avanços operacionais de última geração. E me advertiu: "nada de imagens de pessoas, de clichês de alegria, de apertos de mão e abraços. Focalizemos na tecnologia que oferecemos."
Eu nem queria brigar. Aconteceu naturalmente quando perguntei " ta, e você considera louvável que um cliente receba um cartão onde você sugere que suas máquinas estão desejando um Feliz Natal?"
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Papai Noel não enche botinha orgulhosa
São tontas, meio arrogantes-consumidoras de grifes.
E por conta desta bobice se privam de fazer o popular caixinha de final de ano.
Enchi tanto o saco, usei tantos exemplos instrutivos que elas voltaram atrás. Em cima do balcão, junto às maquinas de cartão de crédito repousa uma lata chiquérrima com a frase que sugeri:
"Fundo de promoção natalina pro-sorrisos. Colabore com a equipe do Salão kdjkdshfsf."
preguiça de falar a verdade
Vou me presentear com várias coisas bacanas.
Eu mereço, né não?
cada vez mais down no high society
Começou a delinquência coletiva. Dada a largada rumo às festinhas tchururu.
A pérola da noite foi a colega dividindo com os amigos numa mesa farta de pizza e refrigerantes que "acha que seu cachorrinho sofre de síndrome de down."
Impressionante como estes comes e bebes são reveladores!
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
crash boom bang
Eu odeio almoçar em restaurantes que tem música ao vivo. Eu odeio música ao meio-dia, disputando a acústica do ambiente com garfos batendo, crianças gritando e executivos socando a mesa pra mostrar virilidade ( e o Rolex douradão ).
Almoço e silêncio é meu sonho de consumo. A ponto de ouvir a grão de arroz caindo lááááááá no estômago há horas sem nadinha, nadinha.
massacre emocional
O cara é técnico em alguma coisa. Na carteira de trabalho é office-punk.
A moça é secretária bilíngue. Na carteira de trabalho é auxiliar de serviços-gerais.
Vontade de exercer o mesmo com o chefe.
Executivo na carteira de trabalho e zé roela pro resto.
sociedade dos executivos mortos
Incluí algumas cláusulas malucas; o que se torna na verdade a atitude mais coerente vinda de um ser como eu - que vai trabalhar calçando crocs.
Tudo se deve ao fato de que eu quero carregar o máximo de estagiários e aprendizes comigo. Quero circular pelas empresas com meus "aluninhos" como se devorássemos os quadrinhos do Louvre pela primeira vez.
E pra evitar rolo, transformei esta "liberdade" em item contratual.
"Sou livre para carregar qualquer anjo que deseje aprender sobre os bastidores do mundo corporativo e que suporte com bravura a companhia de executivas e suas nóias."
não vende no Extra
Eu converso com alguns leitores-amigos pelo ême-ésse-êne.Hoje, papeando com a Patrícia Boudakian* (pessoa GG - genial e gentil) chegamos juntas à conclusão de que o que vale mesmo na vida profissional é a satisfação.
É a xurumela mais real. A lorota mais verdadeira.
Até fiz um trocadilho com a célebre frase do Exupéry:
"O essencial é invisível ao bolso."
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
administrando emoções
Na minha empresa abrimos uma vaga pra administrador júnior. Embora com uma abordagem discreta, recebemos nada menos que 31 currículos. Número muito expressivo pras rigorosas exigências.
Não fiquei feliz. Fiquei triste, confesso. Não poder atender a muitos seres humanos sedentos por um salário garantido no final do mês me ataca a sensibilidade.
O que posso fazer pra resolver parcialmente minha angústia é responder a cada um dos e-mails, de forma muito particular, pra que este colega se sinta acolhido.
Posso não dizer "bem-vindo" a todos, mas não me custa dizer "obrigada, até um dia!".
more than labels
Alguém me agride via e-mail falando que eu "estrago a seriedade que a vida corporativa requer". Que " James Hunter é um gênio, o Monge e o Executivo é um exemplo de vida, e que Roberto Justus é um papa que levou pra tv a chance única do super-emprego. Isto sim que é ser executivo."
Não vâmu brigá. Ok. Concordo com tudo.
Carmen, de Bizet é música. Éguinha Pocotó também é música.
Né? Então.
quando a gente ama é luz
Porque ela me abraça bem apertado, fala que me ama e que eu tenho "luz".
(Eu fico sem jeito de dizer que meu celular quando vibra no bolso do terninho emite uns feixes coloridos. Não posso estragar a ilusão que ela carrega acerca de minha luminosidádi).
indecência em foco
Ele "criou" uma técnica apurada de desvio ( de conduta?? rs) de certas partes do corpo. As pessoas perdem peso. Pra caramba - inclusive pessoas famosas que vão lá se arregaçar frente as câmeras. Que vão lá especificamente pra falar das maravilhas deste processo.
Fuxicando na web, encontrei esta jóia de consideração por parte do Sr. Seu Doutor Médico:
"Nesta técnica além da pessoa poder comer normalmente ela não precisa passar por psicólogo, nutricionista e outros profissionais, terá vida normal , tudo normal mesmo."
Ele também deve ter passado por alguma técnica avançadíssima. Tipo colocar o furico no lugar da boca pra falar merda mais confortavelmente.
pela atitude de solidarizar-se
Quando eu arranjo uma vaga. Quando eu congelo minha agenda efervescente pra dar atenção a algum perdido no mercado.E mesmo quando eu gentilmente tento animar os falecidos torcedores colorados atacados pela falência múltipla da bola murcha.
Eu sou gremista e antes de tudo sou pessoa sensível.
Amorosa e solidária.
páre agora! por favoooooooor!
Tudo dentro da regra morna e sem volúpia emocional.
Hoje, porém, descobri que a mocinha tímida da recepção de uma grande empresa é cantora de buátchy nos finais de semana. E canta bem pra mais de fio de microfone!
Especialidade da moça: jovem guarda!
Bá. Já vi tudo.
Vandéca e Martinha que se cuidem. Uma dupla corporativa se ensaia. :P
domingo, 6 de dezembro de 2009
chegou a turma do funil ( parte doisssssss)
Nem em forma de gel, pra limpar as mesas.
Os anos passam e minha antipatia radical em relação ao consumo de bebidas alcóolicas se alarga (na mesma medida em que se alarga minha pança).
Não acredito na magia do bafo.
chegou a turma do funil
Na esquina da casa dos meus pais abriu um estabelecimento entusiasta no combo "pagode, cerveja e esfrega " e ófi córsi que não pude recarregar as pilhas. Não pude descansar adequadamente para encarar uma semana agitadíssima.
"Eles que beberam e eu é que fiquei tonta."
misery business
"She's got a body like an hourglass that's ticking like a clock."
("Ela tem um corpo em forma de ampulheta que está batendo como um relógio")
Ê domingão cheio de serviçooooooooo.
foi por querer sem querer
Me acostumei a uma "leitura de segundo momento" porque é difícil afirmar pela superfície em qual área a pessoa trabalha. É quase uma libertação social mixada com jogo de adivinhação.
O revés disso é as vezes exagerar na licença poética e falar pro primeiro cara de terno e gravata encostado no meu carro "cuida aê pra mim, mano."
E ele retribuir "Ah sim, claro. Mas pra isso tenho que ligar pro meu cliente e desmarcar minha audiência daqui há 5 minutos ali no fórum."
falta um tanto para brindar
Márcio* meu amigo empresário confessou que seu desejo de final de ano é produzir um material institucional para presentear clientes e parceiros.Sua proposta inclui uma foto em que toda sua equipe demonstre o prazer da confraternização diária.
Só que a equipe do Márcio é desajustada, desunida e intra-sabotadora.
Cultivar a existência do Papai Noel é uma mentirinha simbólica, cuja justificativa é dispensável. Mas mentir sobre a amizade e laços que sequer existem é complicado. Melhor cuidar destas feridas relacionais para que no próximo ano a foto seja apenas o registro da realidade.
sábado, 5 de dezembro de 2009
bestiários corporativos
Grande coisa. Dãããããããã.
Feito histórico é casar com um cavalo.
Na minha empresa há uma colega que contraiu este matrimônio.
eu e meus botões
Modera todos os meus comentários antes do cocô voar pro ventilador. É o cara que senta comigo e fala "Monguinha, cê tem que ser menos reta, minha filha."
Funcionar p-e-r-f-e-i-t-a-m-e-n-t-e num funciona.
Mas reduzi "os danos" constantes.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
bahia no rio de janeiro
"Morreu alguém, pensei."
Não. Ela queria me contar que o Grupo Pão de Açúcar Diniz comprou a Casas Bahia.
O teor emocional agregado a uma marca é tão violento, que tenho a impressão de que minha avó desejou oferecer abrigo pra família Klein.
"Coitadinhos!" - disse ela.
o retorno da múmia
Deve ser por isso que de vez em quando algum espertalhão quer fazer as secretárias de idiota, conforme testemunhei hoje na clínica de um amigo.
"Retorno, Sr. Fulano? Quando foi a sua última consulta? An? Maio de 2002?"
Maio de 2002!!!!
Pracabá.
don't toque-me
Sou daquelas que limpa a tela do celular na blusa pra não ter um risquinho. Cês acham que considero "dedada" na tela uma coisa normal?
É quase uma subversão.
Me dá loucurinha.
faz de conta que eu levo o trabalho a sério
Deixa eu pensar...
Pronto, pensei.
Não, eu não contrario nada. Eu canto.
"It's not right, but it's ok, I'm Gonna make it anyway".
Whitney, plumas e bom humor não fazem volume na gaveta.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
ta. entendi.
Ele respondeu rapidamente: "Nunca. Não sei viver sem Poder. E o Poder é mais fascinante do que o dinheiro."
To imaginando minha lista de Natal adentrando um grande magazine e eu super inspirada " divide aí em 4 parcelas de Poder, sem juros, mano."
se você não ta fazendo nada, pensa comigo
2- Sim. Se numa relação entre Chefe-Supremo e Peão-da-Côrte o consumidor final não sente a vibração das normas estabelecidas, sinal de que estas normas não são relevantes.
3- Se não são relevantes só servem pro tradicional hábito de mostrar quem manda no terreiro.
Deus me livrO
Livrinho infantil, de culinária, de astronomia. Livro, livro, livro.
Dá até pra criar a modalidade alternativa de amigo oculto.
O amigo CULTO.
mui amiga!
Ano passado eu fiz uma confusão do caramba, entreguei cueca pra mulher e sutiã com alça de silicone pra marmanjo. Mais ou menos neste esquema...rs
Precaução foi ter comprado um bloquinho pra anotar os locais, os nomes, as datas, os presentes e evitar maiores tumultos.
todos os caminhos nos levam
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
até a pé nós iremos
Quando uma situação não nos favorece a não ser QUE favoreçamos irremediavelmente o concorrente é preciso relevar mesmo que fique aquele gostinho de desagrado. Pra ganhar as vezes há que se perder. Num tem jeito. É a maleabilidade da circunstância.
Na empresa, ok? Porque no futebol não vale.
Entrega, Grêmio!!!!
Por favooooooooooooooooooooooooor.
por falar em estagiários
Em 2010 os estagiários da minha empresa terão cartões de visita iguais aos do resto da equipe.
Se eles não podem "se apresentar ao mercado", não podem "se apresentar ao serviço".
Esta é a lógica.
vai lá e arrebenta
Um deles irá no meu lugar numa reunião importantíssima. Bem vestido, devidamente treinado, capacitado, moldado enfim para parecer aquilo que não é: dono da minha empresa.
E ainda bem que ele não é - por sinal.
Grandes chances de conservar aquela carinha de neném feliz.
últimas manchetes
"Monga faz novo acordo sobre as regras da pre-ssão."
pra matar a sede da tradição
Prefiro que alguém na equipe seja o portador das más notícias. Decapitação verbal não faz muito minha onda.Eu não gosto que nada diferente de flores saia da minha boca. Pra manter o posto de gente fina e porque sou meio viada. Meio totalmente.
A única bomba que carrego é a de chimarrão.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
mas peraí!
estamos quites, baby
so let's dance
a ocasião faz as personagens
É tão ridículo quanto achar que alguém supervisiona o tal do caderno.
Minha argumentação só ganhou consistência quando esculachei de forma incontestável: passei uma semana assinando de diversas maneiras... "Papai Noel", "Lady Ga-ga", "Getúlio Vargas"...
Pensa que alguém notou?
Ha-ha.
desTROÇANDO
Eu falei um pouco da minha função de consultora e em que circunstância poderia contribuir, quando ela suspirou:
"Você não vai fazer aqueles troços de dinâmicas de grupo aqui não, nééééé?"
Eu: "Nãooooooooo. Vou fazer outros troços. Vários troços. Mas não os troços de dinâmica."
Cada um da o nome que prefere.
