quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

e o primeiro decreto...

... é que decidi não encapsular minhas invencionices no blog. Outros projetos que incluem minhas navalhadas corporativas estão nascendo. (É quase uma ameaça, percebe? ha-ha).

Aproveitando a revolucionária técnica que inventei para tratar de temas chatos e comuns nos ambientes profissionais, em breve excursionarei o país com a minha Kombi Executiva, contendo anti-manuais, balões de festa, discos de vinil e perucas rosa pink.

Postes e pessoas, muito cuidado.

:)

"vou sair, vou andar, pra ver, o mundo..."

Vou deixar aqui a postificação dos meus desejos para o ano fresquinho que se inicia.

Que a gente fale muita merda. E ria muito disso. E ria principalmente DE SI mesmo.

Que a gente pense muita besteira. E não se culpe por isso.

Que a gente queira o melhor pra SI. E não se ache egoísta por isso.

Que a gente sonhe SEM ter pés no chão. E não se ache maluco por isso.

Que a gente pense que o trabalho não É a negação do prazer. E não se ache um anarquista por isso.

2000 é 10 !!!

Minha ex-roommate enviou um vídeo desejando feliz Ano Novo, com a seguinte análise:

"Falta pouco para o novo ano. Muito para novas mentalidades."

Verdade.

Eu já adquiri meu estoque de novas posturas (e novos sentimentos) para 2010.

Novo não é necessariamente aquilo que ninguém fez ou pensou. É um passaporte em branco. Um caderno cheio de páginas vazias. É o coração cheinho de espaços vagos. É um desafio imprevisto, um colega recém chegado. Uma promoção. Um recomeço. Todo amanhã é o começo do novo (de novo).

executiva prendada e antiquada

To bem convencida do quanto sou demodeé.

Ser assediada por outras empresas nem sempre significa que o seu currículo é um escândalo ou que seu talento é tão formidável que dispense o mínimo de postura decente (porque ética é um conceito de abrangência duvidosa) por parte da concorrência. Cantadas corporativas também exigem doses de respeito. A promiscuidade profissional nunca foi bom indício.

Falava isso pra minha irmã usando como comparação as cantadas que se recebe mesmo quando se usa uma aliança gigante. No que ela respondeu:

"E desde quando usar aliança impede alguma coisa?"

Hellooo. Não impede? Eu cochilei enquanto mudaram os princípios de relacionamento no planeta? Como que ninguém me avisa??

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

obrigada, Gabriela Maciel

Uma leitora me chamou a atenção, de maneira gentilíssima, que ao passo que critiquei o "seje" da ex-colega-funcionária, também caguei feeeeeio ao escrever num dos posts abaixo "o ciúmes" quando o correto seria O CIÚME. Coloquei plural no lugar do solitário artigo.

Oh. Fiquei envergonhadinha. Mas graças a Deus não tenho melindres.

E brinquei, no meu email de resposta à Gabi, que talvez faça parte de um planejamento inconsciente de sabotar a norma culta do que quer que sej......A.

(Obrigada, querida. E continue me fazendo companhia, se possível, perdoando o barro que eu espalho na Língua Portuguesa...rs)

che, que mala!

Achei tão meigo o email de uma ex-funcionária da minha empresa sugerindo que em 2010 eu "seje" sempre esta pessoa legal-sincera. Que eu S-E-J-E.

Posso morrer de rir? Posso? hauahauhauahauahauhauahauhau.

Hay que EMBURRECER pero sin perder la ternura jamas.

se for invejar, melhor sentar...

O ciúmes é uma virose de espirros inúteis. A inveja também.

Não acredito que toda força misteriosa sirva para compelir as pessoas na busca pelos seus desejos. Quando invejamos muito o emprego da ex-colega de faculdade, quando invejamos o carro novinho daquele primo chato, estamos na verdade acomodando o traseiro no sofá da passividade.

Nunca conheci nenhum grande invejoso; ágil, sedento...

Todos com quem convivi são mentecaptos, iludidos e pançudos - pançudos aliás, porque invejar também cansa.

Justifica a passividade então? Blergh.

de Marcelo Montenegro

(...) "na dúvida, rindo da vida...

A musa fatiada na véspera
do mágico. E o jeito encantador
com que a executiva
mexe o canudo
no copo de suco."

nem melhor, nem pior... diferente

Tem gente que adora embarcar num projeto em andamento. Que gosta do tempo de situar-se e encontrar o seu espaço indivisível. Que produz com qualidade e agrega novos valores dentro da idéia de alguém. Eu já gosto da fertilização das idéias.

Por exemplo: nunca curti ganhar flores, pra decepção de muitas pessoas.

Prefiro que me presenteiem com sementes.

Sou das que plantam, colhem, e oferecem as flores nascidas pra outras pessoas.

culpando a gravidade por cair de amores

Associar a vagabundice com profissões ligadas à arte ou à qualquer outra manifestação de prazer não é deste tempo. É assim há "montes de anos" e estações culturais. Este trem não descarrila.

Ainda hoje minha avó me chama de "transviada" quando quer lembrar que eu sou a jujuba mais diferente no pote hermético (careta) do mundo corporativo.

Creio que músicos já foram em algum momento chamados de vagabundos,assim como atores, atrizes, performers, grafiteiros porque toda profissão ligada a algum gozo emocional tem este rótulo. Sem contar as profissões ligadas ao sexo...

Se o rótulo de vagabunda me garantir a frequência cardíaca de quem é irremediavelmente feliz... perfeito. Executiva e vagabunda - com certeza!!!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

me conta, vai...

Dizer "compromissada" é bem mais bonito do que comprometida.

É só por predileção, ta? "Comprometida" me dá idéia de "metida-em-algo-não-bacana"/Envolvida em algum projeto profissional ou pessoal de caráter duvidoso/Guiada por uma conduta pouco louvável.

Eu to compromissadíssima. E feliz. Muito feliz!

E você? Ta na pista executiva e amorosa?

porque o roto não fala do descosturado

Aprendi mesmo, que uma opinião relevante, que chegue a formar outras opiniões, é avaliada igualmente pela boca que a expressa.

Já há muito tempo percebo que as pessoas minimamente perspicazes não dão ouvidos à críticas de bueiro.

Pra falar com propriedade, tem que ser à luz da coerência.

amor de verão sobe a serra?

Por dois momentos ontem vieram me perguntar o que sugiro pra resgatar a reputação de uma empresa.

Eu me importei muito com a opinião das pessoas a respeito do meu caráter em únicas duas ou três situações na minha vida, sempre envolvendo pessoas pelas quais o MEU nível de admiração era altíssimo. A opção mais prudente é perceber que a necessidade de uma excelente imagem tem a ver com paixão.

É o mesmo sentimento que nos move quando queremos causar "uma boa impressão" na pessoa por quem estamos arrastando um bonde.

Resta saber se este desejo de boa imagem é transitório e efêmero, tanto quanto uma paixonite, ou é amor casamenteiro - com intenções de construir história.

você é meu herói meu bandido

Cabemus-logo-com-a-teoria-de-que-netinhos salvam idosos insanos.

Se meu pai poderia se (e nos) isentar de tropeços e negociatas absurdas se ocupando de um (primeiro) netinho, "se ferramo, mano."

Sem chance de criancinhas ruivas e sardentas circulando entre nós.

E pensando melhor, não há mal nenhum no meu velho mais uma vez quebrar a cara no mercado.

Enobrece. Depura os pecados.

faltando um neto e sobrando desespero

Tenho uma grave crise de pânico quando meu pai fala que teve idéia pra um grande negócio.

Com exceção da pousada que tivemos em Bonito (MS), todas as "grandes idéias" envolveram criação de animais nojentos, sociedade com amigos bêbados, enrabadas financeiras históricas e muita, mas muita degustação coletiva de maracujina.

Todo aposentado deveria ter acompanhamento psicológico vitalício.

não pode rolar uma mímica?

Crianças gritam quando estão alegres, gritam quando estão com fome, gritam quando tem sede, gritam quando tem sono e gritam muitooooo quando notam que estão no shopping pra assistir Avatar com outras crianças que também gritam muito.

Sendo assim, o último lugar do mundo pra apreciar um belo "prato de silêncio" é um shopping cheio (de crianças).

Sim, to falando sozinha ( bem baixinho...).

Monga em fuga

Me recuso a responder emails profissionais nas férias ainda que seja pra justificar que estou de férias, porque meus clientes não conseguem entender que existe vida fútil na web. E que eu tenho direitos (e motivos) pra navegar simplesmente em busca do perfume ideal em alguma lojinha.

O fato de dedilhar a mínima mensagem que seja, por educação ou fineza, acaba por causar ainda mais frenesi. O cara acha que eu to plugada no notebook ansiosa por algum relatório de última hora. Então... melhor não responder nada. Tudo corre o risco de soar "moço, a mamãe mandou dizer que não está."

Como diria o executivo Seu Jorge... é isso aí.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

velocidade 6 e créuuuuuuuu

Quando se tem um projeto para o qual se deve ter paciência, digestão adequada, persistência e sobretudo foco, se tem na mão o desafio de uma vida.

Administrar o tempo e tolerar "o excesso do que faz falta".

Ou a variante "lotação máxima de ausência".

faltam diodos na alma

Sem a mais vaga idéia de gestão um conhecido resolveu entrar no matagal corporativo.

Escolheu o segmento de consultoria em T.I, quadrado pro qual tem uma excelente formação acadêmica e um caráter suficientemente ilibado.

O que falta a ele é brilho. É o entusiasmo típico de quem vai errar muito e vai entender todos os erros de forma leve e auto-tolerante.

Não existe led que substitua a luz natural dos sonhadores.

modo passional ON

No senso comum das pessoas que me circundam minha etiqueta é de "gente faminta, intensa, que engole o mundo e arrota satisfação."

É.

Eu sou intensa. Grudo em todas as coisas que me são vitais.

Sou meio Manoel de Barros... "para ter azul eu uso pássaros."

super mínimos

Profissionais e chefes centralizadores não duvidam da capacidade dos outros.

Quem tem este perfil na verdade exerce a descrença em si, e na eficiência daquilo que deliberam ou ensinam aos colaboradores/subordinados.

Centralizar é problema de auto-estima.

Beeeeeeem baixa.

explicação axilar

"Monga, sou muito cobrada pra defender bandeiras de causas em função do meu cargo executivo. Já expliquei que não gosto de levantar bandeira nenhuma, acho que minha contribuição pode ser bem mais prática. Como você se comporta com pressões deste tipo? Qual seria uma justificativa aceitável pra minha resistência em levantar bandeiras?" Márcia Henriques - por email

Eu justifico com o suvaco.

"Não fui na depiladora esta semana."

(Levantar o braço fica pra próxima...)

domingo, 27 de dezembro de 2009

desabafo imprevisto

As vezes eu to mesmo mais pra lixa do que pra veludo. Mas se tem ranço que eu evito é mal-dizer de datas comemorativas, se a colocação se restringir ao aspecto "falsidade coletiva", "hipocrisia" e "apelo consumista e fútil".

A hipocrisia não pertence à data. É das pessoas, e as pessoas são hipócritas o ano todo. Quando elogiam um relatório muito chinfrim, quando abraçam a nora que detestam e quando dizem pro chefe "tudo bem!" quando gostariam de mandá-lo tomar naquele furinho.

Talvez a diferença é que durante o ano não se defina uma data pra brindar a falsidade com panetone e rabanadas. Ou não usemos roupa branca ao som de foguetes pra celebrar com os indesejados.

Só isso.

till the end

No marcador, incontáveis opções de caminhos profissionais (e pessoais).

Pois é justamente o sortimento de possibilidades que intensifica a escolha.

nem toda brasileira é bunda

Tenho uma amiga muito amada que participou de uma das edições do Big Brother Brasil. É uma moça do "lado A da vida"; querida, focada nas suas metas, linda-linda-encantadora. Com ela divido sorvetes, e-mails e passeios. Nos visitamos ao menos uma vez por ano...

E ao contrário de outras moças, respeitáveis tanto quanto ela, minha amiga não se interessou em trilhar nos vagões mais óbvios.

Sim, pousou nua. Sim, fez participações televisivas, recebeu cachês e zigue-zagueou no mundinho high profile da fama.... e hoje ta aí... na guerra diária de sobreviver ao mercado corporativo, pro qual tem uma sólida formação acadêmica.

Algumas pessoas escolhem a bundificação do cerébro. Outras escolhem a cerebralização da bunda.

can U hear me?

Escutar significa - também - dar condições para que o outro fale.

(A frase não é minha, e sim da psicóloga clínica da minha empresa, reiterando que comunicação organizacional exige organização da comunicação).

sábado, 26 de dezembro de 2009

onde já se viu, santa?

O principal sintoma de má influência nos trainees e estagiários começa quando identificamos neles uma série de condutas embutidas em nós mesmos. As erradas, principalmente.

Exemplo disso é minha pequena grande ajudante preocupada (nas férias!!!) se poderia adiantar algumas tarefinhas de seu setor. Sugeriu manter consigo um netbook, carregando na bolsa o peso do trampo - literalmente.

Ah não. Não, não e não. Tecnologia não serve pra escravizar.

Mobilidade é uma coisa. BOBILIDADE outra, bem diferente.

marcha à ré

Não se pode comemorar nenhuma aposentadoria nos dias de hoje.

Nem dá pra ficar felizão que o "mala" do chefe, ou aquele infeliz zarolho do departamento de cobrança vai tirar finalmente a lupa do seu decote. Sobre concorrentes prefiro nem comentar...

A crise Schumacher me apavora.

Este faz-que-vai-mas-fica é fodex.

uma esmolinha pelamor de Deus

O mundo dos "brindeiros" me fascinou completamente. Não pelos brindes em si que estas pessoas ficam pescando na internet, mas pela sistematização do esquema.

Sem querer acabei caindo no blog de uma pessoa que não só divide com os internautas as fotos dos prêmios que recebe, como explica em tutorial como proceder para ganhar lindezinhas no conforto do lar.

Balas, vídeos, amostras de perfume, chaveiros e etc. Tanta variedade de produtos que eu fiquei impressionada.

Pedintes virtuais era a última categoria comportamental que faltava ingressar no fantástico mundo de bytes.

anarquização corporativa, sim senhor

Uma vez por ano, geralmente nesta época, um grupo de amigos executivos ao qual eu pertenço, se encontra.

Cada um vive num singular pontinho do país, e é uma celebração especialíssima este encontro. Ou era...

Estou bem cansada de sessões coletivas de opiniões e idéias sobre técnicas de abordagens e cases de clientes.

Expliquei ontem que minhas gavetas profissionais estão temporariamente fechadas. Preciso dançar em cima da cômoda e não organizar as meias e calcinhas.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

desliguei meus telefones profissionais

Excesso de disponibilidade gera automaticamente excesso de desvalorização.

Não quero ser lembrada - justamente para NÃO ser vista.

Uhú.

acabaram com minha alegria

Faz dias que li numa revista especializada uma entrevista com aquele que é chamado de Coach Número 1. (Ohhhhhhhhhhh!!!). Tá. Não lembro o nome do cara mas algumas coisas que o indivíduo falou me marcaram profundamente.

Primeiro quando ele disse que o Tiger Woods tem 3 coaches exclusivos (referência péssima numa hora em que o golfista mal sabe a diferença entre buzina, peitos de silicone e postes).

Segundo quando ele, a fim de dizimar a eterna dúvida entre terapia e coaching, e-x-p-l-i-c-o-u que "o coach não quer saber nada do seu pai e sua mãe, sua vida passada, só olha pra frente. Sem referências prévias."

(Então nunca vai saber dos elementos fundamentais da origem de uma pessoa, que tangem inclusive sua postura gestora. Já não sirvo mais pra ser coach. Que triste.)

até Papai Noel persegue a meta

O mercado não perdoa, no máximo se adequa. Ta pensando que vida de Papai Noel é o jardim das delícias?

Acabei de saber que o Santa Papas que deu expediente no shopping da cidade vai receber por produtividade, ou seja, existia um marcador da quantidade de pessoas e criancinhas que pousavam pras fotos.

E você acha ruim ter que atender 5 clientes numa semana? Sem barriga, sem barba e no ar-condicionado?

Ah pára.

corpo e corporação doentes

Nas minhas visitas constantes à "terra da elucidação" eu percebo estas amostras aplicáveis ao universo corporativo.

Hipocondria, segundo o tio Aurélio é "Afecção mental em que há depressão e preocupação obsessiva com o próprio estado de saúde: o doente, por efeito de sensações subjetivas, julga-se preso a condições mórbidas na realidade inexistentes e PASSA A PROCURAR, permanentemente, tratamentos que, além de descabidos, são muitas vezes perigosos... (...)"

Estamos todos de alguma forma afetados pela idéia de que ficamos com a carreira doente. E sim, perseguimos tratamentos descabidos e perigosos.

A compulsão pela crença de que estamos com estruturas profissionais muito frágeis, também é uma doença, porque as vezes não é o prego que entortou e sim a mão que segura o martelo.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

das minhas mãos pro seu coração


voodoo

Antes era comum eu mandar uns estímulos verbais pra garantir performances de resultado na empresa, por exemplo "anda lá senão eu te ponho no tronco e capricho na tortura".

Brincadeirinhas culturalmente inofensivas.

Hoje em dia se eu falar "anda lá senão te enfio umas agulhas" periga o povo me denunciar pra polícia.

Estas novidades no segmento da crueldade profissional são um escândalo.

adquira sorrindo e pague aos prantos

Observo os ritos de consumo natalinos e reflito sobre a máxima "as pessoas gastam o que tem e o que não tem".

Principalmente o QUE NÃO TEM - já diria o sábio profeta Individadus Krônicus.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

besta e bucha - parte 2

Pra entender o quilate das coisas na minha vida:

Pode dizer que eu sou uma executiva de merda. Com M maiúsculo.

Mas me permita crer que eu era uma bailarina razoável.

Aí fica tudo em ordem.

besta e bucha

De tanto desdenhar de algumas amigas executivas sobre a minha liberdade em ir trabalhar de havaianas e calça jeans jurássica, uma delas foi à forra.

- "Tá, Monga. Você está no seu topinho executivo. Mas o topinho do ballet quem conseguiu foi a D*, que já dançou no Bolshoi".

Legenda: Me cutucar com qualquer coisa que lembre balé, minhas pernas podres de 20 anos pulando ou qualquer outra analogia, é um ato entendido como expressão "cai dentro que é briga".

Eu: - "Bolshói? Aquela uma lá? Humpf. Dançou no Buchói, só se for."

Não admito este tipo de retaliação.

entre tantos Lordes repousa um favelado

Nunca precisei voar numa vassoura pra me "embruxar".

Este processo de me transformar num ser assustador e cheio de imprecações acontece naturalmente. Flui quando um cliente não se toca que estou de férias e telefona as 8 da manhã pra disparar meu alerta máximo socorrista.

Aproveitei o ensejo pra desejar Feliz Natal 2010, 2011, 2012, 2013 e todos os anos consecutivos.

Vai demorar muito tempo pra eu querer vê-lo.

(Vai sim).

filoso-poetando

Tudo ao redor nos leva à filosofia regular de que "SER é melhor do que TER". Somos estimulados a crer nisso e "isso" é bem uma verdade.

Mas pense comigo, neste lindo dia 23 de Dezembro, que às vezes a vida nos obriga a violar esta ordem sugerida. Se alguém te aprisiona num conceito ruim, de que você É ruim, de que você ESTÁ ruim e só pode SER uma referência ruim, analise o que você TEM.

Aí camaradinha, se você tem amigos, um emprego que te tira o sono mas te compra a cama, se tem um amor com quem faz planos, então TER é a melhor forma de saber quem você É.

E chuta a uruca, que é macumba.

Vai dançar na praça, descalço. Pode me chamar.

prestação de contas

Esta história de remover a opção de comentários do blog e pedir que meus leitores me escrevam está rendendo meus melhores presentes de Natal.

Cada dia minha caixinha apresenta uma nova flor.

E eu bem faceira de poder responder e conhecer melhor as pessoas que me abraçam e me acolhem tão docemente.

Executiva sortuda - é o que se pode falar a meu respeito!

:)
:)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

pena da imobilidade

Pior pecado do comportamento?

A inanição.

O hábito imbecil de algumas pessoas que pensam que tudo poderia ser "melhor" mesmo reconhecendo que não moveram sequer as pálpebras pra enxergar "o melhor".

(Mexer as mãos aí já seria exigir demais... bah.)

"Time, where did You go?"

B. Murphy, minha atriz número-favorita faleceu tem uns dias.

Fiquei mesmo muito jururu. E lembrei de uma canção que eu costumo tocar em casa, que era trilha de um de seus filmes - imediatamente pensando nas mensagens não tão ao acaso que se escondem nos nossos "papéis..."

I should've known better / Eu devia ter conhecido melhor
I shouldn't have wasted those days / Eu não devia ter desperdiçado esses dias
And afternoons and mornings / E tardes e manhãs
I threw them all away / Eu os joguei fora
Now this is my time / Agora este é meu tempo
And I'm gonna make this moment mine / Eu vou fazer este momento meu

otimismo avante

Conversei com uma leitora do blog ontem. Uma gracinha de menina, aliás.

Agora quando percebo que as pessoas são dignas de habitar meu msn, eu permito. Mesmo porque, as indignas foram pro ralo junto com a poeira inútil de 2009.

Esta faxina sazonal é importante. Na vida, nas gavetas, nas curvas da estrada de Santos. Onde existir pedregulho do mal, chute-o.

Na conversa com esta mocinha querida acabei me apropriando/transformando uma de sua frases.

Ela dizia "Então, Monga... como nem tudo é perfeito, problemas..."

E eu: "Então, C*.... na minha vida como nem tudo são problemas, p-e-r-f-e-i-t-o".

Maestro, dá um si bemol

Pra algumas pessoas a simples indagação "E você, faz o que da vida?" vira uma apresentação curricular.

"Formada ali, pos-graduada acolá, faladeira de 35467859 idiomas, militante de tais e tais ações, funcionária modelo de empresa YXZ, experiente em desarmar bombas, em pentear macacos e atirar pedrinhas no Rio Sucuri."

Fora as pessoas que parecem estar sempre de microfone na mão. Caprichando na entonação vira quase um karaokê de dotes organizacionais.

"Formaaaaaada em Administração, ô lê lê ô lá lá...."

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

leitor bom é aquele que traz a família

Mando um beijo especial pra Dona Paula, mãe da minha leitorinha Chrys*, lá de Belém.

Sempre acreditando que a comunicação não tem fronteiras, a vida se encarrega de me mostrar que o amor é que não tem divisas, muros, cadeados, portões.

Isso tem um valor muito especial pra mim, já que a relação com o tempo e com as palavras é a razão do meu ofício - na empresa, e aqui.

murinho das lamentações

Há algum tempo a Psicanalista da minha empresa indicou a um operário bastante sofrido, usado e mal-pago, um atendimento especializado.

Pra ampará-lo, pra acolhê-lo e pra fazê-lo crer que é melhor rosnar PRA vida e não DA vida.

Mas leões feridos as vezes se atrapalham. Não conseguem falar com ninguém - falam sozinhos, no labirinto de quem se perdeu em si.

Faz parte do comportamento desta confusa geração de neo-executivos "ordem e progresso" que se deixa vampirizar pra poder comprar seu "carrinho".

nova gestão blogueira

Pra uma de minhas fundamentações teóricas dentro de meus estudos de cabala-comunicacional à luz da razão semiótica-sem-fronteiras, o espaço de comentários foi temporariamente suspenso.

Brincadeirinha!!! Motivos reais, amigos:

- Porque recebo mais e-mails do que comentários;
- Porque respondo a todos os e-mails que recebo, já que meu plug nas caixas de correio é mais confiável.

Vamos testar juntos?

licenciado pra conduzir

Entre os votos de Feliz 2010 meu "guru executivo" comentou que está fatidicamente velho, pois é a terceira ou quarta vez que renova sua carteira de motorista antes de viajar de férias.

Parece um bom sinalizador da idade, de fato. Dar-se conta que novamente há que se reiterar algum voto ou licença - nem que seja a de dirigir.

Pensei no ciclo de renovação em si. Na possibilidade estratégica de avaliar a forma de guiar.

(E no quanto seria maravilhoso se nos exigissem algum exame no volante-administrativo, regularmente e obrigatoriamente).

:)

minha boca-túmulo

Todo mundo empacotando as tranqueiras, acariciando as malas e eu em viagem interna.

Só de ida.

E em silêncio forçado.

a Majestade o rouxinol

Consumindo algumas leiturinhas frugais observei que um certo cantor de música sertaneja poderia multiplicar seus ensinamentos pra muitos executivos que andam por aí.

Os fotógrafos do evento onde o "rouxinol" cantou queriam registrar apenas a sua imagem junto aos outros artistas também famosos. Ele porém, exigiu que todos fossem devidamente clicados, sem distinção.

E pra tal, sentou-se no chão.

Quem trabalha em equipe deveria entender o gesto. As vezes a gente precisa se curvar pra que o colega apareça "bem na foto".

Não se trata de abdicar da nossa fatia do flash e sim em reconhecer que um rouxinol só não faz verão.

domingo, 20 de dezembro de 2009

dê vexame, mas presenteie

Um lar chega a ser um planeta inteirinho de "provas e expiações".

Prova disso é ter uma mãe inteligente, viajada e culta que junta pacotes e embalagens de coisas que adquirimos o ano inteiro. Guarda no closet. O motivo a gente já sabe - "Pra embalar os presentinhos de Natal comprados de última hora."

Aí rola a esparrela campeã.

Presentear alguém com uma agenda bem à toa e embrulhar num pacote da Hering.

(E crer devotamente que a pessoa ficará tão feliz... a ponto de ignorar que a Hering não vende agendas!!!)

Natal touch screem

Ano passado eu caí numa pegadinha de Natal de uma emissora de tv que tentava mostrar a resistência das pessoas em abraçar desconhecidos na rua.

Neste ano iniciei sozinha o movimento do hug yourself. Tenho abraçado as pessoas independente delas estarem a fim ou esperarem por isso.

O rapaz do serviço de coleta do lixo que passou em casa pra arrecadar grana pro caixinha deles pensou que eu era alguma Salomé encalhada:

"Lógico que eu colaboro! Mas entra aqui em casa e me dá um abraço?"

Loucurinha deliciosa.

filosofia da Reader's Digest

Frase genial atribuída à Susan Heller:

"Quando for viajar, coloque todas as suas roupas e dinheiro em cima da cama. Aí leve metade das roupas e o dobro do dinheiro."

(Na mosca!)

foi o shampoo que caiu no meu olho

Independente da combinação de talentos que as pessoas têm, nos encontros em equipe de final de ano sempre acontece o derretimento das camadas de rigidez.

Chororô. Lágrimas. Pedidos de perdão. Pregação das melhorias e dos empenhos em que se aposta pro ano seguinte. Colegas que passaram meses se ferindo trocam bençãos e bálsamos.

Os eventos desta ordem que presenciei me fazem crer que é melhor ir vazando o ano todo, do que cachoeirar em dezembro.

Por isso que eu choro bastante ao longo do ano. Odeio serviço acumulado - inclusive o serviço de esvaziar o coração.

sábado, 19 de dezembro de 2009

às ordens

Hoje vivi minha despedida das tarefinhas de trabalho de 2009.

Participei de um workshop muito legal onde demonstrei toda minha capacidade de ilustração e minha disciplina pra reinventar metáforas possíveis. Dezenas de impacientes tentavam se manter atentos ao conteúdo por mim defendido, mesmo com os corpos presentes e as almas lááá na praia - desde já.

No final, um dos participantes me abraçou e falou:

"Você tem muita criatividade. É a pessoa mais exemplista que eu conheço."

Aos 45 do segundo tempo de dezembro, aceito tudo. "Exemplista"? Tá, que seja.

títulos de post e opiniões sinceras

Um dos meus leitores enviou e-mail comentando que o título do post abaixo "cortando na própria carne" sugere uma conduta pouco real por parte de algumas pessoas.

"Monga, até parece que alguém sente de fato na própria carne, ou que corta de verdade a própria carne, em se tratando de vida corporativa, com a idéia de se sentir na pele do outro ou se entregar ao sacrifício." ( Vitor F. )

É mesmo.

Sem contar que, "cortar na própria carne", dá a impressão de que rola um "bifinho-executivo" de filét organizacional quando no máximo se tem pão com ovo...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

cortando na própria carne (parte doissss)

Há volubilidade nas coisas, porém, nesta contenção de problemas e coisinhas de cá-pra-lá e de-lá-pra-cá.

As vezes na tentativa de estancar o fluxo de informações que nada tem a ver (aparentemente) com nosso trabalho, acabamos impedindo que jorre a fonte da criatividade.

Na verdade tudo interessa, até que desinteresse.

cortando na própria carne

Grande impasse na vida de muitos executivos é o trânsito de problemas que influenciam no rendimento. A performance sempre sofre algum arranhão quando não conseguimos separar "o trampo", do trigo.

Ideal é restringir cada coisa ao seu universo.

Muitas pessoas não levam problemas de trabalho pra casa. Beleza pura.

Eu não consigo levar problemas de casa pro trabalho.

(Pra reforçar minha disciplina, abri mão da casa. Né não, mamãe-papai?)

Cuidado com os ovos. São ovos? Não, são pregos.

Um dos clientes mais espevitados da minha empresa anda usando como referência dos seus desejos-de-perfeição uma série de exemplos pouco aplicáveis a sua realidade.

E exemplos são iguais roupas na vitrine. Podem ser lindas numa manequim esquálida e distantes da nossa realidade corporal ; e um verdadeiro desastre quando experimentadas.

Adequar exige muita cautela.

Falei bastante sobre este limite de adaptação quando ele solicitou que moldássemos o atendimento ao seu público-alvo de acordo com o sistema adotado por uma padaria da cidade.

Louvável. Mas vender quiabos e filhotes de lagartixa são coisinhas diferentes, por mais que a simpatia, o blablabla, o compromisso e dedicação sejam honestos.

cale-se e cague-se

Como o fato de eu não comer chocolate por inúmeras razões é popular entre meus clientes, por alguma razão obscura a maioria me presenteou com trufas, chocotones e bombons. Isso quer dizer o que? An?

Ah...

Que uma diarréia é tudo o que eu mereço na vida.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

não se empolga, japonesa

Minha trainee imediata parecia impassível diante da minha avaliação de desempenho. Aprendeu rapidamente comigo a usar os elementos virginianos à serviço da indiferença.

Aliás: ela sequer queria a minha avaliação.

Mas como Monga quieta é Monga morta, eu-falei-mesmo-assim.

"Você foi aprovada com louvor na versão beta do seu sistema de eficiência."

( Mas o salário ainda ta em uploading... :P)

e por falar em obviedades

A idéia pensada é só uma traça na gaveta do pensamento.

O pensamento executado, transformado em ação, sempre recebe a etiqueta "eu já havia pensado nisso antes."

Moral da fábula corporativa: pensando ou agindo, algum zé cri-cri vai te espreitar.

sobre acordos tácitos

É perda de tempo absoluta pensar que eu sou boa em cobrar artigos óbvios.

Na minha vida afetiva, familiar e doméstica eu também me comporto assim. Ninguém vê minhas baixarias, porque elas são internas.

Se eu não preciso criar uma cartilha pra dizer pra minha mãe que minha correspondência é particular, se eu não preciso dizer pra pessoa que eu amo que fidelidade é um sub-conceito da lealdade, se eu não preciso dizer que mentir é uma auto-enganação patética, ENTÃO ESTOU DISPENSADA DE DIZER que roubar, trapacear colegas e caluniar é feio, faz mal, dá câncer, queda de cabelo e impotência sexual.

Tudo que é essencial, parte do tal de pressuposto.

envenenamento profissional

Existem dois tipos de opinião que circulam nos bastidores corporativos. A opinião que é sua, legítima e autêntica, e a que é expressada pra garantir alguma recompensa da chefia.

Esta recompensa pode ser pra alguns a simples menção pública de que você tem "muito bom gosto". Ou que você é "muito inteligente"!

Acontece que se você fala que chorou porque a Leila Lopes* se suicidou, a gente necessariamente tem que eleger uma categoria reserva na esfera dos opinadores, que não é o autêntico e nem o inteligente.

É o coitado.

herança suína (e de outros animais)

Foi-se o tempo em que peidar no elevador era motivo de discórdia e fofoca imediata entre executivos.

Isso é coisa do p-a-s-s-a-d-o. O lance que provoca um arrastão de olhares malignos é espirrar.

Se a espirradeira vier acompanhada de uma cara de cansaço, olheiras amareladas, languidez e ombros caídos, aí complica.

Provável até que alguém te fale "por favor peida, mas num espirra!"

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

é a estatística da prenhez

Suspeita-se que Maricota*, Diretora de Jornalismo da minha empresa esteja gravidinha.

A torcida pelo apadrinhamento do neném já até começou. Ela jura de pé juntos que fez os testes de farmácia e nada ocorre.

Nossa gestora de finanças, porém, aconselha:

"Faça vários, muitos testes de farmácia. São baratos e rápidos. O resultado você obtém por análise do saldo médio."

(Ainda bem que este povo está saindo de férias. PQP)

opino com o que sinto, e sinto muito

Minha amiga Nina* perguntou qual seria a "maior de todas as tragédias" no meu entender. Sei lá, acho que ela teve uma crise "actor's studio" e mandou esta perguntinha xexelenta.

Mas é fácil saber.

A maior de todas as tragédias é a ausência de comunicação. A impossibilidade de falar. De expressar.

É o exílio emocional inevitável.

Papai Noel me ama

Vivi uma experiência inigualável hoje, uma espécie de antecipação do presente de Natal - deste ano e de todos os vindouros.

O meu corpo, sempre tão expressivo, acaba dando sinais públicos quando alguma seta de amor me faz alvo. Eu bailarino entre os pensamentos, sorrio com os colegas, brinco e brindo internamente a chance única de zelar pelo coração de alguém.

Porque zêlo é mão dupla. Eu me cuido muito mais quando cuidando de outra pessoa.

na marola

Minha amiga Samy* ta saindo pra um cruzeiro hoje, nestes navios de cabotagem e tá super animada.

Rimos muito ao constatar que o navio se assemelha àquelas embarcações de filmes de terror e imaginamos o Comandante recebendo a tripulação usando um tapa-olho e com um papagaio no ombro.

O fato é que o ano pode ter sido cheio de "barcas furadas", mas ao menos na reta final o navio é de luxo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

fugir num adianta

Ainda neste processo na nova função recém adquirida, estive conversando individualmente com cerca de 30 colaboradores de uma empresa.

Apertei as jugulares ao máximo para saber o que os colegas pensavam uns dos outros. Ninguém balbuciava uma mínima opinião e se limitavam a dizer "não tenho nadaaaaaa contra ninguém. Adóruuuu todos e todos estão adequados nos seus cargos."

Não fiquei convencida. E lá pelas tantas, alterando a abordagem, veio a surpresa.

Eu: - Tá. Então você adóooora todo mundo. Belê. E quem você acha que é mais dinâmico na sua função?

Funcionária com cara de pão de x-salada: - Dinâmico de verdade? Ou dinâmico igual aquela idiota da recepção que só quer se mostrar pro chefe?

Um à zero pra "euzes".

interessados favor mandar sinais de fumaça

Incorporei outra função executiva. E assim, o verbo incorporar não poderia assumir melhor conjunção astral, porque de fato alguma luz Divina se instala por entre meus neurônios.

Sou uma espécie de "conversadeira corporativa". Cara chega, desabafa suas mágoas de carreira, refelete comigo sobre assuntos variados, traça planos impossíveis ( senão a vida não tem graça ) e eu ganho uns trocados bem legais. Tenho vários clientes neste pé.

Não se trata de coaching.

É "Mongoling".

a ortodontia da alma

Pra entender o motivo de alguém furtar-se ao sorriso no ambiente profissional, recebi a explicação:

"Ah. Eu uso aparelho. Muito ferro na boca é feio."

Ah, minha filha... Tanta gente com "ferro na boca" que nem usa aparelho...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

a Ruthinha é boa...

Tenho um par de clientes vasos. Os caras são gêmeos, mas isso nunca quis dizer nada, afinal os homens são únicos em si. Impossível confundí-los.

Agora um outro cliente ( solo, sem cópias ) tem um par de assessoras gêmeas. E elas sim, adoram dificultar as coisas pro meu lado. Eu que já não sou muito cirurgiã na minha análise de roupas, cores e acessórios, acabo fazendo altas confusões.

As apelidei de Ruth e Raquel. Ou "gêmea boa e gêmea má" em função da novela Mulheres de Areia.

E quanto a mim.... Tonho da Lua, certeza.

duas facetas das muvucas natalinas

Dois fatos sobre revelações de amigos ocultos:

1- Ninguém mais se atreve a perguntar "alguém quer aproveitar pra falar sobre alguma coisa?", porque rola uma atração imediata entre mim e o microfone, ou a saliva e a articulação dos beiços, e eu não-paro-de-falar-nunca-mais. Com o agravante de apelar pra minha porção "Histórias para aquecer o coração". Aí o povo chora, eu viro celebridade mínima e é uma babação do caramba.

2- É engraçado ouvir a forma lisonjeira com que minha amiga revelou que havia me tirado no amigo secreto "a pessoa que eu tirei é calma, sempre sensata, sorridente, espiritualizada, doce..." Eu já tava levantando pra ir ao banheiro, quando ela falou "Monga, é você!".

E eu: " ah, tá." (...)

Monga at work

Acho que to com a "doença do alemão".

Alz-heimer.

Muito trabalho, a ansiedade frenética de correr pra parar, sabe? De fazer mil coisas, das quais não se faz nem 2% pois o pensamento já está lá surfando no litoral.

E quanto mais eu forço a capacidade de memorização, mais ela me manda pastar.

:(

Daniela, rodas-gigantes e pipoca doce

Mando um beijo de feliz aniversário pra Daniela.*

Junto com o beijo, um abraço beeeem apertado com votos de que a vida continue a empurrando pro desafio do auto-encontro; pois é só assim que se chega ao porão da verdade.

Querida, foi de fato muito bom a ter conhecido.

Muita luz!

broncodilatadores

Existe um tipo de exercício respiratório comum entre executivos temerosos, bundões e persecutórios. É assim:

Inspira - expira - conspira.

Os mais catarrentos-emocionais são adeptos.

domingo, 13 de dezembro de 2009

o Pai da criança

Um certo animador de tv tem um hábito detestável. Toda vez que um artista vai se apresentar no seu programa ele faz questão de sabotar o sucesso da criatura lembrando dos tempos minguados de miserabilidade na carreira.

Não bastasse fazer isso de uma maneira muito pontual, ataca de forma ainda mais indecente: sempre dá um jeitinho de lembrar o cantor, a cantora, a banda, que "foi o primeiro a abrir as portas da televisão. O primeiro a oportunizar uma aparição pública."

Pra ser descobridor de talentos, o profissional tem que ser encobridor da sua vaidade pessoal.

Vale pros headhunters.

desfazendo as bagagens e as ilusões

Ninguém chega de "malas vazias" num relacionamento, num emprego, num projeto, num cargo, numa empresa.

(A menos que se tenha 12 anos de idade - caso contrário, é muita utopia desejar a virgindade corporativa.)

Não importa ser o primeiro, em algumas circunstâncias. Nem o definitivo.

Mas o verdadeiro.

sábado, 12 de dezembro de 2009

saudades do meu amigo Manô

Ouvi agora há pouco que existem chefs de cozinha e paneleiros.

Lembrei do meu amigo Manô Well, que certa vez me explicara a diferença de executivas e executantes.



falando em Maçonaria...

Um dia ao acaso, eu e um grupo de mais ou menos 8 executivas, descobrimos que éramos todas filhas de Maçon e atiçadas pelos protocolos deste "clubinho secreto de papai", passamos a nos chamar de "prima" em todas as situações públicas em que nos encontrávamos.

Já que todo Maçon que não seja meu pai devo chamar de "tio", nada mais natural.

Rolou certa vez de um empresário, conhecido da família e Maçon, me chamar pra uma reunião. Logo na entrada eu taquei um esticadíssimo "Oooooooooooooi titioooooooo!"

Virou piada - especialmente num ambiente de predominância masculina.

Mas nem foi tão por querer assim. Escapou.

olho por olho, bode por bode

Um cliente me mandou um contrato de confidencialidade industrial. O cara teme que eu roube suas idéias. Eu, que estou ali justamente pra ajudá-lo a consolidar suas relações com os colaboradores e com o mercado. Mesmo assim, ele me empurra pra uma cansativa formalização de contrato, no qual quer garantir o mais subjetivo dos itens: "que eu jamais conte a ninguém"o que vi ali dentro da sua empresa.

Este mesmo cliente esqueceu que a cada mês aproximadamente 50 funcionários entram e saem do seu boteco - motivo este que o levou a me pedir asilo corporativo.

Agora, se ele faz tanta questão assim de viver em torno de "segredos" vou pedir pro meu pai convidá-lo pra ser Maçon. Bééééééééé.

Monga Jones, caçadora de aventuras

Inédito é um conceito, uma idéia. Inovação é um sorriso na hora de falar das mesmas velhas coisas numa reunião. É enfiar a literatura num acordo de gestão de princípios. Propor poesia com relatório, arroz com dinâmicas de grupo, feijão com tecnologia da informação.

O mercado é assim... nos garante muitas opções iguais, mas vindas de mãos diferentes.

As vezes as pessoas deduzem que tudo é muito óbvio no meu universo de achismos, de coisinhas, e nem desconfiam que eu também desbravo novidades todos os dias...

transação online é coisa do passado

A pessoa fala que vai pagar pelo serviço em cash, no final da semana, e você agenda uma série de compromissos. É um montante bem respeitável.

E na sexta-feira, a pessoa paga em cheque. As 17horas. E ainda debocha ha-ha! Não dá mais tempo de ir ao banco, hein? Vai ter que ir na segunda. Ha-ha.

A Diretora de Finanças da minha empresa me pergunta, pálida - "o que eu faço, Monga?"

Eu: "Pegue o cheque com cara de felicidade plena. Olhe firmemente pra ele. Suspire. Agradeça, DEVOLVA e diga que rescindiremos o contrato."

Não é pelo atraso ou pelo desacordo comercial. É porque não podemos vender soluções pra quem nos paga com desrespeito.

cansaço

"que tudo se foda, disse ela,

e se fodeu toda."

(Paulo Leminski)

eu aceito o que me chega

Eu sempre aceito sugestões,dicas, bulas, mapas e instruções de lavagem.

Conheci uma moça muito inteligente. Inteligente-contida, fina, artesã de palavras.

E na conversa de uma manhã chuvosa ela me falou "as pessoas bem que poderiam respeitar a astrologia, seria uma ferramenta interessante pra coaching, pra psicólogos organizacionais..."

É. As pessoas bem que poderiam respeitar que eu sou virginiana. Não lidero ninguém senão a mim. Me conduzo e me lanço ao mar, as vezes desprotegida e sem velas.

Eu sou uma executiva sem medo do naufrágio.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

da vibe: "tô na moda executiva".

Algumas pessoas não buscam resultados efetivos que lhes inspirem a merecida confiança, pois buscam na verdade saber o grau de corporativês a que se é capaz de chegar.

E a comunicação consegue dançar este samba numa boa.

É só misturar as palavras "gestão","estratégia","organizacional","prospecção" com expressões gastronômicas super in. "A estratégia alterou o paladar dos clientes diante dos produtos." "A proposta organizacional ficou marinando tempo demais no departamento" ou simplesmente "não vou a reunião de lideranças porque tofu."

há meu silêncio no meio do caminho

Nem sempre estou inspirada a conversar com muitas pessoas ao longo do dia.

Eu sou uma faladeira compulsiva mas as vezes não bato, nem apanho.

(Não falo nem ouço - pois.)

1000 e um motivos

Este é um post lendário, neste quadrado que chamo de meu.

Post de número 1000, em exatos 9 meses de blog. Com a marca de 600 seguidores, que confiam plenamente que os levarei pra lugar nenhum.

E talvez por isso mesmo tenham decidido me fazer companhia.

Só o amor permite o compartilhamento de idiotices de forma voluntária e lúcida.

Obrigada.

vai pra casa, Padilha

Cliente muito estressado com horários me aborrece. Querendo acelerar uma conversa importante e querendo a dispensa imediata de suas obrigações reflexivas então... ufa. Eu surto.

As vezes eu consigo entender os motivos que orbitam a vida de alguns empresários desesperados.

Ter 50 anos e casar com uma menina de 20 tem dessas angústias. Rola uma necessidade de monitoramento constante.

Metade da idade, trazendo o dobro de problemas.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

minha galinha não "bota" fé, só ovos

"Monga, acho publicidade e marketing uma bobagem enorme. Desculpa, mas não boto fé."

Arnaldo - leitor, por e-mail.

Nossa, cara. Que susto!!! Já pensou se você achasse uma "bobagem pequena"? Eu ia me magoar profundamente.

Sou megalomaníaca.

vamu assumir

Quem trabalha com consultoria deve entender a regra de subversão dos ditados.

"Se conselho fosse bom, se dava - não se vendia."

gramática corporativa

Bom termômetro de carreira:

Analise se na sua profissão ou nas suas rotinas laborais que envolvem escravidão, grana curta e desânimo sazonal, ainda cabem conjugações de "verbos de ligação" - ser, estar, permanecer, continuar...

É um auto-exame quase indolor.

eu disse que era normal?

Está proibido o uso da palavra "referido" ou "referida" na empresa.

Que se use "já citado", "já mencionado" ou qualquer patavina dessas.

Me irrita. Dá a impressão emocional de que se trata de alguém duplamente achincalhado.

Re-ferido.

Duas vezes cagado.

Me abateu uma espécie de compaixão executiva.

na segunda vez a gente acerta

Fêrpa*, minha trainee favorita está desesperada por ter pego exame enquanto seus coleguinhas estão de férias.

Na minha análise imprevista só consegui lhe dizer que a invejava.

Se todos os traumas corporativos fossem tal exame escolar em que a gente tem a chance de uma segunda provinha, tudo estaria a salvo.

(...)

a tecnologia é medíocre na medida do homem

Conversando com um grande empresário hoje percebi de que forma o aparato tecnológico seduz a boiada em detrimento dos valores importantes. Seduz porque a tecnologia tem limites de relação. O homem não. A tecnologia se encerra em si. O homem escolhe se amordaçar no patético.

Pois este cliente queria promover uma campanha institucional de final de ano em que pudesse associar a imagem de sua empresa ao mais alto conceito de modernidade, de super-máquinas, de avanços operacionais de última geração. E me advertiu: "nada de imagens de pessoas, de clichês de alegria, de apertos de mão e abraços. Focalizemos na tecnologia que oferecemos."

Eu nem queria brigar. Aconteceu naturalmente quando perguntei " ta, e você considera louvável que um cliente receba um cartão onde você sugere que suas máquinas estão desejando um Feliz Natal?"

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Papai Noel não enche botinha orgulhosa

As meninas que trabalham no salão (milagreiro) de beleza que frequento são encapsuladas no gueto das "patricetes de beverly hills".

São tontas, meio arrogantes-consumidoras de grifes.

E por conta desta bobice se privam de fazer o popular caixinha de final de ano.

Enchi tanto o saco, usei tantos exemplos instrutivos que elas voltaram atrás. Em cima do balcão, junto às maquinas de cartão de crédito repousa uma lata chiquérrima com a frase que sugeri:

"Fundo de promoção natalina pro-sorrisos. Colabore com a equipe do Salão kdjkdshfsf."

preguiça de falar a verdade

Num dos muitos amigos ocultos que participei acabei tirando/sorteando a mim mesma.

Vou me presentear com várias coisas bacanas.

Eu mereço, né não?

cada vez mais down no high society

Hoje foi um dia tipicamente destruidor. Além da agenda consumidora de energia, terminei o período comparecendo a um jantar de confraternização.

Começou a delinquência coletiva. Dada a largada rumo às festinhas tchururu.

A pérola da noite foi a colega dividindo com os amigos numa mesa farta de pizza e refrigerantes que "acha que seu cachorrinho sofre de síndrome de down."

Impressionante como estes comes e bebes são reveladores!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

crash boom bang

Alguma coisa veio com defeito de fábrica.

Eu odeio almoçar em restaurantes que tem música ao vivo. Eu odeio música ao meio-dia, disputando a acústica do ambiente com garfos batendo, crianças gritando e executivos socando a mesa pra mostrar virilidade ( e o Rolex douradão ).

Almoço e silêncio é meu sonho de consumo. A ponto de ouvir a grão de arroz caindo lááááááá no estômago há horas sem nadinha, nadinha.

massacre emocional

As empresas sempre conseguem dar um jeitinho de diminuir os gastos diminuindo os egos.

O cara é técnico em alguma coisa. Na carteira de trabalho é office-punk.

A moça é secretária bilíngue. Na carteira de trabalho é auxiliar de serviços-gerais.

Vontade de exercer o mesmo com o chefe.

Executivo na carteira de trabalho e zé roela pro resto.

sociedade dos executivos mortos

Modifiquei totalmente o padrão dos contratos da minha empresa.

Incluí algumas cláusulas malucas; o que se torna na verdade a atitude mais coerente vinda de um ser como eu - que vai trabalhar calçando crocs.

Tudo se deve ao fato de que eu quero carregar o máximo de estagiários e aprendizes comigo. Quero circular pelas empresas com meus "aluninhos" como se devorássemos os quadrinhos do Louvre pela primeira vez.

E pra evitar rolo, transformei esta "liberdade" em item contratual.

"Sou livre para carregar qualquer anjo que deseje aprender sobre os bastidores do mundo corporativo e que suporte com bravura a companhia de executivas e suas nóias."

não vende no Extra

Eu converso com alguns leitores-amigos pelo ême-ésse-êne.

Hoje, papeando com a Patrícia Boudakian* (pessoa GG - genial e gentil) chegamos juntas à conclusão de que o que vale mesmo na vida profissional é a satisfação.

É a xurumela mais real. A lorota mais verdadeira.

Até fiz um trocadilho com a célebre frase do Exupéry:

"O essencial é invisível ao bolso."

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

administrando emoções

É muito fácil me pegar pelo músculo pulsante. Tenho o coração mole.

Na minha empresa abrimos uma vaga pra administrador júnior. Embora com uma abordagem discreta, recebemos nada menos que 31 currículos. Número muito expressivo pras rigorosas exigências.

Não fiquei feliz. Fiquei triste, confesso. Não poder atender a muitos seres humanos sedentos por um salário garantido no final do mês me ataca a sensibilidade.

O que posso fazer pra resolver parcialmente minha angústia é responder a cada um dos e-mails, de forma muito particular, pra que este colega se sinta acolhido.

Posso não dizer "bem-vindo" a todos, mas não me custa dizer "obrigada, até um dia!".

more than labels

Vamos dar as mãos e pensar juntinhos.

Alguém me agride via e-mail falando que eu "estrago a seriedade que a vida corporativa requer". Que " James Hunter é um gênio, o Monge e o Executivo é um exemplo de vida, e que Roberto Justus é um papa que levou pra tv a chance única do super-emprego. Isto sim que é ser executivo."

Não vâmu brigá. Ok. Concordo com tudo.

Carmen, de Bizet é música. Éguinha Pocotó também é música.

Né? Então.

quando a gente ama é luz

Luciana* é a minha mais recente aquisição "amiga-cliente."

Porque ela me abraça bem apertado, fala que me ama e que eu tenho "luz".

(Eu fico sem jeito de dizer que meu celular quando vibra no bolso do terninho emite uns feixes coloridos. Não posso estragar a ilusão que ela carrega acerca de minha luminosidádi).

indecência em foco

To de olho na manifestação televisiva de um médico que comprou um espaço bem grande na mídia.

Ele "criou" uma técnica apurada de desvio ( de conduta?? rs) de certas partes do corpo. As pessoas perdem peso. Pra caramba - inclusive pessoas famosas que vão lá se arregaçar frente as câmeras. Que vão lá especificamente pra falar das maravilhas deste processo.

Fuxicando na web, encontrei esta jóia de consideração por parte do Sr. Seu Doutor Médico:

"Nesta técnica além da pessoa poder comer normalmente ela não precisa passar por psicólogo, nutricionista e outros profissionais, terá vida normal , tudo normal mesmo."

Ele também deve ter passado por alguma técnica avançadíssima. Tipo colocar o furico no lugar da boca pra falar merda mais confortavelmente.

pela atitude de solidarizar-se

Eu espero sim que as pessoas digam "muito obrigado" quando eu cometo alguma boa ação executiva.

Quando eu arranjo uma vaga. Quando eu congelo minha agenda efervescente pra dar atenção a algum perdido no mercado.E mesmo quando eu gentilmente tento animar os falecidos torcedores colorados atacados pela falência múltipla da bola murcha.

Eu sou gremista e antes de tudo sou pessoa sensível.

Amorosa e solidária.

páre agora! por favoooooooor!

Descobrir coisas é algo comum no meu cotidiano. Descobrir que o gestor é corno, que a empresa deve à Receita Federal, que os uniformes foram feitos pela esposa do Vice-Presidente que juraaaaaa que é estilista.

Tudo dentro da regra morna e sem volúpia emocional.

Hoje, porém, descobri que a mocinha tímida da recepção de uma grande empresa é cantora de buátchy nos finais de semana. E canta bem pra mais de fio de microfone!

Especialidade da moça: jovem guarda!

Bá. Já vi tudo.

Vandéca e Martinha que se cuidem. Uma dupla corporativa se ensaia. :P

domingo, 6 de dezembro de 2009

chegou a turma do funil ( parte doisssssss)

Falando em bebidas e envasados de igual naipe - comuniquei aos colegas que neste ano a nossa confraternização não terá álcool de nenhuma natureza.

Nem em forma de gel, pra limpar as mesas.

Os anos passam e minha antipatia radical em relação ao consumo de bebidas alcóolicas se alarga (na mesma medida em que se alarga minha pança).

Não acredito na magia do bafo.

chegou a turma do funil

Não tenho nada contra pessoas que vão beber e fazer farra em "putecos".

Na esquina da casa dos meus pais abriu um estabelecimento entusiasta no combo "pagode, cerveja e esfrega " e ófi córsi que não pude recarregar as pilhas. Não pude descansar adequadamente para encarar uma semana agitadíssima.

"Eles que beberam e eu é que fiquei tonta."

misery business

Por estas e outras que eu amo a banda Paramore:

"She's got a body like an hourglass that's ticking like a clock."

("Ela tem um corpo em forma de ampulheta que está batendo como um relógio")

Ê domingão cheio de serviçooooooooo.

foi por querer sem querer

É tão bom perceber que algumas amarras condicionadas a cargos, funções e plataformas de conta bancária tendem a desaparecer... Que um executivo de T.I, hoje, consegue trabalhar de all star e camiseta, e um guardador de carros usa terno e gravata - se assim lhe convém.

Me acostumei a uma "leitura de segundo momento" porque é difícil afirmar pela superfície em qual área a pessoa trabalha. É quase uma libertação social mixada com jogo de adivinhação.

O revés disso é as vezes exagerar na licença poética e falar pro primeiro cara de terno e gravata encostado no meu carro "cuida aê pra mim, mano."

E ele retribuir "Ah sim, claro. Mas pra isso tenho que ligar pro meu cliente e desmarcar minha audiência daqui há 5 minutos ali no fórum."

falta um tanto para brindar

Márcio* meu amigo empresário confessou que seu desejo de final de ano é produzir um material institucional para presentear clientes e parceiros.

Sua proposta inclui uma foto em que toda sua equipe demonstre o prazer da confraternização diária.

Só que a equipe do Márcio é desajustada, desunida e intra-sabotadora.

Cultivar a existência do Papai Noel é uma mentirinha simbólica, cuja justificativa é dispensável. Mas mentir sobre a amizade e laços que sequer existem é complicado. Melhor cuidar destas feridas relacionais para que no próximo ano a foto seja apenas o registro da realidade.

sábado, 5 de dezembro de 2009

bestiários corporativos

Uma executiva camarada que adora usar exemplos históricos em seus workshops decidiu lembrar de quando Calígula nomeou senador seu cavalinho Incitatus.

Grande coisa. Dãããããããã.

Feito histórico é casar com um cavalo.

Na minha empresa há uma colega que contraiu este matrimônio.

eu e meus botões

Tem sempre aquele colega que é o meu painel de blog.

Modera todos os meus comentários antes do cocô voar pro ventilador. É o cara que senta comigo e fala "Monguinha, cê tem que ser menos reta, minha filha."

Funcionar p-e-r-f-e-i-t-a-m-e-n-t-e num funciona.

Mas reduzi "os danos" constantes.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

bahia no rio de janeiro

Minha avó me recebeu pro jantar inconformada. Já no portão tentava comunicar alguma coisa, assim, toda descabelada.

"Morreu alguém, pensei."

Não. Ela queria me contar que o Grupo Pão de Açúcar Diniz comprou a Casas Bahia.

O teor emocional agregado a uma marca é tão violento, que tenho a impressão de que minha avó desejou oferecer abrigo pra família Klein.

"Coitadinhos!" - disse ela.

o retorno da múmia

Consulta de retorno é quase sempre na faixa, né? É o popular 0800 da medicina.

Deve ser por isso que de vez em quando algum espertalhão quer fazer as secretárias de idiota, conforme testemunhei hoje na clínica de um amigo.

"Retorno, Sr. Fulano? Quando foi a sua última consulta? An? Maio de 2002?"

Maio de 2002!!!!

Pracabá.

don't toque-me

Nada me convence a usar tecnologia touch screen.

Sou daquelas que limpa a tela do celular na blusa pra não ter um risquinho. Cês acham que considero "dedada" na tela uma coisa normal?

É quase uma subversão.

Me dá loucurinha.

faz de conta que eu levo o trabalho a sério

"Monga, como você se comporta diante de uma situação que contrarie aquele seu desejo inicial numa ação dentro da empresa? Você executa tarefas que você detesta, ou sendo chefe você as ignora?" Andressa - por email.

Deixa eu pensar...

Pronto, pensei.

Não, eu não contrario nada. Eu canto.

"It's not right, but it's ok, I'm Gonna make it anyway".

Whitney, plumas e bom humor não fazem volume na gaveta.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ta. entendi.

Perguntei pra um amigo político que já está bem velhinho quando ele iria se afastar da vida pública.

Ele respondeu rapidamente: "Nunca. Não sei viver sem Poder. E o Poder é mais fascinante do que o dinheiro."

To imaginando minha lista de Natal adentrando um grande magazine e eu super inspirada " divide aí em 4 parcelas de Poder, sem juros, mano."

se você não ta fazendo nada, pensa comigo

1- Certas normas de conduta são apenas o exercício do poder.

2- Sim. Se numa relação entre Chefe-Supremo e Peão-da-Côrte o consumidor final não sente a vibração das normas estabelecidas, sinal de que estas normas não são relevantes.

3- Se não são relevantes só servem pro tradicional hábito de mostrar quem manda no terreiro.

Deus me livrO

Minha preferência de presente natalino sempre é livro.

Livrinho infantil, de culinária, de astronomia. Livro, livro, livro.

Dá até pra criar a modalidade alternativa de amigo oculto.

O amigo CULTO.

mui amiga!

Começou a temporada dos amigos ocultos e eu vou participar de vários.

Ano passado eu fiz uma confusão do caramba, entreguei cueca pra mulher e sutiã com alça de silicone pra marmanjo. Mais ou menos neste esquema...rs

Precaução foi ter comprado um bloquinho pra anotar os locais, os nomes, as datas, os presentes e evitar maiores tumultos.

todos os caminhos nos levam

Centenas de referências religiosas ou afins tem surgido no meu caminho, durante as habituais visitas que faço às empresas.

Um santinho, uma imagem, ícones budistas, pentagramas, duendes.

Em vários ambientes por onde transitei algo me acenava.

Fui capaz de notar hoje que existem dois tipos de executivos, que traduzem na verdade dois tipos de seres humanos. Os que projetam suas (aparentes) crenças na expectativa do efeito disso sobre o outro, e os que de fato se encontram, se religam, se (re) conectam.

Como boa devota das "relações de respeito", eu vou de amém a namastê no mesmo turno.

E agradeço.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

até a pé nós iremos

Negócio é o seguinte...

Quando uma situação não nos favorece a não ser QUE favoreçamos irremediavelmente o concorrente é preciso relevar mesmo que fique aquele gostinho de desagrado. Pra ganhar as vezes há que se perder. Num tem jeito. É a maleabilidade da circunstância.

Na empresa, ok? Porque no futebol não vale.

Entrega, Grêmio!!!!

Por favooooooooooooooooooooooooor.

por falar em estagiários

Recebi uma idéia bacana de uma amiga consultora.

Em 2010 os estagiários da minha empresa terão cartões de visita iguais aos do resto da equipe.

Se eles não podem "se apresentar ao mercado", não podem "se apresentar ao serviço".

Esta é a lógica.

vai lá e arrebenta

Por ocasião do Natal e desta febre debilóide que ataca milhares de pessoas incapazes de olhar um palmo diante do nariz, resolvi usar melhor meus estagiários em oficinas de esculhambite.

Um deles irá no meu lugar numa reunião importantíssima. Bem vestido, devidamente treinado, capacitado, moldado enfim para parecer aquilo que não é: dono da minha empresa.

E ainda bem que ele não é - por sinal.

Grandes chances de conservar aquela carinha de neném feliz.

últimas manchetes

"Governo faz novo acordo sobre as regras do pré-sal."

"Monga faz novo acordo sobre as regras da pre-ssão."

pra matar a sede da tradição

Prefiro que alguém na equipe seja o portador das más notícias. Decapitação verbal não faz muito minha onda.

Eu não gosto que nada diferente de flores saia da minha boca. Pra manter o posto de gente fina e porque sou meio viada. Meio totalmente.

A única bomba que carrego é a de chimarrão.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

mas peraí!

Pensando melhor sobre o post abaixo... Quer dizer que se eu for legal, automaticamente excluo o item "competência"?

E se eu for competente serei necessariamente o sêbo em pessoa?

Não rola uma promoção "legal E competente"??

PQP.


estamos quites, baby

De um cliente:

"Não te indiquei pra outros empresários porque não sei ainda se você é legal ou competente."

( Eu também nunca soube ).

:P

so let's dance

O fato de eu ter abandonado uma faculdade de Engenharia já na reta final não significa que eu seja assim avessa às matemáticas estruturais. Álgebra linear um dia não foi palavrão na minha vida.

De geometria funcional eu entendo. Ô...

Se você entra num ambiente com recepção, deduz-se que esta recepção "te receba".

Tcharan-ran. Baita dedução.

Só que numa empresa onde estou atuando a recepção fica na lateral. Quero dizer que você precisa "virar a direita", manter-se de ladinho ( uhú) e escorregar por um corredorzinho fino e humilhante.

Dá pra pensar em bom atendimento? Em consultoria pro-conforto? Não.

Mas posso ensinar a dança do siri. É a única coisa que se adequa.

a ocasião faz as personagens

Tive que provar pro meu cliente que caderninho pra funcionário assinar ponto é do tempo do onça.

É tão ridículo quanto achar que alguém supervisiona o tal do caderno.

Minha argumentação só ganhou consistência quando esculachei de forma incontestável: passei uma semana assinando de diversas maneiras... "Papai Noel", "Lady Ga-ga", "Getúlio Vargas"...

Pensa que alguém notou?

Ha-ha.

desTROÇANDO

A recepcionista de uma empresa me fez muitas perguntas sobre o motivo de minha presença constante por lá.

Eu falei um pouco da minha função de consultora e em que circunstância poderia contribuir, quando ela suspirou:

"Você não vai fazer aqueles troços de dinâmicas de grupo aqui não, nééééé?"

Eu: "Nãooooooooo. Vou fazer outros troços. Vários troços. Mas não os troços de dinâmica."

Cada um da o nome que prefere.