Não só cabeleireiros e psicólogos mexem com a cabeça das pessoas.
A profissão de executiva também causa um certo furor nos desavisados. Por mais que a informação ganhe espaços até nos confins do inferno, tem gente que acha minha ocupação glamurosa. Mesmo com a mídia mostrando escancaradamente que é ofício de gente maisomênus.
Tenho notado alguns movimentos na minha direção. A safra de fãzinhos (as) ta rendendo.
Meus leitores que são pais e mães, fiquem atentos. Instruam desde cedo a seus filhos que toda executiva passada dos 30, pode ser muitoooooo charmosa e interessante das 8h as 18h.
Depois desse horário tudo vira abóbora, o perfume vence, o pó compacto derrete e o joanete berra dentro do sapato.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
pra tomar na caneca
Você tem algum colega de trabalho que seja bem dramático?
Do tipo que faz beiço ao menor indício de que vai levar "um mijão"?
Eu acabei com a carga dramática na empresa em dois tempinhos. Não que eu não curta umas caretas de Bette Davis. Cinema e soneca não faz mal a ninguém.
O problema é a mania de achar que todo e qualquer problema cotidiano é do tipo o "caldo engrossou" quando as vezes a coisa não passa de sopinha rala.
(Daquelas instantâneas e com sabor "nada com coisa nenhuma").
Do tipo que faz beiço ao menor indício de que vai levar "um mijão"?
Eu acabei com a carga dramática na empresa em dois tempinhos. Não que eu não curta umas caretas de Bette Davis. Cinema e soneca não faz mal a ninguém.
O problema é a mania de achar que todo e qualquer problema cotidiano é do tipo o "caldo engrossou" quando as vezes a coisa não passa de sopinha rala.
(Daquelas instantâneas e com sabor "nada com coisa nenhuma").
confissões de balzaquiana
Ultimamente eu dei pra me importar com a idade. Com a minha, claro.
Então decretei que a partir de hoje eu sou uma pessoa sem idade ( é assim que me apresento já que o termo "pessoa de idade" refere-se a gente velha).
Então decretei que a partir de hoje eu sou uma pessoa sem idade ( é assim que me apresento já que o termo "pessoa de idade" refere-se a gente velha).
Djavan bem que podia trabalhar aqui
"Quem não tem pra quem se dar
O dia é igual à noite."
(Boa Noite).
domingo, 29 de novembro de 2009
ado a-a-do, o cliente está magoado
Tem beesha que não pode ser chamada de "rapaz" que surta.
Entra em parafusooooooooo.
E tem cliente que não pode ter seu nome "Wagner" com dábliooooo escrito com "V" porque se ele vira "Vagner", pensa só!!!!!
Que ofensa imperdoável.
Chibatadas no meu lombo, por favor.
Entra em parafusooooooooo.
E tem cliente que não pode ter seu nome "Wagner" com dábliooooo escrito com "V" porque se ele vira "Vagner", pensa só!!!!!
Que ofensa imperdoável.
Chibatadas no meu lombo, por favor.
poucos clichês ( eu também falo e ando)
As minhas duas ídalas na blogosfera são a Elisa ( elafalaesaiandando.blogspot.com) e a Renata (tantoscliches.blogspot.com). Cada uma por seu motivo.
Aliás, sobre a Elisa certa vez já até falei aqui. Agora a Renata, as vezes economiza minhas duas sessões de psicanálise da semana, o pilates e o rpg.
Lendo o blog desta moçoila acabei chegando a conclusão de que eu nasci pra ser dependente, precisar de todas as pessoas do mundo, ao contrário dela ( ou do que entendi que ela explicou sobre ela - porque eu entendo tudo trocado, ever.)
E esta dependência nem é porque o acidente me deixou daltônica e exista uma organização doméstica pra eu não usar amarelo com rosa-choque.
É porque a dependência me livra de ser uma executiva auto-service, segura, melhor-alguma-coisa-do-mundo, dona de si e de suas malas.
Eu não quero ser independente. Odeio solidão emocional.
Aliás, sobre a Elisa certa vez já até falei aqui. Agora a Renata, as vezes economiza minhas duas sessões de psicanálise da semana, o pilates e o rpg.
Lendo o blog desta moçoila acabei chegando a conclusão de que eu nasci pra ser dependente, precisar de todas as pessoas do mundo, ao contrário dela ( ou do que entendi que ela explicou sobre ela - porque eu entendo tudo trocado, ever.)
E esta dependência nem é porque o acidente me deixou daltônica e exista uma organização doméstica pra eu não usar amarelo com rosa-choque.
É porque a dependência me livra de ser uma executiva auto-service, segura, melhor-alguma-coisa-do-mundo, dona de si e de suas malas.
Eu não quero ser independente. Odeio solidão emocional.
seca e natural
"Monga você é uma executiva de fluxo muito intenso. Você é uma mulher de posturas cômodas as vezes, outras vezes extravasa tudo. Me faltam palavras pra te descrever..." Getúlio Sousa - via email.Eu mesma SE descrevo, malandro.
Executiva de "fluxo muito intenso" nem tampax segura.
os emoticons corporativos
Recebi um convite-apelação do cliente desesperado, pra que eu trabalhasse no seu projeto.
Ao ceder acabei descobrindo os melindres do sujeito. Não posso falar que trabalho para ninguém mais, exceto pra ele. A equipe (dele) não pode saber que eu tenho muitos outros clientes na mesma área ainda que meus portifólios, minha homepage e meu nome circule igual notícia ruim.
Ta. A gente faz um esforço mesmo que ele não pague por esta exclusividade.
E de quebra preciso encaminhá-lo pra assistência psicanalítica na minha empresa, porque vamu combiná - tanta resistência e chororô em relação aos concorrentes, é caso pra um cobertor, um copo de leite morno e divã.
Ao ceder acabei descobrindo os melindres do sujeito. Não posso falar que trabalho para ninguém mais, exceto pra ele. A equipe (dele) não pode saber que eu tenho muitos outros clientes na mesma área ainda que meus portifólios, minha homepage e meu nome circule igual notícia ruim.
Ta. A gente faz um esforço mesmo que ele não pague por esta exclusividade.
E de quebra preciso encaminhá-lo pra assistência psicanalítica na minha empresa, porque vamu combiná - tanta resistência e chororô em relação aos concorrentes, é caso pra um cobertor, um copo de leite morno e divã.
It's not always rainbows and butterflies
A crendice de que relações bacanas podem suplantar diferenças, já não mais me acompanha.
Pela primeira vez em muitos anos senti a forte porrada que as diferenças culturais impõem nas relações.
E também pela primeira vez, me senti impotente para mostrar a beleza onde a maioria só enxerga feiura.
Pela primeira vez em muitos anos senti a forte porrada que as diferenças culturais impõem nas relações.
E também pela primeira vez, me senti impotente para mostrar a beleza onde a maioria só enxerga feiura.
sábado, 28 de novembro de 2009
ta explicado
A contradição é o reflexo postural que acomete a um sem número de gestores, todos vítimas da maldosa artimanha do mercado.
A artimanha a que me refiro é a (pseudo) vantagem em se associar a idéias ou projetos com os quais não se tem afinidade. Pelos quais não se sente o mínimo de conforto ou ainda com ganhos soterradores da felicidade.
Quem acredita piamente que é inevitável ser infeliz para garantir o pódio do sucesso e que o sacrifício da saúde compensa aquelas duas idas a Nova Iorque por mês, ou mandar os filhos estudar música em Berkeley precisa conhecer a minha historinha.
Com 25 anos estive em coma por 4 meses em função de uma rotina causticante numa multinacional. Tive um acidente vascular cerebral gravíssimo. Sobrevivi sem grandes sequelas. Conheci muitos países, mas foi num leito de hospital, muda, de fraldas e entubada que tive o grande insight " se eu sobreviver, a minha empresa vai ser um grande cortiço de alegria."
A artimanha a que me refiro é a (pseudo) vantagem em se associar a idéias ou projetos com os quais não se tem afinidade. Pelos quais não se sente o mínimo de conforto ou ainda com ganhos soterradores da felicidade.
Quem acredita piamente que é inevitável ser infeliz para garantir o pódio do sucesso e que o sacrifício da saúde compensa aquelas duas idas a Nova Iorque por mês, ou mandar os filhos estudar música em Berkeley precisa conhecer a minha historinha.
Com 25 anos estive em coma por 4 meses em função de uma rotina causticante numa multinacional. Tive um acidente vascular cerebral gravíssimo. Sobrevivi sem grandes sequelas. Conheci muitos países, mas foi num leito de hospital, muda, de fraldas e entubada que tive o grande insight " se eu sobreviver, a minha empresa vai ser um grande cortiço de alegria."
me auto-dando-me este direito! (para mim)
Poucos contatos virão comigo pra 2010.
A faxina foi necessária para reduzir o estorvo que as vezes me causa amores vãos.
Eu decidi de forma auto-ditatorial que o meu lucro tem de ser afetivo: rescindi todos os contratos que não me davam satisfação.
Dois reais de diversão me fazem mais feliz do que dois milhões de ulceração.
vantagens de gênero e bolso
Frase de um cliente às vésperas de despachar a mulher pra uma suuuper temporada de compras no exterior ( enquanto ele, camelo e bom de enxada, fica trabalhando igual doido):
"Às meninas, Paris. Aos meninos a roça."
"Às meninas, Paris. Aos meninos a roça."
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
é pedra de responsa
Há dois tipos comuns de indivíduos no ambiente profissional: os que produzem maravilhas se sujeitos às variadas pressões e agressões do mercado e os que se encolhem miudinhos quando empurrados ao caos.
Faço parte do time dos retraídos. Pressão boa só a da panela que faz meu feijão.
Nunca confundo desafio saudável com devaneio psicopata. Se descuido um instante é capaz que eu misture as estações do prazer com as estações da doença comportamental.
Faço parte do time dos retraídos. Pressão boa só a da panela que faz meu feijão.
Nunca confundo desafio saudável com devaneio psicopata. Se descuido um instante é capaz que eu misture as estações do prazer com as estações da doença comportamental.
mensagem que não se altera
Politicamente correto é o limiar da digestão. É o tamanho de azedume que o fígado comporta.
Não tem a ver com pruridos na comunicação. Quando eu fico bravíssima com um cliente, nem adianta chamá-lo de "seu filho de uma profissional do sexo!" porque a mensagem não fica light.
Não muda nadinha.
Não tem a ver com pruridos na comunicação. Quando eu fico bravíssima com um cliente, nem adianta chamá-lo de "seu filho de uma profissional do sexo!" porque a mensagem não fica light.
Não muda nadinha.
sigam-me os bons
Não sou fiel às marcas e aos estabelecimentos, mas sou aos vendedores.
Posso deixar de comprar as havaianas que preciso para adquirir luvas cirúrgicas que nunca usarei desde que o (a) vendedor (a) seja genial.
(Isso acontece rotineiramente, aliás.)
Posso deixar de comprar as havaianas que preciso para adquirir luvas cirúrgicas que nunca usarei desde que o (a) vendedor (a) seja genial.
(Isso acontece rotineiramente, aliás.)
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
"vem ser feliz"
Com tanta merda rondando os meus dias eu suponho que o melhor investimento seja a aquisição de uma máquina de fazer fraldas.
(Destas que aparecem como opção desesperada nos canais de tv à cabo - e servem também pra ocupar aquele cunhado encostado que nunca mais trabalhou desde que foi demitido do Magazine Luiza.)
(Destas que aparecem como opção desesperada nos canais de tv à cabo - e servem também pra ocupar aquele cunhado encostado que nunca mais trabalhou desde que foi demitido do Magazine Luiza.)
camarão que dorme a onda leva
O cúmulo da prevenção organizacional:
Contratar mais quatro funcionários para cargos e funções para as quais NÃO se precisa de mais funcionários. E achar isso uma super medida cautelar para a eventual saída de alguém.
Vi isso hoje, em visita a uma corporação.
Não importa o rombo na folha de pagamento. Só não pode faltar gente circulando.
Contratar mais quatro funcionários para cargos e funções para as quais NÃO se precisa de mais funcionários. E achar isso uma super medida cautelar para a eventual saída de alguém.
Vi isso hoje, em visita a uma corporação.
Não importa o rombo na folha de pagamento. Só não pode faltar gente circulando.
perdão, Seu Tito
Meu avô não cortou a primeira fatia do seu bolo de aniversário hoje enquanto eu não cheguei.
Eu atrasei duas horas e meia.
Do portão avistei a casa do meu avô já vazia, sem meus tios e primos. E minha avó e ele nas cadeiras de balanço, vestidos de festa, ritualisticamente.
Onde eu estava pra justificar este atraso num dia esperadíssimo por dois velhinhos de 80 anos?
Aturando um cliente cuja única contribuição "relevante" na vida foi criar uma empresinha vagabunda com a ilusão de que aos 80 anos tenha motivos pra festejar aniversários.
Eu atrasei duas horas e meia.
Do portão avistei a casa do meu avô já vazia, sem meus tios e primos. E minha avó e ele nas cadeiras de balanço, vestidos de festa, ritualisticamente.
Onde eu estava pra justificar este atraso num dia esperadíssimo por dois velhinhos de 80 anos?
Aturando um cliente cuja única contribuição "relevante" na vida foi criar uma empresinha vagabunda com a ilusão de que aos 80 anos tenha motivos pra festejar aniversários.
síndrome de uniban
Indicar pessoas para ocupar vagas, ainda que através das minúcias seletivas, tem me rendido uma vexa atrás da outra.
Quando eu falo pra minha equipe "ah! já sei quem serve pra função!" o povo vai fazendo um círculo de repulsão em minha volta e se largando pelas frestas, como que fugindo do vendaval.
Pudera. A moça que eu conduzi gentilmente a uma vaga de administradora de uma bela empresa compareceu no primeiro dia de emprego com os peitos pulando pra fora da blusa.
E eu ainda recebi severas críticas por não a ter instruído sobre a forma apropriada de se vestir.
Precisa?
Quando eu falo pra minha equipe "ah! já sei quem serve pra função!" o povo vai fazendo um círculo de repulsão em minha volta e se largando pelas frestas, como que fugindo do vendaval.
Pudera. A moça que eu conduzi gentilmente a uma vaga de administradora de uma bela empresa compareceu no primeiro dia de emprego com os peitos pulando pra fora da blusa.
E eu ainda recebi severas críticas por não a ter instruído sobre a forma apropriada de se vestir.
Precisa?
diálogos modernos sobre temas jurássicos
"Mongaaaaaaaa, estou tãoooooo estressadaaaaaaaaaa, quase querendo sumir do mapa, com fadiga crônica, de saco cheio de trabalhar...."
Faz quanto tempo que você está formada e atuando?
"Há menos de um ano."
(Na minha idade então, vai estar chutando coquinho e delirando. Certeza.)
Faz quanto tempo que você está formada e atuando?
"Há menos de um ano."
(Na minha idade então, vai estar chutando coquinho e delirando. Certeza.)
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
vou contratar o pipoqueiro
O Senhor Seu Pipoqueiro de quem sou freguesa diária reclamou que "rico tem síndrome do pânico e vai ao médico, já que tem plano de saúde" e "pobre tem pânico de médico quando tem qualquer síndrome, já que não tem bosta nenhuma."
Baita tapa na cara.
Baita tapa na cara.
zé povão, graças a Deus!!!
Uma consultora veio me contar de sua experiência riquíssima ao se "disfarçar" de copeira de uma instituição para provar o quanto determinadas funções tem pouca visibilidade social.
Gente do meu céu colorido! Eu vou fazer uma parada dessas também, começo na segunda-feira.
Vou me vestir de executiva, de tailleur e salto alto, para ver se ganho alguma visibilidade, então.
Sinceramente, mesmo sem disfarce (an??) eu sempre me misturei com a galera - e é bem lá que eu gosto de estar esparramada.
Nem pra foto eu faço pose.
Gente do meu céu colorido! Eu vou fazer uma parada dessas também, começo na segunda-feira.
Vou me vestir de executiva, de tailleur e salto alto, para ver se ganho alguma visibilidade, então.
Sinceramente, mesmo sem disfarce (an??) eu sempre me misturei com a galera - e é bem lá que eu gosto de estar esparramada.
Nem pra foto eu faço pose.
extravasa, libera e joga a maçaneta pro ar
O carro da empresa, popular e cansado de guerra, estava com uma das maçanetas enguiçada.
Hoje por algum motivo eu não queria que ninguém me acompanhasse numa reunião "x". Porque eu estou chata, porque o cliente é chato, "porque o céu é azul", e "porque ninguém me explica a grande fúria do mundo".
O que eu fiz? Esperei a coleguinha-motorista se distrair e chutei a maçaneta pra bem longe. Ela teve que ficar fazendo a ronda do veículo.
Magina só nestes tempos absurdos deixar um carro aberto, entregue aos larápios?
Hoje por algum motivo eu não queria que ninguém me acompanhasse numa reunião "x". Porque eu estou chata, porque o cliente é chato, "porque o céu é azul", e "porque ninguém me explica a grande fúria do mundo".
O que eu fiz? Esperei a coleguinha-motorista se distrair e chutei a maçaneta pra bem longe. Ela teve que ficar fazendo a ronda do veículo.
Magina só nestes tempos absurdos deixar um carro aberto, entregue aos larápios?
o cotidiano é uma merda cruel
As coisas urgentes estão tomando o lugar das coisas importantes.
E as coisas urgentes nunca são importantes.
Importante é aquilo que me fortalece. Me fortaleço quando enfraqueço minha rigidez.
E as coisas urgentes nunca são importantes.
Importante é aquilo que me fortalece. Me fortaleço quando enfraqueço minha rigidez.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
coisa mais feia, sô
Queria saber porque alguns empresários registram um domínio com seu nome, ou nome da empresa, e continuam usando contas de e-mail vagabundas tipo "doidinhadasaiacurta arrôba limonada suiça ponto com ponto bê érre".
Preferível economizar estes 35 paus anuais de domínio e comprar um pacote de ração pro au-au.
Preferível economizar estes 35 paus anuais de domínio e comprar um pacote de ração pro au-au.
é bucha, flor!
Pra pensar em metas de carreira é preciso desabrochar . Há profissionais que sequer sabem apontar suas qualidades e fragilidades e jamais exercitaram nenhum tipo de reflexão.
Parte se deve a ausência de oportunidades comunicacionais. Precisa-se que os ouvidos gestores se abram generosamente e que o detentor do posto de chefia seja menos inalcançável. E outra parte, se deve ao papel que nos acostumamos a exercer.
Penso cá no exemplo da "flor de bucha". Sabe aquela trepadeira que seca e rende esponjas naturais de banho? A gente adora o benefício de limpar o corpo.
E esquece que lá na trepadeira também nasce uma flor. Linda, por sinal.
Parte se deve a ausência de oportunidades comunicacionais. Precisa-se que os ouvidos gestores se abram generosamente e que o detentor do posto de chefia seja menos inalcançável. E outra parte, se deve ao papel que nos acostumamos a exercer.
Penso cá no exemplo da "flor de bucha". Sabe aquela trepadeira que seca e rende esponjas naturais de banho? A gente adora o benefício de limpar o corpo.
E esquece que lá na trepadeira também nasce uma flor. Linda, por sinal.
renovação cativante
Parte da investida organizacional em 2010 é renomear os setores da empresa.
Por enquanto os dois primeiros rebatizados são o Departamento de Criação e a Diretoria de Novos Negócios.
Se chamarão, respectivamente "Departamento de Idéias Brilhantes" e "Diretoria de Fundos Ilusórios."
Por enquanto os dois primeiros rebatizados são o Departamento de Criação e a Diretoria de Novos Negócios.
Se chamarão, respectivamente "Departamento de Idéias Brilhantes" e "Diretoria de Fundos Ilusórios."
"estamos aqui hoje rônidos"
O filhinho de um cliente as vezes costuma ficar pela empresa do pai; geralmente quando a babá some ou quando ele demoliu a resistência dos avós.Já na porta ele me perguntou "Tia, você veio aqui hoje porque vai ter rônião?"
Antes que ele continuasse o fuzilamento verbal a secretária do meu cliente foi lá e "subtraiu" o menino da minha frente.
Sabe lá o que o pai não fala a meu respeito! O certo é que eu adorei o novo verbo. "Ronir-se" é mó legal. Melhor que o careta "reunir-se."
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
por livre e voluntária imposição
A máxima "cumprimentar com o chapéu alheio" à luz do universo executivo ganha uma versão mais recorrente.
"Ser voluntário com o tempo alheio."
É desta forma que muitos empresários conseguem abraçar várias causas sociais simultaneamente.
"Ser voluntário com o tempo alheio."
É desta forma que muitos empresários conseguem abraçar várias causas sociais simultaneamente.
da série: canções cafonas de uso corporativo
A canção de hoje, pode ser usada largamente para ilustrar os picos de ufanismo na gestão, e é do cantor Michael Bolton.
"And I don't wanna know the price I'm gonna pay for dreaming... oh oh oh"
"And I don't wanna know the price I'm gonna pay for dreaming... oh oh oh"
coloração sorvete
Custo a reparar nos detalhes corporais das pessoas mas quando percebi que a coleguinha da empresa concorrente tem três tons de cor no cabelo, já taquei-lhe um apelido mimoso:
"Napolitano".
"Napolitano".
não sou a rosana mas tenho "queridos leitores"
O fofíssimo leitor Daniel de Araujo Dutra escreveu um e-mail muito querido.
Pena que não moro mais em Brasília, senão ele e a família estariam convidados para um happy-coca-cola-hour.
Compensa passar pelos blogs do rapaz, eu gostei bastante:
http://liemalgumlugarsobre.blogspot.com/
http://danieldearaujo.blogspot.com/
Pena que não moro mais em Brasília, senão ele e a família estariam convidados para um happy-coca-cola-hour.
Compensa passar pelos blogs do rapaz, eu gostei bastante:
http://liemalgumlugarsobre.blogspot.com/
http://danieldearaujo.blogspot.com/
pequena grande pessoa
Hoje a pequena Jenny*, estagiária incansável e delicada, completa seu primeiro mês de "estabelecimento".
Quando a escolhi pra assumir uma função importante assumi antes de tudo pra mim mesma que precisava de mais viço adolescente na minha vida.
Gente jovem tem a audácia de dispensar estes manuais de instrução que fazemos questão de amarelar nas gavetas.
(E que nunca usamos, portanto não passam de garantias que nada garantem.)
*Obrigada, querida. E coragem para se manter no clube das enlouquecidas.
Quando a escolhi pra assumir uma função importante assumi antes de tudo pra mim mesma que precisava de mais viço adolescente na minha vida.
Gente jovem tem a audácia de dispensar estes manuais de instrução que fazemos questão de amarelar nas gavetas.
(E que nunca usamos, portanto não passam de garantias que nada garantem.)
*Obrigada, querida. E coragem para se manter no clube das enlouquecidas.
como alcançar o nirvana em três atos
Comprei um celular novo na quinta-feira. Preço de ocasião, pacote de dados compatível com meu perfil de usuária, enfim... tudo em ordem.
Chegando em casa o bichinho não funcionou. A loja trocou, prontamente. O segundo aparelho também veio estragado. Terceiro aparelho, lá vamos nozes! Optei por outra marca, sei lá, não senti confiança em insistir no mesmo.
Pelo menos funcionava certinho. Isso mesmo, funcionava.
Deixei cair e espatifei o "ligador" em mil pedaços.
Questão resolvida. Incomunicável.
Chegando em casa o bichinho não funcionou. A loja trocou, prontamente. O segundo aparelho também veio estragado. Terceiro aparelho, lá vamos nozes! Optei por outra marca, sei lá, não senti confiança em insistir no mesmo.
Pelo menos funcionava certinho. Isso mesmo, funcionava.
Deixei cair e espatifei o "ligador" em mil pedaços.
Questão resolvida. Incomunicável.
domingo, 22 de novembro de 2009
estraga-surpresas (parte 2)
Não sou a única executiva maniática do mundo.
(Não sou, não sou, não sou. É um mantra pessoal, ok?)
Mas se eu adorar um restaurante - das acomodações ao menu - certamente toda vez que for lá sentarei à mesma mesa e comerei o mesmíssimo prato.
Só me permito novidades experimentais dirigindo a empresa. Pro resto eu sou uma mula conservadora.
(Não sou, não sou, não sou. É um mantra pessoal, ok?)
Mas se eu adorar um restaurante - das acomodações ao menu - certamente toda vez que for lá sentarei à mesma mesa e comerei o mesmíssimo prato.
Só me permito novidades experimentais dirigindo a empresa. Pro resto eu sou uma mula conservadora.
estraga-surpresas
Minha mãe me chamou a atenção pro fato de que os vendedores e garçons dos lugares que frequentamos sabem meu nome e sabem antecipadamente meus pedidos.
Lá se foi minha ilusão de imprevisibilidade.
Lá se foi minha ilusão de imprevisibilidade.
só vai na boa, só se dá bem
Pra trocar de profissão tem que saber brincar de amarelinha. Não adianta sair pulando por cima das mesas, arriscando a contusão da carreira.Tem que saber contar, calcular como e onde se joga a pedrinha e ir se esticando nos quadrados até parar no "céu".
Pode ser trágico ou divertido. O que distingue as duas possibilidades é a leveza infantil - que as vezes faz do tombo o motivo da gargalhada.
Quem começa, eu ou você?
inventando absurdos
Ajudei uma amiguinha a elaborar uma carta de intenções pra instituição onde ela está pleiteando uma vaga pra especialização em farmacologia.
Este tipo de cartinha é aquela oficializada babação do caramba. "A instituição é linda, cheirosa, tem olhos azuis e eu to apaixonada, inclusive nem durmo à noite tamanha minha excitação com a p-o-s-s-i-b-i-l-i-d-a-d-e de estudar la, ôxe!"
Foi um sacrifício me manter sã na confecção deste negócio, embora a amada amiga mereça.
Fiquei pensando como seria pra um coordenador de curso receber uma carta de más intenções...
"Eu quero fazer este curso de farmacologia porque eu vou traficar medicamentos e manipular todas as substâncias proibidas, sou viciada há 20 anos." Quá!!!
Este tipo de cartinha é aquela oficializada babação do caramba. "A instituição é linda, cheirosa, tem olhos azuis e eu to apaixonada, inclusive nem durmo à noite tamanha minha excitação com a p-o-s-s-i-b-i-l-i-d-a-d-e de estudar la, ôxe!"
Foi um sacrifício me manter sã na confecção deste negócio, embora a amada amiga mereça.
Fiquei pensando como seria pra um coordenador de curso receber uma carta de más intenções...
"Eu quero fazer este curso de farmacologia porque eu vou traficar medicamentos e manipular todas as substâncias proibidas, sou viciada há 20 anos." Quá!!!
sábado, 21 de novembro de 2009
contigo en la distancia
Por hoje eu vou descansar do trampo, coisa raríssima em 3455.7890.900 sábados.
E bate uma crise profunda com direito à bolero e tragédia de mentirinha - porque o trabalho é o único amante com quem sei me relacionar decentemente...
"No existe un momento del día
en que pueda apartarme de ti
el mundo parece distinto
cuando no estás junto a mi..."
E bate uma crise profunda com direito à bolero e tragédia de mentirinha - porque o trabalho é o único amante com quem sei me relacionar decentemente...
"No existe un momento del día
en que pueda apartarme de ti
el mundo parece distinto
cuando no estás junto a mi..."
as vinhas da ira
Uma das atitudes que um amigo encontrou na sua gestão do absurdo foi empurrar os funcionários uns contra os outros. E ele não o fez de forma sutil, pelo contrário, escancarou as vísceras da crueldade.
O único motivo aparente, é que ele não tem motivos aparentes. No mínimo tem trazido a indigestão dos problemas de casa pra regurgitar no escritório.
Falou pra funcionária que retornou de férias, que a substituta é muitoooo melhor do que ela, "porque vassoura nova varre melhor."
E enquanto a metáfora condicionante da motivação for este exemplo clássico de chibata e açoite, o rendimento da equipe se reduz ao diâmetro de uma ervilha...
O único motivo aparente, é que ele não tem motivos aparentes. No mínimo tem trazido a indigestão dos problemas de casa pra regurgitar no escritório.
Falou pra funcionária que retornou de férias, que a substituta é muitoooo melhor do que ela, "porque vassoura nova varre melhor."
E enquanto a metáfora condicionante da motivação for este exemplo clássico de chibata e açoite, o rendimento da equipe se reduz ao diâmetro de uma ervilha...
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
carteira de rico e alma de pobre (e vice-versa)
Tem coisa pior que novo rico? Que empreendedor bem sucedidãooo ex-pobrinho? Que anda com todas as marcas penduradas igual árvore de natal da Daslu?
Tem sim. Ah se tem!!!
É empresário milionário, que arrota borbulhas de Dom Perignon, e se comporta como um miserável na hora de pagar um salário mínimo.
Tem sim. Ah se tem!!!
É empresário milionário, que arrota borbulhas de Dom Perignon, e se comporta como um miserável na hora de pagar um salário mínimo.
preocupe-se mais com o que está dentro da cabeça
Lembrando de uma passagem emblemática, já que falei na consciência negra.
Estava em viagem de negócios e não existe a menor chance de eu me fantasiar de executiva. Eu ando mesmo largada e o meu cabelo é sempre motivo de discórdia corporativa.
Já foi azul, vermelho, com tranças, rastafári... Porque cabelo cresce, inteligência nem sempre.
Uma das executivas que se sentiu mais íntima, ao me ver com enormes e lindas molas amarradas por uma faixa perguntou "você não tem vergonha de andar com um cabelo ruim desses?"
Eu: " Cabelo ruim é o seu que precisa de chapinha e salão pra ter vida social. O meu é ó-t-i-m-o!"
Estava em viagem de negócios e não existe a menor chance de eu me fantasiar de executiva. Eu ando mesmo largada e o meu cabelo é sempre motivo de discórdia corporativa.
Já foi azul, vermelho, com tranças, rastafári... Porque cabelo cresce, inteligência nem sempre.
Uma das executivas que se sentiu mais íntima, ao me ver com enormes e lindas molas amarradas por uma faixa perguntou "você não tem vergonha de andar com um cabelo ruim desses?"
Eu: " Cabelo ruim é o seu que precisa de chapinha e salão pra ter vida social. O meu é ó-t-i-m-o!"
Dia da Consciência Negra
Não adianta tentar me incutir um "silêncio obsequioso". Eu, apaixonada pela cultura africana, sintetizada em símbolos que eu incluo no meu cabelo enorme (e sem chapinha uhúhú), conservo no meu peito ainda hoje o desejo de voltar a viver em terras angolanas.
Não, eu não sou negra (e isto bem que me rende uma frustração íntima, porque tudo que eu gosto se fortalece e se legitima nas raízes negras: o jazz, o blues, meus melhores amigos gatíssimos, minhas folias em Salvador, meus colegas adorados e seus orixás...)
Se eu tivesse que reger um sistema de cotas na minha empresa os brancos é que estariam lascados.
Porque hoje, amanhã e sempre, black is beautiful.
Não, eu não sou negra (e isto bem que me rende uma frustração íntima, porque tudo que eu gosto se fortalece e se legitima nas raízes negras: o jazz, o blues, meus melhores amigos gatíssimos, minhas folias em Salvador, meus colegas adorados e seus orixás...)
Se eu tivesse que reger um sistema de cotas na minha empresa os brancos é que estariam lascados.
Porque hoje, amanhã e sempre, black is beautiful.
Rodolfo, um companheiro de nível A
Recebi um e-mail muito cavalheiresco do Rodolfo Araújo* sugerindo um dos seus posts para minha transcendente e diária leitura.
Eu adorei e sugiro também aos meus leitores. Lá vocês terão a chance de uma ótica menos contaminada pela minha insistente anarquia funcional.
www.vocesa.abril.com.br/blog/rodolfo
( E com relação à dúvida dele, sobre qual a forma adequada de me chamar, temnadanão: é Monga mesmo. Com "M" maiúsculo.)
Eu adorei e sugiro também aos meus leitores. Lá vocês terão a chance de uma ótica menos contaminada pela minha insistente anarquia funcional.
www.vocesa.abril.com.br/blog/rodolfo
( E com relação à dúvida dele, sobre qual a forma adequada de me chamar, temnadanão: é Monga mesmo. Com "M" maiúsculo.)
carinho bão
Um beijo pro Enéias do convictosoualienados.blogspot.compelo selinho.
Pra indicar 10 amigões eu teria que deixar muito ser-de-luz pra fora da brincadeira.
Então quem quiser, se aproprie. O grande barato do mundo blogovirtual é que a gente não vai em cana por descumprir as normas.
:P
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
minha máxima culpa
A pressa também nos empurra a uma outra modalidade criminosa: desatenção às pessoas amadas.Faz tempo que não respondo aos comentários. Para tentar sobreviver ao holocausto de final de ano, neste momento, acreditem, ainda estou trabalhando.
Mas vai um beijo a cada um de vocês que me faz companhia todos os dias entre um gole e outro de café.
"Não vil, não ignavo,
Mas forte, mas bravo,
Serei vosso escravo:
Aqui virei ter. "
( I-Juca Pirama, Gonçalves Dias, meu favorito de todos os tempos)
Mas vai um beijo a cada um de vocês que me faz companhia todos os dias entre um gole e outro de café.
"Não vil, não ignavo,
Mas forte, mas bravo,
Serei vosso escravo:
Aqui virei ter. "
( I-Juca Pirama, Gonçalves Dias, meu favorito de todos os tempos)
aos que tem filhos
Por conta de uma briga banal no trânsito um jornalista aqui da cidade onde moro matou a tiros uma criança de dois aninhos que estava no banco de trás de um carro. Não acertou o alvo desejado, e sim um menininho lindo, alheio à selvageria dos adultos.
Sem defesa, sem chance e sem dó.
Se alguém te der "aquela fechada", ABRA aquele sorriso. Deboche desta pressa esmagadora que também nos mata silenciosamente.
Não basta ter educação britânica à mesa e comportamento assassino ao volante.
Sem defesa, sem chance e sem dó.
Se alguém te der "aquela fechada", ABRA aquele sorriso. Deboche desta pressa esmagadora que também nos mata silenciosamente.
Não basta ter educação britânica à mesa e comportamento assassino ao volante.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
pelo fim da reforma calórica
Eu não concordo que pessoas gordinhas e bonitas façam cirurgias bariátricas.
E eu prego este evangelho pro-curvas vantajosas na empresa, principalmente.
Magina se eu, que como de hora em hora, seria capaz de suportar o flagelo de colegas que tem o parque de diversões gastronômico reduzido a um playgroundzinho mixado? Quem vai brincar comigo de misturar sorvete com sushi??
( Lelê*, eu estou de coração partido. Me nego a te amar em tamanho G. Vou enfiar um balão no meu coração. Humpffff)
E eu prego este evangelho pro-curvas vantajosas na empresa, principalmente.
Magina se eu, que como de hora em hora, seria capaz de suportar o flagelo de colegas que tem o parque de diversões gastronômico reduzido a um playgroundzinho mixado? Quem vai brincar comigo de misturar sorvete com sushi??
( Lelê*, eu estou de coração partido. Me nego a te amar em tamanho G. Vou enfiar um balão no meu coração. Humpffff)
vamos gritar mais baixo?
O colega que costuma gritar igual cabrito encorporado é o mesmo que resolve pedir "silêncio" nas reuniões.
E geralmente num tom bem elevado.
É o cú-mulo.
E geralmente num tom bem elevado.
É o cú-mulo.
true blue
Na hora de revidar as diferentes análises de cada um dos sócios, meus clientes, eu sentenciei:
"Calma, pessoas-bacanas. Há sempre dois lados de uma história.
E há também a verdade."
"Calma, pessoas-bacanas. Há sempre dois lados de uma história.
E há também a verdade."
elaborando o programa de aleitamento corporativo
Atraída pelo título de um ensaio do Gilberto Dimenstein no Uol, resolvi sentar meus olhos.
"É tão fácil aniquilar mentes brilhantes."
E lá este trechinho me incutiu idéias sinistras:
"... a fase de vida dos zero aos três anos é decisiva para o futuro de um indivíduo e interfere, no mínimo, na sua capacidade de aprendizado e, por tabela, na sua produtividade profissional..."
Ou seja... quem mama mais na mamãe, dispensa as mamadas nos cofres alheios, nas tetinhas públicas e de quebra tem oxitocina pra dar e vender.
"É tão fácil aniquilar mentes brilhantes."
E lá este trechinho me incutiu idéias sinistras:
"... a fase de vida dos zero aos três anos é decisiva para o futuro de um indivíduo e interfere, no mínimo, na sua capacidade de aprendizado e, por tabela, na sua produtividade profissional..."
Ou seja... quem mama mais na mamãe, dispensa as mamadas nos cofres alheios, nas tetinhas públicas e de quebra tem oxitocina pra dar e vender.
fisioterapeuta, nosferatu ou gangrel
Temos agora um profissional responsável pela prática de RPG ( reeducação postural global ) na empresa.
Quem precisa de assistência motora sou eu, mas compartilhei o benefício a todos os colegas. Isto é quase uma rotina por aqui... "vantagens estendidas."
Só avisei pra não confundir este tipo de RPG com RPG- Role Playing Game, um joguete comum na minha adolescência e que matou alguns desavisados crentes que eram de fato lobisomens, mariposas, grilos falantes e vampiros (como sugeria o troço).
Quem precisa de assistência motora sou eu, mas compartilhei o benefício a todos os colegas. Isto é quase uma rotina por aqui... "vantagens estendidas."
Só avisei pra não confundir este tipo de RPG com RPG- Role Playing Game, um joguete comum na minha adolescência e que matou alguns desavisados crentes que eram de fato lobisomens, mariposas, grilos falantes e vampiros (como sugeria o troço).
baila comigo, lá no meu esconderijo...
Descobri que a filha de um dos meus clientes é bailarina. Foi numa conversa sobre metas e estratégias que ele me contou sobre a paixão da Marina* em relação à dança.Aí eu já enfiei os pés pelos pés e as mãos pelas sapatilhas.
Não quis mais saber de contemporizar nada a respeito de negócios.
Tenho ido lá pra trocar idéias com a Marina, na esperança de que um dia eu me cure desta bailarinite que me persegue - mesmo estando velha, manca e de muletas.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
vai a dica, com catupiry
Num Estado que se regozija de sobreviver graças ao agronegócio, como é o caso de Mato Grosso do Sul, o pasteleiro não pode jamais anunciar "pastel de carne moída."
Falha gravíssima.
Tem que propagandear como "pastel de boi ralado."
Falha gravíssima.
Tem que propagandear como "pastel de boi ralado."
a esta hora só me ocorre isso
Pra fazer tablóide de ofertas de supermercado eu acho que deveriam contratar publicitários e jornalistas sistêmicos que tenham boas noções de gestão na hora de montar os pacotes.
Se eu não tenho gato em casa e nem esfrego as panelas com bombril a promoção de esponja de aço e ração, juntas, não serve pra porra nenhuma.
Seria o mesmo que vender amendoim e papel higiênico no mesmo pacote promocional... neste último caso com uma leve adequação, dependendo da flora intestinal de cada consumidor.
Se eu não tenho gato em casa e nem esfrego as panelas com bombril a promoção de esponja de aço e ração, juntas, não serve pra porra nenhuma.
Seria o mesmo que vender amendoim e papel higiênico no mesmo pacote promocional... neste último caso com uma leve adequação, dependendo da flora intestinal de cada consumidor.
xinga mas não ofende
Certos eufemismos são mais traumatizantes do que uma verdade à queima-roupa.
"Monga, você não é uma executiva, é uma artista!!!"
(Neste caso, o cliente quis dizer artista = palhaça.)
"Monga, você não é uma executiva, é uma artista!!!"
(Neste caso, o cliente quis dizer artista = palhaça.)
sob todos os "prismas"
Adoro pessoas com táticas de animismo no cotidiano.
Tipo chamar um tapete de "Zezé", falar que o guarda-chuva é o "Haroldinho" e assim sucessivamente. Acho que as pessoas que "descoisificam" o universo ao seu redor têm mais chances de sobreviver à frieza mórbida do trabalho, e conseguem uma despressurização justa.
Uma amiga muito amada comprou um carro novo, por merecimento e esfolação diária, e me pediu uma ajuda para batizá-lo. Vou pensar em nomes adequados.
Ser dinda de um carro também é um super apoio para conferir utilidade a uma paspalha como eu.
Tipo chamar um tapete de "Zezé", falar que o guarda-chuva é o "Haroldinho" e assim sucessivamente. Acho que as pessoas que "descoisificam" o universo ao seu redor têm mais chances de sobreviver à frieza mórbida do trabalho, e conseguem uma despressurização justa.
Uma amiga muito amada comprou um carro novo, por merecimento e esfolação diária, e me pediu uma ajuda para batizá-lo. Vou pensar em nomes adequados.
Ser dinda de um carro também é um super apoio para conferir utilidade a uma paspalha como eu.
perdida na cidade
Por motivos múltiplos eu não dirijo mais nenhuma raça de automóvel.
Só ando de táxi. E converso pra dedéu com os taxistas.
Tanto que nos últimos dias errei diversas vezes o trajeto porque tava concentrada na possibilidade ( caótica ) do Flamengo vir a ganhar o campeonato.
Só ando de táxi. E converso pra dedéu com os taxistas.
Tanto que nos últimos dias errei diversas vezes o trajeto porque tava concentrada na possibilidade ( caótica ) do Flamengo vir a ganhar o campeonato.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
se me vê agarráda com ela sepára qui é briga
Tenho muito mais afetos do que desafetos.
Na empresa havia uma única pessoa com quem minha energia ciclotímica pesava só no ponteiro do estresse.
Não existia nenhuma explicação pra isso. Ela era leal, educada, fina e tinha todos os dentes.
Isto prova que a racionalidade é emocional.
Na empresa havia uma única pessoa com quem minha energia ciclotímica pesava só no ponteiro do estresse.
Não existia nenhuma explicação pra isso. Ela era leal, educada, fina e tinha todos os dentes.
Isto prova que a racionalidade é emocional.
Dudu e o gol de placa
Dudu* é o filhinho do meu amigo Evandro e quando eu soube que o genial menino foi super pontual ao ser perguntado sobre a qualidade da sua escolinha, fiquei dando-pulo-numa-perna-só, de tanta felicidade.
Ao ser abordado pelo pai de um provável novo coleguinha, o Dudu nem se prestou ao ensaio da hipocrisia. Mandou bala e foi verdadeiro - confessando que a escola era boa, mas a professora uma xexelenta.
Seu livre exercício opinativo apagou a treva deste meu peito decepcionado, porque este menino ainda come os farelos da liberdade de expressão.
(Pelo andar da carruagem, talvez os bisnetos do Evandro não tenham esta sorte.)
Ao ser abordado pelo pai de um provável novo coleguinha, o Dudu nem se prestou ao ensaio da hipocrisia. Mandou bala e foi verdadeiro - confessando que a escola era boa, mas a professora uma xexelenta.
Seu livre exercício opinativo apagou a treva deste meu peito decepcionado, porque este menino ainda come os farelos da liberdade de expressão.
(Pelo andar da carruagem, talvez os bisnetos do Evandro não tenham esta sorte.)
me amarrota, bixa, que eu to p-a-s-s-a-d-a
Resolvi comprar balinhas no aeroporto, destas bem vagabundas, que se compra em qualquer bodega de subúrbio.
Entreguei R$ 1,00 ( Hum real ) pra tia da lanchonete e ela me entregou 4 balas.
Fiquei esperando as "outras muitas" balas e ainda comentei com minha irmã "ta faltando, péra aê".
Mas não. Cada bala custa 25 centavos.
E ainda tem gente que não acredita que o mundo vai acabar em 2012.
Entreguei R$ 1,00 ( Hum real ) pra tia da lanchonete e ela me entregou 4 balas.
Fiquei esperando as "outras muitas" balas e ainda comentei com minha irmã "ta faltando, péra aê".
Mas não. Cada bala custa 25 centavos.
E ainda tem gente que não acredita que o mundo vai acabar em 2012.
domingo, 15 de novembro de 2009
é dando que se doa
Antes de dar micro-férias coletivas pra equipe estaremos envolvidos com a Campanha de Doação de Órgãos, numa parceria com o Governo do Estado - voluntariamente.
Já que nada no meu corpo prestará pra doação no futuro, em função do meu comportamento de uso indiscriminado das minhas células e celulites, eu posso doar meu tempo.
Fiquei bem faceira com esta chance.
Já que nada no meu corpo prestará pra doação no futuro, em função do meu comportamento de uso indiscriminado das minhas células e celulites, eu posso doar meu tempo.
Fiquei bem faceira com esta chance.
é pra lá que eu vou com meus mísseis
Muitas dúvidas sobre qual cidade receberia o novo embrião da minha empresa.
Estava pipocando entre Londrina e Rio de Janeiro. A pesquisa de mercado com opiniões e perfis de consumo nem me apaixona mais.
Decidi sozinha depois de ler uma manchete da UOL -
"cariocas tem mais resistência psicológica à violência."
:P
Estava pipocando entre Londrina e Rio de Janeiro. A pesquisa de mercado com opiniões e perfis de consumo nem me apaixona mais.
Decidi sozinha depois de ler uma manchete da UOL -
"cariocas tem mais resistência psicológica à violência."
:P
vamos celebrar a estupidez humana
"Monga, existe alguma atividade que você possa sugerir para pessoas bem jovens que queiram se dar bem e tenham ótimas oportunidades de enriquecer?" Luis Pedro, via e-mail.
A única coisa que nos enriquece ( bem jovens ou já no inverno da existência) é casar com um homem rico ou uma mulher rica.
(Eu já tentei as duas possibilidades, mas "fali" antes das primeiras "bodas".)
Boa sorte.
A única coisa que nos enriquece ( bem jovens ou já no inverno da existência) é casar com um homem rico ou uma mulher rica.
(Eu já tentei as duas possibilidades, mas "fali" antes das primeiras "bodas".)
Boa sorte.
samurai, ó samurai
A ajuda é algo que nos chega em forma de mão estendida, ou seja, para que ela nos toque é fundamental que nosso movimento também vá ao encontro do outro.
Ok. Menos filosofia.
É apenas a constatação de que me esforcei ao máximo para ajudar certa funcionária de uma das empresas pra qual trabalho e ela nada fez para si mesma. Minha ajuda não vinga quando opera sozinha.
Posso ter perdido esta batalha mas harakiri... tô fora. Eu só me mato por mim.
Ok. Menos filosofia.
É apenas a constatação de que me esforcei ao máximo para ajudar certa funcionária de uma das empresas pra qual trabalho e ela nada fez para si mesma. Minha ajuda não vinga quando opera sozinha.
Posso ter perdido esta batalha mas harakiri... tô fora. Eu só me mato por mim.
tira esse revólver da minha cara
A Diretora de Planejamento da minha empresa me telefonou agorinha para dizer que acompanhou um documentário e lembrou muito de mim.
"Pessoas caçadoras de fortes emoções tendem a ter comportamentos de risco."
(Mas gente... eu nunca pulei de bungee jump.)
:(
"Pessoas caçadoras de fortes emoções tendem a ter comportamentos de risco."
(Mas gente... eu nunca pulei de bungee jump.)
:(
Any ZERO Fran, bem-vinda à sala de reuniões
Já falei mil vezes na minha guru de carreira, Any ZERO Fran*, poetita e pensadora pro-reformas. Seus textos são meus agentes transformadores.
Ela sempre me esfola com esses "drink's de realidade":
"as vezes eu sinto
como se precisasse
começar uma outra vida.
uma que usasse coisas
da vida de antes,
mas pra virar outra coisa."
Ela sempre me esfola com esses "drink's de realidade":
"as vezes eu sinto
como se precisasse
começar uma outra vida.
uma que usasse coisas
da vida de antes,
mas pra virar outra coisa."
vogue (and let your body groove)
Antigamente eu imaginava que algumas horas de coaching supra-ortodoxo por semana me tornariam menos palhaça na forma de conduzir a empresa.Que nada.
Meus amigos sabem que à medida que fico mais cansada, a letargia física me empurrar à mais e mais aventuras fora de regra.
Sempre pontuo os relatórios dos processos seletivos indicando algumas características de perfil que considero essenciais pra'quela situação e devolvo pros Gestores de Talentos. Não achei forma mais bacana de apresentar minhas carências organizacionais na hora de caçar esta nova turma pra 2010:
"It makes no difference
If you're black or white
If you're a boy or a girl... U're a superstar... yeahhhh that's what U are... so come on"
sábado, 14 de novembro de 2009
um licorzinho de fel, pra variar
Mas também quando eu acordo "Embaixadora da Antipatia" eu capricho.
Vendedor pra me ganhar tem que achar a vida linda, porque eu converso di-um-tudo.
Se me olhar com cara de pinico cagado eu mando a "Boa Monga" embora.
Tenho gênio ruim.
Vendedor pra me ganhar tem que achar a vida linda, porque eu converso di-um-tudo.
Se me olhar com cara de pinico cagado eu mando a "Boa Monga" embora.
Tenho gênio ruim.
ensaiando pra merecer o Céu
Ainda sobre vendedores e consumo - acabei recordando de certa vez que entrei numa loja de calçados e uma vendedora, alheia ao agito da equipe, se encolhia num cantinho por entre as caixas.
Me dirigi até ela e perguntei o que se passava e ela desabafou que por conta de cento e poucos mangos que faltaram para atingir a meta de vendas do mês, certamente seria demitida.
E eu, nem pensei 8 vezes. Comprei bastante para ajudá-la (e ajudar os meus pés nas opções de "papatinhos").
Não sou um primor de pessoa. Naquela hora eu podia agir e reconheci o chamado.
É a velha história... no universo do nada, um pouquinho já é tudo.
Me dirigi até ela e perguntei o que se passava e ela desabafou que por conta de cento e poucos mangos que faltaram para atingir a meta de vendas do mês, certamente seria demitida.
E eu, nem pensei 8 vezes. Comprei bastante para ajudá-la (e ajudar os meus pés nas opções de "papatinhos").
Não sou um primor de pessoa. Naquela hora eu podia agir e reconheci o chamado.
É a velha história... no universo do nada, um pouquinho já é tudo.
funciona comigo
Entrar em determinadas lojas de departamento pode se tornar um árduo exercício de negação.
Menos pra mim, que já entendi a dinâmica da leveza lojista.
Se me oferecem o fatídico cartão para comprar a prazo eu não promovo uma guerra argumentativa. Se falo que não quero adquirir este produto o vendedor insiste. E quando o faz, eu fico irritada.
Ninguém ganha, nem a loja.
Então eu sou mais razoável. Abro um lindo sorriso, de Plutão à Terra, e falo:
"Ah!! Eu já tenho este cartão. Inclusive estou aqui hoje para gastar muito."
Pronto.
Menos pra mim, que já entendi a dinâmica da leveza lojista.
Se me oferecem o fatídico cartão para comprar a prazo eu não promovo uma guerra argumentativa. Se falo que não quero adquirir este produto o vendedor insiste. E quando o faz, eu fico irritada.
Ninguém ganha, nem a loja.
Então eu sou mais razoável. Abro um lindo sorriso, de Plutão à Terra, e falo:
"Ah!! Eu já tenho este cartão. Inclusive estou aqui hoje para gastar muito."
Pronto.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
onde há beleza, há poesia
Frustrei o imaginário de um grupo de colegas quando os mesmos me viram lendo um livro, sorridente e plácida - em pleno horário comercial.
Pensaram que era algum previsível-enlatado sobre estes conceitos de sucesso que já cansaram até os que nem nasceram.
Era na verdade um livro do Vinícius de Moraes que me foi emprestado por uma pessoa muito querida, com o objetivo explícito de plantar flores no meu dia.
Deu certo. Dá pra sentir o perfume?
Pensaram que era algum previsível-enlatado sobre estes conceitos de sucesso que já cansaram até os que nem nasceram.
Era na verdade um livro do Vinícius de Moraes que me foi emprestado por uma pessoa muito querida, com o objetivo explícito de plantar flores no meu dia.
Deu certo. Dá pra sentir o perfume?
assim, ainda discretamente
Grandes executivos ultimamente investem em serviços de aconselhamento corporativo.
É um módulo ainda insipiente, na relevante rotina do mundo dos negócios, mas eu sei que a função existe.
(Única explicação que eu encontro pra ser requisitada todos os dias e ir bater-papo sobre carreira com as funcionárias de um amigo.)
É um módulo ainda insipiente, na relevante rotina do mundo dos negócios, mas eu sei que a função existe.
(Única explicação que eu encontro pra ser requisitada todos os dias e ir bater-papo sobre carreira com as funcionárias de um amigo.)
bora lá, seu Tito
A reclamação do meu avô Tito, de 81 anos, é que ninguém nunca o tinha levado para um dia de príncipe no shopping center da cidade.
Na verdade vovô nunca foi ao shopping e eu me senti bastante envergonhada com a situação.
Decidi que o grande evento deste sábado será passear com meu velho amigo pelas lojas da moda, pois ele pediu um terno "chique" e "aquelas gravatas que aparecem na televisão."
Se eu conseguir motivá-lo o suficiente, ta garantida também a sessão de cinema.
Adolescentes transitando de um lado, executivas e avôs de outro.
Na verdade vovô nunca foi ao shopping e eu me senti bastante envergonhada com a situação.
Decidi que o grande evento deste sábado será passear com meu velho amigo pelas lojas da moda, pois ele pediu um terno "chique" e "aquelas gravatas que aparecem na televisão."
Se eu conseguir motivá-lo o suficiente, ta garantida também a sessão de cinema.
Adolescentes transitando de um lado, executivas e avôs de outro.
porque eu adoro os meus clientes?
Porque eles sempre sabem quais suas maiores deficiências, sabem onde erram, os motivos que os impelem ao erro, como resolver as mancadas e como conseguir reverter a inércia financeira com o mínimo de contusão em investimentos.
E me contratam purcausadiquê, afinal?
Ah.
Não importa. O fato é que me contratam.
E me contratam purcausadiquê, afinal?
Ah.
Não importa. O fato é que me contratam.
não tenha pressa
Sou o único vivente que conheço que ama qualquer tipo de comparação.
Chego ao ponto de incitar as pessoas para que procurem outros níveis de análise e eu represente de fato uma escolha sensata.
Em qualquer esfera da vida, quando não se tem parâmetros, se faz o inevitável e não o desejado.
Chego ao ponto de incitar as pessoas para que procurem outros níveis de análise e eu represente de fato uma escolha sensata.
Em qualquer esfera da vida, quando não se tem parâmetros, se faz o inevitável e não o desejado.
ah, pq você não me explicou antes??
Adquir carros populares para o transporte da empresa é muito chato. E os vendedores são eficientes na hora de incutir mais dúvidas.
Qual das marcas é a melhor? Qual a maior vantagem e o maior suplício?
"Depende. Carros populares são todos iguais na geometria funcional. É questão, apenas, de gosto."
Ajuda muito. Poderia ser o critério de escolha do meu próximo casamento.
"Depende. Todas as pessoas são iguais na geometria funcional. É questão, apenas, de gosto."
Qual das marcas é a melhor? Qual a maior vantagem e o maior suplício?
"Depende. Carros populares são todos iguais na geometria funcional. É questão, apenas, de gosto."
Ajuda muito. Poderia ser o critério de escolha do meu próximo casamento.
"Depende. Todas as pessoas são iguais na geometria funcional. É questão, apenas, de gosto."
eu não sei mirabolar
Um conhecido palestrante volta e meia aparece na cidade para promover suas magníficas intervenções motivacionais.É aquele furdunço geral. Secretárias, executivos, gangues de contrabandistas, ex-freiras, engenheiros e professoras de Biologia. Todo mundo se acotovelando para conseguir o precioso ( e caro ) convite para assistir ao Dr. Fulanix e suas "infalíveis" técnicas de sucesso.
Hoje eu reparei que nos painéis publicitários espalhados há um apelo bastante forte: "Quem planeja tem futuro. Quem não planeja tem destino."
Fico cá a pensar. Talvez eu garanta também minha presença no evento. Sou muito incompetente quanto a minha carreira.
Ainda estou na fase de que se a oportunidade está acima da minha altura posso resolver planejando a aquisição da escada.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
manda pro ralo com o óleo das batatas-fritas
"Monga, meu marido que é executivo, está me traindo com a babá de nossos filhos. Estou arrasada. O que fazer?" Mirtes - por email.
Querida... eu não to a fim de fazer piada sobre isso.
O galho que pesa na sua cabeça já pesou na minha. Posso dizer que é uma pena que um homem tão atarefado tenha "tempo" para a babá.
E que certamente não o tenha para OS FILHOS.
Ânimo, meu bem. Vamos com o filósofo-apache da tribo dos aquidáoanus, Leão Lobo:
"DIGNIDADE, JÁ!"
Querida... eu não to a fim de fazer piada sobre isso.
O galho que pesa na sua cabeça já pesou na minha. Posso dizer que é uma pena que um homem tão atarefado tenha "tempo" para a babá.
E que certamente não o tenha para OS FILHOS.
Ânimo, meu bem. Vamos com o filósofo-apache da tribo dos aquidáoanus, Leão Lobo:
"DIGNIDADE, JÁ!"
ainda sobre a reuniãozinha II
Mulheres já falam esquisito por natureza. Minha voz geralmente é a mesma de uma criança fanhosa fugindo do banho.
É mais ou menos assim meu timbre.
E quando to sob pressão executiva ferra tudodiveiz.
Quanto maior minha concentração para não parecer bundona, mais trêmulas as cordas vocais.
Vergonha. Vergonha. Vergonha.
É mais ou menos assim meu timbre.
E quando to sob pressão executiva ferra tudodiveiz.
Quanto maior minha concentração para não parecer bundona, mais trêmulas as cordas vocais.
Vergonha. Vergonha. Vergonha.
ainda sobre a reuniãozinha
Juro que me senti em mini-pânico nesta reunião de hoje.
Tinha a impressão de que a sala ia me ejetar para um compartimento secreto onde mafiosos da yakuza tentariam transformar minha pele tatuada em abajur.
Ou que um anão, igual aquele da Ilha da Fantasia, ia me propor uma lavagem de dinheiro por livre e espontâneo "amor à vida."
1 2 3.
Passou.
Tinha a impressão de que a sala ia me ejetar para um compartimento secreto onde mafiosos da yakuza tentariam transformar minha pele tatuada em abajur.
Ou que um anão, igual aquele da Ilha da Fantasia, ia me propor uma lavagem de dinheiro por livre e espontâneo "amor à vida."
1 2 3.
Passou.
superfodásticamente
Sobrevivi.
(A uma reunião lá onde o "diabo perdeu as unhas" - porque as botas e as meias ele perdeu bem antes).
Meus colegas tem dessas brilhantes sacadas.
Quando ninguém quer se expor ao dano, a uma viagem cansativa e perigosa e a uma sala de reuniões obscura, dá-lhe Monga neles.
PQP.
(A uma reunião lá onde o "diabo perdeu as unhas" - porque as botas e as meias ele perdeu bem antes).
Meus colegas tem dessas brilhantes sacadas.
Quando ninguém quer se expor ao dano, a uma viagem cansativa e perigosa e a uma sala de reuniões obscura, dá-lhe Monga neles.
PQP.
cartas ao papai noel (episódio nº 1)
Adoro histórias natalinas e durante os próximos dias poderei ter "cãibras" inspiradoras temporárias, lembrando de alguns episódios corporativos que aludem ao Natal.
A primeira situação que lembrei foi de quando pediram pro Marcelo*, meu colega de multinacional, para que se fantasiasse de Papai Noel. Teria sido um momento incrível, não fosse pelo fato do Marcelo pesar 50 quilos muito mal distribuídos em 1,80m.
E pra complicar, os enchimentos que providenciamos foram "derretendo" ao longo de horas de festa e muitas crianças entusiasmadas. A pressão arterial dele teve um xilique e ele "d-e-s-a-b-o-u".
Quando recebemos as fotos para afixar no mural, um engraçadinho ironizou " O espírito de Natal não morre ao longo de uma vida mas o Papai Noel morre em duas horas de festa."
A primeira situação que lembrei foi de quando pediram pro Marcelo*, meu colega de multinacional, para que se fantasiasse de Papai Noel. Teria sido um momento incrível, não fosse pelo fato do Marcelo pesar 50 quilos muito mal distribuídos em 1,80m.
E pra complicar, os enchimentos que providenciamos foram "derretendo" ao longo de horas de festa e muitas crianças entusiasmadas. A pressão arterial dele teve um xilique e ele "d-e-s-a-b-o-u".
Quando recebemos as fotos para afixar no mural, um engraçadinho ironizou " O espírito de Natal não morre ao longo de uma vida mas o Papai Noel morre em duas horas de festa."
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
consultor ou eunuco?
Para um projeto grande, incorporamos um grupo de consultores extra-planos, pois a coisa se avolumou.
Um deles chama-se Fernando Telles Pinto*, e sua assessora me enviou um e-mail muito querido:
"Dra. Monga, queira fazer o favor de preparar a credencial do Dr. Fernando usando apenas o Telles, porque ele não usa o 'Pinto'. Abraços, Arlete."
Ah. Mas que pena... é algum trauma?
hauahauhauahauahuahauahua.
Um deles chama-se Fernando Telles Pinto*, e sua assessora me enviou um e-mail muito querido:
"Dra. Monga, queira fazer o favor de preparar a credencial do Dr. Fernando usando apenas o Telles, porque ele não usa o 'Pinto'. Abraços, Arlete."
Ah. Mas que pena... é algum trauma?
hauahauhauahauahuahauahua.
apelidos católicos (hábitos nem tanto)
Por conta deste post sobre minha "beijoquice" recebi muitos e-mails.
Um deles da minha prima Bia*, lembrando que este hábito já era recorrente na infância, motivo pelo qual nossa avó me chamava de "anel do Bispo".
Um deles da minha prima Bia*, lembrando que este hábito já era recorrente na infância, motivo pelo qual nossa avó me chamava de "anel do Bispo".
terça-feira, 10 de novembro de 2009
beijar moooooointo
A crise existencial pode me abater com entusiasmo. Ser ou não ser consultora, eis a aflição.
Ser ou não ser executiva.
Beijoqueira é o que DEFINITIVAMENTE eu sei que sou.
(Porque eu não consigOOO entrar nas empresas sem beijar a todos - da copeira ao diretor.)
Ser ou não ser executiva.
Beijoqueira é o que DEFINITIVAMENTE eu sei que sou.
(Porque eu não consigOOO entrar nas empresas sem beijar a todos - da copeira ao diretor.)
tubaína e sorvete
Faz tempo que eu deixei de ser adolescente (na carteira de identidade) mas ainda assim promovo arrastões e semi-bullying dentro da empresa.
Sem violência, leia-se.
Os ritos de passagem para novatos-estagiários tem a ver com algazarra.
(Numa das dinâmicas a gente mesmo ensina como jogar online sem ser pego.)
:P
Sem violência, leia-se.
Os ritos de passagem para novatos-estagiários tem a ver com algazarra.
(Numa das dinâmicas a gente mesmo ensina como jogar online sem ser pego.)
:P
tudo vale a "pen"
Cansados de entregar portifólios impressos pros clientes, há muitos meses compramos centenas de pendrives com incontáveis gigas e entregamos esta singela prenda contendo relatórios e propostas.Mas isso não importa. Nem a logomarca customizada no obEjeto importa.
O que importa é que eu quero ser pendrive quando crescer.
Simplesmente me restringir a abrir "meus arquivos" nas máquinas onde eu tivé a fim, cumpádi.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
que se-bra-o-quê
Insistência é uma droga. Eu super odeio tocar num assunto quando julgo que não é hora. Em consultoria esta dissonância pode ser mortal. Mas o cliente tá ali, firme no propósito de encher o saco (da paciência, porque meu saco de grana ele nunca enche). Ta firme no propósito de "custos" e não de compensações.
Primeira tentativa: "Monga, tua firma é mais barata que o Sebrae?"
Segunda tentativa: "Monga, tua firma é mais barata que o Sebrae?"
Terceira tentativa: "Monga, tua firma afinal, é mais baratinha que o Sebrae?"
(Chuto tudo e vou embora?? Falo que não faço leilão de serviços??)
Respiro e devolvo: "Não posso avaliar... quem é Sebrae, hein?"
Primeira tentativa: "Monga, tua firma é mais barata que o Sebrae?"
Segunda tentativa: "Monga, tua firma é mais barata que o Sebrae?"
Terceira tentativa: "Monga, tua firma afinal, é mais baratinha que o Sebrae?"
(Chuto tudo e vou embora?? Falo que não faço leilão de serviços??)
Respiro e devolvo: "Não posso avaliar... quem é Sebrae, hein?"
now it's too late, baby
O modelo (único) que internalizei na vida foi mamãe-só-pensa-em-trabalho.
Minha mãe dormia, namorava, amamentava e pensava na sua profissão. Todas as horas do dia.
E não se preparou pra aposentadoria.
Na verdade não se preparou para retomar as coisas que deixou pelo caminho. Para "catar a poesia que entornou no chão."
Agora sofre pelos filhos - a quem ensinou o lado mágico-negro de ser workaholic.
Somos todos uns bundões, realizados na carreira e cagados na vida.
Minha mãe dormia, namorava, amamentava e pensava na sua profissão. Todas as horas do dia.
E não se preparou pra aposentadoria.
Na verdade não se preparou para retomar as coisas que deixou pelo caminho. Para "catar a poesia que entornou no chão."
Agora sofre pelos filhos - a quem ensinou o lado mágico-negro de ser workaholic.
Somos todos uns bundões, realizados na carreira e cagados na vida.
Monga, a musa da terceira idade
Ninguém quer cuidar dos seus velhos. Esta é uma verdade assombrosa.
Se este idoso ainda é produtivo, inteligente, sagaz, traz histórias e balinhas nos bolsos, mantê-lo afastado do patrimônio que ajudou a erigir é um pecado. Daqueles que nos empurram pro inferno sem dó.
O pai de um cliente, senhor de 75 anos e responsável pela "marca" de negócios da família era até outro dia um entulho que fazia palavras cruzadas numa salinha - era a "coisa" ali empilhada junto com o arquivo-morto.
Ha ha ha. Não contavam com a minha astúcia.
Agora o "vô" é o meu braço direito na consultoria. Piedade? Nada!!! Sou inteligente. E onde posso me cercar de história e experiência, finco meu pé.
Se este idoso ainda é produtivo, inteligente, sagaz, traz histórias e balinhas nos bolsos, mantê-lo afastado do patrimônio que ajudou a erigir é um pecado. Daqueles que nos empurram pro inferno sem dó.
O pai de um cliente, senhor de 75 anos e responsável pela "marca" de negócios da família era até outro dia um entulho que fazia palavras cruzadas numa salinha - era a "coisa" ali empilhada junto com o arquivo-morto.
Ha ha ha. Não contavam com a minha astúcia.
Agora o "vô" é o meu braço direito na consultoria. Piedade? Nada!!! Sou inteligente. E onde posso me cercar de história e experiência, finco meu pé.
papai arco-íris
Esta pinimba da moça da Uniban já rendeu o que tinha na minha família.
Prefiro nem comentar, mas o que valeu foi a consideração do meu pai falando "que as mulheres estão dominando as profissões masculinas pois as exercem com apuro fantástico!!" (isto porque quem fez ajustes hidráulicos em casa no último alagamento-surpresa foi uma moça, funcionária e ENCANADORA de uma empresa de prestação de serviços, e ele naturalmente se sentiu a bosta sêca no calor do Saara.)
Não ficou por aí: "Minha filha, homem tinha mesmo era que casar com homem... ninguém ia pegar no pé de ninguém, poderíamos pescar e caçar juntos, e ainda dividiríamos as mulheres."
Meu pai e sua farda militar nunca me enganaram.
Prefiro nem comentar, mas o que valeu foi a consideração do meu pai falando "que as mulheres estão dominando as profissões masculinas pois as exercem com apuro fantástico!!" (isto porque quem fez ajustes hidráulicos em casa no último alagamento-surpresa foi uma moça, funcionária e ENCANADORA de uma empresa de prestação de serviços, e ele naturalmente se sentiu a bosta sêca no calor do Saara.)
Não ficou por aí: "Minha filha, homem tinha mesmo era que casar com homem... ninguém ia pegar no pé de ninguém, poderíamos pescar e caçar juntos, e ainda dividiríamos as mulheres."
Meu pai e sua farda militar nunca me enganaram.
domingo, 8 de novembro de 2009
moral de cuecas e bundas unidas
Aqui de longe enviei uma determinação a ser cumprida à risca pela minha equipe nesta segunda-feira: que todas as meninas, moças e corocas da minha empresa fossem trabalhar de vestidinhos ou minimamente cobertas.
Mas, depois de refletir os últimos fatos educacionais e antropológicos protagonizados pela Uniban, determinei mesmo é que todos fossem só de cuecas - homens e mulheres.
Porque é assim que poderemos homenagear o traje preferido da moral neste país.
"Hipocrisia, eu quero uma pra viver."
Mas, depois de refletir os últimos fatos educacionais e antropológicos protagonizados pela Uniban, determinei mesmo é que todos fossem só de cuecas - homens e mulheres.
Porque é assim que poderemos homenagear o traje preferido da moral neste país.
"Hipocrisia, eu quero uma pra viver."
...se é perigoso a gente ser feliz...
Existem os problemas de segunda à sexta, das 8:00h às 18:00h.
E existem, em maior e mais perfeita escala, os problemas de domingos, feriados e dias de retiro.
Quando estou off geralmente faço uma preparação-psíquica-prévia para receber estes pepinos selvagens.
Cheguei a conclusão (tardia) que trabalhar 365 dias por ano cansa bem menos.
E existem, em maior e mais perfeita escala, os problemas de domingos, feriados e dias de retiro.
Quando estou off geralmente faço uma preparação-psíquica-prévia para receber estes pepinos selvagens.
Cheguei a conclusão (tardia) que trabalhar 365 dias por ano cansa bem menos.
toda MUDEZ será castigada
O dispositivo bola de cristal que deveria acompanhar executivas finas como eu, veio quebrado.
Portanto eu não suponho ou adivinho nada.
Preciso que os parceiros de negócios explicitem suas condições, estratégias simpáticas de mercado e qualquer artifício que valha a pena.
Caso contrário terei de implantar códigos de barras em todas as pessoas que dividem a mesa de reuniões comigo.
Não quer falar, num fale. Como diria minha amiga-poetante Any ZERO Fran, "usaremos o tato como dicionário".
Portanto eu não suponho ou adivinho nada.
Preciso que os parceiros de negócios explicitem suas condições, estratégias simpáticas de mercado e qualquer artifício que valha a pena.
Caso contrário terei de implantar códigos de barras em todas as pessoas que dividem a mesa de reuniões comigo.
Não quer falar, num fale. Como diria minha amiga-poetante Any ZERO Fran, "usaremos o tato como dicionário".
sábado, 7 de novembro de 2009
carreiras e suas teias de aranha
A parte mais cômica de trabalhar com profissionais de áreas distintas da minha é quando a coerência vai pro incinerador.
Vejamos se eu tenho fé de ofício pra dizer a um médico "que a política de remissão de sintomas que ele adota resolve a dor mas não cura a doença?"
Não. Não sou formada em medicina. Mas este mesmo médico sempre quer me ensinar marketing e comunicação.
Porque ele sabe tudo mesmo. Até aprendeu a imprimir os "próprios cartões de visita na impressora matricial".
Gênio!
Vejamos se eu tenho fé de ofício pra dizer a um médico "que a política de remissão de sintomas que ele adota resolve a dor mas não cura a doença?"
Não. Não sou formada em medicina. Mas este mesmo médico sempre quer me ensinar marketing e comunicação.
Porque ele sabe tudo mesmo. Até aprendeu a imprimir os "próprios cartões de visita na impressora matricial".
Gênio!
quebra tudo, Brookie
Amigo quando faz aniversário e mora longe a gente fica assim, com alegria remota.
E quando não é um amigo-amigo, mas um amigo-amigOOOOOOOOO, isto se torna quase um rito de envio:
- de energias boas;
- de votos de sucesso;
- de amor, simplesmente.
(Paulinha, minha querida - que me faz inteira sendo uma linda metade: FELIZ ANIVERSÁRIO! Minha advogada preferida!)
E quando não é um amigo-amigo, mas um amigo-amigOOOOOOOOO, isto se torna quase um rito de envio:
- de energias boas;
- de votos de sucesso;
- de amor, simplesmente.
(Paulinha, minha querida - que me faz inteira sendo uma linda metade: FELIZ ANIVERSÁRIO! Minha advogada preferida!)
com a alma em paz
Para a recarga imediata das pilhas.
"Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis,
lares de mãe
Paraíso se mudou para lá..."
"Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis,
lares de mãe
Paraíso se mudou para lá..."
um beijo na entrada e um chute de saída
Minha amiga comentou que quando fez a adesão da tv a cabo "entrou no mundo dos NET".
E hoje toda ramelenta veio reclamar que teve o serviço cortado - mesmo com a fatura em dia.
"Entrou no mundo dos trouxas."
E hoje toda ramelenta veio reclamar que teve o serviço cortado - mesmo com a fatura em dia.
"Entrou no mundo dos trouxas."
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
99 luftballoons
O valor que atribuímos às coisas tem somente o valor que atribuímos. Que "nozes" atribuímos.
Eu assisti a uma matéria sobre a queda do muro de Berlim ontem e lembrei que meu ex-namorido me presenteou com um pedaço-souvenir que comprou de uns caras minutos depois da demolição.
E quis pegar este enfeite tão precioso para repassar a alguém que certamente acharia o máximo.
"Cadê o pedaço-do-muro-de-Berlim que ficava na minha gaveta, Dona Faxineira?"
- Muro? Muro? Nunca vi... tava junto com aquele pedaço de tijolo sujo que pus no lixo outro dia?
Eu assisti a uma matéria sobre a queda do muro de Berlim ontem e lembrei que meu ex-namorido me presenteou com um pedaço-souvenir que comprou de uns caras minutos depois da demolição.
E quis pegar este enfeite tão precioso para repassar a alguém que certamente acharia o máximo.
"Cadê o pedaço-do-muro-de-Berlim que ficava na minha gaveta, Dona Faxineira?"
- Muro? Muro? Nunca vi... tava junto com aquele pedaço de tijolo sujo que pus no lixo outro dia?
tem dias que a noite é assim
Pra enfrentar o sentimento de insignificância que projeta uma pequena depressão súbita, a melhor saída é ficar acessando exaustivamente a caixa de e-mails.É bom ler um "Bem-vinda, Monga!"
Dá a ilusão de que nem tudo está perdido...
o homem-que-podia-tudo
Amo o Leonardo Boff de-paixão-master-plus, e carrego comigo um exemplar de "Brasas sob cinzas", junto com portifólios de comunicação.
De lá eu apanhei esta nota lúcida:
"Não há poder, por mais absoluto, que nos cure de certo tédio inerente à vida mortal."
( Suspiro ).
De lá eu apanhei esta nota lúcida:
"Não há poder, por mais absoluto, que nos cure de certo tédio inerente à vida mortal."
( Suspiro ).
commotion
Quem quiser me surpreender no trato profissional esqueça qualquer abordagem técnica. Desconsidere categoricamente a tentativa de me impressionar falando em economia ou táticas de marketing.
O que funciona é poesia.
Perguntei a uma colega qual o conceito que ela tem de solidariedade no ambiente corporativo.
E ela "poetou", lindamente:
"É quando sua lágrima cai no meu olho, e eu choro sua lágrima de novo."
O que funciona é poesia.
Perguntei a uma colega qual o conceito que ela tem de solidariedade no ambiente corporativo.
E ela "poetou", lindamente:
"É quando sua lágrima cai no meu olho, e eu choro sua lágrima de novo."
repouso da guerreira
Estou me retirando da vida pública e indo pra privada.
Não, não é diarréia.
Me presenteei com alguns dias de cuidados médicos, espirituais e lúdicos, num lugar de repouso e comida boa. Nomeei interinamente outro Diretor pra empresa.
E aqui pelo blog, todos sabem, o expediente nunca falha.
Não, não é diarréia.
Me presenteei com alguns dias de cuidados médicos, espirituais e lúdicos, num lugar de repouso e comida boa. Nomeei interinamente outro Diretor pra empresa.
E aqui pelo blog, todos sabem, o expediente nunca falha.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
criancinha malvada
Quando eu puxo assunto com crianças na ante-sala do meu analista é porque o negócio ta feio.
Hoje eu quis ser íntima de uma menininha de uns 5 anos, pois estava num raro momento vestida de executiva séria e falei " na sua idade eu era linda como você, ruivinha e com cara de boneca.'
Ela:
"E hoje você virou isso?"
Baitaforçaqueeurecebodavida.
Alá.
Hoje eu quis ser íntima de uma menininha de uns 5 anos, pois estava num raro momento vestida de executiva séria e falei " na sua idade eu era linda como você, ruivinha e com cara de boneca.'
Ela:
"E hoje você virou isso?"
Baitaforçaqueeurecebodavida.
Alá.
porque eu leio a revista Caras pra aprender gestão
Numa frase marcante, o empresário Eike Batista, abraçado em duas turbi-girls, assina o seguinte exemplo de expressão como homem de negócios:
"Não quero ser o homem mais rico do mundo. Quero ser o mais generoso."
Fácil.
Depósitos nas minhas contas (jurídica e física) resolvem rapidamente a necessidade deste cara super maravilhoso.
(Todos os ricos merecem o Reino dos Céus.)
"Não quero ser o homem mais rico do mundo. Quero ser o mais generoso."
Fácil.
Depósitos nas minhas contas (jurídica e física) resolvem rapidamente a necessidade deste cara super maravilhoso.
(Todos os ricos merecem o Reino dos Céus.)
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
pra jogar tem que saber
Todo e qualquer tipo de informação inútil pode circular livremente na empresa.
Deve-se preencher o formulário, porém, explicando minuciosamente o que a fofoca e a maldade agregam efetivamente em termos de coletividade.
Caso contrário a proposta é agir como goleiros que não vazam frango.
Quem tomar o gol do time da calúnia, nunca mais veste a camisa da seleção corporativa.
Deve-se preencher o formulário, porém, explicando minuciosamente o que a fofoca e a maldade agregam efetivamente em termos de coletividade.
Caso contrário a proposta é agir como goleiros que não vazam frango.
Quem tomar o gol do time da calúnia, nunca mais veste a camisa da seleção corporativa.
coisa rara de se ver
A condição de executiva não vem antes da constatação de que sou gente-humana (de alguma espécie híbrida, mas sou).
Desisti de um cliente.
Verbalizei com todas as cores: não quero mais trabalhar com (e para) você. Minha empresa não faz leilão de princípios. As normas são a valsa do bom-senso.
Clientes a qualquer preço?
Não, obrigada.
Desisti de um cliente.
Verbalizei com todas as cores: não quero mais trabalhar com (e para) você. Minha empresa não faz leilão de princípios. As normas são a valsa do bom-senso.
Clientes a qualquer preço?
Não, obrigada.
é ou num é ou num é ou num é?
Desafio - vez ou outra alguém solta esta perspectiva:
"Tal contato não me acrescenta em nada."
Eu, Monga e Executiva, pondero: quando algo não me ACRESCENTA de certa forma me SUBTRAI.
(A minha matemática só sabe calcular o bônus da satisfação pessoal.)
"Tal contato não me acrescenta em nada."
Eu, Monga e Executiva, pondero: quando algo não me ACRESCENTA de certa forma me SUBTRAI.
(A minha matemática só sabe calcular o bônus da satisfação pessoal.)
peixes fertilizantes
Eu escutei hoje o absurdo gigante da minha existência de 30 e alguns anos:
Uma colega se recusou a nadar no riacho que circunda sua chácara pois ela "ouviu dizer que se pega muitas doenças, podendo-se até engravidar."
ENGRAVIDAR SIMPLESMENTE NADANDO SOZINHA NO RIACHO.
E ela tem curso superior, MBA, fala 4 idiomas e publicou um livro.
O que eu poderia argumentar, ó vida, ó caos??
Que eu vou comprar uma tarrafa pra ir pescar neste riacho. Deve ter um cardume de sêmen, e sabidamente vou revender pra Clínica do Dr. Roger Abdelmassih.
Uma colega se recusou a nadar no riacho que circunda sua chácara pois ela "ouviu dizer que se pega muitas doenças, podendo-se até engravidar."
ENGRAVIDAR SIMPLESMENTE NADANDO SOZINHA NO RIACHO.
E ela tem curso superior, MBA, fala 4 idiomas e publicou um livro.
O que eu poderia argumentar, ó vida, ó caos??
Que eu vou comprar uma tarrafa pra ir pescar neste riacho. Deve ter um cardume de sêmen, e sabidamente vou revender pra Clínica do Dr. Roger Abdelmassih.
até logo, Rafa
Uma amiga partiu desta vida sem aviso prévio. Tal fazem os grandes gênios, que recebem propostas melhores de mercado e vão fluorescer suas idéias em outros becos. Ela foi exercer sua arquitetura lá no "céu".
Durante o dia eu fiquei remoendo um mesmo pensamento que só me invade quando sinto dor.
O pensamento de que a gente não tem o poder de controlar bosta nenhuma. E que a gente só se convence disso, quando algo esmagadoramente SUPERIOR vem e nos bate com força.
Nos arranca os pés do chão.
A vida segue. E esta vida que segue inclui muito trabalho. É nele que me agarro.
Durante o dia eu fiquei remoendo um mesmo pensamento que só me invade quando sinto dor.
O pensamento de que a gente não tem o poder de controlar bosta nenhuma. E que a gente só se convence disso, quando algo esmagadoramente SUPERIOR vem e nos bate com força.
Nos arranca os pés do chão.
A vida segue. E esta vida que segue inclui muito trabalho. É nele que me agarro.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
a respeito da padronização
Eu respeito de verdade qualquer idéia que tenha sentido na minha gestão - que é pura falta de sentidos.
Quando se trata de uniformes, roupas iguais e esquisitas, porém, eu não sou tão disponível. Nunca vou conhecer suficientemente um colega se eu escolher uma roupa por ele.
Também nunca vou deixá-lo exercer seu direito de ser quem é. De nada adianta um conceito equivocado de que somos todos iguais nos tecidos e botões. Porque não somos, e este é o grande e saboroso gosto de uma equipe enorme.
Guardo a necessidade de igualar as pessoas pelos princípios dos quais não abro mão.
E seria muito bom se amor, cuca frêsca e simplicidade fosse um uniforme. Aí sim eu determinaria o uso já!
Quando se trata de uniformes, roupas iguais e esquisitas, porém, eu não sou tão disponível. Nunca vou conhecer suficientemente um colega se eu escolher uma roupa por ele.
Também nunca vou deixá-lo exercer seu direito de ser quem é. De nada adianta um conceito equivocado de que somos todos iguais nos tecidos e botões. Porque não somos, e este é o grande e saboroso gosto de uma equipe enorme.
Guardo a necessidade de igualar as pessoas pelos princípios dos quais não abro mão.
E seria muito bom se amor, cuca frêsca e simplicidade fosse um uniforme. Aí sim eu determinaria o uso já!
auto-crítica invejável
Eu sou a executiva mais ridícula do planeta quando estou zangada.Mas tão ridícula, que o raros momentos de hostilidade ganham no máximo, contornos patéticos.
Percebendo isso eu já falo " espera eu terminar pra você rir, ok?"
Desta forma me sinto menos imbecil.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
cartão vermelho pro assédio nº 2
Os rapazes também estão sofrendo, né-só-a-mulherada-naum.
Especialmente os mais novos, com aquele olhar de Edward Cullen. Se estiverem num cargo onde usufruem da companhia constante de executivas travadas e em Crepúsculo emocional, xiiii...
Menininhos também têm direito de dizer "no, tanx."
Especialmente os mais novos, com aquele olhar de Edward Cullen. Se estiverem num cargo onde usufruem da companhia constante de executivas travadas e em Crepúsculo emocional, xiiii...
Menininhos também têm direito de dizer "no, tanx."
cartão vermelho pro assédio nº1
Tenho recebido vários emails de mulheres super assediadas no ambiente profissional.
Com relação aos argumentos comumente sacados (sobre minivestidos e outras sandices) o que posso dizer é que mesmo uma prostituta tem total direito de escolher pra quem quer dispor sua dita-cuja.
Então miguxos, esta insistente cantada zecabaleirista de "mama oh mama quero ser seu papa" é no mínimo nojenta.
Vale pras executivas: uma funcionária gostosa também tem direito de escolher se quer fazer hora-extra na cama do chefe ou NÃO. Contrariar isso é legitimar a violência moral como "facilitação" das mulheres. Vão a merda, antes que eu me esqueça.
Com relação aos argumentos comumente sacados (sobre minivestidos e outras sandices) o que posso dizer é que mesmo uma prostituta tem total direito de escolher pra quem quer dispor sua dita-cuja.
Então miguxos, esta insistente cantada zecabaleirista de "mama oh mama quero ser seu papa" é no mínimo nojenta.
Vale pras executivas: uma funcionária gostosa também tem direito de escolher se quer fazer hora-extra na cama do chefe ou NÃO. Contrariar isso é legitimar a violência moral como "facilitação" das mulheres. Vão a merda, antes que eu me esqueça.
constatações de feriado
Eu estou trabalhando enquanto a maioria repousa ( alguns em sono eterno, inclusive) então não vejo outra alternativa a não ser me ocupar de baboseiras intermitentes.
Estou há um ano sem fumar. Um dia lá em 2007 eu jantei com o escritor Rubem Alves num evento promovido pela minha mãe e outros políticos no Rio Grande do Sul, e enquanto a maioria se esbaldava numa parrilla argentina, a gente fumava compulsivamente e bebia baldes de café num cantinho do restaurante, trocando confidências amorosas e literárias.
Ele faz aniversário no mesmo dia que eu - 15 de Setembro, e nesta noite me desafiou "se você conseguir ficar de fato um ano inteirinho sem cigarros, quero saber".
Acabei de enviar-lhe um e-mail.
Executiva, Monga, e ganhadora de apostas com Rubem Alves. Ah, dá licença de eu passar com meu ego. :P
Estou há um ano sem fumar. Um dia lá em 2007 eu jantei com o escritor Rubem Alves num evento promovido pela minha mãe e outros políticos no Rio Grande do Sul, e enquanto a maioria se esbaldava numa parrilla argentina, a gente fumava compulsivamente e bebia baldes de café num cantinho do restaurante, trocando confidências amorosas e literárias.
Ele faz aniversário no mesmo dia que eu - 15 de Setembro, e nesta noite me desafiou "se você conseguir ficar de fato um ano inteirinho sem cigarros, quero saber".
Acabei de enviar-lhe um e-mail.
Executiva, Monga, e ganhadora de apostas com Rubem Alves. Ah, dá licença de eu passar com meu ego. :P
os finados e os recém começados
Neste dia em que a maioria celebra os seus mortos eu penso no meu cemitério profissional.
Nos projetos que enterrei precocemente. Nas profissões que abandonei pelo caminho - algumas sem jazigo ou epitáfio.
A morte não me diz outra coisa, profissionalmente e pessoalmente falando, a não ser fim de um ciclo.
Nos projetos que enterrei precocemente. Nas profissões que abandonei pelo caminho - algumas sem jazigo ou epitáfio.
A morte não me diz outra coisa, profissionalmente e pessoalmente falando, a não ser fim de um ciclo.
domingo, 1 de novembro de 2009
vamos todos cirandar
Troquei o nome "lista VIP" por "Sala de Reuniões", ali onde fica minha lista de blogs favoritos.
E por falar nisso, os amigos que quiserem participar desta conferência diária, e desejarem com todas as forças ter seu blog listado entre a gente, é só me mandar por e-mail os dados corretos.
(Promoção relâmpago de final de ano... 1, 2, 3.... valendo!!)
E por falar nisso, os amigos que quiserem participar desta conferência diária, e desejarem com todas as forças ter seu blog listado entre a gente, é só me mandar por e-mail os dados corretos.
(Promoção relâmpago de final de ano... 1, 2, 3.... valendo!!)
a ginasta que levou um ippon
Hoje eu soube que a Daiane dos Santos teve uma "contusão na carreira."
Não posso avaliar as circunstâncias em que um atleta deste nível dá um tropeço assim, caindo num exame antidoping. Por mais que muitos fatores devam ser analisados, repousa em mim aquela impressão de amadorismo emocional.
E o nome da susbtância que a tirou do tatame é FUROsemida.
Furada mesmo. Das bravas.
Não posso avaliar as circunstâncias em que um atleta deste nível dá um tropeço assim, caindo num exame antidoping. Por mais que muitos fatores devam ser analisados, repousa em mim aquela impressão de amadorismo emocional.
E o nome da susbtância que a tirou do tatame é FUROsemida.
Furada mesmo. Das bravas.
amizades e e-mails
O amigo José Roberto Balestra* além de ser uma companhia especial aqui no blog, vez ou outra me envia e-mails maravilhosos.
Aqueles e-mails que necessariamente preciso reler. Refletir. Triturar. E não satisfeita, ainda promover mesas de debate na minha casa com a família e com os íntimos.
Neste último que ele me enviou, contou uma história repugnante sobre a safadeza institucional e as posturas miseráveis de alguns homens de negócios, mas o que mais me chamou a atenção foi isto:
"De qualquer forma, segundo aprendi na Transamazônica certa vez com uma pessoa humilde, Ladrão não é só quem rouba, quem segura o saco também é.”
(Obrigada, Zé. Você é estupendo.)
Aqueles e-mails que necessariamente preciso reler. Refletir. Triturar. E não satisfeita, ainda promover mesas de debate na minha casa com a família e com os íntimos.
Neste último que ele me enviou, contou uma história repugnante sobre a safadeza institucional e as posturas miseráveis de alguns homens de negócios, mas o que mais me chamou a atenção foi isto:
"De qualquer forma, segundo aprendi na Transamazônica certa vez com uma pessoa humilde, Ladrão não é só quem rouba, quem segura o saco também é.”
(Obrigada, Zé. Você é estupendo.)
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