sábado, 31 de outubro de 2009

como causar uma péssima impressão

Há dias uma moça me abordou no corredor do Congresso para pedir um folder da minha empresa.

Hoje já nas despedidas, é que fui lembrar. Pedi mil perdões pelo esquecimento constante que assola minha vida e perguntei afinal em qual stand ela estava.

Ela "Vim promover uma campanha institucional sobre o Mal de Alzheimer".

(Queria ter achado o cú de um tatu pra eu enfiar a cara.)

ordinário sim ladrão jamais

Achei esta preciosidade reflexiva-corporativa numa revista:

"Um levantamento recente mostrou que 59% dos ex-funcionários admitiram ter roubado informações confidenciais da empresa ao deixarem a organização".

Para me proteger adotei uma medida emergencial. Mandei imprimir uma cartilha com todos os detalhes (dos sórdidos aos fiscais) para entregar já no primeiro dia de trabalho na minha Instituição.

Resolvi quebrar o clima de "segredo". No dia em que alguém deixar o time, pode ser chamado de tudo, menos de ladrão.

a logística do surrealismo

Muitos sorteios aconteceriam hoje cedo, no último dia de evento.

Eu pressionei a auditora para abrirmos logo a urna onde participantes depositaram seus cupons na esperança de ganhar os brindes über chiques que minha empresa graciosamente disponibilizou.

Cadê a chave? Ta com a fulana. Cadê a fulana? Foi pegar a autorização com a chefe dela. E cadê a chefe? Foi falar com o supervisor operacional do Congresso. E cadê ele? Ah. Ninguém sabe.

É assim que as coisas acontecem. Porque vocês sabem - nestas ocasiões, não importa que nada saia do lugar, o importante é que as pessoas tenham "funções".

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

esse universo pequeno, que você chama de mundo

Não tem que ser executivo pra entender de Gestão Motivacional e Estratégia.

O poeta e músico gaúcho Ângelo Vigo se encarregou de traduzir com lirismo e clave de sol:

"Você precisa de um objetivo, algo definido e definitivo.

Você precisa de suor caído, de um dever cumprido.

Você precisa de um olhar sacana, de uma cara bem alegre..."

( E quem não precisa? An? )

o danado do vício

Adoro ter "parido" este blog.

E to ficando adicta. Os símbolos que envolvem esta ferramenta me agradam, como profissional de comunicação - especialmente.

Qualquer dia eu vou levar meu cachorro pra fazer xixi no post, tamanho mergulho eu dei neste universo.

o que é bom já nasce feito

Está aberta a temporada de promessas vãs pro próximo ano.

Por onde passo escuto as pessoas já empenhadas nas metas pra 2010.

Acho que é um comportamento entranhado no inconsciente coletivo. Ninguém se sente uma ameba por não ter objetivos de vida e... ao mesmo tempo ninguém precisa sair em disparada...

Amanhã. Depois. Ano que vem.

A gente varre a sujeira pra baixo do calendário.

há vagas


Beijos pro amigo Evandro por ter enviado esta recordação realista.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

notas do subsolo ( nº 4 )

Fui assistir à Conferência de um amiguinho neste mesmo evento. E fui bem ao meu estilo... cabelão cacheado-black-power-enrolado-numa-faixa, minhas tatuagens dançando, chinelo...

E lá fiquei no meio dos engomadinhos.

No final, ele fez uma menção à minha presença, falando "que sua amiga Monga foi muito importante na sua caminhada, blablabla, e que ela é uma executiva competente." ( me emocionei e tudo ).

A moça sentada ao meu lado me perguntou "onde será que está a tal executiva, hein? tá aqui na platéia? será? mas estas executivas são todas iguais... difícil saber quem é quem..."

Eu: " Bah... não sei... difícil mesmo..."

notas do subsolo ( nº 3 )

Ninguém nunca mais me chama pra participar de eventos.

Tenho a nítida impressão... Principalmente se for pra falar sobre carreira executiva.

Eu não posso falar sobre fórmulas prontas e fáceis. Acaba que, ao testemunhar meu empenho e ralação diária, as pessoas murcham e o investimento pra me ouvir sai muito caro, numa avaliação imediatista. O trajeto da carreira num tem atalho, e quem me fizer crer que é possível reduzir o suor e encurtar a batalha, mande a receita detalhada por e-mail, por gentileza.

Me interessa muito saber a mágica, ou o nome do Santo milagreiro.

notas do subsolo ( nº 2 )

As músicas no lounge destes meetings são um capítulo à parte. E o pianista sempre quer parecer um erudito em terra de funkeiros.

Ora... Nina Simone eu escuto em casa, pôxa. Quando eu to a serviço, gosto de diversão!

O mocinho me pergunta, já com coceira nas teclas: " quer ouvir algo especial, senhora?"

E eu - Tá!!! Vamos juntos:

"No meu Cross Fox /Eu Vou Sair /Vou Dançar /Me Divertir /Não Vou Ficar /Mais Te Esperando /Pois Agora eu Sou... /Demais... vitaminaaaaaadaaaaaa... uhú"

notas do subsolo ( nº 1 )

To participando de um evento Internacional, daí minha demora em aparecer aqui hoje.

Eventos Internacionais, no Brasil, são eventos bem nacionais. Entende? Se adaptam ao nosso modus operandi. Atrasam. São desorganizados. A gente cansa de esperar as mesas de debates.

(E se estressa com a mulherada que assiste às apresentações enquanto lixa as unhas, e os homenzinhos preocupados em ajustar o ái-fône.)

Mas não tem trêta, não.

Durante três (longos) dias será assim.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

quando não rola happy end

Quase todo mundo alguma vez na vida terminou o namoro e jurou depéjunto que ficaria com pessoa melhor. E quando ficou mesmo, saiu desfilando pra provar que o ex-affair ficaria se roendo dinveja e arrependimento.

Só que as vezes o cartucho falha. A pessoa caga e anda.

E na empresa, de vez em quando é assim. A gente sonha que rompendo certa parceria, e se agarrando publicamente com outra Instituição, o ex-partner vai cortar os pulsos e ver a mancada que cometeu.

Só que as vezes o cartucho falha. A empresa caga e anda.

exija explicações

O que todo assessor jurídico deveria explicar pros executivos ignorantes é que são 3 na verdade, os conceitos que envolvem a legalidade corporativa e suas respectivas condutas.

Pessoa Física.

Pessoa Jurídica.

Pessoa Imbecil.

(Tende a facilitar a compreensão de muitas coisas).

português trêmulo

Situação primeira:

A coleguinha que estagia no departamento de Gestão de Pessoas escreveu um documento pra que eu analisasse e lá constava - " recrutação de funcionários." R-e-c-r-u-t-a-ç-ã-o.

Situação segunda:

Paguei um curso bem modernoso pra cidadã que coordena o serviço de resgate de débitos ( vulgo, setor de cobrança ). Lá na companhia dos melhores mestres desta arte ela aprendeu as abordagens adequadas. Só não sei onde enfiou a capacitação recebida, pois continua falando coisas do tipo "sim, podemos executar este serviço, mas só mediante cascalho."

To bege.

em nome do Mail, amém

Minha paciência está visivelmente em fase de expansão da sua capacidade. Deixei de ser muito severa em alguns conceitos que de fato são tolos.

Eu não ganho nada com isso, a não ser a antipatia de quem convive comigo.

Assim sendo, adotei uma meditação baseada em "São Gmail", indicada para a tolerância:

"Dai-me muito espaço.
Mais de 7384.808308 megabytes (que continue crescendo) de armazenamento gratuito de tranquilidade."

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Monstros S.A

O Google faz com que alguns executivos pensem que são capazes de tudo.

Tudo mesmo. Cozinhar mamute pras visitas, falar árabe num clique e traduzir relatórios em sofrível e absurdo corporativês.

Já já algum colega inexperiente pro cargo de Diretoria vai fazer um treinamento por conta própria em algum site de auto-gestão empresarial.

Corram, amigos.

A perspectiva é caótica.

diclorodifeniltricloroetano

Não deixo ninguém dedetizar a empresa.

Nunca, jamais, em hipótese alguma.

Junto com as baratas e os besouros algum parasita sempre cai morto - e eu não posso subtrair a equipe numa época do ano dessas...

:P

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

( ... )

A mulher de um colega de trabalho que é bem "saudável" e personal biscatetion tabajara, teve 7 mil reais depositados na conta dela "por engano".

Eles ficaram no dilema devolvo-não-devolvo e no final encaçaparam o crédito misterioso. Vão investir este saldinho inesperado em ações da Petrobrás.

É... Já diria o "teólogo" e "investidor" Nelson Rodrigues - "o casto é obsceno"...

a arte não precisa de crachá

Quem passeia pelas dependências aqui deve pensar que o t.o.c se instalou na corporação.

Mas as várias caixinhas que deixei em lugares estratégicos tem finalidade igualmente estratégica. São minhas câmeras artesanais (pinholes) pra fazer fotografia dispensando a máquina.

Adoro fotografia. Alimenta minha presunção de que posso capturar e manter presos os meus colegas. Nem que seja no registro de uma época executiva.

fale mal ou fale bem, mas só me fale de você

Toda segunda-feira tem o café do buxixo.

A gente se reúne na minha sala pra falar mal.

(Da gente mesmo, esta é a regra.)

Quem quiser falar mal à revelia dos colegas nem adianta chegar com croissant quentinho.

a web e seus trombones

Se fala tanto em internet 2.0, em conceitos globais de linguagem e interatividade dos usuários, em grandes ambientes que abraçam gregos e internautas...

Mas junto com esta idéia tchan tchan, veio de reboque o cliente 2.0, gente do meu Brasil!

O cliente 2.0 é aquele que corre nas mídias sociais e desce o sarrafo pra falar de você ou da sua empresa. O cara que tuíta no mesmo instante que você é um executivo xexelento e que sua empresa fede a gestão mofada. E ele o faz assim, sem aviso prévio.

Porque o cliente 2.0 é antes de tudo um independente virtual.

Portanto se você tem clientes que ainda ligam no SAC, ou mandam e-mails reclamando, agradeça de joelhos. É sua chance de corrigir os erros e não chorar ( em público) por eles.

portal de fino trato

"A inovação é o maior diferencial competitivo de uma empresa."

A frase não é minha, é do meu amigo Ricardo Nantes, empresário e dono da maior empresa de ensino à distância do país.

Vindo dele, este conceito é levado ao pé da letra. Inovação neste caso, tem a ver com o olhar invejável que transformou a condução do empreendimento num exercício de amor.

E o Ricardo é o cara que quebra a tese de que todo homem que se dá bem esquece suas origens. Ou que a docilidade é contrária ao "fazer-se respeitar".

É meu ídolo, sem dúvidas.

somos todos iguais no espelho da dor

Não precisa se aprofundar em devaneios sócioculturetes. É só ligar o interruptor do tico-e-teco:

As pessoas se deixam atingir pelas notícias trágicas e sensacionalistas porque o povão se irmana é na dor, mesmo. Porque se um noticiário ficar replicando a informação de que uma trufa gigante é servida na Itália por muitos mil euros, no máximo que rola é uma curiosidade meio distante.

Mas se alguém morre na rua, e o neném que carrega no colo tem o bracinho decepado pela violência do tiro, a gente sente.

(Mesmo que sinta e não faça nada. Mas sente.)

A comunicação só comunica. O sentir é nosso.

domingo, 25 de outubro de 2009

seleção de alto desempenho

Eu me meto onde não sou chamada. Participo de todas as entrevistas de emprego da minha empresa e dos processos terceirizados pros quais somos contratados.

Porque eu gosto de conversar. Gosto de conhecer as pessoas e dar minhas opiniões pros Gestores de Talentos e eles entendem este meu apetite. E as vezes eu proponho umas dinâmicas de comportamento pra exigir mais da comunicação das pessoas do que um "sim", "não", "aham".

Vira quase um reality. E eu viro quase a Tila Tequila, aquela animadiEEnha e seletiva moçoila que apresentava um quadro na MTV chamado "shot at love" no qual ela escolhia com quem ficar.

Embora o nível da minha interação seja mais decente, lá pelas tantas até que dá vontade de dizer aos "sobreviventes" das entrevistas: "you still have a shot at love."

carinho dominical


Meu beijão pra Rejane (http://rejane-enajer.blogspot.com/) e pro Carlos (http://koyaanisqatsi-cb.blogspot.com/) que me presentearam com estes selos honrosos. Convido meus amigos da minha lista de blogs favoritos pra compartilhar a idéia.
E bom domingo aos leitores ,que assim como eu, não tem medo da segunda-feira. :)

sábado, 24 de outubro de 2009

síndrome da hiena infeliz

Tudo de que não preciso são colegas com discurso de Hardy, a hiena boca-de-inferno dos desenhos animados de Hanna-Barbera.

"-Lippy, isto não vai dar certo! Oh! dia, Oh! vida, Oh! azar..."

Quem sabe que o negócio não vai dar certo, tem então uma maior responsabilidade no colo: evitar o tombo da equipe. Não preciso de "avisadores", preciso de "impedidores".

"diga-me o que comes e te direi quem és"

Eu observo os pratos das pessoas na fila do self-service. Adquiri esta patologia comportamental e quando dou por mim, começo uma espécie de anamnese de perfis.

Realmente acho que a composição dos alimentos, nos pratos, diz muito sobre as pessoas - especialmente em se tratando de executivo(a)s.

O cara que atola o prato de carne e canelone, pode apostar, é o chato da empresa. Mimado, melindroso e metido a Dr. Sabe-Tudo. O que só come verdura e sushis, é o sedutor. Quer impressionar as trainees de Direito. As executivas que servem rabanete com abacaxi e arroz selvagem, são as ambiciosas. Querem impressionar pelos gostos. Fora as que servem um tomate-cereja e uma ervilha. São as "reeducadas" pela nutróloga.

Ta. Esta teoria é uma bosta e não tem nenhuma comprovação, mas preciso arranjar o que fazer na fila pra parecer uma mulher distraída em grandes e relevantes pensamentos.

reflexões de executivas comedoras de hambúrguer

Mais importante do que um lar harmonioso são hábitos alimentares harmoniosos.

Imagino como deve ser complicado chegar em casa depois de muitas horas de vôo e uma reunião chatérrima em outro Estado e ter que comer arroz integral com tofú...

Eu prefiro o suicídio.

marketing do açoite

A arquitetura dos prédios de grandes magazines e hipermercados dá uma facilitada no marketing e na visibilidade. É ou num é?

Em Cabrobó ou em Roma, quando a gente mira aqueles arcos amarelos medonhos, ainda que muito distantes, sabe que lá tem um "Mac-Trash". E assim por diante. No trânsito somos bombardeados de tablóides de ofertas, propagandas na televisão, e nas cidades as pessoas sabem das promoções, do dia da feira, da carne mais tchururu, dos eletrodomésticos baratinhos, enfim...

Então pra que este povo precisa contratar jovens pra bandeirar na porta do Wal Mart, num sol de 780 graus?

É concurso pra ver qual o mecanismo de propaganda mais idiota e desumano?

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

o mascote

Outro dia eu falei sobre o Topo Gigio e no quanto sou fã do cara, há muito tempo. E a Leci Irene, uma leitora amada e sensível me enviou esta delicadeza em forma de imagem.

Aproveito o momento para dizer que a partir de hoje, ele é o executivo interino do blog.

Vocês certamente nem notarão a diferença da minha gestão em relação a gestão de um rato.

;)

sobre telefones e despedidas

A parte mais triste da minha profissão é a angústia das horas em que não posso acolher os amigos.

Como um telefone que toca, durante uma reunião séria, para me informar o falecimento da mãe de uma amigona, e eu, não posso atender. E retorno horas depois, atônita.

Nenhum grande negócio pode jamais justificar o meu impedimento numa hora de dor.

Nenhum grande negócio pode ser brindado enquanto uma pessoa querida enterra uma mãe.

De agora em diante, fodam-se os bons modos.

Amigos, amigos. Negócios à parte..... bem à parte... no canto das irrelevâncias da vida.

(Um afago na sua alma, Isa, de todo meu coração.)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

tecnologia de Deus num falha

Numa das igrejas que circundam o bairro foi colocado um painel gigante com uma foto do pastor e a frase:

"Aponte-me seu sonho que eu indico o caminho."

E eu me pergunto: pq eu preciso colocar um GPS no meu carro?????

Como eu sou antiquada...

adeus, mundo cruel das novidades

Essa preguiça que me abate hoje é bem sintomática.

Geralmente se instala quando desisti de brigar por alguma idéia.

E quando nem a briga compensa, pode chamar o coveiro que o projeto morreu.

não está sendo fácil viver assim

To revoltada. Não uma revolta gratuita.

Eu to é prestes a supurar minha crença em certos profissionais.

Me deixa totalmente afetada saber que a palavra "ética" anda igual à osso.

(Só rola em boca de "cachorro".)

não aceito devoluções

Quando eu perco o sono eu leio notícias. Fiquei sabendo que uma filha queria testar o amor de sua mãe e forjou o próprio sequestro.

Inclusive chegou a negociar como se fosse bandida.

Eu jamais faria um troço desses, gente.

Seria o ápice do trauma pra uma executiva ver sua mãe dizendo ao telefone "fica com o entulho, moço."

:(

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

dinheiro é afrodisíaco II

Por e-mail uma leitora fez questão de complementar:

"Monga, este ponto G aí é só pra executivas que tem grana. O meu é entre a C&A e o quiosque do Bob's no shopping de bairro aqui onde moro. Abraços, Ivani ."

Tem toda razão!!!!!!!!!

(O importante amiga, é experimentar todas as formas de prazer.)

dinheiro é afrodisíaco

Segundo um amigo, o ponto G das executivas poderosas fica mais ou menos entre Paris e os Alpes Suiços.

hauahuahauahuahauahuahauahua.

eu sou careta e encrenqueira

Muitas pessoas ultimamente estão recorrendo à comunicação umbiga.

Não, não é ambígua! É umbiga mesmo. Ninguém quer ouvir, mas quer ser ouvido, e de preferência todo o tempo em que deseja falar. E as pessoas também estão perdendo a suficiência de educação primária, de bom dias, boas tardes, com licença, como vai, até mais ver.

Observe que nas relações virtuais também é assim. Raramente alguém se preocupa em cumprir certos protocolos. O amigo engata uma conversa nestes programas de mensagens instantâneas sem ao menos dar oi.

Ou sai sem se despedir. Antigamente a culpa era da pressa. Hoje em dia a gente pode responsabilizar a "conexão".

da série: mulheres fodonas

Existem duas Samanthas na minha vida. Uma é minha irmã do meio, a outra uma amiga pra além da distância. A Samantha irmã é consultora de ociosidade.

A Samantha amiga, funcionária de uma grande companhia, é uma das mulheres a quem mais admiro. Primeiro porque ela não tem discurso de coitadismo. Ir a luta no dicionário dela quer dizer sorriso nos lábios, coragem e LEVEZA - porque mulher-macho já encheu o saco.

Nestes dias ela adquiriu um notebook que era seu objeto de desejo ultimamente. E toda boba, me mandou um sms falando que estava "se achando a tal."

Eu respondi - "Mas querida, você já é A tal."

:)

quieto, sentado e calado

Parece que conversar confortavelmente sentado é sinônimo de "lá vem conversa mole".

Eu sempre peço pros meus colegas acomodarem-se na minha poltrona. Se a prosa é de duas horas ou de meio minuto, há que se exercitar a respiração.

O empenho vale pra mim, nesta fase em que cada segundo tem apenas o valor de cada segundo, pra que esta puxada de freio nos ( me ) devolva o mínimo de qualidade de vida.

Se o mercado quer que a gente enlouqueça na gestão do tempo, problema é do mercado.

Eu quero que ele se dane.

Da porta da sala pra dentro, quem comanda o cortiço corporativo sou eu.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

é bom pq é fresquinho ou é fresquinho pq é bom?

Eu não me importo taaanto assim com profissionais arrogantes DESDE QUE eles não me deixem saber que a arrogância é premeditada. Porque aí na minha cabeça eles deixam de ser profissionais arrogantes e passam a ser arrogantes profissionais.

(Isso me dá gastrite e "intolerite").

as curvas da estrada da Monga

Ó... nem vou tentar explicar meus motivos, afinal, ter sido educada por uma avó tem destas místicas. A gente cresce cheia das fantasias de que o mundo é lindo. E o meu, ninguém mancha. Pode ir jogando tinta preta pra lá, caboclo.

Quando eu tenho um leque de opções de pessoas em pé de igualdade em formação, currículo e perfil pra determinada vaga, eu preciso eleger critérios de desempate ou prevalência de A ou B.

E meu parâmetro nos últimos meses tem sido a relação que esta pessoa tem com sua família. Porque na minha empresa a gente é beeeeeem piegas e iludido. E tá bom ser assim.

Não vou avaliar se a pessoa pede benção pra vó e pro vô e se costuma ficar de pé numa fila enquanto sua mãe descansa numa cadeirinha. Mas vou avaliar o significado que as palavras "lar", "acolhimento" e "solidariedade" imprime em cada cabeça.

minhas amigas são incríveis

A diferença entre amigo e colega de trabalho é que o amigo, por conhecer cada dobra da nossa vida e do nosso perfil, jamais se aventuraria a ser nosso colega, 10h por dia, de segunda à sexta.

Fato.

pagação de mico: é a gente quem faz

Pior tipo de caloteiro que existe é o que não paga promessa ou aposta perdida.

Eu fui derrotada num desafio e minha reprimenda era dançar "Single Ladies" da Beyoncé pra todos os funcionários possíveis de serem reunidos na minha sala.

Fui lá numa boa, coração tranquilo e mandei ver depois de dias de ensaio.

Não, não foi uma performance assim significativa, mas dei o exemplo.

(Minha gestão é baseada nisso... teoria e amostragem, com ou sem coreografia de lagartixa desarranjada.)

tamo junto e misturado

Sempre que possível minha empresa apoia eventos na qualidade de patrocinadora.

Basta que os eventos tenham de fato uma importância-importante, e não sejam desculpa esfarrapada pra gente veicular nosso nome. Detesto pegar carona assim.

Nos próximos dias vamos ser parceiros num acontecimento legalzão que envolve educação e saúde. Sabe-se que os gestores, empresários e executivos sempre podem sentar à mesa dos organizadores para aquele momento sublime "ceia corporativa", mas, eu ficarei com os colegas encarregados de distribuir as pastas, as inscrições e bugigangas de brinde.

Em razão do que??

Pelo fato de eu ser assim, naturalmente esparramada pela multidão.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

negócios são negócios

Imagina se aquele amigo que te apresentou pro amor da sua vida resolvesse te arremessar um recibo de despesas pendentes pelo serviço de cupidagem profissional.

Ia ser no mínimo uma palhaçada, não?

Pois agora uma executiva que eu conheço decidiu pedir "comissão" pelos negócios fechados entre as pessoas que ela apresenta, informalmente, nas festas e jantares sociais.

É a primeira cuPICARETA que tive chance de conhecer.

espécies variadas na pista

Ninguém acredita quando eu falo que aqui na empresa algumas araras-azuis fizeram ninho na área de lazer.

E que em certa região da cidade onde fica o Parque dos Poderes e os prédios oficiais do Governo, há limite de velocidade porque vez ou outra alguma jaguatirica atravessa na frente dos carros.

Só a Isabela Guedes* que acredita. Mas também, nem vale... ela é a única amiga jornalista-blogueira que me manda elefantes pelo correio e não se importa de conversarmos sobre footebol mesmo sabendo que eu sou gremista.

Eu acho ótimo viver num Estado onde o conceito de fauna está ligado diretamente aos animais nativos e não somente aos simplórios colegas e suas variações de plumagem-executiva.

congressando na ponta dos pés

Vou pra um congresso onde todas as executivas são no mínimo dez anos mais jovens do que eu e caminham batendo os taquinhos dos sapatinhos Prada.

E o que eu comprei pra não me sentir ilhada e parcialmente no clima? Um par de sapatilhas de balé, porque se a Amy Winehouse que nunca foi bailarina consegue usar com simpatia, porque eu que dancei 20 anos não posso?

Injustiça...

tu ta fedendo, mano

Executivos e seus ternos pretos numa terra onde os tucanos não voam - mas se abanam - não dá outra: tem lugar garantido no novo programa da Band.

C.Q.C ??

Nãooooo! Que Cê Cê, meo !!

Corre lá buscar um Axe em algum armazém.

Pfffff.

domingo, 18 de outubro de 2009

"esperanza" é a última que morre

Uma vez por mês cada um dos fofos da minha equipe me manda sua tracklist particular pois temos uma radiozinha mixuruqueta nos corredores da empresa que toca algumas coisas bacanas e geralmente eu entrego este menu pra um voluntário que faz o papel de "personal didiêi".

E o respeito é uma coisa sensacional. Ao passo que meus adorados toleram minhas crises de Aretha Franklin em cima da mesa cantando à la queen of soul eu também respiro fundo e seguro a franga pra não me empolgar com a Ivete ( sempre tem os que adóram levantar poeira no escritório ).

Na listinha do meu colega publicitário estava lá "Esperanza". Liguei pra ele e-m-o-c-i-o-n-a-d-í-s-s-i-m-a. -"Esperanza Spalding? Jura? Eu sou vidrada nela!!"

Ele, friamente: "Não, Monga!! É aquela música que a Laura Pausini cantava numa abertura de novela...vida...esperanza...la rá.."

this is it

Num é muito fácil manter elevados os índices de criatividade nos projetos quando a vontade mesmo é de virar hippie e ir morar em São Thomé das Letras.

As vezes a gente dá uma de Maico Jackson e reescreve a canção que já foi gravada antes por qualquer “cantora pouco conhecida” pois enquanto os críticos focam na análise da obra, podemos ir ali tomar um capuccino. Não existe auto-plágio e isso não é exatamente um crime.

É economia mental.

(Tem que sobrar água no cantil motivacional pra evitar a desidratação da performance.)

eu SE ferro mas SE divirto

Tava na cara (de qualquer ciclope) que eu ia fazer merda qualquer hora dessas.

Já é complicado acessar as várias contas de e-mail profissional e as contas particulares de fofocas inúteis tendo mais esta conta do blog. Pois foi justamente a conta “Monga Executiva” que disparou um relatório importantíssimo pra um cliente. Sim, ele recebeu um projeto inteiro, traduzido pro francês, guarani e sânscrito a partir de um remetente esdrúxulo.

Quem vai fechar um contrato gorduxo com uma criatura que manda um conteúdo seríssimo por uma conta de e-mail assinada por “Monga”?

Podia explicar, me fingir de morta, apostar no hackeamento comum ao mundo digital, invasão de neo-bárbaros, mas não.

Hoje é dia de missa. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro vai ter que me deixar furar a fila de pedidos.

corporate gipsy

Passeando com minha irmãzinha tive uma super aula sobre a gestão de beneficiamento.
Nem é preciso elaborar um contrato de dedicação exclusiva. Basta que você saiba abordar de forma contundente.

Uma cigana nos parou na rua e falou pra minha mana:

“Moça, posso trazer todos os homens que você deseja, facilmente!!”

Ela:

“Todos mesmo? T-o-d-o-s??”

A cigana:

“Claro!”

Minha pequena-gênia-irmã:

“Bixa, então tu vais ter que trabalhar o resto da vida SÓ PRA MIM.”

sábado, 17 de outubro de 2009

"e as aparências não enganam não"

O maior mistério geracional é quando os filhos jovens e de cabelo azul contratam consultores como eu, pra dar jeito nos seus pais caretas e engravatados...

... mas que são ignorantes e estão levando os negócios da família à falência por repetição de condutas esquisitas, causadoras de danos.

Esta galerinha é o coro contrário do Belchior.

"Não queremos ser os mesmos e viver como nossos pais."

( Não sei se é possível fugir da inexorável saga familiar, mas apoio a tentativa.)

a campeã das desculpas

Bastante depressiva, a executiva que trabalhou comigo tempos atrás me contou que trocou o marido médico, por um colega de trabalho, também executivo.

A razão pra tamanha reviravolta:

Não tinha com quem conversar sobre trabalho quando chegava em casa.

Mas ah.

Vou morrer e não vou ter visto de-um-tudo-nesta-vida.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

conceitos da ginástica laboral

Sedentário é o cara que sente sede.

E sempre chama um otário pra pegar o copo com água.

(Daí a etimologia da palavra).

Pra evitar a conduta inadequada, que compromete a saúde e o desempenho dos funcionários, elimine os bebedouros próximos.

se gostar valesse a pena...

Fiquei sabendo que uma suuuuper amiga quebrou o maior pau com o cantor Léo Jaime via twitter.

Ela era fã do cara desde a infância, soube que ele tava fazendo uma participação num programa de tv e resolveu segui-lo e perguntar do projeto. A resposta dele foi grossa-sem-noção, o troço virou um banzé na web, com direito a rounds de seguidores a apoiando e culminando com o bloqueio dela na conta dele.

Me fez lembrar uma vez que consegui entrar no camarim da cantora Sade de quem eu era ardorosa fã. Ao me debulhar em elogios e babações ela simplesmente me falou em audível inglês britânico "problema é seu se você gosta de mim."

As vezes gostar é mesmo um problema. Desde este dia passei a ser fã do falecido Topo Gigio.

a Brookie tem razão

Eu tenho um analista. E tenho uma life coach.

É muito bom pagar pra profissionais dizerem sistematicamente o que devo fazer da minha vida e ter o prazer de não cumprir nenhuma das dicas. Me dá uma sensação de bandidagem deliciosa.

Pois a minha amiga Brookie* saiu-se com uma consideração sobre mim e eu precisei guiá-la ao trato da psiquê. Segundo ela eu tenho "uma voz excessivamente doce, de professora de pré-escola, o que não facilita a rigidez necessária em certos momentos cruciais."

Eu consultei meus dois oráculos. Porra.

Se eu tenho voz de professora de criancinhas, talvez eu me comporte como uma criancinha e de fato meus subordinados demorem a reconhecer a seriedade de certas mensagens.

O analista e a coch me devolveram, cada um em seu quadrado: " sim, você tem voz de professora de pré, tom de voz de professora de pré e comportamento de criança de pré."

(Vou ali brincar de lego, gente.)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

da série: gestão em outdoors

"Invista em novas atitudes para sua empresa".

Já adoto esta política de investimento há alguns anos.

Certo dia apliquei um mecanismo visual, uma espécie de bolachona colorida pra pendurar nas portas dos gestores. Cada um elegia seu estado de espírito naquele dia ( inclusive eu ) conforme a cor correspondente e deixava à mostra pra desabafar e indicar os limites de tolerância.

Depois de uns minutos, eu ia lá sem avisar e trocava as plaquinhas de todo mundo.

Na andança pra exercitar as placas de volta aos seus lugares, o mau humor coletivo já tinha ido pro brejo, sem precisar de grande esforço.

pre-reveillon na marra

Este eterno estado de projetar-se a frente é o tumor deste século. A gente caminha rápido, não se sabe pra onde e nem o motivo.

A gente sabe é que tem de acompanhar a corrida. Mas pra quê mesmo? A ansiedade sempre nos sequestra a chance de viver o momento presente, pois pros ansiosos o que importa é o que ainda nem despontou. É pra lá que se volta a atenção.

Nas livrarias, desde julho deste ano vende-se agendas pra 2010. As de 2009 já foram recolhidas.
A impressão é de que não se dá a menor importância pros fatos que a gente pode alcançar com a mão. Não vale uma esticadinha.

Temos sempre que tentar encostar no que está a muitos kilômetros, ou no que registraremos no ano que vem. An? "Temos"?

Eu sou pessoa de existir hoje. Amanhã a existência é talvez.

higiene corporal e sabedoria marketeira

Esta história de fazer xixi no banho pra economizar milhares de litros de água "descargados" por ano ta dando o que falar entre meus amigos executivos.

Não posso substituir as privadas da empresa por chuveiros, porque seria um equívoco econômico mas, caso a Lorenzetti ou a Corona se interesse em explorar um merchan nas nossas instalações, com o patrocínio eu banco as faturas de água e luz e ainda incremento nosso marketing ambiental.

Propostas?

as librianas dominam minha vida ( part II )

Bem que se fala por aí que atrás de todo grande homem existe uma grande mulher.

Mas gente, as vezes atrás de uma grande mulher, existe uma grande mulher.

(Não necessariamente atrás, mas ao lado).

Kinha*, feliz aniversário.

Obrigada por tudo
.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

as librianas dominam minha vida

Hoje mando um abraço bem apertado pra Isadhora, que ta de aniversário e é uma gracinha de pessoa!

E pra Maricota*, Diretora de Jornalismo da minha empresa, tantas vezes citada aqui neste butiquim, também mando um beijo especial de Feliz Aniversário. Ela é uma pessoa fabulosa. Atravesso qualquer fronteira pra encontrá-la do outro lado, porque sei que será um encontro rumo ao mesmo lado da vida.

(Maricota, curta bem as mini-férias em Recife e na volta, te espero pra um dia de Paris Hilton e Lindsay Lohan no shópis. Te amu bem grandão.)

tea time for us

"Monga, sempre ouço que executivos tem seus rituais diários pra desestressar. E você? Como faz? " ( Adriana - Campo Grande, por e-mail)

Drica... eu tomo um chazinho.

Como fala minha sábia e indefectível "life coach" e poeta Any ZERO Fran:

... que até o inferno vai bem com hortelã...

:)

se encostar apanha

"O casamento é uma obra de Deus".

Por isso que os pedreiros se sentem liberados pra tentar passar a mão na bunda da gente, durante as obras da empresa.

Tá na hora d'Ele dar serviço pra esse povo que fica cobiçando a mulher alheia.

(É muito do it yourself pro meu gosto).

terça-feira, 13 de outubro de 2009

salve a seleção

Amanhã tem jogo da seleção brasileira nesta cidade onde eu faço-de-conta que moro.

Por acaso encontrei os jogadores da Venezuela na fila do supermercado, ilustres transeuntes do anonimato. Ninguém nem tchuns pros caras.

Em torno do hotel onde nossos jogadores estão é impossível estacionar, caminhar ou respirar.

Gostaria muito de ir ao jogo, mas estarei em estado comatoso pelas próximas décadas em razão do volume de trabalho que me abana e manda beijos, neste exato momento. E por 100 pilas no cimentão lascado, não dá.

Pra torcer eu faço um break. Nem que seja mentalmente. Futebol é minha paixão. É raio, estrela e luar. Meu iá-iá, meu iô-iô.

alô, marcianos e malandros

Impressionante como meus colegas não sabem o número de telefone uns dos outros e sempre recorrem a minha prodigiosa memória.

Eu tinha planos mais audaciosos pra minha carreira do que servir de auxílio à lista.

Deve ser praga da Marli, telefonista da minha mãe, a quem eu vivia enchendo o saco com piadas ridículas sobre telefonia.

não me entenda, me abrace

Tem horas em que a única salvação pra esta angústia corporativa que consome minhas entranhas é apelar pro bom e velho gauchês.

Dá licença d'eu gritar?

"Bahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

Tchêeeeeeeeeee. Me caiu os butiá do bolso."

(Amigas Heleninha e Enola, se quiserem me acompanhar no coro, não se reprimam, gurias.)

Pronto.

Passou.

por partes


Vamos começar quebrando os mitos: sim, eu adóru receber selos. Daí a ter dignidade pra manter o meme são outros vinténs.

Mas bora lá... a Mel, e a Ella, respectivamente blogueiras incendiárias e gostosas do http://virjimel.blogspot.com/ e do http://runwayway.blogspot.com/ me ofereceram este momento pocket fun.
Respondendo ao quiz da Mel, as gentilezas que aprecio nos homens, nesta ordem: pontualidade, assiduidade e fidelização. E Ella, os três objetivos que me seguram na blogosfera ( embora seja meio que óbvio ): salvar o mundo, ficar famosa e posar nua na Pequenas Empresas Grandes Negócios, por um bom cachê.
Gostaria de dividir os selos com a galerinha da minha listinha Vip. Mão na massa!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

ao perdedor, os tomates

Há alguns anos tive uma vizinha engraçadíssima. Suas bizarrices beiravam o cinematográfico e não raro eu a confundia com alguma personagem de Almodóvar.

A Fátima* era assistente social e adotava uma política personal ao pagar suas continhas diárias, de condomínio, das bijus que adquiria da outra vizinha, do posto, da feira e da farmácia da esquina. Tentava empurrar como moeda valiosa os potes de tomate sêco que produzia na sua chácara. E junto, um texto interminável louvando os benefícios de sua técnica apurada com os mais nobres e saudáveis tomatinhos orgânicos que serviam de matéria-prima.

Era uma gozação do caramba. Fez negócio com a Fátima? Rá. Vai receber em tomates.

Certo dia um de seus "credores" descobriu que os tomates eram colhidos do resto-do resto-do resto do Ceasa e que ela terceirizava a produção porque mal sabia cozinhar miojo.

Conclusão: Street fighter na vizinhança. Baixaria ao sugo.

ora pro nobis

Em dia de Nossa Senhora Aparecida, qualquer falha de comunicação passa a ser heresia.

Telefonema de um amigo, logo cedo:

"Amanhã você me ensina a mexer no sistema novo, Monga? É que eu to aqui com o demo."

Eu:

"Que demo o quê, rapá. Vai tomar um banho de água benta."

Ele:

"A versão demo do sistema, criatura!!"

feliz Dia da Criança

Preservar o lado criança não é uma generosidade do comportamento.

É obrigação pra garantir a convivência razoável numa equipe enorme.

Tem horas em que promover a bagunça divertida é o melhor recurso motivacional.

E quando tudo parecer demasiadamente insuportável, cate sua bola e vá pra outro campinho.

domingo, 11 de outubro de 2009

vida social à la carte

Tenho uma colega que é aquela fatídica funcionária "pão pra toda obra."

Só vai a eventos e happenings corporativos se os mesmos envolverem comilanças. E eu, que sou maria-vai-com-as-glutonas, acabei me tornando uma compulsiva por canapés e frescurinhas gastronômicas.

Saldo do último balancete corporal: 4 quilos a mais.

Isso é lesão por esforço repetitivo. Vou processar a empresa e exigir ergonomia pro apetite.

( Tristeza, em dó maior...)

a geometria da televisão

Um repórter e apresentador da minha cidade agora faz umas chamadas interessantes:

"Telespectador, não saia daí. Deixe o xixi pra depois. Seguuuuura a bexiga."

Ou então: "Te vejo amanhã, na quadrada."

Okeie. A quadrada em questão é a tv. ( Meio relativa esta referência geométrica em tempos de plasmas retangulares e telonas maxi widescreen. Mas a gente entende o sacrifício verbal do colega.)

Duro é ser induzido a retardar os apelos naturais do corpo.

Agora além de influenciar as escolhas políticas e posturas sociais das pessoas, a televisão vai nos empurrar pro urologista.

sábado, 10 de outubro de 2009

sangue, suor e amor II

O chefe da minha irmãzinha mandou a trainee do departamento dela "ir-se" lá doar sangue.

"É uma imposição da empresa, Senhor?" - a guria perguntou.

Ele: " É que gostaria de efetivá-la, e doando sangue você será submetida a alguns exames de saúde básicos, o que me poupa gastos com seus exames admissionais, além de você ajudar quem precisa."

Saca só a c-a-t-i-g-o-r-i-a.

sangue, suor e amor

Por ocasião do desastre thunder-plus que abateu Santa Catarina tempos atrás eu decidi liberar alguns funcionários e bancar suas diárias naquela gincana de solidariedade.

Eu não fui porque sou covarde e bunda mole. E também porque alguém precisava segurar o barraco daqui.

Desta vez nossa contribuição está voltada para a campanha Regional de Doação de Sangue - e acreditem, sei bem o que isso representa na hora em que o corpo tá lá gritando por misericórdia.

Pra quem doa suor diariamente em altas e generosas doses, não custa nada .

querências corporativas

Nunca conheci nenhum vitorioso inerte, porque mesmo o Maneco*, meu amigo de infância que foi premiado na Loteria, teve que levantar a bunda (linda, por sinal) e ir comprar o bilhete.

Não leio por "vitoriosos" os herdeiros e nascidos em berço esplêndido. Estes são "sortudos".Vitória é palavra irmã de esforço.

Movimento fundamental.

O primeiro passo é saber, na nossa vida profissional, a diferença entre "interesse" e "curiosidade".

Os curiosos espiam a cidade por trás da moita. Os interessados vão lá desbravar o matagal.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

dá a chupeta pra MAMÃE não chorar

Uma amiga descobriu que estava grávida no mesmo dia em que recebeu a tão sonhada promoção que a lançaria direto pra Nova York. Salário bom, tudo ok.

Está naturalmente muito feliz, e falando de 2 em 2 minutos que "o filho é o melhor projeto."

Aceito, de coração branco, que ser mãe é padecer no paraíso do sub-emprego. Que é uma realização muito além do meu poder de entendimento medíocre.

Mas foi assim analisando a situação de outra executiva que entendi que eu sofro de depressão PRÉ-parto. Alguma agonia não identificada baixa em mim quando penso em nenéns X carreira.

Acho que sou uma estéril emocional.

e por falar em Rita

Faz um favor pra mim? Passa lá no "Quebrando o Salto".

(http://quebrandoosalto.zip.net/).

A dona da proeza deliciosa é a blogueira Maria Rita. E genteeeeee, querida que não cába nunca mais, extremamente inteligente e de bem com os sorrisos da estrada.

Foi justamente abrindo sorrisos que fiquei ao passear por lá.

( Um beijo, querida).

put the blame on mame

A fabulosa Rita Hayworth causou furor no filme Gilda, nos anos 40. E junto com o sucesso e o poder do glitter Hollywoodiano, ganhou algumas relações equivocadas.

Ela costumava dizer que os homens dormiam com a Gilda mas acordavam com a Rita.

E é bem assim que se estabelece o fascínio pelo inverossímel, alimentado em parte pelo comportamento teatral que nós mesmos desempenhamos em nossas ocupações profissionais.

A maioria nos "compra" pelo papel que cabe no cenário executivo. Muitas posturas rígidas, horas de estresse irracional, normas e alinhamentos confusos e sem utilidade.

Na hora que resolvemos assumir a cara limpa e sem amarras, já não servimos pra outro filme.

só o empenho salva

"Monga eu passo 50% do tempo no escritório visitando sites de fofoca, lendo receitas de bolo e baixando músicas. Isto me incomoda, é um problema mesmo, não?" ( Mário, por e-mail)

É um problema sim, Mário.

Acho um desperdício de tempo, se você me permite a consideração com todo respeito:

Eu costumo aproveitar de forma mais inteligente. Gasto logo 100% do meu período nestas difíceis tarefas.

contos de fada e jovens promissores

Agora eu chamo o estagiário mais bonito do meu departamento de "Princeso".

Ou de "Cinderelo".

(Porque eu gosto das relações personalizadas e porque estamos na fase de destruir os conceitos de gênero e pronomes de tratamento.)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

só criei piolhos

De uns tempos pra cá muita gente tem me escrito ou deixado comentários perguntando se eu sou publicitária.

Particularmente acho uma ofensa para com a categoria. Se eu fosse do sindicato dos publicitários faria uma manifestação pra impedir que esta profissão fosse associada a uma executiva como eu.

Eu não sou, minha gente. Sou ruim nesse troço.

Apesar de executiva da área de Comunicação, a única experiência que tive com criação se encerrou na infância, quando minha avó aplicou Escabin na minha cabeça.

o teatro dos vampiros

Nunca imaginei que eu poderia viver as previsões astrológicas-corporativas do Renato Russo, mas o fato é que:

"Os meus amigos todos estão procurando emprego."

Crise, tamanho extra-large.

d'onde estais, ó magnânimo?

Sabe aquele colega sempre bonança e nunca tempestade? Aquele que sempre tem um sorriso nos momentos difíceis, que é apaziguador de conflitos, que não julga e não acende a pira da discórdia?

Aquele que traz o quindim que a mãe dele fez no final de semana porque lembrou de você e sempre te presenteia com um chaveirinho das viagens? Que te pergunta do marido, da esposa, do gato, do papagaio e da tua avó com esclerose? Sim, aquele que se disponibiliza a te dar carona no dia de chuva e prontamente revisa teu relatório em japonês sofrível pra ser solidário no projeto?

Pois então... este colega não existe. É só lenda.

Se existisse eu já teria comprado uma dúzia ( inclusive pra oferecer aos amigos empresários como lembrancinha Natalina).

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

enter your password

Outro dia uma arquiteta sugeriu que no prédio novo que estamos construindo pra empresa, dispensássemos a individualidade convencional e fizéssemos um corporate loft.

Espaços abertos e integrados, todo mundo xeretando todo mundo, uma coisa meio dionisíaca.

Mas não dá. Não tem como.

Não é o limite geográfico que isola as pessoas no ambiente de trabalho, não são as portas, as paredes e os móveis.

São as trancas do pensamento e os limites de comunicação.

desculpa se eu atiço o bixim que te rói, santa

Uma pré-funcionária e provável boa colega desistiu da vaga na minha empresa porque o namorado a fez crer que eu, euzinha monga, sou gay.

Sim, ela me falou " eu acho que você é gay e não posso conviver com isso."

To tão acostumada aos achismos e às certezas que pesam na realidade alheia e no entanto, me assustei. Não me preocupei em justificar a minha gayzice... sou? não sou? importa? ta servida?

Mas considerei, p-a-u-s-a-d-a-m-e-n-t-e: cuidado... hoje começa com gays, amanhã você dispensa uma vaga por não suportar negros, depois judeus, depois comunistas, depois índios... vai trabalhar onde?

a beleza não é mesmo mágica?

Uma peça publicitária me fez viajar:

Nas páginas de uma revista holandesa uma modelo exibia com satisfação sua barriga chapadinha, acompanhada deste apelo, livremente traduzido por mim -

" Saiba como Eve perdeu 4cm de cintura em duas semanas, gastando apenas 16 dólares."

Logo abaixo, o nome do composto químico redutor de volumes, banhas e calombos meridionais.

No Brasil, eu faria uma releitura mais for fun -

"Saiba como a Eva perdeu 4 cm de cintura. Não, não, ela não devolveu a costela à Adão!!
Gastou apenas 10 pilas comprando um cd do fotoshop nos camelot's."

terça-feira, 6 de outubro de 2009

primavere-se

Há menos de um mês uma cliente veio choramingar que a fachada de sua empresa não tinha a visibilidade que merecia. Que com intuito de chamar a atenção da comunidade e dos clientes ela havia feito um planejamento estético bem agressivo e que não funcionava.

A convidei pra dar uma voltinha na calçada, nos arredores, olhar enfim pro que se olha de dentro, com olhos de fora. E vimos que uma árvore e sua enorme copa atrapalhavam a leitura da placa super chique e moderna. Sugeri uma poda.

Uma poda sem com isso comprometer a estrutura da árvore, muito pelo contrário. Assim sendo, na presença de um biólogo técnico, retiramos os galhos secos, ajeitamos as coisas e de quebra devolvemos um pouco de viço àquela árvore esquecida ( que nos retribuiu com muita beleza).

A gente também deveria fazer uma poda de primavera. Desatrapalhar-se. Mandar os "galhos secos" da existência embora e cuidar das raízes.

Qualquer carreira exige constante estado primaveril.

não cabe um comercial nesta hora

Humildade não é virtude que a gente possa se gabar.

Perde o sentido e o senso de utilidade nas nossas vidas.

"Humildade" é virtude que se come de boca fechada ( sem os cotovelos em cima da mesa).

sente o muque

Um executivo me foi apresentado outro dia, numa situação informal. Na verdade quero dizer num momento high lights festa fun.

Nos encontramos em outro Estado ( e em outro estado) por coincidência, tempos depois, e ele me apresentou pra sua equipe que voltava de um evento da L'Oréal, em Paris.

Primeira coisa que ele comentou sobre mim pros seus gerentes: "Esta moça tem um aperto de mão forte, segura firme na mão da gente!"

Fiquei pensando nos motivos que me fazem investir com força num aperto de mão:

Mostrar que eu não sou mole, conferir uma certa firmeza de postura?

Não... Me apoiar na pessoa a minha frente porque eu estou sempre tropeçando, caindo ou pisando em falso e não posso desperdiçar uma "mãozinha."

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

olimPIADA

Pelas cidades onde tenho passado não se fala em outra coisa.

"Olimpíadas no Rio".

Grande feito histórico ( com brados retumbantes e escambau ). Vários amigos empresários já começaram o consórcio oportunista pra garantir alguma cerejinha deste bolo de delícias comerciais. As chances de faturar começaram a piscar os olhos pra muita gente. É a paquera do acasalamento corporativo.

Eu não tenho por onde me beneficiar do evento, a não ser, como turista e hóspede do Zé Carioca, lá na Vila Xurupita ( meu lugar preferido da Cidade Maravilhosa, desde a infância.)

:P

executivAs e suas tribos

Executiva "coelhinha da Playboy":

Fica fazendo "corpo doce" pra ver quem paga mais pra ter suas idéias escancaradas nas páginas de um projeto. Se já "pousou antes", quer mostrar que ainda tem peito.

Se é novata, quer acontecer.

(A sessão de autógrafos geralmente é in company).

oração da segunda-feira

"Nossa Senhora do Red Bull

Dai-me asas,

(Hoje e sempre)."

domingo, 4 de outubro de 2009

mistérios, intuição e desistências

Tenho conhecido histórias de executivos que se permitem um olhar menos cético diante de suas condutas organizacionais.

Quantas e quantas pessoas desistiram de embarcar em determinado vôo na última chamada? E por questões que não nos cabe julgar, quantas delas escaparam de algum trágico acidente? Quantas se mantiveram salvas de uma desgraça enorme?

Não é diferente no universo corporativo. "Aviões" caem. Tragédias acontecem, e algumas, sem "executivos sobreviventes" ainda que depois de muitas tentativas de resgate.

Se você não tem certeza na hora de "embarcar" num projeto, volte pra casa. Não assine um contrato sem acreditar nas partes envolvidas nele.

Não crie vínculos profissionais e jurídicos se não confia no piloto, ou se aquela voz inominada te fala ao coração.

cada um veicula a mensagem que quer

Quando estou em viagem eu transformo meu trânsito em olhar de pesquisa.

Tudo me interessa; arquitetura, pessoas, costumes e gírias. Pichação e grafite são duas manifestações que sempre atraem meus zóinhos. Não tenho conteúdo antropológico e semiótico suficiente, mas algumas gravações deixadas nos muros me chamam muito a atenção, tipo esta que vi agorinha:

" A política brasileira está cada vez mais presa dentro de si. Procure quebrar este muro de Berlim invisível que garante a exclusão social e econômica e impede um real crescimento desta Nação."

A comunicação é um microorganismo esquisito. Em alguns desencadeia febre, diarréia e vômitos. Em outros não provoca nada. Nem um espirrozinho.

Tenho saudades quando eu lia nos muros um singelo "Eu transei com a Ritinha."

complexo de Veja Multi-Uso

As vezes eu penso que determinado profissional é acessível, mas na verdade é só vidro limpo.

Consigo vê-lo, sabê-lo e sentí-lo.

E quando eu me aproximo correndo.... pooooft... quebro a cara na porta.

Na vida também é assim. A gente confunde o que pode ver com o que pode tocar.

sábado, 3 de outubro de 2009

tomando sol na minha laje

Ta... eu sou farofeira.

Um tipo mais discreto, mas sou. Não vou à reuniões de salto e tailleur e gosto mesmo é de tirar os sapatos "lá pelas tantas" ou comer pingo d'ouro durante o parto das idéias.

Parte de mim não quer crescer profissionalmente. E esta parte, é a que entende o crescimento-comum-esperado-socialmente como o último asilo dos insuportáveis.

Tô fora.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

da série executiva: adulterando a vida e as canções

Letra originial: "Tire o seu SORRISO do caminho, que eu quero passar com a minha DOR."

Letra da Monga: "Tire sua DOR do meu caminho que eu quero passar com o meu SORRISO."

( Porque babys, não há produtividade sem a tal da feliz loucura.)

E tenho dito.

o Crepúsculo corporativo

Maiores desafios pra segurar o fogaréu de um projeto novo com universitários na faixa dos 20 anos de idade:

- mantê-los longe de tentações e "modas" organizacionais;
- focá-los desde cedo em objetivos pessoais;
- desmitificar certos comportamentos idiotas que se espera de uma "tia véia-executiva";
- e PROIBIR o consumo de Stéphanie Meyer durante o expediente... (não tem acordo... ou ela ou eu).

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

to ligada, mano

Meu estagiário bebê queria dispensa de uns trampinhos pra se preparar pro ENEM.

Não vai ter ENEM. Foi cancelado.

E nem que não tivesse sido, eu poderia facilitar.

Hoje estes moleques começam com desculpa "educacional". Amanhã estão matando a avó, e ano que vem, já efetivados na vaga, vão ter pedra nos rins todos os meses.

Mas ah. Não, não.

linha tênue

O Governador do Estado onde resido andou cometendo umas grosserias públicas injustificadas, opinando sobre certo Ministro. Nem tanto por motivos de etiqueta política (se é que política algum dia vai ter correlação com bons modos) mas por questões de educação básica, eu o critiquei severamente numa conversa com os guris da minha equipe.

Um deles, saltou " Pois pra mim ele mandou bem!! É um líder, fala o que pensa, tem personalidade forte, é autêntico."

Perguntei " Você realmente acha que líderes podem e devem dizer tudo que tá na cuca?"

Ele "Sim, eu acho!"

Eu " Ok. Você é um filho da p#$%&*. Tranquilo, né?" :P

oficina de sensibilização

"Colocar-se no lugar do outro" não é exercício de Psicodrama informal.

Imaginar-se na pele de outra pessoa em dada situação, ou arriscar olhar pras coisas com os olhos do vizinho não significa perder o auto-comando, ou pular da ponte de mãos dadas.

Isso é manézice.

Porém, experimentar a dinâmica corporativa simulando papéis variados é utilíssimo.

Eu não penso em nada que envolva gestão de empresas sem experimentar ser cliente, nem que seja por meia-hora. E vez ou outra empurro um funcionário no bêco-sem saída: "O que você faria se você fosse o chefe deste pardieiro no meu lugar, hoje?"

eu te ovo

Esta história de que executivos não têm tempo pra nada é falácia das brabas.

Eu tenho tempo. Pra vender (à vista, cartão ou boleto) e pra dividir.

A partitura que rege a convivência comigo é muito clara, desde o começo da minha carreira. Eu paro, escuto, deixo visível pro colega ou pro cliente que naquele momento não existe ninguém mais importante.

Porque realmente não existe! O tempo é o único pertence que tanto mais dividido, tanto mais em benefícios colhidos ( e multiplicados). A idéia de globalização que se tem, especialmente no que tange comunicação, é falar.

Falar. E falar. E falar.

( E quase nunca OUVIR.)

fazemos qualquer negócio

Um cliente andava doidinho atrás de um programa de capacitação empresarial. O visitei algumas vezes, discutimos, trocamos idéias e propus construir um cronograma de atividades customizadas.

Tipo "sob medida".

Ele que costuma ser prudente e enjoado, veio com este aviso: "Calma Monga... não posso fazer igual no restaurante... comer tudo que desejo e depois ter que lavar os pratos pra bancar a conta enorme."

Eu, que de prudente não tenho nem a cutícula ( mas enjoada, sim sinhô ) concluí: "Se você não conseguir arcar com os custos, não corre o risco de ter que lavar pratos na minha empresa!!! Magina!!! Mas uma engraxadinha nos meus sapatinhos ou uma lavada nas privadas... tamo aê..."