quarta-feira, 30 de setembro de 2009
coca-cola é isso aí
AdvogaVA.Verbo escorrido, tempo passado.
Estava ela numa reunião com lideranças escravocratas quando usou a expressão:
"VEJA BEM, Dr. Fulano, o Sr. terá que reavaliar esta conduta..."
Foi demitida. Motivo: "insinuar que o gestor é incapaz de ver seus atos ou não os enxerga com clareza. Desrespeito e insubordinação".
Que garrafada.
corporate purpose
Contudo um dos objetivos da corporação também é atender a quantificação de valores que não estão lá nos reais ( nos dólares e nos euros), e que tem a ver com a escala de valores pessoais, crenças, desejos, anseios... Neste ponto as características do meio corporativo tornam-se particulares. Pessoais e intransferíveis.
Me agrada muito ver meus ganhos de mãos dadas, as contas em dia e meu carro novo finalmente adquirido. Mas me agrada tanto (e igualmente) ouvir uma pessoa dizer que estar em certo projeto comigo foi um tapa no baixo astral e uma guinada na auto-estima.
Sou rica. Muito rica.
Elisa, a executiva perfeita
http://ela-fala-e-sai-andando.blogspot.com/
No relatório de justificativas encaminhadas pro Gestor de Talentos, eu apontaria:
- ela é genial;
- ela tem um humor raríssimo;
- ela escreve como os grandes gênios escrevem: com rompantes linguísticos e sínteses brilhantes;
( e deve ser virginiana, só pode.)
são fatos
Fato número 2: depois de um período de café e bolachas, uma destas pessoas passou a integrar o time de profissionais que está comigo num projeto bem bacana. De verdade. De gente grande. Rolou por mérito, capacidade e adequação.
Fato número 3: Eu sou piegas. Acredito em duendes, em Fada-do-Dente e em amigos que merecem oportunidades.
Viver "emblogada" tem destas mágicas.
pro dia render
Mas no dia em que resolvo acordar inspirada, e o universo decide me dar sinais claríssimos de que sou incrível, tudo vira um evento nababesco.
( Não, não é espasmo narcísico. É sorte, dedicação e suor.)
terça-feira, 29 de setembro de 2009
grenal de avaliações
Tudo vermelho: me convidaram pra prestar consultoria pra um grupo de executivos, durante 10 meses. Querem que eu dê uma de guru de carreira e aborde, entre outros temas, a necessidade de uma boa política de controle e avaliação de riscos, além é claro, de dar dicas preciosas sobre sucesso, purpurina e rega-bofes. Fui analisar os executivos em questão: todos com carro importado, famílias em poses de retrato antigo e muitos sorrisos nos rostos. Tratei logo de inverter as coisas e pedir que eles me prestem consultoria. E se rolar uma voltinha de mercedes, num problems.
não basta ser sarna, tem que coçar
Li isso num portal do Governo:
"A comunicação corporativa quando é sincera, transparente e consistente torna explícita a identidade da organização."
Isso significa que meu 0,5 ml de sinceridade, minhas divagações obscuras e minha feliz inconsistência ( sobretudo de humor ) andam manchando a identidade da minha empresa.
Iupiiii!
pra te cheirar melhor
Sei lá, deu-lhe um surto de Ângela Bismarchi e ela foi à feira da cirurgia plástica comprar um quilo de cara nova. E ela é linda, não precisava de nada disso.
Tá toda rôxa, parecendo que uma locomotiva deu seis voltas em cima. Teve que desmarcar os compromissos agendados e justificar qualquer coisa insana.
Agora sim, eu tendo que parar meu expediente pra segurar bolsa de gêlo pras amigas...
Se não é amor, sei-mais-o-que-é-não.
projeto às avessas, declinações latinas
"Orbem quem non novi, quaero, quem vici, relinquo."
Esta frase estava estampada num painel de parede na sala, de costas pro meu cliente, e de frente pra mim. Impossível não lê-la. Nem sei por qual motivo o cara escolheu esta mensagem pra seu ambiente profissional.
Falei pra ele, quando tive chance: "significa, em Latim : procuro um mundo que não conheço, o que venci, abandono... acho que é do Sêneca."
Ele não me ouviu. Ou fez de conta que não. E hoje, depois de meses, fiquei sabendo que ele desistiu do empreendimento, desistiu do projeto, da família e do ponderável.
"... o que venci, abandono."
(Ele já dava pistas faz tempo.)
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
todos contra um
Numa reunião com 5 advogados, além de única executiva, eu era a única mulher (ou quase).
Os graciosos ficaram dizendo que consultores são os profissionais mais sortudos: "recebem bem para induzir as pessoas à fazerem aquilo que eles próprios não fariam."
Eu não induzo ninguém... ( eu obrigo, é bem diferente...).
cenas da telefonia corporativa
" Você ta me ouvindo? FulanOOO... Você ta me ouvindo? Alô?"
Outro colega, vendo sua aflição, rapidamente sacou esta:
"Se você está devendo, ele vai te ouvir... se você está cobrando, ele não vai ouvir, com certeza."
Aham.
super size-ME
"Monga, o que fazer quando a gente se sente muito maior do queo espaço profissional que ocupa?" Rodrigo- SP ( por e-mail)
Olha Rodrigo... na última vez que isto aconteceu comigo, chamei uma arquiteta e mandei aumentar o pé-direito da minha sala.
WYSIWYG
É o sistema "What You See Is What You Get".
Que eu pudesse acoplar uma interface em todos os profissionais com quem tenho estado em treinamento.
(Que eu pudesse, com isso, adiantar a visão de resultados, pra não ficar tabulando por horas um "impresso de baixa resolução").
domingo, 27 de setembro de 2009
(ah vá!!!) ianas
Inclusive meu pai, militar da reserva, achou o cúmulo da estupidez e do retrocesso cultural. É a ditadura da "hipocrisia coletiva".
(Queria saber onde estão estes telespectadores que se sentiram lesados e abriram um processo no Conar. Certamente são pessoas que alimentam a esperança de que suas avós conservam a virgindade em formol.)
A minha avó, Benedita, já estaria presa se tivesse chance de ir pra tv falar de sexo e outras pautas.
fácil, extremamente fácil
"A prosperidade nos encontrou!".
Adoro este e outros estímulos. São sempre muito bem recebidos, fazem bem pra alma e pros calos e cheiram à rosas da primavera.
A mesma colega, porém, está insistindo há dias que os clientes tem dificuldade em localizar nosso endereço no labirinto urbano. "Que é complicado chegar até nossa empresa."
Não acho.
Se a prosperidade nos encontrou, qualquer um encontra.
sábado, 26 de setembro de 2009
com quem será, com quem será?
É tão bom, mas tão bom quando tenho chance de tempo ilimitado na companhia dela, que a gente consegue fazer a volta ao mundo em vários assuntos. De arte à negócios.
Aprendi muita coisa de administração pela ótica desta moça, que está "executivando" há bastante tempo pro Eike Batista.
É lógico que uma figura dessas, animada e sempre com um sorriso do oiapoque ao chuí, só poderia trabalhar com abastecimento de gás.
( Beijos, lindona. )
por trás de uma executiva bate um coração
"Essa ineficiência que já faz parte de mim/
E que eu finjo não saber o que é..." ( poesia Juliana Castro).
ponstan, lexotan e mente sã
Não é falta de solidariedade hormonal, não.
É que eu detesto gente que deixa Tudo Pela Metade.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
notas sobre um escândalo
Elas são ex-melhores-amigas e trocavam muitas confidências impublicáveis.
Comigo isso jamais aconteceria. Primeiro porque facilito a ginástica da fofoca: eu mesma conto, com detalhes, nome, cpf e mímica ( quase uma partidinha de Imagem & Ação).
Segundo, que ninguém se interessaria em me chantagear.
Sou uma falida e faltaria o item básico: levar a informação pra quem? Minha família já encomendou minha alma faz tempo.
o melhor recurso é a gente que faz
Depois de várias negativas por parte de uns colegas, menos tolerantes, resolvi ir lá conversar com o tiozinho. Eu adoro conversar.
Não posso dizer que fiquei impressionada, porque conheço a criatividade e competência gestora de muitos homens que empreendem na força do braço, mas fiquei profundamente tocada. Capricho, organização dos produtos numa carroça velha ( mas super cuidada ), um catálogo de preços com fotinhos dos alvejantes, desinfetantes e amaciantes (feito em impressão colorida) e vestindo uma camisa mais velha que eu, mas meticulosamente passada, em cada friso.
Aí vejo nêgo que crava a bunda no ar-condicionado, vem trabalhar com cara de fiofó, me entrega um relatório inaceitável e acha que é o gênio da lâmpada.
nem sansão, nem dalila
Tropeço, fura o pneu, encontro quem não devia, ou a cabeleireira faz uma cagada.
Resolve me fazer de cobaia pra um corte meio-moicano, meio-ninho-de-cobra.
Castigo pleno, pra desde sexta, imaginar a gozação na segunda.
executivo Náufrago
Meu departamento comercial vive uma crise "Glauber Rocha": terra em transe.Os representantes resolveram crer, em sua maioria, que não tem perfil pra nada que envolva vendas. Assim, sem nenhuma justificativa. Por esta razão, os forcei a exercitar a comunicação. Tudo parte dela. Falar, falar, falar pelos cotovelos e adjacências, exercitar, exercitar, exercitar.
Este pequeno treino teve apoio extra pra alguns, que elegeram objetos nas suas salas pra serem os "clientes fictícios e os ouvidos pinicos".
Apenas um dos meus colegas não fez o "rito de passagem" e continua dependente da bola de vôlei que costumava ser sua companheira de "treinamento". E permanece transportando a redonda com ele, como muleta emocional.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
o que se quer saber
Nunca existiu grande justiça no universo corporativo. O jogo é sujo, a concorrência desleal, e quando um pescoço menos enrugado aparece, os vampiros de plantão tilitam seus dentões.
É uma pena. Jovens precisam de experiência e de um primeiro emprego.
E experientes, com 40 ou 80, precisam compartilhar o que carregam consigo. Esta é a única esperança de sobrevivência da SABEDORIA.
enjanelados digitais
Eu uso a internet pra caramba.
Mas não fico assistindo a vida passar debruçada no windows.
Minhas janelas internas são de madeira e não raro uma aranha faz teia na esquina dos vidros.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
cofre orgânico
Me dá enxaqueca, irritação flutuante e preguiça. Há quem diga que chocolate é melhor do que sexo, ou tão bom quanto (muito embora eu nunca tenho sabido de nenhum executivo dando uma escapadinha do escritório pra levar uma barra de meio-amargo pro motel).
De uns dias pra cá as crianças do meu departamento (re)descobriram a aventura de degustar quilos de moedas de chocolate durante o expediente.
Chegaram a promover um mini torneio de games, pagando com moedas desta natureza. Eu não ganhei a competição, mas ganhei várias partidas e acumulei muito "dinheiro" (e comi tudo).
Minha digestão complicou e eu liguei pra minha avó, dona de uma bula de chás mágicos.
Quando ela perguntou o que tinha me feito mal, respondi: " dezoito reais..."
música para jovens executivas em pânico
para que fiquem prontas: paciência..."
sim, definitivamente somos estranhas
Listas sempre tem um quê de prescrição, de recomendação... uma tentativa de "warning, keep away FROM",mas em outras instâncias, citar cada uma das nossas trivais particularidades é delicioso.
Todos os grandes líderes começaram roendo os próprios cotovelos ( e não se sensibilizaram quando os cotovelos dos outros começaram a doer , de inveja e artrite).
"Eu tenho muito medo de não conseguir passar e de não ser tudo o que esperam de mim. Na verdade eu não quero ser o que esperam de mim, mas não quero que os que eu amo sofram quando descobrirem isso." ( http://escritoteca.blogspot.com/ )
terça-feira, 22 de setembro de 2009
publicidade on the rock's
Hoje eu to acompanhando a "síndrome do encanador tucano".
Não, não há nenhuma similaridade econômica ou social com o fenômeno europeu, e nenhuma associação à fauna pantaneira.
São apenas os encanadores paraguaios que vieram ajeitar a tubulação da minha empresa.
"Consertámos tu casa, tu vida e tu cano."
turbulências poéticas
Querem nos pôr na corda-bamba, sacudir a corda, tirar o ponto de equilíbrio e proibir a rede de proteção lá embaixo. Se facilitar, ainda se recusam a chamar o SAMU em caso de fraturas expostas.
Mas nem sempre a gente cai, e isso tem mais a ver com sorte do que com habilidade circense.
Meu cliente mais bipolar e controvertido não estava satisfeito com explicações racionais, gráficas e matemáticas. Queria cinema ou literatura , onde só cabe contabilidade e lógica.
Assim sendo, falei pra ele que cheguei a algumas conclusões sobre sua instituição através de uma análise complexa,baseada nos escritos do Umberto Eco, em "O Pêndulo de Foucault".
Ele se convenceu, bem feliz. E eu pude trabalhar em paz.
Se é pra viajar, pegue seu bilhete e "bon voyage".
raios caem duas vezes no mesmo lugar
Tão importante quanto reconhecê-la como "importante".
Tão importante quanto acreditar que o que é bom, a vida reprisa, pois há uma lei de expurgo fantástica com a roupa que não serve mais. Ela volta em outra estação com outra etiqueta, outra grife e outro modelo. Catálogo novo.
Admiro quem sabe dizer não, sabendo que é uma negação circunstancial. Que o não aplicável hoje, pode ser o recicladinho do futuro.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
"irreplaceable"
"Investimento em treinamento e oportunidades laterais mantêm a carreira em movimento."Li isso numa dessas coisaradas sobre mundo de negócios e corporações.
A única coisa que me ocorre, nesta equação lateral + direção + movimento , foi olhar pro colega mala da mesa ao lado e cantar a música da Beyoncé:
"To the left,
to the left
To the left,
to the left
To the left,
to the left
Everything you own in the box to the left."
desafio do betão
Vejamos:
1- Sport Club Internacional ( gremista que sou, anti-colorada na certa);
2- Falta de pontualidade;
3- Drescrença;
4- Submissão;
5- Ausência de música;
6- Ausência de chimarrão enquanto trabalho ( tenho tremedeira e crise de abstinência);
7- Gente mixaria, borocoxô e conta-lorota;
8- Roupa apertada (odeio me sentir encilhada);
9- Julgamentos póstumos;
10- Enxaqueca as 3 da tarde com a mesa cheia de pepinos e outras iguarias.
Quero ver quem encara o desafio: Manô, Paulinha, Beth Cerquinho, Isa, Evandro, Diego, Ticinha e todo bando da velha Monga - citados ou não citados aqui.
questão de ponto de vista
"Quando eu ouço alguém suspirar, ‘A vida é dura’, eu sempre sou tentado a perguntar:
'Comparado a que?' "
(Sydney J. Harris, jornalista e escritor americano)
domingo, 20 de setembro de 2009
sucesso por osmose
Tenho feito questão de contar isso pro máximo de pessoas que eu posso. No supermercado, na feira, na fisioterapia, nas reuniões e pra vizinhança. Não importa se o prêmio tem relevância e se os parâmetros de escolha são ideais e blablabla. Não vamos estragar a honraria, pípol.
Existe uma mídia em torno DE. E acho bacana que todo mundo saiba. É - na pior das hipóteses, um elogio público.
Além disso, na condição de parceira, eu aproveito o gancho pra tirar onda. Falo que o critério mais analisado são os parceiros que as empresas concorrentes ao prêmio, agregam.
:)
beijolândia
Beijos pra Rissellie, do blog http://pessoinhafeliz.blogspot.com/. Quando eu tinha 14 anos, eu também "sorria em dia de chuva."
E um beijo pra querida Dilma Fernandes, pelas palavras carinhosas na caixinha de comentaritus.
Sou a própria executiva MongoMac: AMO MUITO TUDO ISSO.
DeusPaitodoPoderoso
É praticamente como acreditar as avessas que existe Natal todo mês. Não existe descanso todo mês e nem todos os dias. Não existe chave de off.
A prova desta patifaria é atender o telefone, no domingo, e falar em tom sedutor:
"Bom dia, empresa tal, me chamo Monga, em que posso ser útil?"
Minha preocupação mudou de uns anos pra cá... preciso saber se existe trabalho depois da morte, porque onde existe vida, há sérios riscos.
Bela, metade de mim
Amiga que eu importei da infância pra trabalhar comigo depois de tantos anos separadas pelos descaminhos. A pessoa que cuida da gestão de uma filial da minha empresa. Que cuida dos meus pensamentos, e que aposta comigo, em qualquer projeto.
Que está do outro lado do mapa, mas do mesmo lado da alma.
Com quem eu canto Maria Gadú " Quando mentir for preciso, poder falar a verdade..."
Minha amiga, feliz aniversário.
sábado, 19 de setembro de 2009
relações sinceras
Um calor de 60 graus, uma estrada de terra dos infernos e a única alternativa de aplacar a sede: cerveja quente, em garrafas distribuídas pela rua.
Perguntei pro vendedor: " Tem água gelada? Eu não bebo nada com álcool, e esta cerveja pra piorar, está borbulhando..."
Ele: " Se queres, queres... Se não queres, não queres."
Ah, ta, brigada. Desculpa qualquer coisa aê.
gu gu dá dá
Outro dia lendo um post do meu amigo Evandro sobre a agilidade do seu filhinho Dudu pra escapar de uma bronca, associei a alguns comportamentos na empresa.Não é a idade, o cargo e o histórico profissional de cada um que garante uma postura menos traquina na hora de assumir uma mancada.
Quer ver um marmanjo em igualdade emocional com uma criancinha ?
Pergunte pra ele em tom firme onde-que-está-a-droga-do-relatório-atrasado-há-dois-dias.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
o canto fatal
"É mau agouro. Coruja cantando traz azar. É vaticínio."
Em meia-hora todo mundo abandonou suas funções e resolveu pesquisar o caminho do canto da coruja. Se fosse no sentido oposto a nossa "casinha" estaríamos a salvo. Uhum.
Enquanto essa relevante descoberta consumia tempo e atenção dos funcionários, uma cliente necessitada de auxílio foi pedir guarita na concorrência.
Taí.
Coruja é um bicho azarento e desagregador mesmo.
embaixo, embaixo, embaixo, ô ô ô
Eu já sabia desta opção de mercado para os desfavorecidos verticalmente.
Mas nada que se compare a conviver com um executivo que durante a semana mede 1,70m e aos finais de semana volta ao seu estado de fábrica: 1,55m.
No caso deste camarada especificamente, ele retorna para sua estatura profissional real: pouco mais que anão.
(Isto que eu chamo de processo de downsizing).
as vezes eu quero que tudo SE F...lores
É pedra pesada.
Junto com o arroz e feijão da minha avó, fui alimentada com noções básicas de postura e compostura. Quando alguém não está bem certo do que pensa a respeito de outra pessoa, cabe guardar moderação e tempo de análise sincera.
Não dá pra achar um (a) colega "meio veado, meio puta ou meio ladrão." É importante não confundir sinceridade com dança de hipopótamo ( que por onde se requebra vai levando tudo ao chão.)
Falta mais carinho e respeito nos tratos comerciais e corporativos.
executivas brilhantes, amigos entediantes
Que eu preciso "rapidamente usar minha fluência para acrescentar algo de útil no que se chama de auto-ajuda, e que na verdade é auto-engano."
Amigo de infância é assim. Se forma numa faculdade pra poder te zoar "tecnicamente."
Pois pra começo de lorota, eu adoraria fazer literatura de auto-engano : uma variante de auto-engraçamento pela vida.
Sem o Augustinho, claro, pois ele está muito ocupado contando a grana que arrecada. Eu me contento em falar das inutilidades essenciais para que um dia a auto-ajuda deixe de ser necessária.
Sr. Papai Monga
Hoje é aniversário do meu pai. Em casa é assim... um cartel de virginianos. Eu aniversario dia 15, mamãe 17 e papai 18.
Somos o exemplo clássico de que a perfeição pode vir em "efeito cascata". Duro é quando a conjunção dos nossos astros resolve temporariamente entrar em litígio.
Meu velho é minha conexão com o belo, com a estética da felicidade, com o prazer pelas coisas estapafúrdias e imateriais. Só um pai muito bacana aceita ser chamado de Kung-Fu Panda ou Nhonho na frente de seus amigos de aeronáutica.
( Te amo, papusko.)
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
só pros vip's
Caneta é coisa do passado. Rola até um clima; as secretárias acham um d-e-s-a-f-o-r-o receber uma coisinha tão pobre. A concorrência inclui no quesito da criatividade a capacidade de oferecer algo que atraia os olhos.
É como se o brinde, em si, fosse uma espécie de marketing paralelo. Quem pode mais e é mais descolado, produz lembrancinhas mais top. O engraçado nesta contra-maré, é que o mimo muitas vezes chega a reluzir mais do que a marca a que está prestando apoio.
Foi o que aconteceu com um amigo que mandou fabricar bolsas personalizadas pros seus clientes. O sucesso foi tamanho que ninguém se preocupa com a loja dele. O lance é ganhar a bolsa, de preferência, sem consumir nada.
Dona Monga Mãe
Virginiana igual a mim, antenada, rápida no gatilho e chata. Mas põe chata nisso.
Tão chata que nos entendemos num olhar. Ela é responsável por muitos toques que tem a ver com minha carreira, afinal, já foi produtora de moda, já foi empresária, e juntas fomos proprietárias de uma pousadinha em Bonito, MS.
Não aplico nada do que ela me aconselha.
Mas ouço tudo com cara de "sim, Senhora."
(Te amo, mamuska.)
se meu fusca falasse
Ela não teve dúvidas: pegou seu velho carro de estimação, que há décadas repousava no quintal e passou a desfilar, faceira e bem resolvida num fuscão 1977.
Eu, nem um pouco preconceituosa e caroneira assumida ( desde que não comprei mais carro nenhum) tenho passeado portanto, num lindo possante azul liquid sky.
Não me importa o modelo, ano, autonomia e desempenho. Me interessa é não ficar parada.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
pequenos comportamentos, grandes arapucas
"Um dia eu chego lá."
Onde que é o lá? Você sabe?
E o que você faz pra que, chegando lá, você tenha certeza de que é o lá que você almejava? Se lá é melhor que aqui e agora , quanto do seu tempo é dedicado à grande mudança da sua vida profissional? Quando será este "um dia" ?
Veja bem... a gente pode chegar lá, dó,ré,mi, fá, sol,si. Mas tem que reger nossa própria orquestra, senão vira batucada xexelenta.
fruto do pecado
Não duvido da masculinidade de ninguém. ( Nem da minha, as vezes. )Alguns clientes, dependendo do grau de animação, é que resolvem soltar a franga, a marreca e a calopsita - tudo junto.
Animado por ter adquirido um computador MacBook Pro, da marca Apple, o empresário me contou, enlouquecido "que sempre quis abrir a tampa do note e atirar a maçã na cara das pessoas."
Ta.
A Apple realmente pode ser um bem de consumo super-super, e uma demonstração de bom gosto, high power stuff e etc. , mas se eu fosse lançar maçã na cara das pessoas, certamente seria numa briga de feira. No máximo...
agradecimentos
Prometo que vou mesmo tentar ser feliz com um ano a mais nas idéias. Um beijo pra lá de especial pra Patrícia*, querida companheira de blogosfera, que me enviou um mimo: um vídeo super bacana ! ( obrigada, lindona!).
Minha primeira deliberação no posto de mais velha foi cancelar os compromissos de amanhã cedo e usufruir a condição de chefe e dona da empresa.
E quem quiser me ajudar a limpar a bagunça, pega na vassoura, que fim de festa é trash.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
vamos festejar, os amigos receber!
Vai aí minha forcinha pra transformar o ambiente em buátchy:
(www.youtube.com/watch?v=97ZbiemJ1KU) e meu agradecimento por poder comemorar aqui, com vocês.
Rá-tim-bum!!!!!!!!!!
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Chief Executive Officer and tontus crônicus
"Hoje é dia de CEO, venha conosco."
Primeira vez que eu teria oportunidade de uma liturgia sob medida, afinal, não é todo dia que uma igreja abre as portas para receber especificamente os executivos e suas valises de pecados capitais. Chegar atrasadinha numa reunião não seria, digamos, nenhum fim do mundo. Ainda mais por uma causa tão nobre.
Custei a identificar outros executivos rezando e cantando, mas mesmo assim me mantive no espírito de comunhão. Me deu foi uma ponta de desolação... imaginei que seria lindo que outras executivas largassem a pressa para estar em reflexão, ainda mais numa situação sob medida.
Foi neste instante de auto-viagem que percebi que CEO, neste caso, tratava-se de DIA DE CÂNTICOS, ENSINAMENTOS E ORAÇÕES. Mas valeu a intenção...
Thor também tem seus dias off
Penso que a gente se esfola para desfrutar, pelo menos uma vez por ano, como recomenda o bom senso, de um descanso com vista pro mar. Ou então com qualquer vista que não seja o chefe ou a terrorífica colega que usa pantalonas desde 1968.
Eu sei que esta idéia acaba sendo como a piada do amigo, lá de terra lusitana. Estava martelando o dedo compulsivamente e ao ser questionado, respondeu em alívio máximo "Porque quando passa a dor é tãooooo bom."
Ainda que nosso martelo não seja de madeira e aço, é bom lembrar que a lógica se aplica ao comportamento estressante que a gente tanto reclama, mas que nem sempre se desfaz.
teoria da Cidinha
"Não existe executivo feio. Existe executivo mal prospectado."
jazigo corporativo
O ar-condicionado atinge graus improváveis, e geralmente as balas de gengibre são a melhor lembrança que carrego no bolso - para reconstituir a garganta, que ficou na lixeira de algum setor.
Quando aperto a mão do Gestor, tenho a sensação de que se ele der uma esticadinha pro cochilo depois do almoço, alguém há de lançar flores sobre seu corpo.
Sim, pois a temperatura de morto ele já tem. Só faltam as pompas fúnebres.
300 de esparta
Seres de muita luz.
300 campeões de resistência e amizade.
Meus seguidores, lindos, razão deste bichinho blog ainda existir.
Um brinde!
domingo, 13 de setembro de 2009
sai da minha frente que quero ser bom
Achei uma revista de fofocas (estas leituras perebentas) no banheiro da minha mãe.Tava tudo no seu devido lugar ; tanto a revista, quanto o momento para que eu a lesse. Numa das matérias a Fátima Bernardes comentava que o William "Bom-ner" é um chefe divertido, bom, MAS exigente.
As pessoas se equivocam ao usar o "mas" como um delimitador ou um restritivo. Ser bom, divertido e imódico também é uma forma de ser exigente... consigo mesmo, com a vida, com os parâmetros de liberdade emocional, com a reciclagem das inutilidades prontas, que nos empurram diariamente.
Aliás... faltam mais chefes bons-exigentes, do que chefes exigentes e de fato bons.
sábado, 12 de setembro de 2009
melhor impossível
Fui esquálida a vida inteira, e invejosa das curvas alheias. Depois de um tempo passei a invejar o tom inteligente de humor de meus amigos e amigas que desprezam a balança, mas que estão muito bem servidos de neurônios!!!
Pensei nisso depois de conversar horas com um amigo, que é diretor de teatro.
Ele é tão genial, tão esmagador na sua capacidade de construir as idéias, que dá um mini-nojo.
Vontade de mandá-lo fazer uma redução de cérebro.
:)
the thrill is gone
Me faltava mesmo o título de banguela.
É impressionante o grau de percepção de certos profissionais e o arroubo que provocam. Assim que sentei em sua cadeira , ele perguntou " que tipo de música você quer ouvir, Monga, enquanto consertamos este estrago?"
Respondi em tom desafiador : "Chet Baker!!!!"
Em dois minutos a melodia do jazzista invadiu o consultório. Duplamente, euzinha, de boca abrida : pela atmosfera mágica que só o Baker é capaz, e pelo tratamento dispensado, muito além de molares e incisivos.
vamos todos cirandar
Eles ligam final de semana, perguntam se estou zen quanto ao projeto absurdo que resolvi empreender, querem acompanhar o marcador da minha pressão emocional e participar das minhas paranóias.
Sim, meu trabalho é pesado, e tendo com quem compartilhar o fardo ele não fica mais leve, mas fica mais suportável.
O companheirismo é tanto que só falta alguém roer as unhas da minha mão por mim.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
herbamongolife
Quase uma cólica criativa.
Ao invés de confeccionar aqueles botões gigantes de pregar na roupa "Perca peso agora, pergunte-me como", vou propor a minha equipe que criemos uma campanha de persuasão aos empresários.
Nas visitas usaremos camisetas com letras garrafais "Esvazie seu bolso agora, pergunte-me como."
"vai além de seja o que for"
Quando era executiva-residente desta capital, achava tudo perfeito, até o fake. Queria ser enterrada em frente ao Memorial JK. Todo meu impossível era viável na métrica Brasiliense.
Hoje quando volto, não guento mais do que uma reunião profissional de meia-hora.
Tenho a impressão de que a quiche do Café Savana é o único "bom negócio" que consigo realizar na cidade.
"Mas é doce morrer neste mar /De lembrar e nunca esquecer /Se eu tivesse mais alma pra dar /Eu daria, isto pra mim é viver..."
xô insegurança!
Fala onde ele está sim. Não há o que temer, amigo.
Explique que o advogado está em outra firma e continua oferecendo um BOM serviço, inclusive.
Mas pra quem quiser o MELHOR serviço você está a disposição.
self-stand-up
Enquanto as torres gêmeas ruíam e desabavam consigo inúmeros conceitos de solidez e blindagem americana, eu mesma me reconstruía depois de uma tragédia pessoal.
Passados estes 8 anos amarelos, penso que minha vida profissional foi a grande arquiteta da minha reorganização.
Não sou eu que mantenho uma carreira. É ela que segura as minhas torres.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
o caminho que eu não trilho
Eu respondi: "depende, qual a vantagem neste investimento? Isto pode lhe render algum benefício a curto prazo? "
"Não Monga, é o Caminho das Índias."
"Ah, claro. Ta rolando alguma nova rota que envolve a exportação na sua área de comércio?"
Não foi deboche. Eu sou uma ignorante em novelas. (Ignorante de pai, mãe e parteira.)
sou muito amada
Entre cochichos, escutei as opiniões alegres sobre a "Bocó de Mola." Nenhum conteúdo sistematizado ganha tanta velocidade quanto o deboche. É um instante e pronto... se espalha a gozação.
Em síntese: a bocó comentadíssima sou eu e a mola é meu cabelão black-ultra-power-gedai ( né Paulinha ? :P).
Tudo bem. A ordem do dia é "executivas que se levam a sério é que caem no ridículo."
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
pretend or not pretend
Lá na empresa eu não me importo com certas coisinhas pequenas. Não-acontecer é uma coisa que acontece. Todo dia um não-acontecido perambula entre nós. Um relatório que não foi entregue, um processo que não foi iniciado, um sistema sem gestão contínua.
Mas mentira eu não engulo. É um osso que se atravessa, e se esta mentira inclui posturas reprováveis diante de um cliente, aí eu rodo a gaúcha ( como diria minha amiga Isabela, que "roda a carioca" ).
Funcionários mentirosos custam a entender que carregam a fama consigo. A empresa é transitória, neste caso. É só o cenário da vez.
e ficamos por aí mesmo
Fiz uma exigência: só falo da minha vida pessoal, íntima, sexual e familiar.
Minha última experiência de "focar nas maravilhas executivas que tenho pra contar" rendeu vários e-mails de protesto, um contrato quebrado com minha empresa e meus amigos deprimidos com minha suposta postura nazista.
Pois então agora vamos falar dos meus romances secretos, da minha paixão pelo Grêmio e meu hábito doentio de tomar chimarrão nas reuniões de negócios.
O que é um arroto, pra quem já vomitou, não é mesmo?
homens são poça, mulheres são poço
Silenciar não tem a ver com ausência de opinião. É que discutir o caroço da manga, chupado, que passou de boca em boca, me dá uma preguiça insuportável.
As vezes abro uma exceção. A polêmica instalada hoje no almoço era "se existe diferença em equipes predominantemente masculinas ou femininas." Ouvi atentamente todas as considerações e me pus a pensar. Existe sim.
Nos anos 90 eu preferia trabalhar com mulheres. Elas estavam mais antenadas em conquistar alguma coisa, nem que fosse o chefe. Havia uma cobiça genuína pelo sucesso. De 2000 pra cá, prefiro equipes de maioria masculina. Eles não são tão sensíveis à críticas e levo menos tempo pra expor uma idéia.
Não é uma guerra de sexos. É uma escolha operacional.
lei da compensação
Percebi que não estou sozinha neste processo quando comecei a encontrar todos os meus amigos por lá.
Pode não curar, mas consola.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
para Gez, com amor cooperativo
Eu sou xereta, pesquiso, leio tudo que me cai na mão, como se o mundo nunca fosse suficientemente claro. E quando é, ainda ganha a forcinha das lanternas de emergência que carrego.
Executivos já são chatos demais. Se forem burros, semi-letrados, fica ainda mais deprimente a jornada.
De cooperativismo meu conhecimento é anão. Na realidade, da história desta Ana sei pouco. Mas tamo aí. Na tecelagem constante do aprendizado. E na torcida pelos amigos que tem ideais.
( Gé, to com saudades. Some mais não? )
de improviso
Sempre sou chamada pra estes eventos que reunem a elite da intelectualidade brasileira: um monte de nerds, geeks, devassos, neo-punks e revoltados-sem-motivo-aparente.
Faço uma concentração máxima para desviar os olhos das estrelas, bandeiras vermelhas, camisetas de Guevara e "me jogo aos leões". Por que ser executiva despenteia mesmo.
No final, uma estudante me abordou, dizendo que adorou minhas horas de blablaísmo mas que meu suéter estava do lado avesso.
Eu não ia facilitar. Respondi que era uma tendência intra-linguística contemporânea. Um exercício estético para deixar fluir nosso lado íntimo.
Ninguém me pega desprevenida.
tribo congelada
Passa mês inteiro parado, nas ruas da cidade. Por aí afora.
Basta que você deposite um dinheirinho na caixinha de "donativos" que ele resolve se mexer.
goodmorning, Monga
Uma delas é transformar uma reunião enfadonha num momento diva.
Com direito a trilha sonora perfeita, funcionários servindo café em xícaras estupendas e croissants quentinhos.
( Um dia vou agradecer de joelhos por ser bem paga pra reuniões deste naipe. Um dia... )
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
o peixe morre pela discriminação que sai da boca
Era uma cliente que ao invés de ligar pra minha empresa, ligou pra minha casa.
"Ah Monga, peça desculpas a sua mãe, a tratei como se fosse sua secretária."
Eu: " Ué... Elas carecem de tratamentos diferenciados?"
bem longe daqui
Nas viagens de negócios sempre rolam as puladas-de-cerca dos casados e casadas. Vejo isso todo dia e nunca consegui enxergar normalidade nessa ciranda indecente.Não é questão de moralismo clichê. Eu não consigo encontrar as esposas e maridos traídos nos almoços e jantares comemorativos e agir como se não soubesse de nada. É um sentimento mais forte que eu...
Nos últimos tempos opto por ficar em hotéis diferentes de toda "galerinha do mal."
Não assistindo ao troca-troca, posso até vir a saber, mas minha reação emocional é bem diferente.
qualquer vantagem me interessa
Hoje eu me contentaria com um bugre caolho, num pangaré, descamisado e analfabeto, mas que definitivamente me arrancasse do trabalho, em pleno feriado de "Independência."
Né brinquedo, não.
domingo, 6 de setembro de 2009
quando não tem graça alguma
Faço como fiz hoje: o camarada criticava a cada duas frases a estrutura, a logística, as empresas e a comida. A rede hoteleira. Os automóveis, o clima, o idioma e as pessoas.
Me pediu uma sugestão de roteiro pra um (sacrificante) domingo em terra brazuca.
Indiquei o aeroporto e pedi que ele batesse bem a sola dos sapatos antes de embarcar pois ele não é digno de levar nem a poeira desta terra.
desencana, bambino
Tem dezesseis anos a menos, e muitos parafusos a mais. Não foi a primeira vez que isto aconteceu. Gente jovem as vezes confunde admiração com outras frutas, e serve na mesma salada.
Me coube ser realista mas com bastante carinho, para não ferir um peito adolescente. Fiz com que ele enxergasse a baita furada de se iludir a meu respeito.
Nada a ver com idade, classe social, sexo, religião,time de preferência ou hierarquia profissional.
Nossos relógios amorosos é que se encontraram em tempos dissonantes.
não sei
Na época das outras faculdades (e dos emibiêis) aprendi que quando o caos se instala, não é possível produzir nada digno do mundo corporativo.
Taí porquê eu nunca decidi efetivamente em qual lado armar a minha tenda.
sábado, 5 de setembro de 2009
única e absoluta
Sim, pois quem guenta trabalhar em pleno sábado ouvindo todos os hits e assistindo a todos os clipes num telão, certamente dá conta de qualquer desafio corporativo.
Opá!
operação inversa
A secretária dela precisa de uma funilaria completa, limpeza das rebimbocas administrativas, cores novas e disposição pra metamorfose. Será um trabalho árduo, mas sem este foco todas as mudanças que almejamos pra uma nova fase estariam fatalmente depositadas no buraco do fracasso.
Numa conversa com a empresária ela falou, sofrida, que não sabe o que fazer se a moça pedir demissão caso "não concorde com as mudanças."
Como não sabia que eu teria que pedir permissão pra secretária pra exercermos mudanças, esta novidade se apresentou em forma aguda de tumor operacional. Teremos que por na maca de cirurgia primeiro a empresária.
O resto fica pra depois.
feno com sal e vinagre
Em contra-partida nenhum dos executivos também se deu conta. Não foi uma bola fora exclusiva, foi um atrapalho generalizado. Ou foi revanche de alguma secretária, digamos, "mal gerida" que arranjou um trampinho pro chefe no feriado.
Não poderei desmarcar mas não poderei comparecer. Se eu for, provavelmente eles não irão. Se eu não for, algum bolha, irá e eu serei achincalhada: "relapsa e estraga-descanso".
Vou ali cortar os pulsos e já volto.
:(
mexe-mexe bole-bole
Chicão.
Eu já mexi com multinacional, já mexi com gente casada, já mexi as cadeiras dançando salsa e hoje, especificamente eu mexo com o bolso de alguns empresários.
E também mexo-com-quem-tá-quieto.
beijaço coletivo
Grande parte destes contatos acabou migrando pra minha vida real.
Quase não respondo mais aos comentários, pra não ser injusta. Sei que meu tempo não está em fase de divisão igualitária, e temo dar a idéia errada de que gosto mais de uns do que de outros.
Sintam-se todos beijados. Leio os recados, visito os blogs, sigo quem me segue. E assim a vida vai.
Serena pra quem sabe o que fazer com as amizades.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
e o crachá ataca novamente
Pois não teve outra! Um senhor irritado com o atendimento, e muito provavelmente esperando há décadas por uma alma caridosa, me olhou enfurecido e berrou:
"E você? Tá aí parada, não me atende por qual razão? Posso saber? Não ta vendo que eu to esperando ? To atrasaDO!"
Quando ele notou a mancada, eu já tinha trazido o amaciante que ele tava procurando.
Era meu dia de "promoção" :P
latifúndio da burrice
Quem sou eu pra palpitar... mas levando-se em conta que os agregados preferem se encostar com vista pro mar, e raramente se oferecem aos ataques de borrachudos - muito menos ordenham vacas e navegam no estêrco, acho que ele fez um negócio duvidoso.
Falo porque conheço a família do jeca. Quando Deus fez os folgados, os irmãos e cunhadas dele já estavam implantando cursos de formação na área.
Tadinho.
O Máscara
Não tem coisa mais ridícula do que o concorrente querendo espionar com expertise de cartoon network.(Mudando a voz igual pato fanho, ou enchendo a conversa ao telefone de pontuações imbecis " alô, alô, alô, aqui é uma-pessoa-futura-cliente-louca-por-você-baby.")
Hoje eu não me segurei, e mandei bala "ó fulano... seguinte... to mandando um fax pra você com os custos da consultoria. Mando pra sua secretária, ou pra sua filial do Rio de Janeiro? Da próxima vez economiza na encenação pois isso facilita pra mim e pra vc."
Né?
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
turn it off
Fico horas pensando, com cara de Mickey gripado. Acho que a crise dos "30 e lá se vai" me atingiu.
Me angustio com coisas variadas. Por exemplo: não quero ser uma proprietária de Harley-Davidson na minha aposentadoria (destino inglório de executivos carecas e executivas fálicas).
Minha sorte é que não sei sequer andar de bicicleta e até lá a nova aventura será o "tele-transporte".
Ufa.
mongo-card
( vendedora de uma marca de sapatos famosa, tentando me ganhar nesta "gentileza monetária-social" ).
:P
pra ver a banda passar
As empresas participam de um big desafio. Neste ano o foco é musical. Formaremos bandas com as equipes e promoveremos um show, cujo renda será revertida em ações sociais.
Estou amando a idéia. Serei a baterista debutante.
Sou uma pianista razoável. De tum-tum não saco nada, nem batendo latinha.
Como se trata de um desafio, to no rumo certo.
revelar
Peço uma coisa simples - que eles conheçam os talentos escondidos nas pessoas. Não importa que não sejam talentos facilitadores do desempenho de suas funções, mesmo porque não vejo futuro num empregado que produz jingles e é uma enciclopédia musical. Isso não é dádiva. É pré-requisito.
Mas me interessa muito saber que o amigo do setor de contas a receber é barítono nas horas vagas. Me interessa inclusive usar seus mecanismos musicais pra que ele imposte a voz de forma correta.
E alegre os corredores cantando...
HELPholic
Ou ele se torna um intragável de plantão, repetindo "papagaiamente" referências, frases, conteúdos do seu trabalho nas rodas sociais, ou ele lança mão do que sabe para ir ao encontro de quem precisa.
Percebi que eu sou adicta também em estender a mão. Conhecimento não é um topo onde repouso meu traseiro. E também não é um box privativo pra que eu me esparrame sozinha. Aquilo que sei ( se é que sei ) está comigo, mas não se fecha em mim.
Conversei sobre isso ontem com minha amiga blogueira Isa. Fácil falar de teorias e inventários quando se pode usar exemplos alegres e animar a conversa com esmaltes e histórias cotidianas.
plissagem canina
Ao indagar o motivo que tinha feito ele escolher um filhote de cachorro da raça sharpei, ele me olhou incrédulo ( tipo: dããããããã, tia Monga ) e respondeu:
"Porque ele é dobrado."
Mas que criativo!
há uma nuvem de tags sobre meus olhos
Toda minha capacidade de argumentar e refletir em parceria se esgotou, hoje.
Não ter clareza sobre a gestão é reflexo da nódoa que povoa a cegueira pessoal. Pessoas que não se reconhecem, não se desdobram, são gestores enclausurados. Inúteis. Mofados.
Enquanto o cara decide, não-decide, desiste, discute, eu penso sozinha.
Executar com ele, sim. No lugar dele, não.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
enquanto este velho trem atravessa o pantanal
Sairemos de Indubrasil, distrito de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, rumo à cidade de Miranda.
No trajeto, a uma velocidade média de 0,00001 km/h, poderemos conversar abobrinhas, tucanos e araras-azuis.
A gente ta precisando.
papais e mamães
Funcionários rapidamente sacam em "qual dos ombros podem chorar suas mágoas". Percebem se devem se dirigir à figura mais rígida em certas ocasiões, ou desfrutar das regalias flexíveis daquele mais "coração mole".
A queixa mais comum, que tenho ouvido de alguns empresários nos últimos dias é que os empregados manipulam seus chefes tal qual fazemos, pelo uma menos uma vez na vida: se mamãe não autoriza alguma coisa fazendo discurso e cara de durona, a gente vai lá e abusa da benevolência do papai.
E vice-versa.
a tendência é piorar
Além disso, regulada quase na altura do tórax, a calça estava segura por um cinto apertadíssimo. Uma espécie de cilício alternativo e reloaded.
Fiquei imaginando a inauguração social de uma categoria frutífera, agora com os homens. Pro título de melancia, este camarada já levaria a faixa sem esforço!
(Já é o segundo sinal que recebo indicando que o Apocalipse ta próximo).
como jornalista é uma excelente babaca
Estava num período turbulento - voltando de férias e tendo que situar as peças no tabuleiro corporativo, portanto, informei a jornalista editora-chefA que ficasse a vontade em podar alguma eventual doidice.
Ela fez um "make up" em alguns aspectos, pra atender a diagramação da revista, e submeteu a minha apreciação. Li, devolvi e pedi que ela corrigisse alguns equívocos, que alteravam totalmente minha visão dos fatos.
Não corrigiu e a revista foi publicada, associando a minha imagem a uma série de posturas dogmáticas e extremistas.
Essa moça ta perdendo dinheiro. Deveria inaugurar um novo sistema "Aluga-se nomes para entrevistas que eu mesma escrevo. "
abuse do post it
Esquecimento é refúgio da conveniência.Repare que todo mundo tem um colega que nunca lembra dos prazos dos compromissos - mas ao mesmo tempo é pontualíssimo na hora de sacar seus rendimentos mensais.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
agora chupa este kiwi
O suposto e-mail enviado por ele ( para companheiros de departamento e clientes) tinha como título " Preciso desabafar com você há tempos: sou gay."
Na minha empresa, tal fato passou batido. Ser gay não é novidade, não é notícia ruim, nem inconfidência, e o máximo que alguém pode ter manifestado é um "ta? e daí? "
Mas... dois clientes retribuiram de forma mais entusiasmada... um deles cúmplice ( "ai, bem-vinda, bee!!!" ) e outro impregnado de "esperança" de desfrutar de outros serviços in company .
Isso sim, rendeu boas risadas.
em nome do Pai
Querido... nem tudo é assim, confie. Não vamos generalizar...
Alguns executivos ACHAM que são Deuses. Outros, têm certeza.
