segunda-feira, 31 de agosto de 2009

trombose linguística

Acho que fui uma das únicas que não se apavorou e teve espamos com a Sasha, filha da Xuxéti, escrevendo "sena" com S, no lugar de cena, com C, na sua twittada.

O Twitter é mesmo uma hemorróida social.

(A "varize de comunicação" internamente obliterada, acaba projetando a vergonha pra fora do "corpo", por qualquer canal de vazamento.)

irmão é malandro e irmão é mané

Meu mano mais velho é um designer apoteótico. Tem personalidade, traço mundialmente reconhecido no universo dos quadrinhos, chega a dar nojinho tamanha capacidade.

Geneticamente herdou a ignorância multifuncional dos antepassados: não sabe gerenciar sua carreira, não fatura e flutua junto aos detritos sociais.

Pra ajudar e não favorecer, contratei os serviços dele pra minha empresa, experimentalmente, através de uma agência que serviu de "fake". Ele não sabia quem estava de fato pagando pelos seus serviços e pude avaliar se valia a pena efetivá-lo.

Depois de meses, abri a real. O cara levou um susto. Minha família toda, também.

Se começar a folgar, não vou usar intermediários. É demissão, sêca e grossa.

se tem festa, não me chame

Não sei desde quando especificamente desliguei meu plug social.

Trabalho pra comunicar com eficiência meus clientes, pessoas ou empresas, e pra conceder a visibilidade que eles carecem - a popular sobrevivência de mercado.

Eu não curto disputar espaço publicitário com a marca que eu estou promovendo.

Fico lá no meu canto conversando com as pessoas que me interessam ( a maioria de áreas que nada tem a ver com a minha.)

Não que eu seja discreta... Sou auto-econômica.

domingo, 30 de agosto de 2009

executivus rarus

O objeto da curiosidade de um empresário era saber se eu consulto os cadastros de devedores na hora de selecionar um candidato.

Se eu consulto o SPC e o Serasa e se isso diagnostica (e expurga) condutas repreensíveis ( como se em alguns casos, dever fosse opcional e como se a tal consulta fosse ética e moralmente aceitável.)

Se eu fosse triar tendo por critério a ficha limpa, faltariam ocupantes para as cadeiras vizinhas.

O que eu faço, é acompanhar o movimento: se depois de meses admitido para uma boa vaga, e ganhando bem, o cara não tira o siri do bolso, e não se organiza financeiramente aí sim, alerta máximo. É assim que eu procedo.

sábia menina

Minha amiga Paulinha* conseguiu traduzir lindamente meu sistema notívago profissional, numa das muitas conversas que temos sobre-todas-as-coisas-do-mundo:

"Pois é, Monga... acho que você produz melhor nas altas horas pois o silêncio externo e o barulho interno afloram de madrugada."

Perfeitamente.

sábado, 29 de agosto de 2009

o crime até pode compensar ( parte II )

Fiquei morrendo de vontade de voltar na loja e falar pro vendedor-Mazzaropi:

"Ainda não executo ninguém. Este é um estágio acima, na minha carreira. Só quando eu for promovida e intimada a reduzir despesas desnecessárias."

:P

o crime até pode compensar

Na loja de sapatos o vendedor, daqueles bem tímidos saídos de um filme interiorano raro, indagou minha profissão.

"Executiva" - respondi.

"Você executa alguém? " - perguntou o guri, assustadão.

Suspirei.

( E depois reconheci... ele me deu uma excelente idéia!! )

dose tripla

Adorei o blog das três sisters http://scoisasecoisinhas.blogspot.com/. Achei lúdico, interessante e combina comigo.

Chamei meus irmãos pra olhar as fotos do concurso de grooming. Passem lá e depois me falem ( os que tem poodle, como eu ) se não dá mó vontade de transformá-lo num panda.

As meninas do blog são umas fofas. E os selinhos, naquele esquema gente... quem quiser receber este carinho da titia Monga, pó levar pra casa.

DESnecessaire

Um desses periódicos chulezentos publicou uma matéria sobre executivos e executivas e suas respectivas bagagens durante as viagens de negócios.

A consultora sugeria os itens indispensáveis para mulheres "executivas e de fino trato": um terninho, um tailleur, uma camisa branca, um scarpin, brincos , echarpes e perfumes. Segundo ela, kit sem o qual não se sobrevive em nenhum lugar do mísero planeta.

Fui refletir e fazer meu traveling list. Eu levo: camisetas brancas, um blazer retrô, várias havaianas, calças saruel de cores variadas, faixas para meu cabelão black-power e perfumes.

A conclusão é que em comum nas duas listas, só o perfume. Ok.

Qualquer que seja seu estilo o importante é não feder.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

e não é mesmo?

"Monga, as coisas que você escreve são reais ou ficção? Você é um personagem, ou executiva mesmo?" Adriele - Montes Claros ( via e-mail, baby... )

Grande impasse.

Ser executiva ou personagem, no final, é tudoamesmacoisa.

sofisma do acidente

A maioria dos executivos embarca nos estudos disparatados que englobam tudo sobre os negócios. Estudam, portanto, economia, idiomas, administração, gestão, marketing e quimeras.

De posse deste vasto conhecimento adquirido passam a desempenhar ( ou a experimentar) outras formas de sobrevivência, ou outras formas de disputar as vagas do topo corporativo.

Comigo (a vida inteira) as coisas nasceram do avesso pra fora. Juntei toda a prática da minha profissão ( que não é pouca) pra tentar, a muito custo, transformá-la em teoria disciplinada.

Assim sendo, iniciei um grupo de estudos com outros profissionais com o intuito de transformar em metodologia a anarquia que há anos chamo de trabalho.

:P

em vão

Bateu uma decepção sem aviso prévio.

Eu construo meu ideário a respeito dos trainees que considero aptos pra assumir maiores cargos e maiores responsabilidades e nem sempre eles concordam emocionalmente com os meus planos. Alguns sequer demonstram sopros de interesse. Despistam a própria sorte.

Comando é feito, em 50%, de desejo de comandar.

Por mais que eu oportunize uma série de situações que facilitem o despontar de um novo gênio, se o cara ficar de braços cruzados esperando passivamente as glórias e holofotes... não vai rolar.

paraíso artificial

Dia oportuno pras coisas decidirem fazer uma rebelião corporativa: celular sem sinal, provedor de e-mails engasgado, modem 3G navegando em jegue-bytes...

Pra completar, um inseto não identificado resolveu assentar seu ferrão no meu braço ( eu, pessoa alérgica, indisposta e rarefeita.)

Não tem nada não... o caos é necessário, e as vezes, insubstituível.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

e aproveita que eu to calma

De nada adianta adotar uma postura de colegial suiço e no momento seguinte parecer um ogro de terno e gravata.

Telefone celular em sala de reuniões não orna, nem na mão de um "Deus Grego".

Eu sempre mantenho a gestão da paciência, mas hoje eu a deixei ( a paciência) ter sua crise de TPM independente.

O executivo saiu de 2 em 2 minutos pra atender aos telefonemas constantes e irritantes, e teve a coragem de me perguntar se eu estava chateada.

"Estou. Chateada, te achando um mal-educado e não estou mais a fim de conversar por hoje, benhEEEE."

é devagar, devagarinho

A Bia*, farmacêutica que me chamou pra um curso de Comunicação Digital na área de Saúde, comentou que eu e ela temos uma coisa em comum: "não fazemos empurroterapia".

É verdade. Não costumo enfiar na goela de ninguém um serviço ou uma proposta de trabalho a qualquer preço.

( Só a um preço MUITO BÃOOOO ... quá! )

:P

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

no aeroporto

A verdade é que comissários de bordo e executivos tem muita coisa em comum.

Além de viajar dia-sim e dia-também, conhecem as manhas das saídas de emergência, dão instruções de "segurança" e são os primeiros a agarrar uma "máscara de oxigênio" na hora crítica.

:P

tá na hora de dizer adeus, mas não espalha

Uma executiva que trabalhou comigo em meados de mil-novecentos-e-dança-da-vassoura estava surfando na transição da Oi com Brasil Telecom.

Sobreviveu uns instantes, mas foi decapitada junto com centenas de profissionais. Segundo ela, grande parte dos cortes são mantidos sob sigilo, pra não abalar a imagem da operadora.

Engraçado.

A Oi maximizou sua exposição pública. Investiu. Apareceu.

Na hora de dar tchau quer sair à francesa.

defeito de fábrica

Algumas pessoas carecem de imersão profunda nos estímulos compatíveis com sua área de atividade, para despertar o ímpeto criativo.

Eu explico: a administradora que trabalha no meu setor se enfia em estudos complexos de Gestão toda vez que precisa prestar uma consultoria. O mesmo com os jornalistas, publicitários, designers, psicólogos, mágicos e contorcionistas do meu setor.

Quando eu tenho que apresentar um "laudo" de sugestões e análises, ou preciso estalar a criação, eu busco estímulos que necessariamente não tenham a ver com minha rotina executiva.

Por isso que na empresa tem animais, tv à cabo por todos os cantos, jogos dos mais variados, instrumentos musicais e paredes disponíveis para qualquer tipo de rabisco.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

deboche dentuço

Negócio é o seguinte: esse povo do MP agora ta futucando os gibis da Mônica pela prática subliminar de apelação consumista da criançada.

A turma da dentuça incita os leitores "ao consumo excessivo e traz valores materialistas", segundo eles.

Por isso que meus sobrinhos só lêem a Playboy desde cedo: pra aprender a diferença de publicidade "escancarada" e publicidade circunstancial-oportunista.

Meu dever de tia, executiva, e comunicóloga.

a pressa é inimiga do sucesso

"Monga... é sempre aconselhável só pedirmos demissão quando temos outro emprego em vista?" ( Mariana - Boa Esperança - via email).

Eu acho aconselhável que se deixe qualquer emprego, a qualquer TEMPO, por algum projeto em que se invista.

solidariedade de motel

Melhor maneira de saber se uma dita-cuja do departamento vizinho realmente ta pegando o executivo gatEnho:

No tribunal, durante uma audiência trabalhista na qual ela tenta implodir as finanças da firma, o cara tá lá, testemunhando que ela fazia hora-extra-e-era-humilhada-todos-os-dias.

É batata!

tanto faz

Pela segunda vez me perguntaram se minha Gestão (xexelenta e livre) nunca me causou problemas de ordem trabalhista ( leia-se processo).

Não. Nunca.

A circunstância facilitadora pra levar uma bela derrubada não tem a ver com minha liberalidade funcional.

Tem a ver com intenções subjacentes.

Quem deseja acionar judicialmente ex-chefes e ex-empregadores sempre encontra motivos: se eu for capeta, o cara vai se queixar pra Deus. Se eu for Santa, ele vai me lançar no Inferno.

antropologia do usuário

De vez em quando eu exerço uma pesquisa autoral a respeito do perfil de navegação dos internautas aqui da empresa.

Pego relatórios de sites acessados, tempo de permanência, similaridade de escolha com os perfis que conheço. Não tem véu castrador e a navegação aqui nunca foi proibitiva.

Todos sabem, desde tenra idade corporativa, que eu libero a geral desde que os curumins percebam o que lhes eventualmente pode cair no colo. Responsabilidades, inclusive criminais, são discutidas, são expostas e são esclarecidas.

Nunca tive problemas em relação ao mau uso do sistema mas sempre me supreendo e me aproprio das informações que arranco dos browsers pra experimentar motivação e criação.

Descubro o que interessa (de fato) as pessoas durante o expediente... (de receitas de bolo à aluguel de vestidos de festa).

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

e por falar em bonitinha

As pessoas não sabem como eu tenho bons equipamentos pra capturar a imagem perfeita de interesseiros crônicos.

Chegar perto de mim com gentilezas milimetricamente ensaiadas, elogios rasgados-indecentes e massagens delivery no meu ego, não tem outra: quer emprego ou estágio.

Num cola master.

de Hannah à Nelson

Se eu pudesse acomodar meu discurso de boas-vindas aos estagiários num título literário, seria certamente "Nunca lhe prometi um jardim de rosas".

E se eles fossem retribuir a brincadeira, eu seria a rodriguiana "Bonitinha, mas Ordinária."

:P

rombo plus

Conheço tanta gente que escreve "mais" no lugar de "mas" que a conversa vira uma apologia do bis.

"Mais" fulano, "mais" beltrano.

Impressionante. Nos relatórios isso vai além do tropeço linguístico... pode ser um erro de prestação de contas e um prejuízo anunciado.

e os burros somos nozes

Ganhamos um filhote de labrador para morar nas dependências da empresa.

O nome dele é Elói.

Não fosse minha preguiça de descobrir o lampejo inspirador do nome, eu apostaria em algum colega do departamento de design, que adora criação non sense.

Como já tínhamos a Rosemeri ( gatinha de estimação), agora avançamos mais um passo na estandardização zoológica.

Não vai ser susto se o RH recrutar um veterinário na próxima safra de admissões.

das migalhas preciosas

Enquanto um alvoroço se ensaiava na porta do escritório de um colega, eu decidi inverter a ótica.

Seria mais fácil me deixar levar pelo coro de funcionários que especulava e agredia o homem que revirava os sacos de lixo da empresa, mas eu resolvi prestar atenção.

Debaixo do braço do "mendigo" diversas revistas e semanários que ele juntou dos detritos corporativos vencidos e sem utilidade.

Fui falar com ele, saber o destino dos periódicos que ele catava. "É pra me manter culturalmente aquecido."

Mais inteligente, mais esclarecido e muito mais culto do que eu em 30 e tantos anos de vida insípida. Quem dera muita gente encontrasse no lixo o que ele traz consigo...

nada de novo debaixo da toga

Uma amiga advogada em início de carreira vem sofrendo retaliações de sua "sênior" por motivos comumente enfrentados:

É mais atinada e encara os leões com humilde coragem.

O final desta história eu já vi em vários continentes.

A mais velha, sentindo-se lesada e traída pela vida, consolida-se como a mais amarga representante do Judiciário. A mais nova, idealista e competente, se alimenta de vigor diário e alça maiores vôos.

E assim as coisas são.

domingo, 23 de agosto de 2009

executiva de fases

Consegui reverter um período nefasto que assolou meu departamento.

As coisas "são complicadas e perfeitinhas."

Enquanto o mercado me engolir, eu vou desafiando.

O melhor nem sempre é o resultado, mas o rebuliço diário que eu conjugo com verbos querer, aturar e permanecer.

forgetando o idioma

Por duas vezes recebi propostas de fornecimento de material pro parque gráfico da empresa ( papel, cartuchos, toner e familiares) endereçadas "ao Sr. Sales".

Fiquei muito tempo pensando em qual setor o diacho do Sales trabalha, e na insensibilidade do RH de não me apresentar um novo colega... até que decidi ler com bisturi nos olhos.

Sales.

Sales Manager = o gerente de vendas ( que por sinal é Silveira.)

Ah bão...

fundo de garantia e uma caixa de fluoxetina

Uma das integrantes da minha equipe deixou escapar que acha "psicólogo coisa pra veado" e que se sente incomodada com o programa de aconselhamento de carreira que oferecemos porque "é frescura."

Tentei contemporizar. Há em mim a disponibilidade pra qualquer tipo de correção - mas ela não estava disposta a um check up de valores.

Pela primeira vez em muitos anos senti um alívio absoluto em desligar alguém do meu time.

Não vai faltar oferta de emprego pra ela. Tem bastante empresa machona por aí, onde é mais fácil exercer livremente seus equívocos pessoais.

cuidado com o ferrão

O povo do trabalho fica constantemente enviando emails de natureza política, num pseudo-ensaio de voz e consciência sobre o José Sarney.

Eu nem me atrevo a politizar num domingo de chuva. Prefiro brincar com o cachorro.

A única coisa que me cabe, é lembrar que nunca esperei grandes coisas de um integrante da Academia Brasileira de Letras que tem no histórico um romance publicado com o título de "Marimbondos de Fogo."

Isso sim, é o fim da PICADA.

sábado, 22 de agosto de 2009

e a ficha nunca cai tão facilmente

Muito preocupado com a opinião de um grande cliente sobre sua empresa, o empreendedor magnânimo não enxergou num raio de 2 centímetros...

A secretária dele é que desceu a lenha na empresa numa conversa com este cliente e apontou "intimidades bagunçais" secretíssimas.

Alguém acha mesmo que é hora de priorizar a comunicação externa?

sobre crachás e pesquisas comportamentais

Meu amigo Mano Well acabou de incendiar meu pensamento.

Citou o exemplo do Grupo Pão-de-Açúcar que coloca os "nomes de guerra"dos funcionários nos crachás pra facilitar a identificação, humanizar as relações e todo o resto que-já-sabemos.

Fiquei me roendo de inveja. Penso que será bom e cômodo nos tratarmos publicamente da mesma forma com que nos tratamos à portas fechadas.

Resta saber qual dos meus apelidos vou escolher pra "publicar" mas, reservei parte do sábado pra pensar nisso e pra selecionar imagens que serão coladas no meu crachá sobre minha foto, pois farei uma experiência inédita de "semiologia quântica à luz da corporação moderna".

Por enquanto imprimi duas: uma do Pernalonga e outra do Marilyn Manson. Vamos ver o resultado disso.

Minha suspeita é que ninguém note.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

eternamente grata

Odeio o tal do crachá. Pouco me interessa se é, inclusive, pra garantir a segurança do sistema de identificação digital que instalamos.

Acho um suplício.

Em compensação o demente que fez o design, projetou os nomes tão pequenininhos que é necessário um "chega junto" pra conseguir saber como a gente se chama ou qual o cargo que exerce.

Muito legal. Temos que permitir a aproximação de gregos e curiosos.

Segurança corporativa perfeita.

Segurança e limites de acesso pessoal, liberados.

quem trabalha pra quem?

Além da minha agenda na empresa, tenho sido constantemente chamada pra prestar consultoria em outras companhias.

Este serviço extra-company nunca foi meu objetivo mas a reputação de executivas e piriguetes não tem muita diferença em relação à velocidade com que correm.

As vezes, pra minha sorte, consigo poupar a maratona. Certos clientes trabalham por mim.

Um deles me mandou um relatório completo com idéias, apontando as falhas e acertos, o prognóstico de melhoria, uma tabela de projeção de investimentos e um cronograma de execução.

Ou seja... posso tirar um cochilo depois do almoço.

eu como até o caroço

Está decretado internamente:

Mil vezes um cliente queixo-duro (mas com boa margem de diálogo e disponibilidade emocional para construir), do que um santinho da boca-mole (mas com ignorância crônica e prazo de validade intelectual vencida).

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

bonequinha

Minha melhor cliente é oriental, baixinha e adorável.

Causo inveja na criançada.

Digo que tenho minha Pucca particular que ainda por cima me paga pra eu brincar na empresa dela.

:P

mudar é quase nada quando se tem certeza

Mandei jogar tudo fora: o site, o papel timbrado, a logomarca, as cores, absolutamente toda a "identidade visual" da minha empresa.

Preocupados, os publicitários temem que soframos um colapso. Que ninguém reconheça mais "quem somos", "porque somos" e "onde estamos".

Ah... se eu soubesse que o resultado era esse teria desmontado tudo há muito tempo.

Enquanto ficarem me procurando vão conhecer certamente outras opções de mercado.

Não gosto de cliente-refém.

quiz me up

Omar*, um de nossos leitores assíduos questionou o que eu achava a respeito das pessoas que optavam pelo curso de Administração de Empresas.

Eu não sou administradora, mas convivo diariamente com uma dúzia deles. A-doru.

Neste tal mundo moderno, onde a única coisa que avança é o retrocesso, os administradores que desdobram bem a gestão de informações têm vantagens na largada.

Há quem goste da profissão e do desafio sistêmico implícito.

(Eu não presto pra isso, não.)

prenda-me se for capaz

A maior dificuldade que a independência traz é saber o que fazer com ela. (Com ela e com a liberdade, que é benefício agregado.)

Consultores que outrora pertenciam ao antigo sistema de mumificação corporativo, via monitoramento expresso e controle rigoroso de condutas, enlouquecem quando são donos de si.

Vejo isso todos os dias, inclusive na minha empresa. Antes de partir para o universo coletivo dos clientes verifico como eles imprimem o ritmo sobre si próprios.

Quem não sabe degustar a auto-gerência serve pra pouca coisa, na vida dos negócios.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

o mito do agora-já

Independe do fato de ser executiva: tenho receio de profissionais milagreiros.

Eu não sou interina de Deus. Meu tempo de resultados exige empenho prévio.

Quando alguém me pergunta o que penso de soluções fantásticas, promovidas por empresas onipotentes, eu uso as palavras do genial Ângelo Vigo:

"Essa nuvem de pelúcia
não flutua no meu céu:
o que vejo é um céu pedrento,
que promete só mau tempo."

per tutta la mia vita

Tem uma italiana na minha equipe.

Além das inovações em "estratégias para análise de mercado" que ela trouxe consigo, ainda é metida a cozinheira. Me viciou em grôstoli, até então uma iguaria conhecida por "cueca virada".

O tal fritado circula em todos os ambientes da empresa e ainda levo pra casa. A única polêmcia é o nome: não concordo em chamar de grôstoli e ela se irrita quando chamado de cuequinhas.

Pois então será cuécoli.

É o máximo que eu posso ceder.

Caty, a gostosa

Quando uma cliente insiste muito em abordar assuntos sem conexão aparente com o trabalho ( leia-se futilidades máximas e raciocínios mínimos) eu me visto de orelha gigante.

Escuto e mostro interesse, entre uma assinatura de relatório e outra.

Hoje uma de minhas clientes, vestida de Salomé Apocalíptica, solicitou uma consultoria baseada em análise pessoal: não consegue trabalhar em paz porque os homens a cobiçam muito e as mulheres a tripudiam em igual medida - por inveja, CLARO!

Na hora de apresentar minha proposta, automaticamente excluirei o módulo "auto-confiança."

Num ta precisada.

Howard, o bonitão

Toda executiva tem seu dia de cicerone.

Estou num mix de guia-intérprete e defensora do projeto para o qual um executivo britânico atracou na minha cidade.

Seremos parceiros no empreendimento. Felizmente ele é polido e gente boa.

( E sendo gatíssimo, facilita muito a vida.)

:P

terça-feira, 18 de agosto de 2009

we will roxie U

A bela dama que habita o http://olhosepensamentos.blogspot.com/ me ofereceu esta comenda virtual. Sou roxie !!! Ah vá? Cê ainda não sabia?

Sou roxie pra caramba. Já nasci roxie. Coisa de berço.

Inclusive estou franqueando a roximização de outros blogueiros.

Só pegar o selo e espiar lá no blog da nossa amiga, as regras necessárias para o bom funcionamento da empreitada.

Proud Monga keep on burning

Não consigo exercer "o oferecimento da outra face" quando levo um tapa corporativo.

Tentar, eu tento, mesmo porque não sou intolerante, maniqueísta e tonta ( exceto quando paga para tal função).

Para me usufruir com sabor adocicado e luvas de veludo, só é preciso me oferecer água, cafezinho e gentileza. Não sai tão caro.

Em troca eu revelo propostas variadas. Contratar um workshop ou work-choque, é decisão de cada cliente.

input e output

"Monga, qual a diferença entre uma executiva mais formal e enjaulada em processos e parâmetros rígidos e outra mais louquinha, igual você, em termos de chances de bons empregos?" ( Luísa, SP - por e-mail )

Bom emprego hoje em dia é um conceito bastante duvidoso. "Bom" é todo emprego que me faz crer que a permanência nele é suportável ( pelo menos até as próximas férias ).

E a diferença entre ser chatonilda e ser maluquete é como andar de bicicleta ou se matar numa aula de spinning. Nos dois casos a gente pedala, mas só em um deles a gente sai do lugar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

malhando o judas

Comprei uma escultura e vou levar pra empresa.

Depois que comecei a fazer um curso de dinâmicas de grupo com a melhor Psicodramatista da cidade, decidi que o boneco, batizado de Nofundo, será um agente depurador de nossas frustrações.

Quem estiver proliferando raiva, chega na frente do amiguinho de madeira e fala "Nofundo isso não é problema meu!!!"

"Nofundo eu não tenho culpa!!"

Extravasar faz bem.

partindo do princípio é melhor

Gerente de e-commerce está certamente entre as profissões que eu considero mais estimulantes e promissoras.

Um amigo abandonou a carreira de professor universitário, coordenador de dois departamentos para se dedicar a esta função. Criou um portal fantástico, onde comercializa produtos eletrônicos portáteis.

Não vende via cartão de créditos, porque acha o sistema desinteressante. Boleto é totalmente inviável, é processo demorado e pouco lucrativo para um empreendedor, segundo ele.

A logística de entrega? Estoque? Segurança do site?

Precisa primeiro saber o que é commerce, santo!

lei seca

É comum fecharmos grandes negócios durante almoços ou jantares e não fui eu que inventei esta celebração.

Mesmo porque eu nem concordo muito com esta mistura bagaceira: drinques, intimidade forçada, piadas de caixeiro-viajante e a gestão de um super projeto na mesma mesa.

Por isso estabeleci uma lei filosófica, sem validade jurídica, mas de pertinência inconteste:

Se beber, não retorne pra empresa.

Se retornar, não fale comigo. E se qualquer coisa sua não tiver dono, não vamos te indenizar por acidente de trabalho.

101 dálmatas

Quando todas as potencialidades e talentos parecem insuficientes para garantir um lugar no brilhante mundo dos altos cargos, percebo que as mulheres executivas transferem as angústias para os tecidos e penduricalhos.

Não consegue mais desdobrar uma tendência corporativa em resultados satisfatórios: vai pro shopping gastar em sapatos.

Não sustenta mais seu nível de empregabilidade: vai pro shopping comprar bolsas novas.

Daí que surgem aquelas legiões indefectíveis de tailleurs e escarpins todos das mesma cor, modelo e ano de fabricação, sem grandes diferenciais.

É quando a "meia-dúzia" resolve se fantasiar de "seis".

domingo, 16 de agosto de 2009

executivos semi-áridos

Alguns profissionais são rios intermitentes.

Quando chovem oportunidades eles naturalmente aumentam o volume das águas e do desempenho.

Quando é época de sêca transacional, estiagem, inverno nos negócios, eles desaparecem.

Por isso recomendo ser rio perene. Juntar todas as gotas e derretimentos glaciais ao longo do ano, para manter o leito sempre estável.

mentoring terceira idade

Fazer compras de madrugada é a manutenção mais eficiente da minha criatividade. Supermercados são celeiros das minhas "leituras" executivas. Gestão e digestão são o mesmo.

Num desses passeios noturnos conheci uma senhora de quase 80 anos que estava comprando um laptop e tentando se virar com as informações que lhe foram passadas. O aparelho, segundo ela, seria para navegar, mandar e-mails para os filhos que moram longe e fazer novos amigos.

Fiquei feliz em ajudá-la e depois disso passamos a trocar e-mails regulares, há muitos meses. Eu a tenho ensinado algumas coisinhas sobre tecnologia e ela tem devolvido belas lições de cidadania e amor.

Hoje vamos tomar um café juntas, pois preciso de uma imersão motivacional e não me ocorreu ninguém mais apto, em pleno domingão.

sábado, 15 de agosto de 2009

esqueça de me informar e apague a luz

Burrice não é opcional. É item de fábrica que os mais espertos não esperam recall da vida, e tratam de aparar antes do capotamento. Faculdade, cursos, especializações, estas checagens básicas.

Estou bastante preocupada com as limitações de um colega, pra quem democracia é coisa do "Demo" e meritocracia, vantagens oferecidas à "Meri", a copeira. O-que-não-há-de-ser a culminância dos processos de isonomia?

Prefiro nem saber ( e tenho raiva de quem sabe ).

futebol com ventriloquia

Toda executiva avant-garde conserva indícios fortes de que o mercado de negócios destrói as camadas da derme e da alma.

Só consigo assistir futebol na tevê ouvindo a locução do rádio. Imagem de um veículo, voz de outro. Desde pequena, herdei este hábito da Dona Aymeé, amiga da minha vó. As duas eram fanáticas por futebol no tempo que jogador era player. Muito fofo.

Na minha empresa estamos implantando uma ilha de comunicação interna, que inclui uma pocket-radio. Nem me interessa a programação musical e informativa.

Partidas de todos os torneios, sim. Do Cazaquistão à Noruega.

ouvintes do grito de gol

A Isabela Guedes me chamou pra dar uma espiada no seu blog http://blogdoradiocarioca.blogspot.com/.

Eu curti pra caramba. Me deliciei!!!

Ela simplesmente juntou as coisas que eu mais amo na vida: comunicação, rádio e futebol.

Poderia falar exaustivamente sobre a importância do rádio na comunicação e todo o universo que envolve este veículo sensacional, mas onde tem futebol, eu perco o tino, porque a paixão pelo esporte, fala mais alto ( ainda mais pra uma assinante de Placar e sócia do Sport Clube Rio Grande, o clube mais antigo do Brasil... sentiu meu nível? )

Então, bora todo mundo lá, alô meu pooooovo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

estudos aprofundados da doutrina

Sugeriram umas aulas de cabala dentro da empresa. Algum gênio voluntarioso que despertou o iluminado que cochilava dentro de si.

Eu vou aquiescer, sem sombra de dúvidas.

Mas dando uma personalizada nos módulos. Vão se chamar "ensinamentos de caba lá."

Caba lá o relatório.

Caba lá o serviço.

E caba lá, ligeiro, a proposta do cliente.

aportando no paraíso

Com dificuldade de alcançar o plano de metas estabelecido pelo patrão, um colega consultor me pediu apoio psicológico e fraterno.

Não sou muito boa pra chorar em dupla, porque meu estoque de crocodilagem mal dá pra mim mesma, mas trocar idéias, fazer um escambo rústico de opiniões, eu topo.

Primeira averiguação : em qual aspecto a consolidação das metas não foi possível? Num curto prazo quais as ações que reverteriam parcialmente o caos?

Ele falou que daria muito trabalho pensar nos seus objetivos e rever posturas mediante a saborosa opção de arrumar as caixas e voltar pra casa.

Ok, na próxima liga pra Granero.

pílulas de sabedoria executiva

Não importa o tamanho das férias e sim o que o retorno do (a) executivo (a) proporciona à empresa.

"Abelha fazendo o mel, vale o tempo que não voou."

:P

endo-flerte

Tava lendo que durante o velório da ex-pantera Farrah Fawcett, o viúvo Ryan O'neal não reconheceu a filha e deu uma flertada básica.

Na hora eu levei um susto, mas passada a febre moral, refleti que qualquer um pode cometer a confusão.

Eu, por exemplo, volta e meia abro uma gaveta e começo a ler determinado currículo e me animo... nossa, quero esta moça na minha empresa: boa formação, fala alguns idiomas, viajou bastante, tem uns êmi bi êi, vai na missa todo dia... chamem esta profissional já!!

Mas aí me dou conta que o currículo é meu mesmo, e que faz tempo que to por aqui.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

cangaço corporativo

Estou juntando vários manifestantes fortemente armados de argumentação e pedras, para defender a honra da minha amiga Heleninha. ( tiamunêga).

Não acho possível a chefia se enamorar de você num dia, e no outro te dar um pé.

Já basta o "rh do romance de vanguarda" que apresenta esta metodologia idiota.

Afe.

um, dois, três e já

Um amigo pediu para eu ajudar o filho num trabalho de escola. Isso porque eu sou da área de comunicação, porque se eu fosse cantora, ninguém pediria pra eu dar uma canja... mas tudo bem.

Criança dá trabalho. E eu, amigos, desisti de pegar "o bonde do filho". Não quero. Pelo menos até ano que vem...

Mas estufei o peitinho e me joguei.Era pra escrever sobre eutanásia ( claro que seria um assunto rançoso!)... Como eu não sou mãe e não tenho responsabilidades escolares, banquei esta:

" Eutanásia, Pedrinho... quando um cara pede pra ser suicidado para que ele descanse em paz e você carregue a culpa."

Feito.

eu já sabia, só tava testando

Na probabilidade de mancar pela milésima vez, eu me mantenho calada.

Mas a secretária da minha analista estava com um brinco diferente, o que me levou a crer que se tratava de algum piercing mais robusto, destes que a gente manda por na orelha quando falta espaço publicitário em outras partes do corpo.

Eu ia puxar um papo meio culturete sobre os adereços mudernos, mas logo ela me contou que foi atingida por um estilhaço de vidro, num assalto, que praticamente arrancou um naco da orelha.

Então... ler Marie Claire sempre me pareceu uma excelente opção de espera.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

fé-demais

Ouvi dizer que o critério de permanência dos pastores de determinada igreja é a produtividade financeira que eles promovem.

As técnicas que eles adotam são mistas, livres e pessoais, desde que eficientes. Também me contaram que eles se submetem à vasectomia para evitar algum embuchamento desnecessário, motivo de consideráveis gastos com manutenção familiar, visto que a prole é subsidiada pela igreja.

A diferença entre eles e a nossa empresa é que não oferecemos vasectomia e não pregamos em praça pública.

De resto é a mesma ótica: rendeu, rendeu. Não rendeu, não vai pro céu.

a aprendizagem bateu em minha porta e eu abri

Uma cliente esqueceu que eu estava de férias e mandou um email analisando um relatório que eu desenvolvi. Criticou algumas coisas. Algumas-muitas. Várias.

Eu fiquei agradecida, de verdade, e não cinicamente para manter o ritmo da "boa amizade comercial". Fui abraçada com duas jóias de pensamento.Na primeira observação, ela me disse que algumas palavras que escolhi para relatar são símbolos e símbolos produzem efeitos na subjetividade.

E arrematou dizendo que, há palavras que as pessoas dos bairros não vão entender, mas isto não é problema, pois é compromisso dela ajudar as pessoas a criar laços com a cultura. Isto ajuda a curar e a sair do lugar...

Sábia pra dedéu.

frases de pára-choque corporativo

Adaptações inúteis da cultura de estrada, para o mundo não menos inútil de processos e sistemas de gestão:

"Você acredita em vida após a morte?

Bagunce meus relatórios que você terá a resposta."

:P

intempéries

Atitude sintomática de executivo (a) neurótico é espiar com minuciosidade a cotação do dólar no café da manhã, nos jornais que dividem bandeja com a geléia e o pão, refletir sobre algum negócio emergente e confiar na previsão do tempo.

Acontece que o serviço de chove-num-molha deveria se chamar mentirologia.

A gente sai de casa com terninho de linho num frio de amargar e mendiga o cachecol do vizinho, ou sai de gola cacharrel e luvas, num sol de deserto.

Sem falar nos fenômenos climáticos-emocionais, sujeitos a muitas variações ao longo do período.

Monga de Neve e os sete anões

Me dei conta de que sou a mais velha da minha equipe. Nosso time tem uma excelente capacitação acadêmica e uma experiência de mercado boa, pros dias atuais.

Mas são bem jovens. Ou eu que ando achando qualquer coisa com menos de 34 anos bem jovem.

Tomo cuidado, inclusive, pra não propagandear a baixa idade da galera sem um pouco de cautela.

Não falta boi corneta pra me denunciar por "exploração do trabalho infantil".

Eu, hein.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

tell me what's on your mind

Eu trabalho com comunicação mas nunca to por dentro de nada. É impressionante.

Sou exilada voluntária dos modismos de meia-hora e quando todo mundo enjoou de badalar um assunto é que eu resolvo discutí-lo. Pessoas como eu nem poderiam ter blog.

Essa polêmica a respeito da grossereition da bandinha Information Society ,no Faustão, por exemplo. Não sei, não vi, nem sei que cheiro tinha.

O que eu sei é que deram muito espaço de information pros caras, que tavamnemaícomnossasociety.

"Is repetition..."

ladrão sem moral é imperdoável

Meu irmãozinho caçula tem um colega de departamento que adora me mandar e-mails desconstrutores.

Daqueles que acabam com qualquer possibilidade de argumentação estomacal. Numa dessas ofertas de sabedoria, o amiguxo me contou que demitiu um cara que era "ladrão desonesto".

Pois bem.

Ladrões honestos costumam usar métodos de ladroagem mais decentes, orra... Eleição tá aí que não me deixa mentir.

Fez muito certo de mandar o cara pro olho da rua.

tô com tudo

A bactéria do tutorial me dá coceira nas idéias.

Vai instalar um software?? Tutorial, amigo. Vai aperfeiçoar o desenho de uma letrinha no word? Ah... corre lá no tutorial... Pra tuto, ooops, tudo, o negócio fornece uma explicação completa, com ou sem imagens, etapa-por-etapa.

É a bula moderna para rabugentos em ascenção.

Eu já enfiei um esculacho nessa história. Quando eu não sei alguma coisa eu digo que vou perguntar pro "Tutu". Ninguém me perguntou quem é, até hoje.

(Sei lá, acho que dá uma humanizada na coisa.)

dobra essa, coração

Adoro receber perguntas por e-mail. Hoje tive sorte com a que recebi da Joselaine, de Dourados, Mato Grosso do Sul:

"Dona Monga, há muito se tem falado sobre a redução de papel entulhado nas empresas pois a tecnologia está resolvendo muita coisa, diminuindo o acúmulo de muitos relatórios. Ao mesmo tempo, acho criminoso rasgar ou atear fogo em papéis velhos como fazem alguns colegas. Existem outros destinos apropriados para tanta papelada?"

Lógico Jojô. Existem sim. Vou te mandar o contato de uns amigos que dão curso de origami, já ouviu falar?


amor de asno

A aquisição e uso adequado de mecanismos de mola corporativa, sempre me agradaram muito. E não é pelo impulso que a mola imprime, mas pelo formato espiralado e sinuoso.

Minha equipe discute cada plissagem dos processos e dos programas de gestão adotados. É uma realidade interna, uma espécie de oficina coletiva.

Ultimamente porém, o namorado de uma colega se transformou num interveniente informal de pautas profissionais. Em princípio ela nos trazia as opiniões caseiras dele ( noites boas rendem grandes idéias executivas, eu suponho.)Depois não. Ele mesmo passou a frequentar a "clínica executiva" e propor seus remédios pra gestão fitoterápica.

O amor é coisa linda... Lá no banco da pracinha, de preferência.

nem sempre ganhando

Perdi uma aposta e como auto-reconhecimento da minha fraqueza executiva, o castigo será incomum: apresentarei cada item de um novo projeto enquanto danço single ladies, da Beyoncé.

Quem não sabe o que me espera, dá uma garimpada no iú túbi pra ver só a coreografia difíiiiiiicil.

A garotada não vê a hora de eu voltar das férias, oficialmente.

"ô ô ô ô" ( já to ensaiando a dublagem... :P)

dama de ferro da bunda mole

A Margaret Thatcher era a mulher-maravilha da minha infância. Eu não tinha a menor noção política ( como ainda não tenho) e a velha num era fraca.

Adorava ficar lendo as frases que ela empunhava. Uma dessas pérolas me ocorreu hoje "O consenso é a negociação da liderança."

Com senso ou sem senso, minha liderança tá sempre a disposição de qualquer observação, desde que venha acompanhada de técnicas de negociação delicadinhas.

Eu definitivamente não sou de ferro, igual tia Tátchi.

E se o fosse, estaria soltando ferrugem faz tempo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

vendedora, a rainha do deserto

Tô analisando um currículo. A pessoa em questão, que já passou por todas as fases e fezes seletivas na minha empresa, é capaz de vender pente pra careca.

Sabe como vender. Tem talento. Tem feeling inato. E tem limites próprios.

A única coisa que pega é o visual.

(Usa muita maquiagem e tem mais acessórios que penteadeira de drag queen).

calabouço executivo

Escondido e inacessível no seu habitat empresarial, um amigo telefonou amargurado com a vida.

Não sei muito o que dizer nestas horas. Sou pentelha. Pra mim tá sempre tudo bom, até quando tá ruim.

Quando to na treva não sei gastar energia soluçando.

Procuro gastá-la s-o-l-u-c-i-o-n-a-n-d-o.

Nem sempre funciona, mas o empenho na tentativa é mais a minha cara.

é a mesmice mesmo

Agora mais do que nunca se tem investido na Gestão de Desempenhos e Talentos com programas personalizados de Performance. Com eles se cuida da produtividade e se mobiliza novos patamares e estratégias.

Chegam até mim ,diariamente, toneladas de correspondências de empresas que existem para ensinar outras empresas "a se dar bem". Esta metalinguagem corporativa é a oportunidade ideal que muitos almejam.

Não me refiro a receber conselhos e pagar por eles e sim dar conselhos e receber por eles.

domingo, 9 de agosto de 2009

metodologia rasteira

Ficar surpresa é o que me surpreende...Chegou agorinha este e-mail :

" Monga, qual a chance de eu conseguir ser promovido e derrubar um colega da vaga que ele ocupa, se eu estudar tudo que ele sabe mesmo que eu não faça a pós-graduação que ele fez?" (Arthur R. - Limeira )

Mais ou menos a mesma chance que você terá de contrair uma DST assistindo a um filme pornô, sozinho em casa.

(Não to aí pra tirar esperança de ninguém, viu? )

ela certamente me conhece

Ah! Espia lá o blog da Maria Paula Alvim : http://mariapaulaalvim.blogspot.com/.

Ela retratou um dia comum no meu backstage corporativo, com certeza:

"QUANDO ELA COSPE FOGO

Plácida superfície, interior em contínua ebulição
Quando não se aguenta mais, dá vazão - lavas ígneas, pétreas.
Depois tudo volta ao que era antes."

(Bravo!)

a preço de banana

Ajudei o dono de uma empresa a refletir sobre algumas coisas que o estavam aborrecendo. Não foi um contrato de prestação de serviços, foi uma conversa, uma gentileza que fluiu sem previsão.

Talvez seja por isso que ele encontrou uma forma alternativa de me "pagar". Mandou entregar na minha casa um cacho de bananas-da-terra que colheu na sua chácara.

Considerei o gesto bem simbólico. Primeiro porque meu serviço, ainda que informal, vale bananas! Isto é um progresso importante! Segundo, porque ao despachar a encomenda pra mim ele se desembananou mais um pouco.

Vai com casca ou descascada? :)

ao contrário

Uma ex-colega sempre falava:

"Se você quer saber se o cara serve pra trabalhar na sua equipe, imagine se você o convidaria pra almoçar na casa dos seus pais."

Pra mim sempre funciona da seguinte maneira:

"Se você quer saber se o cara serve pra almoçar na casa dos seus pais, perceba se ele guenta o tranco de trabalhar contigo."

:P

dia dos pais

Pais são excelentes pontos de referência profissional.

Ou você segue o legado do coroa, ou você a-b-o-m-i-n-a a área de atuação que ele escolheu e desenvolve um mecanismo emocional de ejetar qualquer coisa que remeta à profissão dele.

Eu tive a sorte de me apropriar ( e não é a primeira vez que conto isso no blog) de características maravilhosas tanto do meu pai biológico quanto do adotivo.

Por isso que me tornei esta profissional improvável : executiva demente com coração bom.

Feliz dia dos Pais.

sábado, 8 de agosto de 2009

meninos, eu vi!

Experimentei hoje o último suprimento de paciência com um ser humano.

Ao entrar numa loja, um "gentil" cavalheiro estava aos berros com a vendedora. O primeiro em posição de ataque e discórdia, a segunda em posição de defesa e pavor.

Eu não compro "barraco em consórcio" mas desta vez não segurei a onda.

O cara me mandou àquele lugar ( onde reside a mãe dele, claro) e ainda falou que eu era uma "solidária idiota por defender uma profissional ruim." Talvez ele tenha razão. Não conheço o perfil da moça. Mas nada o credencia pra um gesto tão eqüino.

E solidariedade idiota é repartir cachaça com os amigos.

discorda pra você ver

E quem há de duvidar que excesso de descanso, cansa?

Dá a sensação de estar empanturrada de vazio.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

ó a tontura

Um publicitário da minha city usa sempre os mesmos ganchos de comunicação pra expressar seu espírito vanguardista ( hein?) na gestão que exerce.

"Visão de giro." "Olhar de 360 graus." "Ótica rotatória."

Hoje ele enviou uma correspondência eletrônica pedindo minha opinião sobre estas frases institucionais.

Refletindo apropriadamente, acho mó legal.

Desde que nenhum cliente sofra de labirintite. Muito rodopio faz mal.

só vai quem está de saída

Alguma vez li que a Dercy Gonçalves falava que não iria morrer, iria desaparecer.

Mesmo avessa à bocarra escancarada que ela tinha, eu enxergo nesta frase uma realidade aplicável para as pessoas que trabalham, que desempenham uma profissão, um ofício, um compromisso.

É a única forma da gente se sentir meio highlander.

O mais cético dos agricultores reconhece que alguma semente sempre germina assim como a mais cética das executivas reconhece que algum projeto, por mais esculhambado que seja, deixa uma opinião ou uma referência.

(E mesmo que a gente parta, a opinião fica. Ou a referência. Ou ambas.)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

não bate que eu gamo

Recebi uma proposta muito bem defendida por parte de um grupo de consultores americanos.

Eles querem trazer alguns cursos para minha empresa, de orientação a respeito de imagem no universo digital.

A-dorei o apêlo emocional, com um certo timbre mexicano " Não deixe que a imagem da sua empresa seja destruída por bandidos cibernéticos. Ensinamos a combater crimes e atentados morais contra seu empreendimento."

Minha franqueza me obriga a dizer: faz tempo que eu desejo que alguém tente destruir a nossa imagem.

Vai ser um consolo saber que a gente tem alguma imagem construída.

trocando as bolas e os mangás

O executivo responsável pelo Knowledge Management System (Sistema de Gerenciamento de Conhecimento) de uma empresa com quem divido um projeto, chama-se Danilo Naruto.

Isso mesmo. Ele é filho de japoneses e Naruto é seu nome oficial, de batismo.

E eu, lógico, durante uma falta de oxigenação-cognitiva-súbita , chamei o moço de Danilo Pokemon.

Uêpa.

a que ponto chegam os oráculos modernos

Tava em dúvidas se me permitiria esticar as férias.

Precisava de um estímulo. Veio do rádio, num desses programas de flashback.

A Paula Toller cantou de forma bem audível " fica mais uma semana, neste tempo a gente engana....la la la"

Certo.

Replay: "Fica mais uma semana, neste tempo a gente engana."

Parece que o compositor fez pra mim, mesmo... " sempre tive medo, das suas idéias..."

Há.

raio-x da porquice

Existe um estudo microbiológico sobre executivos e seus hábitos de higiene dentro da empresa.

Segundo os dados apurados a maioria que almoça in company não escova os dentes depois de se embuchar de comida.

A pesquisa diz ainda que as mulheres executivas se preocupam com perfume que dure todo o expediente, mas quase não lavam as mãos entre uma tarefa e outra, mesmo em época de gripe suína.

Depois desta chamada de alerta, suspendi o calendário de capacitações técnicas e vou investir nas ações de faxina corporal da equipe.

armações, trambiques e afins

Calote é um troço tacanha.

E tratar com caloteiro exige várias doses de epocler.

A pessoa não te paga e como justificativa, diz que não usou o projeto publicitário que contratou.

Ora, ora.

Vou correr lá na loja e dizer que não pago os sapatos que comprei porque tenho andado descalça. E que talvez até os devolva.

Ainda por cima vou pedir desconto por ausência de chulé.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

nova modalidade de golpe corporativo

Bastante satisfeita com o próprio desempenho no enxugamento de gastos, a nova assessora de cálculos desesperadores da minha empresa revelou sua fórmula.

Para diminuir nossos débitos com contas telefônicas, ela disponibilizou o próprio celular, que recebe promocionalmente uma tonelada de bônus por ligações recebidas.Durante o expediente ela empurra as ligações pro seu número particular. Até aí eu mantive a calma.

O entusiasmado pulo do gato: ela tem transformado uma conversa de 2 minutos numa exaustiva e repetitiva abordagem dos assuntos, na marra.

Fiquei boquiaberta!!

Pedi pra parar com o seqüestro. (Nada relâmpago, por sinal.)

linfonodos

"Monga, o que fazer quando um "caroço" gigante atrapalha nossa atuação no trabalho. Assim ó: um colega insiste em usar meu pc, em mexer nas minhas gavetas, se gaba e toma pra ele os méritos e todo mundo acaba debochando da postura dele que é ridícula. Um "caroço" assim, é complicado, amiga. O que fazer?" ( Débora, Poços de Caldas, MG - via mail )

Debbie, se todo mundo debocha, é porque todo mundo consegue visualizar o tamanho do medíocre.

(Que aliás não merece nem ser chamado de caroço. No máximo, uma íngua)

não há de ser nada

To entrevada.

Destruí a última articulação que prestava na minha perna, e mais uma vez vou ter que reconstituir o joelho. Não que eu me importe de trabalhar de muletas. Não me importo mesmo.

Consigo até cantar, como prova de que nada me desanima:

“Ando devagar porque já tive PERNA, e levo esse sorriso porque já chorei demais...”

10000 maniacs

A corporação blogueira aqui bateu a marca dos 10 mil acessos.

Agradeço a todos que fazem o sacrifício diário de desviar a atenção de suas rotinas maravilhosas no trabalho para me fazer companhia!!! E vamos manter os acessos, gente!

Principalmente os acessos de riso.

dúvida atroz

Algumas pessoas carregam sacos de cimento e abastecem a carreta.

Outras dirigem a carreta.

E outras são donas da frota.

O que determina estas posições? O nível de estudo? A capacitação? A facilidade política?

Não sei. E não saber é tudo que sei, ultimamente.

É a crise das férias em sua reta final.

morte aos ponteiros

Trabalha-se em parceria com o relógio porque o mundo é ingrato. A divisão do tempo deveria ser particular e administrada individualmente. Não haveria nenhum tipo de atraso no planeta, nos serviços, nas relações, nos batizados e nos suicídios.

No máximo, diferença de “fusos particulares.”

Só to falando nisso, porque não me sinto muito a vontade de fazer nada no ritmo imposto por “alguém externo a mim”, seja no desenrolar de um serviço, seja na escolha de uma atividade lúdica . Rigidez me faz mal.

Militar já basta meu pai, e felizmente, na reserva faz décadas.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

sétima arte motivacional

Karatê Kid encerava carros pra aprender a se defender. Pintava cercas. Lixava assoalho. Fazia vários servicinhos de estivador que se revelaram o mais perfeito condicionamento pra sua posterior carreira de chutador e socador.

Depois do assalto na empresa vou usar a metáfora do Mestre Myiagi. Vamos cavucar a terra, carregar sacos de areia, enfiar a mão no espinho da roseira, arrumar as gavetas que depois eu invento alguma analogia com a vida corporativa.

(Tem tanto executivo pagando os tubos pra passar um final de semana fazendo trilha no meio da mata... meus amiguinhos nem vão precisar ir tão longe...)

ode ao funcionário bombril

Pequeno hai-kai corporativo:

"Nunca soube o que é solidão: eu, sozinho, sou uma multidão".


( embora o salário não obedeça esta proporção.)

direitos do consumidor

É bem comum em alguns estabelecimentos, a aplicação de multa pela perda da comanda. Ainda que arbitrária, ilegal e oportunista, esta medida é um golpe que garante nada, a não ser raiva e discussão fatídica de não cumprimento da “determinação”.

Numa das consultorias que prestei, apliquei na empresa contratante multa pela perda de comando.

Se mané perdesse a rédea da gestão, biiiiiiiip... faria valer meu "controle de consumação corporativa".

(Mais meu couvert executivo, claro).

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

boletim de ocorrência parte II

Por mim a frase "dos anéis que se vão e os dedos que ficam" não é consoladora, não.

Prejuízo fere "os sentimentos do bolso".

Mas a seguradora desentuba essa.

Ainda bem que o cofre de guardar idéias é difícil de ladrão levar.

Só decapitando.

:P

boletim de ocorrência

Os ladrões fizeram uma limpa nas nossas instalações, e o que não puderam levar, destruíram, naqueles rompantes de agressividade e violência urbana.

Se eu vou antecipar minha volta das férias? Não. Se eu recomendei algumas providências cabíveis? Lógico.

Uma delas foi que meus colegas dançassem em meio aos cacos, igual os gregos. Que pisoteassem os destroços resguardando apenas a precaução necessária pra que mais ninguém fosse "alvejado com os estilhaços da NOSSA destruição".

Pra levar na vida: nossa desgraça não pode ser nada além de louça quebrada da porta pra dentro.

Cabeça erguida!!

Podemos estar sem pratos, mas alimentos, estes nós temos em fartura.

absolutely right ponto com

Adoro chinelos.

Chinelos, camisetas brancas, meu cabelo sem chapinha à la Biro Biro, minhas tatuagens e tudo que destrua o estigma de executiva barbie. Mesmo porque eu ganho pelo que PROduzo e PROmovo, e não pelo poder fashionista.

Vai ver que, por esta razão, ao me ver com um notebook, bem à vontade e com cara de neo-hippie, uma senhora soltou essa pro marido, na mesa ao lado, num inglês macarrônico:

"Hoje em dia qualquer miserável tem computador portátil."

Eu respondi, em inglês pouco mais confiável: " você tem toda razão! "

100 graus de miopia

Certo cliente da minha empresa há meses desrespeita a hierarquia das relações e tratos com cada um, no seu quadradinho. Exige sempre reuniões com as pessoas erradas pro âmbito de soluções que está buscando.

Quer voz decisória de quem não a tem. Quer papo financeiro com jornalista. Comunicação com o setor de finanças. E gerência com o estagiário.

Por muito tempo refleti se nossa postura de apresentação dos setores, cargos e níveis de envolvimento estava equivocada, transformando a visão acerca de nós num complicado jogo de adivinhação.

Mas agora com tempo pra pensar, concluí que não.

O cara é realmente tonto e propenso a enxergar com lupa quebrada o foco que lhe interessa.

as pessoas sempre sabem

"Monga, estou com problemas em relação às atitudes que um funcionário adota por conta dele, sem me consultar. Como que um cliente consegue perceber que certo comportamento destoa da política da empresa, que é algo adotado pela ótica particular do funcionário?" ( Carlos, Ribeirão Preto - por email )

Interessante... Mas fique tranquilo, Carlão.

Quando eu era pequena, as visitas sabiam que o hábito de fazer xixi nas calças era uma coisa muito minha, e que certamente a mamãe tinha me orientado a usar o banheiro.



garanta o seu

Este selim recebi da Aninha-coisa-amada, gestora do http://aninhaleme-gettingreal.blogspot.com/, um espaço pra lá de delicioso.


Não tem jeito de eu seguir as regras, está além da minha capacidade de engessamento... mas já que eu conto com a compreensão de todos meus amigos leitores, divido o selo com aqueles que considerem viável manter a brincadeira. Sirvam-se.


Aninha, muito obrigada.

domingo, 2 de agosto de 2009

as novas profissões do mercado ( II )

Mercado é muito injusto com as mulheres. Os homens aí, sempre dominando as oportunidades, inclusive em se tratando de fornecer matéria-prima.

Agora existe uma empresa colombiana produzindo um creme cosmético à base de sêmen.

E eu achando que os frutos do meu suor eram os mais valiosos.

Bá.

as novas profissões do mercado

Vieram me oferecer uns colares bem bacanas feitos com sementes e outros pertences telúricos, recolhidos da natureza. Realmente um trabalho bem bonito.

O artesão me encantou com a gentileza e simpatia. Mas tudo acabou tenso no exato momento em que chamei as bijus de artesanato. Ele me deu mó bronca!

“É biojóia! A matéria-prima ecológica me torna um biojoalheiro, não sou artesão.”

Ta. Desculpa aí.

To até pensando em montar uma oficina na empresa com essa prática joalheira de valor socioeducativo. Vou mandar todo mundo ir “catar coquinho.”. Com todo respeito.

é fato

Sempre vou me chocar ao ouvir uma profissional com 28 anos de trajetória falar que nunca foi feliz e realizada, em nenhuma fração de tempo em que esteve atuando.

Ela poderia ter me dito que eram 28 horas, que minha tristeza seria a mesma.

A amálgama “felicidade e trabalho” deveria compor a realidade de qualquer ser humano. Satisfação no que se faz é fator determinante pra basicamente tudo, e não concordo com o discurso ranheta de alguns executivos que entregam os pontos conformados ou reclamam diuturnamente da vida.

Realização adquire-se a partir da capacidade inventiva de erigir seu próprio castelo, camaradinhas.

sábado, 1 de agosto de 2009

reengenharia de marketing

Esta é a propaganda que acabei de ler num panfleto, em espanhol ( livremente traduzida pro mongonês brasileiro), de uma clínica odontológica super chique:

"Cuidamos dos seus dentes, mas só Jesus te faz sorrir."

Meu sorriso é muito profano pra receber uma Obturação Divina.

E alegria é coisa de banguela.

massagem com gergelim

O mundo contemporâneo é um paiol de surpresas. Quase todos os executivos com quem convivo almejam uma profissão alternativa (embora não movam uma palha pra alcançá-la). Alguns estudam gastronomia, enologia, cosmiatria, dança, teatro e jiu-jitsu.

É a tendência de deslocar energia do que não presta pra um projeto desejado ( que se basta no seu papel de sonho, sem necessidade de virar ofício real). Agora.... existem pessoas com talento inato pra outras áreas.

O massoterapeuta que me atendeu hoje cedo é um exemplo disso. Ao perceber que estava "levando uma sova", perguntei qual era a experiência profissional anterior dele.

Ele respondeu: padeiro, moça.

Explicadíssimo.

a profeta da boca mole

Eu deveria ser impedida judicialmente de dar conselhos nos momentos em que estou com a ironia inchada.

Acabo sugerindo aos profissionais da minha área ( mongocomunicação ) que aprendam algum ofício mais digno.

Serve qualquer coisa: de trompetista de banda marcial à pedreiro de casa de boneca.