sexta-feira, 31 de julho de 2009

já era

Pois não teve jeito. O problema de diarréia da empresa no atraso de um pagamento veio me dar cólicas aqui, bem longe de casa.

Tenho em mente que profissionais jovens, com pouca bagagem tendem a "dramatizar os ruídos que os sinos dos negócios emitem".

Faz parte. Atraso. Falta de energia. Corte imprevisto. Mal estar. Mal humor. Desapontamento. Raiva e difamação. To acostumada.

Por mim, o choro é livre, as partes pensem o que quiserem que eu vou ali por minha consciência pra dormir junto comigo, que eu e ela não nos devemos nadinha.

zero approach

Não beber me reserva toda exclusão a que sou capaz de suportar.

Nas férias onde todo mundo tem compromissos etílicos, eu fico ao bel prazer da água embolotada (com gás), única companhia líquida que divide a mesa comigo.

ai caramba

Dumping é um esquema, em formato de conspiração desleal onde uma galerinha se junta pra blindar a concorrência. A postura é arquitetar a prática de precinhos liquida total pra dominar o mercado e depois descer o sarrafo.

Eu tava conversando sobre isso com um grupo de empresários que conheci, quase todos do setor têxtil. Só que eu falava doping o tempo todo, pra me referir ao dumping. A sonolência me deixa débil.

Eles devem ter pensado que eu era a própria "chapadona". Com certeza.

Mal sabem eles que a única prática ilícita que tenho alimentado é o consumo compulsivo de assuntos trabalhistas nas minhas férias.

Roberta e sua pimpolha

Quer coisa mais mimosa que criança?

Recebi a visita da Roberta, e andei dando uma passeada pelo blog que ela gestou e pariu (http://meuprojetinhodevida.blogspot.com/).
Vale à pena, gente. Uma gostosura. Só vou ter q discordar do termo “projetinho”.

O fazimento de um filho é projetaço!

Um beijo pra pequena Luisa, de quem eu já tomei emprestada a expressão “feize unho” (quem sabe uma nova tática de comunicação corporativa para salões e manicuras.)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

falando em comentários

A "caixinha" que contém as impressões ( isentas de tributos...rs) sobre meu blog é motivo de muita alegria e pensação diária.

Eu a chamo de “corporação suspensa”.

Nela o salário é curto, mas a satisfação garantida. Ou seu comentário de volta, no problems.

:P

as aves que aqui gorjeiam

Hotel é a chance rara de experimentar todos os conceitos de gestão, marketing, psicologia e finanças.

Não falo em dirigir um hotel. Falo em estar hospedada num, seja no cafundó que for.

Fui reclamar do meu "vizinho de quarto" na recepção. O cara grita a noite toda, derruba objetos, pula na cama, tem contrações de histeria de 5 em 5 minutos.

Recebi a instrução de ficar quietinha. Parece que ele é um figurão poderoso de uma organização de fins impublicáveis, e sua estadia tem gerado uma espécie de terror velado entre turistas e funcionários.

(Descobri que adoooro gritaria. Inclusive vou fazer coro, pra ver se caio na simpatia do sujeito.)

pneu sobressalente

A imprensa ta dando bastante destaque pra volta circunstancial do Schumacher, suprindo a saída não prevista do Felipinho.

Estas reflexões poéticas-corporativas, se o copo pela metade ta meio cheio ou meio vazio caíram em desuso interno, na minha alma. Perdi de viver grandes momentos, experimentando a retórica emocional ao invés de ir lá tirar os sapatos.

To até meio "enchida" de ouvir as pessoas em volta, vindas de vários lugares do planeta, considerarem se o gesto do piloto foi solidariedade legítima, ou golpe oportunista e financeiro. Não acho que seja tão relevante a conclusão de uma hipótese ou outra.

O fato é um, incontestável. O Schumas saiu de sua aposentadoria pra guiar o desgoverno provisório do guri que ta arrebentado, numa cama de hospital. Louvável.

Se algum colega aposentado quisesse ocupar minha cadeira nas férias, eu acharia legal. Porque eu sempre rodo sem estepe.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

to off, santa

Problema xing ling, é aquele que você esta de férias no Paquistão e ele te acha. A doida da sua colega desconsidera a ordem de não telefonar e telefona.

Pronto.

Eu instruí que ela se virasse como se eu nunca mais na vida fosse aparecer na empresa.

Que encontrasse uma solução imediata como se eu tivesse morrido e o curso das ondas tivesse que seguir ( pq ele sempre segue, meu povo). Ela suspirou " nossa, mesmo com um problemão destes, com atraso de pagamento de projeto, voce se mantém metafórica e desafiadora, falando em nunca mais voltar como forma de estimular minha criatividade."

Que metáfora?

Com um quiabo desses entalado aí pra minha volta, considero viável a hipótese de sumir mesmo. Pra sempre.

let the river run

Ouvi de um amigo, um dia desses, que ele trabalhava numa empresa “curva de rio”.

"Nela só permanecem os entulhos, dejetos e detritos corporativos."

moça bonita não paga, mas também não leva

Existe uma infinidade de maneiras de se conseguir destaque, de se sobressair num mar de geometrias iguais, onde todos são chatos, incompetentes, aspirantes aos mesmos postos de chefia.

Os que têm certa facilidade com gestão de desafios, se enfrentam, promovem redistribuição interna de comportamentos. E chegam lá. Não vão esquentar banco no mesmo setor, quiçá na mesma empresa.

Os que têm “download limitado” fazem uma “promoção” bem bobalhona de si mesmos.

Dão qualquer desconto.

Vendem-se de 1,99 por 1,98.

confusa

Fiquei sabendo que meu tio pediu licença da Concessionária de Energia onde ele trabalha há mais de duas décadas, num cargo bacana.

Motivo: L.E.R (Lesão por Esforço Repetitivo).

Origem do dodói: exaustivas partidas de jogos online, durante todo o expediente.

Realmente, faço bem em ser workaholic.

Vagabundice em demasia, adoece.

Ou será o contrário? An?

gostei, hein?

To lendo um livro, nos milésimos de segundo que sobram entre o lazer e o à toismo* (*do recém incorporado espírito de “manter-se à toa”.)

Na leitura distracional e instrutiva, aprendi que a palavra confiança deriva da palavra forte, que em escandinavo antigo grafava-se “traustr.”

Imagina que chique, ao invés de inventar motivos lingüísticos pra agradar o cliente, neste corporativês previsível e limitado, falar que “construímos uma relação com fortes laços escandinavos”.

Capaz de rolar.

trem bão o tal do descanso

A Aninha Leme deixou um pedido publicado na caixinha de comentários, que era pra eu contar ( ou esnobar) segundo ela, o que de "óoootemo eu tenho feito" nestes dias de licença.

Não sou muito chegada a esnobismos (de ordem inútil), mas neste caso, e por se tratar de pessoa querida, eu me permitoooo.

Meu esnobismo master de hoje é falar que eu tenho pernas.

E que elas estão pro ar, obrigada.

:P

terça-feira, 28 de julho de 2009

vou de táxi, mas só com você

Fiquei olhando os táxis enfileirados hoje cedo e pensei que a gente não decide muito em qual deles trafegar, já que a disposição dos automóveis e a dinâmica do fluxo destes veículos é uma coisa meio imposta.

Cê ta com pressa, quer se deslocar, vai logo se jogando na primeira disponibilidade que aparece. Eu nunca vi ( e ouvi) alguém falar " vou esperar aquele lá do final da fila pq eu PREFIRO" ( seja lá pelo motivo que for.)

Na vida profissional da gente as vezes rola uma marmelada dessas. A gente tá com pressa de ir pra algum lugar e embarca na primeira condução que cruza o caminho.

E nem sempre vai parar no lugar de destino.

"lucia in the sky with diamongas"

Vou deixar um beijo público e despudorado para a Lúcia* que me confiou seu currículo, por e-mail, como forma de rebater a brincadeira do post de ontem ( no qual sugiro que adoro mesmooooo todas as anarquias e infrações previstas na Lei da Felicidade Corporativa.)

Lucinha, pega aí um beijo com sabor de café de aeroporto!

obrigação ou dedicação?

Fico me perguntando se a atividade de postar é uma construção do meu prazer, ou se virou mais um ofício laborioso.

(Como se a correnteza de tranqueiras não fosse suficiente.)

Na verdade, a reflexão, é porque eu to de férias. E a cabeça tem que continuar trabalhando.

Senão pifa.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

la dolce vita

Uma pessoa me falou que estava desejando sair no meio do expediente para curtir uma sessão de cinema e desanuviar o céu de emoções ruins.

Perguntou se seria muita irresponsabilidade uma atitude destas. Embora ela não trabalhe comigo, conversamos sempre sobre impressões cotidianas, incluindo-se aí as aventuras laborais.

Sinceramente eu falei que ela estava certíssima. Me pus no seu lugar. Eu faria a mesma coisa. E não é porque eu coordeno uma turminha, porque eu sou chefe ou qualquer frescura dessas. Eu aceitaria esta postura de qualquer um.

Nem é pra fazer média. É porque eu adoro gente que não se negligencia. Quem se ouve, quem se respeita e sabe seu tempo de "render" e "recolher", pode tudo.

Pode até me mandar o currículo.

ó a piada

Uma colega exibia pelos corredores agora há pouco a fatura graciosa do seu cartão de crédito, com uma oportunidade especial de parcelamento: 12,9% ao mês!!

Assim... eu malemal sei quanto é um mais dois, mas definitivamente este índice não me parece tão atrativo. E eu com isso que esse seja o padrão do mercado!!!!

É um abuso com A maiúsculo e farol de neblina.

Credus.

mentindo com carinho

O canal de televisão da "aldeia local" me brindou com uma matéria muito interessante.

O assunto foi o grau de mentirismo nos currículos que são distribuídos aqui na cidade.

Não vi novidade nenhuma. Eu já conversei com fluente em alemão que quando comecei com um "Ich heisse..." me respondeu "sáude!". Nem estou contabilizando aqui os pós-graduandos em Marketing que não sabiam o que era branding. Tudo-normal.

Faltar com a verdade ou incrementar o currículo com ficção científica corporativa, é um traço cultural, eu deduzo.

Por isso que na minha empresa eu não me prendo muito na cor da sacola. Quero saber é se ela carrega peso numa boa.

domingo, 26 de julho de 2009

26 de Julho, dia do amor

Fui criada por uma avó maravilhosa.

Ela me deixou uma goteira importante, que resiste a todos os telhados novos que porventura eu vá ganhando da vida.

E eu junto nos meus baldes, cada pinguinho que eu posso, mesmo na sua ausência.

Feliz dia dos Avós, pra todos os leitores que tem a honra de beber um amor assim!

let's dance

Aí do lado está o resultado da pesquisa que propus há uns meses.

Não posso dizer que tenha me surpreendido, mas gostei de ver transformadas em índices estatísticos as opiniões dos amigos que passam aqui pela "firma".

Quem sabe estas brincadeiras despretenciosas consigam na verdade um efeito bem mais legal... fazer com que a gente pense em que ponto do baile o sapato fez bolha no pé.

Refletir sobre a vida profissional é exercício de poucos dançarinos.

Me dá a honra da contradança?

:P

vou morrer e não vou ter visto tudo

Indiquei um cliente pra uma colega que é analista de finanças de primeira linha!

Hoje ela me ligou, contando que não vai rolar a consultoria, já chorando as pitangas no telefone. Achei esquisitíssimo, em parte, por conhecer os perfis de ambos os lados desta "emboscada". A empresa está com os dois pés no abismo fiscal, e minha colega consultora é a super nanny que ajeita qualquer comportamento inadequado.

Indaguei os pormenores desta (precocemente) abortada missão.

Ela me disse que o executivo confidenciou que a empresa está há 5 anos sobrevivendo ao furacão, sem equilíbrio nenhum. E ela, foi bem sincera: "ahhh... não tem saída então... melhor fechar."

Queria o quê? Que ele pagasse por esta revelação animadora??

incompetência móvel

A empresa de telefonia móvel quis me cobrar uma taxa absurda pelo serviço de "roaming em outras bandas" pra onde tô viajando.

Não houve acordo. Não me convenceram, me trataram super mal e eu quis cancelar definitivamente o plano. Aí eles apelaram pra uma multa rescisória, pensando que me dissuadiriam de cair fora.

Pois eu deixei claro que vou pagar e com muita alegria!

O motivo é básico: não é mexendo no meu bolso que eles vão me manter na operadora. É garantindo a minha satisfação como usuária e tendo o mínimo de presteza.

Neste caso, podem ficar com o troco.

a definição de Debbie

Já chamei meu ócio de muitas coisas: "tédio extenuante", "dolce far niente" e "zerolândia".

Ontem lendo uma revista Cláudia ( do mês de julho), vi a perfeita definição da atriz Débora Bloch para seus momentos ociosos: NADISMO.

Achei excelente!

sábado, 25 de julho de 2009

fé em Deus e pé na tábua

Imagina só.

Você está num treino de qualificação, guiando seu carro, ciente do grau de controle e ajuste homem-máquina, e é imolado pela rebimboca da parafuseta de um carro adversário. Algo, vindo de alguém, te tira da pista. Te fere, amassa a tua lataria e quebra tua cara.

Fiquei pensando nas vezes em que vinha tranquilona guiando meu carro na auto-pista empresarial, e algum colega, parceiro ou competidor me lançou pra fora do circuito. E igualmente me feriu.

Eu torço muito pra que o Felipe se recupere. E penso mais uma vez que o sucesso não depende só do nosso gabarito como piloto, porque cada curva guarda em si uma supresa e a possibilidade de nos tirar do Grand Prix.

é business plan, malandro

Um dos maiores fenômenos na administração da ( própria) carreira que eu conheci me contou ontem uma historinha sensacional.

Logo que se formou na Universidade, ao contrário dos colegas que engataram uma série de viagens e especializações por vários países e eram assíduos em todos os Congressos da Área de Negócios, ele não tinha grana nem pra ir ali na 25 de Março.

Começou a fazer um investimento diferente: fornecia aos colegas uma listinha de endereços dos seus clientes e pedia que remetessem postais pelo correio como forma de dizer ao mercado " estou aqui em Londres para me aperfeiçoar, lembrei de vc!". Foi assim que começou a ganhar destaque e pôde conquistar mais e mais espaço.

A primeira providência dele quando os ventos mudaram, foi ir, de fato, aos países que ele só conhecia de "encomenda".

sexta-feira, 24 de julho de 2009

pensa aê

E se a gente ao invés de "tomar decisões", "comesse decisões" ?

A digestão corporativa seria diferente?

coisas que o êmi bi êi não pode te dar

O que é etiqueta corporativa?

Pra alguns é o rótulo do poder aquisitivo que o emprego ou cargo lhe confere. Um carrinho importado, uma pseudo-naturalidade pra falar de coisas "sofisticadinhas e de bom gostinho", enfim... é etiqueta LITERALMENTE. Cabe num adesivo de "caríssimo."

E pra outros, etiqueta corporativa é uma cova menos rasa.

É coisa de carinho, tem a ver com ser querido, com ser acolhido e não temido, tem a ver com relações que se constrói no abraço e não se forja, igual metal.

Tenho visto tanto executivo milionário-pobre... mas tão pobre que precisa despejar seu lixo emocional na cestinha alheia.

mentirinha inofensiva

Mentir é um hábito razoavelmente saudável pra resguardar bons modos. As vezes.

As relações comerciais tem em si, um número certo deste marcador, que indica como expandir e contrair a falta de verdade, à medida que necessário. E frise-se bem, tem a ver com relações emocionais ali contidas, e não com a legalidade da transação.

Uma cliente me deu um cano disneylândico. Só faltou luzes e desfile do Mickey.

Mandou um torpedo, contando que sua mãe estava internada no hospital, muito doente, quase em estado comatoso. Isso depois de me fazer esperar, de pé, na chuva, por muitos minutos.Por uma infelicidade do destino, no exato instante que recebi o sms, a mãe dela estava chegando em sua empresa e falou " nossa, minha filha está passeando nos EUA, não te avisou?"

Eu respondi ao sms dela: " Sua mãe teve uma melhora súbita e está aqui comigo na sua empresa. Mande rezar uma missa de Ação de Graças."

:P

o motivo do ofício

"Penso que se escreve para um mundo onde se possa viver".

Olha a sábia Anais Nin, dando as caras na "firma" de novo.

( Ela é a única funcionária que nunca se demite de mim.)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

apesar de sair, eu fico

Não,não,não.

Eu vou ali, sair de férias semana que vem, pra alegria do planeta, mas continuo no blog. ( talvez com um pouco menos de rigor militar...rs)

Porque o troço comigo é assim: cabeça nas estrelas, mas pés no chão.

Portanto, nada de comemoração antecipada.

O expediente aqui continua.

miséria ninguém divide

Propus uma avaliação da minha liderança pros meus coleguinhas.

Durante os dias em que estarei de férias, eles escreverão num painel todas as palavras, frases, xingamentos, rabiscos e xaropadas que quiserem.

Na minha volta a gente discute.

(E daí então eu decido se entrego as lembrancinhas da viagem).

duplamente sugestivo

Hoje cedo enquanto vinha pra empresa vi um fusquinha parado no farol.

Era um modelo daqueles beeeeem antigos e tinha um adesivo do asilo de idosos aqui da minha cidade, porque imagino que seja o veículo que eles possuem pra trabalhar.

Estava escrito " a vida continua."

maçanetas e beliscões

Minha amiga passou um nervoso na aquisição do carro novo, e isso me fez pensar nos multiníveis de inteligência e cognição de comunicação nas empresas... o que se fala deve reproduzir a ética do que se escreve contratualmente, não pode haver discrepância, senão se instala uma realidade organizacional paralela.

Ela comprou, baseada no discurso do funcionário, determinado modelo com acabamento específico. No final das contas era diferente, o acabamento, a cor, o discurso e se bobear, até o funcionário.

Verbalmente ela tem razão, mas contratualmente eles estão certos. Mais ou menos assim: vou vender, a partir de semana que vem, um pacote de serviços que incluem 10 sessões de quiropraxia comigo.

Mas no contrato o cliente leva no máximo, um beliscãozinho na bunda.

avante

To acostumada a retroceder. Faz parte da escalada.

Na minha profissão, e na fé pelas coisas que eu professo, não me assusta voltar atrás, rever convicções, ponderar situações e debochar de mim mesma.

Subir com esforço, de escada e descer de elevador, bruscamente e na passiva, não é problema.

Problema é não sair do lugar.

zilda, versão sussa

Minha amiga Gell* tem trauma com uma rapariga, ex-namorada do seu noivo. A dita se chama Zilda e inevitavelmente este nome sempre me remeteu a qualquer coisa entre o ranço e o insuportável, por solidariedade e "raiva adquirida por osmose".

Acontece que ontem conheci a Zilda linda, versão infinitamente melhor e mais humanizada da outra. A que eu conheci, em função de desdobramentos profissionais, é uma mulher aguerrida ( como poucas que tive contato), com uma história de luta e amor ao próximo que a transformou numa referência mundial na sua área de especialidade.

O papo de desenvolvimento de projeto virou um momento incrível. Segurei as lágrimas até onde deu, mas não resisti: emocionada, abri o berreiro.

Se fosse em outra circunstância, eu teria me auto-flagelado pela atitude descabida numa sala de reuniões, mas ontem não.

Meu choro foi a assinatura emocional de que eu to dentro da "causa".

quarta-feira, 22 de julho de 2009

as soon as possible

Sou uma dinossaura em terra de robôs.

Não tenho twitter, não tenho orkut.

Sou do tipo que não feed nem cheira.

( Quando eu mudar de idéia, faço um memorando digital, contando a vocês.)

gestor que não se comunica se complica

“Monga, o absenteísmo é o motivo pelo qual eu não consigo, obviamente, estreitar a comunicação com certas pessoas. O número de faltas e de atestados é coisa de doido! Desse jeito não vai tardar pra eu falar com as paredes! Como que você me sugere finalmente cuidar da comunicação interna com meus funcionários deste jeito? “ (Gislaine, de Goiânia)

Eu sempre penso que o vírus está no sistema motivacional. Faça uma varredura e você certamente identificará o problema que está destruíndo o disco da comunicação.


(Se não der certo, tente comunicação mediúnica. É a única que funciona na ausência do corpo físico).

auto-dissimulação

To noiva de um projeto. Foi paixão à primeira vista.

Preciso que ele seja atrativo a ponto de seduzir o cliente, e tranqüilo a ponto de não me demover da idéia de entrar em merecido período sabático.

Quando eu me concentro com unhas e facetas (de dentes) num desafio como este, é muito fácil pô-lo, antes de tudo, à serviço do meu "modo operacional workaholic".

Acabo encontrando uma desculpa muito da esfarrapada pra viver neste ritmo, onde dias e noites não tem muita diferença, a não ser pela diminuição de telefonemas atendidos.

cair sem se machucar

Precisávamos trocar a posição de um banner de propaganda, aqui na empresa. Apesar de estar em processo de recuperação óssea ( pros que nunca leram, meu joelho passa por constantes retoques de funilaria ), me candidatei pra esta investida divertida de auto-empowerment, ou seja, na minha avaliação, era eu que devia estar pendurada pra ajeitar a posição do banner.

Analisei meu grau de maturidade na organização, avaliando o estágio evolutivo em que se encontra minha gestão, o que me fez deduzir que eu precisava deste exercício em nome do alongamento do corpo e da alma.

O mais interessante foi contar com a ajuda de dois colegas, para me dar suporte ( nada metafórico) e garantir que eu não caísse.

Foi uma possibilidade de avaliação da confiança, de trabalho em equipe e de equilíbrio. Ao menor movimento impreciso, iríamos os três à lona, certamente.

terça-feira, 21 de julho de 2009

bate na madeira três vezes

Cada um tem uma escala de neuroses que movimenta o motor de sua profissão.

Para alguns, prioridade, é o nome alternativo do tapete.

E dependendo do grau de importância dele no seu transtorno-corporativo-obssessivo, o tapete muda toda ótica da gestão.

dia de cólica corporativa

Aqui na empresa temos banheiros privativos, em quase todos os ambientes particulares de cada profissional.

As cagadas coletivas a gente deixa pra sala de reuniões.

o cartel da informação

Leva-se muito tempo para erigir o castelinho do conhecimento. Os tijolos são assentados um à um.

Alguns comprados, alguns doados, alguns sobreviventes de escombros de demolição... Apropriar-se de informações, seja em que área do saber for, é uma tarefa super bacana. Diz muito da nossa capacidade de integrar-se, da nossa percepção auto-geográfica e de nosso desejo de crescer profissionalmente.

O problema é quando a construção, deixa de ser moradia e passa a ser muro.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Feliz 20 de Julho

Nunca me interessou ter vínculos ordinários com as pessoas que trabalham comigo.

Por isso que, para abraçar meus melhores amigos pelo Dia do Amigo, é bem fácil.

É só passar de mesa em mesa.

conversas francas

"Monga, você me acha antipática porque desligo os celulares no final de semana?"- indagou uma colega de trabalho.

Não, eu acho que sua inacessibilidade tem a ver com reconhecimento de necessidades. Com a importância que você dá ao seu recolhimento.

Excesso de disponibilidade é equívoco.

Confunde-se portas abertas com ausência de portas.

um meme da Lelê procê

Minha amadinha Lelezilda Tudo di Mara me mandou este desafio matutino (e pra matutar). Naturalmente subverti as regras, mas adorei responder à sabatina ( e sem “me palestrar muito” ta amiga?)

Perguntas:

1)Mania: gesticular muito enquanto falo.

2)Pecado capital: gula!!!!! Nham nham...

3)Melhor cheiro do mundo: das minhas mães ( da original e da adotiva, ambas são cheirosíssimas )

4)Se dinheiro não fosse problema, eu faria: uma viagem pelo mundo com meus amigos.

5)Casos de infância: nesta época eu ainda tinha relações estáveis. Só mais tarde eu tive casos.

6)Habilidade como dona de casa: Cozinhar pras pessoas que eu amo, e arrumar os armários da galera.

7)O que eu não gosto de fazer em casa: ter discussões familiares inúteis.

8)Frase: “Não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos.” (Anais Nin)

9)Passeio para o corpo: dança. (Em contagem regressiva pro joelho sarar e eu voltar pros rodopios).

10)Passeio para a alma: música.(Tocar piano, violão, caixinha de fósforos).

11) O que me irrita: falta de gentileza, em geral.

12)Frase ou palavra que fala muito: “bah”

13)Palavrão mais usado: "habbo"

14)Desce do salto e sobe o morro quando: destratam alguém na minha presença. Arrogância e tirania é difícil de engolir.

15)Talento oculto: ( cadê? alguém viu por aí?)

16) Não importa que seja moda, não usaria nem no meu enterro: roupa estampada ( seja que estampa for).

17) Queria ter nascido sabendo: o prazo de validade de todas as coisas da vida.

domingo, 19 de julho de 2009

palmas pra Rosana

A Rosana Hermann (http://queridoleitor.zip.net/) sintetizou a equação feminina quase sempre insolúvel e inconveniente:

"Acho que quase todas as mulheres vivem esse dilema. Quando a gente trabalha fora acha que deveria ficar em casa cuidando melhor dos filhos e quando trabalha em casa cuidando dos filhos acha que deveria arrumar um emprego e trabalhar fora.

Porém, veja o termo, trabalhar fora. A diferença é fora ou dentro, porque trabalhar a gente sempre trabalha."

E algumas trabalham dentro e fora, em cima e em baixo e nas laterais, baby.

try on

Você já deu um F5 nas suas metas profissionais?

Experimenta fazer isso, qualquer hora dessas.

As vezes nesta atualização de página, muita coisa nova aparece na sua tela.

sapiência inegável

Minha avó se chama Benedita ( do latim : abençoada, bendita). Com ela constato diariamente minhas limitações e aprendo, aprendo, aprendo.

Quando as coisas apertam, eu corro lá pra uma sessão de coaching da sabedoria. Primeiro, aos 80 anos ela quis que eu a ensinasse tudo sobre a web - de e-mails à blogs. Depois, não satisfeita o bastante, exigiu uma aula sobre minha empresa.

De parâmetros à serviços.

Ontem ela saiu-se com essa:

"Minha filha, não adianta se estressar com colegas de trabalho. Nunca os conhecemos verdadeiramente. Quem conhece o fundo de um baú, é barata."

cuecão de couro, mano

"Monga, não me leve a mal, mas as vezes eu acho seu discurso pouco feminino, mesmo porque sua profissão ainda é coisa de homens, mulher tem que antes de tudo, ser mulher o suficiente pra administrar as rotinas do lar, nascemos pra gerar filhos e construir famílias. Um abraço respeitoso, Sílvia." ( de Maceió, por e-mail)

Ah é. Obrigada pelo e-mail, Silvinha. Amanhã prometo levar esta pauta pra terapia, tá?

Perdão pelo discurso pouco feminino. É que as vezes eu escrevo entre um compromisso e outro, sabe como é vida executiva... as vezes também a gravata me estrangula, os pêlos da barba ficam roçando no colarinho e eu escolho cuecas pouco confortáveis.

Um abraço bem respeitoso pra vc também!

resgatando

Em alguns projetos nos quais desenvolvo minhas idéias, acontecem fatos inesquecíveis.

Um deles foi conhecer a Leila*, uma profissional com longos anos de estrada e que ainda assim, resolveu redesenhar a órbita de sua rotina e criar uma forte campanha de marketing especializado pra contar da sua empresa.

Nossos encontros, sempre permeados por sucos de abacaxi e bolos de cenoura, tem sido uma reconstrução. Para poder comunicar ao mundo sua história, foi preciso revirar os guardados, os álbuns de fotos antigas e "dar corda pra bailarina da caixinha de música" há muito esquecida.

Eu-to-achando-tudo-isso-o-máximo!

E o projeto, vai indo muito bem, obrigada.

segunda-feira não me assusta

"acreditar
acreditar
acreditar
que eu sou forte
pro dia de hoje
e pro amanhã
que vier.
é assim que eu vivo..."

Poesia Any Zero FRAN ( a "executiva" involuntária, dona de minha eterna fonte de inspiração.)

e não é que ainda me surpreendo?

Com a gentileza de alguns profissionais que ultrapassam a fronteira do previsível e transformam um e-mail de negócios em pauta poética.

Tenho mais que sorte : tenho uma fonte de renda emocional vitalícia.

sábado, 18 de julho de 2009

o trono dos justos

Ofereci imosec, aquele remedinho antiderrapagem, pra um colega consultor que está participando de um processo de auditoria comigo.

O cara não saía do banheiro.

Finalmente descobrimos que ele tirava cochilos pra compensar as auditorias que tem feito nas noitadas das quais é assíduo.

Se a auditoria for péssima ao menos vou saber dele o nível de ergonomia e conforto do vaso sanitário que usamos para funções igualmente relaxantes.

mamãe noel uma ova!

Uma profissional queria há muito contratar um serviço de comunicação digital da minha empresa mas estava na pica do saci. Totalmente sem grana.

Fiquei uns dias com esta avaliação em stand by... O que é significativo, dentro do meu contexto, em uma relação comercial? Quanto vale um serviço somando-se as coisas que se agregam a ele? A reboque de micro-ações, quantos macro-eventos me ocorrem?

Liguei pra ela. "Eu quero trabalhar no seu projeto. Você me indicaria pra outros profissionais?"

Ela: "Sim. Te indicaria e muito!"

Eu: "Então demorou. Bora lá !!!"

Não existe caridade corporativa. Existe compromisso com as coisas em que acredito.

Quem não gostar, tem açúcar ou adoçante na copa.

amazona empresarial

Meu antigo apelido na empresa era vereadora.

As pessoas debochavam da minha forma politiqueira de me comunicar com clientes de perfil duvidoso, revertendo os tufões do caminho em bafos quentes na nuca. Pra tudo eu dava um jeito. E continuo dando jeitos e cores variadas, não como forma de superficializar as coisas, mas para zerar a chance de um novo infarto.

Agora, depois de reavaliações da galera por conta da minha habilidade domesticadora , ganhei um apelido mais delicado:

"A encantadora de cavalos."

isn't she lovely?

Por isso que as vezes é melhor cumprimentar alguém quando se tem certeza: pra evitar um escândalo público em plena manhã de sábado.

E ver a outra "executiva" ( que nem executiva é) do outro lado da rua se matando de rir com sua sandice.

(...)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

5 à sec

Adoro lavar roupa. A-doro.

É um exercício bastante recorrente na minha vida nos momentos pesados ou instigantes.Olho as instruções de lavagem nas etiquetas, trato com cuidado os tecidos mais sensíveis, escolho os aromas dos amaciantes... E as vezes, na mesma bacia, lá estão os cases de insucesso, sendo escovados. Bem terapêutico.

Ontem a noite centrifuguei minhas dúvidas, alvejei minhas certezas, pra tirar qualquer nódoa de imprecisão e não demitir ninguém injustamente. Enquanto pendurava cada peça no seu varal, lembrei que este processo corporative laundry é muito bom!

Porque roupa suja se lava na empresa.

mão suja e coração mole

Fui numa borracharia hoje cedo porque o pneu do carango da firma desmaiou.

Eu nunca sofri de crise das mãos engraxadas, sabe? Vivo em constante reflexão de que o modelo que mais de aproxima da minha Gestão das Necessidades está na linha de frente destas profissões essenciais, sem as quais nenhum conjunto de soluções adotadas atrás das mesas seria viável.

Nem é preciso um esforço cristão ou demagógico para ver assim. É questão de singeleza emocional: quem troca o pneu do meu carro na hora mais crítica e garante que eu chegue pontualmente como se nada tivesse ocorrido, merece meu aperto de mão e meu "muito obrigada".

E foi o que eu fiz, mesmo com resistência do moço em sujar minha mão com a graxa suada do seu trabalho.

A graxa, qualquer pano limpa. A indiferença, não.

coqueiro particular

Entre todas as bizarrices que acomodo nas minhas gavetas comportamentais, a mais tensa delas é a presença de algum indivíduo me "olhando de cima".

Não tem jeito de eu conseguir trabalhar com alguém de pé, atrás de mim, enquanto fico entronada.

Me dá uma aflição inenarrável. Não gosto de sombra.

( Só de coca-cola fresca.)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

arriba muchacho

Recebi os cruzeirenses com muito carinho hoje cedo.

Na mesinha de cada um, um cartãozinho de incentivo e uma bandeirinha do meu novo time de coração, o Rúbio Ñu, lá do Paraguai. Estou em campanha pra formar uma torcida organizada.

Quando as coisas entristecem meus amigos, eu entro nesta "dividida."

E sem carrinho, que a titia Monga tem pernas frágeis, por favor.

todo mundo me conhece

Cúmulo da popularidade:

A moça com quem conversei para cuidar das Relações Institucionais ( Públicas ) de determinada empresa, me falou que não usa cartões de visita, porque é desnecessário. Mesmo sabendo que a intenção não é promover a si mesma e suas faculdades blondie hair, e sim o cliente que ela representa, em corpo, alma e silicone, ela chamou de dispensável qualquer elemento de apoio ( cartões, folderes, canetinhas, brindécos de 1,99.)

Segundo a doida, todo mundo a conhece. "Eu sou muuuuuuuuuuuuuuuuuuito conhecida, de cabo à rabo."

Bom, então pro cabo você está dispensada dos cartões, e sua arrogância você pode por no... bolso, né?

profunda mágoa

Segundo o telejornal da Rede Globo, marketeiros e publicitários estão no topo de uma pesquisa popular sobre profissões.

São apontados como menos confiáveis de acordo com a opinião pública, alcançados em tamanho feito somente pela classe política.

Tão tá.

Vou sentar aqui e esperar os outros Cavaleiros do Apocalipse, tomando chá de camomila.

nem anjos nem demônios

Minha empresa é vizinha de um lado da Igreja de São Judas Tadeu, e de outro de uma casa de prostituição de luxo, para Executivos de bão gosto, a qual batizamos de bordel do fogo encantado (em função de uma tocha acesa dienoite na entrada da buátchy).

Ontem eu contei esta peculiaridade pra minha amiga Bibiéle, e brinquei que estou entre o sagrado e o profano. Ela, que entende bem meu senso de palhaçada, respondeu:

"Ah... no final é tudo a mesma coisa."

No final e no meio. Porque aqui, entre um "estabelecimento" e outro, também somos meio santos e meio malditos. O charme da minha empresa carece das duas doses, diariamente.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

para Leonor

Este post é uma intenção de rosa.

Do meu buquê de afeto, para o colo da Leonor (http://leonorlourenco.blogspot.com/).

Ela tem um nome lindo, um semblante adorável e é educadora de infância. Me visita regularmente, sempre com um carinho por entre as palavras.

Lá no seu cantinho na blogosfera ta escrito "Educação e o que mais me apetecer."

Pois Leonor, tudo que me apetece é um abraço beeeeeeem apertado em você.

curumim iê iê

Já era pra eu estar de férias.

Pensei nisso, aqui aboborada na minha sala, quase em posição corporativo-fetal.

Conceder a livre participação de opiniões não só democratiza a Gestão, mas também possibilita que as pessoas entendam (equivocadamente) que seu gesto, é a Carta Oficial pra decidir coisas por você ou pra exercer a tirania do palpite. Este é o lado B de ser bacaninha.

Rolam muitos aspirantes à cacique pra uma tribo de poucos índios.

mini-piada sem graça

Minha amiga entusiasmada com a viagem a Londres não queria liberar meu horário de almoço.

Pedi licença, pelo msn:

"Vou ali comer um lanchinho, já volto, baby."

Ela:

"Uai! Tem algum anão trabalhando com você ?"

Rá.

Rá.

Rá.

me dê um dado

Já contei aqui que eu coleciono dadinhos? Sim? Não?

Tenho fixação por estes objetos e nem em terapia descobri a razão. Na minha sala eles estão por toda parte - em cima da mesa, em recipientes de vidro, nos pufes, nos meus bolsos e na decoração em geral.

São de pelúcia, de resina, de chumbo, etéreos, pequenos, médios e over.

Se alguém, a exemplo de agora há 5 minutos, fala que estão roubando dados da minha empresa, eu imediatamente penso em salvar meu maior patrimônio. Faço uma vistoria à bala.

A empresa que se lixe.

pop por natureza

Li na revista Época a matéria sobre o casal de pais suecos que resolveu adotar uma maneira alternativa de criar nenéns.

Os dois decidiram, à luz do feminismo ( an?) , que gênero é uma construção social, portanto não se sabe (com exceção da família) se a criança é menino ou menina, até que ela própria eleja sua identidade.

Batizaram este ser de "Pop".

Pois pra mim isto não é novidade. Aqui mesmo na empresa tenho vários coleguinhas Pop's, que não decidiram ainda se nasceram pra mandar ou obedecer porque cargo é uma construção social.

terça-feira, 14 de julho de 2009

torta azeda

Aqui na empresa rola um procedimento bem camarada por parte dos rapazes.

Quando eles querem anunciar pra um colega que o mesmo foi traído,oferecem uma fatia de torta chiFron na hora do lanche.

Eu nunca provei.

Da torta, pq o "chiFron"... xiiii....

os postes que mijam nos cachorros

Primeiro caso que tive notícia de um empregado que se demitiu porque o patrão estava saindo caro demais.

O chefe pediu vários cheques emprestado pro assessor e fez um rombo enorme na conta do coitado.

ó a xêpa

Me perguntaram por qual razão nenhum dos serviços da minha empresa cabe numa tabela de preços.

Para que isto fosse possível, eu teria que necessariamente acomodar matéria subjetiva em latas de salsicha. Muito embora eu saiba que a indústria das idéias ganha diariamente conotações bem tangíveis comercialmente, eu ainda to na Idade da Pedra Transacional.

Se eu vendesse bananas, por exemplo, ainda assim teria uma dose reflexiva sobre a forma dos cachos e sua adequação peso X embalagem. Quase certo que na minha plaquinha de feirante estaria escrito:

"Nem tudo vale quanto pesa. O preço do quilo da banana é sujeito à análise, caso a caso."

segunda-feira, 13 de julho de 2009

parapsicologia corporativa

Recebi a visita de uma cliente histérica. Compulsiva, metralhadora verbal, impaciente, querendo tudo-ao-mesmo-tempo-agora.

Ela implorou que eu sugerisse alguém que pudesse lhe oferecer uma consultoria eficiente, que ela topa qualquer proposta pra ter bons resultados.

Eu pedi um tempo (pra contratar o Padre Quevedo).

momento tiete

Não sou nada econômica quando encontro pessoas de quem gosto muito. Volto pra casa com bolsos vazios. Os beijos, os abraços, as palavras de incentivo não nasceram pra sofrer de nanismo.

Tudo que divido, se agiganta, sabia?

Mas as vezes, por timidez ou excesso de homeopatia sou mais contida. Me permito menos entusiasmo. E, também as vezes, eu me surpreendo com certas atitudes: encontrei por acaso um empresário que é um dos meus raros "ídolos" nesta pedalada corporativa.

Eu fui solene. Ele foi simpático, generoso, me apresentou sua filhinha, me chamou pelo nome e se lembrou do único encontro que tivemos para tratar de negócios ( eu ainda engatinhando na profissão). Despediu-se com um abraço.

Confesso que me emocionei. E depois liguei pros meus colegas:

"Ces nem sabem quem tava aqui comigo agorinhaaaa !!!!!"

pega um pega geral

Chamei um colega executivo e dei-lhe uma dica, num tom de apelo misericordioso.

Fica nadinha bem ele sentar com a dona de uma empresa ,na hora do brief de um projeto, e falar:

"Não farei nada que a Senhora não queira, pode ficar tranquila."

Bó.

Isso que eu chamo de cafajestada institucional.

da caixinha poderosa de e-mails

"Prezada sra. Monga, aqui na minha empresa tenho sentido um clima muito frio. Por mais que eu faça esforço como chefe, não sei o que fazer, conto com sua opinião." ( Marcus Vinícius, Sorocaba - SP)

Experimente colocar umas doses de Amarulla na garrafa térmica do cafezinho.

Também acho válido fechar as janelas.

Friagem faz mal, eu mesma to ruim da garganta.

:P

"mais" é quanto?

Eu encasqueto com alguns ranços linguísticos que insistem em "fazer a feira" na minha rotina.

Estou participando da organização de um congresso e toda vez que sento com a turma de jornalistas pra conversar sobre os releases alguém começa:

"... o evento, pra mais de 500 pessoas, contará com a participação de etc ..."

Mais de 500 é 501 ?

345267.678326 ???

Na dúvida eu sempre sugiro adjetivos-ultralativos ( com licença pro neologismo ):

"Evento de proporções titânicas. Evento para multidões. Evento para a marca infinita de participantes."

Óhhhhhh.

domingo, 12 de julho de 2009

problemas quadrados e danças circulares

As discussões que você suscita entre seus colegas, é uma forma de ressuscitar virtudes adormecidas.

Em todas as vezes que não tentei apagar qualquer incêndio, dançamos em volta da "fogueira", jubilosos.

Tudo é questão de ótica.

E celebração.

por livre e espontânea determinação

Estou lentamente aprendendo a me "adomingar".

Isto significa que tenho evitado projetar as considerações de segunda-feira durante meu domingo, facilitando o convívio com outros seres humanos em grau normal de existência.

Para tanto, um dos contributos da minha família tem sido o confisco dos meus celulares.

Não tem choro nem vela.

Se eu me meter a besta, o pau tora na casa da tia chica.

ohmmmm

Uma pessoa me abordou com a seguinte leitura acerca de mim:

"Monga, faz tempo que quero te dizer que você é uma pessoa bastante equilibrada nas suas decisões e que trabalhar com você deve ser um constante exercício de engrandecimento espiritual."

Analisando de quem vinha a consideração à queima-roupa, me "escudei":

"Agradeço seu cavalheirismo mas você está confundindo G com J.

Sou Monga, não sou Monja."

:P

venha só em 2025

A melhor confissão de que alguns clientes realmente são chatos, e que o cancelamento de certas reuniões é um alívio, ouvi ontem no jantar, da boca de um amigo:

" As vezes, a presença da falta, me alegra, me conforta."

Ora veja! É bem isso ! A presença da falta.

Ufa ufa.

cavalo paraguaio

Arranque não é o problema. O problema é alguma pedrinha no caminho. OOOops.

No supermercado, a moça que demonstrava uma linha de novos sucos de (argh!) soja, veio com esse exercício de super-fôlego:

"Este-suco-tem-propriedades-fantásticas-para-adultos-e-crianças-e-contém-uma-série-infinita-de-vitaminas-e-outras-substâncias-essenciais-para-garantir-uma-alimentação-saudável-e-a-redução-de-doenças-como-colesterol-e-muitas-outras."

E eu: Você sabe quais as doses diárias recomendadas, então?

Ela: "Senhora... este-suco-tem-proriedades-fantásticas-para-adultos-e-crianças-e-contém-uma-série..."

Ok. Muito obrigada.

sábado, 11 de julho de 2009

brechó de funcionários

A Gigica* (coisasbobas.blogspot.com ) me deu uma excelente consultoria. Lá no seu blog ela contou que doou alguns pertences que não utiliza mais e sobre a necessidade de fazer as coisas circularem, de garantir que aquilo que não nos é mais útil, seja em alguma instância importante para alguém:

"O que é passado da gente pode ser o futuro do outro."

Eu tô é bem a fim de ver se algum empresário se interessa por uma negociação deste tipo.

Tenho vários "passados" pra doar, em bom estado ( levemente avariados), que podem garantir um razoável "futuro" em outra Instituição.

língua preta

Um cliente sem intimidade tecnológica me perguntou qual a diferença entre um notebook "Toshiba" e um "Semp Toshiba".

Aham.

Falei que um funcionava semp. O outro as vezes.

Vicente, o rei do meu pedaço

Recebo neste final de semana a visita de um amigo, executivo e guru de carreira bastante prestigiado. Ele é um ser humano com dispositivo de auto-brilho e maximizador da alegria.

Vamos conversar sobre tudo que se adequa ao cotidiano corporativo: gastronomia, cinema, teatro, música e abobrinhas refogadas.

Vai ser uma imersão motivacional, com direito a risadas e patetização recíproca.

:P

carregando pedras

Trabalhar no ar-condicionado é ótimo, perfumada, inspirada pela minha condição de Executiva neomedieval.

Mas as vezes há que se por a mão no "barro".

Para fazer a obra do jardim aqui da empresa, alguém precisava descarregar os sacos de areia do caminhão e nenhum dos efebos que trabalha comigo se habilitou.

Lá fui eu.

Tão bom um trabalho braçal no meio do expediente... Era tudo que eu precisava!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

axioma

"O otimismo é uma escolha intelectual."

( Diana Schneider)

Descobri então que sou superdotada.

Já desconfiava.

de berço

Há tempos venho percebendo que toda vez que indago qualquer coisa sobre a família de uma colega, ela desliza.

Minha curiosidade não é infundada. Ela é minha "inspiradora", meu ícone de competência e delicadeza. Queria conhecer seus pais. Por algum motivo reconhecia intuitivamente nela algum diferencial na base familiar.

Ontem na hora em que almoçávamos juntas, ela falou "quero muito levar você na casa dos meus pais, mas eles são humildes, não estudaram, são agricultores e não terão assunto com você."

Com certeza. Eu não terei mesmo condição de conversar de igual pra igual com pessoas infinitamente mais sábias e brilhantes que eu. Mas seria uma honra poder conhecê-los.

Tudo faz sentido agora.

vai você também

O técnico que calibrou todos os computadores da empresa deixou o meu capenga. Só o meu!

Tive que solicitar reparos pois o serviço ainda está na garantia.

Ele falou " ah, pensei que a Sra. não fosse notar que deixei o serviço mal feito."

Fiquei super ofendida!!!! Não pelo serviço mal feito, mas porque ele me chamou de "SENHORA."

Não tem perdão.

pensando antes de falar

Consegui explicar facilmente aos meus estagiários porque eu não falo mal de nenhum dos meus parceiros de negócios mesmo nas cagadas recidivantes (deles).

Eu tenho o livre arbítrio de eleger por afinidades as empresas que se tornam parceiras, tal qual num casamento. Falar mal de qualquer pessoa/empresa que escolhi para trabalhar comigo é contraditório, afinal, se ela é tão ruim assim que-diabos-estou-fazendo-ao-escolhê-la?

Ta parecendo meu ex-colega, o Luiz Henrique, lá de Brasília. Cada vez que brigava com a esposa falava atrocidades sobre a moça pra todo mundo.

E no dia seguinte, fugia dos colegas para que ninguém o visse abraçado com ela.

Quando eu to zangada eu faço um endo-xingamento mental.Ponho todo meu descontentamento em tráfego interno e deixo ele se aquietar, de tanto correr sozinho.

Mas também quando faço as pazes não preciso fugir de ninguém, morta de vergonha.

já que ta aí, Jequiti

O Sílvio Santos outro dia estava fazendo uma entusiasmada defesa dos cosméticos Jequiti em um dos seus programas no SBT.

Falava pras "senhoras" que desejam se tornar revendedoras que, se elas são funcionárias públicas, sem problemas. Levar os produtos para a "repartição" parece ser bem atrativo e estimulante, segundo o apresentador.

A gente tem certeza do conceito de determinada coisa quando os meios de comunicação corroboram a idéia. O serviço público,bastante desmoralizado, agora tem um defensor popular fazendo questão de transformar a morosidade em "chance de mercado para vendedoras de batom."

Já que tamo no furacão, bora dançar valsa.

quietinha quietinha

O "casamento" com a equipe tem destas coisas.

As vezes sinto necessidade de ficar sozinha na empresa e caminhar por entre as salas, escutar o próprio barulho dos meus passos. Gosto de sentir o cheiro do café sem as vozes cortando a fumaça da máquina.

Gosto muito.

E a equipe, como boa "parceira" que é, entende perfeitamente quando solicito que só venham dar as caras por aqui na segunda metade do dia. Sem traumas: a melhor produção vem depois do respeito...

E de quebra, ainda podem curtir um soninho prolongado em plena sexta-feira.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

audiometria virtual

A web conference de ontem foi sensacional.

Lá de Porto Alegre a executiva gritava para minha colega:

" Não to te ouvindooooo! Não te ouçoooooooo! Heiiiiiii não te oooooooouço!"

E minha colega:

"É porque eu não estou falando."

SSSSSSSSSimples.

trabalhos de amor perdidos

Eu adoro Shakespeare - toda obra, do início ao fim, muito embora a verve cômica me fale ao pé do ouvido, de forma particular.

Conversando sobre planejamento estratégico com outros Gestores da minha empresa lembrei do Ferdinando, rei de Navarra, personagem shakesperiano que decide junto com três Lordes a se manter num jejum espartano incluindo dedicação total aos estudos, mínimo de sono e ZERO prazer.

Esta comédia fala sobre descumprir uma promessa tão amarga, ainda mais quando os estímulos externos se encarregam de dificultar as coisas.

Assim sendo, a regra aqui é clara: ninguém promete nada, e a única dedicação integral é ao pleno funcionamento do bom humor.

O resto é promessa ficcional.

porque poesia vale mais que auto-ajuda corporativa

Estava sem inspiração para uma sessão de mentoring, e tropecei nesta preciosidade:

"Sempre que tentamos adquirir superioridade destruímos a essência de alguma coisa."

(Cibele Camargo - do Livro "Dublê de Pássaro")

O poeta é o melhor consultor.

Ever.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

um café com Rafaela

Bem que se vê que todo mal instalado numa empresa passa pela falta de compreensão da totalidade do indivívuo.

Depois que atravessa a recepção, o cara é um fulano, um número gerado pelo sistema de Gestão, um crachá com foto desbotada. O cara não é marido, não é filho, não é jogador de futebol aos domingos e não é o guitarrista de uma bandinha de música anos 70. Ele é a coisa-empresa, o cargo e só.

Hoje eu saí mais cedo e fui fazer uma visita informal à secretária de um executivo, que está de licença médica. Quis ter um pouco de tempo pra olhar o conjunto da obra, e não a moldura.

E, meus amigos, para dizer pra este executivo que a realidade sem paredes e mesas de reunião também é um exercício da Gerência Afetiva, fui lá simplesmente vê-la e conversar amenidades.

e o prêmio vai para

No bate-papo com uma cliente ela dividiu um momento importante: foi indicada entre muitas empresas para receber uma menção honrosa concedida àquelas instituições com maior engajamento social e promotoras de projetos de grande contribuição educacional.

Foi a primeira vez que vi uma Diretora verdadeiramente surpresa diante da possibilidade de um destaque desta natureza e entendi as razões que a fizeram avaliar de forma blasé tamanha honraria:

"Monga, muitas empresas promovem ações para "aparecer" , de forma calculada e fria. E eu acho que "apareci" porque promovi uma ação na qual acredito. Inverti a ordem esperada."

Verdade-verdadeira. Ela tem toda razão.

dicionário corporativo

"Enxergar melhor as oportunidades" significa cumprir seu check up oftalmológico anual.

como dar sinais de demência

De tanto espirrar, tossir e me encasacar num calor de 678 graus (à sombra) , minha colega ficou insistindo que estou com "gripe suína". E ainda brincou, dizendo que vai usar o próprio sutiã como máscara, já que as apropriadas estão em falta na cidade.

Eu respondi:

Ahhhhhh não... vai ser pior! Aí sim que você pode pegar uma pneumonia!! Seu peito vai encostar neste piso frio...


Ha Ha Ha.

como dar sinais de indisponibilidade

Atender por uma frestinha é uma forma de limitar o espaço das coisas.

Aqueles que tentarem empurrar algum "abacaxi", necessariamente terão que fatiá-lo antes.

Já é meio caminho andado.

:P

terça-feira, 7 de julho de 2009

inclusão digital X exclusão de mercado

Uma amiga desolada e eu em encontro histórico!

Eu, zelosa:
"O que vc tem, Mariazinha, tá tão triste...."

Ela:
"Meu chefe aprendeu a enviar e-mails."

Eu:
"E isso não é ótimo??"

Ela:
"Seria, se com isso eu não tivesse perdido minha função. Ele me demitiu."

argamassa empresarial

Algum inquisidor me pergunta volta-e-meia com o quê eu trabalho.

Minha resposta é : trabalho com pessoas. Não que eu tenha adotado um método impreciso e generalista de dizer o que faço, mas é pq esta informação é A Necessária.

Conversando hoje com um ex-colega, ele comentou que aposta demais no meu "team building", porque "sabe que eu escolho bem meus engenheiros!"

Ah, os meus pedreiros, vc quer dizer? - retruquei sorrindo.

Engenheiros são profissionais incríveis, os quais genuinamente admiro. Mas pra trabalhar comigo, tem que ser pedreiro, no sentido mais engrandecedor do termo.Processos, tecnologia são necessários para a sustentação de uma empresa, mas é importante também fixar que são as pessoas que dão sentido a esses aspectos.

E trabalhar em mutirão é uma delícia...

feito pra fumar na chuva

O executivo que participou da reunião comigo era tão narigudo, mas tão narigudo, que o nariz dele entrou 10 segundos antes na minha sala.

desmaio solidário, atraso justificado

Um funcionário ligou hoje cedo notificando que se atrasaria e eu perguntei o motivo do atraso, muito mais por preocupação do que por emputecimento, afinal, cada um sabe a contagem dos seus ponteiros.

Eu não controlo relógio de ninguém.

Ele me falou com voz embargada, que estava no hospital. Surtei!!!! Perguntava ininterruptamente se estava tudo bem com ele... e no momento em que ele conseguiu pronunciar com clareza, me contou:

"Vim visitar um amigo acidentado e passei muito mal com a cena que presenciei aqui."

Até pensei em ir buscá-lo, mas vai que rolasse alguma "reação em cadeia"? Eu to ocupada demais pra desmaiar no meio do meu turno de trabalho.

double dad

Já contei aqui antes que fui adotada aos 20 e poucos anos, por uma família fantástica que me ama com devoção.

Meu pai biológico era jornalista, publicitário, político e peter pan. Foi exilado durante a ditadura e odiava militares.

Meu pai adotivo é militar da reserva, tradicionalista, avesso à jornalistas e um grande contador de "causos".

Com o primeiro, aprendi o rigor das coisas. A organização, a metodologia e o tempo de arrumar as gavetas.

Com o segundo aprendi a sorrir, a irresponsabilizar a vida, pra não me enterrar na seriedade.

Irônica esta vida, nããã?

segunda-feira, 6 de julho de 2009

sifazendudemortinha

"Monga, como dizer pra uma colega que ela é insuficientemente capaz de executar uma tarefa importante e que sua participação pode comprometer a qualidade final do projeto? " ( Sueli, São Paulo).

Sueli, Sueli, Sueli.

Diga que ela é muito maior que este projetinho. Que ela deixe este trocinho mixo pra uma turma menos preparada. ( no caso de vc querer se fingir de morta.)

Mas... voce pode optar pela releitura, em "mongonês" : na minha empresa eu sempre experimento dizer-dizendo. Com todas as letrinhas. ( no caso de vc querer mostrar que é viva).

X-Men

De volta à teoria de que qualquer mensagem, rasa, profunda, colorida ou monocromática passa a ser absorvida nos corredores da empresa, desde que articulada da maneira certa.

O filme que passa agorinha na tv aberta* ( *à tontas e degeneradas) me trouxe um estímulo considerável para pisar em terreno corporativo dotada de meus poderes ultra-magníficos, irrááááááááá:

"Pessoas bonitas não ficam raivosas."

O roteirista deste filme me conhece intimamente!

Sou tão calminha...

:P

síndrome de garfield

Conversando com uma amiga confessei que estou cansada... Ela, além de surpresa, me perguntou como poderia estar tão cansada se recém é segunda-feira.

Mas o motivo é exatamente este. A menos que segunda-feira passasse a ser o último dia da semana...

pão e circo

Que eu embucho a garotada de comida todo mundo sabe. Eu penso com o estômago para estimular a fome de conhecimento da galera.

Sempre têm funcionado. Mesmo aqueles que insistem em controlar as "calorias" da ingestão do saber, acabam forçados pelo meu insistente "tempero". Mas pão sozinho não faz verão. Falta circo.

Acabei de contratar um malabarista pra nos dar um curso in company. Escrevi um e-mail pra este artista contando que as vezes minha equipe anda sem habilidade pra jogar as coisas pro ar e apanhá-las de volta com integridade e leveza. Até pensei que ele me acharia uma tôsca, mas ele foi bem tranquilo.

Aceitou o convite e, ao entender minha metáfora desesperada, retribuiu:

" Senhoras e Senhores, o espetáculo já vai começar!"

expediente de corpo presente

Hoje eu "não" vim trabalhar.

As vezes eu dou uma escapadinha de mim mesma e desabito meu corpo.

Este sim, permanece na sala, nas reuniões e em qualquer discussão coletiva.

run, baby run

Tem gente que faz tudo em ritmo lento. Leva três dias pra ler um e-mail e mais 3 pra responder.

Eu sou ligeirinha. Vai ver que é porque eu gosto de pão frêsco.

Executivo lerdo com certeza come pão dormido.

domingo, 5 de julho de 2009

hole in one

O golfe tem um sistema chamado handicap que possibilita a jogadores de diferentes níveis disputar uma partida entre si.

Imagine que o jogador menos experiente ganha tacadas de bonificação que são descontadas no final do jogo. Quanto mais gabaritado for o golfista, e mais se aproximar do patamar professional menos "colher de chá" ele vai usar.

Há alguns meses levei todos meus colegas para um torneio de golfe num campo recém inaugurado na cidade com a desculpa de que iríamos para uma palestra sobre "Negócios". E de fato foi.

Depois da surpresa e empolgação com os belos lances que assistimos, eu falei 5 minutos sobre a importância da precisão das tacadas e do sabor incrível que a evolução de performance tem. Basta disposição dos mais sabidos para com os aprendizes, que o handicap deixa de ser necessário.

executivo grávido

Sou super admiradora destes projetos de alfabetização de adultos. Eu mesma já fui voluntária em um deles nos tempos de antanho.

Começo amanhã a investir na elaboração de um projeto semelhante, destinado a executivos no topo da cadeia corporativa.

Já tenho o primeiro aluninho!! Meu colega de uma multinacional, que escreveu um documento relatando formalmente seu descontentamento com a "chefia e sua forma arcaica de gestação".

A gestão da comunicação não é mais a mesma.

tudo que é junkie nóis papa

A aposentadoria contém uma cláusula unânime: neste tempo sobra tempo. As pessoas resgatam o elo perdido com vários setores de suas vidas.

E lá, no jardim do tédio sem rebuliço, passam a se preocupam entre outras coisas, com a sua alimentação. Caminham, se exercitam, comem bem, emagrecem ( ou tentam)...

Como falta bastante pra aposentadoria estou garantindo que eu a usufrua da forma mais eficiente: tendo motivos no futuro pra me preocupar com os efeitos de uma péssima alimentação.

Tenho promovido festas nababescas-gastronômicas durante o horário comercial: churros, pipoca, baldes de sorvete, lasanhas, pastéis com refrigerante e muito pão-de-queijo.

Em nenhum outro investimento encontrei maior empenho dos colegas. Todos fazem questão de apresentar sua contribuição!

Principalmente no momento de sentar à mesa, estalando de fome.

advertência sintetizada

Longe de mim o papel de algoz da equipe.

Eu, hein...

O máximo que me cabe é falar pro cidadão "ou trabalha, ou desocupa a moita."

crédito negado

Meu amigo conta que seu pai, um comerciante libanês bastante popular na cidade, sempre lembra desta história sobre emprestar dinheiro.

A pessoa ligou pra sua loja, e falou "Preciso de uma quantia emprestada até amanhã."

E o comerciante " Até amanhã, xau!" ( e desligou.)

:P

truta (parte II)

As primeiras lições de cidadania e tino pros negócios começam no lar.

É no berço que aprendemos a primeira barganha : chorar garante o fornecimento de leite, de fraldas limpas e colo quentinho.

Aproveitando o ensejo de que a truta adoçou o paladar e abrandou o coração da minha mamãe, pedi que me emprestasse seu cartão de crédito, pois o meu, vai ser "enterrado" junto com o Michael Jackson.

Minha mãe segurou minha mão e olhou nos meus olhos:

"Filha... sabia que por trás da truta tinha trêta."

truta ( parte I )

Levei minha mãe para jantar uma truta grelhada ao molho de marrasquino no shopping.

Começo a crer que sofro de síndrome do pânico sazonal na presença de adolescentes histéricos transitando nestes locais.

É uma coisa comum adolescentes promoverem arrastões nos shoppings? Rola uma alforria dos pais aos finais de semana?

sábado, 4 de julho de 2009

now

Do boteco dos e-mails:

"Monga, quando é a hora certa de treinar a equipe, oferecer capacitação? " ( Altair, São Paulo)

A hora certa é aquela em que todos estão sorridentes, produtivos e interessados.

Profilaxia corporativa, sabe?

Melhor médico é aquele que não deixa o paciente adoecer.

gentileza gera confusão

Certo dia ofereci ajuda a uma colega executiva que mora em outro Estado. Se algum dia tivesse compromisso aqui por estas bandas, poderia contar com minha solidariedade e serviço gratuito de guia.

Assim que ela chegou para uma reunião na city, me ligou do aeroporto.

"Como que eu chego na empresa do meu cliente? Quero explicar pro taxista!"

Tentei explicar de várias maneiras, todas sem sucesso. Repetidas vezes eu tentei, e em todas eu só piorei a situação.

Minha amiga ria muito do outro lado da linha, até que eu não aguentei e falei:

"Quer saber? Siga o coelho branco." ( num momento totalmente Matrix. :P)

tele-tonta

Executiva-polvo é assim... carrega (e atende) 4 ou 5 celulares e de vez em sempre comete umas esparrelas.

Ontem eu estava com um cliente mais chegado, procurando não fraquejar na concentração e discussão de uma proposta de trabalho, quando um dos meus fuxicadores tocou.

Entendi tudo errado, confundi médica com arquiteta, Neide com Meire, projeto com consulta e notícia BOA com notícia À TOA.

A mais animadora das perspectivas com relação ao meu poder de simultaneidade, é bem feia.

que moleza

Uma colega estava refletindo ontem a tarde "Monga, como é bom trabalhar com você!"

Eu imediatamente comecei a disparar minhas considerações sérias sobre a gestão dedicada, um sistema que tenho construído há alguns meses que trata as metas de maneira mais lúdica.

Ela "Não, não Monga. Trabalhar com você é uma delícia porque em nenhum outro lugar estaria numa sala executiva,em horário de expediente, tomando sorvete e assistindo Vale a Pena Ver de Novo."

Eu estrago as pessoas.

identificação visual

Propus um desafio à minha equipe: chamaria um cliente que nos conhecesse bastante mas que nunca tivesse visitado nossas instalações, e ele teria que "adivinhar" qual sala pertence a cada um.

Para tanto, os objetos mais íntimos como porta-retratos, bandeirolas de times de futebol e bonecos dos Simpsons deveriam ser retirados. Perguntei se eles achavam que esta identificação seria fácil para quem nos vê com olhos de "hd externa."

Eles apostaram que não. Que por mais que o ambiente, a decoração e a atmosfera transpirassem um pouco de nosso suor individual, seria complicado descobrir na mosca!

Pois pra surpresa geral, o cliente ( que nem é tão observador minimalista ) acertou tudo.

Ele fez questão de dizer o que chamava a atenção e como associava, por exemplo, uma cor de parede a determinada pessoa.

Eu fiz isso com o intuito de que eles soubessem que quase tudo o que nos circunda, também diz coisas à nosso respeito. Até lá, dentro da empresinha.

o tamanho da minha monguice

Vou pedir perdão publicamente aos amigos e amigas que me disponibilizam selos nos seus blogs.

O fato de eu não publicá-los com a ordem e ritmo previstos somente se deve pela minha bagunça mental, jamais pela falta de apreço aos carinhos-estampa.

Daqui pra frente vou dedicar parte do "expediente" na execução desta tarefa, bastante prazerosa por sinal.

Espero que vocês compreendam este tropeço.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

alcalinas e recarregáveis

O novo trabalho da banda The Black Eyed Peas chama-se The E.n.d.

O significado não é "o fim" e sim The Energy never dies (A Energia nunca morre.)

A minha energia também não. Mesmo dormindo apenas 4 horas por noite.

Por este motivo, a Fergie, vocalista-e-garota-propaganda da C&A, virou porta-voz da minha rotina. E eu não reclamo.

"Big girls don't cry".

:P

de Coral Springs para o mundo

Meus amigos são a coisa mais incrível do mundo. Dariam rico conteúdo para suprir diariamente um outro blog.

Falávamos de modelos corporativos, eu e a Mari*, minha querida amiga que reside nos EUA, e eu contei como transformei minha empresa careta num subproduto de circo.

Concluí que minha metodologia de gestão não tem novidade nenhuma... é um drops tupiniquim de vários exemplos já sabidos de multinacionais antenadas no bem-estar-e-conforto-emocional de seus colaboradores. Expliquei pra Mari que é tudo muito modesto, pois eu não trabalho em nenhuma Microsoft, e ela desenvolveu esta rápida comparação:

"É, mas numa ação MICRO vc deixa o ambiente bem SOFT."

Concordo.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

e por falar em sinceridade

Fui "atropelada" no farol por uma mocinha distribuindo propaganda destas firmas que oferecem empréstimo pessoal.

"Dinheiro rápido, carnê, cheque e consignado, sem consulta ao SPC e Serasa. Chegou a sua vez!"

Eu: Como é seu nome? - perguntei à menina.

Ela: É Angélica.

Eu: Você faria um empréstimo desses?

Ela: Eu?? Nem morta! Nem se estivesse endividada até o tampo, moça! Mas leva o panfleto ?

Levo. Tenho sempre um sim pra emprestar, sem juros.

com toda sutileza

Perguntei a uma executiva da área farmacêutica se determinado produto que ela promove, é isso tudo que o mercado aponta e exalta.

Ela falou que a substância em questão "não vale nem o que o gato enterra !"

Adorei a sinceridade. Vou indicá-la pra promover alguns produtos.

Do meu concorrente, claro.

united colors of love

Recebi via newsletter do Renato, meu amigo de Brasília:

"Mercado de trabalho perpetua a desigualdade racial."

Estes tópicos polêmicos são iguais à fritura... eu gosto, mas evito.

Apresento a ressalva de que eu não me enquadro neste espectro corporativo de discriminação, cotas, crenças raciais e outros sectarismos-babacas. Seria de se estranhar se eu me enquadrasse em alguma coisa, é bem verdade. E isso não é um ato de contrição pública. Eu realmente sobrevivo melhor na diferença, seja ela qual for.

Meu mundo ideal se assemelha àquelas antigas campanhas publicitárias da Benetton, alguém lembra?

miau miau

Decidimos, em equipe, não despejar a antiga inquilina que morava no prédio onde hoje é minha empresa - uma gatinha arisca e arteira.

A batizamos de Rosimeri por motivos desconhecidos e aleatórios.

Primeira providência do Departamento de Finanças: prever um "caixinha" para as vacinas, ração e areia higiênica. Por minha conta e risco, fui numa loja de brinquedos e trouxe vários deles pra Rosi se entreter.

Quando receber um cliente, ainda que formalmente, caberá incluir a felina, dizendo que "esta é a responsável técnica do Departamento de Novas Traquinagens".

quarta-feira, 1 de julho de 2009

traz a trena

Sou bem boazinha com reclamações. Eu as ouço.

No meio da discordância democrática , a colega confessou que na visão dela, "eu sou muito objetiva e falo as coisas sem MEDIR."

Eu meço.

Uso meio metro de razão, no lugar de dez kilômetros de blablabla.

pay day

Hoje foi dia de capturar as cédulas fujonas.

Desde o final do ano passado eu vou pessoalmente receber os pagamentos dos projetos grandes porque me faz falta rever profissionais com quem estive diuturnamente por meses.

Eu experimento de certa forma, a sensação de "voltar ao meu aconchego". E lá vou eu mais uma vez debochar dos protocolos que são sugeridos por "especialistas" em "mesa e cadeira", que mal sabem a prática deliciosa de se aproximar do outro, de permitir um encontro pra além dos recibos e notas fiscais.

Quando eu estava de saída de uma destas empresas, uma de suas diretoras apertou minha mão e falou " quero que você saiba que este pagamento está sendo feito com felicidade!"

Eu pensei por uns instantes no que falar mas achei melhor dar-lhe um abraço, bem apertado.

Nos pagamos, uma à outra, com o que não cabe no cheque.

dispositivo "volta por cima"

A reunião quer era pra ter durado 45 minutos, durou 2 horas e meia.

Meus cotovelos nem estavam lá tão falantes, meus ouvidos é que decidiram trabalhar: minha cliente contou uma história pra lá de especial sobre a superação de sua família no momento de bancarrôta.

O saldo deles despencou do cem ao zero em questão de poucos dias, em função de uma série de negócios fraudulentos dos quais foram vítimas.

A criatividade da matriarca deste clã durante o processo de recuperação (da grana e da estima) népraqualqueruma não.

Por isso que eu falo, quem nasceu pra fênix nunca vai ser garnizé.

melhor filho é sobrinho

Algumas vezes eu pauso minha correria pq meu irmão mais velho põe minha sobrinha de três aninhos no computador pra falar com a titia Monga.

Quando ela era menorzinha eu ficava mandando emoticons e ela caía na gargalhada do outro lado. Era o ápice da nossa comunicação.

Agora que descobriu as conversas com voz e imagem, pronto... já era...a primeira providência dela foi fazer uma lista dos brinquedos que quer : Polly que tem banheira, bonecos dos Backyardigans e vários estojos de canetinha hidrocor.

Computador devia ser proibido pra crianças. E pra tias também.

chutando pro alambrado

"Monga um estagiário foi promovido a chefe e não consigo respeitá-lo enquanto meu "superior". O que fazer? " ( leitor adorado, em momento de pane corporativa).

Responderei nas duas versões por mim incorporadas, Monga e Executiva.

Executiva: Respeito é algo subjetivo, indolor e não passa pelo crivo da razão. Você sente, ele flui. A ponto de vc respeitar Ronaldo mesmo que você seja São Paulino.

Monga: Seguinte... estagiário é bom, bonito e barato, até que vire dono da bola. Técnico que põe estagiário no time principal sem passar pelas categorias de base, só serve pra treinar várzea. É lá que você quer jogar?