terça-feira, 30 de junho de 2009

ó a lôka

Se tipus você super quer pegar referências básicas de uma empresa, perceba a forma com que você aborda aquele contato que pode ser a grande ponte com a "luz".

Não vai encurralando com perguntas desta natureza " Hei, você sabe se naquela empresa rola alguma picaretagem ? Ouvi dizer que o cara além de desonesto é boiola!"

Não é raro a resposta ser " Ah sim... quando ele casou com a minha mãe, antes de eu nascer ele era bem honesto... e papai não costuma pedir meu batom..."

@anta

O gerente de uma rede de lojas optou por adotar um sistema básico de e-learning pra treinar suas equipes.

Nem chamaria de treinamento propriamente, mas adequação às necessidades num gráfico de soluções à mão. Os caras quando não estão vendendo, ficam lá aprendendo.

Ou brincando DE.

O que pesa, é que este gestor não definiu os momentos ideais pra que a turminha cumpra uma rotina de cursos virtuais, e quer que o stop seja geral, na hora de maior movimento nas lojas.

E ainda se atreve a falar que " quem não é dono de nada, não pode ter vontades próprias."

Sentiu o gabarito arrôba ignorância ?

fica combinado assim

O impasse no desenvolvimento de um projeto se deu pq o cliente repetia a todo instante que "mídia é glamour e ele não gosta de glamour."

Mas ele gosta de dinheiro.

E sem mídia, sem dinheiro.

O glamour a gente dá de brinde.

:P

percebe?

Fui fuzilada pela executiva-patricinha:

"Monga, como você consegue ficar tão a vontade de calça xadrez e havaianas numa reunião repleta de moças formais, de salto, terninho e maquiagem pesada?"

São muitos anos de investimento emocional frente ao espelho. Em cinco minutos de conversa é fácil entender o lugar de cada coisa na minha vida.

Sou executiva-maizena. Cê não precisa mais da embalagem quando o produto fala por si.


pagou, levou

Tem uma cambada de gente que entra na minha sala com um discurso bem oportuno de querer me ver, me dar bom dia, me dar um abraço. Nunca interpretei isso ao pé da letra, pq o cara mal me olha e já se atira no pote de biscoitos, balas de goma ou torradinhas.

A partir de amanhã vai ser assim: serei personal cantina.

Entra, se serve dos lanchitos, paga e sai.

E nem precisa me beijar, tá dispensado.

bisturi maldoso

Em posição de prestígio, que a glória infame do dinheiro proporciona, certos indivíduos limpam os pés na dignidade alheia.

Bastante sorridente, um cirurgião me contou que determinada publicitária está prestando serviços pra empresa dele, pra quitar a dívida de um procedimento cirúrgico ao qual ela se submeteu.

Este comentário foi celebrado numa sala repleta de colegas, de parceiros de negócios, seguido da conotação agora-a-fulana-é-minha-subordinada-veja-só!

Eu sou uma negação no quesito "santidade". Cometo erros, minto, tenho síncopes de ira, mas não cheguei no limiar da falta de compaixão.

Se eu chegar, um dia, alguém peça pra minha família me interditar, por gentileza.

um novo tempo, apesar dos perigos

Ainda estou em período inaugural de uma série de pioneirismos que esta nova estrutura física me inspirou a tornar reais.

Alterar coisas que aparentemente estavam enraizadas nos faz redescobrir. Nem precisa ser uma (re) descoberta pra capa de um tablóide, ou um feito pra sacudir toda uma geração. Serve a versão "genérica" desde que o efeito seja o mesmo: estimular, surpreender, revigorar.

É assim que ainda encontro tempo pra me surpreender comigo mesma, quando um cliente comenta quão diferente estou, de um ano pra cá.

Estou melhor? Estou pior? Estou mudada!

Eba!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

brilho eterno de uma chefe sem lembranças

Pediram que eu desse um exemplo, em reunião, a respeito de valores de pro labore plausíveis pra contentar um sócio que pouco faz e muito chora.

Que preguiça... se eu não fosse abstêmia, diria que estava de ressaca... Devo ter tomado um porre de responsabilidades e prazos, num gole só...

Minha opinião saiu no meio de um bocejo:

Pro labore sim, desde que ele colabore.

Perco o cliente mas não perco a rima.

dois clientes dois amores

To entusiasmada com o Lu*, novo funcionário da minha empresa.

E nem é porque ele é gatinho, mas porque tem sacadas bacanas, tem sintomas de ambição e uma timidez necessária pra não sofrer de gases no ego.

Enquanto comíamos biscoitos de polvilho na minha sala, ele foi me deixando a par da sua forma de encarar o mundo de desafios ( leia-se clientes):

Pra clientes que me procuram eu sou de um jeito. Tenho a pequena vantagem de reconhecer ali um prévio interesse. Sou mais óbvio.

Pra clientes que eu caço, preciso antes de mais nada fazê-lo crer que precisa de mim e dos meus serviços. Sou mais inventivo.

tiririm alguém ligou pra mim

Consultores-escritores tentam incutir determinadas posturas no meu modus operandi, e eu invariavelmente trato de desmontá-las, uma à uma.

Essa historinha jurássica de que Diretores, Gestores, Chefes-Supremos e Papas não devem atender aos telefonemas da empresa, salvo, quando passam pela telefonista, é besta demais!

Eu atendo messssmo. Magina que vou perder a chance magistral de dar bom dia pra uma pessoa que ligou por engano, saber como vai a irmã da minha cliente que operou do ovário ou me mostrar disponível e menos arrogantezinha!!!

Eu digo alô. Quer ligar pra mim?

domingo, 28 de junho de 2009

A boa dica

Extra, extra! Acabei de receber por email a seguinte solicitação:

"Monga, tem sido muito difícil conversar com minha chefe, ela está sempre sem paciência, com dez pimentas na boca!!! O que eu faço, hein?" ( Ewerton - Guaíba, RS)

Ewerton, querido... pra falta de paciência recomendo meditação nível iniciante. Pras pimentas na boca, recomendo um bom proctologista. Pimenta é uma delícia enquanto tá em circulação interna, na hora de sair... xiiiii

:P

adubando, dá

Minha mãe, neste instante, mandou eu levar "uma muda de roupa" pra empresa nova, que é pra me garantir numa eventual necessidade.

Eu: ta, no dia em que formos fazer a plantação de uniformes, eu levo.

expertise contra mau-olhado

Aquecimento pra segunda-feira: a canção se chama Big Yellow Taxi e sempre recorro a ela quando alguém resolve me oferecer canapés de inveja e outros sentimentos indigestos...

"Hey farmer, farmer, put away your DDT/I don't care about spots on my apples/Leave me the birds and the bees , please "

(Hey fazendeiro, afaste o seu inseticida /Eu não me importo com manchas nas minhas maçãs/Deixe-me os pássaros e as abelhas, por favor.)

Vamo que vamo, boa semana pra vc e pra mim!

nota à jovem marinheira

Me emociona a disciplina e devoção de pessoas jovens na construção de suas carreiras.

Uma amiga, advogada, e dotada de equipamentos extras de inteligência e maturidade resolveu sair de cena por um tempo, até ter encerrado uma fase fundamental de estudos e preparação na sua caminhada profissional.

E ela me escreveu um email bastante simbólico, contando que de hoje em diante, assume o leme, afinal, é dona do seu próprio barco e de sua carta náutica.

Eu quero dizer, que além do leme, do barco e da carta ( que nem sempre é garantia de navegação precisa ) somos donos também do espírito desbravador.

E podemos singrar muitos mares, nunca antes navegados.

dois tempos e duas medidas

Algumas pessoas costuram sua dinâmica na cadência dos seus interesses pessoais.

Se querem sua ajuda, prontamente se inclinam na sua direção. Sabem pedir, de forma sedutora e gentil. E que você cumpra tudo pra ontem. Pro mês passado. Pro século VII.

Mas, se você necessita o mínimo de feed back, de suporte e comunicação, aí não, caboclo.

Aí você tem que procurar noutra freguesia.

sábado, 27 de junho de 2009

não aperta que ela peida

Chamei minha equipe pra assistir a leitura dramática do e-mail que recebi de uma Executiva.

Ela é bem ignorante ( uma espécie híbrida de mendiga intelectual com sonsa) e malvadinha.

Eu adoro redesenhar situações de crise como motivo interno de piada. Se a tentativa era largar um rojão no nosso colo, o máximo que rolou foi um peidinho.

Manoel, o mano well

To firmando grandes parcerias de negócios fraternos, com esta coisa de ter um blog. Gente do bem, pra limpar este "ranho" que internet só tem perversidade. Se tem, eu definitivamente tenho passado longe!

Pois meu Oscar da Fofisse vai para... Manoel, do http://blogdoobvio.blogspot.com/, por ser tão tão tão doce com a Mongolilda.

Não é por acaso que Manoel começa com mano.

Ganhei um irmão.

o peão consultor

Quando era executiva da área Educacional, coisa que não passou de "alucinação temporária", eu conheci o Márcio. Ele é um músico bastante respeitado, idealizador de um projeto itinerante que levou música pantaneira à vários Estados deste BrasildimeoDeus.

E o Marcinho além de grande musicista, é um gênio na hora de produzir jingles. Nossas reuniões acabavam em devaneios musicais, de Beatles à Almir Satter.

Certo dia eu estava bem deprimida, e ele notou, logo ao entrar na minha sala.

Eu estava disposta a entregar um projeto sem cobrar "cachê", meu negócio era "subir no palco".

E o Márcio usou as sábias palavras do peão de sua fazenda : faz isso não, Monga. Tudo que vem de graça, vem pouco.

felicidade ilícita

Parece obscura a possibilidade de ser feliz estando na empresa no "dia de descanso".

Como se a Disneylândia fosse lá fora e não aqui. Mas eu discordo. E discordo lambuzada de macarronada que almoçamos, eu e equipe, há menos de uma hora.

Inspirados pela "casa nova", decidimos passar o sábado juntos desempenhando anti-trabalho-pró-bagunça: dançando e imitando os clipes que passam na tevê enorme que tem na minha sala, fazendo guerra com as almofadas da recepção e personalizando, cada um, o seu novo cantinho neste labirinto corporativo.

Se alegria na empresa for contrabando, manda encostar o camburão, que tem mais de dez "bandidos" aqui comigo.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

minha Monga pocotó

Minha bisavó usava o termo remanchando pra se referir a alguém que tava fazendo corpo mole pra alguma coisa. Nem sei se isto procede, se é neologismo, burrice ou desacordo gramatical.

Mas eu uso... sempre. Hoje mesmo: " fulana, fala pro Zé que eu fiquei aqui remanchando pra terminar o relatório, mas já estou a caminho da reunião."

Escutei ela devolver "Ô Zé, a Monga disse que já vai, demorou pq estava aqui relinchando."

(Será que ferradura feminina causa joanetes?)

coisas que mulheres pensam durante o expediente

Qual mulher nunca se preocupou ao sentar, se está pagando cofrinho?
Vai negar?? Na empresa este cuidado redobra.

Faz parte do comportamento social e corporativo feminino.

Pois a minha triste reflexão de hoje, é que, se eu não tiver um pingo de disposição e mandar a preguiça embora, dentro em breve eu não terei um cofrinho, e sim uma réplica do Banco Central atachada ao meu traseiro.

Deprimi.

pergunte aos universitários

Vou abrir uma nova vaga de estagiário no meu setor. Quero uma pessoa que desempenhe a função de pajem corporativo ( ou dama de honra).

Não que eu goste de bajuladores, mas ultimamente ando com vontade de confete assumido e remunerado. Fica claro pra ambas as partes.

Uma coisa que pesa na escolha: estudantes são adoráveis. Eles sempre pensam que sabem ( e sabem).

Ao contrário de mim, que só penso. E definitivamente nunca saberei.

espionagem executiva

Engraçado... eu não costumo ler os relatórios de formalização de parceria da minha empresa com outras Companhias pois tenho quem o faça com um pé nas costas.

Hoje eu decidi dar umas espiadas (sem grande compromisso examinador) nos termos de acordo firmados. Foi uma diversão e tanto!

Era um tal de manter a "confidencialidade" pra cá, manter a "confidencialidade" pra lá, que me senti a própria mata hari.

Na prática da minha profissão, a última coisa que mantenho é o resguardo verbal dos meus feitos, projetos exitosos e glórias temporárias. Se confidencialidade pressupõe pôr ovos de ouro em silêncio, eu to é beeeeem ferrada.

Co-co-có.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

bi bi fom fom

Minhas virtudes como gestora são incontáveis: virginiana, gremista, supersônica, daltônica, dramática, impulsiva, palhaça...

Meus "calos" como gestora ficam escondidos, dentro do sapato, mas eles existem.

Não suporto desespero, me apavora a inanição e eu tenho "baixa estima alheia". Não boto fé em gente tola . Eu me comunico na medida. Não grito, eu informo. E trabalhar em parceria, é aceitar carona sem reclamar do estofamento.

Quando um parceiro, no meio de um projeto, fala que minha comunicação lhe chegou com "ruído" é pq ele anda ouvindo a buzina dos seus pensamentos engarrafados.

Nessas horas, eu vou a pé.

pra casar

É tão ruim ser chifruda-corporativa...

Estou sofrendo um abalo sísmico circunstancial desde que minha assessora de comunicação aceitou o assédio de outra empresa, e passou a amar duas Instituições, simultaneamente.

No período em que minha empresa foi a esposa , desfrutamos juntas de vários momentos oficiais, qualitativos e em período integral.

Com o passar do tempo, desci ao posto de amante. Tempo minguado, escapadinhas ultra rápidas pra deliberar soluções e pouco envolvimento. O amor público, virou namoro às escuras, embora as juras de amor tenham permanecido, bem como a promessa de eu ser novamente, a única.

Eu estou a ponto de dar um chega-pra-lá: ou ela assume a minha empresa, como sua amada, ou eu termino esta relação já.

personal bola fora

Conheci um executivo capaz de quebrar meu bico em meia-hora de conversa ( sim, depois da derrota pro Cruzeiro, meu coração gremista estava em frangalhos...)

Primeiro ele me falou que a indústria sapateira era uma área na qual ele tinha muita experiência. Por mais que eu insistisse em falar "indústria calçadista" ele nem tchuns. Ta bom, ta bom. Tamancos ou papetes, who-cares-about-it.

Tudo se manteria no nível se ele não tivesse me dito que em viagem de negócios, comeu um macarrão com frutas ao mar.

E eu? Nada, juro. Só perguntei a ele se pra pegar as melancias e melões, no mar, ele precisou de bóia.

pó chegar, freguêis





Estou abrindo a selateria da Monga.

Pegue na prateleira o selo que melhor se adequar a sua necessidade visual e passe no caixa. Aceitamos cartões de todas as bandeiras. PS: obrigada a todas as amigas fornecedoras, que dão crédito ( em sorrisos!) para que meu dia seja mara.

titia monga explica

Demorei pra vir aqui no blog hoje, por motivos alheios ao meu vício bloguístico.

Até desempacotar todas as tralhas na minha sala nova, não sabia a diferença de um focinho de porco e uma xícara de capuccino.

Deu tempo pra refletir sobre o exercício profissional de Monga e Executiva.

Repito o que falei aqui, um dia, na "salinha suspensa de comentários":

Este blog é da filosofia isopor: nem sempre útil, mas sempre levinho.

homenagem pela culatra

Um grande produtor de arroz aqui da minha região,"homenageou" suas filhas emprestando seus nomes aos tipos comercializados.

Exemplo: arroz tipo 1 ganhou o nome comercial de "Luciana" ( a filha mais velha ); arroz tipo 2 "Marília" ( filha do meio).

Se eu fosse a Marcinha, a caçula, preferiria ser esquecida no mercado arrozeiro. Arroz de terceira é um desaforo, total!

Ah, vá!

moonWalker

Passei o dia inteiro sem internet. Agruras de uma empresa em mudança.

Fiquei sabendo agora que o Michael morreu. Não me ocorre nada espetacular, antropológico e estupendo pra analisar a respeito de narizes, clareamentos de pele e posturas bizarras-assexuadas.

Me ocorre que ele era um baita artista. A ponto de entregar o corpo ao sacrifício da imagem.

To bem a fim de dançar beat it em cima da mesa, amanhã cedo.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

superação

Sabe que eu fiquei pensando? Um amigão, que sempre passeia por aqui, fez com que eu analisasse a possibilidade da expressão "executivo arrogante" ser um oxímoro, muito embora me soe como um pleonasmo.

Não sei. Eu não sou executiva arrogante, isto é certo.

Arrotante, sim. Especialmente quando me entupo de coca-cola.

como convidar executivos arrogantes

Eu tenho formalizado os meus convites da seguinte forma:

"Mudamos de sede mas mantivemos a filosofia da empresa : são bem-vindos os que aplaudem nossas virtudes, duvidam das nossas falhas e apostam no nosso sucesso. Café está disponível na copa, e doações de tapetes persa entre em contato com o RH."

cabeça desTampada

Pensando na minha querida amiga Mariana Zanatta, lembrei de uma situação vivida durante uma viagem de negócios à Tampa, na Flórida (EUA).

Eu fui chamada pra conversar sobre turnover que é uma ferramenta de análise de "trânsito corporativo", rotatividade, quem entra e quem sai da empresa, os motivos e consequências. Ou seja: um saco.

Pois na hora da reunião eu falei centenas de vezes "game over", no lugar de turnover.

(Talvez por estar jogando um minigame, debaixo da mesa, durante a reunião.)

mico ao alvo

São tantas as situações reais com ares de folhetim, que as vezes uma pegadinha ganha conotações patéticas.

Estava conhecendo as instalações de um novo business partner da minha empresa, dia desses. A estrutura deles é enorme, organizada e muito arrojada. Um sistema de segurança examina sua digital, sua íris e suas vidas pregressas para aí sim, liberar o acesso. Há um forte esquema de proteçãos aos cofres e equipamentos.

Durante o passeio escutamos um barulhão, seguido de um grito de " todo mundo pro chãoooooo."

Fui empurrada pra baixo de uma mesa rapidamente, enquanto observava pessoas estiradas no chão, encolhidas, se protegendo da forma que podiam.

Algum engraçadinho, ao ouvir o barulho de um arquivo caindo gritou " tiro! tiro! cuidado! assalto!"

Dessa vez, foi um mico coletivo. Nem tive culpa.

por mares nunca navegados

Eu tenho alma beduína. Constância rima com tédio e permanência rima com prisão ( no meu fabuloso dicionário corporativo lunático.)

Enquanto meus colegas se desesperam com a nossa mudança de endereço e empilham suas caixas como quem empilhasse seus medos, eu estou fascinada com o cheiro de "novos horizontes" que se apresenta.

A dinâmica das coisas, saindo de seus lugares, me inspira à vida.

Sem contar que, arrumar a "casa nova" é um ótimo artifício pra mandar tudo que está quebrado pro lixo.

Inclusive as velhas posturas.

psico-solidariedade

Foi um grande passo disponibilizar uma Psicóloga Clínica na empresa, em horário integral, pra prestar socorro a qualquer membro da equipe que sinta necessidade.

O que me levou a tal feito??

Simples: quem veio trabalhar comigo tem certamente um grande desvio de comportamento ou sofre de alguma patologia psicológica grave.

E se não tem, convivendo comigo em dois turnos, está automaticamente ingressando no grupo de risco.

terça-feira, 23 de junho de 2009

tudo é o que parece

Minha Vice-Diretora de Operações anti-sinistro, lá da filial de SP, falou " Monguxa, ontem vc cometeu um erro no blog. Escreveu autores infláveis, no lugar de autores infalíveis."

Eu me defendi: são infláveis mesmo. Igual joão-bobo de posto de gasolina. Muito ar e pouco conteúdo.

a persistência da memória

Minha memória é algo extraordinário, fora do comum.

Mas eu nem sabia disso, meu povo! Conversando com a Petite*, que é a melhor advogada para causas perdidas, e legislações amorosas improváveis, é que percebi esta aptidão rara.

Lembrei de nomes, datas, fatos, números de processo, laudos inconclusivos e sentenças revogadas.

Não, eu não sou advogada. Mas ela me contava tudo, em detalhes, quando eu acompanhava de perto sua ascendente carreira.

E eu nunca mais esqueci.

Microfilmagem emocional é o nome disso.

Eno guaraná

Comprei uns saquinhos de sal de fruta e passei a carregar nos bolsos dos meus casacos ou das calças jeans, whatever...

Como eu tenho "espírito corneteiro", em qualquer situação, em visita, reunião de negócios, em discussões de pauta ou trabalho em equipe, a primeira pessoa que der manifestações claras de azedume , indisposição ou azia de humor, ganha este brinde.

Uma maneira engraçada de dizer " não tenho culpa se você chupou um limão com casca e tudo, mas posso te ajudar a melhorar a digestão."

:P

advanced techniques

Sentada aguardando uma executiva que costuma me atender com duas horas de atraso, em média.

A recepção parecia a feirinha do Bonfim, em Porto Alegre. Pessoas de vários naipes e shapes, e vendedores de todas as abrangências de mercado. Impressionante.

Pois tentei me distrair, conformada com a esquisitice ambiental reinante, e saquei uma revistinha, dessas de produtos de beleza que se compra em esquema de porta-a-porta.

Eis que um tufão me puxa e me arrasta pra sala da Diretora a quem eu aguardava : " Vamos, vamos, senão ela não te atende hoje." Fiquei feliz com a agilidade!

E completou, já comigo lá dentro, esmagada na porta:

"Chefe, a moça do Avon... atende ela ligeirinho que a recepção ta cheia..."

segunda-feira, 22 de junho de 2009

tecno job

Funcionário mimeógrafo : ultrapassado, reproduz em baixíssima qualidade, só funciona a álcool e depende de um tonto pra dar manivela e fazer trabalhar.

Funcionário multifuncional : copia em alta resolução, envia fax, sinais de fumaça, é perceptivo e moderno. Scanneia suas ordens sem reclamar.

eu também pesquiso

Faço questão de estar sempre buscando novos exemplos, práticos, verossímeis, de situações ocorridas com amigos, colegas, parentes, no afã de criar meus parâmetros de gestão, sem ficar presa ao que alguns autores infláveis tentam me fazer crer.

Agorinha, entre um café e algumas farpas, ouvi minha colega contar de quando trabalhava numa grande distribuidora de alimentos, e teve seu salário atrasado (constantemente).

O chefe não esboçava sequer solidariedade, quanto mais iniciativa pra pagar. Feio, hein?

Pois ela foi lá e pegou o equivalente em arroz. Isso mesmo. Pegou em mercadoria.

"Mas o que você intencionava fazer com fardos e mais fardos de arroz ?" - perguntei.

Ela : " ah vou guardar pra jogar em vc, na saída da Igreja, quando vc casar..."

Eu tive que aconselhá-la a fazer outro plano. Se depender do meu casamento o cabelo fica branco, a artrite chega e o arroz mofa.

frankstein

Minha assessora de comunicação organizacional que contou:

Na revista onde ela é editora-chefA, um dos jornalistas apresentou um texto que era uma colagem pra lá de tosca de vários textos de colegas que ele livremente se apropriou, dando vida a um bixinho-monstrengo, entre o mosaico e a cara-de-pau.

Não sei se eu conseguiria assumir publicamente (e “googlecamente”) minha incapacidade criativa.

Sim, porque isso não é preguiça. É falta de competência mesmo.

os cúmulos de segunda-feira

Cúmulo do Excel: “manda uma planilha organizada com todas as planilhas que você usa.”.

Ahhhh, fala sério!

Cúmulo da Contabilidade: “sim, vamos ao cinema, claro... manda uma tomada de preços discriminando sala, sessão e respectivo filme.”.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh, fala mais sério ainda.

deeper

De um leitor, por e-mail:

"Monga, eu sugeri que minha empresa trocasse os tickets refeição por créditos reserva no banco de folgas semanais, e fui muito criticado. Mas no fundo era uma boa idéia, não era?"

Era. No fundo era.

Lá no fundo do almoxarifado, dentro de uma caixa lacrada, no escuro.

domingo, 21 de junho de 2009

domingo de rainha

Estou em estado de semi-vigília.

Não, não estou estudando a lógica onírica de Freud. To empanzinada com minhas estripulias gastronômicas neste final de semana, e torcendo para que amanhã eu consiga cumprir meus compromissos normalmente.

Repouso e chá de goiaba pra segurar os espamos corporais.

Talvez seja um bom expurgo pra uma semana de resultados.

o que você faria?

O dilema bateu na porta de uma amiga, com força : no antigo emprego, ela conheceu o noivo, filho do dono da empresa.

Se descompatibilizou do cargo, por questões éticas e casou com o moço. O ex-chefe passou a ser sogro ( não sei qual posto é pior, confesso). E lá , neste ambiente, trabalhava também sua melhor amiga, de infância .

A amiga tomou um cambau, um calote do chefe. Acionou judicialmente a empresa e pediu que minha amiga testemunhasse no processo trabalhista.

Minha amiga telefonou, angustiada: deve testemunhar contra o sogro, a favor da amiga? Deve se negar a fazê-lo, mesmo sabendo que o cara está erradíssimo?

Não sou uma conselheira extraordinária. Mandei ela procurar uma taróloga.

cuca fresca e bolso furado

A maioria das pessoas se surpreende quando falo que minhas finanças pessoais vão na contramão de tudo que os gurus de finanças recomendam.

Eu li na capa de um livro "O otimismo é um imã para a riqueza."

Não sei. Eu nunca fiquei em casa tendo surtos de otimismo "hoje vai chover dinheiro, vou por um balde na goteira aqui de casa."

Fato é que dinheiro não aceita desaforo. E que há uma proporcionalidade infalível: quanto mais se ganha, mais se gasta. Posso não ser tão financeiramente estável quanto gostaria, mas sou absolvida por dormir sem dívidas.

Prosperidade sempre me cheira a fazer o que se tem desejo sem chorar no mês seguinte.

sábado, 20 de junho de 2009

precocemente perdida

A Maíra* é a filhinha de um casal de amigos que amo demais.

Pensa numa menininha faladeira, inquieta e cheia dos "porquês" que nos tomam de assalto de 2 em 2 minutos. Acima da média, juro procês.

Meus amigos vieram me contar, todos entusiasmados, que a Mamá disse pra eles que quando crescer, quer ser executiBa, igual a tia Monga.

Eu sugeri que eles a pusessem num colégio interno na Suiça. Só por garantia.

Deus dê melhor sorte pra este anjinho.

Il fait un temps superbe!



Bonsoir!!! Olha, a petite chèrie da http://introspectivasim.blogspot.com/ me enviou este selinho.

C’est sympa !!!

Trocando em miúdos, em bom franco-portugues, ela é fofa-adorei!!

As cinco coisas que adooooru na vida (que preciso citar como regrinha do selo) são eu, eu mesma, a Monga, a Executiva... e Irene ( pra não rolar mágoa.)

Divido com os queridos e queridas que me fazem companhia neste sábado tão volúvel.

Bisous! Smaaaaaaaaack!

neuromonguices

Perguntei pra Bela*, minha amiga de infância, doutora em Neurociências e pesquisadora devotada do comportamento corporativo, pq cargas d'água é tão delicado o universo empresarial, sempre orbitando entre o paraíso e o caos.

Não podia esperar uma resposta chulé. Ela me presenteou com esta análise :

"É... estamos num estranho estado entre uma sensibibilidade à flor da pele... e um raciocínio que esfria os impulsos sensíveis."

Vou tentar dormir esta noite. Preocupei com o futuro.

delirar também da trabalho

Um distraído caiu na armadilha de perguntar, no final de uma reunião de negócios (que, diga-se de passagem, foi vomitante ) no que EU estava pensando, tão concentrada e silente, como quem se prepara pra um parecer fantástico.

No que eu rapidamente:

"Quem matou Laura Palmer, a personagem do David Lynch, alguém lembra?"

(Sempre sou muito sincera).

mortal kombat

Eu adorava uma musiquinha do Akon cantando com o Eminem, acho que se chamava smack that. Numa parte da canção eles falavam em Tae Bo, que é uma luta, um "coquetel" de boxe, com aeróbica e porradas distribuídas a esmo ( ou quase isso). Adorava pela melodia, se fosse avaliar o teor, é um lixo, indigno de nota.

Vi um pega-pra-capar de dois executivos hoje, de invejar Chuck Norris. Dois colegas de uma empresa amiga.

Fiquei tão impressionada com o festival de socos, xingamentos e pontapés, que perdi a vontade de falar pros meus trainees "briguem pelas suas oportunidades."

Acabei sendo compelida a mudar minha abordagem. Devo falar pra eles "seduzam as oportunidades". Brigar, mesmo no sentido figurado, é uma bosta.

janete clair e a íris quer

O SBT comprou os direitos de exibição e (de lobotomia) dos textos da Janete Clair, que foi uma grande referência nas telenovelas (e tbém nas peças pra rádio). Certamente esta transição, dos textos da consagrada autora, pra glamurosa primeira-dama Silvio, será impressionante. O casamento mais perfeito da pérola com o javali.

A se avaliar pelo que andei vendo (e lendo) da Dona Iris Abravanel, eu aguardo mudanças do tipo:

Novela original (da Janete) – a mocinha comovida vira e exclama “ohhhhh”.

Novela pasteurizada (da Íris) - a mocinha comovida, maquiada com produtos Jequiti, ao som de Daniel, vira e fala “ahhhhh”

sexta-feira, 19 de junho de 2009

blitz literária

Não tenho nada contra a escritora Rhonda Byrne. Posso, no máximo, achar o nome dela escalofobético.

Uma legião de executivos, amigos ou conhecidos, está lá suvacando seu livrinho ( O Segredo ) pra cima e pra baixo. Eu concordo com o Isaac Marinho, na minha míope opinião, o segredo consiste em se manter o segredo.

Se ta no livro então não quero. Mesmo pq já não é segredo pra ninguém.

Sou dificiiii.

pla ser sincela

Alguém perguntou no que eu, Monga, MILITO.

Eu mi ilito com gente sem considelação, que fula leunião e não apalece.

Plo lesto eu tenho tolelância.

:)

fora de série ( nível I )

Dando início a uma pesquisa bastante rebuscada sobre executivos e suas similaridades com séries de tv:

Executivo Without a Trace - Faz 3 horas que ninguém o vê e a reunião já vai começar.

Executivo Cold Case - Seus cases de sucesso foram parar na caixa de arquivo-morto de alguma empresa e lá repousam até que alguma executiva Lily Rush os salve.

Executivo CSI - Super perito na sua área de especialidade mas só é chamado pra resolver projeto " assassinado."

Executivo Supernatural - Eterno zumbi. Ninguém sabe se ta vivo ou morto. ( água-benta nele!!! )

pelos poderes de greyskull


De posse de meus poderes mágicos eu ordeno que todos os colegas que apanharem este selo suportem com paciência beneditina este resto de sexta-feira , pois sábado e domingo se aproxima pra recauchutar a molenguice.


Marasmo, fora!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

mas pra que tanta mão, se isto voa?

Ganhei do amigo Vavá* (queridão!) um texto maneiro, escrito pelo Max Gehringer, aquele consultor que as vezes aparece no domingo a noite na sua casa e na minha. O tema era o funcionário hands on, conhece? O popular indivíduo “mão na massa”, prontamente disposto a apagar incêndios na empresa.

Eu definitivamente não sou hands on. Parte se deve ao fato de que, faltariam “hands” pra tantos “on” no meu dia.

Outra parte, pq eu sou hands free por natureza, igual tecnologia bluetooth.

Dispensa o uso das mãos, mas não do cérebro.

:)

análise fria

Depois de infindáveis cálculos minha empresa resolveu mudar de acomodações.

Precisamos ir pra um espaço funcional, não necessariamente grande, e agradável , não necessariamente caro.

Apareceram muitas opções. De casarões coloniais, a salinhas de meio metro quadrado.

Eu adorei a sugestão da colega corretora: vocês passam tanto tempo juntos, que compensa alugar uma mansão onde trabalhem e morem.

Periga eu abraçar a idéia. Mas a suíte master é minha, claro.

rapa fora daqui

Que belo depoimento tenho pra dar: eu e Angeluda ( minha escudeira Gestora de Finanças) fomos expulsas por duas vezes de uma cafeteria.

Na primeira vez, os funcionários resolveram lavar o chão, pra adiantar a tarefa de final de expediente, e por sermos as únicas lá presentes, nos pediram pra r-a-l-a-r-p-e-i-t-o. Na segunda vez, quando estávamos entrando, nos disseram "ah não... a gente vai limpar o chão agora."

Antes de entrar no carro da miguxa, eu pedi licença, voltei dois passos e me dirigi ao garçom:

Vem cá, é uma política da casa afugentar os clientes pra limpar o chão?

O moço falou bem seguro de si : " sim, a gente prefere".

Era só pra ter certeza. Tive.

agradeço

Não é a toa que a Isa ( http://isadhoracamacho.blogspot.com/) fez Nutrição.

Ela sabe alimentar amizades de forma espetacular.

E to ligada que manja de gestão pra xuxu ( não, não, não é uma pós-graduação em vegetais e leguminósus).

Obrigada, minha flor.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

in dubio pro reu

Dois feitos que sacudiram a humanidade.

Um foi Orson Wells tirando com a cara de todo mundo e simulando uma invasão de marcianos à Terra, pelo rádio.

O outro foi o Judiciário derrubando a obrigatoriedade de diploma pra exercer a profissão de jornalista.

a blogosfera tem dessas coisas






Estes chegaram pela Hermy (http://coisasdelane.blogspot.com/), uma pessoa de doçura inigualável, e vou evidentemente dividir com todos meus amigos que aceitem este beijos selados...

concentração

Tenho estado um pouco dispersiva nos últimos dias. Uma nova equipe está em formação em SP, e eu precisei revitalizar minha gestão.

Uma espécie de polimento cristalizado na "lataria gerencial". Tirar manchinhas, destacar a pintura, sabe? Bloqueei o acesso à minha sala por alguns períodos do dia, e pedi, aos meus companheiros que entendessem como o anúncio de cansaço e não como afastamento idiota.

Dá tempo pra pensar também, que hoje tem futebol : Curingão X Internacional, e não basta ser gremista, tem que ser anti-colorada.

Vou ficar na minha concentração particular, qualquer coisa eu grito GOOOOL.

lovely worka

Faltava uma visão completa, e não periférica, de que sou de fato workaholic.

Pois esta visão surgiu no meu ambiente doméstico.

"Boa noite, mamãe, ta indo dormir?"

Ela : "Não, meu bem, estou acordando!"

Xiiiiiii.

memórias de minhas monguices tristes

Once upon a time...

Eu trabalhava numa multinacional que descartava as pessoas como chicletes sem gosto. Mascava, mascava, mascava, depois... cuspia. Foi então que me informaram que meu colega acabara de ter sua demissão assinada, por não atender ao monstruoso programa de metas.

Entrei na sala e o vi, sorrindo, com um bloco na mão, um lápis e uma calculadora. E soltei esta raridade corporativa:

Aí hein? Isso que falo ! Todo mundo com pena de vc pela demissão e vc aí já calculando o que fazer com o FGTS e seguro desemprego. Isso que é tenacidade !

Ele não sabia da demissão. Tava calculando a bonificação do mês.

e por falar em nepotismo

Não nego que eu já tenha presenciado vantagens políticas ( Deus-salve-as-almas...) nestes aspectos que envolvem nepotismo.

Na minha empresa seria difícil eu promover esta "facilidade". Lembro disso quando noto que todos meus irmãos foram mais sábios e preferiram a vagabundagem institucional.

Eu também nunca obtive nenhum favorecimento deste tipo. Nepotismo na minha vida tá igual o caviar do samba:

Nunca vi nem comi eu só ouço falar.

política degenera e mata

Pessoas de idade deveriam se poupar da desgastante atividade pública, e solicitar o afastamento dos púlpitos. É uma rotina desgranhenta. Coitado do ex-Presidente Jose Sarney...

Eu acho que ele está sofrendo de alguma degeneração de memória ou algum lapso significativo, progressivo e fatal.

O vovô senador nem conseguiu acompanhar o ingresso dos netos na máquina do poder.

Deve ser triste passar por um netinho na Esplanada dos Ministérios e não reconhecê-lo, sabe?

ainda é pouco?

Meu esforço era pra explicar a uma amiga o motivo da minha negativa. Não poderei ajudá-la num evento. Nem é desculpinha miada, e sim o desdobrar de uma loucura, em vários atos:

"Tenho a Direção de uma empresa, presto consultoria em mais duas, coordeno simultaneamente um escritório lá em Porto Alegre, fora as outras capitais onde alguém faz isso por mim e ainda assim me esfolo... a causa é justa, falta é tempo, teria que criar uma realidade paralela com calendário próprio..."

Minha amiga " ah, vc só faz isso?"

Eu: " então, como eu estava dizendo, além disso, estou abrindo uma tapiocaria e uma empresa de recuperação de pneus de kombi, nos dias, claro, em que não estarei dando aulas de javanês em braile."

Chega?

terça-feira, 16 de junho de 2009

I dreamed a dream

Muito executivo agora deu pra sofrer de cólica Susan Boyle.

Basta ganhar notoriedade pública, que o cara não sabe pra onde correr.

Nem o repertório segura a fama.


freeze! estátua!

Pela segunda vez a vexa mortal : estava olhando pro telefone celular berrando na palma da minha mão (não queria atender) e quando levanto a cabeça o cliente está a dois passos de mim...

"Você não ia me atender??? "

An? An? eu? ah.. an?

"Achei que vc já estava em SP, Monga..."

Estou!!! Isto que você está vendo é um holograma.

meu reino por um donuts

Sempre me considerei merecedora do Reino dos Céus e de um donuts saído do forno, quentinho, no fim de um expediente canino.

Tentei fazê-lo hoje, e juro que não reclamei da fila indecente, pq minha recompensa não seria um pote de ouro, e sim uma enorme isca atolada no doce-de-leite. Quando minha vez despontou, a mocinha, sorriu entre dentes : xiii, acabou-de-acabar.

Como? Como? Como? Não pode, tinha centenas!!!

Tinha sim, Dona, mas as funcionárias já reservam uns 70% pra levar pra casa. Então termina rapidinho...

Leitores, vocês acham que devo sugerir que o supermercado faça uma produção interna e revenda os donuts somente pros funcionários? Ou melhor, que eles recebam seus salários em donuts?

Se for assim, to lá na porta pedindo emprego amanhã cedinho!

( consumir = significa sumir com... tirar de circulação )

porque pensar bloqueia a produtividade



Teoria : é nem pôr o pé e dizer que a água é fria.

:P

eu não sei

Se eu não exijo muito da minha memória, é porque geralmente alguém facilita o trâmite de reconhecimento da informação. Os currículos que recebo, por exemplo, são prova viva deste fato.

O meu departamento na empresa é de assuntos aleatórios e enobrecedores da alma. Não é RH, mas de vez em sempre, alguém toma a iniciativa e manda alguma coisinha por e-mail.

Recebi hoje o “Currículo da mulher do Pedro.” Muito bom, hein? Qualificações invejáveis e a forma de apresentação, chique no úrtimo.

Parabéns pra ele, que tem uma mulher talentosa e apta ao cargo pretendido.

Mas quem é o Pedro? nãofaçoamínimaidéia.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

o teor não importa o que vale é o preço

Antes mesmo do cliente saber se a proposta é boa, eficiente, pertinente e limpinha, ele quer saber quanto custa.

A dúvida é, portanto, uma incerteza do bolso. A pressa queima etapas na avaliação do projeto.

Hoje tomando um café, com duas amigas, concluímos que isto tem um nome.

É síndrome de "how much".

pula fogueira iá iá

Festa junina na empresa sempre dá rolo. O chefe quer ser o noivo pra ter a chance única de casar (nem que seja de mentirinha) com a gostosa da recepção.

O nerd ensaia há meses a possibilidade de ser o xerife e prender todo mundo na sala do xerox em meio a litros de toner. O colega que só bebe escondido da esposa, vai se enfiar na panela de quentão...

As colegas peruas vão levar um lencinho na bolsa pra limpar o salto alto que se enfia na grama.

Não vou nem tentar pular fogueira.

Batata-doce e pinhão eu como em casa, podexá.

começando em clima de HQ

Pois deixo na boca do Tio Patinhas, direto do gibi da cabeceira, a oportuna reflexão para uma semana cheia de caroços, mas com gosto de mingau:

Pato Donald reclamava que o velho sovina não esquecia da grana q havia lhe emprestado e deu um ultimato: ou Donald pagava ou pedalava, literalmente (pois pedalando geraria energia elétrica numa engenhoca e reduziria a conta de luz na mansão do titio ricaço.)

"Você escolheu pedalar Donald" – disse Tio Patinhas.

"E o que mais eu podia fazer?" – choramingou Donald.

"Nada. Já que você não tem massa encefálica, só me restava usar sua força física" – concluiu Patinhas.

volta ao mundo em duas lições de civilidade

Conheci uma comissária de bordo gente boa “pra mais de vôo”. O nome dela é Mônica.
Papo vai, papo vem, contei a ela de uma vez que estava em outro país, e no quarto do hotel em que estava, havia um cartaz afixado, em bom português:

Prezado hóspede brasileiro, ao sair não leve roupões, cinzeiros, toalhas e outros pertences, pois NÃO são souvenires.

A Mônica me contou que na empresa dela, os comissários passam por uma espécie de checkout, pois estavam sumindo muitos objetos como copos, toalhinhas, garrafas de uísque...

Apertem os cintos. A vergonha sumiu.

jabá familiar

Minha priminha Renata (que não é ingrata, muito pelo contrário), uma jornalista jovem e cheia de gás foi morar na Irlanda pra aperfeiçoar seus estudos e de lá mantem um blog muito bacana onde nos conta suas peripécias no novo país:

http://madeinireland.wordpress.com/

Recomendo como leitura distracional, cultural e, sobretudo inteligente.

domingo, 14 de junho de 2009

pra adoçar o domingo

A Silvana, moça fina, elegante e sincera lá do crepusculosmm.blogspot.com, me fez esta surpresa dominical.

(Obrigada querida! Só vc pra permitir que eu divida espaço no seu blog, junto com Jean-Paul Sartre... hehe...)

Pois eu tenho que indicar mais blogs e responder uma lista de 8 coisas que gostaria de fazer antes de morrer. A lista eu faço, mas quebrando a regra ( e mantendo a cara-de-pau ) quero deixar este selo disponível a todos meus colegas blogueiros, que queiram e se comprometam a manter a brincadeira. Todos, ta pípol?

Lá vai:

1. Ter uma sessão exclusiva no cinema, assistindo sozinha à Paris, Texas, do Wim Wenders, sem ninguém pra dizer que a trilha sonora do Ry Cooder é chata.
2. Fazer um passeio de lambreta pela Toscana ( sem capacete, pro meu black power respirar );
3. Raptar o Mickey e a Minnie lá da Disney e levá-los pra um findi comigo em Bonito-MS;
4. Comer baldes de doce de batata;
5. Fazer uma tatuagem escrita " eu sou da mamãe";
6. Gastar no americanas.com só com frivolidades e sem limitessssss;
7. Dançar com Marcelo Misailidis ( no Teatro Municipal, claro);
8. Ia dizer escrever um livro, mas como vou enfiar o pé na jaca, quem sobreviver que escreva...

( Ufa...)

esfomeado

Um idiotinha destes mal passados e com cebola, falou que detesta trabalhar em equipe, pois é o mesmo que "comer um prato de massa quatro-queijos à quatro bocas! não dá! "

Eu, que também sou idiotinha, mas bem passada e com molho barbecue, achei o cúmulo da bestagem.

Pois eu não comeria no mesmo "prato" que ele nunquinha.

E ainda ia torcer pra ele ter dor de barriga.

inspeção anual (o balancete secreto)

Taí o resultado da última auditoria (a qual submeti as contas emocionais do meu exercício no cargo de executiva):

Eu só posso comunicar meu cliente na medida em que me comunicar eficientemente comigo mesma.

Tenho um "drive-thru" cerebral. Dou voltinhas em mim mesma, me ouço, discuto comigo antes de discutir coletivamente.

Dou direito de voto às minhas variadas opiniões.

De outra maneira, não funciona. Não presto nem pra fazer uma campanha de fósforos usados.

do jardim das honestidades

Minha preocupação sempre é passar uma imagem da empresa onde trabalho de forma digna e condizente. Me esforço pracarái. Com os colegas novos, que vão chegando, esta obrigação é um rito de passagem, sabe? Não falo só das flores, mas também dos espinhos.

Eu falo a verdade. O ambiente é sujeito a chuvas e trovoadas mas também à manhãs de sol.

O noivo de uma amiga, mostrou a ela o jardim de girassóis que ele plantou pra ela, na casinha onde eles irão morar depois de casados. Ela ficou derretida... e me falou assim " a casinha é simples, mas é honesta."

É este meu modelo de empresa: simples e honesta, mas onde caiba um jardim de girassóis.

sábado, 13 de junho de 2009

o futuro engavetado

No primeiro final de semana que minha irmãzinha mais nova passou conosco ( meu pai a reconheceu qdo ela tinha 3 aninhos) ela estava bastante desconfiada, quase como um bichinho perdido na floresta.

Meus irmãos tentaram deixá-la confortável, embora a galera lá de casa num seja flor que se cheire. A puseram pra dormir na cama auxiliar no quarto de um dos meus irmãos. Estas camas que ficam encaixadas debaixo de camas de solteiro e que são as populares “salva visitas”. Deu tudo certo.

Na segunda-feira, a mãe dela telefonou bravíssima pro meu pai, dizendo que minha irmãzinha queixou-se que a pusemos pra dormir “na gaveta”.

Eu fui às nuvens. A criancinha chamou a cama auxiliar de gaveta! A perpetuação da monguice e da criatividade da família está garantida.

o cavalheiro americano

Tem muito intelectual discutindo aspectos políticos, históricos e lendários do presidente Obama.

Não vem ao caso. Eu não chego a nenhuma conclusão se o cara é ou não um sacripanta.

O que me chamou a atenção foi uma foto que vi do Presidente americano conduzindo a ex-primeira dama Nancy Reagan. Todos os tablóides falando no encontro de dois períodos da política norteamericana e eu suspirando com o cavalheirismo visível, de um homem jovem, para com uma senhora de 87 anos.

Me enterneci.

le incapacitè ( second round )

Não posso ser tão radical... minha gente... existem sim várias atividades físicas excelentes para desestressar... existe até a tal da ginástica laboral ...

Eu mandei por uma chaise long na minha sala. Toda vez que aperta a vontade de fazer uma aeróbica ou tenho uma síncope atlética, vou lá e me encolho até a vontade ir embora. Ou cochilo 2 minutos.

Tiro e queda. :P

le incapacité

“Monga, existe alguma atividade física adequada pra executivos, que você saiba e possa recomendar?”

Olha, nem nos meus piores pesadelos eu faço atividade física.

O único músculo que tem crescido no meu corpo é o pânceps. Eu não malho nada, nem a vida alheia.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

quem quer ser um milionário?

Tem um trocinho insano na internet que é um site onde vc cria um perfil, conta qual seu objetivo em arrecadar X de grana e pronto: uma "vaquinha" virtual se forma. E muita gente deposita no seu cofrinho. Os objetivos? Ah... " meu nome é fulano, meu objetivo é comprar um carro de 31 mil reais". Dizem que várias pessoas já conseguiram a quantia que almejavam.

Uma jornalista da minha cidade sofreu um terrível acidente e não tem grana pra custear o tratamento. Nem com várias campanhas na mídia. Pouca gente se solidarizou até agora.

Eu acho que é questão de explorar bem um problema. Se ela colocar lá " sou a fulana, quero fazer as unhas no mesmo salão que a Oprah, e isto tem um custo de 50 mil reais." certamente terá mais chances.

Daí, ela usa o dinheiro arrecadado com uma causa "tão nobre" pra... se manter viva!!!

Mas shhhhhhh.... não espalha, tá?

love is in the air

Em nome do romantismo que a data de hoje sugere, eu parei pra pensar um pouco o que poderia falar pros meus leitores.

Foi então que li uma frase no msn da minha amiga Suzie : "O amor é a força que nos dilata."

Dilata, quebra resistências, desafia gravidades e tolera absurdos.

E alguns depois de casados “dilatam” 5 ou 6 quilos. Ou beeeem mais. .

Feliz dia dos Namorados.

briefing poético

Eu não sou devota de Exupéry. O Pequeno Príncipe foi uma leitura protocolar na infância. E depois de caduca, não tive tesão pra reler, confesso.

Duas frases dele, perpetuadas na existência poética de milhares de seres humanos, ganharam na minha mão, uma versão "corporativa-reloaded":

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas:

Se você chorou muito, brigou por um cargo, travou verdadeiros duelos morais e verbais com seu colega concorrente e postulante à vaga de Sênior, agora aceita a bucha. Se o volume de papéis é absurdamente maior do que vc previa, lembra da frase acima.

O essencial é invisível aos olhos:

Recurso infalível pra justificar aquele relatório que caiu na sua mesa e nunca mais foi entregue ao cliente. Se o chefe cobrar, apela pro Exupéry e a frase célebre. Se você se garante no francês, manda um l’essentiel est invisible pour lês yeux ( e não esquece de fazer biquinho).

viajado pero no mucho

Todo executivo que não tem muitas referências precisas de viagens de negócios, de cursos e vivências em outras cidades, estados e países, fala que é cidadão do mundo.

Mesmo que ele tenha ido ao Paraguai uma única vez em ônibus de sacoleiro com aquela tia aposentada dos Correios.

É sim.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

inglixi léçon

Estudar línguas estrangeiras não tem nada a ver com pedantismo e com gosto por excentricidades. Pode ser questão de sobrevivência no mercado.

Os termos estrangeiros estão por ai, resistentes ao nosso nariz torcido. Quem não curte, não sabe usá-los, ou discorda da sua presença, muito pouco pode fazer numa sala de reuniões. Salas estas, que por vezes, são as legítimas torres de babel.

Não é de hoje que eu falo pra uma colega de trabalho fazer um curso de inglês. Meu argumento é que assim ela não precisa de ninguém pra traduzir seus relatórios. Ela sempre me dá de ombros. Mas sempre se vira, isto é verdade.

Só que ontem, na reunião, um colega perguntou a ela qual perfume estava usando, e se poderia anotar o nome. Ela prontamente :

" marca: Deivi Dove.
nome do perfume : Valter Vantersson."

PS: o perfume é Cool Water Woman , da grife Davidoff.

topa tudo por cliente

Depois de pagar ( adiantado) por um serviço da minha empresa ( sem pechinchar ) uma cliente confessou, em reunião, que estava indo pra um Congresso nas Minas Gerais e que não sabia por onde começar a procurar hotéis disponíveis.

Embora não tivesse a ver com nosso papel, pois fomos contratados pra cuidar do marketing de sua empresa, acabamos investindo no nosso próprio marketing de boa vizinhança.

Pesquisamos um hotel que se encaixasse no seu orçamento e no seu gosto, e ela ficou agradecida e faceira. Deu aquele "sorriso de oiapoque-ao-chuí".

Isso é valor agregado, numa versão carinho.

palmatória do mundo

Esse ar contaminado que atinge executivos de alto escalão, felizmente a mim nunca atingiu.

Deve-se ao fato, claro, de que eu não sou de alto escalão. Já ajuda. O ar a que me refiro é uma presunção levada à sério. Uma arrogância mórbida e irreparável.

Ouvi um conhecido falar que certamente seria convidado pra um evento de luxo, porque ele é um “formador de opinião.”.

Pois eu não quero formar ninguém. E se puder deformar todas as opiniões caretas, sem dúvidas, ficarei imensamente grata.

Agora... quanto a eventos de luxo, convites podem ser enviados pro meu e-mail.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

yin , yang e mong

Três pequenas reflexões esotérico-corporativas:

* Crise na indústria de aço e derivados : "não tenho nada a ver com isso" . Este é um pensamento típico de executivos umbigocêntricos. Acham que tudo gira em torno de suas fatias de mercado, portanto se eu não vendo aço, dane-se. Engano: temos tudo a ver, com tudo, se a cotação da pipoca e da paçoca despencar, afeta alguma coisa. É lei.

* O Ministro pão-com-Mantega, expert em economia, disse que "a recessão é técnica". Deve ser mesmo. Através de uma técnica de relaxamento coletivo a gente ouve isso e transcende... ooommmmm

* Depois de um dia de reuniões intensas, entro no elevador com executivos espremidos, discutindo, quando um fala :" o alívio é geral" . Imaginei que fosse uma sessão de pum coletivo, mas o debate era o crescimento do PIB. Cresceu, foi?

show girl

Já tava desconfiada do tanto que minha assessora se arruma além do normal em horário de expediente e tem mini surtos toda vez que alguém se aproxima do seu computador.

E não é que a danada tem um peguete-virtual-fixo e fica lá na webcam numa sessão real time todo dia??

Eu me estressar? Nada...

Passarinho que come pedra sabe por onde sai a pedrinha.

E se doer, guenta, cumádi.

relendo com outros olhos

Chegou hoje, até a minha mesa, um fax remetido por um parceiro de negócios com a seguinte frase destacada em marca-texto cor de laranja agonia :

“Os itens desejáveis devem ser discriminados”

Desejáveis? Hmmm...

1-Ferrari;

2-Torneiras jorrando Kona Nigari;

3-Cartão de Créditos sem limites;

4-Vale-compras (também ilimitado) na Barney’s em Nova Iorque.


Acho-que-ta-bom. ( será que vale mandar estes?)

terça-feira, 9 de junho de 2009

deixeucontar

Quando eu me refiro a um assunto desinteressante e enchedor de saco, eu chamo de blablaísmo, que é uma corruptela modernosa de papus furadus operandi.

Agora, eu chamo estes autores enlatados, de lições empresariais de plástico e pré-moldadas, de Drs. Blablablóvsky.


Analogia, apenas.

tartamudez

Trabalho com dois gagos. Este detalhe é insignificante na hora do rush. Aprendi a respeitar e me empenho pra que seja pouco traumática a convivência.

Logo no início, involuntariamente, eu costumava completar as sentenças por eles, atropelando a fala, e de alguma maneira, ferindo seus direitos de comunicação.

Hoje em dia não. Quando eles me trazem os relatórios, cada um do seu setor, ao invés de cercear o diálogo eu vou lá na cozinha, pego um café... passo no mural de recados, dou uma olhadinha nos aniversariantes... Quando chego de volta à sala, ainda da tempo de pegar a história, que geralmente está na metade.

:P

fogo fátuo

Conheço muitas pessoas que trocaram de profissão. Muitas mesmo. Eu mesma já flertei com o Magistério, já flertei com a música (pra tristeza dos vizinhos)...

A velocidade com que se troca de profissão é que preocupa, não a mudança drástica, em si. Porque veja bem, leva-se um tempo de gestação para que uma investida profissional traga retorno e se você não tiver paciência pra esta semeadura, não está apto a nenhuma atividade, seja ela jardinagem ou física quântica.

O marido de uma amiga abandonou a carreira na indústria automotiva pra ser cabeleireiro, junto com ela, num salão que montaram na casinha deles. Fez curso, estudou, meteu as caras.

Ele tem talento. Se encantou pela profissão. Driblou com macheza as piadas ridículas.

E ta nas nuvens de poder ficar ao lado da amada o dia inteiro.

entourage

Houve um tempo em que a culpa era minha pior conselheira. Achava-me a última das mortais por trabalhar com determinadas pessoas 15h/dia e ainda assim desfrutar delas pro cinema, pro barzinho, pra boate.

Era quase uma heresia. Eu tinha que ter uma turma distinta. De assuntos desvinculados e dispersos. Tinha que ter náuseas só de imaginar um programa culturete com "los coleguitas".

Tinha?

No dia que desisti de expurgar minhas amizades e ignorar o fato de que não tem jeito, eu falo em trabalho mesmo, tudo ficou melhor.

Viramos uma gangue da pesada.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

estágio probatório

Um amigo acaba de ser empossado no cargo pro qual foi aprovado em concurso público, num Tribunal de Justiça.

Parece que está bem inteirado quanto aos vocábulos profissionais que farão parte de sua nova rotina. De cinco em cinco minutos fala em “acordos tácitos,” prescrição” e outros preciosismos. Mas nada que se compare à incidência da palavra “fidúcia”.

Em qualquer situação. Pra ilustrar qualquer elo de ligação entre o nada e a coisa alguma.

Pois tô enjoada da tal da fidúcia, coitada.

E do f-i-d-u-m-a-é-g-u-a do meu amigo que não muda o lado do vinil.

quem mexeu no meu queijo?

Nunca tive problemas de rapto dos meus lanches do refrigerador da empresa.

Ouvi falar que isso é bem comum em alguns ambientes onde mortos-de-fome e sem-educação convivem em prol do capitalismo. É uma cultura proliferada na contra-mão do respeito aos limites territoriais e gastronômicos do próximo.

Meu irmão mais novo, que é bancário, tem um tempo mínimo de almoço e uma máxima dor de cabeça pra proteger sua marmita.

Acabou comprando uma marmitinha portátil onde cabe um cadeadinho. Eu nunca tinha visto.

É assim que caminha a humanidade?

3 em 1

Henrique*, nosso leitor das Alagoas, quer três dicas de Gestão, curtas, que possam ser aplicadas na sua empresa, e que sejam exeqüíveis do estagiário ao diretor sênior.

Fácil:

Nunca esquecer de dizer “com licença” , “por favor” e “não fui eu”.

MALUquice

Saudades da minha amiga Malu. Ela é uma pessoa incrível... adorável... divertida, faz piada mesmo diante das situações mais estapafúrdias.

Um dia, durante um jantar na casa de amigos em comum, começamos a brincar a respeito de uma possível sociedade. A Malu é Administradora de Empresas e é cheia dos dotes artísticos. Inventamos mil e uma histórias, a mais imbecil foi a de criarmos um serviço de tele-entrega de marmitas, com um diferencial, que por questão de respeito à moral e aos bons costumes, não posso citar.

E virou bordão o lance de “oi sócia!”. “Como vai, sócia?”

Um colega da minha empresa, sabendo que não tenho nenhum empreendimento extra, brincou, cheio de curiosidade :“vocês são sócias em algum namoradinho?”

Não exatamente.

domingo, 7 de junho de 2009

acima do bem e do mal ( segunda parte)

Em homenagem ao meu amigão Evandro, que pediu que eu fizesse uma confissão pública dos meus apelidos lá na empresa:

Pois bem, atualmente está em voga o Dr. House.

A meninada fica tirando onda, e não é pelo fato de eu usar apoios temporários pós-cirúrgicos (muletas), não!!! Lá todo mundo é fofo e a bengala jamais seria o X da questão. ( foi uma confluência de fatores, digamos...)

O apelido é porque eu sou ranzinza, irreverente e tenho métodos pouco ortodoxos de trabalho.

E pq eu sou perfeita pra diagnósticos.

Brilhante, igual ao médico da série. ( a perfeição é dureza... ai ai)

acima do bem e do mal

Ficar dando confiança pra uma equipe predominantemente masculina, dá nisso...

A primeira grande discussão é que eu sou a única mulher que eles conhecem que não faz chapinha. A segunda, que eu sou louca por futebol e to sempre por dentro dos campeonatos. E a derradeira, que eu adoro games.

“Monga, você é um dos nossos !!!”

Foi um elogio? Ta, brigada aê...

ramones corporativos

Uma vez, no início da minha carreira, um cliente me deu um toque:

“você não precisa falar mal do seu concorrente pra garantir o seu lugar ao sol. Não diga que você é melhor nisso e pior naquilo. Diga que você é diferente e enumere seus diferenciais. De preferência nem cite o adversário.”.

É... na tentativa de enterrar o concorrente, quase que eu me enterrei.

"And I don’t wanna be buried, in a pet cemetery."

(Domingo eu fico tão musical… :P )

penitentes

O faturamento da empresa no último semestre foi aquém do esperado. Fiz minhas avaliações, discuti com outros líderes e acabei chegando num denominador (in) comum: este desempenho abaixo do desejável está sugerindo algum desânimo latente.

Resolvi fazer uma viagem de quatro dias com os coordenadores de cada setor, pra passearmos e participarmos de um Congresso. Enfatizando: eu vou com eles.

Aí vocês vão falar “ mas isso não é nenhum prêmio de incentivo, isso é castigo, viajar com o povo do trabalho e mais a Monga...”

Sim, a intenção é essa mesmo. Ora...

sábado, 6 de junho de 2009

treinamento australiano

Se você tem condições de contratar um profissional pra guiar sua carreira e aplicar um belíssimo coaching, posso te dizer que o troço funciona.

Funciona mesmo. Vale observar claro, a formação deste profissional, a experiência pregressa, pra ele não fazer um tumulto ao invés de te ajudar.

O que me deixa em dúvida, no atual momento, é que muitos colegas executivos estão mais preocupados em expor seus coaches do que em praticar o conhecimento apreendido. Querem desfilar com seus "gurus" pq isso lhes imprime poder e dá sinais públicos de que eles podem bancar um serviço caro.

Eu não ia curtir andar com um marmanjo no meu cangote só pra reluzir meus dotes e competências gerenciais.

Não preciso de um "CANguru de carreira".

quem ama cuida

Não vai faltar muito pra que eu tenha que dançar salsa com algum cliente da minha empresa.

Já acompanhei alguns em Congressos, já dei dicas de softwares, já ensinei francês e criei jingles.

A última foi uma cliente que não tinha com quem deixar o filho de 2 aninhos enquanto discutíamos um contrato grandão. Nem pude titubear : escalei dois colegas pra ficarem com o pimpolho. No kit babysitters eles levaram revistinhas de colorir, jogos educativos e (muita) disposição.

A reunião foi tranquila. Minha cliente se sentiu prestigiada e amparada. Vez ou outra eu ouvia o menininho gritar " cocôôôôô"...ou "xixiiiiiiiiiiiiiiiiiiii".

Na hora de irmos embora, o garotinho abriu o berreiro. Não queria deixar-nos partir.

Se o serviço contratado não trouxer resultado pra cliente, ela provavelmente queira meus colegas pro papel de babás.

coisas que o êmi bi êi não te ensina ( parte II)

"Monga, na sua empresa vocês pegam que tipo de cliente?"

Bom, depende do gosto de cada um, né? Eu prefiro os mais novos.

:P

sexta-feira, 5 de junho de 2009

instigar e mastigar

Pros que estão acabrunhados: o conformismo é primo-irmão da desistência. Ânimo!

Pros que estão acelerados: não confunda Toque de Midas ( capacidade de transformar pepinos em ouro puro) com Toque de Mierdas ( capacidade de transformar ouro em .... já sabe, né?)... Take it easy.

Respirando fundo, nos dois casos, fazendo-o-favor.

cry me a river

Por duas vezes uma amiga que trabalha com telefonia veio com esta : "eu estava chorando na loja na hora em que chegou o CVV."

Hmmm. Eu fiquei compadecida, óbvEEEo. Mas, como ela corroborou a presença do CVV, me mantive light.

Saí espalhando pra todo mundo " genteS, que mara! Agora o Centro de Valorização da Vida tem atendimento presencial. "

Como, Monga??

"Não sei ao certo, mas por algumas vezes minha amiga foi socorrida e bem na hora em que estava choramingando de triste, dentro da loja onde ela trabalha!!! Não é tudooo ??"

Aí meu castelo desmoronou. A mesma amiga me explicou que CVV, no caso dela é Chefe de Vendas de Varejo. :(

só amanhã

Quando eu trabalhava na Diretoria de Marketing de um Grupo Educacional, dono de escolas e faculdades, eu ouvia muitas interpretações sobre formação nos corredores da empresa.

Existia uma verdade implícita ( e inegável) : a melhor coisa a se vender é o futuro.

Talvez você nem esteja mais aqui pra responder pelo descontentamento do cliente quando ( e se ) ele ocorrer.

Depois da moda dos loteamentos em Marte, Lua e adjacências, o lance é vender "o líder do futuro". É formar o vencedor de "amanhã".

Quero ver alguém antenado no aqui, agora, prontamente-já. Esse expoente me faz falta hoje, pq o futuro da empresa é igual ao meu.

Uma equação imperfeita.

uma caixa para guardar o ego

Deste jeito vou ter que providenciar espaços extras pra acondicionar minha megalomania!!!!

A Paulinha, leitora, concurseira, superdotada e habituée deste espaço ( escritoteca.blogspot.com) depositou sua parcela no crescimento da minha contra-humildade.

Se tudo der errado nesta vida, pelo menos eu tenho uns selos.

Quero ver quem me aguenta-agora-que-eu-sou-super.

ùuuu.

muitas felicidades

Hojé é aniversário da Samira, a melhor biomédica que eu tive chance de conhecer.

Pa pa pa !!! Ela é anos-luz melhor que o Dr. Bactéria, que faz aquele quadro na televisão ( ele também é biomédico ).

Eu a estou ajudando em algumas etapas de seu planejamento de carreira, e a cada momento me surpreendo positivamente com sua forma de ser.

Além de uma bela espécie de homo sapiens, a Sassá também é proprietária de lindos olhos.

(Parabéns, querida. A você só posso desejar muito sucesso. Por toda a vida.)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

síndrome do pânico

Seu corpo tem reações químicas toda noite quando você pensa que no outro dia cedinho tem que encarar a empresa?

Parabéns, você acaba de ser contemplado com a revelação:

Amiguinho, você trabalha num ESCRÔTÓrio, tendência corporativa new age, que agrega colegas babacas e chefes sem noção.

Ninguém tinha te contado?

vai a dica, enton

Bastante aflito, um leitor de SP, chamado Gabriel, escreveu pedindo uma dica.

Ta preocupado com o concorrente, que adotou uma política de ataque moral:

"Monga, como que eu lido com uma empresa que além de concorrer, ainda fala mal de mim no mercado? "

Gabi, palavras do Millôr Fernandes :

" Pensa o outro lado: só quem tem FAMA é difamado."

cálculo diferencial

Toda vez que eu me mostro molenga pra resolver um impasse profissional, a vida me apresenta o outro lado da moeda.

Conversar com Contadores sempre foi um saco, eu abandonei a faculdade de Engenharia no 4° período, pq a única coisa que se aproxima de cálculo na minha vida, é a música.

Tenho preguiça pra discussões orçamentárias. Se equivale, na minha rotina, a ter que carregar sacos de pedra. Foi com esta "disposição" toda que sentei pra conversar com o Airton. Ele me foi indicado. Mais de 30 anos de profissão.

A nossa conversa, que era pra ser tediosa, foi memorável. A história dele ( viúvo aos 24 anos com 3 filhos pra criar), a maneira como traduziu minhas dúvidas em exemplos criativos e envolventes, foi o algo que jamais esquecerei.

Saí com uma excelente lição de matemática : MAIS sorrisos e muito MENOS chororô.

ugly betty

Estranhei a feiura súbita da secretária de um amigo. Ela sempre foi bem vestida, maquiagem na medida, bom-gosto mesmo... sem exageros...

Pensei até que ela tava meio deprimida, sei lá, com um óculos horroroso ( nem sabia que ela era míope) , despenteada e apática.

Aí ela deixou escapar " a esposa do chefe falou que a única mulher que pode despertar elogios na empresa, é ela."

Cruzes!

dress code

Minha empresa tem uma Consultora de Imagem Pessoal e Corporativa. Ela é cosmopolita, elétrica, ta sempre up to date.

O bacana é que entendi, com a ajuda dela, que essa questão de estilo não tem a ver com moda de catálogo e tendências de estação.

Ta intimamente ligado à auto-adequação, à capacidade de se fazer vestir pelo conjunto de elementos que melhor te representa, seja pra festinha ou pra ir trabalhar.

Não que eu precise de dicas, meu bem, mas agora eu já combino listras e bolotas de forma mais tranquila.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

tele-irritação

Alguém sabe se é possível instalar orelhões no hall de uma empresa?

Negócio que toda-vez que determinada executiva ( de uma outra Companhia) entra na minha sala, antes de dar bom dia, ela pede: "posso usar teu telefone? é pra fixo, ta??"

Se ninguém souber a viabilidade, vou comprar um telefone pra essa muié.

Ou créditos pro que ela tem.

Muquirana.

tchutchuquinhas

Apelido é coisa que colocam no nome da gente.

Vejo pelo lado carinhoso. Demonstra uma pitada extra de intimidade, e não é pra ridicularizar ou diminuir a moral do indivíduo. No caso da Gestora de Finanças da minha empresa, que se chama Angela, o apelido conferiu a ela uma atmosfera de heroína de HQ.

Eu a chamo de ANGELÚDA.

Decidi chamá-la assim pq ela é cabeçuda ( inteligentona), forçuda ( topa qualquer caroço) e gostosuda ( dizem as boas línguas.)

( Qualquer hora dessas eu conto os outros, inclusive os meus, pq Monga/Executiva já é lugar comum...rs)

marginalizada, mas bem acompanhada

Ninguém me chama pras festinhas de criança. Aniversários de filhos, essas coisas.

Meus colegas acham que não tendo um marido pançudo e três criancinhas fofas, perco o direito de transitar nestes encontros. Que preconceito mais raso e sem sentido!

Ta certo que eu não gosto de bolo, não sou chegada em chocolate e o máximo de experiência em universo infantil que tenho são meus sobrinhos ( nada que se compare aos assuntos maternais, naquelas rodinhas alvoroçadas ).

Mas sem dramas. Na festa junina da empresa, vou levar uma criança pra me distrair e tentar adquirir know-how.

Convidei o estagiário. (Dezoito anos e bastante obediente).

pagando bem, que mal tem?

A menos que alguém me pague uma substanciosa quantia em dinheiro ( não aceito vales de permuta e afins) não tem essa de falar " aqui é a executiva DA empresa X".

O mesmo vale pra minha equipe. Nada de atender o telefone e " oi, é o Zezé DA Funerária vai com Deus."

Eu sou a executiva ( e monga) só DO papai e DA mamãe, pra quem dou expediente (quase) de graça. De resto, minha identidade não tem vínculo com a empresa. Se for pra ter referência, eu sou a executiva que trabalha NA empresa tal.

Da, do, de não. A empresa não é minha DONA, e se eu fosse trocar de identidade, incorporando a "marca" a cada mudança de emprego, eu seria a mais promíscua das executivas.

Seguuuuuuura.

o primeiro a gente não esquece


Aninha, queridona do cafofodaanna.blogspot.com, me fez este agradim...

Olha só!!!

"A dona desse blog é uma fofa!"

Sou eu, sou eu, sou eu.

Beijocas, boneca! Me senti a Monga mais fodástica do planeta.

PS: tem que responder aquelas perguntas ´? xiii... foo dells...

terça-feira, 2 de junho de 2009

coisas que o êmi bi êi não te ensina

* Qual sua área, Monga?

Multiplica minha altura ( 1,70m) pelo meu peso ( 63kg) . É uma área bem generosa, ainda mais depois que parei de fumar.

* Não! Qual sua área de atuação?

Ah ta! Well, eu atuo em empresas que me contratam. Pra papéis variados.

"eu sou o que sou e é isso que sou"

Não sabia que inflexibilidade era sinônimo de personalidade forte.

O executivo é marombado, namora uma Olívia Palito que se acha modelo ( e que se assanha pra qualquer Brutus-Brucutu ) , traz estas marmitas de comida verde pra empresa e acha lindo ter 150 de tórax e 25 de cintura.

Popeye, pros íntimos. Do desenho animado para a Gestão de Sucesso.

hauahuahauhauahuahauha.

saudações aos que tem coragem

Pois na quarta-feira eu e equipe teremos um desafio daqueles de fazer tremer o leão mais faminto.

Estamos suscetíveis?

Sim, um montão! É um empreendimento que vamos gerenciar, por um prazo pré-determinado, a partir das necessidades e condições que nos foram impostas. Estamos com medo?

Sim, um montão! Não aquele medo-inanição, propriamente dito. Medo porque o cliente é complicado, antipático, mal amado e egocêntrico. Eu mesma, chamei a garotada e fiz minha confissão verbal " também estou apreensiva, com frio na barriga, mas vamos enfrentar... se formos dizimados, vai ser um massacre coletivo... não vou fazer ninguém de escudo!"

Pra alguns, será a primeira grande expedição. Eu, aventureira-corporativa velha de guerra, também tenho cá meus medinhos.

brincando com as palavras nossas de cada dia

A palavra Gerente, e a expressão "ser gente", só tem um S de diferença.

Mas que diferença, hein?

Bá.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Paulinha, agendas, blocos e canetas

A Paulinha, lá do Escritoteca ( escritoteca.blogspot.com ) ponderou com muita propriedade a respeito das atividades "copistas" e suas facetas charmosas registradas em moleskines chiquérrimas.

Anotar é preciso. Confiar na memória e na fonologia não.

Depois de horas procurando o relatório do cliente EMANUEL, uma luz de warning se fez.

Eu havia telefonado pro RH e perguntado: qual o nome do Diretor da empresa tal ?

A colega respondeu : é Manuel.

( Eu não ia achar nunca... )

e lá vem a noiva.. onde???

Minha amiga-quase-alma-gêmea casou-se na surdina.

Mesmo convivendo diariamente, afinal, trabalhamos juntas, ela conseguiu burlar meu forte esquema de supervisão amorosa e casou. Coisinhas de cartório e testemunhas, nada de festas e eventos.

Não sei se ela foi prudente em reservar privacidade dela e do noivo ( um doce de menino) ou se foi bobalhona e me deixou de fora. Bom, bom, bom, não foi. Mas foi bom.

Eu vivia falando "Maricota**, chega de ser noiva, minha filha. Noivo não é suficientemente compromissado, nem suficientemente livre."

Eu quero mesmo que esta união dure a vida toda. E que logo eu ganhe mais sobrinhos pra bagunçar minha sala na empresa...

(Que diga-se de passagem, é cheia de brinquedinhos e quinquilharias sobre a mesa.)

nada além disso mesmo

Enxugar a máquina :

As vezes, é somente limpar o suco derramado sobre o computador.

em busca da nave perdida

Se minha equipe fosse toda mandada pro olho da rua, já teríamos uma atividade rentável pra explorar.

Segundo a Suzie, minha assessora pra neuroassuntos, neurofeedbacks e projetos multicor, eu já deveria ter criado uma trupe corporativa, tamanho o entusiasmo da galera.

Hoje comecei a semana ao som de um CD de músicas infantis, que ganhei da minha irmã, com direito a coreografias da Xuxa no último volume, porque em algum lugar esquecido , esta é a grande referência motivacional primária da minha vida.

Tudo pode ser. Se quiser será.

:P