domingo, 31 de maio de 2009

eu não tinha tomado meu laxante

Eu estava assistindo a uma palestra, na primeira fila, e o super fodex conferencista chamou : "Dr. Androwandisson Wilson*** , por favor, a palavra é sua."

Eu me rachei de rir... me encolhi na cadeira até! Virei e cochichei pro homem que tava no meu lado " quem será esta figura com nome medonho?"

Ele levantou e foi lá "palestrar". Era o próprio.

( *** nome fantasia, claro).

quem vê Prada não vê coração

Que mania feia julgar as pessoas pelos aspectos materiais.

Se o executivo ta de carro importado," certamente é filho de pais ricos, ou usou de má fé, pisoteando em colegas pra ter um posto high profile". Se gosta de passar as férias em Cancun, é novo-rico, brega e exibicionista. Se opta por Dubai, hahahahaha, lá vai ele querer bancar o moderno-antenado. E se, desfila algo muito caro, é ostentação de um mané que se deu bem na vida.

Quando eu estava começando a sair da condição de pé rapado, eu passei a juntar dinheiro. Morando em Brasília isso não era muito fácil.

As pessoas me viam arrumadíssima, trabalhando numa multinacional, mas enquanto meus colegas almoçavam nos restaurantes da moda, eu comia a marmita feita no flat que eu morava.

Que saudades.

destrava a língua, companheiro

A campanha visual de um cliente, está pautada numa proposta abstracionista.

O empresário curte, acha bacana, pagou-leva-e-eu-não-me-meto.

Contratei um freela pra empreitada. São muitos recursos a serem desenvolvidos, minha equipe não tem tempo hábil.

O estudante que chamei, de Publicidade, falou que gosta de trabalhos abolicionistas. Eu achei que ele tava zoando, mas não.

Como eu não gosto de gente abobricionista, dispensei.

beauty is where you find it

Quem tem problemas no trabalho sabe o quanto eles podem custar noites mal dormidas, ansiedade e depressão.

A gente faz tanto esforço "tentando dar asas ao cimento" para suprir nossa própria expectativa de sucesso que haja condicionamento!!!!

Quando algo bem chato me aborrece, eu lembro imediatamente do meu joelho há pouco operado, que me força a, ainda, usar muletas.

Eu fui lá e comprei um par de muletas cor-de-rosa. Elas não vão substituir a fisioterapia e o analgésico. E não vão garantir que eu livre a cara de muito esforço pra caminhar ( e abrir mão de salto alto) . Mas já que eu preciso de apoio pra caminhada e que caminhar é essencial pra minha atividade diária, que seja divertido.

Reclamar dá muito mais trabalho.

sábado, 30 de maio de 2009

follow up

Amanhã é domingo.

Mas tem trabalho ( com pausas pra assistir futebol ), tem projetos a serem estudados e tem blog.

(Inclusive).

Eu não brinco em serviço.

Trabalhar é que me diverte.

Marininha, parâmetros e teorias

Marina é a lindinha que faz minhas unhas no salão. Dezoito anos, tímida, pouco falante e um sonho confessado: ser arquiteta, motivo pelo qual aguenta dondocas e futilidades das 8 da manhã as 8 da noite, para bancar o pré-vestibular.

Me perguntou hoje, se eu achava que no futuro, ela deveria omitir do seu currículo este trabalho como manicura. Se isto a prejudicaria por ser uma área longe da arquitetura, então dei minha opinião.

Os dados que um candidato revela são importantes. Para aqueles que ainda não possuem vivências no mercado algumas informações a seu respeito dirão sobre a adequação à vaga disponível.

No entanto percebi que a dúvida dela era muito mais sobre o status comparativo das profissões do que uma questão formal.

Aí tentei dizer-lhe que ela era a melhor arquiteta de unhas que eu conhecia.

círculos concêntricos

Eu não concordo com certas construções de pensamento.

Eu convivo, afinal, se Walden Two não fosse um surto literário do Skinner, já estaria morando lá faz tempo. E não basta conviver, tem que respeitar. Ou mastigar, tomando um chá de boldo.

"literatura de auto-ajuda corporativa".

Certo. Toda e qualquer leitura ajuda. Até bula de remédio pros rins. Não existe cultura inútil. Existe apropriação inútil, inábil. E toda ajuda, necessariamente parte de dentro pra fora. Se não for "auto-empenho", antes de qualquer coisa, não funciona.

E isso vale pra conscientização em grupos de trabalho e para o mercado de soluções profissionais.


Se não valer, pega um gibi que dá no mesmo. Lá também existem grandes respostas.

o corcunda de notre dame

São tantos os cuidados necessários para o fechamento de uma empresa... (...)

Tem que reparar se existem débitos previdanciários, se obter certidões de Ministério disso, daquilo e do que Deus quer, arquivar documentos, dar baixa em dezenas de setores públicos, desligar o respirador do CNPJ...

E quando você não tem pendência nenhuma, pode dormir tranquilo que alguém acha.

Até que a maratona chegue ao fim, você vai vivendo com 10 quilos nas costas.

Corcundinha da Silva.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

opções de layout

Agora todo mundo deu pra comentar sobre as fotos que eu uso nos perfis nas comunidades por aí, web afora.

Não, não tenho orkut, são comunidades de conteúdos corporativos e játábão. Eu uso pra estreitar contatos profissionais.

São fotos simples, minha cara normal sem photoshop ( pq ele teria que ser avançadíssimo pra dar jeito) sem poses ou bocas forçadas.

Depois a gente exagera e ninguém sabe o motivo. Se o layout ta simples, tem que ter glitter.

Se tá over tem que naturalizar.

Decide, meu povo.

salada mista

Quando eu tiro o dia pra tonta eu capricho. Acho que as vezes falta oxicitocina desde a época da amamentação e isso me dá uns tiltis temporários.

Ouvi a menina da empresa tal me dando satisfações de que "isso é coisa de Elaine".

Eu achei a colocação descontextualizada, mas a rotatividade de funcionários é maior do que minha capacidade de armazenamento de nomes, então fiquei no meu canto.

De novo: " quando a gente mexer com Elaine, vai ser melhor, dá pra construir cursos".

Ah tá, a Elaine deve ser a Pedagoga Organizacional, supus.

Quando eu acordei, entendi. Ela tava se referindo a "e-learning."


don't ride a white horse

A verdade por trás de um processo de downsizing em uma empresa é "feia demais da conta".

Reduzir o número de funcionários, mesmo nos casos de fusão de duas Companhias, é corriqueiro, a gente sabe. Nem por isso menos sacrificante. Eu já participei destes banquetes nos quais as cabeças eram servidas em bandejas, na sala de algum todo-poderoso.
Só de lembrar me dá calafrio!

Pois um amigo executivo está vivendo esta crise. Está triste pela falta de critérios adotados neste processo, desesperançado, sentindo-se na corda bamba, sem saber se vai perder o emprego.

E eu, estou à postos. Se tiver que resgatar o mocinho, num cavalo branco e trazer pra minha empresa, dou um jeito.

Ponho mais água no feijão.


quinta-feira, 28 de maio de 2009

do dossiê das futilidades

Principal característica do vínculo empregatício :

Rugas ( também chamadas de vincos empregatícios).

pré-consulta

No consultório do meu dentista tem uma série de livros de piadas na recepção.

Aliás, o ambiente todo é lúdico, aconchegante, denota o carinho que o profissional tem para com seus pacientes.

Agora, a secretária falando o segredo "por trás das câmeras" foi fenomenal :

" O povo aqui cai na gargalhada mesmo... mas tantooo, e tantooo que eu consigo até ver antes do dr. se a pessoa tem alguma panela no dente."

Demorou pra ela pedir promoção na clínica. Cargo? Analista Júnior de Cáries.

família dos outros: um dia você vai ter uma

Relutei o que pude pra não visitar certa família, proprietária de uma boa empresa.

Família e empresa é refeição que dá azia. O que é inconveniente mínimo pra algum parente, pra outro é empecilho gigante. Quase sempre.

Se existem relações amorosas, do tipo marido e mulher, como foi o caso de hoje, xiiiii.... não tem expertise que funcione. Eu procuro ter mancômetro. E abstrair os detalhes sórdidos da intimidade que invariavelmente rolam.

A reunião era pra gerir melhor o empreendimento. Estabelecer ações. E a ação que eu mais vi, foi o cara querendo propor a sociedade mais antiga do planeta : "eu entro com o pé, e a você querida, cabe o traseiro. Tchau mesmo"

Ainda bem que tudo deu certo. Eu já nem sabia se tava lá torcendo pelo casamento das pessoas ou pelo sucesso da empresa deles.

fala que eu te escuto

Eu busquei algum entretenimento ontem à noite na televisão, e uma força sinistra me manteve num programa de teor indefinido, entre o religioso e o documentário.

Uma atriz pornô estava comunicando sua visão sobre a carreira:

"O objetivo de uma atriz pornô é passar sentimento" - disse a moçoila.

Eu concordo com ela. A mensagem de um filme pornô é facilmente compreendida, é uma coisa de missão, sabe? Qualquer um capta.

Até um anal-fabeto. Quá.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

batendo o ponto pra ir embora

Eu discuti demais sobre a Constituição Societária da minha empresa com executivos que estão em regime provisório de parceria. Rolou uma crise de planejamento. Pq pra tudo eu faço listas.

E se bobear, eu faço a lista das listas que tenho.

E, sabendo que amanhã eu mudarei de idéia pra algumas coisas, porque preciso garantir a lista das alternâncias ( :p ) , eu decidi sair mais cedo, e descansar.

"sabe/eu acho que a vida da gente não melhora/o que pode melhorar/são os nossos olhos sobre as coisas que temos." ( by Any Zero FRAN, a consultora preferida de 10 entre 10 executivas metidas-a-sabichonas ).

gestão cega

Não sei alimentar animosidades dentro da empresa. Em lugar nenhum, aliás.

E não sei aquiescer nada sem ouvir várias opiniões.

Minha cara foi ao chão quando sugeri a uma colega que fizesse uma pesquisa interna, para avaliar o clima organizacional e ela menosprezou: " tem funcionário da minha firma sem se falar há meses e eu nem tinha notado, foi preciso que eu tropeçasse neste problema ..."

Então... vamos fazer uma pesquisa do clima gravitacional da empresa.

Onde tem tropeço, tem coisa caindo. E não é caindo de maduro, é de podre mesmo.

miragens de Ícaro

Email atípico, que me chegou assinado por um moço chamado Ícaro. Se o nome foi invenção, palmas pela criatividade mitológica às 3 da tarde.

Nesse horário, no máximo, to tentando engatar a marcha pra um dia produtivo.

Eis o que dizia " Parte de mim pesa, pondera. Outra parte delira. " ( frase atribuída, pelo Ícaro, ao Ferreira Gullar ). "Monga, isso é perfeito pra você, pelas coisas que vc fala no blog."

Brigadão, Ícaro.

Eu vou procurar a parte de mim que pesa/pondera e já volto.

Talvez eu demore, cê me espera? rsrsrs

diálogos contemporâneos comigo

Inveizdi me concentrar no trajeto de volta ao trabalho, comecei a vasculhar, visualmente, os outdoors do caminho.

São vários pela cidade, em locais estrategicamente calculados, isso é óbvio e besta. Nessa hora de contemplação, eu buscava um refresco pras idéias, evitando levar a "executiva de comunicação" na carona.

Mas não dá. Eu tento e é em vão.

O outdoor que mais gostei, era de uma empresa (conhecida regionalmente na sua área de atuação), promovendo uma Campanha Social. E o conteúdo, por-mais-que-existam-explicações técnicas, me desgostou.

Imagina uma empresa de sapatos** fazer uma campanha mó gigante " andem descalços, andar sem sapatos faz bem à saúde, bem messsssmo."

Melhor então escrever logo " hey, não queremos ter razão de existir!! andem descalços que fechamos as lojas e vamos vender salame."

E eu com isso, né?

mortos-vivos

Fiquei super preocupada com uma amiga, que é Procuradora. Nossa, ela é uma querida e vez ou outra percebo que se cerca de gente ruinzinha.

Nosso papo, via msn, acabou descambando pra esta questão. A ambição afeta as relações? A inveja, afeta? O que, de fato, faz com que você seja alvo da maldade alheia? Existem mais vampiros, ou mais pescoços dando mole?

Na dúvida, saquei minha gola rolê. To pra dar moral pra vampirinhos, não...


terça-feira, 26 de maio de 2009

férias frustrantes

Fazfavô!

Desta vez estou programando umas férias, merecidas, rumo ao Kilimanjaro, na Tanzânia. Ou talvez em Kathmandú, no Nepal.

Tudo começou com a intriga barata de meus colegas, de que eu não desligo da empresa, e que nunca elejo roteiros geograficamente distantes o suficiente.

Tudo histeria. Nada procede.

O máximo que aconteceu foi eu ficar telefonando pra garantir a organização de um evento.

Todos os dias.

como destruir a auto-estima de uma executiva

" Me apaixonei por você, Monga... perdidamente".

(Ah é? Por quais motivos, posso saber?)

"Pq você é a melhor profissional que eu conheço!!"

(Nhé... levo três horas pra me arrumar, me perfumar e acertar na produção pra isso...

Vou ligar pra mamãe...)

música ao entardecer

Sou a favor da multiplicação das notas musicais nos ambientes de trabalho. Totalmente.

As pessoas ficam descontraídas, sem contar que a atmosfera fica mais colorida com a métrica musical. Este é o poder do som, que atravessa indiferente as particularidades de cada um de nós.

Fui visitar uma amiga no final do expediente, ontem, e já na entrada do escritório reparei a cara de felicidade das duas recepcionistas, orgulhosas de um aparelho de som bem hightech que foi instalado. E elas ainda contidas, lá, batendo os pezinhos debaixo da mesa.

Eu falei " pow, justo agora que ia sugerir à Dri* que eu viesse tocar piano pros clientes aqui no hall, 1 vez por semana, vcs instalam este mega aparelho..."

Elas preocupadas " ai não Dona Monga, faz isso não... a gente levou tempos pra ganhar esse bixim aqui..."

Eu só tava brincando.

chancela mortal

Minha letra é feia.

Na verdade to com dó... a minha letra é horrEvel. Não sei como ou quando ela foi se tornando desafiadora pra mim mesma, ao ponto de as vezes eu ter de perguntar pra uma alma caridosa " o que eu escrevi aqui, hein?"

Quando eu era universitária, os professores me repreendiam muito. A tarefa de corrigir minhas provas devia ser uma tortura mental e visual. Massssss... como eu já expressava naquela época o meu modus operandi... Recebi a prova com um bilhetão escrito em vermelho " sua letra é cruel, tem que melhorar isso!"

Fui até a professora, e toda inocente falei " profe... a sra escreveu um bilhete aqui mas num consigo ler... sua letra tá ruim... ta escrito o que, mesmo?? "

Hihihi.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

ela sempre esteve certa

Era uma vez ,eu monga ,trabalhando numa outra Companhia.

Lá trabalhava uma executiva com a qual eu travava várias lutas diárias. Algumas quase chegando às vias de fato... rsrs

Mentira. A questão era que a Silvinha* tinha uma resistência grande a mim, quase o dobro da minha idade e ter de dividir a mesa de reuniões ( e opiniões) com uma "fedelha" pra ela era a morte!

Ela tinha uns jargões corporativos, irritantes, constantes. Um deles era " não adianta ter iniciativa, tem que ter acabativa."

Hoje, mais experiente e menos infantil, assumo :1 x 0 pra Silvinha*. Não tem como abraçar duzentos compromissos e deixá-los à deriva, ao curso das ondas. Começou, por favor, acabe.

Ou nem comece.

garanta sua vaga

Minha irmã trabalha num cluster industrial numa região ao Sul do País. É um pólo de empresas bem bacana.

Outro dia ela me contou que criaram por lá um parking lot, isto é, para que os funcionários tenham acesso ao parque das indústrias, precisam pagar o tícket de estacionamento.

Achei o cúmulo. Mas hoje recebo a notícia de que os funcionários de um Hospital na minha cidade , também pagam pra colocar seus carros no estacionamento da instituição.

To por fora deste padrões.

Cochilei mesmo. To na era de que vaga pra carro de funcionário, é "cortesia da casa".

dicionário corporativo ( mais procês)

Quando o executivo casa com uma mulher que tem gostos simples e não exige jóias e caviar Beluga todo mês, este é um projeto sustentável.

modalidades

Entre uma partida de tênis e uma de squash eu optaria por uma de tênis. Não, eu nem sei pegar numa raquete, e pessoalmente acho um esporte meia-boca.

Não me agrada é a idéia de eu mesma + raquete + paredão. Teria de necessariamente ter alguém do outro lado pra rebater meus tentos. Questão de gosto.

Acho esquisito ( embora eu respeite ) profissionais fominhas que optam pela solitária "jogada contra o muro". Os que eu conheço, não conseguiram me mostrar com esta opção um nível de desempenho auto-regulado, que dispense os demais colegas e os garanta ,que, sozinhos, "são capazes".

A mim mostraram foi uma insegurança grande na presença de alguém do outro lado da quadra.

domingo, 24 de maio de 2009

novelo de chatice

Queixoso, um colega entregou :

" o consultor não facilita... se eu peço pra escrever um projeto nos meus moldes, ele fala que a linha dele é outra. Se eu insisto, ele diz que minha linha de raciocínio tá errada. Quando eu fui mais irredutível, ele me chamou de linha dura... o que eu faço, amiga?"

Manda ele se matricular num curso de crochê.

( Mas não me chama).

loucos por mudança

É de bom alvitre que empresas se dediquem à causas importantes. Mas melhor ainda quando elas se perguntam "qual causa? " , " a quem beneficiaremos?" , " o que nos fez escolher esta causa"?

Isso não é moda. Não é febre de estação, igual calça xadrez e botas de montaria. E não tem a ver, declaradamente , com marketing oportunista . Ainda que desperte admiração e reconhecimento públicos, não pode ser de encomenda.

Dia 18 de maio, foi dia da Luta Antimanicomial. Na minha empresa somos todos "loucos por esta causa". Temos poucos recursos e a "hercúlea" ( e linda) tarefa de explicar à sociedade não só o teor do Movimento, mas o motivo que nos fez optar por ele, entre tantas possibilidades de ação.

A expressão abraçar a causa só tem sentido, se pensarmos que o abraço é a maior manifestação de afeto fraterno.

todas as cores num bar só

Eu saía frequentemente com dois executivos gays, felizes-lindos-gatos-e-resolvidos, que eram casadíssimos e usavam uma bela aliança pra selar a união de anos.

Estávamos num bate-papo animado no pub quando chegou a Dona Minha Mãe. Ela é a musa das bolas na trave.

"Vocês trabalham com minha filha?" ( a mami-monga já examinando as alianças)

Eles "não, mas somos colegas e amigos dela."

"Ah sim... vem cá, vocês são casados?"

Eles em resposta totalmente querendo comprar briga " somos, pq?????? "

" As esposas de vocês não se importam que vocês saiam sozinhos com minha menina?"

A Dona Minha Mãe é um escândalo!!!!!

recibo do jantar

No primeiro restaurante que eu encontrei no caminho, me atirei.

A carne era de segunda. O lugar, de quinta.

Fazer refeição em qualquer birosca , é de última.

sábado, 23 de maio de 2009

sex pistols e batom

Eu conheci uma executiva punk.

Era performática, tinha opiniões incoerentes e fulminantes. Um dia apareceu careca no banco onde trabalhava, pra provar que produziria da mesma forma sem estar amarrada aos padrões estéticos impostos pelo mercado.

Mariana comia os desafios com as mãos e ainda lambia o prato!

Ela se foi cedo, deixando um rombo de perplexidade.

( E a fome de viver, que me faz crer piamente no potencial humano.)

filhotes de águia

Tenho adoração por estagiários. Pelo menos os com quem trabalhei sempre foram o crème de la crème.

Libertei do tronco vários deles , na fase de "escraviários".

Nunca nenhum precisou da minha anuência para executar tarefas de grande monta, porque aprenderam a entender o timing de tomadas de decisão rapidamente.

Erram muito, claro. Eu também erro horrores (e já sou burra velha).

Acho que falei num post, devo estar me repetindo : não sou suficientemente tirana para amordaçar um jovem louquinho pra voar alto. Tô aqui é pra contar quantas vezes remendei as minhas asas, e que mesmo assim, é possível belos vôos.

amor nos tempos de coleira

Antes de sair pro trabalho, hoje, cheguei perto dele e expliquei :

"querido, eu sei que havia prometido não mais me ausentar aos sábados, e que tínhamos programado um belo passeio, mas cê sabe, este projeto que vai incluir a empresa em que eu trabalho num conglomerado, nos possibilitará um alívio financeiro.. quem sabe não faremos aquela tão sonhada viagem de férias?? Você me perdoa? Eu tento voltar cedo.... Perdoa? "

Ele respondeu : " au au "

Que compreensivo.

os homens a e sinceridade hormonal

Eu: " Kiko, que tal a moça, nova Relações Públicas da sua empresa ? "

Kiko: " Muito boa pra relações, mas não públicas. "

( ... )

partnership

"Diga-me com quem andas que te direi quem és."

Alguns empresários fomentam parcerias de negócios determinadas à partir das vantagens que lhes aprouverem. Geralmente partindo do princípio "plano de ação mais eficiente e consolidação de sua marca ".

Mas não adianta sentar-se à mesa com profissionais dos quais você discorda em gênero, número e grau, ou, com quem você não comunga dos mesmos princípios.

Imagina um banner do Hitler na parede de uma empresa, com a explicação escrita em letras garrafais " nosso parceiro mata, mas a gente não."

Utópico e indecente.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

dia de luto

Profundamente consternada, venho tornar público o falecimento dos bons costumes corporativos.

A morte se deu por falência múltipla da competência da empresa parceira à minha, e do cliente que eu apresentei pra um bom projeto de e-learning.

Pra que assistisse ao evento, pelo qual batalhei, e no qual muito me dediquei, eu teria que comprar os "ingressos". Ainda quiseram me dissuadir de participar da palestra, como se isso fosse uma tentativa da minha empresa de "obter reconhecimento."

Vou velar este defunto e rezar por estas almas, que estão precisando (demais) de luz.

inventário em 9 meses

O que há nestas empresas, gente?? Por onde passo só vejo mulheres grávidas.

Eu moro num Estado fronteiriço com o Paraguai, imagino que seja a "onda de fertilidade Lugo" .

Sei não, hein... depois da gripe suína, deve ser a virose do coelho.

trocando o alvo

Pra me resumir, hoje : terrivelmente prática e divinamente amorosa.

Gente dita "importante" com quem mantenho relações profissionais , não tem aquecido minh'alma, a ponto de tratamentos generosos.

Em compensação, sortuda que sou, todos os agentes essenciais na minha rotina, para que ela seja uma engrenagem eficiente, são pessoas maravilhosas. O manobrista ( pq minha paciência no trânsito é zero e eu guio mal mesmo ) , a colega do café ( pq sem café eu surto ) , a Zenilda ( que é a pessoa que mantém minhas roupas lavadas e com cheirinho de neném, e ainda me recebe na lavanderia com um abraço e um sorrisãoooo )... portanto, babar-ovo de executivo grosso, cada vez mais se distancia da minha realidade. E não é pra agradar ninguém, senão a mim mesma.

É como se eu "roubasse" o direito dos estúpidos de usufruir minhas gentilezas, e a distribuísse a quem merece. Versão moderna do Robin, que eu batizei de Robin Rude.

holofotes? eu, hein...

Meu irmão mais velho é um cara bastante sincero. Ele é artista visual, meio peter pan, meio underground.

Com ele investi na minha primeira ( e única) experiência cinematográfica, num curta-metragem muito interessante. Quando ele soube do meu blog, naturalmente veio cheio das filosofias culturais, em gauchês "bah... certamente tu vais ter teus minutos de fama... esses lances corporativos são tri oportunos."

Pronto. Eu trabalho 136 horas por dia, numa corporação agitada ao extremo, e o blog nada mais é que meu "sossega leão"... Fama hoje em dia, é pra quem tem bunda grande.

O Andy Warhol e suas professias de Pop art não são exatamente o modelo de "rótulo" que eu busco.

Trabalhar não é sopa. :P

quinta-feira, 21 de maio de 2009

mapeamento corporal

Morando ( no meu caso apenas pagando contas de água e luz) numa capital em que a média de temperatura é altíssima, não há elegância que segure um terninho das 6 às 18h.

Soma-se a isso o fato de que eu to mais pra Pink do que pra Diana Krall.

Um cliente das pesadas reparou numa das minhas "111.736 tatuagens" ( que são só 4 ) e perguntou se eu não tinha vergonha, ou se isso nunca me causou transtornos entre os mais caretas, afinal, sou uma executiva ( blargh, precisa me lembrar? ) Respondi de acordo com o que sinto.

A postura pode fazer uma tatuagem parecer um papel de parede. Desbotado e imperceptível. E um terninho caríssimo parecer um fio dental de lurex. Depende de quem usa e como usa.

( Pensando bem, acho que teria mais vergonha de professar algumas preferências políticas, que assim como minhas tatuagens, não saem com água do banho.)

uma monga na esfera digital

O grau de contaminação digital beira à loucura, quando você conta os meses do ano assim: setêmbi, youtube, novêmbi, dezêmbi...

under pressure

Examine as pessoas com quem convive e você encontrará uma meia-dúzia de resilientes. Profissionais que conseguiram superar, de forma obstinada, o alto grau de cobranças e a avassaladora prática de aniquilamento do equilíbrio humano.

Quem dera fosse um problema restrito aos postos hierarquicamente superiores, mas, eu percebo que quase todos os colegas com quem trabalho, já tiveram em algum momento, que sobreviver, transformando energia-problema, em impulso criativo.

E dentro desta polivalência, felizes os que caminham sem grandes sequelas, ao contrário de uma gestora que eu conheço. O chefe era tão perverso que a submetia à todas execrações possíveis.

No dia em que ela foi para um ambiente digno, já era tarde demais.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

assim nasceu um gênio

Com muita alegria recebi a notícia de que o filho de uma amiga, há anos "sumida", está no segundo período da faculdade de Publicidade!!!

Lembro dele com uns 4 aninhos quando certa vez, ela ajudava o filho mais velho a fazer a tarefinha da escola. "Diminutivo de cama, Felipe*? Qual é?"

E o pequeno, metido e cheio das sacadas " É berço, mãe."

Vai ser um publicitário premiado, não tenho dúvidas.

Aliás, com 4 anos, já dava fortes indícios.

muita cuca no lance

Terminei de ler um livro bárbaro. Ele me deu muitas noções de Gestão de Qualidade.

Quase tudo que eu leio, reciclo. Utilizo. Se não uso agora neste instante, hei de gostar e usar mais tarde. Tenho cá minhas gavetas-de-emergência.

Uma das coisas que eu li , que já havia lido em centenas de publicações sobre Treinamento é " a qualidade de uma pergunta não pode ser julgada pela complexidade, ao contrário, ela tem que ser simples. Temos que julgar pela complexidade de reflexão que ela provoca. "

To experimentando fazer isso. Tipo, chegar pra pessoa e desafiar " quantos anos você tem?" :P

( não se surpreenda se muita gente boa patinar neste teste...rsrs)

as ponderações necessárias

Dani, meu amigo lindão, preocupado com minha saúde, notou que minhas correspondências profissionais lhe chegavam sempre nas madrugadas.

Listou todos os cuidados que lhe vieram à mente, incluindo dicas de alimentação, e remeteu num e-mail, seguido de um " cuide-se, você é muito mais importante em qualidade do quem em produtividade... durma mais, não seja notívaga, te adoro muito."

Ele tem razão. Passa-se uma vida tal qual carro de fórmula 1, correndo em aceleração máxima, acumula-se dinheiro, bens, nem sempre satisfatórios emocionalmente.

E depois gasta-se muito, na aposentadoria, pra recuperar a saúde que foi pro lixo.

A dor de amanhã, todo mundo suporta facilmente...

Oh father...

Tentava em vão me concentrar numa conversa de trabalho quando a todo instante, o moço da mesa ao lado me cutucava " hey, você não é a irmã do Tico?"

Eu : " não, moço, não sou."

Quando ganhei asas no assunto ( ainda que não passasse das 7 da manhã) o rapaz insistiu " Não é a irmã do Tico mesmo?"

Eu : "Não, não sou... " ( respira, monga....)

Na última investida ele pôs pimenta na pergunta " Irmã do Tico, filha do Alberto...num?"

Eu: " Moço, olha... meu pai a cada ano me brinda com um irmão novo, mas esse Tico aê deve ser irmão do Teco, portanto, o pai com certeza é o Walt Disney."

Risada geral, claro.

terça-feira, 19 de maio de 2009

alguém nessa vida liga pra mim

To mesmo zangada com a empresa de telefonia que usamos na empresa. Zangada na enésima potência. Não canso de resmungar e reclamar, valendo o lembrete de que já recorri à Anatel .

Eu dependo do bom desempenho do telefone e da internet. É ferramenta diária.

E ainda que eu usasse o telefone pra falar abobrinhas, xuxuzinhos e rabanetes, não haveria justificativa pra dispensarem um tratamento ruim a uma cliente que paga em dia e vai à missa toda manhã.

Não acredito em portabilidade, pra começo de conversa.

Acredito que algumas empresas "te levam à porta, com habilidade."

À porta da concorrente.

diga xissss

Executivo-Luzinete, você ainda vai conhecer um!!!!

Não pode ver nem farol de carro em sua direção, que acha logo que é flash de máquina fotográfica e começa a estufar o peito e caprichar na cara de mau.

A frase de efeito, vem de brinde : " vai ter repercussão "

É. Vai sim.

vendedor de sorrisos

Tava ao telefone com uma amiga que ultimamente parece o Atlas, carregando o mundo nas costas.

Aquela velha história de se sentir gorda, deprimida, fora de forma. Ou seja, em meio à uma crise 100% feminina.

Ela me contou que ontem fazendo compras, o vendedor de uma loja tentou a todo custo empurrar uma calça GG, que ela, evidentemente se recusou a provar. Vê só a lábia do vendedor: " ah... GG é pra quem é 2 vezes Gostosa!!!! "

Eu quero esse cara na minha empresa, já!

E pra marido também, fala sério...wow!

dizendo Amém pra tudo

Provavelmente muitos já ouviram a máxima " respeitar as crenças do cliente."

Sugiro este tipo de postura aos consultores não para que eles se tornem "concordinos" com absolutamente tudo, mas pra que eles percebam como é olhar para as coisas a partir da perspectiva do cliente.

Outro dia um colega estava atendendo um administrador bastante fervoroso em sua fé, e no final da reunião o cliente abençoou " Que assim, seja, Amém."

E o meu colega repetiu " Amém!!!", com os braços erguidos e a voz truculenta.

Ta, mas isso pode? Pode. Pq não poderia??

(Se não for um gesto forçado, calculado... )

segunda-feira, 18 de maio de 2009

felicidade dos mundos possíveis

O Adriano é um mocinho que trabalhou comigo numa empresa de Tecnologia.

Um dia fomos lanchar no shopping, depois do expediente, e ele pediu um "browser" pro garçon.

E pra Senhorita?? - falou o garçon.

" Eu vou de brownie, mesmo. "

aconteceu, mas é mentira (parte II)

Espero que ninguém duvide que eu tenha contado esta história pra vários colegas.

Não pelo fato de eu ter sido subestimada, feita de tonta e ridicularizada. Nem. Pfff.

Eu contei no afã de que meus colegas mais sábios e vitaminados pudessem me dar dicas de resolução instantânea.

Um amigo refletiu : " bá... é praticamente o mesmo que você escrever uma carta, supostamente assinada pela Xuxa, pra dizer que ela odiou o salto agulha da patricinha da mesa ao lado, e você generosamente repassou a cartinhaaaaa."

Boa percepção.

aconteceu, mas é mentira

Ai que desgosto... um cliente íntimo, daqueles que convidam pro aniversário dos filhos-e-tudo-mais, cometeu um deslize monumental.

Quis reclamar da assessoria de Comunicação que minha empresa presta, sujeita a furos e tropeços pq somos humanos, e criou uma lenda urbana de própria autoria.

Assim ó: ele mandou um e-mail dele pra ele mesmo reclamando da minha empresa. E esta suposta reclamação foi encaminhada a mim " Dr. Gênio, a empresa que presta assessoria ao Sr. é uma merda. Olha que falha terrível eles cometeram!!!!!" . Por razões técnicas, acabei notando que ele escreveu de uma conta ( dele ) pra outra conta de e-mail ( tbém dele).

Corrigimos a falha, pedimos desculpas. E agora, nos compete edificar ( mais uma vez) nossa relação com o digníssimo cliente, para que viremos esta página.

Edificar para recuperar. É-di-ficar besta....

engole essa

Me perguntaram hoje se eu era professora de Libras ( Linguagem de Sinais) .

Fiquei espantada. Quer dizer... mais ainda com a justificativa " ah...vc não pára um segundo de mexer as mãos e gesticular enquanto fala."

E como nóia pouca é besteira, mais essa, pra encerrar o turno : " vc é cheia de mensagens subliminares, né? E em braile, pra complicar..."

Eu?

Tá bom. O choro é livre.

domingo, 17 de maio de 2009

passando o bastão

O marido de uma amiga, que é executivo, participou hoje de uma corrida de revezamento.

Acho uma gracinha, eles são super companheiros, e tenho certeza de que ela estava lá torcendo por ele, pessoa a quem ela super-admira.

Quando eu soube desta prova que ele iria realizar, imediatamente pensei nas minhas posturas no comando de tarefas. Em muitos momentos, tenho a impressão de que eu "corro" melhor que minha equipe, e inconscientemente, reluto em "passar o bastão" ou, se o faço, fica lá dentro de mim uma pontinha de contrariedade.

É preciso vencer os próprios limites de resistência, para vencer qualquer corrida. Nem que seja por milésimos de segundo.

arte é combustível

Domingo é quando eu posso me reabastecer de coisas bacanas que me dão fôlego pra uma semana super ácida.

E estas coisas incríveis, que aparentemente não tem a ver com o universo de elementos que eu uso no trabalho, acabam sendo minhas maiores inspirações. Cinema, um belo livro, um espetáculo de última hora, ou uma tarde brincando com meus sobrinhos. Meus olhos se voltam para a rotina com leveza. E muitas vezes, cheios de poesia.

Sou muitoooo fã do Emmanuel Marinho, um grande poeta, que nos brindou com esta sensacional reflexão " poesia não compra sapato, mas como andar sem poesia??"

trocadilhos lindos e suas ocorrências

Você realmente acha que as pessoas que trabalham com "suporte ao usuário" poderiam querer outro nome pra sua função?

Usuário é raça que, as vezes, não tem quem suporte.

Eu mesma brinco com os estagiários " meu filho...vai lá suportar o fulano... ha ha vai ter que rebolar"

nunca te vi, sempre te amei

Não é só em filme e vida de celebridade que algumas relações esbarram na "incompatibilidade de agenda."

Tenho um parceiro de negócios lá nas Minas Gerais com quem há meses ensaio um encontro, necessário para a conclusão de um projeto. Enquanto nossas agendas continuam em divórcio, a nossa saída tem sido as vídeo-conferências.
Isso, quando rola alguma migalhinha de tempo. Ele é um homem muito requisitado, e eu, uma mulher atrapalhada.

Quando eu soube que ele estaria na minha cidade pra um Congresso, fiquei feliz. "Agora, vai!"

Vai é nada... No final do evento centenas de estudantes blindaram meu acesso, naquele alvoroço de poder falar com o "mestre". E pra ele não perder o vôo, deixei pruma próxima... :(


sábado, 16 de maio de 2009

esconde-esconde

Experimente se trancar na despensa durante o final de semana.

Certamente, o trabalho te achará. Parece que o "bichinho do labor" desenvolveu técnicas que não te deixam escapar.

A única vantagem, é que se vc escolher a despensa, poderá trabalhar comendo macarrão instantâneo.

Pelo menos na minha, é só isso que tem ultimamente. ( todos com vencimento mais pra lá do que pra cá... :P )

sono das justas

Conforme eu ameacei no post anterior, fiquei preguiçando hoje, mais do que o habitual.

Porém, um parceiro de negócios, teve a delicadeza de me telefonar antes das 8 da manhã.

"Ah, te acordei??? "

Eu respondi, em tom de hoje-não-tem-expediente:

"Acordou. Mas em dois segundos sua ligação será ejetada."

Bip bip bip.

no golpe do thomaz não caio mais

Por 3 sábados consecutivos fui ludibriada!!

Dois amigos pediram que eu os acompanhasse em algumas tarefas profissionais chatíssimas, e em troca, me levariam pra papar a melhor comida árabe da cidade.

No primeiro sábado atrasou tudo. Perdemos o horário de almoço do empório.

No segundo e terceiro, mesma novela.

Pois amanhã vou dormir até as 2 da tarde.

Chega.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

quem quer dar, não oferece

Nenhum colega se habilitou a dar carona pra uma moça grávida que trabalha numa empresa que eu estava visitando.

Tentei me isentar, ela mal me conhecia.

Isso me aborreceu. Me deixou agitada internamente. Parecia que era comigo, que eu tava com um espinho no pé. Escutei quando o chefe dela cochichou que "não pegava bem" "sair por aí com funcionária no carro."

Não pega bem pra quem? Ah...pra menina , ser vista com um bundão, claro.

Pois eu dei carona. ( E pegou super bem... pra ambas)

quand on cherche l'amour

Por e-mail : " Monga, fala sobre relacionamentos amorosos dentro da empresa, dá sua opinião de como lidar com isso." ( Gustavo, de Bauru-SP )

Amiguinho... é assunto movediço. Se eu me mexer muito, afundo...rsrs

Esta opinião não tem um único aspecto, sabe? Até hoje procuro a bula que nos garanta que vida profissional e pessoal andam em vias separadas. E as empresas que fixam esta regra, de não-envolvimento ( namoro) entre profissionais colegas , no fundo sabem que é falácia. Sempre rola.

Na minha monguice, criei minha regra, que é assim:

1. fisicamente com um (a) colega : sempre

2. emocionalmente com um (a) colega : as vezes

3. amorosamente com um (a) colega : nunca

(Se algum dia eu mudar de opinião, aviso. Aos colegas também, óooobvio....)

cafés de maio

As melhores observações a respeito de um lar partem da cozinha. É lá que terminam as festas familiares, lá também é palco de grandes experimentos químico-afetivos, porque cozinha é alquimia amorosa, das mais autênticas. Se eu não fosse executiva, tentaria ser chef de cozinha. Certeza.

Quando em visita a uma empresa se descubro que existe um refeitório ou cozinha, escorrego sorrateiramente para lá. Foi exatamente o que fiz hoje, e não nego, o cheirinho de café preparado na hora ajudou muito.

Tem dias em que estou menos "faladeira" portanto, aproveito para curtir estes momentos.

Existe uma "outra empresa" dentro da cozinha de uma empresa. Eu garanto. O bate-papo, a energia, são totalmente singulares.

Há um "quê" de semelhança doméstica. Bastante reconfortante, por vezes.

metamorpho

Cliente é um ser que adquire várias formas, composições e nomes.

Cliente do hotel é hóspede.
Do banco, é correntista.
Do ônibus, é passageiro.
Da faculdade, é aluno.
Do terapeuta, é paciente.
Do hospital, é doente.
Da quitanda, é freguês.

E de empresa de telefonia, é estúpido ( ou otário).

Nem tudo é perfeito.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

fora-da-lei

Ouvi várias vezes hoje " mas essa Lei de Murphy não falha, hein?"

"Nossa, tudo travando....eita Lei de Murphy"... " ta vendo? se tem que dar errado, dá!"

Eu não dou colher pro Murphy não.Ele que se esparrame pra outro canto, que vá apontar regras de desastre bem fora daqui. O dia foi cansativo, mas amanhã tudo estará melhor.

Se arranca, Murphy!!

Xô.

estatuto das gatosas

Raramente eu perco a paciência em filas de espera, ou desconto meu cheque-raiva no pobre do funcionário que tá ali me atendendo. Até pq, se ele ta azedo, problema dele com seu fígado.

Eu não degusto dissabores.

Só que hoje eu saí dos trilhos. Uma pessoa criou caso, pq minha mãe, uma linda gata de 60 e poucos anos, estava na fila preferencial do idoso. Armou um banzé, como há tempos eu não via.

De início eu tentei explicar sobre a legalidade da situação, sobre o Estatuto e tal. Não deu certo.

Aí eu fui mais didática. Expliquei pra ela que a natureza foi mesmo mais generosa com a minha mãe ( sem botox e plástica, cabe ressaltar ) e que o descontentamento dela , o Procon não resolveria.

E que eu conhecia um ótimo cirurgião, no caso dela se interessar. :P

a insustentável tristeza do ser

Queria que este post fosse uma enfabulite aguda. Infelizmente é real.

Um amigo, estudante de MBA em período de confecção de monografia, teve seu acesso barrado numa Universidade ( instituição que leva o nome do fundador da cidade do Rio de Janeiro ) pois não estuda lá e não pode consultar o acervo de livros. Não estuda lá, leia-se, não paga mensalidade.

Obliterar o acesso à pesquisa e à leitura é o indício cabal de que a bosta tomou conta da civilização. Dá a impressão de que esta universidade está protegendo uma grande região aurífera! Tem razão. Livros são tesouros e são valiosos. Tanto quanto ouro.

Mas não precisamos nos tornar saqueadores!!! Senão, vamos inaugurar uma nova modalidade de assalto, já já : " hey! parado...vai passando aê o livro, mano!"

quarta-feira, 13 de maio de 2009

amy-o ou deixe-o

Fazia dias que eu não alimentava o Bozo que mora em mim. Voltei a pensar no lance de executivos e suas tribos.

Em homenagem à Beth Cerquinho, gênia, e melhor companhia blogueira ultimamente ( com suas sacadas em humor-alto-padrão ), lembrei de uma tribo, na qual tenho um amigo integrante:

Executivo "Amy Winehouse". A sala dele parece um eterno retorno de viagem ao Caribe. Cheia de cacarecos.

Quando pouco aplaudido, tende a xingar os colegas.

Se a gente pede algo que exija mais empenho ele fala " No, no, no ".

Pra piorar, jura que ainda faz sucesso.

furazóio

Como a vida dá voltas... Há uns muitos anos, tive uma colega de trabalho "sequestrada" pela concorrência. Foi doído, causou um furor fora de época e descompassou a rotina de uma equipe inteirinha.

Confesso, vai... fiquei foi com dor-de-cotovelo, senti a perda, tive um pedacinho de inveja branca porque a empresa pra onde ela foi era um luxo, e deixamos naturalmente de nos falar com a mesma regularidade. A referência dela "adormeceu" no meu manual de " colegas maravilhosos-competentes. " Apenas adormeceu. Não morreu.

Prova disso é que, no momento que surgiu uma belíssima vaga, na empresa que eu dirijo, eu nem hesitei. Corri pra encontrá-la.

E ela veio comigo.

comercial king-size

Quando eu gosto de alguém eu goooosto. No sentido profissional, então, chego a me tornar uma Relações Públicas informal da pessoa ou da empresa.

Meu discurso fica pra lá de hiperbólico. Não poupo auxílios linguísticos como " melhor", "maior", " super the best" e " fantásticoooo!".

Indiquei pra uma amiga um " baita administrador, mestre mesmo". A encontrei hoje. Perguntei como foi.

Ela falou que foi do jeito que eu falei. Baita. Super. Lindo. Mas ela tem mania de "raspar o verniz"." E por baixo deste verniz a tintinha dele tá tão desbotada...."

Vou rever meus conceitos.

parto com fórceps

Fui chegando com minha trupe e todos os apetrechos que necessitamos pra delicadíssima operação de contratar "gentes" pro meu maior cliente.

Preciso de um substituto ocupando o posto de uma funcionária ( bem antiga) que sairá em licença-maternidade ( e mais alguns profissionais específicos, pra setores técnicos ). Será uma vaga temporária, e a grande dificuldade é deixar esta pessoa substituta envolvida na mesma intensidade em que estarão os contratados " definitivos".

E o maior de todos os quebra-cucas: trabalhar a postura de pertencimento da futura mamãe com seu cargo. " A mesa é minha, a cadeira é minha, o computador é meu."

Tentei começar por aí... explicando que sua barrigona era um estado transitório. Mas a maternidade, o vínculo com o bebê, esse NÃO! E que a licença, também transitória, terminaria, e ela voltaria pro cargo, lugar que ocupa por competência e merecimento, cujo vínculo não se apaga em 4 ou 5 meses.

Por hora, ela teria de me ajudar nesta transição, e contribuir pra que a colega se sentisse segura pra missão tão difícil de " substituí-la à altura!!!!!"

eu sei o que falo

Inclusão é quando a turma do trabalho te convida pro happy-hour, e , sabendo que você não bebe-não bebeu-nem nunca beberá nada com álcool, garante seu refrigeréco para desfrutar de sua preciosa companhia.

Acessibilidade é quando você nota que aquele executivo gato está fazendo sucesso no barzim , e pára de papear mais ao pé do ouvido, pro eleitorado chegar junto, afinal, você não quer nada com o moço...


Vai ficar reservando mercadoria que não vai adquirir??

terça-feira, 12 de maio de 2009

PHD em vendas

Na visão da minha avó, o exemplo de um excelente vendedor era " vende uma casa incendiada e vc até agradece, sorrindo !!!"

Na minha atual contingência é " me vendeu um microondas incendiado, eu agradeci, e agora choro..."

tecnologia íntima e pessoal

Pioneirismo : tenho um sistema de default interno.

Quem trabalha com tecnologia sabe o que quero dizer. Vamos supor que você tá lá preenchendo os requisitos de um formulário, esquece um item, e mesmo assim, automaticamente o sistema operacional gera o relatório, safando a pele do usuário por esta lacuna . Mais ou menos ( toscamente) assim.

Comigo o default é : se estou conversando com alguém na empresa, a pessoa não precisa me dizer que a conversa é privada, que não gostaria que eu dividisse com mais ninguém. Eu mando a informação pra minha plataforma mental de ética e automaticamente entendo que é pra ficar ali.

A conversa é de A e B.

C ta fora. :P

pondo a sensibilidade no lixo

Ontem a noite durante o programa do Jô eu dei boas risadas.

Um mocinho, muito querido, que trabalha num atêrro do Rio de Janeiro, exterminou a presunção do apresentador, ao ser chamado de catador de lixo:

"Só uma correção, eu sou um catador de material reciclável, lixo é aquilo que não tem aproveitamento, eu recolho material que pode ser reaproveitado".

A correção, veja bem, não foi com intuito de se defender de uma "ofensa" ou "depreciação" por ser chamado de lixeiro. É a questão da ironia fina , de gente que não tem muito tato, e que invariavelmente, da um jeitinho de brilhar mais que o entrevistado.

(Um colega outro dia se gabou no refeitório por ser mais inteligente que o Tiririca. Segundo ele, num quiz da TV, o engraçadíssimo palhaço pop respondeu várias perguntas erroneamente. E o meu colega tava lá, inflamado, metendooooo o pau na burrice do Tiririca e super se achando. Procê ver. )

segunda-feira, 11 de maio de 2009

triste estimativa

Com auxílio de uma calculadora eu posso assumir:

vou estar ocupada pelo resto da vida.

nóis trupica e...cai !

Participei de um workshop fora do Brasil, e o facilitador do evento, ao entrar na sala, caiu. Foi uma queda calculada, pq segundo ele, estavam todos dispersos, e seria uma forma de chamar a atenção, quebrar o clima, enfim, várias coisas num só tombo.

Quando ele contou a todos que era um tombo de mentirinha, e no quanto um acidente de percurso faz todo mundo ir às gargalhadas, nooossa, foi o máximo da performance !!

No coffee break eu me aproximei dele, pra elogiar ( realmente foi tudo de bom ) e de quebra, brinquei " E se o tombo tivesse sido real ? "

Ele " aaaahhh... teria fingido que foi um desmaio. "

transmimento de pensação

Por várias vezes tem acontecido d'eu chamar uma consultora pra discutirmos determinado projeto, e na pauta que ela me oferece, estão lá contemplados os mesmos itens de discussão que eu tbém havia anotado.

É uma espécie de sintonia fina que se estabeleceu entre a gente.

Ou então, penso em telefonar, e ela me liga.

A gente batizou este "fenômeno" de redundância emocional . Está intimamente ligado ao fato de percebermos, as duas, a anatomia das coisas à nossa volta, de maneira muito semelhante.

Quatro olhos e um só coração.

de parar o trânsito

Justo na hora de rush, ao meio-dia, me deparo com um exemplo clássico de profissional que tira vantagem do seu "poder".

Na frente de uma escola, o guarda de trânsito , eficientemente , manda a fila de automóveis parar. Eu pensei com meus botões " puxa, belo exemplo, além de tudo, me obriga a respirar fundo, acabou sendo um pit stop providencial! Obrigada, Senhor! ".


Opa! Cadê os aluninhos fofos? Onde estão as criancinhas frágeis que querem-chegar-a-salvo-no-outro-lado???

Atravessou foi uma professora, em rebolado slow motion, dando sorrisos maliciosos pro guarda.

Não sabia que a Academia formava guardas-don-juans.

domingo, 10 de maio de 2009

cartão-oportunidade

Fiquei surpresa... com que velocidade acabam meus cartões de visita!

Escuto até piadinhas, do tipo " também, você entrega cartão pra todo mundo!! Indistintamente!"

Eu entrego.

Entrego pq, até segunda ordem, realmente não distinguo oportunidades. O limite que separa trabalho e vida social é de fato muito tênue. E entrego pq adoro meu cartão de visitas. Quando decidimos o design do cartão, a funcionalidade, junto com o designer da empresa, demos tanta atenção quanto a um projeto ultra complexo.

Eu não sei quanto a vocês... Mas o meu cartão de visitas, eu chamo de memory card.

Essa é a definição que melhor se aplica. É uma forma de perpetuar, levar à memória das pessoas, meu nome, meu telefone e minha disponibilidade pra um novo encontro.

coisas que colocam na sua cabeça

Vivendo e aprendendo.

A criatividade da molecada que ta no primeiro emprego é espetacular. Ouvi um amigo falar que não podia sair neste final de semana, pq tava realizando um " corno job".

Corno job. Rapidamente eu saquei a lógica : um trabalho que ninguém quer fazer, chato, imposto pelo chefe, e que ele ( o boss ), obviamente vai dividir os méritos com outro colega, e não contigo.


Humilhação. De corno, mesmo.

mamãe, palavra multicor

Dia das Mães é dia pra eu me sentir a pessoa mais abençoada da face da Terra! Fui criada por uma avó pra lá de especial ( de quem sinto uma saudade doída pra xuxu, pois ela está na companhia de anjos e arcanjos) e tenho duas mães, uma que me gerou, e outra que me "adotou" aos 20 e poucos anos ( muito embora ela brinque que fui eu quem a adotei...) .


Olha, posso não ser aquele primor de filha, mas nunca deixo de dizer, nunca, que as amo muito.


E quando a telefonista da empresa fala : " sua mãe no telefone" , capricho na cara de metida e pondero : "qual das duas, querida ? "


Quem pode, pode. :P

sábado, 9 de maio de 2009

fine tuning

Presentes de incentivo para membros da equipe é minha cara !

Nada premeditado, nada pra forçar a barra. Questão de percepção.

Quem não gosta de um mimo?

A consultora da área de Planejamento andava tão encolhidinha, com olheiras de panda, que não tive dúvidas... comprei um travesseiro, desses desenvolvidos pra proporcionar conforto máximo.

Fiz um pacote lindo e pus em cima da sua mesa, seguido de um bilhete:

"Se você já fechava bons negócios antes, imagina depois de uma noite de rainha?"

up and down

Hora light : Fui na loja de uma marca famosa. A vendedora, sumariamente vestida, e com um inflamado discurso de consumidora, teceu elogios aos produtos que vende. Ahan. Tudo certo. Mas ela ficou super preocupada em mostrar seu corpo bonito. Seu bronzeado fake. Enumerou todos os produtos da loja que ela própria consome. Esqueceu de mim. No cintilar daquele seu momento nascida em Beverly Hills , eu, a potencial compradora, nem fiz diferença. Cômico!!! Quase que eu me ofereci pra atendê-la.

Hora heavy : Tinha reunião marcada com determinada equipe de T.I de SP, mas o Manager, farinha de um saco muito especial, me contou que sua equipe de 20 pessoinhas ao invés de empenho e concentração, estava lá só de corpo presente, portanto vamos ter que adiar um pouquinho. Todo mundo tava lá fazendo de conta, e nada de produzir...
Chato né? Parece time de futebol que acha que o campeonato tá ganho e fala pro repórter que o jogo é só pra cumprir tabela.

naquele estado

Existem 4 estados físicos da matéria : sólido, líquido, gasoso e universitário.

Universitário é o estado mais transitório da matéria, mais volátil, mas, uma vez estando nele, você estará a salvo de responsabilidades, crises reflexivas-profissionais e contratos de risco.

Ocupará espaços coletivos, chamados de repúblicas, ou poderá ficar na condição de isolamento privilegiado.

E em algum lugar do futuro, sentirá saudades.

Desempregado é o estado evolutivo e viral do universitário.

alta definição

Encontrei num caderninho velho aqui em casa. Não sei quem fez a anotação, nem qual o autor, mas achei perfeito "Comandar, é mandar com."

A competitividade não resiste aos encantos da parceria. Ela se faz de durona, tenta vencer na queda de braço, mas o aperto de mão é mais experiente. E então, nota-se, com certa timidez: realmente, mandar com, é mais gratificante.



Desse jeito a liderança fica mais gostosa, com ares de gincana escolar.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

crédito ilimitado

A expressão " vou riscar você do meu caderno" pode me causar um mini pânico.

Tenho que resolver tantas coisas diariamente, que acaba sendo uma mão na roda ter boas relações por aí. Acho que por isso tenho conta na padaria, na lavanderia, no cyber café, na gráfica rápida, no salão...

E não é que confiam em mim?? Mesmo pq não tenho talento pra calote.

Caderninhos e faturas ocupam a mesma pastinha de compromissos a honrar. E honrando estes compromissos, eu honro ainda mais o carinho que recebo em forma de crédito.

quanta parcimônia!

A empresa como ela é:

Perguntei pra moça de uma recepção por onde passei pq ela nunca sorri. Ela disse que odeia "gente excessivamente educada." O transeunte que pegou o bonde andando falou " nossa, essa guria é espirituosa! ". Espirituosa?

Espirituoso é colocar o nome do Pintcher de Stallone.

Isso é grosseria. Das puras.

debut

Ó... sô egoísta não.... cumigo não tem mixaria.

Conhecimento nasceu pra ser espraiado. Eu não permito nem que meus livros durmam na estante. Eles tem que fazer ginástica, achar alguém que queira suas presenças. Senão, os entrego pra adoção.

E com idéias, a mesma coisa. ( percebeu que to engasgada ainda, com a história do post abaixo, né?). Há dois anos, mais ou menos, falei sobre o que viria ( e vem) a ser life coaching pra uma amiga. Ela não deu bola, até meio que riu da minha vanguardice esquisita. Magina ter alguém pra te "ajudar a viver bem " ( ps : conceito bem superficial, okeie? ).

Quando eu contratei uma life coach então...teve espasmos ! Só faltava me chamar de louca.

Hoje essa amiga é uma life coach. Tudo bem que não seja porque eu falei no troço.

Mas eu finquei minha bandeirinha no seu espaço cerebral. Pode ter ajudado.

ctrl C ctrl V

A época em que vivemos favorece muito esta prática.

Qual? A de copiar e colar. Tudo. O lance se hospedou na nossa rotina.

Falo nossa, pq nem eu escapo. Eu procuro sim, manter um pudor. A referência é o mínimo que posso fazer. Citar de onde tirei tal coisa, o motivo, a via de pesquisa que utilizei.

Hoje em dia nem rola mais uma paranóia. Se eu fosse paranóica, teria armado uma tenda na porta do INPI, pra garantir meu constante registro de idéias.

O que rola é uma profunda lástima...bem no âmago do meu imperfeito ser... uma colega de profissão copiou o slogan de uma campanha desenvolvida com muito carinho pela minha turma. E usou nas mídias de sua empresa.

Fiquei sabendo, in loco, ( o q me deixou mui loca ) durante um evento.

Por agora me esmagou. Mas amanhã eu to novinha em folha.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

se você espirrar amanhã, saúde!

Ahhhh... ninguém tem paciência pra colegas hipocondríacos....

Eu tenho.

Entro no clima. Falo da minha neurocirurgia, do joelho depressivo, que eu tenho o intestino irritadiço, os remédios que eu tomo. Parece partida de tênis. Manda a bomba que eu rebato.

Daí a pessoa desanima. No bom sentido.

Acha que perto de mim é um ser humano com saúde de aço.

o conhecimento me expulsou do paraíso


Ver as pessoas caleidoscopicamente. Taí.


Uma boa forma de evitar fraudes emocionais. Conhecer por partes.


A lei do " só por hoje." Falo isso porque murchei, tal flôr, ao ver o marido da minha colega esperando por ela na porta da empresa.

Quase como o casamento entre o mafioso e a colombina. A escolha assustadora que ela fez não vai mudar minha admiração pela profissional que ela é.

A diferença, é que vou ter de por esta admiração profissional em outra gaveta, separadinha. Não vai caber dentro da gaveta " mulher-de-bom-gosto."

ilustração da tarde

Ao me ver constantemente elétrica, um colega perguntou:

"Você é hiperativa?"

Eu: " Hiperativa, não. Sou Hip Hip Hurraaaaaaaaaaaaaaaaaaa"

Bibo pai e Bobi filho

Potencialmente habilidoso é uma coisa. Especialmente apaixonado outra. Bem diferente.

Com a intenção de perpetuar um legado, de imprimir uma marca familiar, muitos profissionais induzem os filhos ao erro. Ao erro da inadequação.

A delícia de seguir o mesmo ofício do papai depende do que NÃO tem a ver com OBRIGAÇÃO. Rola ou não rola. Forjar um profissional à ferro e fogo, tem altos custos. Por osmose não dá.

Savoir faire, sabe? Tem que ter.

Não é bacana o cara chegar aos 60 anos culpando a família pela apatia profissional que o acompanhou por toda carreira. Deixa ele se descobrir sozinho.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

piada do dia

Cliente pão-duro eu conheço aos montes. De chorar por 10 centavos.

Mas o de agora levou a taça da semana. O argumento para que eu não cobrasse a consultoria foi o seguinte : " vai ser uma honra pra sua empresa ter meu nome na lista de clientes."

Serviço na faixa nóis tem. Mas ta em falta.

nós Freudemos numa boa...

Não sou psicóloga. Tenho é um apreço extra-large pela profissão.

Já fiz um post expressando minha indignação com a conduta de alguns profissionais, que pensam estar no exercício pleno da Psicologia. Porteiros, manicures, melhores amigos da tia mais velha, médicos ortopedistas... Várias pessoas acham que podem dar pitacos acompanhados de " ai minha véia, eu sou a Psicóloga aqui de casa..." . " Cê sabe que no clube, na hora da sauna, lotaaaa de gente pra ouvir meus conselhos??"

Tá. Beleza. Conselho é conselho. Mané é mané.

Eu não tenho fé de ofício pra ser a "pedreira" da minha casa. Ou pra ser a "mecânica" do carro do vizinho. E nem pra ser psicóloga.

Simplesmente pq EU NÃO SOU. Ado ado ado...né? cada um no seu divã.

sim, senhora!

São dois caminhos que conduzem a execução de uma tarefa à contento.
Um caminho chama-se gentileza-encantamento-envolvimento.
O outro, déspota, chama-se imposição-ditadura.
A Pedagoga, assessora Educacional da minha empresa, sempre brinca:
" Alguns líderes vão com Piaget. Outros, com Pinochet."

terça-feira, 5 de maio de 2009

executivas boas vão pro Céu

Varrer sujeiras pra baixo do tapete nunca foi do meu perfil . Eu trato logo de aspirar, faxinar e se for o caso, tiro o tapete do seu estado vegetativo e ponho outro no lugar, limpinho e cheiroso.

Esta metáfora medonha, é pra contar, que hoje, salvei uma moça de ser imolada.

Eu estava esperando o Administrador de uma empresa, sentada na recepção, confundida com os objetos decorativos, lendo uma Vogue ( ai, q tudo!). Mas eu sou "espertieeeeenha". Observar é um exercício recorrente.

Vi quando a secretária atual, passou uma instrução equivocada ( e absurda) pra mocinha que estava em treinamento, o que repercutiu numa reprimenda h-o-r-r-i-v-e-l por parte do chefe. E eu? Duas opções.

Ou me fazia de morta ( matando por omissão a carreira de alguém ), ou ia lá arrancar o "tapete".

em busca do sinônimo perdido

Confesso que os "átomos vivem em eterna colisão dentro de mim". Quero fazer centenas de coisas simultaneamente, e, a única pessoa que eu já vi fazer isso com maestria foi a Dra. Dona Minha Mãe.

Tirando ela, o máximo que vi foi gente igual a mim: engata uma tarefa na outra e assim vai zigue-zagueando a rotina do jeito que dá.

Preciso encontrar um equivalente pra um termo técnico que se acomode no grau de instrução do meu cliente. Isso é mais do que uma gentileza, pq o homem em questão, é daqueles que se eu ousar uma palavrinha em idioma estrangeiro, me chuta porta afora.

Queria ter uns lampejos de criatividade tal qual o iluminado que transformou "brainstorm" em "toró de idéias".

(Eu li isso em algum lugar...)

na caixinha Tetra Pak

Desejo muitoooooo que um dos meus clientes passe a servir leite durante o expediente, na sua agência.

Funciona para manter o ambiente dentro dos parâmetros de salubridade escoltados pela Lei. É um sentimento nobre, que aplacou meu peito, sempre tão bem intencionado.

Isso depois que percebi, que o grande índice de veneno destilado no setor de criação, pode causar a morte súbita de um funcionário.

Especialmente se ele morder a língua.

lig lig lig lé

Não sei se minha conta está certa, escutei a notícia rapidamente ontem a noite. As relações comerciais do Brasil com a China bateram os 3,2 bi contra 2,8 com os E.U.A ( no mês de Abril).

Isso quer dizer, que nosso maior parceiro mudou.

Ao invés do Tio Sam, agora é o Jackie Chan.

:P

segunda-feira, 4 de maio de 2009

mens sana in corpore (in)sano

A matéria de uma revista que emprestei de uma amiga falava sobre doenças laborais.

Tendinites, bursites, LER-lesão por esforço repetitivo, coluna magoada e assim sucessivamente. Isso sem contar a infinidade de fobias e patologias somatizadas como "prêmio" por produtividade...rs

Não sei por quanto tempo ficarei livre de uma zica destas. Depois dos 30 anos diminiu a elasticidade e aumentam os efeitos da lei da gravidade. Uma coisa é certa : quem trabalha no meu ritmo, pelo menos se diverte.

E quem trabalha feliz, sempre faz coisas memoráveis. Já reparou?

quiz

Os colegas que tem espírito-de-porco, estão mais suscetíveis à gripe suína?

pensamentos de quem não tá tão ocupada assim

Antigamente era comum ouvirmos determinados setores/serviços serem citados como "Repartição Pública".

"Zé das Couves , quando trabalhava na Repartição Tal, era assim e assado". Repartição para se referir ao espaço de trabalho que envolvesse os cargos mais comuns nos tempos de antanho, tais como escriturários, copistas, burocratas-escravos.

O negócio fica as vezes martelando na minha cabeça. Repartição. Repartição. Era bonito. Porque remetia a questão de repartir, dividir tarefas.

Hoje em dia o esquema, por analogia, ta mais pra "acumulação" do que pra "repartição."


domingo, 3 de maio de 2009

solidão, que nada!

Vida de executiva e solteirice caminham de mãos dadas. Mas não é por falta de candidatos (as), pelo contrário!

Numa explicação à luz da Economia, digamos, que quando a relação oferta-procura enche muito minha moral, eu inflaciono, pra fazer charme.

:P

os limites da inovação

Tenho um amigo que é gestor de um tradicional ponto comercial da cidade. E o cara é super "pra-frentex".

Quer colocar uma hostess pra receber os clientes com "pompas e circunstâncias". Achei sensacional. O perfil que ele busca pra tal função ? Uma moça linda, solteira, que fale 3 ou 4 idiomas, sem filhos, não-fumante e que agarre com unhas ( vermelhas) e dentes ( clareados à laser) esta oportunidade.

Melhor ele ligar pro RH de Marte ou Júpiter. Na Terra tá em falta.

mexeu com você, mexeu comigo

Alguém sabe me explicar porquê alguns superiores ( superior neste caso é só retórica) adoooram chamar a atenção ( chamar a atenção neste caso é só eufemismo) de subordinados na presença de outras pessoas??

Ah!! mas eu fico P da vida!!!!

nossa ração é balanceada

Ouvi duas senhoras conversando ontem. Uma falou pra outra que a empresa onde o marido trabalhava era uma "fauna, uma verdadeira fauna."

Quer saber? É uma fauna mesmo. Há espécies variadas. Comensais, parasitas, marsupiais... Há contratos leoninos, colegas cachorros, secretárias gatas.

E ganso? Ganso tem de monte. Você tá no computador e a pessoa tá atrás de vc , "gansando" o que vc tá digitando.

Minha empresa não fica de fora, não. Seja lá quais tipos de bicho nós somos, convivemos harmonicamente na selva-nossa-de-cada-dia.

(Apesar que as vezes eu chego em casa ruminando problemas...)

em javanês ou em português?

Um trainee com quem trabalhei vivia escrevendo chef no lugar de escrever chefe.

Até que dei um basta. Falei pra ele, na tentativa de que gravasse : " cara, o chef, é aquele que lê o Guia Michelin. O chefe, é aquele cara que no máximo, lê o Guia Quatro Rodas."

:)

sábado, 2 de maio de 2009

pas de deux

"Eu danço, tu dança, ele dança, todos dançam."

Trabalho e flexibilidade precisam dar voltas pelo "salão" da empresa. Não tem como fugir disso. Quem não tem esta malemolência, tá ferrado. Congelado. Frozen.

Partindo desta premissa, quanto melhor for a "bailarinagem" frente às adversidades, melhor performance vc terá no ambiente profissional. Raras são as exceções.

Bom... da minha experiência como bailarina tradicional, de sapatilha no pé, herdei um joelho operado, um par de muletas e um quadril podre. Mas, como executiva, to bailando bem pra caramba.

Por falar, nisso, hj a noite vou assistir a um espetáculo da Ana Botafogo, ao vivo, e em cores.

Vou lá aprender mais lições pra aplicar na empresa.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

cleaning up the mess


Acho péssimo que alguém faxine minhas coisas na empresa. E que faça um limpa na minha mesa.
Meu medo não é que alguém jogue fora algo importante.
Meu medo é que eu não consiga, sozinha, mandar as inutilidades pro lixo.
( Desapêgo é bom, e eu gosto. )

yo soy una mala

Não gosto do idioma espanhol. Motivo? Nenhum, pela ótica xenofóbica. É questão de falta de simpatia, só. Coisa irracional.

Mas achei uma gracinha o trocadilho de um colega. Ele falou que as empresas deveriam rebatizar o serviço de OUVIDORIA pra OLVIDORIA, com L . Pq depois q pinta uma baita reclamação neste setor, o povo costuma olvidar sua bronca.

Siempre.

sossega, bixano

Deixar as pessoas a vontade num processo de entrevistas, quando elas sabem que estão sendo avaliadas em todos os aspectos ( e por dezenas de pares de olhos ) não é fácil.

No geral eu me saio bem. Falar amenidades ajuda, e não to lá pro cidadão tremer como se eu fosse leão-de-chácara de fazenda.

As vezes rolam umas bizarrices. Um dos candidatos com quem conversei não parava de balançar as pernas. E não era tiquezinho leve. Era uma mescla de canguru de desenho animado com bailarino de axé.

Ta certo que minha presença linda, imponente, sexy, envolvente pode ter deixado o cara nervoso. No final, depois de me chutar involuntariamente uma duzia de vezes, ele relaxou.

Se não tivesse relaxado, teria me nocauteado.

1° de Maio

Todo mundo já ouviu alguma gracinha ( bem clichê e batida ) " você sempre foi chefe, ou algum dia vc trabalhou na vida?".

Pois eu sou chefe e trabalho pra caramba. Inclusive no dia em que os trabalhadores tem um feriado destinado a eles.

No post anterior ( dá uma lida) eu falo da função pra qual fui escalada desde hoje cedinho. Foi uma delícia!

A última pessoa que eu entrevistei, já na porta, me deu um abraço e falou " me senti tão acolhida, nesta conversa com você. Já valeu meu dia, mesmo que eu não seja contratada."

Parece que algumas pessoas tem este feeling. Foi como se ela fechasse com chave de ouro a minha jornada. Como se fosse a portadora do " valeu a pena!".

E valeu.