sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dia da Consciência Negra

Não adianta tentar me incutir um "silêncio obsequioso". Eu, apaixonada pela cultura africana, sintetizada em símbolos que eu incluo no meu cabelo enorme (e sem chapinha uhúhú), conservo no meu peito ainda hoje o desejo de voltar a viver em terras angolanas.

Não, eu não sou negra (e isto bem que me rende uma frustração íntima, porque tudo que eu gosto se fortalece e se legitima nas raízes negras: o jazz, o blues, meus melhores amigos gatíssimos, minhas folias em Salvador, meus colegas adorados e seus orixás...)

Se eu tivesse que reger um sistema de cotas na minha empresa os brancos é que estariam lascados.

Porque hoje, amanhã e sempre, black is beautiful.