Enquanto um alvoroço se ensaiava na porta do escritório de um colega, eu decidi inverter a ótica.
Seria mais fácil me deixar levar pelo coro de funcionários que especulava e agredia o homem que revirava os sacos de lixo da empresa, mas eu resolvi prestar atenção.
Debaixo do braço do "mendigo" diversas revistas e semanários que ele juntou dos detritos corporativos vencidos e sem utilidade.
Fui falar com ele, saber o destino dos periódicos que ele catava. "É pra me manter culturalmente aquecido."
Mais inteligente, mais esclarecido e muito mais culto do que eu em 30 e tantos anos de vida insípida. Quem dera muita gente encontrasse no lixo o que ele traz consigo...